Travis lamenta fechamento de bar tradicional de NY com Chris Martin e Brandon Flowers

A banda escocesa Travis apresentou a segunda faixa, Raze The Bar, de seu próximo álbum, L.A Times, que será lançado em 12 de julho pela BMG. “L.A. Times é nosso álbum mais pessoal desde The Man Who. Havia muita coisa importante para escrever naquela época, as placas tectônicas tinham mudado na minha vida. Eu tinha 22 anos quando estava escrevendo aquelas músicas. Elas eram minha terapia. Mais de 20 anos depois, as placas se deslocaram novamente. Há muito sobre o que falar”, comentou Fran Healy. O novo single é uma história agridoce sobre o fechamento do Black & White Bar, um local muito apreciado em Nova York pela banda e por vários artistas locais, desde The Strokes até o “padrinho da arte de rua” Richard Hambleton. Raze The Bar utiliza a composição magistral de Fran para contar sobre uma última noite fictícia no bar do Greenwich Village com todos os personagens frequentes (a equipe do bar e os proprietários Johnny T Yerington e Chris Yerington agora estão imortalizados na arte do single) antes de fechar para sempre. De acordo com o tema da faixa, Raze The Bar mostra Travis cercado de amigos. Chris Martin, do Coldplay, e Brandon Flowers, do The Killers, juntaram-se à festa, fornecendo vocais adicionais na faixa – uma medida da admiração que o Travis ainda tem pelas bandas que surgiram depois dele.  “Havia um ótimo bar na cidade de Nova York. Não tinha nome, mas todos o chamavam de Black and White (Preto e Branco) por causa do toldo listrado em preto e branco que ficava na entrada. Eles tinham noites de poesia, ótimos DJs, noites de microfone aberto. Se você fez um show no Irving Plaza ou no Webster Hall, é provável que tenha ficado no Black and White até altas horas da madrugada. Um dos proprietários, Johnny T, atendeu a muitos artistas e bandas ao longo dos anos. Se o bar pudesse falar, que história ele contaria. Durante a pandemia, o proprietário se recusou a negociar um aluguel reduzido e eles tiveram que fechar. Então, no meio da noite, eles apareceram com um caminhão e removeram todos os vestígios e acessórios do bar. Em seguida, eles pintaram de branco todo o espaço para que isso nunca mais se repetisse. “Raze the Bar” é uma música sobre uma última noite fictícia no bar. Johnny está lá, Jack, Richard e o irmão de Johnny e o  co-proprietário do bar, Chris. As  participações especiais foram quase uma reflexão tardia! Liguei para Chris Martin em pânico porque não conseguia descobrir qual deveria ser a sequência da faixa. Quando Chris a ouviu, ele disse: ‘Essa música é a melhor coisa que você já escreveu! E como ele e Brandon Flowers moram bem perto…”, comentou Healy.

Angus & Julia Stone revelam o incrível álbum Cape Forestier

A dupla australiana Angus & Julia Stone lançou seu sexto álbum de estúdio, Cape Forestier, que já está disponível via Play It Again Sam. O LP de 12 faixas inclui o single Down To The Sea, que vem acompanhado de um vídeo impressionante. A dupla iniciou a parte europeia de sua turnê mundial no domingo, com duas datas no Reino Unido, incluindo um show no icônico Royal Albert Hall, em Londres, no dia 28 de maio. Eles se juntaram a Niall Horan no palco em seu show em Sydney, na semana passada, para tocar seu sucesso Big Jet Plane. Cape Forestier é como um livro de histórias dos corações e mentes de Angus & Julia Stone, com cada música se apresentando como uma página nova. Remanescentes de seus discos anteriores, as músicas vão de histórias de amor como My Little Anchor ou a grandiosa Somehow, uma história ardente de amor não correspondido, até músicas como Down to The Sea, que exploram uma visão única da sociedade e do que acontece ao nosso redor. Juntas, as faixas de Cape Forestier são gravações incrivelmente pungentes e texturizadas que imediatamente atraem os ouvintes para a visão simples e cativante do mundo de Angus e Julia Stone.  “Esse é o nosso álbum mais despojado desde que começamos a trabalhar juntos… Estamos voltando às nossas raízes… mas com todos os ramos da experiência presentes,” explica Julia. Sobre o novo single, Julia diz: “Down to the Sea surgiu após um ciclo de turnê de três anos muito intenso para Down the Way. A primeira versão da música parecia bem diferente – mais ansiosa em sua produção, o que provavelmente era um reflexo da tensão que senti durante sua criação. Por causa disso, não era uma música que me atraía, mas ela ressurgiu durante uma conversa e a ideia de retrabalhar e reestruturar a produção com o sentimento desse álbum fez sentido. A música fala sobre a importância da responsabilidade e da honestidade, especialmente com relação ao nosso impacto no planeta. É sobre a necessidade de assumir nossas ações, pedir desculpas quando necessário e entender que, embora o perdão seja crucial, ele não elimina a necessidade de agir corretamente. Devido às mudanças na música, ela evoluiu para também ter uma aceitação subjacente de que tudo ficará bem e que encontraremos nosso caminho”.

Black Pantera homenageia as mães com o single Tradução; assista!

Uma das grandes bandas de rock da atualidade, o Black Pantera produziu um álbum surpreendente, no qual incorpora alguns novos ritmos ao seu som, bem como influências da música latina. Intitulado Perpétuo, como o próprio título sugere, o disco fala sobre ancestralidade e sobre o que é infinito, o que fazemos agora e continuará reverberando mesmo depois que já não estivermos mais aqui. Envolvido nessa atmosfera, Chaene teve uma inspiração e compôs, de uma vez só, uma música para a mãe dele, Tradução. Com uma pegada mais leve do que a maioria do repertório da banda, o novo single, além de ser uma homenagem à Dona Guiomar, mãe de Chaene e Charles, se extende a dona Elvira, mãe do Rodrigo e a todas as mães e pessoas que fazem papel de mãe, ao mesmo tempo que fala sobre racismo. “Hoje, adulto, entendo melhor como o racismo estrutural afetou a vida dela”.  Os versos de abertura são: “Minha mãe tem hora pra chegar /Mas não tem hora pra sair /Mesmo sem força, sai pra trabalhar /Tem um sorriso impossível de extinguir/Mãe me  perdoa  ter entendido meio tarde demais /Que  nossas vidas pra esses cu sempre foi tanto faz /Até quem eu achava que gostava de noix/Um dia também  virou as costas”. Na mesma letra eles citam um verso de Mano Brown: “Ratatatá preciso evitar Que algum safado ou sistema faça a minha mãe  chorar /Já dizia o poeta do Capão Redondo/ Antes mesmo que eu pensasse em estar compondo”. O clipe foi dirigido pela Carol Borges, da Quasque Filmes, que já fez vários clipes da banda. “A gente queria traduzir no vídeo, assim como na letra, uma história que refletisse a história da minha mãe e de várias mães negras do Brasil e do mundo. É um clipe incrível, poético e todas as referências estão lá. Ficamos muito felizes com o resultado”, disse Chaene. O álbum Perpétuo será lançado dia 24 de maio pela gravadora Deck.

Dua Lipa libera terceiro álbum de estúdio, Radical Optimism; ouça!

Dua Lipa lançou, nesta sexta-feira (3), o álbum Radical Optimism. O novo projeto da artista traz 11 músicas, incluindo as estrondosas Illusion e Training Season, além do hit Houdini. “Eu compus esse álbum enquanto estava solteira”, diz Dua. “Sempre entrei no estúdio com alguma história engraçada e todas inspiraram músicas diferentes. Há uma honestidade que eu não tinha antes”, completa. Ao fazer o álbum, Dua trabalhou com uma equipe de colaboradores, incluindo Kevin Parker, do Tame Impala, Caroline Ailin, Danny L. Harle e Tobias Jesso Jr. Sobre o projeto, a artista acrescenta ainda: “As origens e formas de trabalhar de todos combinaram muito bem, como amigos e musicalmente. Éramos muito abertos um com o outro e senti que naquela sala poderia ficar vulnerável e falar livremente sobre minhas experiências. A musicalidade disso parecia tão rica e emocionante, e eu queria mergulhar e fazer parte disso”. Dua Lipa descreve Radical Optimism como um “pop psicodélico” e observa que “há pausas musicais e uma mistura de sons diferentes, e quando você ouve com os olhos fechados, abre um mundo muito visual”. O álbum foi inspirado na autodescoberta de Dua e fala da pura alegria e felicidade de ter clareza em situações que antes pareciam impossíveis de enfrentar. No próximo sábado (4), Dua retornará ao Saturday Night Live, onde terá dupla função como apresentadora e convidada musical da noite. A artista esteve no programa pela última vez em 2020, quando cantou Don’t Start Now, Levitating e fez sua estreia como Marjorie. Dua Lipa anunciou recentemente a primeira série de datas de sua nova turnê, com shows em Berlim, Pula e Nimes, em junho, que já estão com ingressos esgotados. Além disso, a popstar fará sua estreia no Pyramid Stage, como atração principal da noite de sexta-feira, no Festival de Glastonbury deste ano, em 28 de junho, e fará um show no icônico Royal Albert Hall de Londres, no dia 17 de outubro, que também já esgotou os ingressos.

Céu lança Novela, sexto álbum de estúdio; ouça!

Céu descobriu-se compositora durante uma temporada no Lower East Side, em Nova York. Naquele início dos anos 2000, impactada pela performance das MCs pretas e porto-riquenhas nas ruas do bairro, a intérprete principiante foi tomada de uma liberdade extrema para manifestar-se através da própria música. Esse destemor está no álbum de estreia, Céu (2005), registro indicado tanto ao Grammy Awards quanto ao Grammy Latino. Em 2023, Céu retornou aos EUA, dessa vez para Costa Oeste, e lá concebeu Novela, sexto álbum de canções inéditas da carreira, que chegou às plataformas digitais na sexta (26). Gravado no Linear Labs Studio, em Los Angeles, a produção é assinada pela artista paulistana, pelo músico e produtor pernambucano Pupillo – ex-baterista da Nação Zumbi, corresponsável por Tropix (2016) e APKÁ! (2019), ambos de Céu, vencedores de três prêmios Grammy Latino, produtor de Gal Costa e Erasmo Carlos – e pelo multi-instrumentista e arranjador americano Adrian Younge, proprietário do Linear Labs, conhecido por álbuns como Something About April (2011), realizador de projetos com Snoop Dogg, Kendrick Lamar, The Delfonics e Wu Tang Clan, além da codireção na iniciativa multimídia Jazz Is Dead. Como de costume nos trabalhos de Adrian, a captação do álbum deu-se ao vivo, sem os aparatos tecnológicos da atualidade. Registrada em tape, numa dinâmica cujo momento presente exige presença total. O modo antigo que remete aos primórdios das gravações de discos formadores de caráter. Curiosamente, uma experiência futurista que, segundo Céu, demanda muita inteligência emocional e nenhuma artificial. “Nada vintage”, garante. Nas dependências do estúdio, a banda foi Pupillo (na percussão, programações e bateria), Younge (nos teclados, guitarra, contrabaixo – em “Reescreve” -, arranjos e condução de cordas e sopros) e Lucas Martins (contrabaixo – em praticamente todas as faixas -, violão, guitarra e coautoria de três dos 12 temas do disco). “Raiou em sua cor de sorte/ Entoa teu mantra e vai/ Cantando/ Viver é para os fortes”, diz a letra de Raiou, que abre Novela. A MC e compositora americana, que tem pais brasileiros, LadyBug Mecca, do Digable Planets, divide as vozes com Céu. Em Gerando na alta é a vez de Anaiis, cantora e compositora franco-senegalesa, radicada em Londres, na Inglaterra, trocar impressões acerca da sororidade. Loren Oden e Jensine Benitez, cantor e cantora dos EUA, estão em Into my Novela, parceria de Céu e Lucas Martins, faixa-título informal do disco, que fala da teledramaturgia do cotidiano, onde não há câmeras de TV registrando atos, tampouco roteiros predefinidos. “Eu sou a protagonista da minha Novela/ So good, yeah baby/ I want to learn how you want me/ To love you”. Há outros personagens de relevo na trama. Frankie Reyes, DJ e produtor americano de ascendência porto-riquenha, contribui na harmonia da faixa Buá Buá, onde Céu, dona da melodia e da letra, diz: “Chora todas lágrimas que um dia/ Você recusou chorar/ Chora porque reconhece/ Que uma dessas você não vai achar”. Hervé Salters, artista francês, líder do General Elektriks, coprodutor de Tropix, surge em High na Cachú, cujos versos de Céu dizem: “Água tão doce gelada me faz renascer/ Enquanto a pedra me chama de volta a sentar/ Retendo todo o calor que guardou do astro rei/ Me aquieto como uma flor a polinizar”. Marcos Valle, carioca patrimônio nacional, assina com a paulistana Reescreve, que, ao encerrar a sessão afetuosa, questiona a perspectiva dos colonizadores nos livros didáticos de História do Brasil. “O que estava ali/ Eu nunca fui de acreditar/ Cada página que eu lia/ Era mais sono pra me dar/ Desde os povos que calaram/ A brasa veio queimar/ A verdade vem à tona/ É muito pano pra manga”. Antes, Corpo e colo, a única de autoria de terceiros, é resultado do encontro entre Nando Reis e Kleber Lucas. Recentemente, numa rede social, o premiado artista gospel e pastor da Igreja Batista Soul, no Rio, celebrava o fato. “Mais uma belezura chegando. Parceria linda que fiz com meu mano Nando Reis. Recebi agora há pouco uma prévia dele cantando e estou simplesmente em êxtase”, disse. Em Novela, despontam tecnologias ancestrais, cura, cremosidade, bolero, estrelas lustradas, ecos da soul music, coisas da terra, rap e sussurros aos guias. Na totalidade do registro, a reafirmação do destemor da autora, comprometida com seu tempo, na complexidade e na beleza da lida criativa. Tendo, desde sempre, a diversidade da música brasileira no horizonte. A seguir, cenas eletrizantes dos próximos capítulos.

“Bullet Through The Heart”, novo single do Armada, relembra regime militar

“Como explicar um pouco mais de vinte anos de ditadura militar para um gringo?”, indaga o vocalista da Armada, Henrike Baliú. “Como explicar em uma música punk rock de menos de três minutos, duas décadas de chumbo?”, segue ele. Foi com esse propósito, que a Armada lançou Bullet Through The Heart, o segundo single do álbum Tales of Treason, previsto para 13 de maio. A missão de retratar o sentimento que pairava no ar no estado de exceção no Brasil, tem como pano de fundo a infância do vocalista. “Coloquei um pouco da minha história como criança, no final dos anos 1970, começo dos anos 80, já no final da ditadura, no Rio de Janeiro, onde nasci. Assim como da janela do quarto do apartamento da minha avó, o meu ponto de vista parte do Cristo Redentor. De lá, tentei sintetizar os horrores pelo qual o Brasil passou. É uma letra também sobre a perda da fé, algo muito pessoal para mim. Por isso adoro compor para a Armada, posso abrir minha alma e meu coração nas letras”, revela Henrike. Tales of Treason, que diferente de Bandeira Negra, lançado em 2018, é inteiro cantado em inglês, será lançado em LP, nos EUA e na Europa, pelas gravadoras Pirates Press Records e Comandante Records. Já o selo TGR Sounds disponibilizará o álbum no Brasil em CD. Quanto às expectativas para o lançamento do novo álbum, o vocalista se comede. “Gravamos o que gostamos, o que nos agrada, e se isso agradar outras pessoas também, ótimo. Armada é um escape para nossas ideias, uma mix das nossas muitas influências”.