Vanguart e Fernanda Takai lançam single e clipe “Demorou pra Ser”

Depois de um intervalo de mais ou menos dois anos, tempo que Helio Flanders ficou morando na França, o Vanguart está retomando os shows e os novos projetos. “Sentimos que não era hora de produzir um disco novo e sim de olhar um pouco para trás. Começamos a elencar nossas canções favoritas para a nova turnê, pensando também em fazer uma nova versão, e escolhemos Demorou pra Ser por ser uma música muito querida pelos fãs e por nós, tanto que dá nome à esta turnê”, comentou Helio. A partir daí eles pensaram em chamar algum convidado, sendo um primeiro feat do Vanguart gravado em estúdio. “É uma música muito delicada, de um amor cuidadoso. Na hora a Fernanda Takai veio na nossa cabeça, pois ela tem a voz mais doce da música brasileira, e uma voz muito sigular. Felizmente ela topou a gravou lindamente esta canção”, completou. “Fazer outro arranjo para uma canção já conhecida sempre gera alguma insegurança, mas foi incrível como tudo foi se encaixando. Fernanda Takai cantando ficou sublime, a música ficou ainda melhor”, falou Reginaldo Lincoln. Para Fernanda Takai foi uma surpresa. “Foi um convite totalmente inesperado, o do Vanguart, para cantar uma de suas músicas mais emblemáticas. Aceitei logo e acho que o novo arranjo da canção com várias camadas de vozes, a deixaram ainda mais aconchegante. Daquelas para a gente ouvir e se sentir bem. Um abraço em forma de canção”, declarou ela. Além de Fernanda Takai (voz), Helio Flanders (voz, violão, piano, piano rhodes, metalofone) e Reginaldo Lincoln (baixo, guitarra, violão e vocais) contaram com os músicos convidados Kezo Nogueira (bateria) e Leonardo Marques (guitarra barítono). A faixa foi produzida, gravada e mixada por Leonardo Marques no estúdio Ilha do Corvo e masterizada por Fabio Roberto. Demorou pra Ser é um lançamento da gravadora Deck.

Raça inaugura nova fase com “Nem Sempre Fui Assim”; assista!

A banda Raça lançou o videoclipe de Nem Sempre Fui Assim, primeiro single do quarto disco, que será lançado no segundo semestre. Com direção de Isadora Veríssimo e roteiro de Popoto Martins, o vídeo introduz o universo estético da nova fase do grupo. Gravado no festival da pipa em Osasco, evento tradicional que reúne milhares de empinadores de diferentes idades, o registro se conecta com o sentimento proposto na música. “Sinto que ela remete a nossa adolescência, me lembra a infância, o aguardado momento de brincar fora de casa com os amigos”, explica Novato Calmon. O caráter artesanal das pipas também se relaciona com a identidade do Raça, pois o fator manual faz parte da história da banda. Dos encartes dos CDs, aos flyers, e estampas de camisetas, tudo é feito por eles. De acordo com o baixista, Nem Sempre Fui Assim marca um momento de mudança. “Compus esse som quando saí do apartamento onde fazíamos tudo da banda – merch, música, reuniões e rolês, então senti que um pedaço de mim ficou naquele lugar.” A sonoridade bebe do emo e shoegaze, estilos que marcaram a estreia, Deu Branco, em 2014. Com nove faixas, o novo álbum passeia por diferentes vertentes e épocas do rock. Para o vocalista e guitarrista, Popoto Martins, as músicas transmitem a sensação do ao vivo. “A urgência das letras sinceras, por vezes até ásperas, acompanhadas das guitarras barulhentas, convidam para o show, onde o clima é visceral e o público canta a plenos pulmões.” Com mais de 10 anos de estrada, o Raça se prepara para divulgar 27, trabalho produzido pelos integrantes, ao lado de Roberto Kramer. O conceito do disco foi elaborado em conjunto do artista plástico e tatuador Lucas Peixe, cuja pesquisa acadêmica sobre pipas e tatuagens ajudou a nortear as canções. Inclusive, a capa do disco e dos singles é assinada pelo artista.

Matheus Who ironiza a dualidade da vida adulta no clipe Mais Nada

Três anos depois de entrar pra história do bedroom pop nacional com seu bem recebido disco de estreia solo, A Dobra no Espaço-tempo (2021), o cantor, compositor, produtor e guitarrista Matheus Who está de volta e novamente inconformado com os dilemas da vida, agora adulta. O primeiro single dessa nova fase, que expande o universo musical do artista e conecta acordes da bossa nova à criação livre e experimental do indie, é a canção Mais Nada. Com um pé nos expedientes formais da vida CLT e outros dois nas jornadas intermináveis como artista, Matheus pega pra si uma dor que aflige quase que uma classe inteira de criativos: “O que eu posso fazer de diferente dessa vez?”, e, assim, surgem as novas canções que compõem seu segundo disco. Carioca só no RG, ele se despediu da cidade maravilhosa em 2022, com um cover do samba Pé na Areia, e partiu em busca do amor e dos dias mais frios em Curitiba. Mudança que ajudou a dar novos ares a suas composições e harmonias, agora ainda mais rebuscadas, trabalhadas e também delicadas e mais autobiográficas do que nunca. A vida nova trouxe uma rotina diferente e inspirou uma transformação no processo criativo do artista, deixando ainda mais evidente que o importante aqui é a música em si e não as tentativas de cumprir com as agendas urgentes que os tempos atuais impõem. As mudanças da vida adulta e seus questionamentos ganham forma no videoclipe, dirigido por Eduardo Monteiro. O roteiro posiciona o artista em dois momentos. No primeiro, ele é um funcionário entediado com as demandas do escritório. No outro, vislumbra a possibilidade de largar tudo e seguir seu caminho na música. “Nossa expectativa é que as pessoas se identifiquem com o clipe, que demonstra essa dualidade entre os rumos da vida profissional vs. arte, contando essa história através de provocações e críticas subjetivas ao tema”, explica Matheus Who. A atmosfera tragicômica da obra fica ainda mais acentuada com a participação especial da atriz e influenciadora digital Doarda (Eduarda Hippler), que interpreta a chefe que manda e desmanda no maior estilo “girlboss”. Gravado no home studio de Matheus Who, Mais Nada conta com baterias de Ane Oliveira (captadas no PSP Estúdios) e direção vocal de Mara Marques. Rodolfo Ribeiro (Ambivalente) é o produtor que assina a mix e a master da faixa, enquanto Feh assume a função de engenheiro de gravação. O disco tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2024 e será distribuído pela UnitedMasters Brasil.

Edgar revela vídeo de Incapturável, single com coletivo Os Fita

O novíssimo Edgar lançou o clipe de Incapturável, uma das faixas de seu novo álbum, Universidade Favela (Deck). A música é um feat de Edgar com o coletivo carioca Os Fita, que também assina a produção da faixa. A letra é autobiográfica: “A minha correria eu faço todo dia /Orgulho da quebrada, sem levantar a quadrada/ Fazendo vários corre bolado / Mocado no banco detrás do carro/ Eu sou muito caro, eu sou muito raro / Cuidado, porque se eu começar / Eu não paro, a noite eu varo/E encaro como eu sou”, diz um dos versos. O clipe foi gravado em Guarulhos, onde Edgar mora atualmente. Em resumo, traz cenas das ruas, de um campo de futebol, dos amigos e de um terreiro da região. Imagens de arquivo de quando ele morou na Europa e trechos de shows também fazem parte do clipe dirigido pelo próprio Edgar.

Rolimã sobe o Morro Pelado no videoclipe de Micuim

A banda paulista Rolimã, de Águas de Lindóia, que toca rock alternativo com referências à sonoridade do Midwest Emo (a música emo da década de 1990), traz formas, cores, natureza e mais nostalgia no videoclipe da recém-lançada música Micuim. O videoclipe de Micuim foi produzido e lançado por meio de recursos da Lei Complementar 195/2022, a Lei Paulo Gustavo, e foi filmado na cidade natal da Rolimã, Águas de Lindóia. Assim como na música, a aura nostálgica ressalta no audiovisual de Micuim. A produção traz cenas nos arredores da casinha que ilustra a capa do single e pelo Sebo do Ismael. A maior parte do clipe foi filmada a 1.400 metros de altitude no topo do Morro Pelado, um ponto turístico da cidade paulista. O roteiro segue a ideia da letra da música: a jornada do protagonista, que sai da loucura de São Paulo capital e vai em busca de paz no interior. Segundo a banda, o clipe é cheio de easter eggs. “Saindo da festa e partindo para o interior, queríamos um carro que fosse legal esteticamente e acabamos encontrando um fusquinha vermelho, que super combinou remetendo a um micuim quando olhado nas imagens de drone”, eles contam. Com letra em português, Micuim fala sobre as insatisfações e stress da vida urbana de um jovem adulto que busca conforto em uma cidade do interior. Micuim teve produção de Marcus Maia (ex-Hevo 84 e Fake Number), pré de Stéfano Loscalzo e foi mixada e masterizada também por Maia.

Fresno e Pabllo Vittar criam banda fictícia em Eu Te Amo / Eu Te Odeio (IO-IO)

Estamos nos anos 80 e, em um galpão, a banda F.P.V faz a sua primeira aparição. Qualquer semelhança dos integrantes com Fresno e Pabllo Vittar não é mera coincidência: Lucas Silveira (voz e guitarra), Vavo (guitarra) e Guerra (bateria) convidaram Pabllo Vittar para ser a frontwoman deste novo conjunto criado especialmente para o videoclipe de Eu Te Amo / Eu Te Odeio (IO-IO), faixa que entoa versos sobre o contraste de sentimentos vividos em um relacionamento. O audiovisual, delineado visualmente nas cores preto e branco, tem influência nos registros analógicos de grupos de hardcore daquela década, chegou ao YouTube e faz parte do álbum recém-lançado Eu Nunca Fui Embora. “É um som um mais bem-humorado do que o normal da Fresno, mas, ao mesmo tempo, tem peso, tem uma sensualidade ali”, resume Lucas. Dirigido pelos irmãos Keops e Raony, vocalistas do Medulla, o clipe carrega a aura transgressora de um misto de Washington com ABC Paulista dos anos 80, principalmente por trazer uma drag queen como protagonista. “É um negócio muito à frente do seu tempo”, sintetiza Silveira. Entre as inspirações, estão o musical Hedwig and the Angry Inch (1998) e shows das décadas de 1970 e 1980 que aconteciam em centros culturais e imóveis abandonados que abrigavam coletivos contraculturais. Ter a Pabllo Vittar como participação era um desejo antigo do trio, que chegou a se materializar durante as lives QuarentEmo quando Lucas fez um cover de Disk Me. “Assim que comecei a escrever, mentalizei que esta seria a música com a Pabllo”, lembra. Fã assumida de Fresno, a cantora não hesitou em aceitar o convite. “Já faz um tempo que a gente vinha conversando e trocando ideias para criarmos algo juntos. Eu adoro passear por diversos ritmos e ainda não tinha produzido algo com essa pegada mais rock. A parceria e a canção casaram no momento certo. Foi muito divertido gravar com os meninos. Adorei ser a frontwoman deles”, afirma Pabllo Vittar. Após a construção inicial do universo de F.P.V, com a locação, figurino e estética, a Fresno adicionou o público como novo elemento da equação. Lucas, Vavo e Guerra sempre foram muito próximos de seus ouvintes e, para este novo trabalho, quiseram deixar essa aproximação ainda mais latente: todos os figurantes presentes na gravação são fãs da banda. Para que a atmosfera visual remetesse a shows antigos, eles optaram por um clipe totalmente em preto e branco. “As fotos dessa época são muito icônicas, referências clássicas pra muito do que se vê hoje na cultura mainstream. Normalmente em preto e branco, com aquele caráter jornalístico, traz um tom documental, meio eterno”, explica Lucas. O refrão Eu Te Amo / Eu Te Odeio (IO-IO) interpola o single Io-Io, do Trem da Alegria com a Xuxa, composição da dupla Sullivan / Massadas, de 1988. Esta é a quarta faixa do álbum Eu Nunca Fui Embora. O trabalho mostra como Lucas, Vavo e Guerra conseguem se reinventar e entregar composições sempre atuais. “Eu abri bastante meu horizonte de composição nesses últimos lançamentos da Fresno, experimentando com mais parcerias, e até interpolações como esta”, finaliza Silveira.

Livy lança versão de Bizarre Love Triangle; assista ao videoclipe

A cantora e compositora Livy lançou uma versão para Bizarre Love Triangle, da banda inglesa New Order. A ideia de gravar a música, lançada originalmente em 1986, surgiu de forma espontânea em uma conserva de Livy com a sua banda, composta por Jimmy (baixo), Cadré (bateria) e Luka (guitarra). “Gostamos todos da referência dos anos 80 e o Jimmy olhou pra mim e disse ‘vamos gravar?’. Bizarre Love Triangle me remete aos ensinamentos da minha mãe sobre uma geração que sabia fazer música como ninguém; às voltas de carro de madrugada na Avenida Europa e, por que não, bizarrices amorosas. E, pessoalmente, o pré-refrão dessa música é o que se chega mais próximo do divino – harmonicamente falando”, diz a cantora. Com produção musical de Ge Marzzano e masterização de Brendan Duffey, Bizarre Love Triangle teve, segundo Livy, um processo de gravação extenso. “Os meninos da banda foram super colaborativos e inspiradores”, conta. A faixa ganhou ainda um videoclipe com direção de fotografia de Fábio Moraes. “A gravação desse videoclipe, inclusive, foi insanamente divertida. Passamos a noite gravando em uma mansão abandonada no interior de São Paulo, com um gerador de energia e muita disposição”. O novo single é um marco importante para Livy, já que vem de um hiato de lançamentos – o último trabalho foi Ameaça, de 2022. Mas a cantora tranquiliza quem estava com saudades: “Esse ano será movimentado. Tem muita música por vir. É meu retorno”.

The Bombers revela vídeo de Não Vencer Não é Perder; assista

A banda The Bombers lançou, nesta segunda-feira (15), o videoclipe para a faixa Não Vencer Não é Perder, single do último álbum Alma em Desmanche. A produção misturando animações e momentos marcantes da banda ao vivo dá ainda mais vida para uma das principais faixas do disco mais recente dos caras. O vídeo de Não Vencer Não é Perder foi produzido, editado e animado pela Fogo Vivo Produções – Furukawa e conta com um trabalho divertido de Chroma Key e captação de imagens de Natalia Segalina. Confira abaixo o vídeo Alma em Desmanche Falar sobre a renovação do Bombers é chover no molhado. Uma banda que surgiu em 1995, em Santos, tocando um punk rock cru, mas há anos se mostra um nome muito empolgante, sem ficar preso a rótulos. Não fica na receita batida de sempre como outros contemporâneos ainda em atividade. Um novo álbum do Bombers significa a chance de ouvir experimentos novos, mas sem se perder em sua essência. Ou seja, a pegada punk rock está lá, mas jamais gravará um álbum igual ao outro. Alma em Desmanche, que chegou ao streaming durante a semana, após ter sido lançado em formato físico nos shows, é mais uma prova dessa inquietação dos integrantes. Aqui, além da sonoridade renovada, com influências de várias vertentes do rock e o ska tradicional do grupo, o Bombers optou por um álbum 100% em português. É a primeira vez que eles lançam um registro na língua portuguesa desde Achados & Perdidos (2019), que reúne cinco canções do início da década 2000. As letras de Alma em Desmanche também são um destaque a parte. Matheus Krempel, vocalista e compositor do Bombers, abre o coração em faixas emotivas e pessoais. Em A Morte, canção que abre o disco, o refrão não sai da cabeça: “Sem medo de encontrar, à espreita em algum lugar, sem medo de encarar, não posso parar, não vou te esperar“. Deixa Ser, que vem na sequência, também não fica para trás. “Deixa ser, ver pra crer, Deixa ser e seja o que Deus quiser“. Ardendo em Chamas, a terceira do álbum, é um hit pronto desde a pandemia, quando o Bombers tocou no Juntos Pela Vila Gilda, gravou a canção no EP Bumerangue, além de ter lançado um videoclipe gravado em Cubatão, na Baixada Santista. O Louco também tem sua poesia característica. Impossível não sair cantarolando por aí: “Não existe ontem, não existe amanhã, não existe ontem, porque é só hoje, tem que ser“. Tradições mantidas do Bombers Mudamento é o ska que mantém a tradição do Bombers de incluir o ritmo jamaicano em suas produções desde os anos 1990 com a clássica Smiling. O álbum ainda traz faixas com mais refrões chicletudos, como A Roda, O Fantasma, O Abismo, Não Vencer Não é Perder e A Culpa. O Abismo, aliás, também entra na lista dos refrões mais lindos do disco: O Abismo em mim destrói o que é ruim, o Abismo em mim constrói tudo que peço e a força para seguir. Alma em Desmanche é um tapa na cara de quem fica sentado na mesma fórmula a vida inteira e não consegue evoluir. Não tenha medo de dar errado. E se der errado, bote a culpa em mim, como canta o Bombers em A Culpa. Discão!