Day libera segunda amostra do novo álbum: Não Gosto de Mim

A cantora Day está de volta com mais uma novidade de seu novo álbum. Em resumo, na quarta-feira (18), ela divulgou o single Não Gosto de Mim. Aliás, a faixa já chegou acompanhada de um videoclipe. Em suma, a canção é a segunda faixa do disco de estreia da cantora que será lançado em 2021 e a última novidade da cantora neste ano. Com influências nostálgicas de pop rock/pop punk e composta pela cantora em parceria com Pedro Calais, vocalista da banda Lagum, e Tiê Castro, manager e parceiro de composição, o novo single de Day conta a história de um relacionamento tóxico e cego pelo amor. “A canção está dentro do contexto de Dilúvio e fala sobre um relacionamento tóxico, que mesmo não fazendo bem, pessoa está disposta a viver para não perder a pessoa amada. Mesmo sabendo dos riscos, vai atrás”, conta o fenômeno das redes sociais. Novo álbum de Day Sobre seu álbum debutante, Day diz que está em processo final de produção e promete surpresas para o lançamento. “O álbum está quase pronto! Falta apenas uma música para finalizá-lo e estou muito feliz e animada com o resultado. Quem me conhece já sabe que não sou de dar spoiler. Mas o que posso adiantar é que estou planejando ações surpresas incríveis para o lançamento. Mas, como é surpresa, não vou falar agora (risos)”. Produzida pelo coletivo Los Brasileiros, o clipe de Não Gosto de Mim foi dirigido por Ygor de Oliveira. “Esse clipe vai revelar um lado meu em que as pessoas talvez nunca tenham visto antes e nem esperavam ver tão cedo. Diferentemente dos outros clipes, dessa vez eu quis um que fosse um pouco mais leve que os demais. Contei com a ajuda de muita gente para fazer acontecer e deixa-lo com uma atmosfera mais leve, cômica e diferente”.

Sorriso de Agogô: Silva empolga com segundo single do novo álbum

Sorriso de Agogô, segundo single do próximo álbum de Silva, foi divulgado nesta quinta-feira (19). Aliás, a canção já chega acompanhada de um videoclipe gravado em Caraíva, na Bahia. Em suma, o novo álbum será lançado em 10 de dezembro. “Uma das coisas que mais me pega na música brasileira é o suingue que a gente tem. E no meio de tantos compositores de alta patente que nossa terra produz, encontrei a obra do maestro Erlon Chaves, tardiamente, mas encontrei e a música dele me emocionou de um jeito inédito. Foi depois disso que nasceu Sorriso de Agogô, uma canção de alguém que não mede esforços para sentir as coisas e que acredita na alegria como forma de resistência. Essa música nasceu durante uma viagem que fiz com meu irmão para fecharmos algumas composições em Caraíva, cidade onde nasceram várias músicas do novo álbum”. Ademais, o clipe quase que documental, com direção de Edvaldo Raw, mostra Silva e seu irmão, Lucas Silva, no retiro baiano. “O clipe não poderia ter sido gravado em outro lugar e capta bem a nossa vontade de viver num mundo menos devorador da alegria alheia. E não falamos de um sorriso frouxo, é sorriso firme de quem não aceita um futuro de cinzas”, completa Silva. Anteriormente, Silva lançou o single Passou Passou, que traz uma levada mais ska ao trabalho do artista.

Tom & Jerry – O Filme tem primeiro trailer revelado

A Warner Bros. Pictures encantou o público com o primeiro do trailer de Tom & Jerry: O Filme, longa que traz uma combinação impressionante de animação clássica e live-action. O elenco do filme conta com Chloë Grace Moretz, Michael Peña, Rob Delaney, Colin Jost e Ken Jeong. A estreia está prevista para 4 de março de 2021 nos cinemas brasileiros. Sobre Tom & Jerry – O Filme Uma das rivalidades mais amadas da história é reacendida quando Jerry se muda para o melhor hotel de Nova York na véspera do “casamento do século”, forçando a desesperada organizadora do evento a contratar Tom para se livrar do rato. A batalha de gato e rato que se segue ameaça destruir a carreira dela, o casamento e até o próprio hotel. Mas logo surge um problema ainda maior: um funcionário diabolicamente ambicioso conspira contra os três. Uma combinação impressionante de animação clássica e live-action, a nova aventura de Tom e Jerry na telona abre novos caminhos para os personagens icônicos e os força a fazer o impensável… trabalhar juntos para salvar o dia. O filme é dirigido por Tim Story (Quarteto Fantástico) e produzido por Chris DeFaria (Jogador Nº 1).

Crítica | Convenção das Bruxas (2020)

Nostálgicos da Sessão da Tarde e apaixonados por Anjelica Houston, mantenham-se distantes do remake Convenção das Bruxas, que chega aos cinemas hoje. O filme não é ruim, mas certamente vai gerar comparações e críticas negativas dos mais velhos. Mas vou direto aos motivos pelos quais considerei positiva essa atualização do filme de 1990. O primeiro passo foi trocar os protagonistas por atores negros e colocar a questão racial em discussão. Isso não precisa nem de explicação, ainda mais nos tempos sombrios que vivemos. Jasen Fisher e Mai Zetterling foram substituídos por Jahzir Bruno (da série Atlanta) e Octavia Spencer (Histórias Cruzadas), assumindo os papéis do menino órfão e da avó. A dupla atua muito bem e traz um algo a mais para esse remake. Substituta de Anjelica Houston, Anne Hathaway (Os Miseráveis) é quem interpreta a Grande Rainha Bruxa. No entanto, diferentemente do original, Anne optou por uma pegada mais divertida, caricata, longe de qualquer comparação. Ademais, outro ponto que vale ser ressaltado é que o filme inspirado na obra de Roald Dahl é voltado para o público infanto-juvenil. Por conta disso, muita coisa realmente não vai ser tão divertida para os mais velhos, como foi nos anos 1990. Os tempos mudaram, a geração CGI (imagens geradas por computador) agradece a atualização feita pelos realizadores. Em suma, quando se lê realizadores, inclua na lista Robert Zemeckis (Forrest Gump e trilogia De Volta Para o Futuro) na direção; Guillermo del Toro (A Forma da Água) no roteiro; e Alfonso Cuarón (Roma) na produção. Quer mais? Sobre a Convenção das Bruxas Em resumo, Convenção das Bruxas conta a história de um jovem órfão (Bruno) que, no final de 1967, vai morar com sua adorável avó (Spencer) na cidade rural de Demopolis, no Alabama. Quando a dupla encontra algumas bruxas ilusoriamente glamorosas, mas completamente diabólicas, a avó sabiamente leva nosso jovem herói para um exuberante resort à beira-mar. Lamentavelmente, eles chegam ao local exatamente ao mesmo tempo em que a Grande Rainha Bruxa (Hathaway) reúne suas colegas de todo o planeta – disfarçadas – para realizar seus planos nefastos, como transformar as crianças em ratos e galinhas. Convenção das Bruxas. Aventura e Fantasia. EUA. Duração: 1h45m. Direção de Robert Zemeckis. Com Anne Hathaway, Octavia Spencer, Stanley Tucci, Kristin Chenoweth, Chris Rock, Jahzir Kadeem Bruno e Codie-Lei Eastick.

EPs e álbuns novos: Ana & Eric, Guevara Songs e Casa Maré

Ana & Eric – Ana & Eric Após revelar sua sonoridade guiada por um folk e pop solar e otimista, o duo Ana & Eric solidifica sua trajetória com o EP de estreia, autointitulado. O trabalho dos músicos brasileiros radicados no Canadá marca o primeiro lançamento pelo selo The Citadel House ao ganharem destaque se apresentando pelo país. O álbum reúne uma trajetória de quase uma década de música, uma interseção dos trabalhos solo de Ana Luísa Ramos e Eric Taylor Escudero. Mais que um projeto conjunto, o duo é a expressão de dois artistas que se complementam, num encontro do folk rock com a MPB, da bossa nova com o indie rock. Ana & Eric mesclam tons de Rodrigo Amarante e Kings of Convenience com pinceladas de Bright Eyes, Fionn Regan e Beatles. A identidade musical foi revelada em dois singles: Hope e Lights my way. Completam a tracklist as faixas Naufrágios no Quintal, The City & I, The Sunset e The War – O Vento. Guevara Songs – Neurônio Espelho Da composição à produção musical, passando pela gravação de todos os instrumentos e vocais, Guevara Songs é um projeto de um homem só. Expressão solo do músico Marvin Costa, o trabalho estreia em EP com o lançamento de Neurônio Espelho onde une a sonoridade plural do rock e música brasileira com as texturas eletrônicas e do hip hop. Guevara Songs busca um ponto de equilíbrio entre dois mundos – o orgânico e tradicional, o dos sintetizadores e baterias eletrônicas – e convida a refletir sobre problemas sociais e comportamentais, relações entre casais e o estilo de vida das grandes cidades. Marvin Costa grava todos os instrumentos e trabalha os samples em cada música. Após o EP, já estão projetadas faixas que serão reveladas aos poucos até culminarem em um álbum completo em 2021 para o projeto do músico fluminense radicado em Brasília. Casa Maré – Solta Teu Grito Manguebeat, frevo, MPB, ska, reggae e carimbó se misturam num caldeirão dançante de referências bem brasileiras no som da banda cearense Casa Maré. Após dois EPs, o trio revela seu primeiro álbum de estúdio, Solta Teu Grito. A mais recente amostra do trabalho foi a envolvente e delicada Jardim Mar, que chegou acompanhada de um clipe mostrando os afetos em família em tempos de isolamento social. A faixa foi inspirada pelo filho do vocalista Bruno Biú, Noah Azul. O sentimento intimista da canção é uma constante no trabalho de Casa Maré. Em resumo, parte da intimidade e cumplicidade entre seus integrantes. Além de Biú, completam o trio Rodrigo Ildefonso (baixo) e Eduardo Lopes (guitarra). A banda surgiu em 2016, como um projeto para tocarem juntos enquanto bebiam na varanda da casa de Biú, na Praia de Iracema. Decididos a registrar as novas músicas e inspirados pelo cenário praiano, o grupo convidou alguns outros amigos músicos para participarem de uma gravação que viria a ser o seu primeiro EP.

Singles novos: Madre Sun, Rodrigo Alarcon, Alexandre Z e Ancestral Diva

Madre Sun – Everybody’s Gotta Live O Madre Sun lançou uma versão para o clássico Everybody’s Gotta Live, composição de Arthur Lee da banda Love. O lançamento veio acompanhado por uma filmagem feita por David Pear que, segundo a banda, capturou o sentimento exato que queriam com a gravação. Sobre a escolha da música para fazer um cover, Tyson Schenker, guitarrista da Madre Sun, explica: “Assim que ouvi essa música me apaixonei por ela. Minha namorada a ouviu tocando em um café e me disse que eu deveria dar uma olhada. Eu amo a simplicidade dela, mas a mensagem é poderosa e honesta. Nascemos e morremos, simples assim. Aproveite e aprecie a vida que você tem”. Rodrigo Alarcon – Na Frente Rodrigo Alarcon divulgou a faixa Na Frente, primeiro single do álbum ao vivo Vazio (Ao Vivo no Cine Joia). A novidade surge da gravação – e transmissão única ocorrida dia 8 de novembro – de Vazio, show gravado em uma das mais tradicionais casas de shows de São Paulo, o Cine Joia, em um momento inédito e intimista do artista, onde ele fecha um ciclo importante na carreira. Sobre a composição, Alarcon conta que “a canção foi composta há muito tempo, no começo dessa leva de composições de autoconhecimento, sobre entender como eu sou como artista solo e o que eu tinha para falar”. Ancestral Diva – Dançando no Inferno Formado por quatro músicas com rodagem na cena do rock alternativo de Belo Horizonte (MG), o Ancestral Diva lançou a primeira música, Dançando no Inferno. A canção foi gravada durante a pandemia da covid-19 e prepara para ao lançamento do álbum Enterrado Vivo, em janeiro de 2021. As músicas trazem influências do rock clássico e da música brasileira com uma temática que percorre o processo do fim do mundo para um recomeço mais conectado com o planeta. Formada em 2019, reúne integrantes de outras bandas da cena de rock de Belo Horizonte, MG. Babo Gruppi (vocais), Saulo Ferrari (bateria) e Luce Lee (baixos e synth) também integraram as bandas Tempo Plástico e The Spacetime Ripples. Zé Mario Pedrosa, o guitarrista da banda, também faz parte da Green Morton. Alexandre Z – Filhos de Carnaval Mesclando guitarras suingadas guiadas por uma percussão e beats marcantes, o duo carioca Alexandre Z canta a saudade da festa mais brasileira por excelência no single Filhos de Carnaval. A canção faz parte de uma série de lançamentos do projeto, que integrarão seu álbum Sempre Mandando Bem. O duo formado por Z e Filipito está revelando uma nova sonoridade ao longo do segundo semestre de 2020. Filhos de Carnaval se une à Boca, Vem Ver, As coisas que nem lembro e Domingo, disponibilizadas mensalmente e que estão na tracklist do próximo disco.

Leo Maier retorna mais intimista com o álbum Distant Tones

Quando lançou I Choose the Blues, seu álbum de estreia, em 2017, o guitarrista catarinense Leo Maier já apresentou um cartão de visita impressionante. No Blog n’ Roll, Nuno Mindelis festejou a estreia do blueseiro: “pessoas nascem, se apaixonam pelo blues nos moldes tradicionais e, principalmente, respeitam com sabedoria os seus mestres. Seria ótimo se todos aprendessem com as raízes como este grupo fez”. Agora, três anos após essa estreia, Leo Maier disponibiliza Distant Tones, seu segundo disco de estúdio nas plataformas de streaming. Mais intimista, acústico e reflexivo, o álbum carrega influências marcantes, como Blind Willie Johnson, Lightnin’ Hopkins, Big Bill Broonzy, Tampa Red, entre outros. Mas não para por aí. Quando lançou I Choose the Blues, seu álbum de estreia, em 2017, o guitarrista catarinense Leo Maier já apresentou um cartão de visita impressionante. No Blog n’ Roll, Nuno Mindelis festejou a estreia do blueseiro: “pessoas nascem, se apaixonam pelo blues nos moldes tradicionais e, principalmente, respeitam com sabedoria os seus mestres. Seria ótimo se todos aprendessem com as raízes como este grupo fez”. Agora, três anos após essa estreia, Leo Maier disponibiliza Distant Tones, seu segundo disco de estúdio nas plataformas de streaming. Mais intimista, acústico e reflexivo, o álbum carrega influências marcantes, como Blind Willie Johnson, Lightnin’ Hopkins, Big Bill Broonzy, Tampa Red, entre outros. Mas não para por aí. “Fui influenciado por outros estilos acústicos como a música caipira e o folk. Não que eu tenha pensado nisso durante o processo de composição, mas tive essa impressão ouvindo o disco depois. Nas instrumentais com o slide, por exemplo, ficou claro a influência do David Gilmour e do Ry Cooder na minha música”, destrincha o músico. Influência da pandemia em Leo Maier Em suma, a sonoridade mais acústica e intimista está relacionada com a pandemia, garante Maier, que escreveu o álbum no segundo mês do isolamento social. “Estava sozinho no meu apartamento expressando meus sentimentos e minhas impressões em forma de música. Lembro de ter pensado em gravar um disco acústico, mas isso era plano para o futuro. A pandemia veio e mudou tudo. Acabei optando por não gravar com a banda em função do distanciamento social e falta de ensaios para essa novas composições. Tive dois músicos convidados apenas: Fernando Santos na gaita e Alexandre Green no piano”. Minimalista, Distant Tones aborda saudade, esperança e solidão. Todavia, para o catarinense, Better Times é o grande retrato do atual momento para ele. “Ela fala da esperança por tempos melhores. Estamos presenciando uma fase complexa e única na história da humanidade e nos perguntamos quando isso vai passar. Nessa letra eu começo com a frase Hey, meu querido(a) amigo(a), logo tudo ficará bem…. Pensei em todas as pessoas aflitas, sem esperança e que estavam se sentindo sozinhas naquele momento. Foi uma forma de comunicar e musicar, mesmo que distante”. Em resumo, Distant Tones conta com dez canções, sendo cinco instrumentais e outras cinco com vocais.

Entrevista | Tom Zé: “Não faço música com facilidade”

Em 1969, o cantor, compositor e arranjador baiano Tom Zé já despertava o interesse do Brasil todo com o seu jeito criativo e inovador. No ano anterior, além de vencer o 4o. Festival de Música Popular Brasileira com a canção São São Paulo Meu Amor, ele marcou presença no icônico álbum Tropicália ou Panis et Circencis, gravado por Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes, além dos poetas Capinam e Torquato Neto, e do maestro Rogério Duprat. Diante de tais acontecimentos, que incluiu ainda o lançamento do seu primeiro álbum solo, a trajetória de Tom Zé estava pavimentada. E foi entre 1969 e 1976 que o artista conseguiu mostrar que era um artista que havia chegado para ficar. Agora, mais de 50 anos depois, Tom Zé tem suas joias sonoras reunidas no álbum Raridades (Warner Music Brasil). Raridades reúne 14 canções dos catálogos dos selos Continental e RGE. Entre os destaques do repertório, estão raras versões alternativas de canções conhecidas de Tom Zé, como Senhor Cidadão e Augusta, Angélica e Consolação, além das músicas que ele gravou para a novela Xeque-Mate, da extinta TV Tupi. “Até pra mim esse disco foi uma verdadeira revelação. O Renato Vieira (jornalista responsável pela curadoria), por sorte, descobriu atos e fatos inumeráveis da minha vida”, comenta Tom Zé, que conversou com A Tribuna por telefone. Relíquias de Tom Zé Entre os achados, o baiano destaca Você Gosta, faixa que abre o álbum, uma parceria com o poeta e compositor gaúcho Hermes Aquino, um raro representante do tropicalismo gaúcho. “O Hermes Aquino fez muito sucesso com uma música chamada Nuvem Passageira, mas naquela época ele morava aqui (São Paulo) e passou um tempo tentando a vida por esses lados”, relembra Tom Zé, ao falar do hit que foi tema da novela O Casarão, da Rede Globo (1976). Outra preciosidade encontrada por Renato, segundo o baiano, foram os arranjos especiais do argentino Hector Lagna Fietta. “O Enrique Lebendiger, da RGE, trouxe o Lagna Fietta, que era um nome forte do bolero e tango. Quando vi esse arranjo fiquei admirado de como ele era bem feito, fácil de cantar. A introdução chamava o cantor a cantar. Eu não tinha hábito de ler arranjos, mas Jeitinho Dela tem isso”, justificou o artista ao falar da terceira faixa do álbum. Durante a nossa conversa, Tom Zé estava empolgado, disposto a fazer um faixa a faixa do disco, tamanha a felicidade com o repertório resgatado por Renato Vieira. Parou assim que o telefone tocou. “Esse telefone tá doido. Preciso até não ser demorado nas respostas porque gosto de contar histórias, mas acaba engavetando e atraso os outros compromissos”, comentou, aos risos. Para resumir o que faltou do álbum, Tom Zé voltou a elogiar a participação de Lagna Fietta. “Quase todos os arranjos foram dele. Ele era um craque de arranjador. Depois, o Lagna Fietta participou das últimas músicas de Vinicius com Toquinho. O Toquinho viu o que ele fez comigo e chamou”. Sem parar Mas enquanto celebra a redescoberta de seus tesouros, Tom Zé também segue ativo no seu processo de criação. Entre lives e conversas com os amigos, diz que segue acordando às 4h da manhã para escrever novas canções. “Sempre trabalhei muito dentro de casa porque não faço música com facilidade. É uma batalha muito grande”. No momento, Tom Zé afirma que tem se dedicado a compor mais faixas para o musical Língua Brasileira, de Felipe Hirsch. “Era um musical sobre meu disco da Tropicália, mas ele viu a música Língua Brasileira (do álbum Imprensa Cantada, de 2003) e disse que queria mudar. Agora estou dia e noite aproveitando a quarentena para fazer músicas que ele vai me passando de diversas possibilidades na peça”.

Entrevista | Rodrigo Santoro – “A preservação vem da admiração e respeito”

Após um ano de espera, desde a estreia nos Estados Unidos, a plataforma de streaming Disney+, enfim, chega ao Brasil. Em sua base, disponível a partir desta terça-feira (17), um grande acervo da Disney, Pixar, National Geographic, Marvel e Star Wars. Uma das estreias é Sobrevoando, da National Geographic, que traz o ator Rodrigo Santoro como dublador. Em resumo, a docu-série explora a geografia, história e cultura de oito regiões deslumbrantes da América Latina vistas de cima, com imagens em alta definição, histórias desconhecidas e curiosidades sobre a diversidade natural e cultura de cada uma das regiões. O ator e dublador Rodrigo Santoro conversou com o Blog n’ Roll sobre a produção, além do desafio de dublar algo tão diferente. No primeiro episódio de Sobrevoando, a Península de Yucatán, que abrange México, Belize e Guatemala, é o destaque. Você chegou a viajar para lá? Eu já estive em uma cidadezinha na Península de Yucatán há uns cinco ou seis anos atrás, talvez mais até. Fiz um filme lá, num lugar que tinha umas locações incríveis, não esqueço. Quando vi o nome do lugar na lista do programa, fiquei bem empolgado. A ideia dessas tomadas aéreas me dá uma dimensão muito interessante do nosso tamanho nesse planeta. Você entende melhor o quão é poderoso, potente, as paisagens, esculturas. É uma união interessante com as paisagens, fauna, flora, vegetação, mas você tem também a cultura, os pescadores, um recorte que mistura de maneira muito feliz essa mistura de história, geografia, costumes, línguas, dá uma noção muito interessante desses lugares. Você vai precisar ir lá para conhecer o lugar, mas é um belo de um teaser. Algo que chama muita a atenção nessa produção é a preservação dos patrimônios históricos e naturais. Visto do alto, isso fica muito mais evidente. É uma questão, felizmente, cada vez mais discutida. Você preservar a biodiversidade é você respeitar todos os mecanismo que favorecem a existência humana. É quase matemática. Se você não preservar… A preservação vem da admiração e respeito. Acho importante despertar, o programa presta esse serviço, ele deslumbra o telespectador, convida a mergulhar nas riquezas desse lugar, logo isso vai gerar uma empatia, admiração para que isso continue existindo. Você tem o hábito de pesquisar bastante sobre os lugares quando realiza suas viagens pessoais ou busca o descanso? Quando viajo para descansar, procuro seguir esse objetivo. Afortunadamente viajo bastante a trabalho. E nunca é só trabalho. Sempre tenho tempo livre e sou essa pessoa que quer conhecer as particularidades históricas, culturais e ter a oportunidade de ter a experiência de estar naquele local. Eu prefiro escolher e conhecer um lugar a fotografar os pontos turísticos. Prefiro ir no boteco e conversar com um local. O artista é um observador de conhecimento. Quais as principais diferenças entre dublar uma docu-série e um personagem de animação, como você fez em Rio e Rio 2? A única semelhança é trabalhar tendo como veículo de expressão apenas a voz. As animações que fiz, por exemplo, participei do começo, quando você é gravado. A animação é feita inspirada nos seus movimentos. Você, em conjunto, cria o personagem. É diferente. Num trabalho de voz over, trazer a voz para narrar um espetáculo, um atrás do outro, riquezas, particularidades,são movimentos que a voz tem que acompanhar. Às vezes é mais intimista, às vezes tem um escopo maior, você estava vendo uma natureza gigante, o mar, o rio que corre, o trabalho é muito guiado pelo o que você está vendo. O personagem é a natureza. Basicamente é uma adequação, deixo que a imagem fale. Não quero impor um ritmo ou uma forma de fazer. Mas teve algum desafio com Sobrevoando? Teve um desafio linguístico. Existem alguns dialetos e tive todo o prazer do mundo de falar. São palavras preservadas, dialetos, relíquias históricas. Muito interessante. Até para falar, o tom da voz muda. Por exemplo, quando vou falar espanhol, um tom de voz é uma, inglês é outro, português idem. A embocadura tem que se adaptar à musicalidade da língua. É o material que manda.