Aposta da cena indie brasileira, Jambu começa 2024 “lentamente”

A Jambu abriu 2024 com o single e clipe de lentamente, faixa inédita produzida por Yasmin Costa e Lucas Cajuhy. O lançamento pode ser acessado nas principais plataformas digitais e no canal oficial da banda no Youtube. Após um ano rodando o Brasil com shows lotados e aclamados, a banda manauara foi, aos poucos e de modo muito orgânico, bebendo de fontes sonoras diversas, aplicando nas novas produções elementos oriundos de estilos como o funk e o rap. “Além disso, a gente pensou em como reconstruir novidades em cima do rock, nosso principal pilar, e aí fomos na guitarra distorcida. Percebemos que nossos desenhos melódicos soavam familiares, mas não sabíamos de onde”, comenta o vocalista e guitarrista Gabriel Mar. “Acho que em lentamente foi a primeira vez em que a gente materializou o momento musical em que estamos. Existe uma similaridade na guitarra com o estilo mais quente e dançante da guitarra do Norte, guitarradas como do Amazonas ou do Calypso, no Pará, que ajudam a construir uma atmosfera feliz e dançante ao mesmo tempo”, ele completa. Além dele, integram a banda Yasmin Costa (vocalista e baterista), Roberto Freire (guitarrista) e Gustavo Pessoa (baixista). A Jambu suspeita que para algumas pessoas o som de lentamente fuja da atmosfera indie-rock já tão característica do grupo, mas para Yasmin isso não é um problema. “Essa faixa marca o início de uma busca da Jambu pela criação de seu próprio ritmo, estamos bem felizes com ela e animados com esta fase”, ela celebra. A produção da música é dela em parceria com o produtor Lucas Cajuhy, que também mixou o single, com pré-produção no Big House Studios, em São Paulo (SP), e masterização feita no MTM ViP Recording Studio, em Manaus (AM). “A principal intenção com a nossa arte daqui pra frente é impactar e propor tendências sonoras. A gente quer misturar, experimentar e recriar sons que nos ajudem a chegar na nossa própria estética. A gente espera que a potência da arte manauara se reflita não só na nossa música, mas nas nossas influências, nos nossos filmes e na nossa forma de se vestir e que, assim, a gente consiga potencializar esse movimento artístico de Manaus para que ele se torne influência em outros locais do país também”, discorre Gabriel Mar. O clipe de lentamente, gravado em novembro de 2023 no Rio de Janeiro, traduz este momento da Jambu, coletando imagens externas do grupo em cenários calmos e tranquilos à beira mar, no intuito de reforçar a ideia de uma vida que possa ser levada sem tanta pressa, de maneira mais descontraída. A direção e produção do clipe é de VEVE MILK e a direção fotográfica de Wagner Isquierdo.
Lara lança clipe de “Saudade”, audiovisual que instiga o lúdico

Lara oferece ao púbico, em seus trabalhos audiovisuais, uma viagem pelo mundo lúdico que ela cria ao compor e gravar suas músicas, revisitando as texturas e cores das melodias, traduzindo as nuances da voz em imagens e cenas. A artista, que assina direção criativa ao lado de Gabriela Matarazzo, chega com o clipe de Saudade, já disponível no YouTube. A faixa compõe o EP Faíscas, seu trabalho de estreia. “Saudade me faz viajar no tempo e espaço. Unimos uma letra que brinca com o lúdico, junto a uma produção moderna inspirada no bolero. Certos sentimentos não conseguem existir só através de palavras, apenas através da música mesmo. Espero que Saudade te alcance assim como eu…”, comenta a cantora. Com luzes mais escuras, a atmosfera do audiovisual vai se construindo no ritmo do bolero: lento e romântico. Lara aparece interpretando a canção com vestimentas largas e vermelhas ao lado dos dançarinos Mayara Cristina e Felipe Ferreira, que carregam na performance o poético da letra. “Saudade é coisa do passado/ O nome do que eu sinto não existe não/ Eu juro com você eu fujo/ Sei não é seguro e eu não largo mão”. Saudade é o terceiro clipe do EP Audiovisual. Anteriormente, Lara disponibilizou os clipes de Faíscas e Pela Última Vez. Em breve, serão lançados os das demais faixas.
andre L.R. mendes e as cores da Bahia no single “Da Barra ao Bonfim”

As cores da Bahia e seu eterno estado de verão estão impressas no novo single (e videoclipe) do cantautor andre L.R. mendes; sendo esse o primeiro lançamento do artista em 2024, podemos afirmar que o ano promete muitas cores e canções solares… Da Barra ao Bonfim narra um passeio de carro entre dois bairros clássicos da capital baiana e todo o espanto que a beleza da visão da paisagem e das pessoas causa no narrador da canção. Mais uma vez, andre é responsável por toda a linha de produção do fonograma: da composição à masterização, passando pela gravação dos instrumentos, o canto e a capa…tudo extremamente pessoal e íntimo. Da Barra ao Bonfim se junta à canção Cabeça de Cinema (lançada em dezembro) na sequência de singles mensais que desembocarão no 11º álbum do cantautor baiano a ser lançado em julho. Com um clima de Road Movie Soteropolitano, a canção vem acompanhada de um videoclipe artesanal dirigido e editado pelo próprio artista em dois planos sequência sobrepostos.
Alkaline Trio compartilha single inspirado em situação aterrorizante

O Alkaline Trio compartilhou Bad Time, o segundo single de seu próximo álbum, Blood, Hair, and Eyeballs. A faixa foi inspirada em eventos aterrorizantes da vida real, como explicou o vocalista Matt Skiba em um comunicado à imprensa. “Bad Time foi inicialmente inspirada por uma amiga e paixão que me ligou enquanto eu estava em turnê em El Paso, Texas, durante uma situação de tiroteio que acontecia bem perto do hotel em que estávamos hospedados”, disse ele. “Podíamos ouvir tiros e sirenes à medida que a situação se intensificava. Minha amiga me perguntou se era um mau momento para falar, e eu disse que não – eu realmente queria falar com ela. Na verdade, era um momento terrível e aterrorizante, mas nunca era um mau momento para ouvir a voz dela”. Ele continuou: “O segundo verso volta a um momento em Chicago quando eu e meu colega de quarto Bobby quase fomos mortos no fogo cruzado de um tiroteio drive-by, muito chapados de cogumelos. Morávamos em um bairro controlado pelos Latin Kings na época do tiroteio, então eu faço referência a todos esses fatos e como teria sido bom ouvir da mesma garota naquela época também”. Ouça abaixo Bad Time, do Alkaline Trio
Por Todo Universo, do Selvagens à Procura de Lei, ganha clipe

A banda Selvagens à Procura de Lei lançou o clipe para seu recente single Por Todo o Universo. A faixa traz consigo uma profunda exploração das relações humanas e da passagem do tempo e ganha um registro guiado pela animação para a criação de um ambiente lúdico e mágico. Por Todo o Universo se revela como um tributo não apenas às memórias compartilhadas, mas também a influências pessoais profundas. Rafa Martins (guitarra e vocal), Gabriel Aragão (guitarra e vocal), Caio Evangelista (baixo e backing vocal) e Nicholas Magalhães (bateria) trazem à tona uma conexão musical que evoca os sentimentos e experiências que moldaram sua trajetória como amigos e companheiros de estrada nesta canção mergulha nas complexidades de uma amizade duradoura que, apesar de ter atravessado diversas fases da vida, eventualmente se viu distanciada por circunstâncias imprevistas. A sonoridade do single é uma interessante reviravolta para o grupo, marcando um retorno às raízes sonoras que caracterizaram seus primeiros passos na cena musical. Ao mergulhar em elementos que remetem à sua essência inicial, os Selvagens demonstram a versatilidade que os consagrou, expondo uma fluidez que abraça tanto os fãs de longa data quanto os novos ouvintes. A faixa vem na esteira da bem recebida O Verão Passou, Mas o Sol Continua Aqui, um indie rock otimista. Com Por Todo o Universo, Selvagens à Procura de Lei soma a uma trajetória que possui quatro álbuns lançados e diversos singles, além de ter no currículo turnês internacionais e passagens por palcos como os festivais Lollapalooza 2014 e 2018 e Rock in Rio 2019. Depois de projetos pessoais de seus integrantes – como Rafa e Gabriel, que lançaram álbuns solo -, os Selvagens retomam seu som enérgico e poético, pulsante e lírico.
Terrapeixe lança single e clipe de Game Over; ouça!

A banda Terrapeixe acaba de lançar single e clipe de Game Over, música surgida no momento mais crítico da pandemia, que traz como temas o assombro pelos tempos e a esperança de uma virada de jogo. Na dimensão musical, a faixa guarda influências de rap, pop e MPB e segue o estilo das parcerias com o produtor Emygdio, que trouxe o componente vintage-eletrônico com seus synths, beats e pads, fundamentais para a identidade sonora de Baile de Led, álbum com lançamento previsto para o próximo ano. E de uma outra parceria, com os diretores Sasha Lazarev e Tiago Rios, nasceu a ideia de um clipe para a música que extrapolasse esse sentimento para o audiovisual. “A construção imagética do clipe perpassa, num primeiro momento, sobre a formação de dois mundos, mas que coabitam um espaço comum, um espaço noturno, solitário e afetivo ao mesmo tempo. É aqui que o clipe traça sua arquitetura narrativa, entre um homem em seu quarto permeado de referências icônicas de videogame e um grupo de amigos flanantes na noite carioca. Essas figuras parecem caminhar lado a lado, unidos pelas teclas e botões de um Atari antigo e comandos de consoles dos anos 90”, explica Tiago. “A composição aborda uma preocupação com o momento pandêmico e político do mundo, mas, especialmente, da América Latina, sem perder a fé na virada do jogo. Ou seja, expressa esta dualidade: a incerteza quanto ao futuro e a vontade de retornar às ruas, esvaziadas não só do movimento dos corpos mas também dos sonhos. Game Over é um ônibus circulador que passeia pelas cidades em busca da partilha da alegria e da resistência. Uma trilha sonora para a opção ‘continue’ que, nos videogames, nos permite tentar novamente o caminho”, afirma Tiano Cris, que integra a banda junto com Guilherme Gonçalves, Victor Moreto e Vinicius Neves. As cenas foram gravadas em ruas da região central do Rio de Janeiro, além de um antigo galpão e um bar que emprestaram um clima underground e festivo às cenas em grupo, contrastantes em relação ao cenário do personagem principal, que guarda a grande revelação da história. “Nossa busca atmosférica é um mergulho de cores magentas e quentes que a cidade proporciona, dos postes de luz das ruas antigas da cidade, das telas e faróis. Como num jogo de videogame nossos personagens estão sempre em movimento, buscando um fim, ou ao menos, uma diversão sincera, para os problemas da vida”, completa Tiago. Ouça Game Over, do terrapeixe
Dead Fish apresenta cartão de visita do novo álbum com clipe de Dentes Amarelos

Lançado recentemente, Dentes Amarelos, primeiro single do novo álbum do Dead Fish, acaba de ganhar seu registro em vídeo, num clipe que mostra um dia na vida do para-skatista Daniel Amorinha. Cenas do cotidiano são intercaladas com outras do skatista na pista e de um show do Dead Fish. A direção é de Denis Carrion, que foi quem apresentou tanto a história do Amorinha como a ideia do clipe, que evoca as origens do Dead Fish, uma banda que nasceu nas pistas de skate. Com lançamento previsto para o início de 2024 pela gravadora Deck, o décimo disco do Dead Fish é um mergulho na memória coletiva a partir de uma jornada do vocalista Rodrigo Lima e também traz outros assuntos nas letras das músicas. A parte sonora do álbum traz o punk/hardcore, que é a essência da banda, ainda mais melódico do que de costume. Quem assina a produção é Rafael Ramos e Ricardo Mastria.
Fabio Luma questiona se temos controle real sobre nossas vidas em A Escolha e o Acaso

O cantor e compositor Fabio Luma lançou o single A Escolha e o Acaso. O novo trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais pelo selo Marã Música e chega acompanhado de um videoclipe, que já pode ser assistido no canal oficial de Fabio no YouTube. Em A Escolha e o Acaso, que o artista define como “um rock ‘n’ roll no estilo clássico”, somos questionados, com humor, se temos algum controle real sobre o que acontece em nossas vidas. Uma parceria de Fabio Luma com o produtor musical Gustavo Arthury, ela surgiu após o artista ter feito uma trilha de nove dias em Torres del Paine, no Chile, a convite de um amigo. “Nunca havia realizado algo assim”, conta o curitibano Fabio. “E lá estávamos: percorrendo caminhos desafiadores, carregando mochilas gigantescas, acampando, passando frio, calor, chuva, neve, vento, mas, principalmente, comovidos por algumas das paisagens mais inspiradoras que já vi. Ao iniciarmos as longas caminhadas, passei a me questionar mentalmente: ‘Como vim parar aqui? Jamais imaginei vir a este lugar!’ Quando percebi, havia refletido tanto que a letra já estava praticamente pronta, inclusive com uma melodia que eu registrei cantando ao gravador do celular”, continua. Trazendo logo na introdução uma guitarra que entrega a paixão de Fabio pelas bandas The Rolling Stones e AC/DC, uma melodia vocal que faz uma homenagem ao riff lendário da faixa Johnny B. Goode, de Chuck Berry, e a sonoridade que também remete aos primeiros álbuns dos brasileiros do Barão Vermelho, A Escolha e o Acaso, bebe das melhores fontes do rock internacional e nacional. “Apesar de todas essas referências (e reverências), também é um som moderno, com timbres atuais”, pontua Fabio. Esta nova faixa sucede o lançamento nos apps de música do single Dicotomia, em setembro deste ano e a alegria em apresentar mais uma novidade aos fãs, e a certeza de que ainda mais pessoas ouvirão seu som animam o artista. “Compor A Escolha e o Acaso me ajudou a encarar o futuro com mais leveza. Sempre fiz muitos planos, mas diversas coisas aconteceram de maneira muito diferente. E foi melhor assim. Manter-se permeável é uma vigília permanente. Não controlamos quase nada. Acho que esta é uma das minhas composições mais alegres, pois trata de questões difíceis com humor, como um convite para não nos levarmos tão a sério”. .
Àiyé faz jornada conceitual entre o sagrado e o profano em clipe duplo

Atração do Primavera Sound, Àiyé joga um holofote de LED na ponte entre a pista e o terreiro, o sagrado e o profano em seu recém-lançado disco Transes. Reunindo a estrutura lírica e poética do ancestral e do futurista, ela lança o conceitual clipe duplo Pomba Gira / EXU. Representando as entidades e forças espirituais de modo performático, o vídeo é um cartão de visitas para uma artista que tem feito de sua fé a sua verdade. Por meio de sua poética, Àiyé traz um olhar pop e universal para temas brasileiríssimos. Repleto de símbolos, entre eles a encruzilhada (um dos estandartes do álbum de Àiyé) e uma atmosfera contemporânea em sua estética, a produção traz uma abordagem punk e ‘do-it-yourself’ para o sagrado para representar diferentes versões de exu. “Esse é talvez o lançamento mais conceitual e profundo que eu já fiz. Escolhi essas músicas juntas pra homenagear tanto o Orixá Exú, a quem me refiro na música baseada em um itã da criação que conta como Exú comeu o mundo, digeriu, e depois devolveu tudo pro lugar – se tornando assim o guardião de todas as coisas, dos entres, tudo e nada, justamente por conhecer a essência de tudo que existe. E também a entidade Exu, através das pombogiras, que revelam a força e o poder de se saber mulher”, conta Larissa Conforto, a multiartista carioca à frente de Àiyé. Ela continua: “Elas são a própria revolução feminista, elas revelam as histórias das mulheres que lutaram por si mesmas, desafiando os muros do patriarcado, mesmo que isso lhes custasse a vida. As putas, as trabalhadoras, as mães solteiras, as travestis, aquelas que lutam pra ter direito sobre o próprio corpo. Eu quis trazer uma releitura atual dessas entidades tão fortes e amadas. Quis mostrar pombogiras dos anos 2000, que dirigem suas bikes e andam de coturno. Pra mim, elas guardam o espírito punk/riot grrrl. São as punk brasileiras, a história das nossas marginais, que não serão esquecidas”. Lançado pela Balaclava Records, Transes é o segundo álbum solo da artista. Em 13 faixas, Àiyé une referências que vão de Clara Nunes a Rosalía, passando por nomes como o galego Rodrigo Cuevas, Bjork e Djavan. As duas faixas co-produzidas pela artista com Diego Poloni ganham a criação cinematográfica com direção de Àiyé e Mooluscos.