Rodrigo Cerveira consolida linguagem em The Searcher, com Andreas Kisser e tributo a Chris Cornell

Rodrigo Cerveira consolida linguagem em The Searcher, com Andreas Kisser e tributo a Chris Cornell

Cruzando a urgência do pós-punk, o peso do classic rock e a intensidade vocal do grunge noventista, o cantor e compositor Rodrigo Cerveira disponibilizou nas plataformas de streaming seu segundo álbum solo de estúdio, The Searcher. Com produção musical assinada por Val Santos (Viper, Toy Shop), o projeto aprofunda a trajetória do artista após a estreia com LIFE e o projeto em duo Silver, desenvolvido ao lado de Felipe Machado (Viper).

Guiado por guitarras expressivas e uma interpretação visceral, o trabalho gravita em torno do movimento contínuo da experiência humana: a urgência de superar fases passadas e avançar diante das incertezas.

“Existe uma necessidade constante de olhar para frente para evoluir. Esse disco fala sobre isso. Sobre esse impulso de seguir buscando, mesmo quando o caminho não é claro”, pontua Rodrigo Cerveira.

Andreas Kisser, Hugo Mariutti e tributo ao Temple of the Dog

O repertório de The Searcher equilibra denúncia social, paixão esportiva e introspecção através de colaborações com nomes fundamentais das cordas no metal e rock brasileiro.

  • Animals: Faixa potente focada no combate à violência contra a mulher. A canção traz um solo avassalador de Andreas Kisser (Sepultura) e atua como catalisadora de conscientização, tendo 100% de seus direitos artísticos destinados a ONGs que prestam assistência e acolhimento a vítimas de violência doméstica;
  • Say Hello 2 Heaven: Faixa-foco do projeto, trata-se de uma releitura emocionante do clássico do Temple of the Dog, gravada em tributo explícito a Chris Cornell, uma das maiores influências vocais da trajetória de Cerveira;
  • Rolling Dice: Balada intimista e reflexiva onde o vocalista explora timbres graves inspirados em Leonard Cohen, complementada por um solo sensível de violão de Hugo Mariutti (Shaman);
  • My Addiction: Usa a cultura do skate como metáfora direta de paixão, liberdade e senso de comunidade;
  • Heal Me e Brown Eyed Star: Faixas que encerram a obra explorando a autocura e as contradições entre fragilidade e vigor na caminhada humana.

Para transpor essa parede sonora aos palcos, Cerveira montou uma banda completa de apoio formada por Claudio Leal (guitarra), Daniel Botelho (baixo) e Fred Zara (bateria).