Funk consciente: Vino L. retrata tráfico e ostentação em novo single

Roupas de marca, carros, drogas e ostentação. É assim que o universo do crime diariamente alicia os jovens no subúrbio brasileiro. Garotos que buscam o sucesso rápido, mas acabam mortos ou atrás das grades. É sobre essa triste realidade que o rapper carioca Vino L. canta no single AK-47. A letra retrata a forma como o tráfico de drogas pode iludir, ludibriar e destruir os sonhos e anseios dos adolescentes nas comunidades. A melodia, por outro lado, é guiada por uma batida de funk que se remete tanto a Furacão 2000, quanto aos artistas mais contemporâneos, tais como MC Leozinho da ZS e MC Hariel. Para conceber a faixa, Vino L. ainda se inspirou em Criolo e MV Bill. A produção musical é assinada por André Menegazzo. O cantor conta que a história de AK-47 é fictícia, mas inspirada na dura realidade que a desigualdade social impõe aos jovens periféricos. “Eu vim do subúrbio carioca. Fui criado em Bangu, na Zona Oeste do Rio. E infelizmente, vi esse enredo se repetir várias vezes, atingindo inclusive pessoas conhecidas minhas e dos meus irmãos. É um caminho fácil, mas curto para quem resolve seguir nele. E é sobre isso que eu canto nesta música”, frisou. Em atividade desde meados dos anos 90, Vino L. atualmente reside em Maceió, Alagoas. Anteriormente neste ano, lançou as músicas Belinha, Longe Demais e Tesão. O artista ainda se inspira no pop, na black music e no trap.
Com rock e diversão, LILEE divulga compacto Rock Indie Kids!:

O rock também é para as crianças. Esse é o espírito do trabalho de estreia da cantora-mirim LILEE, de apenas 7 anos de idade. “Rock Indie Kids!” é uma espécie de compacto, que reúne as canções Dente e Amigos. O lançamento chega nas plataformas de streaming através do selo NOVEVOLTZ RECORDS. Com um teor divertido, ambas canções se remetem ao rock e ao indie, por exemplo, ao conter guitarras distorcidas em meio à sutileza das musicalidade infantil. E para chegar nessa sonoridade, LILEE contou com um time de peso. O baixo, por exemplo, foi gravado por Alexandre Kassin. O músico é principalmente conhecido por produzir nomes como Los Hermanos, Vanessa da Mata, Lenine, entre outros. A bateria e o violão, por outro lado, foram gravados por Renan Martins e Felipe Bate. O primeiro acompanha a banda Melim e o cantor Bryan Behr. Felipe, por sua vez, é um músico de estúdio que já trabalhou em gravações de artistas como Anavitória e Giulia Be. LILEE compôs tanto Dente quanto Amigos. Para produzir o compacto, teve a ajuda do seu próprio pai, Miguel Afonso, que ainda gravou as linhas de guitarra e teclado. Ele aponta o Rock Indie Kids! como uma brincadeira de pai e filha que ficará registrada para a eternidade. “Ela é apaixonada por música desde muito nova. No ano passado, aos 6 anos, começou a tocar bateria e desde então diz que quer ser cantora quando crescer. O que tiver que ser, será. O que importa é que ela é uma menina muito alegre, saltitante e sorridente. O compacto é influenciado pelo que a LILEE mais gosta de ouvir. Ou seja, Miley Cyrus, Breanna Yde e Meghan Trainor”. No dia 10 de novembro, a cantora-mirim divulgará o videoclipe de Dente. A obra é dirigida por Eduardo Levy e Marcelo Paiva, que atuam na Janeiro Filmes e são conhecidos por dirigir trabalhos com artistas como Malia, Priscila Tossan, entre outros.
Despertamente: Ancestral Diva ressalta liberdade em novo videoclipe

“Um eu-lírico que se liberta das amarras impostas pela sociedade visando encontrar a sua própria essência”. Essa é a narrativa do novo videoclipe da banda Ancestral Diva: “Despertamente”. No vídeo, o grupo desbrava o desconhecido e performa a canção em um sítio. O videoclipe tem direção de Donald Carlosh e foi filmado em Belo Horizonte, Minas Gerais. O trabalho dá continuidade à divulgação do álbum homônimo da Ancestral Diva, disponibilizado recentemente nas plataformas de streaming. O guitarrista Zé Mário Sousa conta que o título da canção trata-se de uma junção entre as palavras “despertar” e “mente”. “Gostamos dessa liberdade poética de “criar” novas palavras para expressar de forma mais palpável as coisas mais abstratas. “Despertamente”, por exemplo, é uma música que ressalta o sentimento de liberdade, que fica exposta no videoclipe, na letra e no arranjo musical como um todo. É sobre abraçar o caos e ser feliz”, frisou. Tanto em Despertamente, quanto em todo o seu álbum de estreia, a Ancestral Diva mistura elementos de blues, stoner rock e música pop. Além de Zé Mário Sousa, a banda conta com o Babo Gruppi (voz), Luce Lee (baixo, piano e synths) e Saulo Ferrari (bateria e percussão). Festival Mondo NYC A banda Ancestral Diva faz parte do line up do Festival Mondo NYC, que acontece no próximo dia 13 de outubro. Trata-se de uma conferência internacional de music business. E para a ocasião, o quarteto gravou um show case tocando três canções autorais: Macumbeira, Fim Distante e Pindorama. O material será inicialmente transmitido para o público que comprar os tickets para o evento. No entanto, posteriormente será disponibilizado via Youtube no canal da Ancestral Diva.
Doda Garcia é atração no Festival IAX no dia 3 de outubro

O cantor e compositor Doda Garcia se apresenta na segunda edição do Festival IAX no dia 3 de outubro. O evento é virtual e ressalta a diversidade e luta em prol da música independente. A transmissão ocorrerá via Youtube, às 16 horas. Para a ocasião, Doda preparou uma performance reunindo o pop, o R & B e brasilidade do single Bodas de Vinho à melancolia da inédita Guerra Fria. A transição é sutil à medida que o artista apresenta um enredo que funciona como uma espécie de metáfora, onde ressalta que disfarces alegres podem esconder grandes tristezas. O cantor, que se inspira em nomes como Lady Gaga, Michael Jackson e Liberace, conta que a pandemia foi fonte de inspiração para o enredo do show. “Quando algo nos atinge, nossas fachadas caem e percebemos que algumas das nossas relações não são tão reais quanto pareciam. Muitas pessoas passaram por esse tipo de desilusão durante a pandemia. E por isso, espero que se identifiquem com esse trabalho”, explicou. Ao decorrer do Festival IAX, outros 12 artistas se apresentarão. Na oportunidade, Ana Machado, Docaos, Ravenc, Leoh Tozzi, Vinisio, Colidente e Anselmo Rodrigues tocam no dia 2 de outubro (sábado). Já Beltrano, Kin Kas, Ottair, Jim Jeans e Fabricio Viliano, assim como Doda Garcia, se apresentam no domingo (3).
Renovado e em português, Bayside Kings lança EP Existência

A existência é repleta de camadas e sensações: da vitória à derrota, da queda à redenção e da decepção à aceitação. Ser alguém único e caminhar com suas próprias convicções, além de saber viver o agora, são algumas das mensagens que o Bayside Kings escancara – e às vezes dilacera coração e alma – por meio das quatro músicas do EP Existência, o primeiro em dez anos de carreira em que o quarteto hardcore compõe em português. Junto ao EP foi lançado o videoclipe da faixa Ronin. Em resumo, a banda trata como o terceiro single do registro, após a faixa de abertura, Existência, além de Miragem. Cada música do EP traz um conceito sobre existir a partir de uma leitura do BSK. As faixas, cuja sonoridade está atrelada a um hardcore rápido e furioso (lançando mão de melodias e cadências quando necessário), funcionam e são inteligíveis tanto individualmente como uma sequência. Existência, a música de abertura, é sobre o fortalecimento do indivíduo. Miragem é a busca utópica de um amanhã que nunca chega, sem perceber que o aqui e agora é o melhor momento. Na sequência vem Ronin, que aborda a busca pelo valor da existência, que significa encarar decepções e escolhas ao longo do caminho. Encerramento e transição para o álbum O EP encerra com a forte Alpha e Ômega, que tanto fala de desejos em se desprender de regras pré-concebidas pela sociedade, como também aborda perdas, da dificuldade em encarar o final de algo. Além disso, Alpha e Ômega é a música de transição para o próximo EP. Posteriormente formará, junto ao Existência e outros registros, o álbum #livreparatodos. Aliás tem a participação de Giovani Leite no piano, que executa um interlúdio. No fim, uma dica valiosa do vocalista Milton Aguiar para se ouvir Existência: começar da última faixa, Alpha e Ômega até Existência. “Tudo tem um sentido, que revelaremos de pouco em pouco. O Bayside Kings mostra que música pode ser mais do que só música: é uma ideia, um debate e uma lição de vida”, conta. Videoclipe de Ronin Com influência da dinâmica de Cães de Aluguel, clássico do diretor Quentin Tarantino, o clipe de Ronin apresenta diversas questões acontecendo em um mesmo cenário. Como ressalta a banda, a ideia é continuar a história do Caveirinha, que não é o mesmo do clipe de Existência, é um personagem novo. Ele aparece sendo abatido e levado para interrogatório por três pessoas obscuras. “Estas três figuras representam pessoas já assimiladas pelo sistema e que negaram a própria existência para fazer parte de um regime total, por isso usam o saco na cabeça, como sem uma identificação, uma feição. Querem que o Caveirinha se torne como eles”, explica Milton. Ao final do clipe, uma surpresa: é o espectador que vai vislumbrar o desfecho do conflito. “O indivíduo tem o poder de escolha, o poder de realçar e afirmar sua particularidade perante o sistema que tenta a todo custo arrancar sua essência e aniquilar sua existência”, completa o vocalista. A mudança da Bayside Kings O cenário sócio-político nacional de 2018, conta Milton, foi o ponto de partida para a mudança na forma de levar a mensagem do Bayside Kings. “O agora e o futuro daquele tempo demandava à banda atingir nosso público e ir além de quem já nos conhece, e com uma mensagem uniforme”. As letras em português, portanto, são uma forma de conversa com outros públicos, outras culturas, além de estreitar a relação com a já sólida base de fãs e pessoas ligadas ao hardcore punk. “Queremos abrir novos campos de diálogo”, revela o vocalista, que estudou as métricas do português para adequar a sua forma de cantar – bandas como Colligere e Mais que Palavras são algumas referências para este processo. O resultado está em Existência, em que cada palavra da música é entendida. “Um recomeço, com a experiência e maturidade de dez anos. “Queremos coisas novas e esse é o momento ideal”, completa Milton.
Sem Saber O Que Virá: Eduardo Felix ressalta gratidão em novo single

É impossível saber exatamente o que acontecerá no próximo dia de nossas vidas. E é justamente essa incerteza que inspira o cantor e compositor Eduardo Felix no videoclipe de Sem Saber O Que Virá. A música reflete sobre a passagem do tempo com uma mensagem de gratidão e afeto. O roteiro do audiovisual transmite essa percepção conforme exibe o cantor em meio a uma viagem de carro, posteriormente mostrando-o performando em uma bosque. O clipe conta com a direção de André Barreto (FØCA Audiovisual). Sem Saber O Que Virá integra o repertório do EP de estreia de Eduardo Felix, intitulado O Amanhecer e lançado recentemente via CD Baby. A faixa, bem como o restante da obra, se remete à sonoridade do pop rock brasileiro dos anos 1980 e 1990, sendo fortemente inspirada em bandas como Legião Urbana, Nenhum de Nós e Biquini Cavadão. Segundo Eduardo, o título da música alude às alegrias que as incertezas podem proporcionar. “Ao não saber sobre o futuro, podemos desfrutar das gratas surpresas que a vida pode nos proporcionar. A música e o videoclipe mostram que o pragmatismo nem sempre é o melhor caminho para se chegar à felicidade”. O material é apenas o primeiro passo da trajetória que o artista visa traçar, sendo que o cantor já trabalha na produção de novos conteúdos autorais. A previsão é que novos lançamentos ocorram ao decorrer de 2022.
Nevermind: Nirvana e Nickelback inspiram Catwave em novo videoclipe

“Nada é pior do que discutir com quem a gente ama”. Esse é o tema do novo videoclipe da banda Catwave: Nevermind. O audiovisual, bem como a música, se remete ao rock alternativo dos anos 1990, exibindo uma performance em preto e branco. O vídeo tem direção e produção de Bruno Fernandes. A faixa antecipa o álbum de estreia da Catwave, que leva o nome de Decadence. O disco será lançado no fim deste ano através do selo Elevarte Music. O grupo é principalmente influenciado por bandas como Nickelback, Oasis e Nirvana, sendo que esta última inclusive inspirou o título da faixa em questão. O vocalista e guitarrista John Antonny frisa que Nevermind aborda uma situação real. “Todo casal discute. E toda discussão pode nos levar a uma briga, que pode se agravar, gerando uma pausa no relacionamento ou até mesmo um término. Neste momento, nos questionamos e tentamos entender se realmente vale a pena levar aquilo para frente. Isso é mais comum do que parece. E por isso, as pessoas podem se identificar com essa música”. Eduardo Matos (bateria) e Junior (baixo) e Anderson Nascimento (guitarra) completam a formação da Catwave. O quarteto está em atividade desde meados de 2018. Anteriormente, lançaram as músicas Flashes (2021) e Abuse (2020).
Gabe.Sx reúne Mariana Mello, Lukinha, e Tissa Rahim em novo single “Let It Hurt’

Um caldeirão de influências e participações especiais. É desta forma que o produtor Gabe.Sx divulga o single Let It Hurt. A faixa mistura elementos de rap, pop, soul music e R & B à medida que trata-se de um lançamento multi-colaborativo com participação da cantora canadense Tissa Rahim e dos rappers Lukinha e Mariana Mello. As sessões de gravação ocorreram em três momentos. No Brasil, o produtor trabalhou na Ativa Audio Lab e em seu estúdio pessoal, conhecido como SxSounds. Ambos ficam em Santos, no litoral de São Paulo, e foram palco tanto para a gravação do beat, quanto para a captação de voz de Lukinha e Mariana Mello. A voz de Tissa, por outro lado, foi gravada no Canadá, em homestudio. Gabe.Sx aponta que a música é uma espécie de celebração à cura das nossas dores. ”No geral, evitamos a dor, já que não queremos senti-la, mesmo que temporariamente. Porém, Let It Hurt é um grito que vai na contramão disso, frisando que é preciso sim enfrentar a cicatrização. E para expressar essa sentimentalidade, produzi o beat me inspirando no Tom Misch, trazendo uma harmonia influenciada pelo jazz e pela bossa nova, o que soa bem junto à personalidade de cada um dos cantores”, ressaltou. Durante todo o ano de 2021, Gabe.Sx manteve a veia colaborativa. Recentemente, por exemplo, também divulgou os singles Nave e Oração Pra Ela, respectivamente, trabalhados com os cantores Dantt e Gabriel Thes. Agora, o artista já prepara novos conteúdos autorais, sendo estes previstos para o decorrer dos próximos meses.
Elevarte Music: Ben Charles retrata ancestralidade em novo single “Sou Filho da Selva”

“Uma homenagem aos povos da floresta”. É com esse espírito que o cantor e compositor Ben Charles divulga o single Sou Filho da Selva. A faixa é um lançamento do selo Elevarte Music e mistura carimbó e música caribenha e xamânica. Hoje residente Novo Oriente (CE), Ben Charles tem ancestralidade Macuxi – uma etnia indígena de Roraima que pertence ao tronco Karib. Sou Filho da Selva aborda justamente essa origem do artista. A canção ganha ainda mais sentimentalidade levando em consideração que o artista divide os vocais com a sua mãe, Ilce Filgueiras. O cantor conta que a composição lhe surgiu em um momento em que esteve hospitalizado. “Recebi essa música do cosmo enquanto estava com febres altíssimas devido à uma crise renal. Depois que ela veio na minha cabeça, comecei a melhorar e recebi alta. Logo que cheguei em casa, fui direto pro meu estúdio e gravei. Sou bisneto do pagé Laureano do Alto Uraricoera (terra de Makunaima) e sou engajado na proteção da floresta. Por isso, sinto que Sou Filho da Selva transmite muito daquilo que eu sou”, frisou. O próprio Ben Charles gravou todos os instrumentos, mixou e masterizou a canção, bem como usualmente faz em suas obras. Desta forma, anteriormente, em 2021, lançou os singles Sementes e O Canto e A Dança.