IDLES lança clipe animado para o single Kill Them With Kindness

O IDLES divulgou nesta quinta-feira (3), um clipe animado para o single Kill Them With Kindness. Ademais, a canção integra o disco Ultra Mono, lançado pela banda em setembro. O vídeo foi inteiramente produzido e desenhado por James Carbutt, as animações ficaram por conta de Pip Williamson. “O cenário de pub é baseado nos clubes de trabalhadores da minha cidade natal. Foi bom imaginar o IDLES espalhando uma mensagem de amor por lá”, brincou Carbutt. O clipe segue outros destaques lançados pelo conjunto na divulgação do novo projeto. Vale lembrar que o IDLES planeja um retorno ao vivo em uma turnê entre maio e junho de 2021 no Reino Unido.
Augusto Pakko canta sobre ter sangue frio para enfrentar racismo

Desde a morte de George Floyd por forças policiais em Mineápolis, nos Estados Unidos, em maio último, a luta contra o racismo ganhou força no mundo todo. Mas o racismo em si ainda está muito longe de ser exterminado. Casos como de Floyd e João Alberto, no Carrefour de Porto Alegre, acontecem diariamente no Brasil. Quase sempre na periferia, onde não há câmeras, muito menos apelo popular nas redes sociais. O rapper Augusto Pakko, de 23 anos, morador do Ilhéu Baixo, na Zona Noroeste, sabe bem o que é ser preto e viver sob esse perigo constante apenas pela cor que tem. Seu novo single, Moncler, em parceria com o Trap da Quebrada, usa a marca de roupa de inverno como analogia para o “sangue frio que é preciso ter para sobreviver nas ruas”. “A Moncler é uma marca de luxo, conhecida pela jaqueta puffer, para quem pratica esqui. E usei o conceito que é preciso ter sangue frio para tudo que estamos à mercê de acontecer para nós que somos pretos e periféricos. É narrando essa vivência com esse conceito que consegui unir moda e vivência”. Videoclipe A faixa veio acompanhada de um videoclipe, que foi gravado na Vila Olímpia, em São Paulo, e no Saboó, em Santos. “Traz todo esse conceito à tona, além de narrar a vivência de um jovem preto periférico”, comenta Pakko sobre a produção audiovisual. Em pouco mais de um ano, Pakko já lançou seis singles, três feats com outros artistas e a recente colaboração com o Trap da Quebrada. Posteriormente, em 2021, ele pretende lançar a primeira mix tape. “Ainda não posso falar sobre os sons”. Os singles #Blacklivesmatter, Jesus Era Preto e 1038 ajudaram a impulsionar a carreira de Pakko, que chegou a ser incluído em uma playlist do ator, cantor e ex-BBB Babu Santana. Em suma, a ideia era apresentar artistas negros em evidência no Brasil. O reconhecimento, no entanto, acontece em São Paulo e outras grandes cidades, não no município de origem do rapper. “Santos não é o lugar onde sou mais escutado. Em São Paulo, por exemplo, tenho muito mais público. Não sei se a galera daqui valoriza os artistas locais”, comenta. Bastante engajado, Pakko teve um cuidado especial na hora de lançar #Blacklivesmatter. O lançamento aconteceu num dia 23, às 20h23. Em resumo, o número carrega uma simbologia triste: a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil.
Gal Costa brinda fãs com duetos com Seu Jorge e Zé Ibarra

Na última sexta-feira (27), mais dois singles do novo álbum de Gal Costa ganharam as plataformas digitais. Em resumo, eles dão sequência ao projeto de lançá-los aos pares até a edição dos formatos físicos, em fevereiro de 2021, pela gravadora Biscoito Fino. Depois de Rodrigo Amarante e Zeca Veloso, as novidades trazem colaborações de Seu Jorge e Zé Ibarra, em canções de Caetano Veloso e Luiz Melodia. O projeto, que tem o título provisório de Gal 75, traz dez artistas relendo clássicos gravados por Gal ao longo dos 55 anos de carreira. Em ordem alfabética, são eles Criolo, Rubel, Rodrigo Amarante, Seu Jorge, Silva, Tim Bernardes, Zé Ibarra e Zeca Veloso; o português António Zambujo e o uruguaio Jorge Drexler completam a lista. Todavia, Juventude Transviada, clássico do repertório de Luiz Melodia lançado no álbum Gal Tropical (1979), ganha dueto com Seu Jorge. “No momento em que decidimos ter essa canção no projeto, pensamos que seria fundamental convidar um artista que tivesse um entendimento profundo não apenas da obra, mas também da persona de Luiz Melodia. A imagem de Seu Jorge surgiu imediatamente em nossas cabeças. Mesmo antes de lembrarmos dos dois em Casa de Areia, o filme de Andrucha Waddington, em que Seu Jorge e Melodia interpretaram o mesmo personagem, em idades diferentes. Tudo fez mais sentido”, conta Marcus Preto, idealizador do projeto. Meu Bem Meu Mal Com Zé Ibarra, Gal regravou Meu Bem Meu Mal, de Caetano, originalmente incluída em Fantasia (1981). Filho de mãe chilena e pai carioca de origem baiana, Ibarra é vocalista, tecladista e um dos compositores da banda Dônica. Pela voz de Zé Ibarra, Gal se apaixonou quando o ouviu ao lado de Milton Nascimento no show da turnê Clube da Esquina (2019), no qual cantava com Bituca em boa parte das canções. Ademais, Ibarra assume o piano da gravação que co-produziu com Felipe Pacheco Ventura e Marcus Preto. Sobre Gal, Zé Ibarra escreveu: “Me lembro como se fosse hoje eu conhecendo pela primeira vez a terra da minha avó. Pra mim, menino do Rio, chegar naquela ilha, naquele lugar tão pé na terra, cajueiro no quintal, já seria por si só um acontecimento memorável. Mas me lembro, acima de tudo, do meu pai tirando da mala e colocando no aparelho de som um vinil que ele tinha levado do Rio para que ouvíssemos juntos. O vinil era Gal canta Caymmi e foram naqueles cinco dias de muita praia, muita moqueca e muita rede, que conheci a Gal. Agora, 20 anos depois dos dias em que talvez eu tenha vivido o maior êxtase estético da minha vida, estamos eu e ela, a grande protagonista da minha vida musical, gravando um fonograma juntos”.
Singles novos: Nort Moscow, NoPorn, The Tropical Riders e Sandyalê

Nort Moscow – A Onda A banda de rock alternativo paranaense Nort Moscow lançou o terceiro single do ano, A Onda, com uma mensagem pertinente e metafórica nos tempos atuais: não deixe a onda te levar. O som passa uma mensagem positiva e cheia de esperança pra combater a frustração de não ter conseguido realizar algo planejado, seja devido à ansiedade ou autosabotagem. O refrão é um grito e ao mesmo tempo um respiro, dizendo que tudo vai ficar bem. Uma mensagem de não desistir no caminho, que está tudo bem termos dias ruins, mas que não devemos nos abalar e continuar a caminhada. A Nort Moscow está na ativa desde 2014 e trabalha com referências de Foo Fighters e de nomes nacionais, como menores atos e Zander, mas tudo embalado em uma forte marca autoral. NoPorn – Circuit Break “Seu mundo vai acabar”. A frase que Liana Padilha canta em Circuit Break, novo single do NoPorn, parece profética, no entanto, faz todo o sentido no momento atual que o mundo atravessa. E toda essa atmosfera está no clipe da faixa, que tem a direção da dupla de artistas audiovisuais cariocas, Duda Casoni e Anthonio Andreazza, nomes por trás do estúdio DUTO. The Tropical Riders – Vagabondo Ciclos precisam ser fechados para seguirmos em frente. E é pensando nisso que a The Tropical Riders (SP) lançou o single Vagabondo, finalizando a divulgação do EP Desert Love (2019). Última faixa do compacto, é nesta melodia que o duo torna explícita a sua identidade musical. Em uma letra que fala sobre a auto idolatria, a música hoje é a mais popular dos músicos nos streamings. “O EP todo possui uma temática visual oitentista, pois é algo que achamos que combina com a banda no geral. A ideia inicial era fazer um clipe tradicional, porém, com a pandemia, foi necessário readequar essa ideia para que pudéssemos lançar algo que marcasse esse encerramento de ciclo, mas de forma segura”, explica o vocalista e guitarrista, Gale Fernandez. A The Tropical Riders é formada por Leo Possani (bateria) e Gale Fernandez (voz e guitarra). Além do EP Desert Love, a banda traz na sua discografia o debute Tapes from the Deep Sea (2018) e Miami Sin (2019). Entre as influências do duo estão Jack White, Royal Blood e Death from Above. E ainda, Ty Segall, Thee Oh Sees, Ron Gallo, entre outros. Sandyalê – Sua “É uma canção que exalta o amor, a paixão, a descoberta, é uma declaração”, revela a cantora sergipana Sandyalê sobre a nova música Sua. Numa atmosfera pop psicodélica, a letra retrata todas as formas de amor, mas também sobre receio. “Fala também do medo de se entregar, de aceitar um novo romance”, completa a artista, hoje um dos nomes em ascensão do pop contemporâneo. De acordo com Sandyalê, Sua saiu como um poema, escrito de uma vez só, que acabou virando música. “Foi uma daquelas coisas que vêm na mente e você sente vontade de escrever sem parar. Tudo muito recente, dava para sentir o cheiro e o sabor das coisas, acabou virando um registro para reviver o momento”, relata. A cantora revela que teve dificuldades para finalizar a música, mas com a contribuição de Dudu Prudente, Pedro Lião e Marcelo de Lamare sob a produção musical de Felipe Rodarte, a letra ficou mais delicada, envolvente e sensual, com direito a sussurros no pé do ouvido. “É pra ouvir juntinho do seu amado ou da sua amada. Ou de ambos”, brinca Sandyalê.
Punk rock com boyband? Plebe Rude regrava som famoso com o Dominó

A Plebe Rude divulgou o videoclipe da faixa P da Vida, com a participação de Afonso Nigro, ex-integrante da boy band Dominó. Aliás, a música, lançada originalmente em 1987 pelo grupo, é uma versão do compositor Edgard Poças para Tutta La Vita do italiano Lucio Dalla. Poças revela que quando escreveu a letra, a ideia era fazer algo diferente, que considerasse importante de dizer na época. “Veio a ideia de falar sobre o que tava acontecendo no mundo, mas me deu aquele choque: puxa! será que aqueles meninos vão cantar isso? Porque eles cantariam coreografando e ficaria um choque visual com as palavras que eram de mais peso. Mas fui em frente e cada vez a música foi ficando mais forte, então a chamei de Puto da Vida e naquele tempo isso era um negócio proibitivo, né? Então mudamos para P da Vida“. A faixa em português chamou a atenção dos integrantes da Plebe Rude, que sempre prezaram por temáticas atuais e que reconheceram na letra, forte e impactante, a possibilidade de conciliar apelo comercial e conteúdo. “Eu já gostava da música desde a década de 1980. Achava ousado o fato da banda mais pop da história da música popular brasileira ter conseguido gravar uma letra com cunho social contundente. Como P da vida não envelheceu, muito pelo contrário, a Plebe ficou muito à vontade de fazer a versão”, conta o vocalista Philippe Seabra. Parceria curiosa A parceria inusitada entre a banda de Brasília e o ex-Dominó se deu, de acordo com o grupo, por uma piada recorrente sobre a semelhança física entre Philippe e Afonso. “A similaridade naquela época era gritante. Um era confundido com o outro na rua por pessoas pedindo autógrafos”, conta o baixista André X, que vê a parceria como divertida e bem humorada. Segundo Afonso Nigro, o dueto improvável vai surpreender muita gente e só foi possível, já que a música é atual, política e remete de certo modo ao momento pelo qual estamos passando. “Regravar P da Vida foi o máximo, ainda mais com uma banda que eu sempre admirei. Um amigo em comum nos conectou e a empatia foi imediata. O Philippe é super querido e eu adorei a concepção de arranjo. Tem o Clemente também, meu ídolo de infância. Tô muito feliz com o resultado”, afirma. Lado B P da Vida é um EP digital de duas faixas, com lado A e lado B, assim como nos antigos vinis. Este é o primeiro lançamento da banda após o álbum Evolução, Vol.1, e foi produzido por Philippe Seabra no QG da Plebe Rude, o estúdio Daybreak em Brasília. Aliás, o videoclipe da faixa título é assinado por Seabra e Adriano Pasqua.
MC Rebecca e Elza Soares lançam A Coisa Tá Preta; ouça!

“Quem não sabe de onde veio, não sabe para onde vai”. Com esse verso, Rebecca abre sua nova canção, A Coisa Tá Preta, em parceria com a indescritível Elza Soares. Nesse feat de respeito, as duas cantoras dividem os vocais em uma faixa carregada de simbolismos. O foco está na ancestralidade do povo negro e a reflexão sobre sua história. A musicalidade é ampla, explorando instrumentos diversos e sonoridades típicas da cultura afro-brasileira. Ademais, é um som quase místico de tanto ritmo e poder que carrega em suas batidas. O resultado é um samba rock ácido, crítico e cheio de mensagens importantes. A faixa marca uma nova era na carreira de Rebecca, que aposta em versatilidade com sua música. Ouça A Coisa Tá Preta:
Liam Gallagher apresenta All You’re Dreaming Of…, sua primeira canção natalina

Liam Gallagher lançou nesta sexta-feira (27), o single All You’re Dreaming Of…, que é uma canção natalina produzida por Andrew Wyatt. Já disponível em todas as plataformas digitais, a faixa veio junto de um lyric video publicado no YouTube. Ademais, Liam será um dos convidados do evento Starry Night da Action For Children, em 8 de dezembro, onde ele mostrará o videoclipe desse novo single. Contudo, Gallagher se mostrou adverso a transmissões online. Segundo ele, em entrevista a BBC Radio, fazer shows no Zoom “É ridículo”. “Você tem que crescer o tempo todo, não gosto de fazer shows no Zoom”, disse Gallagher. “Não é para mim, é ridículo”, finalizou.
Gabriel Braga Nunes lança From Your Tongue

Gabriel Braga Nunes segue sua viagem incrível pelos sonetos de William Shakespeare. Aliás, agora ele mergulha no folk para sair com um novo single, From Your Tongue. Em resumo, essa é a sexta faixa revelada de seu projeto musical com sonetos do icônico poeta e dramaturgo. Anteriormente, o artista lançou Antique Song, All in War, Mounted on the Wind, For My Sake e Forget Me Quite. Contudo, em From Your Tongue, ele transforma o Soneto 112 de Shakespeare em uma balada folk que transmite os fortes sentimentos da obra por meio de vocais rasgados e dedilhados marcantes. “[Ela] fala daquele tipo de paixão que faz tudo perder o sentido, menos o ser amado”, comenta Gabriel que, ao falar sobre a canção, criou até mesmo um pequeno texto que funcionaria para sua interpretação no teatro… O seu amor e a sua compaixão podem me curar da infâmia.Que importa o que pensam de mim… se você reconhece meu valor?Ninguém mais me interessa; dispenso o cuidado alheio.Só quero ouvir de você, sobre minhas qualidades e defeitos.Todo o resto, para o abismo do inferno!Veja como desprezo a crítica e até mesmo os elogios.Meu único propósito é você.O mundo ao redor acabou. From Your Tongue foi composta em parceria com Lucas Hoffman, músico, ator e escritor com quem Gabriel começou esse projeto, há quatro anos. Entretanto, os arranjos atuais são fruto da parceria com Luíza Lapa e Leo Mayer.
Auschwitz: DIGAØ e Jones Premiere lutam contra supremacismo em single

Não é novidade que o radicalismo político e religioso gera danos à sociedade como um todo. Portanto, é preciso combater o retorno de grupos supremacistas. E é a partir desta premissa que DIGAØ divulga o single Auschwitz. A faixa tem participação especial de Jones Premiere e aborda o holocausto com o intuito de enfrentar quaisquer movimentos negacionistas sobre o tema. A música mistura rock alternativo e metal, dialogando principalmente com as vertentes de trash metal e nu metal. As gravações ocorreram de forma remota, através do Musikorama Studio Online. Na ocasião, o próprio DIGAØ assinou a produção, a mixagem e a masterização da obra – inspirando-se em bandas como Sepultura, Thrice e Korn. Aliás, vale pontuar que a melodia foi composta em parceria com o guitarrista Dandy (Born Strong). Inspiração O músico frisa que o tema lhe é natural à medida que descende de judeus e segue a religião. Além disso, DIGAØ explica que a faixa obtém o título de Auschwitz devido ao campo de extermínio que o brasileiro Andor Stern enfrentou. “Escrevi essa música após ler uma matéria sobre o senhor Andor e ficar profundamente impactado com o seu relato. A letra conta a história dele e relembra a memória dos judeus assassinados no holocausto. Essa música não é uma celebração à tragédia, antes, um combate ao crescimento de grupos supremacistas e ao negacionismo histórico”. Enquanto Jones Premiere, por sua vez, destaca a intensidade da melodia e da mensagem da canção. “Vejo o rock como uma real ferramenta de transformação. Por isso, me identifiquei tanto com o arranjo e com a letra de Auschwitz. Me senti à vontade para imprimir a minha digital e fiquei feliz com o resultado. Nós conseguimos trazer uma veia visceral para o catálogo do DIGAØ, que é um artista pelo qual tenho muita admiração. Por isso, só tenho a agradecer pelo convite”.