Auschwitz: DIGAØ e Jones Premiere lutam contra supremacismo em single

Não é novidade que o radicalismo político e religioso gera danos à sociedade como um todo. Portanto, é preciso combater o retorno de grupos supremacistas. E é a partir desta premissa que DIGAØ divulga o single Auschwitz. A faixa tem participação especial de Jones Premiere e aborda o holocausto com o intuito de enfrentar quaisquer movimentos negacionistas sobre o tema. A música mistura rock alternativo e metal, dialogando principalmente com as vertentes de trash metal e nu metal. As gravações ocorreram de forma remota, através do Musikorama Studio Online. Na ocasião, o próprio DIGAØ assinou a produção, a mixagem e a masterização da obra – inspirando-se em bandas como Sepultura, Thrice e Korn. Aliás, vale pontuar que a melodia foi composta em parceria com o guitarrista Dandy (Born Strong). Inspiração O músico frisa que o tema lhe é natural à medida que descende de judeus e segue a religião. Além disso, DIGAØ explica que a faixa obtém o título de Auschwitz devido ao campo de extermínio que o brasileiro Andor Stern enfrentou. “Escrevi essa música após ler uma matéria sobre o senhor Andor e ficar profundamente impactado com o seu relato. A letra conta a história dele e relembra a memória dos judeus assassinados no holocausto. Essa música não é uma celebração à tragédia, antes, um combate ao crescimento de grupos supremacistas e ao negacionismo histórico”. Enquanto Jones Premiere, por sua vez, destaca a intensidade da melodia e da mensagem da canção. “Vejo o rock como uma real ferramenta de transformação. Por isso, me identifiquei tanto com o arranjo e com a letra de Auschwitz. Me senti à vontade para imprimir a minha digital e fiquei feliz com o resultado. Nós conseguimos trazer uma veia visceral para o catálogo do DIGAØ, que é um artista pelo qual tenho muita admiração. Por isso, só tenho a agradecer pelo convite”.
Integrante do Depois da Tempestade, Mily Taormina lança Dentro Algo Morreu

O cantor não-binário Mily Taormina divulgou o single Dentro Algo Morreu. A faixa alerta sobre os males das relações tóxicas e antecipa o EP Telas, previsto para o decorrer de 2021. Em resumo, a obra tem influências de Billie Eilish, Tuyo e Cafe Tacvba. Aliás, o lançamento foi disponibilizado pelo selo Elevarte Music. Com produção de Gutto e Lucas Manieri, Dentro Algo Morreu carrega a síntese da música pop alternativa enquanto marca o início da trajetória autoral de Mily Taormina. Isso porque o músico chegou ao cenário nacional em meados de 2019, destacando-se no programa Canta Comigo 2, da Record TV. Para ele, a faixa retrata a percepção da toxicidade. “Quando o ciclo de separar e voltar se repete, morremos por dentro. É a dor de dar tudo de si em prol de algo que não está nos fazendo bem. Por isso, é preciso se libertar o quanto antes. Com essa letra, ainda espero trazer um ponto de identificação para quem está numa situação parecida”, frisou. Natural de Córdoba, Argentina, Mily Taormina atualmente reside em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Ademais, o artista divide-se entre a carreira solo e a banda Depois da Tempestade – onde é baixista e vocalista.
Cannon of Hate mete o pé na porta com Democracia de Plástico

Não é de hoje que aponto o Cannon of Hate como uma das bandas mais explosivas do cenário punk e hardcore da Baixada Santista. Contudo, eles seguem comprovando o status. A banda divulgou o single Democracia de Plástico, que veio acompanhada de um belo videoclipe. Em resumo, Democracia de Plástico é uma das dez faixas que estarão presentes no álbum de estreia do Cannon of Hate. Mesmo sem revelar qual é o nome da canção, a banda promete mais um single para dezembro. “Em dezembro vamos lançar uma vaquinha para arrecadar fundos para terminarmos a gravação e lançar apenas virtualmente a princípio”, comenta o vocalista, Sandro Turco. Em suma, a canção foi gravada por Lucas Souza, enquanto o videoclipe tem a direção de Marcela Sanches.
Anavitória e Duda Beat revisitam clássicos cult contemporâneos

Não passa vontade, o novo clipe de Anavitória, traz uma novidade e uma surpresa. A novidade é a parceria inédita com Duda Beat. A surpresa é cinematográfica. Por sugestão da própria dupla, os produtores fizeram uma seleção de filmes cult do início desse século e escalaram Ana, Vitória e Duda como atrizes para lembrar algumas das cenas que mais marcaram a geração delas. Ademais, o novo single navega pela onda pop da dupla, trocando os violões pela batida eletrônica suingada, até ser invadida pela força da nordestinidade dos vocais de Duda Beat. O carisma dramático elas mostraram no filme Ana e Vitória (2018), mas agora as meninas e a equipe técnica precisaram encarar um desafio maior: reproduzir as cenas da maneira mais fiel possível, o que inclui figurinos, cenários, atuação, iluminação, enquadramentos e movimentos de câmera. O resultado ficou incrível. Alguns dos filmes Primeiramente, quem vê Vitória descendo de um ônibus verde, usando uma peruca de cabelos louros e lisos, pode jurar que se trata de Gwyneth Paltrow em Os Excêntricos Tenenbaums, caminhando ao encontro de Luke Wilson. Só que Wilson virou Ana Clara, com direito à indefectível faixa de tenista na cabeça, um dos símbolos da excentricidade que o diretor Wes Anderson coloca em quase todos os seus personagens. Parece fácil, mas imagina o esforço que foi colocá-las correndo atrás de uma Kombi para entrar no carro em movimento? Aliás, uma das cenas mais engraçadas de A Pequena Miss Sunshine, foi também a que mais divertiu Ana Clara. “A caracterização estava muito igual”, diz Ana. “A gente ficava rindo muito uma na cara da outra”, completa Vitória, que ficou fascinada com a possibilidade de ter um túnel “só pra elas”. É que para reproduzir a cena de Emma Watson em As Vantagens de Ser Invisível, elas literalmente pararam o trânsito em São Paulo. Poderíamos revelar todos os filmes que ganharam releituras aqui, mas vamos deixar para vocês. Conseguem identificar todos? Boa sorte com Duda Beat e Anavitória!
Analice retrata angústia, confusão e solidão em Desatando Nós

Analice é a síntese da miscelânea musical criada por Cadu Medeiros, Cleanto Neto, Kauê Moro e Paull. A banda explora os contrapontos musicais e poéticos em alusão às nuances da vida: a tensão e o relaxamento; o cinza e a mistura infinita de cores. Parte do trabalho dos músicos de São Paulo pode ser conferido no clipe recém lançado, Desatando Nós. “A música retrata o processo de auto análise do indivíduo dentre um momento de angústia, confusão e solidão, resultando em seu autoconhecimento após profunda reflexão. Cada um de nós quatro temos uma história e aqui nesse projeto falamos de nossas questões. Dos sofrimentos às alegrias, das singularidades ao senso de coletividade. O pano de fundo é o cotidiano e isso fica evidente em nosso trabalho”, explica Cadu, compositor da faixa. O videoclipe contou com a direção da Camila Sanchez em colab com Cadu e traz cenas de uma pessoa angustiada e inquieta, interpretada pelo ator João Guilherme, que consiste na personificação do modus operandi de um ser contemporâneo. O indivíduo que se depara com os desafios da vida urbana – que mais parece um tabuleiro de xadrez – e acaba tendo sua sanidade mental afetada, se tornando refém de medicamentos que o mantenha em condições de encarar todo o peso que sente em viver. O projeto Analice foi concebido em 2017 e, de lá pra cá, foram lançados um EP, dois singles e um videoclipe. Passeando entre o rock alternativo e a MPB, a banda explora em suas composições os dilemas e feridas causadas pelo cotidiano na cidade de São Paulo. Em agosto de 2020, Analice lançou seu primeiro EP, Sós, com quatro músicas autorais lançadas anteriormente em formato de single.
Vitor Rêgo traz clima solar para o single O que você quer de mim?

Após chamar atenção com Margarida, sua faixa de estreia, o cantor e compositor carioca Vítor Rêgo lança O que você quer de mim?. A música traz um clima solar e pop para o R&B e ganha participação de Léo Soma, inaugurando uma série de lançamentos mensais para a nova fase da carreira de Vítor. Como a letra revela, a composição surgiu de uma experiência pessoal. Vítor Rêgo transformou a descoberta de uma traição em um relacionamento em um momento de reflexão, autoconhecimento e amor próprio. Essa entrega pessoal se refletiu no resultado, com O que você quer de mim? vencendo o concurso do Centro Musical Antonio Adolfo na categoria Melhor Composição como seleção do cantor e compositor Rubel. “Foi um período em que fiquei triste, mas com o tempo fui reparando que a culpa não foi minha e que eu não merecia aquilo. Então até digo na música que a pessoa iria correr atrás, tentar se desculpar, que iria sentir falta, porque sei que sempre dei meu melhor. Chamei o Léo Soma para participar pois acredito que ele agregaria bastante no projeto com suas letras profundas”, analisa Vítor, que assina a faixa ao lado de Soma.
Ex-Holly Tree, Zeh Monstro revela single Freak Show

Zeh Monstro, conhecido por projetos como Name The Band, Holly Tree e Borderlinerz, está com um trabalho solo na área. Em resumo, ele explora uma roupagem bem diferente de tudo que fez – e até do conceito de um projeto solo. Em LIBRA, ele fará parcerias musicais femininas, com canções em dueto que se tornarão um EP. Aliás, a primeira faixa, Freak Show, está disponível em todas as plataformas de música digital. Zeh mora em Los Angeles há seis anos, e desde então a sonoridade californiana começou a influenciar seu trabalho, seja com a Name The Band ou com artistas que acompanha, como Kate Clover. Ademais, as experiências da estrada e dos palcos se tornaram uma série de duetos, iniciados com Lily Waters no indie lo-fi do primeiro single, que fala sobre encontros e desencontros nas noites de Hollywood. Inspiradas por The Kills, White Stripes e o disco conjunto de Billie Joe Armstrong e Norah Jones, as gravações foram remotas e operadas pelo produtor Al Sgro, que também mixou o single em seu estúdio The Chalet. Este é um lançamento do selo Farrapo disponível em todas as plataformas de música digital.
Fauves, a melhor banda de rock alternativo da Escócia, lança Spaced Out Face

Atração do primeiro Juntos Pela Vila Gilda, que rolou em julho, a banda escocesa Fauves segue fazendo bonito no Reino Unido. Nos últimos dez dias, o grupo divulgou o single Spaced Out Face, além de ter conquistado o prêmio de Melhor Banda de Rock Alternativo da Escócia no Scottish Alternative Music Awards (SAMA). Vale destacar que essa badalação em cima do Fauves acontece antes mesmo do lançamento do primeiro álbum cheio deles. Anteriormente, a banda lançou o EP Les Fauves (2018) e uma sequência de singles. O mais recente deles, antes de Spaced Out Face, foi F. Spaced Out Face é um mergulho nas pistas de dança dos anos 1970. É impossível ficar parado com uma canção tão dançante e intensa como essa. Aliás, a faixa também é um deleite para quem quer fechar os olhos e simplesmente sonhar por dias melhores em tempos tão complicados. Abba, Metronomy e The Isley Brothers são algumas das influências bem visíveis nesse single, que mostra o Fauves consolidando um caminho para ser a nossa banda favorita nas pistas de dança. Que venham mais singles assim.
Tuim quer desacelerar a cabeça, coração e o tempo em single

“Um convite para uma pausa”, é com essa expressão que a banda Tuim define a nova faixa Fica mais um pouco, lançada em todas as plataformas digitais pelo projeto Aceleração Musical Labosonica – Edição Toca do Bandido. A música, parceria dos compositores, cantores e instrumentistas Felipe Habib (voz e piano) e Paula Raia (voz e violão), recebeu o título como uma síntese a esse convite para a possibilidade e abertura de desacelerar o próprio tempo, a cabeça, o coração, os sentimentos e as ações do dia a dia. Segundo os músicos, a letra foi composta em duas regiões diferentes na cidade do Rio de Janeiro, mas ambas carregam características intrínsecas nos tempos atuais, como: ruas cheias, passos apressados, barulhos da cidade e lojas abarrotadas. “A pergunta que nós fazemos, então, e gostaríamos de fazer aos outros é: como se manter inteiro em meio a tudo isso? Como cultivar relações verdadeiras? Como sobreviver sem ser engolido pela máquina-mundo?”, indagam os compositores. Todavia, para o produtor musical Felipe Rodarte, é perceptível a sensibilidade e a união na troca de olhares dos dois quando estão tocando ao vivo. Aliás, sobre a letra Fica mais um pouco, Rodarte explica que é uma faixa muito singela, com muitas parcialidades e ambiência, “Me lembra muito o Pink Floyd. Como se eles tivessem encontrado a MPB, com Milton Nascimento e Clube da Esquina. A letra tem um caráter muito sensorial, nos sons, nos espaços que construímos”.