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Crítica | A Filha Perdida

Engenharia do Cinema

Em seu primeiro filme como diretora, a atriz Maggie Gyllenhaal claramente tem como objetivo transpor seu projeto mais pessoal. Com um elenco de primeira, A Filha Perdida é um longa que notoriamente foi feito para um público feminino na faixa dos 40 anos para cima, pois não só aborda a crise da meia-idade, como também nos faz refletir sobre algumas decisões que tomamos na vida por impulso.

Baseado no livro de Elena Ferrante, o longa mostra Leda (Olivia Colman), uma mulher com quase 50 anos que está passando suas férias em um local paradisíaco. Então ao observar a vida de uma família na praia, ela começa a refletir sobre suas atitudes no passado e começa a desenvolver uma relação pessoal com Nina (Dakota Johnson).

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Imagem: Netflix (Divulgação)

Com uma narrativa que apela mais para a ação, do que para diálogos, Gyllenhaal consegue exercer sua marca logo nos primeiros minutos de exibição (que já havia feito um curta metragem para a minissérie antológica, Feito em Casa, para a Netflix).

Enquadramentos nos olhares de Colman e de outros personagens, assim como as mãos destes exercendo distintas atividades, até transpor o ato em geral como um todo. Dependendo da perspectiva do espectador, isso pode cansar e até mesmo incomodar (porque isso não é habitual neste tipo de produção).

Em quesito de atuações, digamos que apesar de Colman estar perfeita mais uma vez, e Johnson estar em um papel dramático relativamente bom (mas fraco, em contexto geral), temos nomes como Ed HarrisPeter Sarsgaard (marido de Gyllenhaal) e Oliver Jackson-Cohen totalmente em papéis secundários e sequer são bem explorados.

Com relação aos arcos de Colman jovem, realmente o trabalho de maquiagem e cabelo em cima da atriz Jessie Buckley lhe deixaram bastante similar com a veterana (chega as vezes, até a assustar tamanha semelhança).

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A Filha Perdida acaba sendo um drama bastante ácido que certamente conseguirá emocionar e bastante o público feminino.

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