The Strokes lança “Going Shopping” e anuncia álbum para junho

Após uma ação inusitada que enviou fitas cassete para 100 fãs selecionados via SMS, os The Strokes oficializaram nesta terça-feira (7) o lançamento de Going Shopping. A faixa é o primeiro single de Reality Awaits, o sétimo álbum de estúdio da banda, que chega às plataformas no dia 26 de junho via Cult Records/RCA. O novo trabalho marca o retorno da parceria com o lendário produtor Rick Rubin, responsável pelo aclamado The New Abnormal (2020), disco que rendeu o primeiro Grammy do grupo. Sonoridade e temática Going Shopping apresenta uma sonoridade relaxada que remete à era Angles (2011), com os vocais de Julian Casablancas carregados de Auto-Tune. Na letra, Casablancas exercita seu lado cronista ao criticar o capitalismo tardio com versos como: “Solidariedade pode ser difícil / Quando você tem coisas legais para perder”. A banda estreou a música ao vivo na última segunda-feira, durante um show íntimo no Bill Graham Civic Auditorium, em San Francisco. “Já está por aí mesmo”, brincou Julian ao introduzir a canção para o público. Caminho para o “Reality Awaits” O álbum contará com nove faixas e será o centro das apresentações da banda nos grandes festivais de verão, incluindo o Coachella neste final de semana, além de Bonnaroo e Outside Lands. Serviço: The Strokes – “Reality Awaits” Tracklist: Reality Awaits
“Reality Awaits”: The Strokes confirmam título e estética do novo álbum em teaser retrô

A espera de seis anos por material inédito dos The Strokes está prestes a acabar. Através de um teaser curto e carregado de nostalgia, a banda liderada por Julian Casablancas confirmou que seu sétimo álbum de estúdio se chamará Reality Awaits e tem lançamento previsto para o verão do hemisfério norte (entre junho e agosto de 2026). O vídeo de anúncio aposta em uma estética oitentista, apresentando um clássico Nissan 300ZX e a frase provocativa: “In the Flesh, it’s Even Sexier” (Pessoalmente, é ainda mais sexy). O clima visual sugere que a banda pode estar mergulhando ainda mais nos sintetizadores e na sonoridade new wave que marcou o disco anterior. Sucessor de um vencedor do Grammy Reality Awaits é o primeiro trabalho completo do grupo desde The New Abnormal (2020), álbum que rendeu aos Strokes o seu primeiro Grammy de Melhor Álbum de Rock. Durante o hiato da banda principal, Julian Casablancas manteve-se ativo com o The Voidz, lançando o disco Like All Before You em 2024. O anúncio do novo álbum chega em um momento estratégico: os Strokes são um dos headliners do Coachella neste final de semana e já têm datas confirmadas em outros gigantes como o Bonnaroo e o Outside Lands. O que esperar? Embora a tracklist ainda não tenha sido revelada, a expectativa é de que a produção continue refinando a mistura entre as guitarras garageiras do início dos anos 2000 e a sofisticação pop-eletrônica que Casablancas vem explorando. * Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por The Strokes (@thestrokes) Serviço: The Strokes – “Reality Awaits”
Entrevista | The Velvicks: “A cena de NY tem umas cinco bandas por noite, sem cover”

No início do século 21, pouco antes do terrível ataque às torres gêmeas do World Trade Center, Nova York foi palco para várias bandas estourarem. The Strokes, Interpol, LCD Soundsystem e Yeah Yeah Yeahs foram algumas delas. De lá para cá, uma nova safra sempre é aguardada pelos fãs. Atualmente, no cenário nova iorquino, tem uma banda se destacando. E o curioso é que ela é formada por músicos brasileiros. A The Velvicks escolheu o Brooklyn como QG e de lá saiu com o EP de estreia, Run, que traz cinco composições autorais e em inglês. “A gente teve banda antes e, enfim, a vida trouxe a gente pra cá, com a nossa formação. Acabou todo mundo em Nova York no mesmo tempo e espaço. Começou a ter um hangout nosso, tempo e disposição, e começar a fazer música, foi inevitável. Algumas festas na casa virou o que você está ouvindo aí”, comenta o vocalista e guitarrista, Vick Nader. Baterista do Velvicks, Edu conta que em um determinado momento bateu uma ansiedade maior para estar no palco. “A gente precisava tocar num palco novamente senão ficaríamos louco, sabe? Nessa época, eu estava morando em New Jersey e era mó rolo para chegar em Nova Iorque. Acabamos pegando essa casa aqui no Brooklyn e foi numa época que estava todo mundo no hype, fazendo festa de segunda a domingo. Tinha um porão e a gente botou um monte de instrumento lá, não era nada isolado, enquanto a gente tocava dá pra você escutar três quarteirões (risos)”. Influências Apesar do rock puro que o grupo apresenta, Edu conta que as influências dos integrantes são bem distintas. “O legal dessa banda é que cada um tem uma influência bem distinta do outro. Por mais que a gente curta as mesmas bandas, o que a gente escuta diariamente é um pouco diferente. Pelo que eu sei do Vitão, ele tem umas bandas mais 1990, R.E.M, Nirvana, um monte que também são do grunge. Eu curto 1990 de cabo a rabo também, só que eu escuto desde o metal até umas coisas diferentes. Vinão (guitarrista) tem muita influência de Jimi Hendrix, também”. Lockdown da Velvicks Uma das canções mais comentadas de Run, o EP de estreia da Velvicks, é LDNYC (Lockdown NYC), que tem um título autoexplicativo. “Ela foi a última música a ser feita, poucas semanas antes do lançamento do EP, então a gente meio que adaptou para ela entrar, coisas técnicas. Existe uma melancolia na música, mas com power. Foi no 13º dia da quarentena que ela saiu, logo no começo, então foi quase que nossa resposta, saca? Se a gente deixar a parada tomar conta, ferrou”, comenta Vick. Sobre estar baseado no Brooklyn, a Velvicks revela que existem algumas peculiaridades interessantes no bairro. “É difícil caracterizar um estilo de música que seja próprio daqui. Teve muitas fases do rock indie, independente, começo dos 2000, tipo Strokes que saiu daqui e estourou, mas tem tudo que é tipo de banda saindo daqui, a todo momento. Acho muito da hora, é muito qualitativo. Você pode tocar com a pessoa e dois meses depois ela está no Coachella”, explica Vinny. Comparação com o cenário paulistano Para Vick, a cena alternativa de Nova Iorque tem uma diferença importante na comparação com São Paulo. “Existe lugares, nichos para você tocar em qualquer dia da semana aqui, isso foi onde a gente baseou a nossa banda pra crescer. Quando estava em São Paulo era difícil você achar um lugar pra tocar com tanta frequência”. Já Edu, acredita que o número de bandas é algo que salta aos olhos em um primeiro momento. “A diferença da cena brasileira para a daqui, falando só de Nova Iorque, é o número de bandas. Tem muita banda tocando ao mesmo tempo. Por exemplo, o que acho mais legal da cena de NY é que todo bar tem no mínimo umas cinco bandas por noite, todas originais, sem cover. Isso é a coisa mais importante que tem, a valorização por música original, e eles sabem disso. Se você fizer a sua música e a galera curtir, vira uma ideia para o futuro, as coisas começam a andar. Lembro que estava no Brasil e eu fazia muito cover, aqui eles têm uma exigência maior, compõe a sua parada e deixa os outros lá (risos)”. *Texto e entrevista por Lucas Krempel e Caíque Stiva
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Faltando pouco para lançar disco, Strokes solta novo single

A semana começou com surpresa por parte do The Strokes. Em resumo, a banda nova-iorquina apresentou o single Brooklyn Bridge to Chorus nesta segunda-feira (6). A canção deve ser a última prévia antes do lançamento do disco The New Abnormal, que chega na sexta (10). Ademais, a nova faixa apresenta mais uma vez a pegada anos 2000 que o grupo provavelmente tentará trazer no próximo álbum. Vale lembrar que a última música lançada, Bad Decisions, remete muito aos primeiros trabalhos de Julian Casablancas e companhia. Além das duas novas canções, o Strokes também já divulgou At The Door. Contudo, a faixa foi a que menos agradou os fãs da banda. Muitos apontam que a mesma parece mais um projeto do The Voidz, a outra banda de Julian. Embora bem ativo nos últimos meses, a última coletânea do conjunto foi Comedown Machine, apresentado em 2013. Nesse meio tempo eles divulgaram o EP Future Present Past (2016), com três inéditas. O The Strokes ainda segue sendo um dos headliners do Lollapalooza Brasil mesmo com o adiamento do festival para o início de dezembro.
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