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Crítica | Jennifer Lopez: Halftime

Engenharia do Cinema

Realmente é difícil conseguir engolir este documentário em prol dos 50 anos da atriz e cantora Jennifer Lopez, realizado pela Netflix. Rotulado como “Jennifer Lopez: Halftime” a produção tem apenas um intuito: mostrar que com 50 anos, ela faz jus de ser uma das maiores personalidades da cultura pop. Só que a dupla de diretores Amanda Micheli e Sam Wrench, parece ter pego várias esquetes daquela e juntado tudo em uma montagem grotesca e amadora, cujo único intuito é levantar bandeiras ativistas e deixar totalmente a própria Lopez como coadjuvante (como ocorreu no documentário recente sobre o “Pelé”).

Ao contrário do que muitos pensam, essa produção procura apenas focar na fase onde a cantora intercalava seus ensaios para sua marcante apresentação no Super Bowl de 2020, junto da cantora Shakira e sua campanha para conseguir a indicação ao Oscar 2020, por sua excelente atuação em “As Golpistas“.

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Imagem: Netflix (Divulgação)

Com relatos da própria cantora e de pessoas ligadas a ela, vemos o quão ela estava interessada em seu pico de trabalho naquela época e realmente não parava, uma vez que ela sempre lutou para chegar neste momento em sua carreira, que era a indicação ao Oscar e se apresentar no intervalo de um dos maiores espetáculos mundiais (que é o Super Bowl).

Só que apesar de estarmos falando de uma produção com cerca de 100 minutos, o assunto é dominado por cerca de 40 minutos e o restante apenas vemos o lado ativista da cantora e o quão ela estava disposta a fazer uma campanha política anti-Trump e o quão a imprensa era tenebrosa com ela em algumas fases na carreira. Estes momentos são jogados como um foco maior, e passagens como o relacionamento conturbado com sua mãe e família, são deixados de lado (e citados por menos de dois minutos, enquanto a apresentação dela na posse de Joe Biden, é mostrado por completo).

Jennifer Lopez: Halftime” joga no lixo uma oportunidade de mostrar mais a fundo a história da cantora, e o quão realmente ela é importante para a cultura pop, em prol de mostrar uma militância desnecessária. 

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