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Entrevista | The Velvicks: “A cena de NY tem umas cinco bandas por noite, sem cover”

The Velvicks
Crédito: Geurin Blask

No início do século 21, pouco antes do terrível ataque às torres gêmeas do World Trade Center, Nova York foi palco para várias bandas estourarem. The Strokes, Interpol, LCD Soundsystem e Yeah Yeah Yeahs foram algumas delas. De lá para cá, uma nova safra sempre é aguardada pelos fãs.

Atualmente, no cenário nova iorquino, tem uma banda se destacando. E o curioso é que ela é formada por músicos brasileiros. A The Velvicks escolheu o Brooklyn como QG e de lá saiu com o EP de estreia, Run, que traz cinco composições autorais e em inglês.

“A gente teve banda antes e, enfim, a vida trouxe a gente pra cá, com a nossa formação. Acabou todo mundo em Nova York no mesmo tempo e espaço. Começou a ter um hangout nosso, tempo e disposição, e começar a fazer música, foi inevitável. Algumas festas na casa virou o que você está ouvindo aí”, comenta o vocalista e guitarrista, Vick Nader.

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Baterista do Velvicks, Edu conta que em um determinado momento bateu uma ansiedade maior para estar no palco.

“A gente precisava tocar num palco novamente senão ficaríamos louco, sabe? Nessa época, eu estava morando em New Jersey e era mó rolo para chegar em Nova Iorque. Acabamos pegando essa casa aqui no Brooklyn e foi numa época que estava todo mundo no hype, fazendo festa de segunda a domingo. Tinha um porão e a gente botou um monte de instrumento lá, não era nada isolado, enquanto a gente tocava dá pra você escutar três quarteirões (risos)”.

Influências

Apesar do rock puro que o grupo apresenta, Edu conta que as influências dos integrantes são bem distintas.

“O legal dessa banda é que cada um tem uma influência bem distinta do outro. Por mais que a gente curta as mesmas bandas, o que a gente escuta diariamente é um pouco diferente. Pelo que eu sei do Vitão, ele tem umas bandas mais 1990, R.E.M, Nirvana, um monte que também são do grunge. Eu curto 1990 de cabo a rabo também, só que eu escuto desde o metal até umas coisas diferentes. Vinão (guitarrista) tem muita influência de Jimi Hendrix, também”.

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Lockdown da Velvicks

Uma das canções mais comentadas de Run, o EP de estreia da Velvicks, é LDNYC (Lockdown NYC), que tem um título autoexplicativo.

“Ela foi a última música a ser feita, poucas semanas antes do lançamento do EP, então a gente meio que adaptou para ela entrar, coisas técnicas. Existe uma melancolia na música, mas com power. Foi no 13º dia da quarentena que ela saiu, logo no começo, então foi quase que nossa resposta, saca? Se a gente deixar a parada tomar conta, ferrou”, comenta Vick.

Sobre estar baseado no Brooklyn, a Velvicks revela que existem algumas peculiaridades interessantes no bairro.

“É difícil caracterizar um estilo de música que seja próprio daqui. Teve muitas fases do rock indie, independente, começo dos 2000, tipo Strokes que saiu daqui e estourou, mas tem tudo que é tipo de banda saindo daqui, a todo momento. Acho muito da hora, é muito qualitativo. Você pode tocar com a pessoa e dois meses depois ela está no Coachella”, explica Vinny.

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Comparação com o cenário paulistano

Para Vick, a cena alternativa de Nova Iorque tem uma diferença importante na comparação com São Paulo.

“Existe lugares, nichos para você tocar em qualquer dia da semana aqui, isso foi onde a gente baseou a nossa banda pra crescer. Quando estava em São Paulo era difícil você achar um lugar pra tocar com tanta frequência”.

Já Edu, acredita que o número de bandas é algo que salta aos olhos em um primeiro momento.

“A diferença da cena brasileira para a daqui, falando só de Nova Iorque, é o número de bandas. Tem muita banda tocando ao mesmo tempo. Por exemplo, o que acho mais legal da cena de NY é que todo bar tem no mínimo umas cinco bandas por noite, todas originais, sem cover. Isso é a coisa mais importante que tem, a valorização por música original, e eles sabem disso. Se você fizer a sua música e a galera curtir, vira uma ideia para o futuro, as coisas começam a andar. Lembro que estava no Brasil e eu fazia muito cover, aqui eles têm uma exigência maior, compõe a sua parada e deixa os outros lá (risos)”.

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*Texto e entrevista por Lucas Krempel e Caíque Stiva

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