Fatigati questiona as certezas da vida no single “Nenhum Ponto Final”

Na cena independente, a inquietação costuma ser o melhor combustível para a criatividade. É exatamente essa a premissa que move o Fatigati, projeto musical idealizado pelo músico Michel Angelo (natural de Poços de Caldas, Minas Gerais), que disponibilizou nesta terça-feira (24) o seu mais novo single: Nenhum Ponto Final. A faixa serve como a segunda amostra oficial do EP de estreia do projeto, batizado de A Seguir, que tem lançamento previsto para o segundo semestre deste ano. Hardcore, DIY e o caos da existência Fugindo das grandes produções plastificadas, o Fatigati é um verdadeiro suco da cultura Do It Yourself (Faça Você Mesmo). Michel Angelo assumiu a gravação das vozes, das guitarras e do baixo, além de assinar a produção musical e viabilizar o lançamento através do seu próprio selo independente, o Tapebox. Musicalmente, a faixa trafega com naturalidade pelas influências do punk rock, do hardcore e do rock alternativo. No entanto, é no campo lírico que a música ganha densidade. Dando sequência ao tema da impermanência abordado no single anterior (Nada Vai Durar, de 2025), a nova música é um soco no estômago de quem procura respostas fáceis para os problemas da vida.

Peter Frampton quebra jejum de 16 anos e recruta Tom Morello para novo álbum de inéditas

Uma das maiores lendas vivas da guitarra elétrica está de volta ao estúdio com material original. Peter Frampton confirmou o lançamento de Carry the Light, o seu primeiro álbum com composições de rock totalmente inéditas em 16 anos. O projeto tem lançamento marcado para o dia 15 de maio, via selo UMe. O disco marca uma passagem de bastão familiar: as faixas foram coescritas e produzidas em parceria com seu filho, Julian Frampton. Tributo de Peter Frampton a Tom Petty Para abrir os trabalhos da nova era, Frampton disponibilizou nas plataformas digitais o single Buried Treasure. A faixa conta com a participação do tecladista Benmont Tench (membro fundador do Tom Petty & The Heartbreakers). A música funciona como uma grande homenagem ao falecido ícone do rock norte-americano Tom Petty. Em um exercício criativo curioso, Frampton construiu toda a letra da canção utilizando exclusivamente títulos de músicas da discografia de Petty. Encontro de gerações na guitarra Além do valor nostálgico, Carry the Light chama a atenção pela robusta lista de convidados que cruzam diferentes gerações da música. O icônico Tom Morello (Rage Against the Machine / Audioslave) empresta seus riffs pesados e efeitos característicos para a faixa de protesto Lions At The Gate. A aclamada cantora e multi-instrumentista H.E.R. divide as linhas de guitarra com Frampton na instrumental Islamorada. O tracklist de dez faixas ainda conta com contribuições de Sheryl Crow dividindo os vocais em Breaking The Mold, harmonias do veterano Graham Nash em I’m Sorry Elle e o saxofone de Bill Evans em duas faixas. * Tracklist

Black Veil Brides explora a vingança e a resiliência no anúncio do 7º álbum “Vindicate”

O quinteto norte-americano Black Veil Brides confirmou os detalhes do seu sétimo disco de estúdio. Intitulado Vindicate, o álbum tem lançamento agendado para o dia 8 de maio, através da editora Spinefarm. Para antecipar o projeto aos fãs, a banda disponibilizou nas plataformas digitais o single que dá nome ao disco. O novo trabalho sucede a uma série de lançamentos prévios (como as faixas Bleeders, Hallelujah e Certainty) e promete manter a estética sombria e o peso das guitarras que definem a identidade do grupo no metal alternativo. Dualidade da vingança no novo single do Black Veil Brides Composto por 14 faixas, o disco propõe uma narrativa lírica densa. Segundo o vocalista Andy Biersack, o foco central da obra recai sobre a resiliência perante o passado e a dualidade dos sentimentos de vingança. “Este álbum é baseado nos sentimentos de vingança e reivindicação. São emoções que podem impulsionar-nos ou prender-nos. Podem alimentar o crescimento, a ambição e ajudar-nos a superar aquilo que nos tentou derrubar, mas também podem tornar-se destrutivas se permitirmos que nos consumam”, explica o frontman. A faixa-título, Vindicate, espelha essa carga conceptual. A canção abre com uma introdução teatral marcada pelo som de um calíope, evoluindo rapidamente para uma parede agressiva de guitarras construída pela dupla Jake Pitts e Jinxx, sempre sustentada pela bateria de Christian Coma e pelo baixo de Lonny Eagleton. A estreia da música é acompanhada por um videoclipe oficial com realização a cargo de George Gallardo Kattah. Tracklist de “Vindicate”

Entrevista | Ruel – “Estou muito animado para tomar mais caipirinhas”

O público brasileiro já é conhecido por sua intensidade, mas nesta sexta-feira (20), a partir de 16h55, o encontro entre Ruel e seus fãs no Autódromo de Interlagos ganha um peso especial. O artista britânico radicado na Austrália chega ao palco do Lollapalooza Brasil não apenas para consolidar sua conexão com o país, mas para celebrar um momento de transição em sua carreira. Após passar por Chile e Argentina com expectativas superadas, Ruel admite que o calor sul-americano é o combustível necessário para a nova fase que se inicia agora. O timing não poderia ser mais perfeito para Ruel: o show coincide com o lançamento do single Don’t Say That. A faixa, que já nasceu como um fenômeno nas redes sociais sob a alcunha de dst (outro), é a porta de entrada para o próximo álbum de dez faixas inéditas, Kicking & Screaming. Misturando o peso emocional de uma balada clássica com o frescor do pop atual, a canção explora a vulnerabilidade de um relacionamento que chega ao fim, destacando a entrega vocal característica que transformou Ruel em um ícone de sua geração. Para este novo capítulo, Ruel se cercou de um time de colaboradores de elite, incluindo nomes que já assinaram sucessos para Taylor Swift, Harry Styles e Lorde. Em conversa com o Blog n’ Roll, Ruel revelou que a principal mudança em seu processo criativo foi assumir as rédeas da produção. Sem a figura de um produtor executivo central, ele se tornou o “único denominador comum” de todas as faixas, exercendo uma liderança que reflete a confiança adquirida após uma década de estrada, um feito impressionante para quem tem apenas 22 anos. No setlist preparado para o Lolla Brasil, os fãs podem esperar um equilíbrio cuidadoso entre o novo single, as faixas reflexivas de sua fase atual e, claro, os hits que o catapultaram ao estrelato, como Painkiller e Younger. Ruel destaca que trouxe de volta canções que sentia falta de tocar, focando em elevar a energia do festival ao máximo. “Quanto mais energia eu der, espero receber mais de volta”, afirma o cantor, que não esconde o desejo de trocar o palco, ainda que brevemente, pela cultura local e um bom jogo de futebol. Você tocou no Lollapalooza do Chile e da Argentina, e agora é a vez do Brasil. Como a energia sul-americana se comparou às suas expectativas, depois de os fãs esperarem por tanto tempo? É, diria que minhas expectativas estavam altas, porque vocês se gabam muito do público daqui, e eu definitivamente não fiquei decepcionado. Estive aqui há alguns anos e pude experimentar como era um show solo, uma headline tour. E foram, de longe, os melhores shows e os melhores públicos que já tive na vida. Então, nos festivais, não sabia o que esperar. Não sabia se haveria menos ou mais energia, ou se teria menos ou mais gente. Estava um pouco preocupado. Mas sinto que, sim, o Chile e a Argentina me deixaram de boca aberta e superaram minhas expectativas. E só espero que o Brasil entregue tudo também. Você escolheu a América do Sul para estrear seu novo single, Don’t Say That. Como foi? Como tem sido testar uma faixa inédita com um público tão apaixonado? Sim, achei que era o lugar perfeito para lançar uma música nova. Porque, sabe, o engajamento tem sido incrível. Ver nos shows que os fãs já sabem a letra e cantam junto… tem sido maravilhoso. Então, lançar no dia do Lolla, achei que seria perfeito no Brasil. Seu segundo álbum, Kicking My Feet, soa muito mais confiante. Quais foram as maiores diferenças no seu processo criativo em comparação ao 4th Wall? Acho que a principal diferença criativa foi o fato de que não tinha exatamente um produtor executivo com quem estava trabalhando. Eu era meio que o único denominador comum em cada música, o que me deu muito mais responsabilidade de ter que demonstrar confiança, liderança e guiar o barco do jeito que eu queria. Sinto que agora foi o momento perfeito para fazer isso, porque encontrei certa certeza e intenção em cada música que quis escrever para o disco. O álbum explora o amadurecimento, o distanciamento de amizades e a descoberta da alegria em coisas simples. Por que foi importante ser tão vulnerável sobre essas transições específicas? Acho que foi importante ser vulnerável no sentido de falar sobre encontrar alegria nas coisas, porque acho que era isso que eu vinha negligenciando em toda a minha carreira: falar sobre alegria e a emoção de estar apaixonado de uma forma positiva. Eu queria ultrapassar aquela barreira de ser sempre “desleixado” ou indiferente (nonchalant); esse foi o principal obstáculo que precisei vencer para sentir que este disco valia a pena ser lançado e escrito. Então, sim, esse foi o maior desafio. Você começou aos 12 anos, ganhou um prêmio Aria aos 15. Agora, aos 22, você já tem uma década de experiência. Como crescer sob os holofotes moldou sua composição e sua relação com a fama? Sim, acho que crescer na indústria é definitivamente uma vantagem quando se trata de quanta experiência sinto que tenho hoje, o que ainda parece ser apenas o começo da minha carreira. Então isso é um ponto positivo enorme. Mas, sim, é estranho ter que descobrir quem você quer ser como artista enquanto já está na indústria, lançando música e tendo fãs dizendo quem eles querem que você seja. Acho que o Covid me ajudou, sabe? Ter aquele tempo em isolamento na Austrália durante a pandemia para entender quem eu era sem estar sob os olhos do público, sem fazer turnê, sem lançar música. Mas acho que o desafio principal era apenas tentar ganhar qualquer certeza de onde eu queria estar e o que queria fazer. E acho que agora, encontrei muito mais intenção, como estava dizendo. Sinto-me muito mais confiante em mim mesmo e na minha habilidade de compor. Sinto que consigo fazer isso sozinho agora. O que os fãs brasileiros podem esperar da sua setlist no Lollapalooza? Será um

Duo punk The Meffs critica a falsa autenticidade da indústria musical no single “Business”

O duo britânico de punk rock The Meffs confirmou os detalhes do seu segundo disco de estúdio. O álbum, batizado de Business, será lançado no dia 11 de setembro pelo selo FLG. Para antecipar o projeto, a banda natural de Essex disponibilizou nesta quarta-feira (18) o videoclipe e o áudio da agressiva faixa-título. Formado por Lily Hopkins (vocal e guitarra) e Lewis Copsey (bateria), o grupo tem chamado a atenção no circuito independente britânico por sua ética do it yourself (DIY) e por atuar como patronos do Music Venue Trust, organização que defende espaços de shows de pequeno porte no Reino Unido. Crítica à indústria A faixa Business aborda diretamente as contradições do mercado da música e a exigência por artistas moldáveis. “Na vida, dizem para você ser o seu ‘eu autêntico’, mas apenas se esse ‘eu’ se encaixar em um molde e for bom para a marca. Nos dizem que não somos duros o suficiente, mas também não somos suaves o suficiente; não somos queer o suficiente, mas somos queer demais. Nós sabemos quem somos. Business é uma canção de amor”, ironiza a banda. O álbum completo conta com a produção de Dan Weller. O repertório de 11 faixas foi gravado em meio a uma agenda lotada, que incluiu a abertura de shows para gigantes como Sex Pistols, The Undertones, Alice Cooper e apresentações em festivais como Glastonbury e Download. Velocidade e política A sonoridade do disco promete capturar a urgência e a sujeira das apresentações ao vivo do duo. O roteiro do álbum inclui faixas de curtíssima duração, como Fight (uma explosão de apenas 30 segundos), e composições voltadas à crítica social e política, como Disorder (Wake Up) e a irônica So Modern (Keep Up). 💿 Serviço: The Meffs – Business O single “Business” já pode ser ouvido nas plataformas de áudio e o álbum entrou em período de pré-venda nas lojas internacionais.

Butthole Surfers desenterra álbum perdido de 1998 para apagar desastre com a indústria fonográfica

A justiça histórica finalmente bateu à porta de uma das bandas mais excêntricas do rock alternativo norte-americano. O Butthole Surfers anunciou nesta quarta-feira (18) o lançamento oficial de After The Astronaut, um disco de estúdio que estava pronto e finalizado desde 1998, mas que acabou engavetado pelas grandes gravadoras. Para marcar o anúncio, o grupo liberou o videoclipe inédito para a versão original de Jet Fighter, uma faixa que aposta em uma sonoridade densa e próxima ao trip-hop psicodélico. Intervenção da Disney e o fator Kid Rock A história de After The Astronaut é um retrato clássico da interferência corporativa na música dos anos 90. Após o sucesso estrondoso e improvável do single Pepper e do disco de ouro Electric Larryland em 1996, a banda gravou o sucessor natural do projeto. A Capitol Records, no entanto, cancelou o lançamento de última hora. O material foi então comprado pela Hollywood Records (selo afiliado à Disney), que exigiu mudanças drásticas. A banda foi obrigada a regravar as faixas e incluir parcerias comerciais duvidosas, como um gancho escrito por Kid Rock para o single The Shame Of Life. O resultado dessa interferência foi o desastroso álbum Weird Revolution, lançado em 2001. A experiência foi tão traumática que a banda nunca mais lançou um disco de inéditas desde então. “A Hollywood Records comprou o álbum, mas queria fazer mudanças nele, o que foi uma experiência muito desconfortável para nós”, relembra o guitarrista Paul Leary. O baterista King Coffey detalha a visão original do projeto, que agora chega ao público sem filtros: “Foi um projeto divertido. Estávamos usando todos os brinquedos digitais à nossa disposição e brincando com as coisas que nos divertiam. Não estávamos preocupados com o rádio, era uma volta às nossas raízes experimentais”. Renascimento cultural O resgate do álbum original pega carona no atual momento de redescoberta da banda. O Butthole Surfers é o tema central do novo documentário The Hole Truth And Nothing Butt, o que motivou a primeira apresentação ao vivo do grupo em oito anos. Além disso, a banda teve uma de suas músicas incluída recentemente na trilha sonora da série Stranger Things. 💿 Serviço: Butthole Surfers – “After The Astronaut” O clipe de “Jet Fighter” (dirigido por Jeffrey Garcia) já está disponível. O álbum resgata a tracklist idêntica à planejada em 1998. Tracklist de After The Astronaut

Mari Romano canta em inglês e flerta com o krautrock no inusitado single “Mosquito”

Um jogo de palavras aleatórias durante uma residência artística foi o gatilho para o single Mosquito, da cantora e compositora carioca Mari Romano. A faixa ocupa um papel central em seu próximo álbum de estúdio, batizado de Além da Pele. A composição surgiu quando Mari e o artista de Los Angeles Oto-Abasi decidiram sortear palavras em inglês para criar poemas como forma de passar o tempo. A partir dos termos mosquito, flower e cry, a carioca pegou o violão e estruturou o que viria a ser a única faixa cantada em idioma estrangeiro do seu novo disco. Krautrock e microfones vintage em Mosquito, de Mari Romano Fugindo de estruturas convencionais, Mosquito assume um clima soturno e de faroeste. A sonoridade rítmica e hipnótica da faixa carrega forte influência da banda alemã Can (um dos pilares do krautrock dos anos 70). A base musical foi gravada com a cozinha afiada formada por Guilherme Lírio (baixo) e Jeremy Gustin (bateria). O tratamento vocal também recebeu atenção técnica específica. A captação ocorreu no estúdio do músico Vovô Bebê, com operação de Rafaela Prestes. “A voz principal foi gravada com a técnica de emparelhar lado a lado um microfone moderno com um microfone super antigo. Isso gerou um efeito quase de rádio antigo, dando um caráter próprio para a interpretação”, detalha a produção. Liricamente, a faixa traça um paralelo sobre a mortalidade, comparando a fragilidade da vida de um inseto à condição humana diante das leis da natureza. Remix para as pistas O lançamento duplo também joga a faixa diretamente nas pistas de dança. Mosquito ganhou um remix oficial assinado pelo DJ e produtor Vinicius Tesfon, que transformou a levada soturna original em um groove no estilo house/disco, adicionando inclusive um novo verso cantado em espanhol. A força da versão eletrônica foi tamanha que a faixa acabou sendo prensada em vinil para integrar uma coletânea exclusiva da Mov Dome, a tenda de música eletrônica do festival Rock The Mountain.

Os Inimigos do Rei transformam o sufoco do fim do mês em sátira no single “Medo”

Ficar sem dinheiro no fim do mês é um pesadelo universal, mas a banda Os Inimigos do Rei resolveu transformar essa tensão rotineira em música. O grupo fluminense disponibilizou nas plataformas digitais o single Medo, faixa que serve como base para a nova turnê do sexteto, batizada de Vem Kafka comigo!. Composta por Marcus Lyrio (música) e Luiz Guilherme (letra), a canção usa o humor como ferramenta de sobrevivência para lidar com a ansiedade provocada pelos boletos acumulados. Crônica do salário curto pelo Inimigos do Rei Embora tenha ganhado uma nova produção em 2025 pelas mãos de Bruno Costa e Vini Lobo, a letra nasceu de uma situação real vivida há duas décadas. A composição foi escrita originalmente em 2006, em um momento de alta pressão econômica para o vocalista Luiz Guilherme. “Eu começava meu segundo casamento, morava em apartamento alugado e minha filha estudava em faculdade particular. Ou seja, o fim do mês era um medo bem real”, relembra o cantor. Apresentada pela primeira vez em um show no Circo Voador naquele mesmo ano de 2006, a faixa foi resgatada para o atual momento da banda por dialogar com a realidade atemporal do país. Luiz Guilherme classifica a letra como “vertical”, capaz de atravessar diferentes camadas sociais. “É o medo de não ter dinheiro para superar o fim do mês. Seja o salário para esticar, a mesada que acabou, as contas deixadas para depois”, completa. A formação atual que dá corpo à faixa conta com:

Nasi usa IA para transformar o rockabilly “Feitiço na Rua 23” em trap

O vocalista do Ira!, Nasi, disponibilizou a segunda amostra do seu próximo projeto solo de estúdio. O cantor lançou nas plataformas digitais o single Feitiço na Rua 23, via distribuidora Ditto Music. A faixa integra o repertório do vindouro álbum nAsI – Artificial Intelligence, um trabalho onde o músico utiliza recursos e ferramentas de Inteligência Artificial para desconstruir e revisitar canções do seu próprio catálogo. De 2011, Feitiço na Rua 23 foi para as batidas de trap Lançada originalmente há quinze anos no álbum Perigoso (2011), a composição sofreu uma mudança drástica de gênero. O arranjo estruturado no rockabilly da versão de estúdio original deu lugar a uma batida de trap. Apesar da alteração rítmica, o artista manteve a proposta narrativa da letra, que narra de forma sombria a história de uma mulher “tirada de mim por um feitiço”, como define o próprio cantor. Estética de terror clássico Aproveitando o clima do lançamento nesta sexta-feira 13 e a temática da letra, a nova versão ganhou um videoclipe estruturado em cima da estética do cinema de horror. O material visual utiliza colagens e cenas de obras em domínio público e produções que definiram o gênero do terror, incluindo trechos de: