Paira lança EP01 com show no Bar Alto; Mundo Video abre

Duas novidades no cenário musical que fazem parte do casting da Balaclava Records, Paira e Mundo Video se apresentam pela primeira vez no palco do Bar Alto neste domingo (23), a partir das 17 horas. Os ingressos custam R$ 30 (antecipado) e R$ 40 (porta – sujeito à disponibilidade) e já estão à venda online. O duo mineiro Paira faz show de lançamento de seu primeiro trabalho intitulado EP01, recém lançado e que vem recebendo boas críticas musicais. A banda belo-horizontina de alt-rock eletrônico formada por André Pádua e Clara Borges apresenta uma extensa gama de influências, misturando guitarras ora agressivas, ora doces, com ritmos que vão de Drum & Bass e Breakcore eletrizantes até calmos e sonhadores breaks Downtempo com requintes de UK Garage. “No show a gente pega e expande os sons do EP01. Além de material novo, temos arranjos estendidos e/ou alterados especialmente pro ao vivo. Gui fica comandando os samples, efeitos, baterias e synths tipo o Jamie XX atrás da gente, e eu e Clara tocamos guitarras e cantamos (às vezes gritamos também)”, comenta André. Enquanto Clara complementa: “Passamos o último mês trabalhando e ensaiando sem parar pra ficar o show mais bonito possível.” A abertura da noite fica por conta da dupla carioca Gael Sonkin e Vitor Terra, que forma o Mundo Video, com suas composições bem-humoradas e que traz no repertório os últimos singles lançados, Charada e o recente Festa no Além!, além de músicas de seu primeiro EP e quem sabe novidades do novo EP previsto para muito breve pelo selo paulistano. Serviço Paira lança EP01 no Bar Alto Abertura de Mundo Video 23 de junho – domingo abertura da casa – 16h shows a partir das 17h Vendas online R$ 30 (antecipado) e R$ 40 (na porta) Rua Aspicuelta, 194 – Vila Madalena
Belli disponibiliza o EP Repete; ouça!

A cantora e compositora Belli disponibilizou em todas as plataformas de streaming o EP Repete. Com as faixas Repete e Dopamina, o trabalho dá o pontapé inicial em uma nova fase da carreira de Belli. O EP é uma amostra do primeiro álbum solo da cantora catarinense, que tem lançamento previsto para o segundo semestre. Dona de uma voz potente e afinada, Belli mostra toda sua versatilidade como artista e apresenta um pop radiofônico com pitadas de trap, funk, R&B, influências de grandes divas do pop nacional e internacional como: Ariana Grande, uma de suas maiores referências, Luísa Sonza, Ludmilla e Gloria Groove. A produção musical e os arranjos de Repete e Dopamina, ficaram a cargo de ÉoCross. O lançamento do EP chega acompanhado do clipe de Repete que estará disponível no canal oficial do YouTube na sexta-feira (21) às 12h.
Francisco, el Hombre coroa o ciclo de 11 anos com o longa Hasta El Final

Na literatura e na dramaturgia, as histórias são divididas em três atos. O último costuma ser o mais intenso, porque é nele que se encontra o clímax e a resolução da trama. Seguindo essa lógica, a banda Francisco, el Hombre chega a seu terceiro ato com uma celebração à altura de seus 11 anos de carreira: o recém-lançado álbum Hasta El Final, divulgado em maio. Agora, o grupo lança um longa-metragem que reúne os videoclipes de cada um das 16 faixas. Não é exagero dizer que a Francisco, el Hombre já passou pelo ouvido da maioria dos brasileiros, seja pelos mais de 40 milhões de plays no hit Triste, Louca e Má ou pela extensa lista de cidades em que a banda já se apresentou. Hasta El Final chega como um presente com clima de despedida, logo antes do já anunciado hiato da banda — ou “siesta criativa”, como eles preferem chamar — e comprime simbolicamente a trajetória de Mateo e Sebastián Piracés-Ugarte, LAZÚLI, Helena Papini e Andrei Martinez Kozyreff até aqui. O fim de uma música é o início de outra, assim como a pausa do conjunto é o ponto de partida para uma nova fase nas carreiras solo dos artistas. “Inicialmente, íamos só deixar uma GoPro ligada durante a sessão de fotos do álbum para, talvez, virar uns visualizers. Rapidamente, essa ideia se tornou um projeto grande e megalomaníaco, como tudo na nossa história até hoje”, detalha a baixista Helena Papini. Pautado pela conexão com o público e pelas apresentações ao vivo, o grupo encontrou no teatro os símbolos para ilustrar a grandiosidade desta última década. O espaço de shows Casa Rockambole, em São Paulo, foi escolhido como locação justamente pelo estilo bucólico e pelas cortinas pesadas atrás do tablado, que evocam na memória o palco de um teatro antigo. ”Foi a fluidez narrativa do disco que nos inspirou a fazer o filme, que funciona como o registro audiovisual de uma peça de teatro”, explica a baixista. As gravações, dirigidas por Gabi Jacob, foram feitas em 16 horas ininterruptas. Quem assiste aos vídeos na ordem das faixas, vê o processo exatamente como foi feito. A estrutura de começo, meio e fim permeia tanto os elementos sonoros, quanto os visuais. Apesar do álbum ser o resultado de quatro anos de trabalho, antes mesmo dos integrantes decidirem entrar em um hiato, é possível perceber um toque de “até logo” nas entrelinhas. Os últimos clipes retratam a produção de uma peça artística, enquanto a banda celebra mais de uma década de existência. Algumas coincidências também dão um clima mágico à despedida. “Enquanto estávamos gravando Outono, reparamos que no chão da Casa tem o desenho de uma árvore encravada. Foi um momento até poético”, lembra Helena. Os clipes que compõem o filme traduzem visualmente nas cenas, nas roupas e nos cenários o maximalismo sonoro que é tão característico da Francisco, el Hombre. Digno de um gran finale, a escolha do figurino foi motivada pelo trabalho em equipe de imaginar o que eles vestiriam se estivessem em uma premiação. O resultado são looks chiques e extravagantes, cheios de correntes, brilho e contraste de tons fortes de preto e vermelho. Ao longo da gravação, as roupas vão perdendo camadas e ganhando mais fluidez, mas ainda com a pompa de um tapete vermelho. A turnê de Hasta El Final tem datas e locais confirmados: 23 de junho, em Porto Alegre; 26 de julho, no Rio de Janeiro; e 27 de julho, em São Paulo. Os ingressos já estão disponíveis. Mais datas serão anunciadas em breve.
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Adorável Clichê lança single e videoclipe de “amarga”; assista

Com guitarras ardentes e uma letra confessional e urgente, a banda Adorável Clichê lançou o seu segundo single, amarga. Após a faixa de estreia, aonde mais, lançada há poucos dias, o grupo dá sequência em sua campanha divulgando mais uma música inédita, que antecipa seu novo álbum intitulado sonhos que nunca morrem, com lançamento pela Balaclava Records em julho deste ano. A canção reflete sobre amar pessoas que costumam buscar contato somente sob adversidades, utilizando-se do eu lírico como alento emocional para momentos difíceis. As sensações de uso e descarte são retratadas. Entretanto, a compositora confessa que ao fim, quando o erro torna a se repetir, o apreço tido pela outra pessoa anula qualquer força que poderia resultar em uma vingança ou revanche. Tudo isso é sufocado e transformado em mais um momento de socorro a essa pessoa, deixando a compositora cada vez mais amarga. O instrumental apenas reforça o que a letra quer passar. Com guitarras limpas e distorcidas, criando uma atmosfera obscura desde o início da música. A catarse, tanto lírica quanto instrumental, acontece a partir do primeiro refrão, onde uma parede de vocais e guitarras completamente distorcidas entrega como num soco tudo o que estava reprimido. “Quem só te procura quando está em uma situação difícil ou ruim, como se você fosse um coletor de lágrimas, mas não te inclui nas partes boas da vida. Você sempre tem que ver a pessoa feliz só pela janela, com outras pessoas, e não sabe como quebrar o ciclo porque no final, tem coração mole. Assim, sempre acaba, mesmo com muita amargura no coração, recebendo e abraçando essa pessoa novamente. No final, há uma aceitação na música, um Fazer o que?, pontua Gabrielle Philippi, vocalista e compositora da canção. E complementa: “Amarga é a música mais antiga desse álbum. Temos ela indo pra lá e pra cá no nosso grupo desde 2021. Ela teve algumas versões pelo caminho, mas chegamos num veredito apenas em 2023, quando de fato começamos a trabalhar no álbum”. Assim como o anterior, o single vem acompanhado de um clipe filmado no centro da cidade de Blumenau, em frente ao Rio Itajaí-Açu, na Rua das Palmeiras e na ponte de ferro da cidade, Aldo Pereira de Andrade. Foi filmado à noite e com a utilização de uma luz vermelha para dar mais intensidade emocional às imagens. Os ambientes fornecem luzes naturais adicionando mais complexidade às imagens também. Todos os takes filmados com os integrantes sozinhos servem para expressar a solidão do eu lírico, enfatizado pelo take em que a Gabi aparece sentada sozinha em frente à uma casa histórica da cidade em uma rua com movimento. A direção criativa do clipe foi feita em conjunto entre todos da banda e o diretor Jean Affeld. A edição do vídeo é de Marlon Lopes da Silva. Fundada em 2013, a Adorável Clichê apresenta um som livre e que em cada trabalho busca despertar sensações e cores únicas. A banda de Blumenau (SC) conta com os integrantes Felipe Protski (guitarra/synth/vocal), Gabriel Geisler (baixo), Gabrielle Philippi (vocal/composição), Marlon Lopes da Silva (guitarra/vocal).
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Coldplay anuncia novo álbum de estúdio, Moon Music

O Coldplay anunciou, nesta segunda-feira (17), o lançamento de seu décimo álbum, Moon Music. O disco estará disponível nas lojas e em serviços de streaming, a partir do dia 4 de outubro de 2024. O primeiro single do álbum, feelslikeimfallinginlove, será lançado nesta sexta-feira (21). O Coldplay apresentou a música pela primeira vez na noite passada, durante seu show no estádio Puskás Aréna, em Budapeste, com ingressos esgotados. Em conjunto com as medidas de sustentabilidade inovadoras do Coldplay em sua atual turnê – que até agora produziu 59% menos emissões de CO2 do que sua turnê anterior em estádios – a banda fez grandes esforços para tornar o lançamento físico de Moon Music o mais sustentável possível. Este será o primeiro álbum do mundo lançado como um LP EcoRecord de 140g, com cada cópia feita de nove garrafas de plástico PET recicladas. Isso evitará a fabricação de mais de 25 toneladas métricas de plástico virgem e proporcionará uma redução de 85% nas emissões de CO2/kg no processo de fabricação em comparação com o vinil tradicional de 140g. Além disso, a banda colaborou com parceiros de longa data, The Ocean Cleanup, para criar um formato adicional: a Edição Notebook EcoRecord LP. O rPET para esta edição é composto por 70% de plástico interceptado pela The Ocean Cleanup do Rio Las Vacas, na Guatemala, e impedido de chegar ao Golfo de Honduras e ao Oceano Atlântico. Confira o vídeo da The Ocean Cleanup sobre o processo aqui. As edições em CD de Moon Music serão as primeiras do mundo a serem lançadas em EcoCD, criado a partir de 90% de policarbonato reciclado, proveniente de resíduos pós-consumo. Isso proporcionará pelo menos uma redução de 78% nas emissões de CO2/kg e evitará a fabricação de mais de cinco toneladas métricas de plástico virgem. Com o objetivo de reduzir o desperdício, a primeira tiragem de Moon Music (tanto EcoRecord LP quanto EcoCD) será estritamente limitada e produzida com uma especificação mais alta do que quaisquer edições futuras. Todos os produtos da Primeira Edição EcoRecord LP serão numerados individualmente. Moon Music está disponível para pré-venda no site oficial da banda em quatro formatos físicos, todos claramente marcados como Primeira Edição, com todos os produtos EcoRecord rPET LP numerados individualmente. A Edição Notebook (EcoCD e EcoRecord LP) vem como um livro de capa dura. O livro é uma réplica fiel do caderno de estúdio original de Chris Martin, apresentando 28 páginas de notas, letras e ilustrações inéditas do processo de escrita e gravação do álbum. A Edição Notebook também inclui notas de voz e demos adicionais das sessões de gravação do álbum, proporcionando uma visão especial sobre o desenvolvimento da música. Moon Music é o primeiro álbum do Coldplay desde Music Of The Spheres, de 2021, que inclui o single top 1 nos EUA, My Universe, com BTS, e foi indicado ao prêmio de “Álbum do Ano”, no Grammy Awards. Music Of The Spheres já acumulou mais de quatro bilhões de streams.
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Chuva Negra lança o despretensioso e sincero Surf

Com 15 anos de uma carreira consolidada no meio punk/hardcore nacional, o Chuva Negra enfim lança seu terceiro álbum, Surf, com 12 faixas enérgicas, divertidas e ácidas, mas também despretensiosas e sinceras. O disco está nas plataformas de streaming via Repetente Records, selo criado a administrado pelos músicos do CPM 22, Badauí e Phil Fargnoli, junto ao diretor artístico Rick Lion. “Surf foi o desafio e a prova de que, apesar da idade, ainda somos uma banda que cuida um do outro e faz as coisas em comunhão e do jeito que as coisas devem ser feitas”, destaca o vocalista Rodrigo Chinho. Para a audição do álbum, que dura em torno de 30 minutos, a recomendação da banda é que seja apreciado antes do ‘grande colapso’ da indústria fonográfica. “Pede pro pai comprar ele no Mappin, chama um amigo, abre o embrulho e bota ele pra tocar…lado A, lado B e depois de novo, porque é isso que você vai ouvir por 2 meses”, brinca o vocalista. Escola Mundial de Coaching Niilista, Choro e Delírio em Ibiza, Nossos Filhos 2024 A.D., Meu FDP Favorito são nomes esdrúxulos de algumas canções de Surf – e não à toa recebem nomes nada convencionais: o Chuva Negra entrega um álbum com um punk/hardcore que traz referências clássicas, dialoga com tendências do nicho e propõe uma única e empolgante coleções de músicas. Do embrião ao lançamento de Surf, o Chuva Negra passou por um encrencado processo, nada que qualquer brasileiro também não passou uma quatro, cinco vezes na vida. “Em 2018 já tínhamos demos do que seria um próximo disco. Nos últimos anos, quase tudo que podia acontecer pra segurar a banda, aconteceu: tivemos filhos, enterramos pais e amigos, fomos internados, ficamos desempregados ou ocupados demais com o trabalho… e ainda tivemos que lidar, todos nós, com a maldita pandemia e o maldito ex-presidente. Em agosto de 2023 começamos as gravações desse disco e só hoje, dia 13 de Junho de 2024, que esse filho foi pro mundo”, eles contam. A banda também ressalta que o trabalho junto ao amigo e produtor Phil Fargnoli é essencial neste momento da carreira do Chuva Negra. “A forma como ele conduziu a produção impacta diretamente no resultado das músicas, não poderíamos arriscar outro tato. Exigente que é, justifica todos os esforços da nossa devoção pela música ao lançar um álbum completo nos dias atuais. O ditado ‘tirar leite de pedra’ veio depois dele”, fala o vocalista.