Davi Serrano (Oto Gris) lança novo projeto beiramaquina com lyric video

Um olhar urbano, minimalista e na linha tênue entre o eletrônico e orgânico marcam beiramaquina, alter ego do artista cearense Davi Serrano. Radicado em São Paulo, o fundador da banda Oto Gris se reinventa com Tudo tem Maré, uma música sobre as mudanças da vida, sobre aproveitar cada fase que surge e passa em ondas. A canção celebra os ciclos e reflete sobre se encontrar nos altos e baixos. Não por acaso, a letra surgiu após Davi Serrano voltar de uma viagem a Fortaleza, versando sobre as transições em um diálogo direto com o lançamento deste novo projeto solo. “Após a pausa nas atividades do Oto Gris em 2020, fiz um raio x para entender o que eu ainda sou. Desde então venho coletando dualidades, imperfeições, novas tecnologias de pensamento e, devido à capacidade de sonhar, vi que não era apenas possível mas necessário aterrar alguns metros cúbicos no imaginário para a construção da beiramaquina. Um suporte para a minha fantasia em forma de poesia, sons e visuais”, conta Serrano. Além do Oto Gris, Davi já colaborou, gravou ou se apresentou ao lado de artistas como Soledad, Igor Caracas e Daniel Medina, além de criar trilhas sonoras para performances e espetáculos. Seu trabalho mais recente é a trilha de Se piscar já era (2021), espetáculo dirigido por Rodrigo Vieira que debate sobre o que entendemos por escuta, unindo performers surdos e dançarinos do estilo passinho – dança urbana que se popularizou em bailes do complexo do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. Todo esse olhar coletivo surge na faixa de estreia como beiramaquina, Tudo tem Maré que conta com participações de Marcelo Cabral (Metá Metá, Passo Torto). “Nestes anos em São Paulo me distanciei da guitarra e do formato banda e parti para sons sintetizados e experimentais, criados em casa de forma livre. Agora compartilho o trabalho como forma de criar um canal de ideias através das minhas práticas”, conta Davi, que prepara o lançamento de um vídeo para este single. Com arte criada em parceria entre o artista e plataformas de criação com base em inteligência artificial, Tudo tem Maré tem mixagem de Daniel Toledo e masterização de Fernando Sanches, no estúdio El Rocha.

Assucena lança o single “NU”, balada dançante repleta de mistérios

“Nu, eu te descobri nu”. Com um refrão dançante e viciante, Assucena apresenta Nu, segundo single do álbum que será lançado nos próximos meses. A canção que começa em tom de “sussurro e mistério”, vai se transformando numa deliciosa cena de encontro entre dois corpos “num quarto onde há pecado e onde há perdão”, até culminar numa balada cheia de batidas, brasilidade e sensualidade. Ao completar um ano de carreira solo em novembro último, Assucena lançou o primeiro single de seu primeiro álbum desta nova fase, Menino Pele Cor de Jambo. A cantora e compositora conta que, nessas duas primeiras canções do álbum, a luz e a brasilidade sonora se apresentam como elementos fundamentais. “Menino Pele Cor de Jambo representa a luz do espaço público; Nu nasce como um abajur do privado. Em Menino, a contemplação; em Nu, a realização”, explica. Para ela, Nu pode ser entendida como um modo de ver o sexo. “Uma maneira profana e também espiritual de encarar esse encontro potente entre corpos que se desejam para além do pecado e do perdão. Essa canção apresenta um ritual de apreciação da nudez, ao descobri-la num crepúsculo artificial encenado pela meia luz de um abajur. A nudez como o tempero de desejos que se reconhecem possíveis”, detalha. Mergulhada no processo de produção de seu álbum de estreia da carreira solo, que conta com a produção musical de Pupillo e a direção artística da cantora Céu, Assucena conta que o trabalho criativo de construção da sonoridade de Nu foi muito instigante. “Na etapa de composição, identifiquei-a com um reggae tradicional, mas depois de muitas trocas com Pupillo e com a Céu, que assumiu a direção artística comigo, desnudamos uma canção que apresenta uma brasilidade percussiva que dialoga com o funk, o pop e tantas expressões da nossa música contemporânea”, revela a artista. “Pupillo chegou numa proposta ousada e contemporânea surpreendente. Chorei de alegria quando ouvi!”, exclama. Depois de seis anos de muitas experiências e conquistas como uma das idealizadoras da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, incluindo dois Prêmios da Música Brasileira e duas indicações ao Grammy Latino, Assucena iniciou sua carreira solo com o lançamento de dois singles em 2022, antes de mergulhar no processo de produção do álbum: a canção autoral inédita Parti do Alto, e uma releitura-homenagem de Ela, gravada por Elis Regina há 50 anos.

Portugal. The Man está de volta com o single Dummy

A banda Portugal. The Man fez seu retorno triunfante com o single Dummy, disponível em todas as plataformas de música. Produzida por Asa Taccone (Feel It Still), a faixa marca o primeiro single do tão aguardado novo álbum do grupo, Chris Black Changed My Life, produzido por Jeff Bhasker (Beyoncé) e com lançamento previsto para 23 de junho. O trabalho chega acompanhado de um videoclipe oficial dirigido por Noel Paul e estrelado pelo novo membro honorário da banda, Tank Dog.

O Torto Santo, novo single da Bike, sintetiza chegada de quinto disco

A partir de um processo auto analítico que resultou na compreensão de que todas as experiências têm dois (senão mais) lados, e que é preciso estar presente, atento e forte para lidar com as dificuldades que podem acompanhar as oportunidades da vida, Julito Cavalcante, que assume vocais, guitarras e letras na banda Bike, compôs O Torto Santo. O single, disponível nas plataformas digitais, sintetiza o que se pode esperar do quinto disco de estúdio do grupo, Arte Bruta (Quadrado Mágico e Before Sunrise Records). “O que nos inspirou nessa faixa, e se estende por Arte Bruta, foi dar um passo à frente em relação ao som que tínhamos nos outros discos, misturando o que a banda se tornou nesses anos a referências que ainda não tinham aparecido no nosso trabalho. Adicionamos elementos e instrumentos artesanais nas músicas e isso já está presente em O Torto Santo, soando artística e bruta ao mesmo tempo”, revela a banda. A faixa nos envolve ainda mais no universo do álbum inédito, produzido pelo guitarrista e produtor Guilherme Held (Criolo, Jards Macalé, Gal Costa). A faixa anunciou também a participação da banda nos festivais norte-americanos SXSW, em Austin (Texas), e Treefort Music Fest, em Boise (Idaho), ambos este mês.

Dormente faz synth pop sobre luta de classes e contra a opressão em Radicalizar

Duo de synthpop que não esconde suas opiniões, Dormente traz uma sonoridade mais agressiva e arrojada influenciada pela witch house, big beat e synthwave no álbum Abismo Informação, lançado no fim do ano passado. Um dos destaques é um olhar pop sobre o desenvolvimento social, consciência de classe e defesa dos trabalhadores na faixa Radicalizar, que acaba de ganhar clipe. Formado por Victor Fortes e Ítalo Riber, Dormente começou suas atividades no final de 2020, quando lançou o álbum de estreia Parestesia. O duo traz em sua formação toda a experiência de Riber, que já tocou com diversos nomes da música brasileira como Tim Bernardes, Tulipa Ruiz, Mauricio Pereira, Bocato e Big Chico. Ele é curador e produtor do Festival Febre desde 2016 e diretor artístico do selo Lastro Musical desde 2019. Tudo isso atrelado à inventividade de Fortes, músico, compositor e produtor musical com uma extensa discografia de sua autoria, passando por projetos de diversos gêneros como as bandas Branch of Yore, Pobre Orfeu, Fragata Júpiter e Enforcation. No ano passado eles lançaram o álbum Abismo Informação, onde buscam uma sonoridade mais agressiva, fecundado em um ambiente digital intoxicado por fake news, isolamento social e um governo genocida. Mostrando que a luta ainda não acabou, Dormente começa 2023 com um desabafo sobre viver socialmente, juventude, política mas, acima de tudo, sobre sentimentos reais.

EP da Tio Guéder reflete sobre o comportamento nocivo nas redes

Nesta segunda-feira (27) o power trio mineiro Tio Guéder lançou, através do selo Sarcastic Records, o EP Novo Mundo. O trabalho, que conta com as faixas Todo Mundo, Nova Política, Stalker, Dois Conhaques e Quero, busca refletir sobre o modelo comportamental da sociedade desenhado pelas redes sociais. “O EP gira em torno de um conceito”, revela o vocalista e guitarrista Rodrigo Lara. “Alertar para o fato de que a perfeição é uma invenção e a positividade pode ser tóxica (Todo Mundo); que a desinformação nos dividirá, favorecendo seus difusores (Nova Política); que a hiperexposição esconde perigos (Stalker); que os excessos trarão consequências (Dois Conhaques); e que a vida pode ser boa com desejos relativamente simples (Quero)”. Todo Mundo, single escolhido para representar o lançamento, aborda a falsa realidade imposta pelas redes sociais, em um retrato de mundo excepcional, sem que defeitos, derrotas ou sentimentos negativos façam parte do cenário, muitas vezes encenado, da vida virtual. “Em nome das aparências, não só se esconde sentimentos que fazem parte da vida, como tristeza, frustração, depressão, mas esses quadros podem ainda se agravar, causando estragos muitas vezes irreparáveis em seus usuários, que logo são abandonados pela comunidade virtual, ou a abandonam em busca de saúde mental”, diz Lara, responsável pela letra da música. Para retratar a atmosfera do EP, a banda convidou Júlio Brilha, quadrinista e ilustrador, para assinar a arte de capa. Novo Mundo já está disponível nas principais plataformas digitais. Além de Rodrigo Lara, fazem parte da banda os músicos Jiva Oliveira (baixo) e Talmo Rosa (bateria). Formada em 2017, na cidade de Passos, interior de Minas Gerais, a Tio Guéder mistura influências que vão de Barão Vermelho a Foo Figthers.

Felipe S (Mombojó) fala em confiança na nova música Longe do Medo

Felipe S acaba de lançar o terceiro single pelo selo Toca Discos. É a música Longe do Medo, que o experiente músico pernambucano – também da banda Mombojó – compôs como uma mensagem de confiança para a filha pequena. O lançamento acontece dentro do Aceleração LabSonica 2.0 Toca do Bandido, um projeto da Oi Futuro em parceria com o estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro, dos produtores Felipe Rodarte e Constança Scofield. O ritmo da música faz uma viagem ao longo da canção, que começa num maracatu e termina num samba rock. Na letra, Felipe vislumbrou a descrição de uma trilha no meio da natureza e, a partir desta imaginação, fez um paralelo com os caminhos da vida. Longe do Medo, como revela Felipe S, teve muita influência do produtor Felipe Rodarte. “Arranjamos juntos a música toda. Ele esteve em todo o processo até a gravação e finalização”. Em breve, o single ainda ganhará um videoclipe filmado em Super8 e que será rodado no Carnaval deste ano de Recife e de Olinda. Os músicos que tocaram nessa faixa foram: Arquétipo Rafa (bateria) Pedro Dantas (baixo) Homero Basílio (percussão) e Felipe Pacheco (guitarra).

Chvrches surpreende fãs com Over; ouça o single!

O Chvrches surpreendeu os fãs com o lançamento do single Over, já disponível nas plataformas de streaming. Over, primeira música em mais de um ano, chega anunciado uma nova fase, depois que o Chvrches se despediu de sua aclamada era Screen Violence com uma série triunfal de shows na Austrália e na Ásia. Associado ao produtor e compositor Oscar Holter (The Weeknd, Charli XCX, Coldplay e BTS), o trio escocês criou um hino pop alternativo que sai agora, antes dos nove shows que faz no Brasil em março, como banda de abertura do Coldplay. “Over é uma canção que escrevemos com Oscar Holter, um produtor que realmente respeitamos e admiramos. Normalmente coletamos músicas ao longo de meses (ou anos!) até termos o material para um álbum. Mas desta vez só queríamos lançar algo que realmente nos entusiasmasse. Queríamos dar aos fãs algo novo para marcar o fim da era de Screen Violence e o início do que quer que seja o próximo capítulo do Chvrches”. Formado em Glasgow em 2011, o Chvrches estourou com seu single de estreia, The Mother We Share. Em seus quatro álbuns, a banda acumulou mais de 234 milhões de streams no Reino Unido e 1,7 bilhão de streams globais.

Punkelelê: Nacho Martin une Ramones ao ukulelê em “Dreams”

Se você achava impossível unir o punk rock dos Ramones ao som característico do ukulele, o músico argentino Nacho Martin mostra que você está muito enganado. Acaba de chegar às plataformas de streaming e no YouTube, com um webclipe, a faixa Dreams, balada romântica em estilo “ramônico”, com pitadas de Green Day. A música, que tem letra em inglês, foi composta após um sonho de Nacho Martin. “Sonhei que conheci o amor da minha vida em um pub, mas deu tudo errado. Acabou que fiquei sonhando com ela dentro do meu próprio sonho. Quando acordei, fiz a letra e música na hora”, explica o músico. Com produção do próprio Nacho, a música tem as participações de Felipe Rossi no baixolele, Rafael Pinto, da banda Cerveza de Fortaleza (CE), na escaleta e os percussionistas Sesé Paoliello e Juliano Hodapp (Planta e Raíz). Foi gravada no Estúdio Paulo B., em São Paulo e conta com distribuição digital da OneRPM. A faixa sucede outros lançamentos de Nacho, vocalista da banda Guantas, em carreira solo, entre elas O Tempo, com participação de Nilvo Krauze e produção de Edu Z, Nesses Tempos Modernos e Volver com produção de Master P, Deixa eu Amar com produção de Àlamo e Dori da Mondo Bizarro e, agora, Dreams.