Foo Fighters estreia a inédita “Of All People” em show intimista

O novo álbum do Foo Fighters, Your Favorite Toy, não será lançado até abril, mas Dave Grohl e sua banda já compartilharam vários teasers, seja na forma de um single oficial ou de uma série de breves trechos no Instagram. O grupo está atualmente na Irlanda, onde tocou a faixa inédita Of All People ao vivo pela primeira vez. A apresentação carrega um peso histórico e emocional gigantesco para os fãs da banda e do Nirvana. Luto por Kurt Cobain No último domingo, o Foo Fighters estreou Of All People em uma pequena igreja durante a gravação da série de TV irlandesa Other Voices. Como um bônus especial para os fãs mais antigos, eles também tocaram a música A320 (da trilha sonora de Godzilla) pela primeira vez em 26 anos. O público terá que esperar o episódio ir ao ar para conferir a gravação, mas o programa tem um significado poderoso para Grohl, pois é filmado em Dingle, West Kerry. A história conta que, após a morte de Kurt Cobain em 1994, Grohl viajou para Kerry para vivenciar o luto e acabou passando de carro por um garoto que usava uma camiseta do Nirvana. Esse momento o motivou a voltar aos EUA e iniciar uma outra banda. Shows pop-up e substituição nas guitarras Além da gravação na igreja, o grupo anunciou uma série de shows pop-up de última hora no Reino Unido e na Irlanda durante o fim de semana. Na noite passada, o Foo Fighters tocou para um pequeno público em Dublin, onde executaram Of All People novamente. Uma mudança temporária, mas importante na formação: o músico Jason Falkner está substituindo o guitarrista Pat Smear, que se encontra lesionado. A banda retornará ao Reino Unido e à União Europeia em junho para tocar em estádios. Como o próprio Dave Grohl declarou no programa de Graham Norton na última sexta-feira: “O Reino Unido ama música rock ’n’ roll, simplesmente ama”.
American Football lança “Bad Moons” e detalha o novo álbum LP4

O American Football surpreendeu os fãs com o lançamento de Bad Moons, um single monumental de oito minutos de duração. A faixa é o primeiro gostinho do aguardado quarto álbum de estúdio da banda, American Football (LP4), que tem lançamento marcado para o dia 1º de maio via Polyvinyl Record Co. Com produção assinada por Sonny DiPerri, a música foi originalmente concebida como duas ideias distintas. A versão final permite que toda a intensidade emocional transborde: a canção se constrói sobre um sample repetitivo de uma suave harpa dedilhada, evoluindo com as guitarras intricadas clássicas da banda até explodir em uma jam intensa e pulsante na segunda metade. Duas crianças em um sobretudo O vocalista Mike Kinsella descreveu Bad Moons como um verdadeiro Frankenstein sonoro, que une o lado lúdico de instrumentos de brinquedo com o desespero de guitarras estridentes. “O maior desafio foi criar uma ponte temática entre a inocência e a leveza do primeiro ato e o desespero profundo do segundo”, explica Kinsella. “Decidi começar a música como uma criança. Ou melhor… duas. Empilhadas dentro de um único sobretudo; secretamente, relutantemente vivendo a vida de um homem adulto, acumulando seus erros e culpas ao longo do caminho. Uma confissão catártica.” A tradução visual dessa carga emocional ficou nas mãos dos diretores Alex Acy e Rémi Belleville. O videoclipe de Bad Moons traz uma montagem belíssima em câmera lenta que escancara a fragilidade do amadurecimento. Segundo Alex Acy, o clipe foi ancorado no Canadá rural por um motivo muito específico: “Rémi e eu crescemos juntos em Quebec, e a região e o Meio-Oeste dos EUA são muito parecidos em vários aspectos. Meninos costumam ter dificuldade em entender a empatia, o que leva a muitas atitudes tolas e arrependidas. Sentimos que podíamos nos conectar a esse conceito de um ponto de vista honesto”. Peso do LP4 e o ativismo na turnê A nova música pavimenta o caminho para um LP4 denso, dissonante e confrontacional. O álbum promete encarar de frente as realidades mais duras da vida, como luto, concessões e a desorientação da meia-idade. Para divulgar o trabalho, a banda cairá na estrada a partir de maio para uma extensa turnê mundial pela América do Norte, Europa e Ásia. Reforçando o caráter ativista que sempre permeou a cena punk e emo, o American Football não fechou os olhos para o cenário político. Em resposta à violência e intimidação relacionadas às ações do ICE (Immigration and Customs Enforcement) nos Estados Unidos, o grupo firmou uma parceria com a PLUS1. A banda doará US$ 1 / £ 1 / € 1 de cada ingresso vendido na turnê para a Safe Passage International e a Illinois Coalition for Immigration & Refugee Rights, apoiando a defesa dos direitos de imigrantes e refugiados.
Astra Vaga explora os bastidores do álbum no clipe de “Ninguém me vê”

Após estrear com o elogiado disco Unção Honrosa logo no início deste ano, o projeto de pop alternativo português Astra Vaga, idealizado pelo músico Pedro Ledo, acaba de dar um novo presente visual aos fãs. O artista lançou o videoclipe da faixa Ninguém me vê, que foge do formato tradicional e assume a roupagem de um mini-documentário profundo e intimista sobre o nascimento do projeto e as dores do processo criativo. Estética analógica e o processo nu e cru O vídeo traz uma estética analógica nostálgica e funciona como um verdadeiro diário de bordo. A câmera acompanha de perto todas as etapas da jornada do músico, mostrando: Frustrações e a necessidade de existir A escolha de Ninguém me vê para guiar esse mini-documentário não foi por acaso. A música é um retrato fiel das frustrações, incertezas e dúvidas que assombram quem decide criar algo do zero. “O processo nunca é tão linear quanto se imagina, especialmente porque fui mudando de casa ao longo do tempo e tive que construir novamente um espaço para trabalhar”, desabafa o artista. “A música retrata exatamente as frustrações de quem está concebendo algo criativo. Existe a vontade constante de desistir e o questionamento se afinal tudo valerá a pena. A única resposta que encontrei até hoje é que não conheço outro jeito de viver a não ser através da expressão artística; por isso, não o fazer, seria deixar de existir.” Ledo também faz questão de usar o clipe para exaltar o trabalho coletivo: “Dá para entender que nada se faz sozinho e que só com uma equipe de amigos conseguimos fazer coisas grandes, sozinhos não vamos longe.” Dream pop, pós-punk e a essência do Astra Vaga Surgido em 2025, o Astra Vaga marca o momento em que Pedro Ledo, músico já conhecido na cena underground portuguesa por integrar as bandas The Miami Flu e Lululemon, assumiu integralmente sua própria criação artística. Lançado pelo selo Saliva Diva e produzido pelo próprio artista, o álbum Unção Honrosa cruza influências de dream pop, pós-punk e pop alternativo. Liricamente, o disco é um mergulho corajoso em temas espinhosos como depressão, saudade, desencanto amoroso e a dura reconciliação com o passado.
Rancore lança o visceral single “A Nascente” e prepara 1º álbum em 15 anos

Quinze anos é muito tempo. Mas, para quem acompanha de perto a cena do rock alternativo e do underground nacional, a paciência está prestes a ser recompensada. O Rancore acaba de lançar o single A Nascente. A faixa é a segunda amostra do aguardado quarto álbum de estúdio do quinteto paulistano, batizado de BRIO. O disco tem lançamento confirmado para ainda neste primeiro semestre de 2026, através do selo Balaclava Records. Emoção em meio ao caos em A Nascente Flertando abertamente com o pós-hardcore e o indie rock, A Nascente traz um lado profundamente emocional da banda. A música se constrói sobre contrastes e temas viscerais — o fim e o começo, a guerra e a paz. Essa dualidade tem uma raiz muito pessoal para o vocalista e compositor Teco Martins. A inspiração para a letra surgiu em um momento íntimo e transformador durante a espera pelo nascimento de sua filha. “Acompanhei minha esposa com nosso filho mais velho em um exame rotineiro de ultrassom. Quando meu primogênito ouviu as batidas do coração da irmã dele ainda dentro do ventre, de maneira espontânea, começou a dançar, como se aquilo fosse um bumbo de bateria ditando o ritmo”, relembra Teco. “A partir disso, comecei a dissertar sobre a condição e a responsabilidade de gerar uma vida em meio ao mundo tão caótico que vivemos.” Retorno do quinteto clássico Produzida por Guilherme Chiappetta e Daniel Pampuri, a faixa carrega a essência inconfundível que a banda desenvolveu ao longo de sua trajetória, mas adiciona um frescor vital para este novo momento. BRIO quebra um hiato criativo de 15 anos sem um disco de inéditas, sucedendo o aclamado e clássico álbum Seiva (2011). Para executar essa nova fase, o Rancore segue com sua formação sólida:
Kneecap escancara as portas do novo álbum com o single “Smugglers & Scholars”

Se você acha que a Irlanda se resume a trevos da sorte e poesia bucólica, o Kneecap está aqui para chutar a porta com os dois pés. O aclamado trio de Belfast, que carrega uma atitude punk visceral dentro do rap, lançou a sua mais nova pedrada: o single Smugglers & Scholars. A faixa serve como o mais novo aperitivo do aguardadíssimo segundo disco do grupo, Fenian, com lançamento marcado para o dia 24 de abril pela Heavenly Recordings. Balaclava sonora em Smugglers & Scholars A nova música abre com um riff grave de três notas, soando como um resgate direto dos discos clássicos de hip-hop de Detroit, a mesma escola que formou a base musical do trio. O grupo constrói uma eletricidade única sobre uma batida intensa e metálica, criando o que a assessoria britânica definiu perfeitamente como uma “balaclava sonora”. A letra joga o ouvinte para o submundo de um confronto turbulento nas vielas irlandesas, desmistificando a visão romantizada do país: “Ya think it’s all poetry and clovers, when it’s raincoats and police Land Rovers. Salt of the earth, looking over their shoulder. Someone shot in turn, chopper hovering over” (Você acha que é tudo poesia e trevos, quando são capas de chuva e Land Rovers da polícia. O sal da terra, olhando por cima do ombro. Alguém levou um tiro, helicóptero sobrevoando). “É uma música que relembra tempos revolucionários na Irlanda, movida por uma esperança, quando a classe trabalhadora, acadêmicos e pessoas de bem se uniram e agiram em busca de um futuro melhor”, declarou a banda sobre o single. O que esperar de “Fenian” Segundo a própria banda, o novo álbum trará mais escuridão, mais confronto, mais energia e hinos absolutos. Com Fenian, o Kneecap afia seu som e expande sua visão, equilibrando a inteligência afiada com provocações diretas. É um disco pronto para a luta, confirmando os caras não apenas como provocadores políticos, mas como artistas atuando no auge de seus poderes. Para a semana de lançamento do álbum em abril, a banda já confirmou uma série de shows out-store e apresentações como headliners no verão europeu.
Pulp lança a pesada “Begging For Change” para o álbum HELP(2)

O britpop e o indie rock se uniram por uma causa urgente. Trinta anos após o antológico lançamento do álbum HELP (1995), a história se repete com a chegada de HELP(2), um novo disco colaborativo destinado a arrecadar fundos para a ONG War Child. Para elevar ainda mais as expectativas, o Pulp liberou sua contribuição para o projeto: a inédita e intensa Begging For Change. Gravada no mítico Abbey Road Studios sob a produção de James Ford e Animesh Raval, a faixa captura a banda de Jarvis Cocker em seu momento mais urgente e sem concessões. Coral de estrelas e crianças com o Pulp em Begging for Change A música não é apenas direta ao ponto, mas também carrega um peso emocional gigantesco. Jarvis Cocker recrutou um coral infantil para entoar gritos nesse verdadeiro “hino primal”. Como se não bastasse, os backing vocals no início da faixa formam um verdadeiro Dream Team do rock britânico e irlandês atual, contando com: Retorno poético de Jarvis Cocker A participação do Pulp soa como um belo ciclo se fechando. Em 1996, a banda venceu o aclamado Mercury Prize pelo clássico Different Class (que concorria justamente contra a compilação HELP original). Na época, Cocker doou o prêmio de £25.000 para a War Child. “Trinta anos atrás doamos nosso Mercury Prize (e o dinheiro do prêmio) à War Child. Este ano doamos mais. Quanto mais? Vocês terão que esperar para ver…”, provocou o vocalista. Encontro de Gerações em HELP(2) O álbum completo chega às plataformas no dia 6 de março, via War Child Records, e conta com encontros musicais que parecem um delírio indie. Além de faixas já lançadas como Opening Night (Arctic Monkeys) e Let’s Do It Again! (The Last Dinner Party), o disco promoveu sessões espontâneas inacreditáveis. A faixa Flags reuniu Damon Albarn, Johnny Marr na guitarra e Grian Chatten nos vocais. Já o improvável encontro entre Olivia Rodrigo e Graham Coxon (Blur) resultou em uma nova versão de The Book of Love. Outros nomes de peso no projeto incluem: Depeche Mode, Foals, Big Thief, King Krule, Beck, Beth Gibbons e Black Country, New Road.
Depois das Dunas lança o single “Tempo” e anuncia novo EP

A banda Depois das Dunas acaba de lançar o single Tempo, faixa que abre os caminhos para o aguardado EP Memória de Tempos Perdidos. Se você curte guitarras densas, camadas melódicas envolventes e aquela dose de melancolia urbana típica do indie rock nacional, essa é a pedida ideal para a sua playlist de fim de semana. Peso das lembranças Sonoramente, Tempo transita entre o indie atmosférico e a intensidade emocional. A letra propõe uma jornada introspectiva sobre a passagem dos dias, as marcas que o relógio deixa em nós e o peso inevitável das lembranças. É uma faixa sensível, que mostra o amadurecimento das composições do grupo. De Osasco para a cena Formada em Osasco, a Depois das Dunas conta com Denis Scapin (vocal e guitarra), Wesley Santana (vocal e bateria), Paulo Brito (vocal e guitarra) e Arthur Pasini (vocal e baixo). A estética do quarteto bebe direto da fonte de grandes nomes do rock alternativo e do emo nacional atual. Entre as principais influências, eles citam Molho Negro, Terno Rei, Jovens Ateus e Menores Atos — uma mistura que garante autenticidade, energia e reflexão na mesma medida. Caminho até o novo EP O single se junta a lançamentos anteriores que já vinham desenhando a identidade do novo EP. Entre eles, estão Anseio (que ganhou um clipe imerso na atmosfera da cidade) e Marcela (que explora o despertar de um amor com a participação especial do saxofonista Rômulo Luis). Com mais três canções previstas para completar Memória de Tempos Perdidos, o projeto consolida a maturidade da Depois das Dunas e crava o nome da banda como uma das grandes promessas da nova geração independente.
Dreko transforma queda em resiliência no single “Subir de Novo”

A cena do trap nacional ganha um lançamento que troca a ostentação vazia pela honestidade emocional. O cantor, compositor e produtor Dreko liberou o single Subir de Novo, uma faixa que funciona como um manifesto direto sobre queda, reconstrução e resiliência. Com a participação do artista Diih, a música antecipa o clima do aguardado álbum Metamorfose, chancelando a fase mais madura da carreira do produtor, com lançamento via Cósmica Records. Dor sem vitimismo A faixa inicia no território das lembranças, revisitando um amor do passado marcado por excessos e abandono. Dreko não tem medo de expor suas feridas e sua vulnerabilidade ao admitir: “Sinto falta, confesso que não sou tão forte assim”. O grande trunfo da composição é não romantizar a dor e nem cair no vitimismo. A frustração é transformada em movimento contínuo, culminando em um refrão que bate como um lema de sobrevivência: “Se eu cair de volta nessa merda, eu vou subir de novo”. Foco e lealdade de Dreko A virada narrativa acontece com a entrada de Diih. O artista de Teresina conduz a música para a importância do foco, da disciplina e de manter os pés no chão. Seus versos destacam que, por trás do sucesso, existe o peso de uma caminhada solitária, onde apenas as raízes importam: “No processo, tu tá sozinho / Só fica os irmão”. Rumo à “metamorfose” Dentro da narrativa do álbum Metamorfose, Subir de Novo representa o momento exato em que a dor deixa de ser uma prisão e vira impulso para o futuro. É o trap contemporâneo servindo de veículo para reflexões profundas sobre crescimento e propósito.
Inspirado em poema de Marcelo Yuka, Lavolta lança o single rock “O Acaso Não Costuma Falhar”

A banda Lavolta apresentou mais uma peça do seu EP No Jardim dos Acasos. O grupo lançou nas plataformas de streaming o seu segundo single, O Acaso Não Costuma Falhar. A faixa marca uma nova fase lírica para a banda, trazendo uma perspectiva de esperança e introspecção. O grande diferencial? A letra é inspirada em um poema do inesquecível Marcelo Yuka (O Rappa). Encontros e esperança Atrelada ao conceito do acaso como algo misterioso, porém natural, a música fala sobre encontros. A composição reflete a atual transição da banda para uma visão de mundo menos niilista, encarando as questões existenciais com mais esperança e resiliência. Retorno da Lavolta ao rock Se você esperava um som puramente acústico, prepare-se para aumentar o volume. A Lavolta fez questão de resgatar sua veia mais pesada neste lançamento. A faixa apresenta um arranjo que remete diretamente à energia do primeiro álbum do grupo, Sublimar. “Quisemos fazer esse contraste para mostrar para o público que ainda vamos manter as influências de rock nos trabalhos futuros, ainda que com um discurso diferente nas letras”, aponta a banda. Preparação do terreno com “Solidão” O Acaso Não Costuma Falhar chega na esteira do primeiro single desta nova fase, Solidão. A faixa anterior já havia mostrado o alto nível de produção do novo EP, contando com a assinatura de Gustavo Bertoni (guitarrista e vocalista da Scalene) e a mixagem e masterização do consagrado engenheiro de áudio Nobru Bueno. Tematicamente, Solidão abriu os trabalhos mostrando que o isolamento não é um fardo, mas um espaço necessário de introspecção e uma forma de enfrentar os problemas olhando para dentro.