Caetano Veloso lança vídeo da música Não Vou Deixar, do álbum Meu Coco

Caetano Veloso lançou, na última quinta-feira (28), o vídeo da canção Não Vou Deixar. Minimalista, o audiovisual traz a poderosa mensagem da música mais diretamente política de Meu Coco. O vídeo de Não Vou Deixar, que é uma das favoritas de Caetano, do novo álbum, foca apenas nas expressões faciais e movimentos do artista. “Com célula de base de rap criada no piano por Lucas e letra de rejeição da opressão política escrita em tom de conversa amorosa”. Em síntese, é assim que Caetano descreve a música. Aliás, completa: “Chegou a ser minha preferida, tanto por sua inventividade, quanto por seu potencial pop”. Não coincidentemente, o vídeo da canção chega exatamente três anos após o resultado das últimas eleições presidenciais. “O presidente que nós temos é o pior que poderíamos imaginar. Mas ele é parte da câimbra que nosso corpo histórico-social sofre. ´Não vou deixar´ é o que diz a voz de pessoas como Fernanda Montenegro”, finaliza. Um dos maiores nomes da cultura nacional, Caetano Veloso lançou, no último dia 21, o álbum Meu Coco, com 11 músicas, entre nove inéditas e duas regravações. Depois de quase dez anos do seu último disco solo de estúdio, ele retornou com o projeto que apresentou o que se passa em sua cabeça.
Jack White em dose dupla de Taking Me Back

O guitarrista Jack White retornou com suas primeiras faixas inéditas desde o álbum Boarding House Reach (2018). Antecipada em um trailer para o jogo Call of Duty: Vanguard, Taking Me Back traz o rock enérgico, hipnotizante e guiado por riffs blueseiros que se tornaram marca do artista. O lado B é uma versão intimista da faixa intitulada, de modo preciso, Taking Me Back (Gently). O single duplo é um lançamento da Third Man Records disponível em todas as plataformas de música e ganha vídeos no canal oficial de White no YouTube. Um dos artistas mais inquietos dos últimos 25 anos e vencedor de 12 Grammys, Jack White se tornou um ícone. Em resumo, ele se tornou um novo modelo de rockstar para o século 21. Aliás, foi assim com seu projeto solo, com o The White Stripes, The Dead Weather e The Raconteurs. Guitarrista com sonoridade icônica, White une os tons do rock de garagem com o espírito do começo do blues. Suas melodias são entoadas em coro tanto nos principais festivais de música quanto em estádios esportivos como cântico de torcida. Fundada por White em 2001 e baseada em Detroit, a Third Man Records se consolidou como um sinônimo de inovação e bom gosto ao buscar alternativas para experiências exclusivas e analógicas em um meio digital.
Midnight Oil retorna com recado urgente para COP26: “Rising Seas”

Every child put down your toys and come inside to sleep / We have to look you in the eye and say we sold you cheap / Let’s confess we did not act with serious urgency / So open up the floodgates to the Rising Seas Trecho de Rising Seas, do Midnight Oil Esta é a abertura do provocativo single do Midnight Oil, que chega às vésperas da conferência crucial das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), da próxima semana. Os mantos de gelo estão derretendo com o ‘aumento da temperatura’ e, ainda assim, a Austrália está arrastando a cadeia global para uma ação real sobre metas significativas de emissão de carbono. A canção intransigente adiciona a voz da banda à bilhões de outras do mundo que buscam um futuro seguro e habitável para o planeta. Rising Seas continua uma história de orgulho de “campanha” de hinos do Oil – desde US Forces e Blue Sky Mine, até a recente Gadigal Land. A música também é a primeira amostra de um novo álbum de estúdio do Midnight Oil, que foi criado ao mesmo tempo que seu colaborativo Makarrata Project, que recentemente recebeu cinco indicações ao prêmio ARIA. Ambos os lançamentos foram gravados antes do covid com os agora falecidos baixista Bones Hillman e o produtor Warne Livesey. Rising Seas antecipa álbum atrasado Este novo LP deveria ter sido lançado no início deste mês, mas estreará no início do próximo ano. Em resumo, quando poderá ser acompanhado por shows ao vivo, incluindo uma aparição no Bluesfest, na Páscoa. No entanto, a banda decidiu lançar essa única música agora, dada sua relevância particular, na véspera da importante reunião em Glasgow. “Nós queremos muito lançar Rising Seas desde que começamos a criá-la, há dois anos”, explica o guitarrista e compositor Jim Moginie. “A crise climática exige um verdadeiro senso de urgência, então decidimos não esperar mais para compartilhá-la”. “O primeiro-ministro está brincando enquanto a Austrália literalmente arde. Scott Morrison pode ter aceitado relutantemente as emissões líquidas zero até 2050, mas isso está longe de ser o suficiente. Parar de utilizar carvão ou gás e um plano claro para reduzir a poluição de carbono em pelo menos 65% abaixo dos níveis de 2010 até 2030 é urgentemente necessário”, disse o vocalista do Midnight Oil, Peter Garrett. Rising Seas chega acompanhado por um vídeo intransigente com imagens colhidas de recentes campanhas climáticas e uma performance dinâmica da Midnight Oil. A obra de arte impressionante do single é do aclamado artista espanhol Juanjo Gasull. O vídeo foi filmado em Sydney, em setembro, e é dirigido por Cameron March, do Hype Republic, com Mac De Souza como produtor executivo. O clipe apresenta imagens incríveis fornecidas pelo Greenpeace.
Spoon anuncia álbum Lucifer on the Sofa; ouça primeiro single

O décimo álbum do Spoon, Lucifer on the Sofa, ganhou data de lançamento: 11 de fevereiro de 2022 via Matador Records. Em resumo, feito no Texas, é o primeiro conjunto de canções que o quinteto gravou em sua cidade natal, Austin, em mais de uma década. O álbum engarrafa a emoção física de uma banda destruindo uma sala lotada. Contudo, é um álbum de intensidade e intimidade, onde os contornos mais ásperos da música parecem tão vívidos quanto às direções murmuradas silenciosamente no microfone na primeira tomada. De acordo com o vocalista Britt Daniel, “é o som do rock clássico escrito por um cara que nunca entendeu Eric Clapton”. Nesta sexta-feira (29), a banda lançou o primeiro single, The Hardest Cut. Aliás, pesada e ancorada por guitarras desafinadas, The Hardest Cut foi a primeira música escrita por Daniel, que co-escreveu com Alex Fischel, para o novo álbum. “Passei boa parte de 2018 e 2019 ouvindo ZZ Top”, explica Daniel. Por fim, a arte do álbum foi criada pelo renomado artista Edel Rodriguez, lindamente apresentada em um formato de vinil que será apresentado em várias variantes de cores, incluindo um padrão exclusivo opaco laranja e preto disponível no site da banda ou da gravadora. Lucifer on the Sofa tracklist 1. Held2. The Hardest Cut3. The Devil & Mister Jones4. Wild5. My Babe6. Feels Alright7. On The Radio8. Astral Jacket9. Satellite10. Lucifer On The Sofa
Chucky | Confira 12 curiosidades sobre a franquia Brinquedo Assassino

O Brinquedo Assassino mais famoso de todos os tempos chegará ao Star+ nesta quarta-feira (27) com a estreia exclusiva de Chucky, a nova série inspirada na icônica franquia cinematográfica de mesmo nome é desenvolvida, escrita e produzida por Don Mancini, criador da saga Chucky. Chucky é um dos vilões mais aterrorizantes e icônicos da telona. O boneco ruivo possuído pela alma do serial killer Charles Lee Ray, entrou na cultura pop em 1988 com a estreia de Brinquedo Assassino. A partir de então, a franquia teve seis sequências, todas escritas por Mancini. Veja abaixo 12 curiosidades sobre a franquia 1. Don escreveu Brinquedo Assassino quando ainda estava na escola de cinema da UCLA. O projeto original era diferente do que apareceu nas telas; 2. A perspectiva do vudu e canto de Damballa não estavam no roteiro original de Brinquedo Assassino, mas foram acrescentados mais tarde. 3. O nome Charles Lee Ray é um combinação dos nomes Charles Manson, o líder criminoso e cérebro por trás de diversos assassinatos cometidos durante 1959, Lee Harvey Oswald, o homem acusado de assassinar o presidente americano John F. Kennedy em 1963 e James Earl Ray, o homem que matou Martin Luther King em 1968. 4. No roteiro original de Brinquedo Assassino, Andy faz um pacto de sangue com o boneco Chucky, e é por isso que o roteiro foi intitulado originalmente de Blood Buddy (Amigo de Sangue). Outro título provisório foi Batteries Not Included (Não Inclui Baterias). 5. O slogan de Brinquedo Assassino 3, “Olha quem está à espreita”, foi inspirado no filme Olha Quem está Falando de 1989. 6. A Noiva de Chucky é o primeiro filme que nunca menciona a Play Pals, para mostrar que os filmes estão se afastando de seus comentários sobre a comercialização. 7. Segundo relatos, a cena da banheira em A Noiva de Chucky estava no rascunho original do roteiro de Mancini para Brinquedo Assassino, que é como a babá de Andy estava destinada a morrer pela primeira vez. 8. A Noiva de Chucky (1998) foi o filme da franquia com maior bilheteria até aquele momento na história do título. 9. A Semente de Chucky foi o primeiro filme de Chucky no qual Mancini atuou também na direção. 10. Inicialmente, Mancini queria Quentin Tarantino como o diretor de Semente de Chucky. 11. Em A Maldição de Chucky, Charles Lee Ray usa o mesmo estilo de faca que Chucky usa no primeiro filme. 12. Ao final de O Culto de Chucky, Nica caminha com Tiffany em uma homenagem ao filme com Jennifer Tilly, Ligadas Pelo Desejo (Bound). Chucky, a nova série exclusiva do Star+, chega nesta quarta-feira (27) com um episódio duplo e depois, toda quarta-feira, estreia um episódio inédito somente no Star+. Sinopse de Chucky A série conta com oito episódios de uma hora e foi desenvolvida, escrita e produzida por Don Mancini, criador da saga Chucky. A nova história se passa em uma tranquila cidade americana, onde o adolescente Jake Wheeler (Zachary Arthur) descobre um boneco antigo de Good Guy em uma venda de garagem. A partir de então, a vida no agradável subúrbio se transforma em um inferno, quando uma onda de assassinatos arrepiantes começam a revelar os segredos mais profundos e sombrios de todos. Enquanto Chucky (Brad Dourif) desencadeia o caos, rostos familiares de seu passado retornam e ameaçam revelar suas origens obscuras como um menino aparentemente comum que, de alguma forma, tornou-se o lendário boneco assassino. Completam o elenco da série Björgvin Arnarson (Devon), Alyvia Alyn Lind (Lexy), Teo Briones (Junior), Devon Sawas (Logan), Jennifer Tilly (Tiffany Valentine), Fiona Dourif (Nica/ Charles jovem) e Christine Elise McCarthy (Kyle).
Entrevista | Alice Merton – “Aprendi com a música a não me pressionar tanto”

O início da carreira da cantora alemã Alice Merton foi arrasador. Em pouco mais de cinco anos de estrada, ela já acumula mais de 650 milhões de streams, um mega hit, além de uma temporada vitoriosa como treinador na edição alemã do The Voice. No entanto, a autora de No Roots não vai parar aí. Quase três após seu disco de estreia, Mint, Alice Merton já prepara o sucessor, ainda sem nome, mas com três singles incríveis: Vertigo, Hero e Island. Em entrevista ao Blog n’ Roll, via Zoom, Alice Merton revelou que não se sente pressionada para lançar algo tão estrondoso como o seu primeiro álbum. “Só quero conectar pessoas e sentimentos”, resume. Confira abaixo a nossa entrevista com Alice Merton. Vertigo, Hero e Island são ótimas amostras de sua nova fase. Elas compõem um álbum cheio? Sim, elas são parte de um álbum que está chegando. Não posso dizer exatamente quando esse álbum chega, mas deve vir no começo de 2022. E os fãs podem esperar várias partes diferentes de mim. Decidi que gostaria de trabalhar com vários produtores nesse álbum, então sinto que ele consegue ser colorido e obscuro. Não posso dizer que é só um álbum divertido, porque todos nós passamos por momentos muito complicados nos últimos anos, então isso acabou refletido no álbum. Hero parece autobiográfica. Ela tem a ver com sua jornada nos últimos meses? Absolutamente. Tudo que você ouvir ou sentir desse álbum vem de alguma parte de mim, porque fui a única que escreveu as letras. Todas as músicas representam algum sentimento que tive neste ano ou no ano passado. E foi uma jornada interessante fazer isso. A pandemia atrapalhou de alguma forma a gravação do álbum? Na verdade, no começo de 2020 eu queria ir para os EUA para trabalhar com esses produtores, porque moro na Europa, e todos estavam lá. Mas a covid chegou e mudou todos os meus planos. Então, encontrei produtores em Berlim que já tinham trabalhado comigo. E foi ótimo trabalhar com eles. Me diverti muito. O que você trouxe de inspiração para essa sonoridade tão distinta entre seus singles? Ouço muita música, para ser honesta. Mas, na realidade, tento me deixar inspirar pela visão dos produtores e pelo que sinto no momento também. Todo sentimento que tenho, tento colocar em palavras ou em música. E dependendo do sentimento, é assim que a música vai sair. Então, acho que vai muito da mágica do momento. Deixo o sentimento me levar. Como está sua expectativa para a volta aos palcos? Vertigo tem tudo para ser muito grandiosa nos shows. Nós já temos alguns shows na Alemanha neste ano. E sobre Vertigo, não sabia onde colocá-la no começo, porque é uma música vocalmente muito difícil de se cantar. Quando a canto, minha garganta fica um pouco cansada. Por isso pensei em colocá-la no meio do show. Sabe aquele momento que a empolgação diminui um pouco e até os fãs podem respirar um pouco? É antes desse momento que Vertigo vai entrar. Vertigo também chegou com uma produção audiovisual incrível. Queria que você falasse um pouco como foi essa gravação. O vídeo foi muito divertido de se fazer. Fiz com uma diretora que já conhecia e amava o estilo. Só expliquei o que queria e como me sentia, e ela trouxe ótimas ideias. Foi muito divertido e confortável trabalhar com ela. E tivemos um vídeo bem legal como resultado. Island veio como b-side de Hero. Apesar da sonoridade distinta, você acredita que elas conversam entre si? Acho que de vez em quando é legal quebrar essa estrutura de ter um single e pronto. As duas músicas significam muito para mim de formas bastante diferentes. Por isso o conceito de b-side. São músicas bem diferentes, mas que pertencem uma a outra. Mint, seu primeiro álbum de estúdio, foi um sucesso imenso. Você se sente pressionada para manter o sucesso comercial? Estou indo com o flow. Se tem uma coisa que aprendi com a música é não se pressionar tanto. Você pode contratar os melhores produtores do mundo, mas não é isso que vim para fazer. Não penso em fazer o melhor álbum do mundo, mas penso em fazer o melhor álbum para mim, o mais honesto. E é assim que gosto de fazer música. Minha intenção é fazer com que as pessoas criem alguma relação com as canções, que elas sintam um pouco do que me inspirou em cada uma. Tentei me distanciar daquele ‘você tem que ser a melhor e tem que ser única’. O primeiro álbum saiu só com as coisas que vieram de mim, então busquei produtores diferentes para explorar coisas que poderiam surgir de diferente e trazer naturalmente a inspiração. É isso que tenho feito. Só quero que as pessoas entendam e curtam o álbum. Nunca foi meu objetivo ter o melhor álbum do mundo, só quero conectar pessoas e sentimentos. No Roots foi o single responsável pelo sucesso de Mint. Como é a sua relação com a música? Está cansada de cantar nos shows? Tenho uma relação muito boa com as minhas músicas, especialmente com No Roots, porque essa música foi um ‘chute na porta’. Me abriu muitas portas e me ajudou a tocar nos mais diferentes lugares. Aliás, me dói muito não ter conseguido ir ao Brasil ainda, porque sei que a música foi grande aí, e nunca tive a chance de tocá-la para o público por aí. É surreal, porque eu adoraria estar no Brasil e ouvir minha música na rádio. Espero ir em 2022 ou 2023. Sou muito grata por essa música. Música é minha paixão, e espero poder tocar cada vez mais e compor cada vez mais para que as pessoas possam se relacionar de alguma forma. Você nasceu na Alemanha, tem nacionalidade canadense e inglesa, além de ter morado em vários lugares. Isso de alguma forma impacta no seu trabalho? Acho que me deixou mais aberta a conhecer e conversar com pessoas novas. Tenho morais fortes e uma ideia de
Mariana Aydar e MC Tha são as atrações da semana no Sesc Santos

A semana promete ser quente no Teatro do Sesc Santos. Dois grandes shows foram agendados para o fim de semana: Mariana Aydar e MC Tha. As apresentações acontecem sexta e sábado, às 20h, respectivamente. Os ingressos começam a ser vendidos pelo site nesta terça-feira (26), às 14h. A venda presencial tem início na quarta-feira (27), das 14h às 20h, na bilheteria do Sesc Santos. Os valores variam entre R$ 20,00 e R$ 40,00. Mariana Aydar “Na veia nordestina, eu tenho a minha visão / Carrego emprestada a força dosertão…”, é assim que a cantora e compositora paulistana, Mariana Aydar, resgata sua história com a música nordestina, recomeçando o que nunca teve um fim. Nesse show, Mariana apresenta seu mais recente disco, Veia Nordestina, lançado pelo pelo selo Natura Musical em três EPs de streaming ao longo de 2019 e formando um disco físico no final do ano. O repertório do show é composto por músicas de autoria própria e de compositores contemporâneos que integram o disco, como Isabela Moraes, Duani e Juliana Strassacapa. Nessa volta ao forró, Mariana também relembra os clássicos do repertório de seu mestre e amigo Dominguinhos que fazem parte de suas regravações como Te Faço um Cafuné e Preciso do Teu Sorriso além de outros sucessos do balaio forrozeiro como Feira de Mangaio, Forró do Xenhenhém e Frevo Mulher. “O forró pra mim é um modo de vida. Minha primeira banda profissional (Caruá) foi de forró, meus primeiros vinis, meu primeiro beijo, minha filha é fruto do forró e agora, finalmente, nasce o meu primeiro disco de forró, um forró feito do meu jeito”, diz Mariana. No palco, com cenário e figurino ilustrados pelas artes da capa do disco, assinadas pela recifense Dani Acioli, Mariana é acompanhada por Cosme Vieira na sanfona, Feeh Silva na zabumba, Bruno Marques na MPC e SPD, Rafa Moraes na guitarra, Magno Vito no baixo e synth bass. MC Tha Thais Dayane da Silva, conhecida como MC Tha, nasceu em 1993 em Cidade Tiradentes, extremo leste de SP, onde também foi criada. Lá foi o primeiro bairro da capital a receber o funk vindo do Rio e da Baixada Santista, em meados dos anos 2000. Num universo dominado pela figura masculina, aos 15 anos, por influência de amigos, iniciou a sua jornada como MC, sendo a primeira mulher de seu bairro a compor e cantar nos bailes funk que aconteciam nas comunidades. Os temas de suas letras sempre foram diversos, como são até hoje: questões sociais, políticas, espirituais e emocionais. Em 2011, ao ingressar numa faculdade e passar a trabalhar com projeto social e cultural, MC Tha, com 18 anos na época, deixa a carreira musical em segundo plano e só retoma com força total em 2014, com o single e clipe de “Olha Quem Chegou”, produzido por Jaloo. Posteriormente, em 2015, lança Pra Você, produzido pelo DJ Tide em parceria com o selo Funk na Caixa. Em 2016, o single Bonde da Pantera, produzido por Omulu e King Doudou, sai através do selo alemão Man Recordings. O relançamento da música em 2017, dessa vez com clipe, afirma de vez seu lugar na cena pop alternativa. Em 2018, lança mais um single. Valente, produzido por Pedrowl, se torna um dos seus maiores sucessos, com seu clipe batendo mais de 1 milhão de visualizações no YouTube. No mesmo ano, lançou Céu Azul, faixa composta por Thaque e que faz parte do álbum “ft”, de Jaloo.
Marcão e Thiago Castanho desistem de turnê e anunciam celebração como C. Brown Jr.

Ex-membros da banda santista Charlie Brown Jr., Marcão Britto e Thiago Castanho anunciaram neste domingo (24) que não irão fazer parte da turnê anunciada em fevereiro deste ano. Os motivos, segundo a publicação feita no Instagram de Marcão, foram a discordância com as atitudes do filho de Chorão, Alexandre, e a falta de transparência acerca dos negócios. De acordo com Marcão, várias transações foram realizadas sem o conhecimento dos membros. “Infelizmente o ego, a vaidade e a ganância falaram mais alto que uma parceria coerente e honesta, fazendo com que a gente tome a decisão de nos desligar da tour anunciada e qualquer outro projeto que esteja vinculado ao Alexandre, filho do Chorão, e suas empresas”, afirmou Marcão. A turnê anunciada em fevereiro envolveria os dois membros, Pinguim, Heitor, Graveto e Egypcio em uma homenagem a Chorão e Champignon, ambos falecidos em 2013. Os músicos anunciaram, no entanto, que irão sair na estrada em 2022 com uma turnê de celebração de 30 anos de carreira, com o nome “C. Brown Jr.” (o nome foi alterado por motivos legais). “Juntos com vocês, que são os que nos movem, e com todo respeito que temos aos nossos brothers que não estão mais aqui com a gente, vamos manter vivo esse legado… e dessa vez deixa a história ser contada por quem realmente viveu ela!!!”, finaliza o músico. Leia o post na íntegra: View this post on Instagram Uma publicação compartilhada por Marco Britto Cbjr (@marcaobritto)
Uma homenagem aos que se foram: Stefanie libera novo single e clipe, “Coroa de Flores”

“Aos que se foram, saudações”, começa Gigante no Mic em Coroa de Flores, novo single da rapper Stefanie, no qual ele participa dividindo os versos e os adeuses a tantos que nos deixaram durante a pandemia. Esta nova colaboração do casal de MCs vem para lavar a alma dos artistas depois de perdas pessoais, fazendo do luto um punhado de rimas de arrancar lágrimas, expressando a dor coletiva e a dor singular de ver um dos seus partir. Impactada pela morte de seu mentor no hip hop, Enézimo (Eneas Carvalho), vitimado pela covid em dezembro de 2020, Stefanie escreveu Coroa de Flores para superar a tristeza e depois deixá-la ir embora, ficando na memória ‘um tempo bom que não volta nunca mais’. As ideias da nova música estavam sendo processadas quando a família perdeu também o pai de Gigante, lembrado por ele com devoção na letra, além de sua avó, falecida um pouco antes. Com motivos de sobra para compor, a parceria destes dois timbres graves se encontram com força e sentimento, traduzindo uma dor inevitável sem floreios. Coroa de Flores tem dois momentos e o beat, uma coprodução de Grou e Nave, vai pontuando cada clima da mensagem musical. A primeira parte tem uma batida lenta, nostálgica e trata especificamente da morte e da sensação de ausência. Na virada do beat, o grave vem com destaque, numa referência mais gangsta, que dá o peso de ouvir a bronca que segue nos versos, um puxão de orelha em que os MCs tratam do valor da vida. A música é acompanhada de videoclipe, uma produção que aproveita a dualidade do beat para mostrar, visualmente, os paralelos entre o espírito e o plano físico. As cenas foram gravadas no Jardim Botânico, em São Paulo, e contam com a participação mais do que especial de Arnaldo Tifú e Insan Diego que, além de amigos pessoais de Stefanie e Gigante, são padrinhos de seus dois filhos e também fizeram parte da equipe técnica durante as gravações.