Andre Ribeiro busca a conexão entre as pessoas em “o que será de nós”

Em uma era onde a música muitas vezes é moldada por expectativas e padrões de mercado, o cantor e compositor Andre Ribeiro lança seu debute solo em um disco que exige um momento de contemplação, de calma para embarcar em uma jornada climática e de ambiências com questionamentos existenciais contemporâneos.  O que será de nós chega apresentando um criador novo porém em um momento de maturidade artística e criativa. “Apesar do disco estar pronto desde 2021, agora talvez seja o momento em que ele finalmente deixa de ser uma narrativa pessoal e começa a se tornar uma conexão com quem estiver disposto a ouvir o disco”, diz andre ribeiro, refletindo sobre o processo de criação.  Prestes a voltar aos palcos, andre ribeiro fez parte da banda Alaska por uma década e, desde 2019, tem se dedicado ao seu projeto solo. Após vários singles e um EP lançados ao longo desse período, ele consolida todas as experiências em seu debut. Cada passo explorava diferentes roupagens sonoras e estilos, servindo como uma introdução ao público para não esperar uma linearidade sonora, mas sim uma viagem multifacetada pelas emoções e pensamentos do artista. “Eu tento não pensar no disco como um cartão de visita, que me apresenta enquanto produto”. Ele compartilha que cada elemento do álbum – desde as músicas até a tracklist e o título – surgiu como uma expressão natural do que sentia. “Tenho me permitido cada vez mais compor e criar por mim e para mim,” diz ele, revelando uma abordagem profundamente pessoal à sua música e carreira. O que será de nós é um lançamento do selo e produtora independente paulista Eu Te Amo Records, label de nomes do indie como Meyot, Kassel e IIGOR.

Após show no Brasil, Måneskin lança versão deluxe do Rush!

O Måneskin lançou Rush! (Are U Coming?), uma nova edição de seu aclamado álbum Rush! O novo trabalho apresenta cinco músicas inéditas, incluindo a provocante balada de rock Valentine, que entrelaça perfeitamente os vocais sensuais do vocalista Damiano com os refinados floreios de guitarra do guitarrista Thomas. Na relação de canções inéditas estão Honey (Are U Coming?) e The Driver, que foram tocadas no recente show dos italianos em São Paulo. O álbum também traz o lançamento tão aguardado de Trastevere – a cativante balada crua é liderada perfeitamente pelos vocais impactantes e apaixonados de Damiano, originalmente apresentada ao vivo no fenomenal show da Circo Massimo em Roma, onde se tornou instantaneamente querida pelos fãs. Carregando o nome do bairro onde cresceram em Roma, é uma das músicas mais cruas e pessoais que a banda já escreveu. Off My Face apresenta uma sonoridade turbo-carregada, uma melodia instantaneamente viciante e letras enfáticas que exploram o tema do amor tóxico e da sensação de vício em outra pessoa, tornando-a uma fatia primorosa do som que levou Måneskin à fama global. The Driver é um bop épico com seu refrão contagioso e um solo de guitarra estelar, servindo de trilha sonora para a jornada de uma história de amor e atuando como uma metáfora para descrever o clímax de se apaixonar. Valentine chegou acompanhada por um videoclipe oficial, já disponível para assistir no YouTube da banda.

Bayside Kings reflete sobre energias opostas da vida no EP Dualidade

As forças complementares da existência são escancaradas e dilaceradas em quatro novas músicas que a banda Bayside Kings apresenta no EP Dualidade, um lançamento de quatro faixas plurais, em termos sonoros e líricos, que chega às plataformas de streaming pelo selo Repetente Records. É o terceiro fragmento, de quatro partes, que formarão o álbum conceitual #livreparatodos. Todas as faixas de Dualidade, como sugerem o nome do EP, tratam que antíteses, situações e posicionamentos contrários que, inevitavelmente, hora ou outra, colidem e colocam o indivíduo na encruzilhada: é preciso escolher um caminho, uma ideia, uma bandeira. (Des)obedecer, o primeiro single deste EP, é sobre romper limites e crenças que impedem o indivíduo de ser autêntico e seguir a vida por si. É um levante contra as amarras da sociedade e encorajar as pessoas a se posicionarem contra algo que não concordam. Entre a Guerra e a Paz traz em debate o conceito de ‘os fins justificam ou meios’ e incentiva o livre arbítrio, se desprender das amarras do julgamento alheio, mesmo que isso tenha o seu preço. Este foi o segundo e último single. Já a inédita Na Dor/O Amor traz mensagens e reflexões sobre aprendizados de vida ao longo dos anos, alguns que vêm mais prazerosos, pelo amor, outros mais amargos, pela dor. O ponto de inflexão é entender qual caminho buscar a partir deste questionamento. A também inédita, e faixa que fecha o EP, Pare(Ser), critica como a imagem, para o sociedade de consumo, é mais importante do que o indivíduo realmente é. Vale mesmo a pena publicar em redes sociais cada passo ou, ainda, publicar tudo antes mesmo de se ter de fato a experiência? Melodias e agressividade Dualidade mostra como o Bayside Kings amadureceu com precisão cirúrgica ao absorver influências de seus ídolos e transformá-las em músicas com o DNA do quinteto santista. Assim, Dualidade é um dos mais registros mais agressivos da carreira do Bayside Kings, ao mesmo tempo em que traz os refrões mais melódicos e riffs com cargas de hardcore, punk rock e até thrash metal. É, ainda, a consolidação da fase da banda com letras em português. Dualidade reafirma um 2023 de bons resultados e novidades para o Bayside Kings enquanto parte do cast da Repetente Records. Afinal, Badauí foi quem sempre incentivou a banda a começar a compor em português. A visão do vocalista do CPM22 foi certeira. “Temos um grande objetivo para 2024 e o suporte da Repetente Records será fundamental para isso acontecer”, comenta a banda.

Red Devil Vortex renova metal nacional com intenso álbum de estreia

A banda Red Devil Vortex lançou o seu primeiro álbum completo. Formada por brasileiros que vivem em Los Angeles, o trio buscou captar em estúdio a energia do ao vivo, descrita pelo público como uma “parede sonora”. O álbum, homônimo, foi produzido, mixado e masterizado por Adair Daufembach (Angra, Project 46, Kiko Loureiro, Dirk Verbeuren). A faixa de abertura, Open the Gates, também ganhou um clipe especial dirigido por Tom Flynn (Lamb Of God e Buckcherry). “Acredito que este disco represente um passo sólido na carreira do Red Devil Vortex e é também o melhor e mais forte disco dentro da nossa discografia atual. É o resultado de um trabalho que nós três acreditamos muito e também um registro da força do Red Devil Vortex como banda, por ter sobrevivido a várias adversidades e ainda estar aqui”, diz o vocalista e baixista Gabriel Connor. A banda é composta ainda por Luis Kalil (guitarra) e Eduardo Baldo (bateria). E Connor completa: “Nós nos tornamos amigos em Los Angeles, anos antes de nos tornarmos a banda que o Red Devil Vortex é hoje. Independente de bandas ou projetos, sempre nos demos muito bem e apoiamos a carreira um do outro e o fato de acabarmos tocando junto foi um processo que aconteceu de maneira natural. Não buscamos ser diferentes, buscamos ser nós mesmos e nos dar a liberdade para criar o que vem naturalmente de nós três. Temos uma química forte e a música individual que cada um traz funciona muito bem em grupo”. O álbum promete elevar ainda mais o status do Red Devil Vortex no cenário do rock. O lançamento se soma aos EPs Something Has To Die (2018) e Dark Secrets (2020), além de múltiplos singles. A banda, conhecida por sua sonoridade caótica e profunda, letras que flertam com visões apocalípticas e desejos carnais, é também profundamente enraizada na dualidade humana. Suas canções narram histórias de sonhadores, pecadores, guerreiros, sobreviventes, vilões e reis deste mundo que ousam enfrentar tudo e nunca desistir. Além de sua carreira musical, os membros do Red Devil Vortex têm se destacado individualmente em seus respectivos campos. Luis Kalil está prestes a ministrar uma série de workshops pelo Brasil, enquanto Gabriel Connor recentemente se apresentou no evento beneficente KISS Cancer Goodbye II em Sarasota, Florida, ao lado de músicos como Todd Kerns e Ace Frehley, tocando músicas do KISS para arrecadar fundos para o tratamento de pacientes com câncer.

Atrações do Balaclava Fest, terraplana e Shower Curtain lançam Meus Passos

Prestes a se apresentar em dois festivais de peso no Brasil, a banda de shoegaze terraplana lançou pela Balaclava Records um material em colaboração com a curitibana Victoria Winter, criadora da Shower Curtain, banda que hoje é baseada em Nova York, com quem dividem o show em 19 de novembro, no Balaclava Fest. “Eu e Victoria somos amigos desde 2017, nos conhecemos na cena de Curitiba e começamos nossos projetos meio que na mesma época” conta Vinícius Lourenço, guitarrista da terraplana. “Começamos a escrever o single antes mesmo de sermos convidados para tocar no festival! Parece que tudo se encaixou perfeitamente”. A canção traz uma sonoridade energética, densa e reflexiva. Com riffs de guitarra e baixo que conduzem a música, a instrumentação funciona como base para as reflexões e frustrações cantadas por Stephani Heuczuk, Victoria Winter e Vinícius Lourenço, que dividem as vozes de várias formas durante a música. A banda formada por Stephani Heuczuk, Vinícius Lourenço, Cassiano Kruchelski e Wendeu Silverio, dá um passo a frente em relação à sonoridade do álbum olhar pra trás, lançado em março de 2023, que rendeu boas críticas e garantiu a presença da banda como show de abertura para o Deafheaven, ainda em março, e também no Primavera na Cidade, tocando ao lado dos gigantes do gênero, Slowdive, e no Balaclava Fest. Agenda de shows 17/11 – Curitiba @ Wonka Bar 18/11 – Sorocaba @ Asteroid Bar 19/11 – São Paulo @ Balaclava Fest 30/11 – São Paulo @ Primavera na Cidade c/ Slowdive

Driven By escancara traumas, feridas e abusos no EP Ourselves

As ambientações, melodias, riffs e efeitos, com bases no stoner rock, metal alternativo e post hardcore, amplificam as cinco músicas que a banda paulista Driven By apresenta no EP Ourselves. Neste registro, já disponível nas plataformas digitais, o quinteto escancara traumas, feridas e abusos a partir de questões cotidianas – muitas delas vivenciadas pelos próprios integrantes. São legítimos narradores de histórias densas nas quais muitos se identificam, traduzindo batalhas internas em poderosas composições numa audição de fácil assimilação. A faixa de abertura, a cadenciada Driven apresenta uma latente pegada de Alice in Chains para falar da busca pelo sentido da vida nas pequenas coisas. É, também, sobre adquirir autoconhecimento encarando o vazio. Clona, em seguida, cresce em peso e densidade para falar de medo, revolta e ansiedade, escrita a partir de relatos vivenciados pelo vocalista Marcus Vulgare. A música, com riffs repetitivos e pesados ​​somados a uma linha vocal melancólica, é um grito contra sentimentos de desprezo e violência que ele sofreu. A quebra do ego e a busca frustrada por um deus inexistente é a catarse da próxima faixa, Lights, Shapes & Death. A música, aliás, reforça a gênese da Driven By enquanto uma banda que escreve sobre vida, morte e experiências pessoais. O EP traz também Masks, a música que norteou a nossa identidade como banda. Uma atmosfera dramática com versos e refrões bem definidos e cadenciados e uma letra que expõe a revolta diante de uma fé decrépita. O registro fecha com I’ve Gone, uma experimental jornada rumo ao desconhecido, que explora os cantos mais sombrios da mente humana. Com uma intensidade penetrante, a canção nos conduz através das complexidades do suicídio psicológico, um ato de autotransformação, em que a pessoa escolhe enterrar sua antiga identidade para dar espaço a um novo ser. “Foi um trabalho bem solto com liberdade para todos os cinco músicos criarem de acordo com suas próprias influências e características, o que fez com que a sonoridade soasse de uma forma bem original do nosso ponto de vista”, comenta a banda sobre o resultado atingido em Ourselves. A Driven By tambám fala sobre a parte lírica do EP. “Representa o que nós somos, daí vem o nome do disco. As nossas revoltas, anseios, conquistas, é um momento de falar da gente, de coisas que passamos como indivíduo, como grupo, como sociedade e mostrar para que isso é produto da nossa existência, das ações, das interações. Não adianta correr ou se esconder, a vida vai te encontrar onde você estiver e ela vai exigir que você viva, que experimente o mundo sendo bom ou não”.

Primavera Sound anuncia contrato de 10 anos com a T4F no Brasil

O Primavera Sound São Paulo, apresentado pela T4F, que acontece nos dias 2 e 3 de dezembro no Autódromo de Interlagos, anunciou um contrato de dez anos para a realização do festival na Capital. Aliás, a edição 2023 terá transmissão ao vivo no Multishow e Globoplay. Um dos momentos mais aguardados da noite foi a apresentação do mapa do festival. Agora no Autódromo de Interlagos, o Primavera Sound São Paulo terá quatro palcos, incluindo um espaço inédito, o TNT Club, que poderá reunir até 700 pessoas ao mesmo tempo. Já em relação às iniciativas sociais, o Primavera Sound São Paulo conta com o protocolo anti assédio com a adesão à iniciativa Nobody is Normal, em parceria com a organização Livre de Assédio. Com um plano de ação abrangente que inclui medidas contra a transfobia, homofobia, lesbofobia e outras formas de discriminação, o festival vê no “Nobody is Normal” uma oportunidade de transformar o evento em uma celebração da diversidade. Há também a entrada social, que direciona parte do valor desses ingressos para as instituições Casa de David, Casa de Zézinho (terá um stand nos dias de evento) e Fundação Bachiana ( será responsável por fazer a abertura do festival); e uma série de recursos para que o evento seja acessível para todos. Haverá palcos com plataforma elevada exclusiva para pessoas com deficiência, intérpretes de libras nos telões; audiodescrição nas plataformas dos palcos; cardápio em áudio, bares acessíveis, canal de atendimento via WhatsApp e fones de ouvido para pessoas com espectro autista. O Primavera Sound teve origem em Barcelona em 2001 e, atualmente, acontece em cidades como Barcelona, Porto, Buenos Aires, Bogotá e Assunção. Em São Paulo, o festival chega à sua segunda edição, sendo a primeira delas com realização da T4F.

Raça lança o single auto-reflexivo 144; ouça!

A banda Raça lançou o single auto-reflexivo 144 sobre sua relação com o tempo e as amizades. A faixa foi produzida por eles, em parceria com Roberto Kramer e gravada no Estúdio El Rocha, por Fernando Sanches. Nessa nova fase, o Raça propõe uma sonoridade mais pop, trazendo um respiro na vida adulta. “Após a pandemia todos ficaram muito mais ocupados, deixando a banda e amizade em segundo plano. A ideia do single é uma forma de se reconciliar e entender se a banda ainda faz sentido para vida atual”, comenta Popoto, vocalista. O single vem acompanhado do clipe dirigido por Guilherme Garofalo, que também foi responsável pelo clipe de Um Charme, single de 2014. O clipe de 144 é uma releitura/continuação dele, contando com a mesma locação, linguagem similar, alguns personagens do clipe anterior, novos personagens, situações e novas vidas (crianças). Formada em 2012 a banda nasceu para ser um contraponto em seu meio. No início rodeada de bandas de hardcore, o Raça sugeria um som carregado, lento e sentimental, o que permitiu um diálogo com outros gêneros e casas de show, essa troca moldou o som da banda com o passar dos anos. Muitos trabalhos gravados de maneira caseira e dois álbuns de estúdio, Saboroso (2016) e Saúde (2019), ambos produzidos por Guilherme Chiappetta, que também participou da primeira gravação da banda em 2012, o produtor é considerado essencial para formação musical da banda. Formada atualmente por Popoto Martins, Novato, Thiago Barros, João Viegas e Santiago Mazzoli. Todos amigos de colégio. 

Álbum lo-fi de Schlop prova que é possível gravar música com um celular

Com um registro completamente independente, a paulistana Isabella Pontes lançou o primeiro disco do projeto Schlop, intitulado Canções de Amor Para o Fim do Mundo. O álbum de dez faixas foi gravado e produzido pela cantora e compositora, conforme as ideias iam surgindo, com um aplicativo de gravação de música do celular, no melhor estilo ‘faça você mesma’. “Eu passei a tocar todos os instrumentos porque eu sou muito ansiosa e a partir do momento que começo a compor, eu não consigo ficar quieta até finalizar a música. Se eu pego para ajustar alguma coisa dias depois, parece que eu já perdi o espírito do que eu queria criar e não sai algo tão legal quanto se tivesse feito na hora. Eu tenho aprendido bastante a usar guitarra, que tocava muito pouco ou quase nada, e mexer com pedais e efeitos, slides e outras coisas assim, e consegui explorar outros instrumentos que não sabia tocar, como a gaita”, revela Isabella, que tem como influências Daniel Johnston, Guided by Voices, Silver Jews, Yo La Tengo e Cat Power. Antes de criar o Schlop, a artista fez parte da banda Cabezzza, e foi lá que ela passou a ter confiança em tocar diversos instrumentos, já que a dinâmica do grupo é que os músicos se revezem e todos toquem um pouco de tudo. “Eu acho que o ambiente da Cabezzza foi muito inspirador para que eu começasse a compor, pois são pessoas extremamente musicais que escreveram músicas lindas. Acho que aquilo despertou uma vontade de poder colocar meus sentimentos para fora em músicas também”. Funny Blades, single de trabalho, foi responsável pelo adiamento do álbum, que a princípio teria apenas sete canções. “Eu fiquei tão orgulhosa da melodia e da letra que decidi cancelar o lançamento do álbum para incluir funny blades e outras duas composições”, conta a cantora. Isabella diz ainda, que a faixa foi feita na semana em que viralizou o vídeo da Britney Spears dançando com facas. “Meu subconsciente já colocou as ‘lâminas engraçadas’ na música. Escrevi sobre esse sentimento de ser cortado de fora quando você percebe que uma pessoa precisa de ajuda, mas ela não consegue ainda pedir por um apoio”, finaliza, dizendo que também buscou inspiração nos poemas Roll the Dice e Laughing Heart de Charles Bukowski. Assim como Billie Eilish, no primeiro álbum, Schlop lança seu ‘disco de quarto’, numa revisão da tradição do lo-fi dos anos 80 e 90, como Daniel Johnston ou Guided by Voices, mas com a atualização cada vez mais rápida da tecnologia.