Brujeria inicia turnê no Brasil com show em Santos na sexta-feira

A banda Brujeria, uma das mais infames e reverenciadas de death metal/grindcore do mundo, inicia a turnê comemorativa de 30 anos de Matando Güeros, seu álbum de estreia, pelo Brasil nesta semana. O primeiro show será na sexta-feira (18), na Arena Club, em Santos. Ainda há ingressos à venda. Outras sete cidades vão receber a banda, que anunciou que lançará o quinto álbum de estúdio, Este Es Brujeria, via Nuclear Blast Records, no dia 15 de setembro. “Para que vocês sintam e conheçam o poder mexicano com raízes antigas até às redes sociais modernas, transmitido com canções brutais e raivosas! Isto é Brujeria”, comentou Juan Brujo, vocalista e líder do Brujeria. Esto Es Brujeria, sucessor de Pocho Aztlan (2016), foi gravado estúdios nos Estados Unidos, Inglaterra e Chile. Atualmente é formado por Juan Brujo (vocal), Sangron (vocal), Fantasma (vocal), Pinche Peach (vocal), La Encabronada (vocal), El Criminal (guitarra), El Embrujado (guitarra), Hongo (baixo), El Cynico (baixo) e Hongo Jr. (bateria). Serão shows divididos em duas partes, sendo a primeira destinada ao aclamado álbum na íntegra e uma segunda parte muitos outros brutais e caóticos ‘hits’ de toda a sua longeva carreira. Confira a agenda completa 18/08 – Arena Club, Santos/SP 19/08 – CWB Hall, Curitiba/PR 20/08 – Correria, Espírito Santo/ES 22/08 – Mister Rock, Belo Horizonte/MG 23/08 – Toinha, Brasília/DF 25/08 – Circo Voador, Rio de Janeiro/RJ 26/08 – Carioca Club, São Paulo/SP 27/08 – Celula Showcase, Florianópolis/SC

Banda Samba Esquema Russo subverte expectativas com “Cazuza Já Morreu”

Samba Esquema Russo é uma banda que extrapola qualquer noção de gênero musical ou nacionalidade. O projeto nascido no Rio de Janeiro é, na verdade, psicodélico e abre mão de qualquer esquema para transitar na liberdade sonora. O resultado é o single Cazuza Já Morreu, uma faixa provocadora que ganha um clipe com uma viagem sensorial por imagens cotidianas que exploram nossa relação com a memória e a realidade. O lançamento abre os caminhos para uma nova fase do Samba Esquema Russo, agora com formação renovada. Com guitarras distorcidas, o grupo tem como inspiração os contrastes entre as paisagens idílicas da chuvosa Serra dos Órgãos e a ensolarada metrópole carioca. São origens separadas por uma curta distância no espaço, mas que se afastam pela inconformidade no tempo, nas cores, tons, ritmos e sons. O vídeo acompanha essa dissonância. Entre o turbilhão de imagens, acontecimentos brutais e momentos sublimes, habita a vista enevoada e ao mesmo tempo certa do que vê. “Esteja atento: sob neblina use luz baixa”, alerta o duo. Samba Esquema Russo nasceu no atravessamento das diversas trilhas, escutando as reverberações da palavra que nasce. Primeiro veio o novo, depois o noise e agora o russo, tudo amarrado nas personalidades de Vinícius Gusmão (guitarra) e Gabriel Gorini (guitarra). O single Cazuza Já Morreu é um convite a colorir fora das linhas, ultrapassar limites e subverter expectativas. Samba Esquema Russo não se constrói por rótulos, gêneros ou tags. Para além da definição do que é esse som, o duo deixa claro tudo o que não é. “Cazuza já morreu é um rockzin que não é uma crítica social, não é uma homenagem póstuma, não é continuação, não é ruptura, não é tradição e muito menos vanguarda”, declara a banda. Samba Esquema Russo busca sentido nas palavras e nos sons tendo como ponto de partida a travessia. Na Serra dos Órgãos, o marcante trecho entre a Pedra do Açu e a do Sino é um dos mais procurados pela beleza natural. Porém, o deslocamento entre esses dois castelos requer preparo, familiaridade com o terreno, sede de exploração. Foi pensando nesse ínterim, entre um ponto e outro, que o grupo se encontrou: uma constante caminhada até o destino, sem ter medo da jornada. A novidade é a primeira em uma sequência de lançamentos já projetados pelo grupo. Enquanto isso, é possível descobrir o grito de anti-conformismo presente em Cazuza Já Morreu.

Magüerbes lança o álbum Rurais, sobre memórias afetivas e conexões

Rurais, novo álbum do Magüerbes, é sobre memórias afetivas por meio de conexões, encontros, terapia e celebração à vida. O registro tem nove faixas com um rock/metal alternativo repleto de autenticidade, peso, energia e diversão. Rurais já está nas plataformas de streaming via Repetente Records, selo administrado e criado ano passado por Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher, músicos do CPM 22, junto ao diretor artístico Rick Lion. Haroldo Paranhos (voz e ruídos), Ricardo Franciscangelis (bateria), Julio Ramos (baixo) apresentam Rurais como uma lição de vida em forma de música, como bem diz Thiago DJ – em participação especial – na introdução do álbum. O novo disco da banda foi totalmente financiado por fãs e apoiadores em um projeto de colaboração criado e administrado pelos próprios integrantes em suas redes sociais, onde foram produzidos diversos artefatos com a temática do novo disco, e vendidos antecipadamente para adquirir os recursos para toda sua produção. O conceito de Rurais nasce após a divulgação do lançamento do disco Futuro, de 2015. A ideia, desde então, foi trabalhar músicas com carga pesada de memórias afetivas. Todas as bases e pré-produção foram realizadas no estúdio Nimbus, em São Paulo, e ali a banda escolheu o tracklist de Rurais – muitas ainda ficaram de fora. Durante a pandemia, eles fizeram mais uma pré-produção e, cada um na sua casa, ficou estudando as músicas, fazendo testes, escrevendo as letras. Os encontros eram a cada 15 dias e a banda credita a estas reuniões, chamadas por eles de terapias, a energia positiva que paira em Rurais. Dividir vitórias, angústias, memórias e aproveitar melhor o que eles chamam de “nós entre nós”. E claro que neste processo faria sentido se tudo fosse feito pela banda, com cada integrante ativando sua expertise para gravar e lançar Rurais. Rurais na zona rural O produtor Guto Gonzalez entra na história em 2021, com o seu estúdio – o Canto da Coruja – montado na área rural da cidade de Piracaia, onde o quarteto ficou 10 dias para gravar o disco. Ficaram ali imersos na gravação e afinando ainda mais o projeto de linguagem visual. Rurais, o ônibus e a capa A capa é também essencial ao contexto do disco: é a imagem de um ônibus, comum no interior paulista, que leva os boias-frias para trabalhar na roça, com uma faixa enorme escrito Rurais. Um transporte que leva pessoas de um ponto ao outro, um coletivo. E eis que nasceu um toy paper de um ônibus, um brinquedo, no formato que faz as gravuras no SHN, em papel 300 gramas, estampado em serigrafia com três cores em cada face. De um lado o ônibus aberto para ir montando, com diversas figuras, com elementos da memória afetiva. Aberto carrega muitas memórias.

Terceiro álbum de Tom Speight, Love & Light chegou ao streaming

O aguardado terceiro álbum do contador de histórias melódicas de Londres, Tom Speight, intitulado Love & Light foi lançado pela Nettwerk. O mais recente álbum de Tom é uma exploração poderosa do amor, da perda e da esperança, mergulhando profundamente em suas próprias experiências pessoais e emoções, com faixas como Let Go, que foi adicionada à playlist New To 2 da BBC Radio 2. Tom continua a prestar homenagem a algumas das suas maiores inspirações, incluindo Damien Rice, Sufjan Stevens e John Mayer, ao mesmo tempo em que explora territórios novos, lembrando Dermot Kennedy e Tom Grennan. O primeiro single, The One, destacou o excepcional talento lírico de Speight, gerando comparações com a abordagem introspectiva de Tom Odell. Love & Light apresenta singles lançados anteriormente, como The One, Let Go e Trick of the Light.  Detalhando seu mais novo disco, Tom revela: “Nesse disco, toquei em assuntos sobre os quais nunca falei antes; é, sem dúvida, o meu disco mais pessoal até hoje”. O terceiro álbum de Tom Love & Light é outro marco em sua carreira, construído sobre o sucesso de seus dois álbuns anteriores (Collide e Everything’s Waiting for You), que foram apresentados tanto na televisão quanto no cinema.

Depois da Tempestade retrata o luto em seu segundo disco e quer conquistar a América Latina

A banda Depois da Tempestade volta à cena com seu segundo disco de estúdio, Luto por Esperanza, com produção de André Freitas e disponível em todas as plataformas de streaming. Natural de Santos, a banda seguiu o rito de outros lançamentos e se juntou para gravar com André no ElectroSound Studio, conhecido por ser o estúdio de Marcão Britto, do Charlie Brown Jr. Com nove faixas conceituais, Luto por Esperanza já havia sido antecipado em três singles e clipes. Indomável León, lançada no fim de 2022, Esperanza e Barganha feat. Lula Bertoldi, vocalista e guitarrista da renomada banda argentina Eruca Sativa, vencedora de prêmios Gardel e indicada ao Grammy Latino. “O Luto por Esperanza marca não só o início de novos tempos para a banda, como também o registro definitivo dos últimos anos que passamos”, declara Victor Birkett, vocalista da Depois  da Tempestade. Esse é o quinto lançamento do grupo, que conta com três EPs, O Sol Nascerá, Eleva e Mutáv3l, e também do álbum Multiverso, lançado em 2017. A banda é formada também por Gutto Albuquerque (guitarra e cordas), Diego Andrade (baixo), Maru Mowhawk (teclados e sintetizadores) e Bruno Andrade (bateria e beats). “É um privilégio seguir ampliando nossas obras e evoluindo musicalmente. Esse também é o primeiro disco com o Gutto (Albuquerque) nas guitarras e na composição dos arranjos e pré-produções. Foi um orgulho contar com uma artista do porte da Lula Bertoldi em Barganha“, comenta Victor. O álbum teve o processo de criação mais longo de toda a carreira da banda, passando inclusive pela pandemia. “A gente começou a composição do disco em 2018. Foi inicialmente idealizado por nós como um EP onde cada faixa representaria um momento do ciclo do luto”, explica Gutto Albuquerque. “Nos juntávamos pra compor em conjunto, em jam durante os ensaios, pensando naquele sentimento e o que tínhamos dentro pra expressa-lo musicalmente. Levou quase cinco anos pra ficar pronto e mal sabíamos no início que iríamos vivenciar tantos lutos nos anos seguintes. Definitivamente tudo tem seu tempo”, completa Gutto, que também foi responsável pelas produções das faixas interlúdio ciranda de duelo e umnovecincomeia, que conta com a fala de Josanne Birkett, mãe do vocalista Victor, falecida no ano passado. “Esse disco traz um sentimento especial, pois será uma homenagem póstuma à minha mãe, que era uma grande fã da banda. Sempre que podia, nos acompanhava nos shows porque realmente gostava do som e do ambiente. Eu também sempre a anunciava para o público, que a aplaudia”, relembra Victor. “Vai ser o primeiro lançamento da Depois da Tempestade que minha mãe não poderá escutar, mas ela se transformou em uma das faixas desse disco. A turnê será uma homenagem à sua memória”, completa. O álbum Luto por Esperanza pode ser escutado em todas as plataformas de streaming e terá show de lançamento em Santos, no dia 20 de agosto no Dantas Music Bar, com a presença das bandas Seaport e Karma 13, além da discotecagem de the.lazyb. Os ingressos custam a partir de R$ 20,00.

Jeza da Pedra e mellina fazem um registro afetivo do subúrbio carioca no clipe Camará Station

Duas potências da zona oeste do Rio de Janeiro, Jeza da Pedra e mellina unem forças para narrar uma crônica sobre desencontros e afetos não correspondidos no single Camará Station. É próximo ao fim da Avenida Brasil onde os artistas embarcam na sua jornada lírica em nome de um pop criativo, avesso à ostentação, sem perder porém a sua identidade e raízes periféricas em uma canção climática com a identidade potente do subúrbio. Este é o primeiro single do duo e faz parte do álbum Lolólove. A faixa ganhou um clipe com imagens que fazem parte do imaginário e do dia a dia de um Rio de Janeiro longe dos cartões postais. A parceria vem em um momento em que Jeza da Pedra conquista reconhecimento como um dos nomes incensados do rap nacional e da nova MPB, enquanto mellina se projeta como rapper e artista multimídia. O produtor musical Daniel de Souza assina a faixa direto de seu estúdio @suburb_io. A canção nasceu da amizade e das reflexões compartilhadas por mellina e Jeza sobre as zonas de desconforto geográfico e  afetivo que enfrentam como moradores da zona oeste do Rio. A música narra um desencontro romântico, tendo como cenário a estação de trem de Senador Camará e traz uma fusão de rap e indie pop com uma sonoridade dançante e envolvente.  Jeza da Pedra despontou do underground carioca em 2015 com o funk Sai que tu é mó bad. Em 2017, lançou o aclamado Pagofunk Iluminati com show de estreia ao lado da banda Afrojazz e da DJ Iasmin Turbininha. Desde então, vem somando tem parcerias musicais de peso como DJ Sexy Love, UBUNTO e Kassin. A intensidade dos amores e desejos é o tema central dos últimos trabalhos de Jeza da Pedra: Arquitetura da Despedida (Sete Estações) (2021), Amores Líquidos (2022) e a recente Paixão Cocaine. Esta última, foi lançada em junho deste ano para fechar aquilo que o artista descreve como sua “trilogia de love songs”. Já mellina é cantora, compositora e artista multimídia. Em 2021, passou a expor sua arte através do NFT, levando a convites de eventos e shows para apresentar sua obra. Debutou musicalmente em abril deste ano com o funk Acrigel, em parceria com o renomado produtor Beat do Ávila.

Lynx the Revenge lança a dramática e envolvente Saudade

O sexteto carioca Lynx the Revenge lançou o single Saudade. A balada dramática e envolvente apresenta uma inédita faceta dentro do gênero praticado, o heavy metal, cujo instrumental coloca o piano em primeiro plano, acompanhado de fraseados e solos das duas guitarras. Saudade é um single de fácil audição que fala de um sentimento vivido por qualquer pessoa. A letra aponta que é preciso olhar para si, ao redor e para sua própria trajetória para afastar a tristeza, solidão e seguir em frente. “Saudade não conta uma história específica, mas sim uma descoberta, uma constatação de um envolvimento intenso, é uma dissertação de perda que qualquer um de nós que vive ou já viveu tamanho sentimento possa vestir e tomar para si, e então viver momentaneamente essa experiência musical”, explica o guitarrista do Lynx the Revenge, Douglas Gomes. Trazendo o piano ao centro da música, com a melancolia que é intrínseca ao sentimento da saudade. Pensando nisso, o guitarrista e compositor Douglas Gomes tentou, pela primeira vez, testar seu conhecimento musical num piano. Quando então nasceu o tema da música, que também é a melodia do refrão, e espontaneamente o restante da harmonia estrutural surgiu, como conta Douglas. “O clima veio embalado e encomendado pela temática pensada na ocasião, que instantaneamente inspirou sua letra e finalização. Virou uma balada metal de fácil audição, facilmente transcende quem não ouve o gênero e sendo marcada pelo dueto vocal da Raíza Silva e do Leandro Felício”.