Chal retorna com seu rock rural no single Um Grande Amigo

O artista goiano Chal retorna com a música Um Grande Amigo (produzida no lendário estúdio Toca do Bandido, no Rio de Janeiro), um rock rural que fala de superar o medo e assumir uma realidade. Um Grande Amigo é uma música sobre sincronicidade. Chal usa seu folk elétrico altamente passional para cantar sobre sentimentos do íntimo de qualquer indivíduo. É uma faixa sobre saudosismo, brilhantes coincidências e firmeza para trilhar caminhos. “Para matar saudades, e vivenciar o destino, é necessário superar o medo. Voltar para casa exige essa capacidade”, fala Chal. Nesta canção, Chal toca seu violão em ritmo cadenciado sob uma cama de teclados setentista e uma bateria minuciosamente marcante. A gênese da música data de meados de 2012, quando ele preparava canções para o segundo álbum, Enlace. “Por um contexto de coerência artística, sempre com o olhar atento de Constança nos meus trabalhos, ela não integrou o álbum. Mesmo assim, particularmente, é o meu favorito”, fala Chal ao mencionar a direção artística de Constança Scofield nos trabalhos à época no estúdio Toca do Bandido. Segundo Chal, Um Grande Amigo nasceu após ele assistir o filme O Encantador de Cavalos, com Robert Redford. “Lembrei-me de uma queda que tive, quando tinha meus 8, 9 anos, de um puro sangue mangalarga, que meu tio havia me dado. Foi uma queda perigosa, após o cavalo disparar. Felizmente nada de grave me aconteceu, nem a ele. Mas o medo de voltar a andar persistiu por mais 1 ou 2 anos. O filme me tocou muito. A faixa fala de resiliência, de enfrentamento do medo”. Para o músico, este lançamento chega num momento muito importante. “Onde eu, e tantos outros artistas, operários da arte em geral, lutam para manter esse sopro de beleza respirando. E o mundo precisa dele, dessa emoção genuína, como nunca”. O último single de Chal foi Sinto Muito, canção remanescente do disco indicado ao Grammy Latino O céu sobre a cabeça, lançado pela Toca Discos.
Clara Castro desperta a chegada do novo disco com “Hora de Acordar”

Foi no auge da pandemia, momento suspenso que atravessou a vida de todos, que Clara Castro compôs a letra de Hora de Acordar. A partir de um olhar à paisagem vazia, a cantora mineira delineou a canção, com a melodia de Tata Rocha. Agora, quatro anos depois, a artista apresenta uma nova versão da faixa, como primeiro single de seu terceiro disco de estúdio – previsto para o segundo semestre. Hora de Acordar une sons orgânicos e da banda com programações e sons sampleados, entre a MPB, indie rock e um pop alternativo. O single, que marca a mudança de Clara de Juiz de Fora para São Paulo, reunindo uma série de perspectivas sobre a metrópole, se desdobra ainda em um registro audiovisual, disponível no canal de YouTube da cantora. “Hora de acordar pra ver que o mundo é muito mais e tudo que pensamos ser melhor, não passa de rasa superfície”, clama Clara no refrão da canção. Com um ar nostálgico, a voz da artista é acompanhada dos sons de um carrossel sampleado logo no início da canção, preparando o ouvinte para um segundo momento com novas programações e samples – e o corpo da banda composta por baixo, bateria e guitarra –, criando uma sonoridade mais aberta e singular. Como um cinema do cotidiano, o visualizer dirigido por Anas Obaid propõe um olhar documental para cenas do dia a dia que normalmente passam despercebidas. “Como um paralelo à criação da composição, para o registro audiovisual usamos de tela o portão da garagem e ficamos observando a cidade em takes de 20 a 30 minutos, enquanto ouvíamos a música. Por aquele período, fomos espectadores da vida real e estar nesse lugar de observação nos trouxe diversas reações”, lembra Clara, que completa: “O cotidiano em sua banalidade oferece cenas extraordinárias, e documentar tudo isso dá centralidade para elementos e lugares comuns da cidade”. O single abre o próximo disco da artista, intitulado Perambule, e marca os encontros e percepções desde sua chegada a São Paulo. “A metrópole se tornou personagem e paisagem, tudo ao mesmo tempo, e os arranjos buscam transportar os ouvintes para as sobreposições sonoras vindas dessa relação com a cidade”, explica Clara Castro. O seu novo disco chega em agosto.
Samuel Rosa lança Segue o Jogo e inaugura uma nova fase da carreira

Primeiro single do aguardado disco solo de Samuel Rosa, Segue o Jogo chegou nas plataformas digitais. A canção, com letra e música de Samuel, é uma das dez faixas do álbum Rosa, que marca a estreia de uma nova fase na carreira do músico após o fim do Skank, em 2023, depois de mais de 30 anos de estrada. Agora, Samuel celebra o início dessa jornada, feliz por estar ao lado de sua nova banda e por seguir com ela em nova turnê pelo Brasil a partir do segundo semestre deste ano. Segue o Jogo revela como o cancioneiro de Samuel Rosa extrapolou a condição de coleção de hits atemporais e se tornou uma marca, uma grife. Não é qualquer autor que conquista esse reconhecimento. É para seleto grupo de compositores – e isso no âmbito nacional e internacional. A introdução da música já mostra uma familiaridade na audição que se confirma segundos depois com a voz e o estilo de compor muito próprio de Samuel. Bingo, só podia ser ele! A música fala sobre temas que entram na seara das relações e é fundamentalmente sobre relações que trata o disco Rosa, em todas suas vertentes. Mas Segue o Jogo não é aquele tipo de ‘canção para cortar os pulsos’ à la Tom Waits. Pelo contrário: existe a plena consciência de que as coisas não deram certo, a relação chegou ao fim e tudo bem. Cada um segue sua vida, sabendo que o que fica é a lembrança de um amor que foi bom enquanto durou. “Você pra um lado/Eu pro outro/Tá tudo certo/Segue o jogo”, canta Samuel no refrão, que transmite aquela sensação de déjà-vu de sucesso infalível. “Eu não fiz a canção especificamente para algum caso. Fiz para coisas que vivi. E vejo nesses rompimentos o quanto de culpa que carregam as pessoas. As pessoas que saem de uma relação sentem culpa e as que ficam, também”, pondera Samuel. Ele queria falar sobre esse fim, mas não de uma maneira dura. “Acho que amor é isso: começa, mas tem uma hora para acabar. Eu não quis uma coisa muito densa, é quase que brincalhona para exatamente exorcizar essa culpa, essa condenação.” A melodia de Segue o Jogo contribui para a leveza dessa narrativa sobre um momento doloroso, porém inevitável, meio Erasmo Carlos, meio Jorge Ben Jor – influências que ecoam na música de Samuel. Nessa faixa, ele retoma o acorde de sétima maior, que dá à canção um tom de alegria, um recurso usado por ele desde a época do Skank. Por isso, Segue o Jogo estabelece uma tênue ligação com o hit Balada do Amor Inabalável, do álbum icônico Maquinarama (2000), do Skank. “O Skank foi uma das primeiras bandas do pop-rock brasileiro a insistir no acorde com sétima maior, hoje muito usado pela turma que redescobre agora a MPB, em Balada do Amor Inabalável, que foi uma música que estourou. Ela é toda com esse acorde, por isso que parece bossa nova. Então, Segue o Jogo tem um pouco de ‘Balada do Amor Inabalável’ na levada”, ressalta o músico. Já a sonoridade recriada pela bateria mais eletrônica, a cargo de Marcelo Dai, inevitavelmente remete ao delicioso clima de Cosmotron, disco disruptivo do Skank (2003). Samuel Rosa resgata também o recurso da harmonia vocal presente em Cosmotron. E essa harmonia, que surge sutilmente nos backing vocals de Samuel e dos integrantes de sua nova banda, Marcelo Dai, Pedro Kremer, Doca Rolim e Alexandre Mourão, ajuda a reforçar essa atmosfera ‘despressurizada’ de Segue o Jogo.
Rebeca canta sobre caminhos que levam ao amor em Apressa

Apressa, canção que a cantora e compositora Rebeca lança hoje pela Deck, surgiu a partir de conversas entre amigos. “E se fossemos outras pessoas? E se encontrássemos a pessoa que a gente ama em outro momento da vida?”, comenta a artista sobre os questionamentos trocados com amigos como Renato Cortes, que levaram à composição da música. Para fazer a letra, ela se inspirou no estilo de escrita de seu parceiro da banda Gragoatá, Fanner Horta. “Ele escreve deixando uma incerteza no ar, e suas letras costumam me transportar para uma cena em que o eu lírico tá andando na rua em direção a algum lugar e tem uma reflexão, um desabafo, sem muita resolução a vista, mas expressando um sentimento sempre muito singelo”, explica. A sonoridade da faixa traz referências de artistas como Adam Green, Devendra Banhart e Little Joy – interesses musicais que a cantora divide também com Fanner Horta – e a produção musical é assinada por Rafael Ramos, da Deck, com quem a artista colabora agora pela primeira vez. “Eu já tinha vontade de gravar com ele e acho que ele leu meu pensamento sobre o caminho estético de Apressa. Ele trouxe texturas que deram cara pra música e propôs gravarmos com instrumentos antigos. Passamos um dia no estúdio, o Leon Navarro gravou os violões e eu toquei instrumentos que nunca tinha visto antes. Foi um dia lúdico e muito produtivo”, comenta Rebeca. Recentemente, a artista lançou Espiral, seu segundo disco solo. Apressa não integra o repertório do álbum, mas é um desdobramento das histórias começadas nele. “Acho que essa música é uma continuação de Telepatia, que fecha o disco. As duas falam sobre se abrir para uma nova relação, mesmo com incertezas e vulnerabilidades no caminho. Em Apressa, existe uma vontade de encontrar um meio termo no encontro, com uma disponibilidade maior e mais clareza.”
Com o Brasil na mira, Cigarettes After Sex libera single Baby Blue Movie
Mevoi, projeto de art rock de Ciro Lubliner, lança “Do Nada”

O mevoi, projeto de art rock do artista e pesquisador Ciro Lubliner (Canções Para Um Mundo sem Humanos, Ladies & Gentleman) lançou o segundo single, Do nada, que faz parte do vindouro novo álbum O vice versa. Do nada traz uma sonoridade ligada à tradição do rock psicodélico brasileiro. A produção foi especialmente dirigida e toda realizada em animação 3D pelo cineasta, músico e produtor cultural Hiro Ishikawa. As conexões diretas e indiretas vão desde artistas dos anos de 1960/1970 (Os Mutantes, Zé Ramalho e Lula Côrtes, Walter Franco) até contemporâneos (Bike, Ema Stoned, Rakta, Hierofante Púrpura). Já a letra da canção trata de movimentos de levante de uma massa anônima, sem rosto, encarnada sobretudo por elementos da natureza que, mesmo diante de forças reativas de destruição, aparecem como agentes de sublimação e resistência. A letra de Do Nada é de Ciro Lubliner e música é assinada por Ciro Lubliner e Rafa Well.
No elenco da próxima novela das nove, Bukassa solta single Brilho da Noite

Depois de longo circuito nas artes cênicas, Bukassa voltou triunfante para a música de onde nunca saiu. Ele lançou a música e o clipe de Brilho da Noite, via Templo Musik juntamente com a agregadora Believe Music. Brilho da Noite foi criada em uma noitada boêmia onde os amigos Bukassa e Baioky falaram sobre viver a vida, o presente, de forma integral, de maneira a não dissipar ou perder energia, mas ganhar força para cantar de forma otimista a vida! Além disso, Bukassa Kabengele está no elenco da próxima novela das 21h, de João Emanuel Carneiro, Mania de você, e na série da Globoplay, com tem estreia prevista para junho, O Jogo que mudou a história. Inspirada em fatos reais, a série retrata o surgimento das facções do narcotráfico no Rio de Janeiro nos anos 1970. Bukassa nasceu na Bélgica, morou no Congo, vindo para o Brasil aos dez anos de idade acompanhando seu pai e quatro irmãos. Ele ficou um ano e meio em Natal e, em seguida, a família veio para São Paulo. Conhecido por participações em séries, novelas e filmes, Bukassa se dedica ainda a uma carreira musical de mais de 25 anos, tendo acompanhado Marisa Monte e Elba Ramalho em turnês internacionais. Sempre teve como referência mestres como Gilberto Gil, Tim Maia, Michael Jackson, Steve Wonder e Cassiano. Em 2000, lançou seu primeiro CD autoral, Quero Viver, estimulado pela amiga Jane Duboc. Em 2005, recebeu convite do francês Daniel Bangalter, pai de Thomas Bangalter, um dos fundadores da dupla de música eletrônica Daft Punk, para lançar um CD no verão francês. Neste CD, a música Mutoto foi sucesso absoluto e uniu-se a uma série de outras composições, resultando no CD homônimo. Este álbum foi lançado pela EMI-Odeon francesa e em seis meses vendeu mais de 200 mil cópias. A partir de 2005, Bukassa desenvolveu diversos trabalhos em parceria com vários artistas, sendo mais relevantes as parcerias com Marcelo Yuka, Lehart e Baioky, dentre outros.
Duo carioca Mundo Video promove “Festa no Além” em single

Formado pelos cantores, compositores e musicistas cariocas Gael Sonkin e Vitor Terra, o duo Mundo Video, que debutou em 2023 com EP homônimo, celebra um novo momento com o single Festa no Além!, segundo lançamento da banda via Balaclava Records e que antecipa um EP a ser lançado em breve. Seguindo com pesquisa voltada à produção caseira e composições bem-humoradas, atributos que já consagram a banda no cenário independente do eixo Rio-São Paulo, Festa no Além! tem produção musical pautada na imprevisibilidade – são diferentes paisagens sonoras distribuídas pelos 2min52s de duração e que remetem à sonoplastia de filmes de ação. “Enxergamos um fio condutor entre o breakbeat e a trilha sonora de clássicos do cinema de ação: as quebras causadas por sons de efeito e samples de bateria”, conta Vitor, responsável pelos samples, synths, guitarra e baixo ao lado de Gael. Além da produção, a composição, assinada por Gael, também alude ao cinema. A narrativa lúdica, protagonizada por um personagem que se perde numa noitada como válvula de escape, ironiza a sobrecarga de trabalho dos dois produtores musicais – que passaram o último ano criando num home studio na zona oeste de São Paulo –, assim como suas expectativas, anseios e sonhos. Os vocais complementares de Gab Ferreira ainda reforçam a sensação de “quebra”; conhecida pelo timbre sussurrado e misterioso, Gab traz contraste ao vocal empostado de Gael. O verso da cantora e compositora marca um de seus primeiros registros fonográficos cantando em português; Gab já subverteu as lógicas do mercado brasileiro algumas vezes por viralizar com canções autorais em inglês. Ouça Festa no Além!, do Mundo Vídeo
Eminem reaparece com Houdini e anuncia a morte de Slim Shady

Eminem retornou com Houdini, um novo single contundente acompanhado de um vídeo à altura. Eminem insunou o lançamento no início da outra semana em um FaceTime com David Blaine — o clipe terminou com o mágico comendo uma taça de vinho e o rapper declarando: “Bem, como meu último truque, vou fazer minha carreira desaparecer”. Houdini dá aos fãs a primeira amostra do 12º álbum de Eminem, The Death of Slim Shady (Coup De Grâce), que será lançado neste verão do hemisfério norte. Houdini foi produzida pelo próprio Eminem e, bem de acordo com o tema, traz um sample do sucesso de 1982 da Steve Miller Band, Abracadabra. O clipe que acompanha a música imagina o personagem antagonista de Eminem, Slim Shady, sendo trazido por um portal até os dias atuais e ficando confuso e perturbado com o que vê em 2024. Ele então parte em missão, determinado a transformar a era moderna em um lugar mais adequado à sua visão de mundo única. Somente o alter ego de Eminem, “Rap Boy”, pode salvar o mundo de Shady, juntamente com seu mentor, o lendário Dr. Dre. Em um esforço para neutralizar essas ações nefastas, as coisas dão errado e uma versão híbrida profana de Eminem é criada. O Dr. Dre não fica muito animado com os resultados e, às pressas, deixa o híbrido Shady para continuar sozinho… até que um estranho errante se junta a ele e assume o controle. Adivinhe quem está mesmo de volta. Dirigido por seu colaborador de longa data Rich Lee (Not Afraid, The Monster, Venom), o inovador vídeo de Houdini remete livremente aos clipes clássicos de Eminem, como Without Me, de Joseph Khan, e Real Slim Shady, de Phillip Atwell. Houdini está repleto de participações especiais, incluindo Dr. Dre, Pete Davidson, Snoop Dogg, 50 Cent, Jimmy Iovine, Grip, Westside Boogie, Denaun Porter, Royce 5′ 9″, Paul Rosenberg, The Alchemist, EZ Mil, Ryan Keely, Samantha Mack e o comediante Shane Gillis. A IA generativa usada no vídeo foi criada pela Metaphysic, com Jo Plaete e Chris Ume supervisionando a produção.