Jurassic World Domínio tem trailer revelado; assista

A Universal Pictures divulgou o primeiro trailer de Jurassic World Domínio, sequência dos filmes Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros e Jurassic World: Reino Ameaçado. O longa tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros em 9 de junho. No trailer, Owen Grady (Chris Pratt) e Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) tentam retomar o controle dos dinossauros, que passam a coexistir com humanos. Jurassic World Domínio acontece quatro anos após a destruição da Isla Nublar e os dinossauros agora vivem – e caçam – ao lado de humanos. Além de Chris Patt e Bryce Dallas Howard, a sequência é estrelada pelos veteranos da franquia original Laura Dern, Sam Neill e Jeff Goldblum, e também Mamoudou Athie, Scott Haze, Dichen Lachman, Daniella Pineda, Campbell Scott, Isabella Sermon, Justice Smith, Omar Sy, DeWanda Wise e BD Wong.

How I Met Your Father estreia em 9 de março no Star+

How I Met Your Father, adaptação de How I Met Your Mother, já tem data de estreia definida no Brasil. A produção estreia seus dois primeiros episódios em 9 de março, exclusivamente no Star+. Em seguida, a cada semana um novo episódio será lançado. Em um futuro próximo, Sophie (Hilary Duff) conta ao filho a história de como conheceu seu pai – uma história que nos leva de volta ao ano de 2021, onde Sophie e seu grupo de amigos estão na época de descobrir quem são, o que querem da vida e como se apaixonar na era dos aplicativos de namoro e das limitadas opções. Escrita por Isaac Aptaker e Elizabeth Barger, How I Met Your Father conta com a produção executiva de Aptaker, Berjer, Carter Bays, Craig Thomas, Pam Fryman e Adam Londy e é produzida pela 20th Television. Composta de dez episódios, a série é estrelada por Hilary Duff, que também atua como produtora, Christopher Lowell, Francia Raisa, Tom Ainsley, Tien Tran, Suraj Sharma com as participações especiais de Kim Cattrall, Daniel Augustin, Ashley Reyes e Josh Peck.

Excluídos lança single “Filhos da Desilusão” e se prepara para novo disco

Nesta quinta-feira (10) chegou em todas as plataformas de streaming o novo single dos Excluídos, Filhos da Desilusão. A canção é a terceiro do próximo trabalho do grupo e, inclusive, leva o nome do próximo disco full da banda. O quarteto, composto por Ronaldo Lopes (vocal e guitarra), André Larcher (guitarra e backing vocals), Caio Klasing (baixo e backing vocals) e Raphael Menuzzo (bateria), apresenta uma de suas composições mais fortes, mantendo a postura da banda de expressar suas opiniões sem medo de julgamentos e com embasamento nas mensagens transmitidas. Em Filhos da Desilusão, os Excluídos conversam com o público, expondo ideias e pontos de vista que mostram os problemas que o neoliberalismo e o sistema capitalista geram nas pessoas, criando questões internas muito complexas. “Essa música fala da crise do capitalismo, que foi vendido como uma ideia boa, como se todos tivéssemos escolhido isso. Ela expõe que o capitalismo não deixa nossa vida bem e isso traz frustração. Isso está criando uma massa de desiludidos e se não tivermos políticas de reparação isso gerará conflitos”, explica Ronaldo. Além de um trabalho primoroso na construção da letra, o novo single mostra o cuidado do grupo na questão musical. Com arranjos instrumentais muito bem trabalhados a música possui o peso e a urgência do punk rock, aliado linhas vocais, de guitarra, baixo e bateria extremamente melodiosas e harmônicas. “Ela é a música mais densa do disco, ela é pesada, é carregada. Não é um tema simples, porque você não está falando do que o neoliberalismo faz com os povos, com o planeta, e sim o que faz comigo, com você, com a sua vida individual”, completa André. Além do lançamento nas plataformas de streaming, o single também ganhou um videoclipe, que será lançado no dia 14 de fevereiro no canal do Youtube da banda. Filhos da Desilusão é o último single que o quarteto lança, antes do disco full, que será estará disponível em março. O show de lançamento do álbum será dia 19 de março, no Hangar 110, em São Paulo.

Goiânia Noise ganha edição online com 20 shows, palestras e oficinas

O Goiânia Noise Festival está de volta! Depois de dois anos suspenso devido à pandemia do coronavírus, o a grande festa do rock independente brasileiro ganha uma edição 100% online, gratuita, e com uma programação que reúne shows, palestras e oficinas. O evento é fruto do apoio do Governo Federal, através da Lei Aldir Blanc, e do Governo de Goiás. A edição online do Goiânia Noise acontece entre os dias 15 e 19 de fevereiro, com transmissão ao vivo pelo canal da Monstro Discos no YouTube. Toda a programação será realizada no Centro Cultural Martim Cererê, sem a presença de público, e transmitida em tempo real. Serão cinco dias de shows, palestras e oficinas e uma programação diversa, com artistas de diferentes linguagens, pesos, estilos e cidades goianas. A programação privilegiou artistas e profissionais locais para apoiar o setor, que foi um dos mais atingidos pela pandemia, com a proibição de eventos durante praticamente dois anos. Na programação musical, os destaques são artistas como Violins, Rollin Chamas, Casa Bizantina, Sunroad, Sheena Ye, The Galo Power, Manaiê, PatOcan, Jukebox from Hell, Kamura e Fred Valle. Nomes do interior também marcam presença com Canto Violado, de Anápolis, Casulo Fantasma, de Uruaçu, e Vulture Bones, de Jataí. Já a programação de formação e qualificação profissional apresenta palestras e workshops, também com profissionais goianos, que abordarão temas como Música e Mercado, Marketing Musical, A Cena Musical Pós Covid, Técnicas de Gravação em Home Studio, Criação de Vídeos para Redes Sociais, e Técnicas e Palco para Shows. Confira abaixo a programação completa do Goiânia Noise Online e acompanhe tudo, de onde quiser, gratuitamente, pelo Youtube da Monstro Discos. Mais informação nas redes sociais da Monstro e do Goiânia Noise Festival. PROGRAMAÇÃO Terça-feira, dia 15/2 16h00 – Palestra: Música e Mercado, com João Lucas (Fósforo Cultural) 18h00 – Oficina: Como gravar seu disco em casa, com Maurício Lavenère 19h30 – Show: Melodizzy 20h30 – Show: Rural Killers 21h30 – Show: PatoCan Quarta-feira, dia 16/2 16h00 – Palestra: Marketing Musical, com Alexandre Ktenas 18h00 – Oficina: Como produzir vídeos para redes sociais e Youtube, com Sandro Almeida (Âncora Filmes) 19h30 – Show: Murder 20h30 – Show: Casa Bizantina 21h30 – Show: Sunroad Quinta-feira, 17/2 16h00 – Palestra: A Cena Musical Pós Covid, com Leo Pinheiro e Leo Bigode 18h00 – Oficina: Técnicas de Palco para um Bom Show, com Leozinho Roadie 19h30 – Show: Underdog Pack 20h30 – Show: Sheena Ye 21h30 – Show: Rollin’ Chamas Sexta-feira, dia 18/2 18h00 – Show: União Clandestina 19h00 – Show: Canto Violado (Anápolis) 20h00 – Show: Manaiê 21h00 – Show: Violins Sábado, dia 19/2 15h00 – Show: Casulo Fantasma (Uruaçu) 16h00 – Show: Vulture Bones (Jataí) 17h00 – Show: Kamura 18h00 – Show: Black Lines 19h00 – Show: Fred Valle 20h00 – Show: Jukebox From Hell 21h00 – Show: The Galo Power

Turnê do A-Ha no Brasil é adiada para julho

A turnê mundial para celebrar o aniversário de 35 anos do álbum de estreia do A-Ha, Hunting High And Low, lançado em 1985, está confirmada no Brasil, mas o público terá que esperar um pouco mais para conferir a banda tocar o histórico álbum ao vivo. Devido ao cenário ainda incerto causado pela atual pandemia, a turnê foi adiada para julho, com shows esgotados em Recife e São Paulo, além dos shows em Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Curitiba, onde ingressos finais ainda estão disponíveis. As novas datas da turnê do A-HA no Brasil serão dia 13 de julho em Recife, no Classic Hall; dia 15 de julho em Salvador, na Arena Fonte Nova; dias 18 e 19 de julho em São Paulo, no Espaço das Américas; dia 21 de julho no Rio de Janeiro, na Qualistage; dia 22 de julho em Belo Horizonte, no Expominas; e dia 25 de julho em Curitiba, no Athletico Paranaense. Considerado um dos mais importantes discos da história da música pop, o álbum, que é tocado integralmente nos shows da turnê, apresentou ao mundo hits atemporais como Take On Me, The Sun Always Shines On TV, Train Of Thought e, claro, Hunting High And Low. Ingressos estão disponíveis no LivePass, e os tíquetes já adquiridos valem para as novas datas, sem necessidade de substituição. Confira as datas abaixo Cidade / Data original / Nova dataRecife / 10 de março / 13 de julhoSalvador / 12 de março / 15 de julhoSão Paulo / 19 de março / 18 de julhoSão Paulo / 20 de marco / 19 de julhoRio de Janeiro / 17 de março / 21 de julhoBelo Horizonte / 16 de março / 22 de julhoCuritiba / 22 de março / 25 de julho

Portugal. The Man está na área com single dançante

O Portugal. The Man está de volta! Nesta quinta-feira (10), o grupo lançou o single What, Me Worry? Produzido por Jeff Bhasker (Harry Styles) e Ryan Tedder (Beyoncé), a faixa marca o primeiro lançamento oficial do super aguardado nono álbum de estúdio da banda de rock, produzido por Bhasker, que estará nas ruas em junho. O energético single chega com um vídeo cinematográfico estrelado pela banda e dirigido por Los Güeyes. No final deste mês a Portugal. The Man fará uma aparição no Jimmy Kimmel Live! (dia 23) para a estreia da faixa na TV. Sobre a inspiração por detrás de What, Me Worry?, o guitarrista e líder da banda John Gourley compartilha: “Enquanto gravava este álbum e aguardava em Los Angeles, nós começamos uma conversa com Jeff Bhasker e Ryan Tedder sobre como nós sentíamos saudade de risadas. Os últimos anos foram marcados pelo esquecimento da diversão no que fazíamos. Nós falamos sobre memórias de infância, sobre rir do mundo e de nós mesmos enquanto folheávamos revistas Mad. Nós esquecemos esses dias e lembramos que todos nós fazemos música. Então pegamos aquela tarde para fazer uma canção sobre isso”. Bitcoin do Portugal. The Man Anteriormente, a banda colocou no ar uma inovadora campanha de pré-save limitada, que recompensa os fãs que fizeram a pré-save de What, Me Worry? com 1 PTM Coin, um tipo de criptomoeda chamada built social token da comunidade da banda. Em parceria com Rally, a banda primeiro lançou as PTM Coin no último semestre – dando aos fãs o acesso a um número exclusivo de regalias e experiências. Assim como um valor em potencial criado pela PTM economy. Junto à estreia da moeda virtual, a banda escreveu um artigo online para a Rolling Stone detalhando as motivações por detrás do desenvolvimento da sua própria carteira de criptomoedas e trocas. Aliás, o novo single chega enquanto a banda do Alaska, agora em Portland se prepara para sua turnê de 34 shows pela América do Norte junto a alt-J, prontos para iniciar no dia 25 de fevereiro com o apoio de Sir Chloe eCherry Glazerr. Por fim, a turnê inclui uma parada no Crypto.com Arena no dia 27 de março, em Los Angeles, bem como um show no lendário Madison Square Garden, em Nova Iorque, no dia 11 de abril.

Foals libera 2AM, segunda prévia do novo álbum; ouça!

O Foals compartilhou seu novo single 2AM, antecipando seu próximo álbum, Life Is Yours, que sai no final desse semestre. 2AM é a segunda faixa do disco lançada, depois de Wake Me Up. 2AM mostra um Foals com uma energia exuberante e grooves dançantes que fizeram My Number e In Degrees favoritos dos fãs, e leva essas características ao limite. Sua euforia é amplificada pelo riff de guitarra característico da banda e, como o título sugere, a contrapõe da instrospecção e melancolia noturna em sua letra. O vocalista Yannis Philippakis diz: “Musicalmente 2AM é uma das canções mais pop que nós já escrevemos. É sobre ciclos repetitivos de comportamentos destrutivos, com os quais eu acho que muitas pessoas podem se identificar, e certamente é uma expressão de algo contra o qual eu luto. Há algo de tão catártico sobre expressar esse sentimento nessa música tão pra cima que tivemos a sensação de alívio e esperança de resolução”. 2AM foi produzido por John Hill (Florence + The Machine) e Dan Carey (Tame Impala), e gravado durante as sessões no Real World Studios, em Bath, e no estúdio no sul de Londres de Carey. Ele então foi mixado por Manny Marroquin (Rihanna). O Foals começou a escrever o álbum em seu estúdio no sul de Londres, no qual ensaiavam durante o opressivo lockdown de inverno de 2020. Eles naturalmente gravitaram para escrever canções com um zelo para o escapismo: energia propulsiva, melodias sonoras e letras líricas que nos transportam para outros tempos e lugares. Não foi apenas um escape para o confinamento do momento, mas também abriu uma janela para o futuro no qual os shows emocionantes poderão mais uma vez virar realidade. Tendo escrito o álbum no inverno frio e inóspito, as canções foram gravadas como uma ambiência para o inverno e o verão. Apropriadamente para um álbum que explora elementos de renascimento, Foals realizou o processo de gravação de uma forma completamente nova. Há diferentes configurações de produção, mixagens e estúdios usadas em cada faixa, um approach com uma coesão criativa criada a partir de diversas vozes colaborativas. A data exata de Life Is Yours será revelada em breve. O álbum vai ser a sequência da ambiciosa escala de Everything Not Saved Will Be Lost. Lançado em duas partes em 2019, ele levou o Foals a novas alturas, como serem nomeados ao primeiro lugar entre os álbuns no Reino Unido e ganharem o BRIT Award como Melhor Grupo. Depois de tocar em alguns lugares no último ano, incluindo o headline do All Points East, a banda este ano faz seu super aguardado retorno à estrada. Sua programação de shows no Reino Unido em abril e maio incluem uma série de quatro noites no Olympia, em Londres, enquanto sua agenda de verão vai tomando forma. Edimburgo, Newcastle, Brighton, Blackpool, Manchester, Glasgow, Leeds e Dublin são algumas das cidades que receberão o Foals.

Entrevista | Sticky Fingers – “Esse álbum é o reflexo do que passamos na época”

A banda australiana Sticky Fingers prepara o lançamento do seu quinto álbum de estúdio, Lekkerboy. Até o momento, cinco canções foram reveladas, incluindo a faixa-título, último lançamento. O baterista brasileiro Beaker Best e o tecladista Freddy Crabs conversaram com o Blog n’ Roll sobre o disco, cena roqueira da Austrália e álbuns que impactaram os integrantes da Sticky Fingers. Tivemos cinco singles divulgados até o momento do novo álbum do Sticky Fingers. As faixas trazem algumas reflexões, seja pelo lado da saúde ou das relações pessoais. O que mais pesou nas influências dessas composições? CRABS: Eu acho que esse álbum é um mix de tudo. O último álbum foi um pouco mais reflexivo e sólido. Este último tentamos fazer mais inspirador a ainda sim refletindo no que estávamos fazendo enquanto estávamos criando esse álbum. Dylan não estava bem, Paddy estava superando sua doença mental também. Tinha muita coisa acontecendo, mas também tinha muito crescimento e positividade. BEAKER: Nós conseguimos superar tudo isso, estamos vivos! CRABS: Respondendo sua pergunta, esse álbum é o reflexo do que passamos na época, é um mix disso. Ainda estamos passando por muita coisa, mas vamos superar isso. E fazer o mundo brilhar um pouco. A música Lekkerboy reflete bastante do Dylan. Lekker significa saboroso, legal, em holandês e sul-africano… Reflete nos momentos difíceis, mas mostrando um lado positivo, porque é tudo que você tem. Senão você não consegue. Dylan ganhou uma tatuagem na barriga escrita “Lekker” em uma de nossas tours. BEAKER: Nós viajamos para a Europa e o Dylan estava com um passaporte vencido. Não sei nem como deixaram ele entrar no avião. E sei lá, ele falou que iria voar de volta para a Austrália. Então, em Abu Dhabi, ele pegou um voo para Amsterdã e sumiu por quatro dias. E ele voltou e estava com essa tatuagem. Na hora eu olhei e pensei o que é isso? Mas hoje é uma das minhas tatuagens preferidas. Falando sobre o processo de criação de Lekkerboy, como foi gravar esse álbum em meio a tantas incertezas impostas pela pandemia? BEAKER: Acho que a razão por termos feito tantas músicas foi porque ficamos sem fazer shows. Sidney estava em lockdown. Então nós fomos para a casa dele todos os finais de semana na maior parte do ano. Ficamos juntos escrevendo, sendo positivos e isso foi muito bom… acho que conseguimos 17 músicas naquele momento. CRABS: E a música Lekkerboy foi escrita um pouco diferente, com um pouco mais de trap e bateria, mas também umas batidas…. nós sampleamos a canção enquanto o Bekear fazia a parada dele com a bateria… Nós não roubamos, nós fizemos do nosso jeito (risos). Mas é uma letra escrita pelo Dylon e Paddy. É uma grande balada… O Therasus que é um grande amigo nosso produziu esse disco, que também trabalhou pesado nessa letra e acho que eles terminaram em um dia. E é uma letra tão pesada…não tem parada e batida o tempo todo. Nos últimos anos temos observado um número grande de bandas boas da Austrália. Vocês observam isso também? Ou sempre foi forte assim, mas talvez não tivesse o alcance em outros países, como o Brasil? CRABS: Depende de quais bandas você está falando (risos). Acho que a cada ano algumas bandas australianas conseguem chegar lá. E as que não chegam lá são as que nós amamos, como Royal Headache. BEAKER: Tem algumas bandas aqui na Austrália que tentam fazer o que fazemos. Uma vez que você conhece uma, você conhece todas. Mas eles não são tão bons quanto nós (risos). Eles nos copiam (risos). Qualquer banda grande na Austrália que aparece nos copia (risos). Nós somos os melhores (risos). CRABS: E essas bandas se tornam grandes, mas todas vão para a América. E uma vez que você está na América, consegue suas mansões e não são mais australianas… estamos brincando (risos). É legal ver bandas australianas no exterior. Chegar na América do Sul por algum motivo é difícil para as bandas australianas, mas nós continuamos insistindo. De tempos em tempos, aparecem “salvadores” do rock com uma receita mágica de misturar ritmos que promete colocar o gênero no topo das vendas e streams. Como vocês veem isso? CRAB: Eu não acho que nenhum gênero sobrevive em sua forma pura. Mesmo se você pegar o hip hop, você tem que evoluir. Tem muito hip hop que amamos que não está mais nas paradas, assim como o rock. Como você mencionou, tem que continuar evoluindo. E por evoluir, misturar com outros estilos. Eu sinto que não é mais rock, é alguma outra coisa. Você pode homenagear os grandes e quem te influenciou que acho que é bom e legal. Um bom exemplo é se você olhar quando nós começamos, na garagem do Beaker, da sua mãe brasileira, nós começamos a tocar reggae, como garotos brancos tocando reggae, soando muito mal. E isso éramos nós tentando tocar o reggae tradicional. Posteriormente, quando começamos a tocar do nosso jeito, começamos a criar um som que as pessoas começaram a gostar. E as pessoas falavam: volta lá e toca o reggae de vocês. Nem acho que nós tocamos reggae, nós tocamos nossa interpretação disso. Mesmo com o rock… As pessoas nos classificam como uma banda de rock. Só que nós não nos consideramos uma banda de rock. É uma mistura de tudo. Não sei se o rock purista deveria sobreviver, talvez eles devessem aceitar o que já foi feito e agradecer por isso. Continuar ouvindo isso ou se abrir para os novos sons. Para encerrar gostaria que vocês me falassem três álbuns que impactaram suas vidas como artista. BEAKER: O que você acha de Sublime? CRAB: Sim, foi uma grande influência. Eu diria também Chillis (Red Hot Chilli Peppers), diria que Blood Sugar e Californication foram grandes influências. Principalmente para o Seamus (guitarrista). Ele ouvia muito o estilo do John Frusciante. E diria também todos os álbuns do Oasis. Os Stone Roses, primeiro álbum… Bob Marley… essas influências do britpop até o

Fantastic Negrito anuncia White Jesus Black Problems; ouça primeiro single

O cantor, compositor, músico e ativista Fantastic Negrito anunciou seu projeto mais ambicioso até hoje, White Jesus Black Problems, que será lançado em 3 de junho através de sua própria gravadora, Storefront Records. Para acompanhar o álbum de estúdio, Fantastic Negrito criou um filme completo para a música. White Jesus Black Problems foi escrito, gravado e filmado em Oakland, onde o artista cresceu e atualmente reside. O trabalho multimídia é baseado na história real da sétima geração da avó escocesa branca de Negrito (Vovó Gallamore), uma serva contratada, vivendo em um casamento de direito comum com seu avô escravizado afro-americano de sétima geração (Vovô Courage); desafiando abertamente as leis racistas e separatistas da Virgínia colonial da década de 1750. O primeiro single oficial do álbum e do filme, Highest Bidder, é uma confluência de muitas coisas, abordando temas de racismo, capitalismo e o próprio significado da liberdade em si de maneira provocativa. Variando de ritmos africanos a Delta blues, a nova faixa atravessa gêneros, enquanto examina o funcionamento interno da sociedade, onde tudo e qualquer coisa está à venda. O videoclipe segue Fantastic Negrito – vestindo uma de suas roupas excêntricas de assinatura – enquanto ele exibe os desejos da natureza humana e o que as pessoas pagarão para adquiri-los; sejam os melhores carros, as melhores armas, a melhor comida, os melhores servos ou o melhor sexo, tudo vai para o “maior lance”. “Essa música é tão verdadeira hoje como sempre foi. Os egípcios, os persas, os gregos, os romanos, os americanos, tudo vai para o maior lance. É a natureza humana. As pessoas sempre querem ter o melhor.” Ele continua dizendo: “Tudo se baseia em extrair o máximo das outras pessoas pelo mínimo. Neste país, adoramos bilionários, enquanto partes de algumas cidades se parecem com o que chamamos de terceiro mundo. Estou tentando transmitir o que vejo quando ando pela rua aqui em Oakland.” Ao longo de pouco mais de um ano, Negrito escreveu quase 50 faixas inspiradas em Gallamore e Vovô Courage, eventualmente reduzindo a coleção a uma mistura de 13 músicas e interlúdios que capturaram a luta e o triunfo da história do casal. Pela primeira vez, ele gravou o núcleo de cada música ao vivo no estúdio com seu baterista, James Small (que também interpreta Vovô Courage no filme), antes de mais tarde acrescentar camadas com instrumentos adicionais por conta própria e trazer colaboradores externos como o baixista Cornelius Mims, o guitarrista Masa Kohama, o tecladista Lionel LJ Holoman e a violoncelista Mia Pixley.