Entrevista | Black Label Society – “Usei a The Grail em Ozzy’s Song. Foi a primeira guitarra que gravei com ele”

O Black Label Society retorna ao Brasil como uma das atrações do Bangers Open Air, com show marcado para o dia 25 de abril. Liderada pelo guitarrista e vocalista Zakk Wylde, a banda é conhecida por misturar riffs pesados, grooves inspirados no heavy metal clássico e uma forte identidade sonora construída ao longo de mais de duas décadas. O grupo se consolidou como um dos projetos mais consistentes do metal moderno, com uma base de fãs fiel em todo o mundo e uma relação histórica com o público brasileiro. A apresentação acontece poucas semanas após o lançamento de Engines of Demolition, novo álbum de estúdio da banda, previsto para 27 de março. O disco marca o primeiro trabalho inédito do grupo em alguns anos e reúne músicas escritas ao longo de diferentes períodos de turnê. Segundo Wylde, o tempo maior entre gravações acabou permitindo que ele continuasse desenvolvendo riffs e ideias até chegar a um resultado que o deixou plenamente satisfeito. A trajetória de Zakk Wylde também ajuda a explicar o peso do nome Black Label Society no cenário do rock. O guitarrista ganhou projeção mundial ao integrar a banda de Ozzy Osbourne no fim dos anos 1980, participando de discos clássicos e se tornando um dos músicos mais associados ao vocalista. Ao longo da carreira, Wylde também se envolveu em diversos projetos paralelos, incluindo o tributo Zakk Sabbath e a atual turnê de celebração do Pantera, tocando as músicas do amigo e guitarrista Dimebag Darrell. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Zakk Wylde falou sobre o novo álbum Engines of Demolition, sua relação com o público brasileiro e as histórias envolvendo Ozzy Osbourne ao longo da carreira. Ele confirmou que o “Madman” queria gravar mais um álbum. Você está mais animado para ver o público brasileiro do palco ou para ir a uma churrascaria por aqui? Eu adoro comida brasileira, cara. Não tem como perder isso, é a melhor coisa. Acho que estamos aqui agora na estrada e mais tarde vamos acabar indo em uma churrascaria brasileira. E quando chegarmos mais ao sul provavelmente vamos fazer isso de novo. O público brasileiro é conhecido por ser um dos mais intensos do mundo. Você sente essa diferença quando toca aqui? Eu acho que sempre que tocamos na América do Sul as pessoas têm uma paixão enorme pela vida em geral. Sabe o que quero dizer? E isso acaba se refletindo no amor pela música e simplesmente no amor pela vida. Você gosta da ideia de tocar músicas novas do Black Label Society em um festival como o Bangers, onde o público é bem diverso? É uma boa forma de testar a reação das pessoas? Para mim isso realmente não faz diferença. Nós apenas subimos no palco e fazemos o nosso trabalho da melhor forma possível. Quando você vem ao Brasil, além das churrascarias, o que costuma tentar fazer fora dos shows? Na maioria das vezes não temos muito tempo livre porque geralmente é um dia de viagem, então você acaba não vendo muita coisa. Mas quando temos um dia de folga tentamos sair pela cidade, ir até a praia ou algo assim. Só relaxar, curtir um pouco e passar um bom tempo. As pessoas aqui são sempre ótimas, todo mundo é muito positivo. Falando sobre o novo álbum do Black Label Society, ele chega depois de alguns anos. O que você acha que define esse disco? Esse foi o primeiro álbum do Black Label Society em que tivemos tanto tempo entre um disco e outro. Normalmente tudo acontece muito rápido. A gente grava, os caras saem em turnê e pronto. Mas dessa vez gravamos algumas coisas, depois saímos para a celebração do Pantera, voltamos para casa, saímos de novo. Isso durou uns três anos e meio. Então eu pensei que simplesmente continuaria escrevendo. Em vez de lançar um disco e não poder sair em turnê com ele, eu só continuei compondo. No final fiquei muito feliz com o resultado. Quais são suas expectativas para a reação do público ao novo álbum? Você ainda fica nervoso antes de um lançamento? Hoje em dia não mais. No passado você sempre esperava que todo mundo gostasse, mas acho que você não pode pensar assim. Você precisa fazer o disco que ama fazer. Não importa se é a sua banda ou se é Led Zeppelin, Black Sabbath, Elton John ou Billy Joel. Você tem que fazer aquilo que te deixa feliz. Se você está satisfeito com o resultado, é isso que importa. Depois é só esperar que as pessoas embarquem na viagem com você. Muitas músicas foram escritas ao longo de vários anos. Você acha que isso deixa o álbum mais diverso? Não necessariamente. Quando tocamos músicas como Stillborn ou Suicide Messiah, que foram escritas lá atrás, elas ainda têm impacto hoje. Se uma música funciona e as pessoas gostam, não importa quando ela foi escrita. A música Name in Blood foi um dos singles escolhidos para divulgação e já é uma das minhas favoritas do Black Label Society. Existe alguma história por trás da letra? Que bacana. Bom, isso significa compromisso total com o projeto. É como quando você tem uma namorada e decide dar o próximo passo e casar. Você está comprometido com aquilo. É disso que Name in Blood fala. Esse é seu momento romântico então? Com certeza, cara. Com certeza. E quando você escreve um riff, já imagina como ele vai soar ao vivo? Não, nunca penso nisso. Tudo começa com o riff, principalmente nas músicas mais pesadas. Se o riff está naquele código de Sabbath, Zeppelin ou Deep Purple, que para mim são o Monte Rushmore dos riffs, então estamos no caminho certo. Depois disso geralmente surge a melodia e, por último, a letra. Muita gente pergunta sobre guitarras, mas quais foram suas inspirações para cantar? Meus cantores favoritos sempre foram Ozzy e Gregg Allman. Essas são provavelmente minhas duas maiores influências vocais. Mas também adoro Joe Cocker, Paul Rodgers, Elton John e Neil Young. Ainda ouço esses

Zakk Wylde revela que Ozzy Osbourne queria gravar mais um álbum antes de morrer

Guitarrista de longa data de Ozzy Osbourne, Zakk Wylde revelou que o ex-vocalista do Black Sabbath queria gravar outro álbum pouco antes de sua morte. O Príncipe das Trevas faleceu em julho, aos 76 anos , apenas 17 dias após sua última apresentação como vocalista do Black Sabbath, em um concerto no Villa Park, em Birmingham. Em entrevista ao NJ.com, Wylde revelou que não estava preparado para a morte do lendário vocalista de metal tão pouco tempo depois do show de Back To The Beginning, já que Ozzy havia lhe enviado uma mensagem naquela época para discutir a ideia de gravar outro álbum juntos. “Ele estava me mandando mensagens, dizendo: ‘Zakk, vamos fazer outro disco. Porque eu adorei quando você estava na sua fase Allman Brothers, Lynyrd Skynyrd, quando fizemos No More Tears. É pesado, mas é mais melódico, não é pesado demais’”, disse Wylde à publicação. “Então eu disse: ‘Beleza, Oz, o que você quiser’.” Em outro momento da conversa, Zakk Wylde refletiu sobre a morte de Ozzy e como ele havia feito tudo o que queria antes de falecer: “Fizemos o show, ele terminou seu livro, fizeram o documentário e então ele disse: ‘Certo, estou fora daqui’. Ele terminou tudo o que tinha que fazer e então disse: ‘Certo, terminei’.” Foram lançados dois documentários que narram os últimos anos da vida de Ozzy: Ozzy: No Escape From Now, no Paramount+, e o documentário da BBC Sharon & Ozzy Osbourne: Coming Home, no qual a lenda do rock reflete sobre o último show do Black Sabbath. “O que foi terrivelmente frustrante para mim foi ter que ficar sentado lá em vez de correr pelo palco”, disse ele. “Aquilo foi uma tortura, porque eu queria muito levantar daquela (cadeira).” Mas Wylde acrescentou: “Foi uma experiência muito humilde, sentar naquela cadeira por nove músicas. Que ótima maneira de encerrar a carreira, aquele show.”

Entrevista | Zakk Wylde (Black Label Society) – “O mundo voltará ao normal”

O Black Label Society está de volta! Nesta sexta-feira (26), a banda de Zakk Wylde lançou o seu décimo primeiro álbum de estúdio, Doom Crew Inc. O sucessor de Grimmest Hits (2018) conta com 12 faixas, que soam como um tributo ao “primeiro a sangrar, o último a sair” da banda. E com guitarras ainda mais técnicas de Zakk. Em resumo, as canções são odes à celebração e luto, as trilhas sonoras de noites de júbilo e dias confusos, gravadas no estúdio caseiro de Zakk, o Vaticano Negro. Neste álbum, Zakk troca solos e partes de guitarras gêmeas com Dario Lorina, apoiado pelo estrondo do baixista de longa data, John “J.D.” DeServio, e o poderoso baterista Jeff Fabb. Zakk conversou com o Blog n’ Roll via Zoom e explicou mais sobre o conceito do álbum, além de algumas histórias curiosas de sua carreira. O quão diferente foi gravar Doom Crew Inc.? Como foi o processo de criação dessas canções? Não foi diferente de fazer qualquer um dos outros álbuns. Quero dizer, minha esposa me disse que teríamos cerca de um mês antes dos caras chegarem para a gravação, então simplesmente comecei a trabalhar. Fui para a academia, liguei meu amplificador, comecei a escrever… Quero dizer, basta você se inspirar e começar a escrever, sabe. Não foi diferente. Gosto de passear com os cachorros à noite e ouvir música. Enquanto estou andando com eles se eu ouvir algo suave e me inspirar, me sento atrás do piano, começo a escrever e então temos outra música. Algumas faixas surgiram assim na minha carreira, como Farewell Ballad. Essa escrevi quando estava trabalhando para uma revista de guitarras. Eu estava fazendo uma peça solo, então escrevi essa progressão, e isso se tornou a Farewell Ballad. Foi assim que as coisas aconteceram nesse álbum também. Mas, quero dizer, no que diz respeito à gravação do álbum, eu fiz todas as guitarras antes mesmo dos caras chegarem. Todas as guitarras que você ouve já estavam prontas antes mesmo dos caras colocarem a bateria e o baixo. Você chegou a declarar que o “novo álbum é um álbum de duas guitarras, guitarras gêmeas, algo como Allman Brothers ou Judas Priest”. Qual é o tamanho do peso dessas guitarras em Doom Crew Inc.? Só acho que dá outro sabor à sopa, sabe? E o Dario (Lorina) é demais. Ele é um guitarrista incrível e também toca piano … podemos dizer que ele lava pratos, ele lava roupa, ele na verdade faz uma batata com frango incrível, ele é demais. Set Your Free foi o primeiro single revelado por vocês do Doom Crew Inc. E o videoclipe é algo muito nonsense. Queria que você comentasse um pouco sobre essa produção. Qual foi a ideia da produção? Bem, Justin Rick, que é nosso diretor de vídeo, está conosco desde 2014. Ele é a base da banda, o diretor da Black Label Society, então eu disse: “sigam o Justin”. Eu só queria fazer um vídeo que capturasse meu baile de formatura, em 1985, na Jackson Memorial High School, em Nova Jersey. Então, basicamente foi isso. Estávamos vestidos como a banda, e a única coisa diferente foi que colocamos ela em preto e branco, mas no que diz respeito aos sais de banho e os caras rasgando os testículos no final do vídeo… aconteceu tudo isso, eu estava lá. Chorei da primeira vez, e quando vi esse vídeo, chorei de novo (risos). Doom Crew Inc. é a trilha para a retomada da vida após esse período de isolamento social? Oh, é isso. Ou algumas pessoas vão ouvi-lo e dizer: “este álbum é tão terrível que nem quero mais estar aqui. Só quero acabar com tudo” (risos). Não, quero dizer, porque as pessoas falam sobre a influência da pandemia ou sei lá o quê. Mas, para mim teve um lado bom. Finalmente tive a chance de passar um tempo de qualidade com minha família, sabe? Isso é o que eu recebi durante a pandemia. Passear com meus cachorros, passar tempo com minha família, pegar meu filho na escola e depois ir para suas aulas extras, e ser capaz de fazer coisas que normalmente não faço, porque estou na estrada o tempo todo, então quando estou em casa são as férias. Eu realmente aproveitei meu tempo em casa. Esperançosamente, em breve, o mundo voltará ao normal. Vamos chutar o traseiro e todo mundo vai se divertir, ir para shows e fazer coisas que amamos fazer. O que você escutou nesse período que ficou mais em casa? Escuto tudo. Ouço Allan Holdsworth, orquestra, Robin Trower… Eu também ouço estações de rádio, onde você conhece todos esses artistas incríveis que você nunca ouviria. Mas ouço de tudo, desde Flock of Seagulls à orquestra Maha Vishnu, Joe Pass, Scott Henderson, Steve Morris, The Drags… você sabe, apenas ouço um monte de coisas assim. E, claro, todos os meus discos de rock clássico que adoro, como Zeppelin, Sabbath e Elton John. Ouço quase tudo! Animado para voltar a estrada? Brasil está no radar do Black Label Society? Sim, sem dúvida, se pudermos tocar no Brasil será ótimo. Acabei de ver que o Guns n’Roses cancelou um monte de shows no México ou algo assim, então não sei como será. Mas se tudo estiver aberto, é claro que vamos tocar aí. Faremos o Hell Fest na Europa, isso é certo. Se as coisas não forem canceladas, nós vamos tocar, e estamos empolgados para isso. E como ficam seus projetos paralelos? Pretende retomar algum deles? Estou focado apenas na Black Label Society agora. Nós apenas fizemos este álbum e então fizemos vários vídeos para isso. Agora, estamos nos preparando para os ensaios da Black Label, acho que temos Paul Abdul vindo para trabalhar conosco em novos movimentos de dança para a nova turnê. Já temos shows marcados para 1 de outubro a 22 de novembro. E temos um de Natal, em 26 de dezembro, e outro na véspera de ano novo, no Arizona. Estou ansioso por tudo isso. Recentemente,

Zakk Wylde vem ao Brasil para dois shows gratuitos

Zakk Wylde vem ao Brasil para dois shows gratuitos

A Samsung Best of Blues traz o guitarrista Zakk Wylde para duas apresentações gratuitas no Brasil. O músico fará uma apresentação sobre a evolução do blues ao rock. Os shows acontecem em Porto Alegre e São Paulo. O evento já apresentou grandes guitarristas em edições anteriores, como Tom Morello. Em 2019, Zakk Wylde será o convidado especial, junto ao guitarrista Kenny Wayne, mestre do blues. As apresentações acontecem em 26 e 27 de outubro, começando em Porto Alegre e indo para São Paulo no dia seguinte. Ainda não há informações sobre os locais dos shows. A última passagem de Zakk Wylde pelo país foi com o Black Label Society, em abril passado.