Crítica | O Poço, de Galder Gaztelu-Urrutia

O Poço

Um filme que começa sem pé nem cabeça, mas dialoga com a natureza humana e o extinto de sobrevivência. Este é O Poço (2019), longa que está em segundo lugar entre as produções mais vistas no Brasil na Netflix. O filme de ficção científica relaciona suspense e terror. Produzido na Espanha pelo diretor Galder Gaztelu-Urrutia, está tendo forte repercussão nas redes sociais pelos internautas. O cineasta também dirigiu 913 (2004) e La Casa Del Lago (2011).  Um filme onde você se coloca no lugar da loucura!  O filme começa dentro de um possível restaurante, onde um homem inspeciona alimentos e pratos prontos. Em seguida, vamos para um plano detalhe dos olhos de uma pessoa, que acorda pouco a pouco em um ambiente de confinamento.  O protagonista Goreng, interpretado pelo ator espanhol Iván Massagué, olha ao redor e tudo que vê é um senhor, na faixa dos 70 anos, sentado na sua frente em um sala cinza. Quase que instintivamente, o personagem faz todos os questionamentos que o espectador faria. “Onde estou? O que é esse lugar?”. De modo ranzinza, o senhor, interpretado por Zorin Eguillor, responde as perguntas com um conhecimento de quem  vive ali por muito tempo.  –  No que consiste o poço? – Óbvio, comer. – O que vamos comer? – As sobras das pessoas de cima. Diálogo entre os personagens de O Poço. Não demora muito para uma mesa farta de sobras descer dos andares acima. Desesperado, o senhor senta-se próximo e come de forma atípica, como quem não vê alimentos há meses. Aos poucos, Goreng descobre os mistérios do poço, assim como o espectador que o acompanha. O local possui mais de 200 andares. Cada um representa uma posição e, consequentemente, a fartura. Tudo resume-se a sobreviver. Isto é, comer para se alimentar no próximo mês. Em cada andar há duas pessoas, que dividem o confinamento enquanto estiverem vivos. Caso um deles morra, outros pares são formados.  O fato é que, mensalmente, as duplas fazem uma espécie de rodízio nos andares. Neste mês, você se dá bem e fica com as primeiras posições, garantindo assim, uma boa alimentação. No entanto, no próximo, você pode ocupar o ducentésimo andar, onde não chega comida alguma. Desta forma, qual será sua opção? Como diz o ditado, um dia é da caça e outro do caçador. Um filme para quem tem estômago, literalmente O filme me deixou angustiada do início ao fim. Me coloquei nas posições dos personagens, perguntando-me o que faria se estivesse nesta situação.  No começo, me senti enojada por ver as ações de alimentação das pessoas que ali vivem: algo instintivo e animal. Contudo, quanto mais o tempo passava, as coisas pioravam e pensar em um prato cuspido já não era tão ruim assim.  O canibalismo neste filme é algo comum, portanto, é importante atentar-se para as cenas cruas e sanguinárias. Vai um pedacinho de fígado humano, aí?! Desigualdade e solidariedade O longa retrata a desigualdade social. Aqueles que estão nos andares de cima recebem mais alimento e, portanto, melhores oportunidades, podendo assim, gozar do benefício. Entretanto, aqueles que estão nos andares de baixo são seres esquecidos, sem nutrientes e vizinhos da loucura, comendo assim outras pessoas e a si próprios. Algo que está repercutindo de maneira negativa nas redes sociais é sobre o término do filme. O famoso final aberto, onde o público pode criar suas próprias teorias, é presente neste longa metragem. Grandes conclusões narrativas estão sendo pensadas, desde que não se passa de uma ilusão coletiva, até mesmo, falar que o poço representa um sistema insano de um jogo sanguinário.  Mas, nada melhor do que basear sua conspiração na fonte. Em entrevista ao portal iHorror, o diretor Galder Gaztelu-Urrutia, de 46 anos, explica qual sua intenção com o obra de terror: “O filme não se trata de mudar o mundo, mas de entender e colocar o espectador em vários níveis e ver como eles se comportariam em cada um deles”. “As pessoas são muito parecidas entre si. […] Dependendo da situação na qual você se encontra, você vai pensar e se comportar de uma maneira diferente. Então, estamos provocando o público para entender os limites de sua própria solidariedade”, confessa. Você pode conferir o longa O Poço, que está disponível na Netflix.

Glenn Danzig divulga trailer do terror Verotika

Verotika

O frontman do Misfits Glenn Danzig compartilhou o trailer de seu novo filme de terror, Verotika. O longa estreou ano passado no Cinepocalypse Festival, em Chicago, e tem previsão de estreia geral em 25 de fevereiro. O artista investiu numa antologia baseada em sua série de quadrinhos, Verotik. Mesclando violência e erotismo, as HQs foram lançadas em 1994, e acompanham uma série de produções do gênero feitas por Danzig. Verotika também estará disponível em Blu-ray, com lançamento em edição de três discos. O item exclusivo estará no mercado a partir de 3 de março. Confira o trailer:

Um Lugar Silencioso 2 ganha primeiro teaser

Um Lugar Silencioso 2

Cheio de suspense, Um Lugar Silencioso 2 traz uma sequência aos acontecimentos do primeiro filme. O filme marcou a estreia de John Krasinski na direção, assim como seu primeiro filme junto à esposa, Emily Blunt. O breve teaser mostra a família saindo da zona de silenciamento. Pelo fim do primeiro filme, imaginamos porque eles tiveram que sair. Enquanto Emily segue como protagonista, o filme também contará com Cillian Murphy e Djimon Hounsou. Segundo a sinopse oficial, a família deverá permanecer unida em sua busca silenciosa pela sobrevivência. Forçados a seguir pelo desconhecido, eles logo descobrem que as criaturas já conhecidas não são o único perigo que deverão enfrentar. Segundo Krasinski, a sequência mostrará como Evelyn toma as rédeas para garantir que as crianças não só sobrevivam, mas também, vivam. “Depois de ter partido, gosto da ideia de ver Emily batalhando com isto – que talvez sobrevivência era realmente o único jeito. E que talvez essa ideia de se aventurar era mesmo perigosa demais”. O primeiro filme foi um sucesso de bilheteria, somando mais de 340 milhões de dólares. A continuação do fenômeno impressionou a audiência, mas não foi surpresa para a indústria, que esperava uma sequência à altura. Confira o teaser de Um Lugar Silencioso 2: Com uma narrativa de terror diferenciada, Um Lugar Silencioso se firma como uma obra alternativa no gênero. A boa produção e atuações também garantem uma atmosfera diferenciada, levando indicações nas principais premiações da temporada. A sequência chega aos cinemas em 20 de março de 2020.

Pânico: novo filme da franquia pode estar em produção

Pânico

Após quatro filmes e uma série com três temporadas, a franquia ganhará mais um capítulo. De acordo com o Bloody Disgusting, o próximo Pânico já está em andamento, mas não foram confirmados mais detalhes. Ainda não há informações sobre a trama. Portanto, fica a dúvida se o filme será uma continuação ou um completo reboot. A data de estreia também não foi revelada. A possibilidade de um novo filme já havia sido posta pelo ator David Arquette. Em entrevista pelo Slasher Radio em 2018, o artista confirmou que “adoraria fazer parte” de mais um Pânico. Após a morte de Wes Craven, diretor responsável pelos quatro primeiros filmes, a ideia pareceu mais distante. Porém, segundo Arquette, serviria então como um tributo. O primeiro filme da franquia estreou em 1996, tornando-se um grande clássico do terror slasher. Pânico inspirou muitas obras posteriores, consagrando o diretor no gênero.

Of Monsters and Men inspira mistério no clipe de Wild Roses

Of Monsters And Men lança clipe de Wild Roses

O novo videoclipe do Of Monsters and Men chegou, como parte do disco Fever Dream, lançado em julho. Inspirados na estética dos filmes de horror escandinavos, o grupo lançou um visual sóbrio e fantasioso com Wild Roses. No clipe, a vocalista Nanna emerge de uma piscina abandonada à noite. Movimentando-se na superfície, a cantora se move conforme a melodia, imitando as águas. Para criar essas sensação, a banda contou com o apoio da coreógrafa Stella Rosenkranz, que ajudou a criar os movimentos vistos. Em declaração oficial, Nanna explica o conceito do vídeo. “Wild Roses mostra um lado introvertido do álbum e é inspirado pela sensação de afundar em tristeza. Nós queríamos capturar esse sentimento em uma performance, enquanto também trazíamos um pouco de inquietação”. O clipe foi gravado em 12 horas numa piscina abandonada de Hafnaförður, na Islândia. Confira o clipe de Wild Roses clicando neste link.