Pânico 5 na CCXP: “os papéis trocaram”, diz Neve Campbell

A Paramount Pictures já sinalizava possíveis surpresas ao longo da noite de sexta-feira (4), durante o primeiro dia da CCXP Worlds. Mas ninguém esperava que uma das novidades envolvesse a franquia de terror Pânico. Logo de cara todos literalmente levaram um ‘susto’ com a ligação do assassino Ghostface. O apresentador Marcelo Forlani teve que seguir direitinho as suas instruções e teve um encontro com o elenco do novo Pânico.  Neve Campbell e os atores da nova geração do filme de terror mandaram uma mensagem especial aos fãs brasileiros sobre o término das filmagens e a expectativa para a chegada do filme nos cinemas. Todos disseram amar o Brasil e que a ansiedade está grande para a chegada do novo Pânico às telonas. Em resumo, Pânico 5 chega aos cinemas em janeiro de 2022. “Para este filme os papéis trocaram, então você vai ter que prestar muita atenção para a grande surpresa”, disse Neve Campbell, em sua única pista.

Medida Provisória na CCXP: “Estamos pensando na nossa participação em mais setores”, diz Seu Jorge

O primeiro dia da CCXP Worlds, pela primeira vez em formato online, reuniu grandes nomes de Hollywood, como Vince Vaughn, Milla Jovovich, entre muitos outros. Mas quem roubou a cena foram os atores Seu Jorge, Lázaro Ramos e Taís Araújo. Em resumo, o trio foi apresentar o longa Medida Provisória, que chega aos cinemas em 2021, pela Globo Filmes. Baseado na peça Namíbia, Não, de Aldri Anunciação, o filme marca a estreia de Lázaro Ramos na direção de um longa. “A estreia no cinema foi forçada. Dirigi a peça no teatro e um mês depois pensei que aquilo pudesse ir para o cinema. Ofereci para alguns amigos, mas ninguém quis dirigir e comecei a investir nisso há nove anos”, comentou Ramos, que dividiu a tela com a esposa, Taís Araújo, que estava em um computador ao fundo. Para o cineasta, Medida Provisória é um filme que vai trazer um impacto grande para as pessoas. “Elas vão se divertir, mas vão pensar muito”. “Foi uma experiência transformadora. Poder contar essa história, elaborando uma nova linguagem que acho que temos experimentado pouco no Brasil. É um filme que mistura três gêneros: comédia, thriller e drama”, completou Ramos durante o painel. Racismo estrutural Primordialmente, o racismo estrutural do Brasil foi pauta da discussão. Taís Araújo, que vive a médica Capitú, comentou sobre sua personagem. “É uma provocação para quem entra num consultório e ainda se surpreende ao ver um médico negro, além de construir um imaginário que já existe. Existem muitos médicos e médicas negros. Além da solidão desses personagens que não veem nenhum parecido com eles”. Seu Jorge, que já possui mais de 20 papéis no cinema, foi além na discussão e deu o exemplo de um amigo negro. “O quadro ainda não está do jeito que gostaríamos. Uma vez indiquei um amigo a procurar um psicólogo, mas ele não quis. Disse que ser atendido por um profissional branco não resolveria pois seus problemas estão relacionados à origem. É uma discussão no Brasil do futuro, daqui uns três, quatro presidentes. Estamos pensando na nossa participação em mais setores”. Ramos, então, comentou que algumas pessoas falavam que seu filme poderia se encaixar como favela movie. “Mas queria falar de outro extrato dessas pessoas. Eles vão se encontrando, buscando a identidade e forma de lutar”. O filme A ficção se passa em um Brasil do futuro, no qual uma medida de reparação social afeta diretamente a vida de uma família, formada pela médica Capitú (Taís Araújo), o advogado Antonio (Alfred Enoch) e o primo, o jornalista André (Seu Jorge), que mora na casa da dupla. Posteriormente, uma medida de reparação financeira pelos tempos de escravidão no Brasil é proposta, e é respondida com outra. Com isso, o casal acaba separado sem saber se poderá se reencontrar.

CCXP: Pai das Tartarugas Ninja rasga elogios ao gaúcho Mateus Santolouco

Co-criador de Tartarugas Ninja, Kevin Eastman, rasgou elogios ao desenhista e roteirista gaúcho Mateus Santolouco, um dos principais artistas da atual série de quadrinhos da franquia. Os dois participaram de um painel em celebração ao legado dos personagens, na CCXP Worlds. “O Mateus trouxe algo muito bom. Ele é meu favorito. Seu nível de detalhes é impecável, sua interpretação é maravilhosa. Sua narrativa, as escolhas na ação e direção e composição de páginas é algo que me dá arrepios. Me inspira. Sou muito grato a ele. Suas contribuições moldaram o futuro das Tartarugas Ninja”. Santolouco escreveu e desenhou Shredder in Hell (Destruidor no Inferno), HQ que mostra o vilão Destruidor em uma jornada pós morte. Em suma, foi justamente essa passagem que mexeu com Eastman. O gaúcho, no entanto, revelou que não havia conhecido Eastman na época que produziu esse quadrinho. E contou a origem da sua ligação com a Tartarugas Ninja. “O desenho passava de manhã e não conseguia assistir, era o horário que eu estava na escola. Mas quando chegou o fliperama, em Porto Alegre, a cidade na qual morava, pude conhecer mais. No entanto, foi quando saiu o filme que fiquei realmente fã deles. Era basicamente a única coisa que eu queria desenhar naquela época”. Logo depois, Santolouco foi além e contou que após o lançamento do primeiro filme, passou a ler os quadrinhos. “Consegui ler rapidinho, escondido dos professores. Lia no fundão da sala de aula. Era muito diferente da TV, super capturou minha imaginação e fiquei curioso. Gostei de ver as Tartarugas nesse nível mais sombrio”. Origem independente Em outro momento especial do painel, Eastman relembrou os primórdios das Tartarugas Ninja. Em um universo dominado por Marvel e DC Comics, não foi nada fácil encontrar o espaço para os seus personagens. “Tínhamos dinheiro para fazer 3 mil cópias, mas nunca imaginamos que venderia tudo. Quando esgotou em semanas, nós ficamos ‘o que?’. Aí imprimimos mais 6 mil e esgotou”. A independência financeira com o seu quarteto mágico veio logo depois, com a edição 2, quando imprimiu 15 mil cópias. A forma como lembrou o início da carreira realmente foi um dos pontos altos do primeiro dia da CCXP Worlds.

Adult Swim na CCXP terá celebração de Rick e Morty

Os jovens adultos que não perdem um episódio de animação já podem comemorar. A CCXP Worlds terá um painel da Warner Channel com Adult Swim, incluindo as séries Rick e Morty, Genndy Tartakovsky’s Primal e Lazor Wulf. A sessão será realizada domingo (6), dentro do megapainel da WarnerMedia, a partir das 15h (horário de Brasília), na plataforma da CCXP Worlds. Em resumo, o painel será uma celebração global de Rick e Morty, com a presença de Dan Harmon, Chris Parnell, Sarah Chalke e Spencer Grammar. Eles vão vivenciar alguns dos melhores momentos da 4ª temporada. Eles ainda tornarão a experiência ainda mais completa respondendo perguntas dos fãs de todo o mundo. Outras atrações Será possível ainda descobrir a magia e os bastidores da criação do maravilhoso e horripilante “homem épico das cavernas”, da série Genndy Tartakovsky’s Primal, com seu criador e diretor de arte vencedores do Emmy, Genndy Tartakovsky e Scott Wills. A série, que estreia na Warner Channel em dezembro, é uma pintura que ganha vida apenas com música e imagens gráficas para contar a história de dois aliados improváveis, ​​enquanto eles navegam por um mundo traiçoeiro. Depois de se unirem em tragédias, eles parecem se tornar a única esperança um do outro para sobreviver contra um inimigo comum. Para finalizar as atrações de Adult Swim haverá uma exibição de Lazor Wulf. A série de comédia animada, criada por Henry Bonsu, fala sobre como encontrar sua força interior para “comprar seu próprio cereal, não morrer, e a arte da fraude”. Aliás, a CCXP Worlds acontecerá na sexta (4), sábado (5) e domingo (6) em uma plataforma exclusiva para esta edição do festival.

Série baseada em O Senhor dos Anéis anuncia novos atores

O Amazon Studios anunciou nesta quinta-feira (3) 20 novos nomes que farão parte do elenco da série baseada em O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Aliás, os atores já vão juntar-se ao elenco previamente anunciados, atualmente em filmagens na Nova Zelândia. Os novos nomes incluem Cynthia Addai-Robinson, Maxim Baldry, Ian Blackburn, Kip Chapman, Anthony Crum, Maxine Cunliffe, Trystan Gravelle, Sir Lenny Henry, Thenitha Jayasundera, Fabian McCallum, Simon Merrells, Geoff Morrell, Peter Mullan, Lloyd Owen, Augustus Prew, Peter Tait, Alex Tarrant, Leon Wadham, Ben Walker e Sara Zwangobani. Blackburn, Chapman, Crum, Cunliffe, Tait, Tarrant e Wadham são da Nova Zelândia, enquanto o restante do elenco advém da Austrália, Sri Lanka, Reino Unido e Estados Unidos. Os showrunners e produtores executivos J.D. Payne e Patrick McKay comentaram as escolhas do elenco. “O mundo que J.R.R. Tolkien criou é épico, diverso e cheio de emoção. Esses artistas extraordinariamente talentosos, vindos de todo o mundo, representam o culminar de uma busca de vários anos para encontrar talentos únicos que possam trazer aquele mundo à vida novamente”. Em resumo, a adaptação para série irá explorar novas histórias anteriores ao O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, de J.R.R. Tolkien.

Andy Garcia é a estrela em painel de O Poderoso Chefão na CCXP

A Paramount Pictures confirmou mais uma atração para sexta-feira (4), primeiro dia da CCXP Worlds. Andy Garcia participa de um painel especial de O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone. O longa é uma nova versão do último filme da trilogia O Poderoso Chefão. Em suma, estreou na tela grande nesta quinta-feira (3). O longa foi remasterizado e conta com novas cenas e desfechos para alguns personagens. No evento virtual, Andy Garcia vai relembrar o filme que marcou sua carreira e que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel de Vincent Mancini, sobrinho de Michael Corleone (Al Pacino). O painel também irá discutir a relevância da trilogia para o cinema, inspirada no Best Seller de Mario Puzo, que possui fãs apaixonados de todas as gerações. O público ainda poderá assistir a uma mensagem especial do diretor Francis Ford Coppola sobre o Director´s cut de O Poderoso Chefão – Parte III. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por CCXP (@ccxpoficial)

Duelo de gigantes: Trolls 2 nos cinemas, Mulan no Disney+

A disputa do streaming contra o cinema ganhou mais um capítulo importante. Nesta quinta-feira (3), a animação Trolls 2 chega aos principais cinemas, enquanto o live-action de Mulan é a atração da plataforma Disney+ amanhã. Anteriormente, as duas produções foram apresentadas como estrelas da Universal e Disney, respectivamente, na CCXP 2019. Agora, exatamente um ano depois, elas rivalizam pela atenção do público. Cada uma em sua plataforma. Muita coisa mudou no mundo desde a última CCXP, ambos os filmes já vazaram para o público em sites de torrent, mas a expectativa ainda é muito grande. Trolls 2 é mais indicado para as crianças, mas funciona muito bem pela trilha nostálgica também. Fato esse que pode agradar os pais. O live-action de Mulan é mais denso, mas as belas imagens e coreografias podem alcançar outros públicos. Mas vamos aos filmes. Primeiramente, o início de Trolls 2 é um medley com várias músicas marcantes adaptadas ao universo dos personagens. A lista inclui Cindy Lauper, Scorpions, Ozzy Osbourne, Daft Punk, Justin Timberlake (que também interpreta novamente o Tronco), entre tantos outros. Impossível um começo tão apaixonante como esse não prender a sua atenção. Posteriormente, Poppy (Anna Kendrick), a líder dos trolls, descobre que existem outros mundos, cada um com um gênero musical diferente, como rock, funk, tecno, clássico e até sertanejo. Quando surge uma ameaça inesperada, ela e seus amigos terão de unir todos os trolls para salvar o mundo da música. Trolls 2 consegue ser ainda mais interessante que o primeiro filme, lançado há quatro anos. Mulan Quem assistiu a animação e chega com a nostalgia lá em cima, pode ficar um pouco decepcionado com o live-action. Remake mais caro da Disney, Mulan perdeu todo o humor do desenho, deixando personagens icônicos como o dragão Mushu e o grilo da sorte fora da história. Todavia, as músicas também são ausências sentidas. No entanto, se você assistir Mulan sem a expectativa por encontrar uma cópia perfeita da animação, pode ter boas surpresas. O filme é uma linda homenagem à cultura chinesa, baseia-se na lenda de Mulan. Além disso, as imagens são lindas, tal como as cenas de combate, muito bem coreografadas. Também é importante ressaltar que a mensagem feminista de Mulan ficou ainda mais evidente no live-action. Na animação, a personagem já era uma pessoa muito à frente do seu tempo. Legal que ampliaram isso no live-action. Hua Mulan (Liu Yifei) é a filha mais velha de um honrado guerreiro. Quando o Imperador da China emite um decreto que um homem de cada família deve servir no exército imperial, Mulan decide tomar o lugar de seu pai, que está doente. Posteriormente, assumindo a identidade de Hua Jun, ela se disfarça de homem para combater os invasores que estão atacando sua nação.

Crítica | 10 Horas Para o Natal – filme natalino com DNA nacional

Filmes de Natal sempre foram bem recebidos pelo público brasileiro. Mas a produção local de comédias natalinas não é tão forte quanto nos Estados Unidos. No entanto, 10 Horas Para o Natal chega aos cinemas nesta quinta-feira (3) justamente para mudar esse cenário. Em 10 Horas Para o Natal, Marcos Henrique (Luis Lobianco) é pai de Julia, de 11 anos (Giulia Benite), Miguel, de 9 (Pedro Miranda), e Bia, de 7 (Lorena Queiroz), três crianças espertas e apaixonadas pelas festas de fim de ano da família Silva. Divertido e engraçado, Marcos Henrique é ex-marido de Sônia (Karina Ramil), médica obstetra que está sempre reclamando do seu jeito preguiçoso. Inconformados com as noites de Natal sem graça que passam na casa da tia desde que os pais se separaram, os irmãos bolam um plano para tentar reunir os pais nas festas de fim de ano. Mas para isso eles terão que organizar eles mesmos o Natal da família e ainda enfrentar um vilão, que está contra eles e não perdoa nem criancinhas: o tempo. É que só faltam 10 horas para o Natal! O trio, que vive brigando por tudo, percebe que vai ter que se unir se quiser fazer o plano dar certo. Eles então decretam uma trégua e partem sozinhos para a rua mais movimentada de São Paulo, a 25 de Março, considerada o maior centro comercial a céu aberto da América Latina. Referências natalinas Muitas referências são evidentes no longa. Na hora que Marcos Henrique e os filhos vão comprar o patins voador, por exemplo, a luta com os outros clientes da loja lembra bastante Um Herói de Brinquedo (1996), com Arnold Schwarzenegger, no qual o ex-governador da Califórnia interpreta um pai desesperado em busca do boneco Turbo-Man. A relação de Julia, a filha mais velha, com um morador de rua nos remete ao clássico Esqueceram de Mim. Vai dizer que não lembrou da encantadora de pombos? E, quem tiver uma boa bagagem de filmes natalinos, certamente encontrará muito mais. O roteiro de Bia Crespo e Flávia Guimarães, no entanto, não é apenas uma homenagem aos clássicos de Natal. A obra consegue entreter, divertir e ser original, principalmente no que se refere aos desfechos. Que 10 Horas Para o Natal estimule mais a produção de outros filmes natalinos no Brasil. Temos demanda grande e sabemos produzir muito bem nesse gênero. Está aí um bom exemplo.

CCXP: Jessica Chastain, Penélope Cruz e Fan BingBing confirmadas

A Diamond Films Brasil e a Galeria Distribuidora participam da CCXP Worlds com um painel especial para os fãs de cinema. No sábado (5), às 19h, As Agentes 355 Jessica Chastain, Penélope Cruz e Fan BingBing tomam conta do Thunder Arena para falar sobre o filme. Logo em seguida, é a vez da entrevista com a atriz Carla Diaz e os roteiristas Ilana Casoy e Raphael Montes. Em suma, eles falam sobre os filmes A Menina Que Matou Os Pais e O Menino Que Matou Meus Pais. Os longas são baseados nos autos do processo e contam o caso Richthofen por meio de dois pontos de vista. Aliás, a transmissão do painel Diamond | Galeria com essas e outras novidades será online e gratuita nos canais oficiais da CCXP Worlds. As empresas terão ainda uma masterclass no palco Creators & Cosplay Universe sobre a concepção dos dois filmes. Em resumo, a masterclass na CCXP Worlds será ministrada pelos roteiristas em conjunto com Mauricio Eça, diretor dos longas.