Acidental lança novo single; ouça “Milhões de Estações Em Um Dia”

Lançado nesta terça-feira (5) pelas gravadoras Blumenau Records e TGR Sounds, Milhões de Estações Em Um Dia, novo single do Acidental, busca fazer o indie rock obscuro soar com a cara do Brasil. O idealizador do projeto, Alexandre M., revela que em muitos momentos, essa não é uma tarefa fácil. “A gente tá, cada vez mais, obscuro demais pra música brasileira e pop demais pra música obscura. Atualmente eu costumo dizer que o Acidental é uma banda de música brasileira, mas que carrega uma grande atmosfera de rock alternativo, dentro de um universo indie. A gente vai da MPB até o post-rock”. Com influências que vão de Clube da Esquina, 14 Bis e Beto Guedes até The Cure e Sigur Rós, Milhões de Estações Em Um Dia foi produzida por Paulo Senoni e masterizada em Londres, por Pete Maher, que já trabalhou com nomes de peso como U2, Jack White, Pixies, The Killers, Depeche Mode e The Rolling Stones. A faixa ganhou, ainda, um videoclipe dirigido por Roberto Swan, com imagens feitas de Florianópolis. “O vídeo, todo em preto e branco e em slow motion na maior parte do tempo, é a visão de alguém sozinho, observando o mar, a natureza e tudo mais ao redor. São em momentos assim, de poucas palavras que conseguimos entender quem somos e o que somos nessa imensidão”, conta Alexandre M. Se juntaram a Alexandre M., na gravação do single, os músicos Joe Gomes no baixo e Jimmy Allan na bateria. Milhões de Estações Em Um Dia fará parte do próximo álbum do Acidental, Como Sobreviver Sem Açúcar, previsto para 2025. “Nosso segundo disco é o projeto mais importante para o futuro. Um disco sempre carrega muita coisa, muita história e muita trabalho. Estou em um momento mais calmo, fazendo tudo devagar, aprendendo com cada processo, aperfeiçoando um pouco mais”.

Paira revela single Preciso Ir; assista videoclipe

Dando continuidade ao trabalho começado com o elogiado EP01, a banda de alt-rock eletrônico Paira lança agora seu mais novo single, Preciso ir. O single segue e evolui a sonoridade da banda, que tem como tema central o contraste. Contraste entre vozes, entre gêneros musicais, entre eletrônico e analógico, entre o calmo e onírico e o caótico e agressivo. Em um espaço de tempo menor do que três minutos, a música sai de uma doce batida de UK Garage com arpejos de guitarra semelhante ao seu single de estreia, Como um Rio, e chega em uma explosão de energia recheada de amen breaks, digna dos momentos mais catárticos do primeiro EP do duo. Liricamente falando, a música explora as inseguranças e anseios de mergulhar em uma nova relação, sendo a primeira letra do projeto escrita em colaboração pela Paira. “Nós dois andamos passando por experiências semelhantes, então foi uma letra que surgiu de forma bem natural”, diz Clara, vocalista e guitarrista. “Se trata de uma experiência bem comum para as nossas gerações, algo fácil de se identificar”. O duo se apresenta na décima quarta edição do Balaclava Fest, que acontece no dia 10 de novembro, domingo, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. No mesmo festival, também se apresentarão nomes como Dinosaur Jr., BADBADNOTGOOD e Ana Frango Elétrico. Preciso ir foi composta e produzida por André Pádua e Clara Borges. Teve vocais gravados por Gabriel Elias no Estúdio Central e foi mixada e masterizada por Roberto Kramer.

If U, de Gab Ferreira, ganha videoclipe; assista!

Gab Ferreira apresentou o videoclipe de If U, single do EP Forbidden Fruits (2024, lançado este ano pela Balaclava Records). Dirigido por Hernando Ramírez e Nathalia Schultz, o vídeo transporta o espectador para uma jornada sensorial de telecinese, na qual o desconforto urbano e a libertação espiritual se encontram na natureza. A estética do clipe é rica em detalhes, com efeitos visuais que amplificam a experiência musical. “If U”, uma composição de Gab Ferreira e produção de OWLT. Gab Ferreira, conquistou o público digital depois da sua participação na quinta temporada do The Voice Brasil, em 2016. Atualmente, é integrante do catálogo de artistas musicais da Balaclava Records, e já possui três trabalhos lançados, as mixtapes, Lemon Squeeze, de 2018, Visions, de 2022 e Forbidden Fruits, em 2024.

Leila Pinheiro abre o projeto Elas Cantam as Águas; ouça Chuvarada

A gravadora Galeão lança o projeto Elas Cantam as Águas, que traz uma constelação de intérpretes de primeira grandeza da MPB. O primeiro single deste tão esperado álbum é Chuvarada de Gabriel Martins e Belex, já está disponível nas plataformas digitais. O single traz a sensibilidade artística e a estética musical de Leila Pinheiro na voz e no piano. Uma candente interpretação que enternece o coração do ouvinte mais exigente. Não bastasse o encanto de Leila Pinheiro, a canção tem luxuosa participação do violoncelista Jaques Morelenbaum, em inspirada performance instrumental. No repertório de Elas Cantam as Águas, canções de consagrados compositores como Ivan Lins e Vitor Martins. Duas referências no cancioneiro brasileiro com reconhecimento internacional. O projeto traz ainda composições de novos autores como Gabriel Martins, grata revelação pela qualidade e pela inserção na essência musical brasileira. Elas Cantam as Águas reúne a força das vozes femininas de grandes intérpretes como Zizi Possi, Leila Pinheiro, Fabiana Cozza e Rita Benneditto.

Lobão e Frejat lançam releitura do clássico “Vida Louca Vida”

Um grande sucesso dos anos 1980, que segue reverberando até os dias atuais, Vida Louca Vida saiu originalmente no LP Vida Bandida, de Lobão, também compositor – que ultrapassou a marca de 350 mil cópias vendidas no Brasil –, que chegou às lojas em meados de 1987. No ano seguinte, ganhou uma versão ao vivo no disco ao vivo O Tempo Não Para, de Cazuza, outro grande sucesso. Quase quatro décadas depois, Lobão, ao lado de Frejat, outro que teve íntima relação com Cazuza nos anos 1980, tanto profissional quanto pessoalmente, lançaram uma nova versão de Vida Louca Vida, um trabalho colaborativo que traz os dois se intercalando nos versos. É uma celebração da música e muito mais. “O que me movimentou a gravar Vida Louca Vida foi ter tocado com a orquestra lá no Serginho Grossman (Altas Horas, Rede Globo) e ter visto que a maneira que eu cantei, a orquestra, eu imitando o Cazuza, as pessoas ficaram muito emocionadas. Então eu decidi chamar o Frejat e ‘cometer’ uma homenagem implícita ao Cazuza”, explica Lobão sobre a concepção da ideia. Sobre o processo de gravação, prossegue: “Ele não tem nenhuma participação, mas como ele cantou a música e o Frejat talvez seja o parceiro mais profícuo e próximo do Cazuza, e é meu amigo, então chamei o Frejat e ele, o filho dele, o Rafa, que fez intervenções de guitarras, clavinete, órgão. Fizemos um intercâmbio, eu gravei a bateria, o baixo, algumas guitarras. Mandei para o estúdio dele, ele botou a voz, as umas guitarras, botou as guitarras do Rafa, os órgãos, e aí voltou para mim”. Sobre o videoclipe, desenvolvido por Arnaldo Belotto, o artista declara: “O vídeo é aquela coisa do vale da estranheza, que é aquela síndrome de você, quando percebe um robô exatamente igual ao ser humano, mas que é de natureza absolutamente diferente. Você se olha no vídeo: é para ser você, e você tem certeza que não é você. Te dá uma esquisitice incrível, porque você não se reconhece de maneira literal. É fantasmagórico, é sinistro, e por isso que eu acho que é fascinante o vídeo por Inteligência Artificial, porque é uma outra coisa completamente diferente”.

Fernanda Takai homenageia Nelson Motta em “Como uma Onda”

A cantora e compositora Fernanda Takai sempre foi fã do Nelson Motta, um dos maiores compositores do Brasil. Em virtude de seu aniversário de 80 anos ela quis fazer uma homenagem. Escolheu um de seus maiores sucessos, Como uma Onda, parceria dele com Lulu Santos, e gravou uma nova versão. Ela já havia feito um registro dela só guitarra e voz para o encerramento do filme Doidas e Santas (baseado no livro da Martha Medeiros) do diretor Paulo Thiago em 2017. Agora ela e John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu, resolveram rearranjá-la e lançá-la. “Acho que é uma de suas canções mais emblemáticas, marcou uma geração e segue sendo um clássico de nossa música”, comentou ela. Para a capa e o clipe da canção, Fernanda Takai apresentou alguns conceitos e referências partindo de uma obra japonesa muito popular: A Grande Onda de Kanagawa, de Hokusai. “A partir do tema dessa arte (que une mar e montanha), da letra da canção e da relação da Fernanda com a ela, construímos a capa do single, que foi desenvolvida uma linoleogravura onde representei as ondas do mar, as montanhas e o sol nascente, reunindo símbolos do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Japão”, comentou o diretor do clipe e diretor de arte da capa Pedro Hansen.

Over Each Other é a terceira amostra do novo álbum do Linkin Park; ouça!

O Linkin Park divulgou a faixa Over Each Other, com videoclipe dirigido por Joe Hahn. A música gira em torno de um vocal solo marcante, intenso e emocionante de Emily Armstrong. O audiovisual foi filmado em Seul (Coreia do Sul) e segue o arco dramático de um relacionamento prestes a desmoronar, capturando o fluxo emocional turbulento da própria faixa. Over Each Other antecede a chegada do primeiro álbum da banda desde 2017, From Zero, no dia 15 de novembro. “Essa música é especialmente importante para mim, porque é meu primeiro vocal solo no Linkin Park… Mal posso acreditar que estou dizendo isso!”, diz Armstrong. “Mas também é uma música tão emocional e relacionável. E filmar o vídeo na Coreia com o Joe, que é brilhante no que faz, é algo que vou guardar para sempre”. Hahn acrescenta: “Sempre foi um sonho meu dirigir um projeto na Coreia — e finalmente aconteceu! Emily e eu ficamos alguns dias extras após nosso show em Seul e somos muito gratos ao elenco e à equipe que nos ajudou. Realmente, abraçamos a essência coreana, querendo que o vídeo parecesse um verdadeiro K-drama. Esperamos que vocês gostem tanto quanto nós”. Linkin Park deu início a esta temporada com o single The Emptiness Machine, que se tornou a música de rock nº 1 do país e a maior canção de rock de 2024. O lançamento mais recente, Heavy Is The Crown, do mês passado, segue o mesmo caminho, ultrapassando 270 milhões de streams. Atualmente, a banda está em turnê com a From Zero World Tour, que ainda tem shows para acontecer em Paris, Dallas, Bogotá e São Paulo. Tracklist de From Zero From Zero (Intro) The Emptiness Machine Cut The Bridge Heavy Is The Crown Over Each Other Casualty Overflow Two Faced Stained IGYEIH Good Things Go

Com influências de QOTSA e The Cure, Menores Atos lança single

O trio Menores Atos lançou o single e o clipe de Terremoto. O single é o primeiro do álbum Fim do Mundo. “Escolhemos Terremoto por ela mostrar uma sonoridade diferente da banda e uma abordagem mais direta, tanto musical quanto lírica, o que na nossa opinião acabou dando a tônica para o disco. Nosso produtor musical Gabriel Zander, que também participou de todos os nossos trabalhos anteriores, sempre destacou essa como uma música especial”, comentou Cyro Sampaio, vocalista e guitarrista. “Depois de gravada, o músico e produtor Pablo Greg, nosso amigo e que também assina outros trabalhos com a gente, adicionou algumas camadas de synths, o que contribuiu demais para o resultado da produção”. A letra fala sobre tomar decisões difíceis e observar a hora de encerrar ciclos. A sonoridade tem uma “pegada” Queens of the Stone Age, com um pé no The Cure, como referência. Fim do Mundo vai trazer 12 faixas divididas em três atos, Vazio, Em Demolição e Depois do Sol e da Chuva com a intenção de construir essa narrativa traçando essa analogia com um hipotético fim do mundo.

Vanguart lança versão para “Celeste”, de Renato Russo e Marisa Monte

Soul Parsifal é uma jóia escondida no álbum A Tempestade (1996), da Legião Urbana. Composta por Renato Russo e Marisa Monte, originalmente ela se chamava Celeste, mas Renato alterou a letra e seu título quando gravou com a Legião Urbana. Ainda assim ela traz uma mensagem positiva num disco triste, que marcou a despedida do cantor e compositor. Durante a pandemia Helio Flanders, vocalista do Vanguart ouviu muito esse disco. “Acho que tem algo muito tocante que é a vulnerabilidade do Renato Russo que se derrama por todo o álbum e essa faixa traz uma alegria, uma esperança, uma honestidade bem característica dele”, comentou. “Depois comecei a perceber que muitas pessoas não conheciam essa canção e sugeri para o Reginaldo regravarmos”. Eles optaram por gravar a versão original, que anos mais tarde foi lançada no álbum póstumo Duetos, Renato Russo (2010). Assim, eles entraram no estúdio com o produtor Leonardo Marques e fizeram duas versões de Celeste, uma mais longa, de cerca de 5 minutos e uma edição mais curta de 3 minutos e quarenta. Tanto para os fãs da Legião como para os fãs do Vanguart, é muito emocionante ouvir essa versão que contou com Hélio Flanders (voz e violão), Reginaldo Lincoln (baixo, guitarra, wurlitzer, hammond, harmonium e vocais), Kezo Nogueira (bateria) e Leonardo Marques (guitarra). Recentemente o Vanguart lançou uma nova versão para Demorou pra Ser, de seu próprio repertório, com participação de Fernanda Takai.