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Crítica | The Morning Show (2ª Temporada)

Engenharia do Cinema

Sendo uma das primeiras séries a oficialmente paralisarem suas gravações por conta da pandemia, em 2020, a segunda temporada de “The Morning Show” foi nitidamente uma das mais afetadas por conta desse imprevisto. A começar que o roteiro foi modificado em partes, para apresentar o problema dentro do universo da mesma. Isso acabou sendo mostrado de forma plausível, e só acabou sendo prejudicado “um pouquinho”, nesta temporada.    

Ela tem inicio exatamente na virada de 2019/2020, com a emissora da UBS totalmente revigorada após os escândalos mostrados na última temporada. Com Mitch Kessler (Steve Carell) vivendo na Itália e Alex Levy (Jennifer Aniston) fora do programa “The Morning Show” para cuidar da sua saúde mental, o mesmo agora é encabeçado por Bradley Jackson (Reese Witherspoon) e enfrenta novos grandes problemas. Seja por conta de consequências de atos passados, até mesmo pelo comportamento temperamental da diretora da atração Mia Jordan (Karen Pittman).

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Imagem: Apple TV+ (Divulgação)

Enquanto no primeiro ano da série estávamos sendo apresentados ao trio protagonista vivido por Aniston, Witherspoon e Carell, neste segundo vemos eles lidando com vários poréns na sociedade atual. Seja contra a cultura do cancelamento, até mesmo polêmicas criadas nos próprios bastidores por conta de decisões amorosas e profissionais (calma, não entrarei em spoilers). Isso nos faz ficar mais próximos destes personagens, pois sentimos que isso realmente ocorre no mundo real e não apenas nos bastidores de um programa televisivo.

Agora com mais destaque nos coadjuvantes como o CEO da emissora, Cory Ellison (Billy Crudup, em uma das melhores atuações na carreira), o assistente de Alex, Chip Black (Mark Duplass) e o co-apresentador do Morning Show, Yanko Flores (Nestor Carbonell), o trio ganha um arco mais centralizado e certamente foram os principais responsáveis para a guinada neste novo ano. Isso sem citar do acréscimo da atriz italiana Valeria Golino, que vive a cinegrafista Paola Lambruschini e consegue trazer para a narrativa o lado humano de Mitch.

Só que já adianto que por mais que esta nova temporada parecer excelente, ela demora um pouco para começar a funcionar. Uma vez que os dois primeiros episódios sirvam apenas para começar a construir o que veremos nos próximos oito capítulos (e certamente deixarão muitos espectadores com pouco interesse no programa). E são justamente nestes, que pequenas “esquetes” sobre o COVID-19 são apresentadas. Algumas encaixam plausíveis, já outras são ditas e simplesmente somem da narrativa (afinal, o mundo estava centrado apenas nas eleições dos EUA, e pouco ligando para a doença, como mostra o universo da série). 

A segunda temporada de “Morning Show“, chegou na hora certa e nos faz refletir até onde a cultura do cancelamento pode ser prejudicial para o ser humano e a sociedade.

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