Indicado para fãs de Black Keys, Bones Owens estreia com discaço

De Nashville, a Cidade da Música, vem Bones Owens, que acaba de lançar seu álbum de estreia, homônimo. Em resumo, o tão aguardado álbum tem uma aspereza do oeste selvagem e moderno, com versos de guitarra corajosos ao lado da voz de Owens. Ao discutir a jornada que levou Owens à sua estreia, ele disse: “este álbum é a culminação de anos de sangue, suor e lágrimas no (music) business … fazendo discos em outras bandas, fazendo discos para outras pessoas, etc. É o fim do objetivo de fazer meu próprio álbum completo e, ao mesmo tempo, apenas o começo deste capítulo.” Tendo deixado a cidade para retornar a algo parecido com suas raízes, ele propositalmente encheu sua sala de escrita com os incontáveis ​​tesouros e bugigangas que reuniu ao longo dos anos. “Minha mãe era dona de uma loja de antiguidades quando eu era criança – na verdade morávamos acima dela – então sempre tive esse amor por coisas antigas”, diz Owens, que trabalhou como antiquário por vários anos. Com sua coleção incluindo tudo, desde o sentimental ao absurdo – uma coleção de pontas de flechas nativas americanas desenterradas por seu avô enquanto trabalhava nos pomares de frutas do Missouri, cabeças de coiote taxidermizadas adornadas com capacetes de motocicleta antigos – Owens considera esse espaço essencial para seu processo criativo. “Para mim, a inspiração é ambiental”, diz ele. “Na maioria das vezes minhas músicas vêm de mim apenas sentado com um violão, rodeado por todas as minhas coisas favoritas.” Escrito antes da pandemia Com Bones Owens escrito nos dias pré-pandêmicos, Owens espera que o espírito desenfreado do álbum possa fornecer uma elevação muito necessária para seu público. “Quando fiz esse álbum, obviamente não tinha ideia de que o mundo estaria tão completamente mudado na época em que fosse lançado”, diz ele. “Este álbum para mim foi sobre um momento transformador na minha vida. Tratava-se de perda e dor, mas também de amor e de encontrar uma saída em tempos sombrios. Sinto que tudo isso são emoções e sentimentos aos quais estou conectado agora, tanto quanto quando foram escritos”. Contudo, Bones Owens é uma expressão completa dos impulsos mais selvagens de Owens, todos os ritmos suaves e riffs arrogantes. A estreia do músico criado no Missouri é uma vitrine potente para seu formidável trabalho com a guitarra; um talento que ele demonstrou ao se apresentar com artistas tão ecléticos como Yelawolf e Mikky Ekko. Aliás, a maior parte do álbum mostra Owens unindo forças com o baterista Julian Dorio (Eagles of Death Metal) e o baixista Jonathan Draper (All Them Witches), gravando ao vivo em fita e infundindo cada faixa com uma vitalidade frenética.

Rica Silveira e Cortecertu lançam som em defesa da saúde pública

Em meio à fase mais grave da pandemia de covid 19, o rapper e instrumentista Rica Silveira se uniu ao DJ, bibliotecário, pesquisador e repórter Jair dos Santos Cortecertu para lançar seu primeiro single de 2021: FYA. “A música é um grito de protesto contra o fascismo e neofascismo, a favor da democracia. Além disso, o Dia Mundial da Saúde foi escolhido como data de lançamento para expressar a defesa da saúde pública, vacinação para todos”, diz Rica. Aliás, produzida por Cortecertu e masterizada pelo DJ Duck Jam, o single tem a capa pelo tatuador e vocalista da Calibre 12, Aleks Navau. Enquanto o videoclipe leva a assinatura do próprio Rica.

Libra, projeto de Zeh Monstro com vocalistas femininas, ganha mais um single

Após estrear seu novo projeto, Libra, com o single Freak Show, Zeh Monstro retorna com Flakey Town, uma canção de sonoridade saudosista e retrô. Contudo, se na primeira faixa o artista divide os vocais com Lily Waters, aqui ele recebe a cantora, atriz, escritora e modelo Elyse Cizek. Libra é um projeto solo em parcerias – todas elas com vocalistas femininas. Em resumo, as canções são assinadas por Zeh Monstro, músico brasileiro radicado na Califórnia e conhecido por trabalhos como Name The Band, Holy Tree e Borderlinerz. Todavia, com Libra, ele planeja um EP que incluirá os singles já lançados e inéditas. Zeh mora em Los Angeles há seis anos, e desde então a sonoridade californiana começou a influenciar seu trabalho. Ademais, as experiências da estrada e dos palcos se tornaram uma série de duetos, iniciados com Lily Waters no indie lo-fi do primeiro single. Essa temática inspira também Flakey Town, uma faixa sobre deixar tudo de lado e sair por aí, dirigindo sem rumo em meio às praias, montanhas e paisagens californianas. Com uma forte pegada autoral, Zeh Monstro assina vocais, guitarra, baixo, teclados, baterias e máquina de ritmos e recebe ainda o saxofone de Sylvian Carton, além do vocal de Elyse Cizek. Quem gravou, mixou e co-produziu foi Will Gordon, no SirTiger Studio.

Tom Zé revisitado em dub e ska 48 anos depois por Joey Altruda

Chegou nas plataformas digitais um Tom Zé como você nunca ouviu! Joey Altruda, músico e compositor norte-americano, lançou A Babá em duas versões inéditas, heavy dub reggae e ska pelo selo Avocaudo Records. “Escolhi A Babá por vários motivos, um deles porque foi a primeira música do Tom Zé que ouvi, depois de encontrar o compacto original”, revela Joey. Composta originalmente em 1972, A Babá nasceu da união das lembranças de cantigas de roda, a ideia da dinamite na cabeça do século e a figura do capitalista famoso Rockfeller. Ingredientes que só fazem sentido depois de processados na mente criativa de Tom Zé. “Igualmente importante para mim é o conteúdo da letra dessa música e como ela é relevante para o estado atual do mundo. A versão original foi lançada durante a era da ditadura do Brasil e acho isso bastante profético. É importante para mim ter essas letras revividas em uma versão recém-gravada, como uma observação cultural e uma declaração sobre a atualidade”, explica Joey. Na melodia original, um misto de quase choro com samba paulistano. Trazer a canção para o universo dos sons da Jamaica foi um caminho natural para Joey Altruda. “Adorei toda a vibração da música e vi o potencial óbvio de fazer uma versão ska disso por causa de sua melodia, progressão de acordes e andamento”. “Joey Altruda me consultou, a respeito de aplicar à música um ritmo jamaicano e fiquei surpreso, de modo positivo, pelo interesse de ele, lá tão longe, no exterior querer gravá-la”, disse Tom Zé sobre a proposta inesperada de trazer A Babá de volta à vida. Apoio de Tom Zé Para realizar essa repaginada, Joey se cercou dos melhores. Uniu um time de peso com Marlon Sette, Dadi Carvalho, Kassin e Daniel Maia, no lado brasileiro da produção. Joey é enfático ao falar de Tom Zé. “Sua música nos faz pensar. Seu intelecto combinado com humor irreverente nas letras são declarações sociais profundas, e a arquitetura musical que ele cria é enigmática e exclusivamente sua. Cada música é uma impressão digital musical. ” Sobre o resultado final, Tom Zé declara: “Não me ocorre dar palpites a respeito. “Quem gaba o toco é a coruja. Fiquei muito satisfeito”.

Rag’n’Bone Man + P!nk = Anywhere Away From Here; ouça!

Rag‘n’Bone Man lançou uma colaboração incrível com P!nk no single Anywhere Away From Here. A faixa é prévia do novo álbum do britânico, Life By Misadventure, que será lançado em 7 de maio. Escrita por Rag’n’Bone Man, seu colaborador do álbum Ben Jackson-Cook, bem como Simon Aldred, Dan Priddy e Mark Crew, a música é sobre não se sentir confortável em seu entorno. “When the lights go up/ I don’t think I told you… That I feel out of place / Pull me underground/ Don’t know if you notice/ Sometimes I close my eyes and dream of somewhere else” Trecho da letra Contudo, Rag’n’Bone Man comentou mais sobre a canção. “Essa música é um reflexo sincero de querer fugir de situações desconfortáveis – sobre as vulnerabilidades que todos nós enfrentamos. É uma honra ter a P!nk neste disco e estou muito feliz que ela possa fazer parte disso”. P!nk, por sua vez, relembrou como conheceu o britânico. “Encontrei o Rag’n’Bone Man pela primeira vez na Europa em 2017, pouco depois de ouvir sua música Human. Até então, eu já havia me apaixonado pela sua voz e, quando nos conhecemos pessoalmente, logo percebi que também era uma ótima pessoa”. Para o seu novo trabalho, o artista rasgou o livro de regras e foi para Nashville para escrever e gravar o que se tornaria Life By Misadventure. Posteriormente, retornou ao Reino Unido quando ocorreu o primeiro confinamento. Apesar de haver em algumas dessas novas músicas uma dose de blues e soul fortes, a maior parte deste novo álbum mostra Rag’n’Bone Man dando um grande passo à frente como artista, compositor e cantor capaz de mostrar um tremendo calor e emoção real a cada respiração.

Rita Lee e Roberto de Carvalho lançam álbum de remixes com Tropkillaz e outros

A dupla que marcou o cenário pop e rock brasileiro revive os grandes sucessos de mais de 50 anos de carreira com um projeto de remixes. Rita Lee e Roberto de Carvalho lançaram o primeiro de três volumes nesta sexta-feira (10). São 12 canções em cada álbum, incluindo as produções de Dubdogz e Watzgood para Mania de Você (1979) e de Tropkillaz para Saúde (1981). Rita Lee & Roberto – Classix remix foi organizado por João Lee, DJ, produtor, filho da artista, criador da capa do álbum e quem fez o convite aos DJs brasileiros. Para Marcos e Lucas, irmãos gêmeos que formam o Dubdogz, Mania de Você é uma música que atravessou gerações. “Ouvimos desde criança e nossos pais adoram, por isso esse remix representa muito para nós! Fazer parte da história da Rita Lee, remixando um de seus maiores hits, não tem dinheiro que pague. É realmente muito especial e estamos muito felizes com o resultado”, contam sobre a colaboração com os amigos de infância Watzgood. “Quando o João Lee chamou a gente para fazer parte do projeto, claro que além de muito honrado, foi difícil escolher qual música iríamos remixar. Porém, a sugestão foi certeira. ‘Saúde’, o que mais a gente quer nesses tempos difíceis?”, revelam Zé Gonzales e André Laudz, nomes por trás do Tropkillaz. Entre os demais artistas que fazem parte do projeto de remixes para os clássicos de Rita Lee e Roberto de Carvalho, estão: Vintage Culture, Gui Boratto, David Morales, DJ Marky, DJ Tennis, Harry Romero, Renato Cohen e The Reflex (Nicolas Laugier).

Aguaesal, duo de irmãos, lança música que fala de amor e positividade

Aguaesal, duo formado pelos irmãos Isabela e Gabriel Panza, lançou o single O Amor Chegou. Em resumo, a música traz uma mensagem positiva carregada de amor e boas energias. A canção abre uma série de lançamentos, misturando influências que vão com facilidade do rock ao reggae. No entanto, o que resume o som do duo é a simplicidade com arranjos orgânicos e a leveza do acústico. Para marcar a estreia de O Amor Chegou, o duo faz neste sábado (10), às 21h, uma live interativa no Instagram @aguaesal.oficial. Aliás, a live do Aguaesal contará com sorteio de um ukulele, uma camiseta e um chaveiro autografados pelos irmãos. “Em meio ao caos que estamos vivendo, diante de uma pandemia que mudou a rotina do mundo todo, poder falar de amor de uma forma simples e levar aos ouvintes uma mensagem positiva, pode melhorar o dia de alguém e mudar por alguns minutos a frequência de pensamentos negativos que hoje nos assombram…”, diz Gabriel Panza, produtor e compositor da música. “Nós criamos uma nova veia do estilo musical da nova musica popular brasileira que intitulamos de Hug Music, um abraço em forma de música, visto que o mundo precisa tanto ser abraçado por boas energias”, comenta a vocalista Isabela Panza.

Ouça Ain’t the Same, o novo single de Blackberry Smoke

A banda americana Blackberry Smoke lançou a terceira música do seu próximo álbum You Hear Georgia, que chega ao streaming em 28 de maio. Ain’t The Same é a escolhida da vez. Aliás, o vocalista Charlie Starr compartilhou uma mensagem sobre a canção. “Eu escrevi essa música com Keith Nelson depois de passar um tempo com um amigo que é veterano e sofre de TEPT. É a história de um jovem soldado indo de um campo de batalha no exterior para outro tipo de campo de batalha em casa, e basicamente sendo forçado a lidar com isso sozinho”. Com a adição do produtor Dave Cobb, também da Geórgia, You Hear Georgia é uma homenagem aos profundos respeitos da banda a suas raízes. Ademais, ao longo das dez músicas do álbum, Blackberry Smoke continua a incorporar o rico legado musical da Geórgia como tem feito nas últimas duas décadas, homenageando as pessoas, os lugares e os sons de seu estado natal. Anteriormente, a banda divulgou os singles Hey Delilah e You Hear Georgia. Contudo, You Hear Georgia segue o lançamento de 2018, Find A Light, que estreou como o álbum Country e Americana/Folk mais vendido no país, entrou na 3° posição no Billboard Top Country Albums e 2° no Billboard Americana/Folk Albums. Posteriormente ao lançamento de Find A Light, a banda compartilhou três projetos adicionais. Em resumo, um álbum ao vivo e filme, Homecoming: Live In Atlanta, um EP acústico com seis músicas, The Southern Ground Sessions, além de um Live From Capricorn Sound Studios, um EP com seis covers que tem ligações especiais com o estúdio. Tracklist Live It Down You Hear Georgia Hey Delilah Ain’t The Same Lonesome For A Livin’ (feat. Jamey Johnson) All Rise Again (feat. Warren Haynes) Old Enough To Know Morningside All Over The Road Old Scarecrow

AFI libera dois sons inéditos, um deles escrito com Billy Corgan

O AFI compartilhou Dulcería e Far Too Near, duas faixas do álbum Bodies, previsto para 11 junho. Dulcería, escrita junto com Billy Corgan (The Smashing Pumpkins), chega acompanhada por um videoclipe. Ambas as músicas vão estar incluídas em um 7”. “’Dulcería sugere, se você passar muito tempo na loja de doces, você pode acabar grudado no chão “, diz o vocalista Davey Havok. “Billy e eu temos uma grande conexão criativa quando escrevemos juntos. Foi inspirador trabalhar com um compositor tão talentoso e lendário e Dulcería é uma prova disso”, comenta o guitarrista Jade Puget. “AFI é uma parte integral de quem eu sou. O que fazemos com AFI é uma base para mim,” explica o vocalista Davey Havok. “Voltar é um retorno ao lar que eu sempre esperei.” É um sentimento compartilhado pela banda inteira. “Eu não poderia fazer o que eu faço no AFI em nenhum outro lugar,” observa o guitarrista Jade Puget. “Davey e eu escrevemos juntos por mais de 20 anos agora. Eu não encontro o que ele e eu temos em nenhum lugar, nem a coisa que nós quatro temos juntos. AFI é um lar para mim, e sempre será assim.” Sobre o novo álbum, o baixista Hunter Burgan disse que é uma oportunidade de retratar a evolução do grupo. “E com essa banda, é sempre algo novo. Nós tocamos juntos por tanto tempo que eu tenho um profundo entendimento do estilo musical de cada um dos meus colegas de banda, e ainda estou agradavelmente surpreso com as novas coisas que eles trazem para cada álbum”. Tracklist Twisted Tongues Far Too Near Dulcería On Your Back Escape From Los Angeles Begging For Trouble Back From The Flesh Looking Tragic Death Of The Party No Eyes Tied To A Tree