Só: Nimbo reflete sobre amor e solitude em novo single

Para os introvertidos, nada é mais importante do que ter um espaço para si. E imaginar um contexto sem isso, pode ser assustador. Mas e se fosse possível encontrar uma companhia nessa solitude? Este é o tema que a Nimbo aborda no single “Só”. A canção mistura a sutileza e intensidade, trazendo uma canção acessível, mesmo com nuances de experimentalismo. Isso ocorre à medida que o duo se inspira em bandas como Clube da Esquina e Radiohead. Ainda vale pontuar que “Só” antecipa o próximo EP da Nimbo, intitulado Tempestade e Calmaria. As sessões de gravação ocorreram no home studio do vocalista e guitarrista da Nimbo, Daniel Vasconcelos, que assina a produção da canção com Leonardo Domingues. “Só” ainda é influenciada pelo contexto sci-fi, o que também fica explícito no seu videoclipe — roteirizado e dirigido por MOOLUSCOS. Daniel explica essa inspiração parte do princípio de que o eu-lírico imagina se encontraria alguém que o completasse em nosso planeta. “Escrevi essa música para a minha noiva quando ainda namorávamos. Ao decorrer da letra, reflito sobre a minha introversão e sobre o quanto me senti pleno ao conhecê-la. Quando você encontra alguém compatível, é perfeitamente possível viver com alguém sem ter que comprometer a individualidade. E, felizmente, ela sempre esteve aqui na Terra mesmo”. A Nimbo está em atividade desde meados de 2018 e ainda conta com o músico Ricardo Chacon (violão, backing vocals) na formação. A discografia do duo conta com um EP auto-intitulado e com os singles Tua Paz (2020), Duá e Nuvem Primavera (2021), sendo que os três farão parte do setlist do novo EP Tempestade e Calmaria.
Com pop urbano e professor da Dança dos Famosos, Cayoh lança single “A hora não passa”

Sensualidade e pop urbano. É assim que o cantor e compositor Cayoh lança o single A Hora Não Passa. A faixa aborda uma paixão recheada de incertezas, anseios e desejos enquanto se remete à sonoridade de nomes como Vitão, Luan Otten e Gaab. O romantismo envolto à sensualidade é retratado principalmente no videoclipe, que tem a participação dos coreógrafos Danniel Navarro e Aline Darcie, sendo que o primeiro deles é principalmente conhecido por ter sido professor no quadro Dança dos Famosos, na Globo. No clipe de Cayoh, Daniel e Aline executam uma coreografia especial num ambiente repleto de luzes neon vermelhas. O material audiovisual tem direção de Ricardo Lopes. A música, por outro lado, foi produzida por Bruno Zanardi. As sessões de gravação ocorreram no Estúdio Betta, em São Paulo (SP). Para o cantor, A Hora Não Passa mostra o quão intenso um relacionamento pode ser. “O eu-lírico vivencia dos medos às incertezas. No entanto, desfruta dos melhores momentos de uma paixão. E essa ambiguidade está presente na música”. Em atividade desde meados de 2020, Cayoh divulgou os singles Flores e Edredom em 2021 – neste último, contando com a participação do angolano Junior One. No seu ano de estreia, lançou as canções Me Encontro em Você, Anjo e Te I Love You.
Com reggae e ativismo, Helgi reflete sobre desigualdade em novo single Flores pra Enfeitar

Desprezar a desigualdade de classes, é abandonar as minorias. E o atual governo brasileiro, tem feito isso com maestria. Por isso, é preciso lutar. E é justamente neste sentido que o cantor Helgi divulga o single Flores para Enfeitar. A faixa trata-se de um grito de alerta, que visa estimular uma reflexão sobre o país e a sociedade como um todo. No âmbito melódico, a canção é recheada de reggae e se assemelha à sonoridade da banda Steel Pulse. A produção é assinada por Henrique Villela. Segundo Helgi, o pensamento crítico é o primeiro passo para que a desigualdade diminua. “A mente é o nosso instrumento mais poderoso. Com ela, podemos lutar e evitar que nos submetam ao desprezo à ascensão das classes. Não é possível que um ministro, por exemplo, fale sobre as pessoas com deboche e ironia”, frisou. No meio artístico há 17 anos, Helgi traz a bagagem de uma vida nesta faixa, que corresponde ao seu primeiro lançamento como artista solo. Para ele, “Flores pra Enfeitar marca o início de algo muito significativo, feito com muito esforço, determinação e coragem”.
Trap 015: Dalai MC aborda regionalidade em novo EP “Notável Drop 1”

“Retratar a vivência no interior de São Paulo”. É com esse objetivo que o rapper Dalai MC divulga o EP Notável Drop 1. Em três faixas, Dalai versa principalmente sobre o universo do trap underground. O lançamento chega nas plataformas de streaming através do selo Elevarte Music. O repertório conta com as faixas Mayday, Puff Puff e Oh God. A primeira, conta com participação de NexoAnexo e Rich V Freak. Enquanto isso, Puff Puff tem versos de VH. As três músicas abordam tanto o lado urbano, quanto sentimental, sem deixar a ostentação de lado. A produção fonográfica ficou a cargo de beatmaker Zaia. Dalai acredita que o seu EP pode enfim dar voz à cena sorocabana. “É impossível que esse trampo passe despercebido. Por isso, o título Notável. Fico feliz de contar com outros nomes daqui neste trabalho. O Zaia e o Rich V Freak são exemplos disso, levando em consideração que são referências de longa data no trap 015”. O cantor está em atividade desde meados de 2019. Anteriormente, em 2021, lançou os singles Hoje Eu Tô Sauce, Tapão e Meu Plug Nunca Diz “Não Tem”.
Rock alternativo e swing carioca inspiram terceiro disco da SereS: “baratas e vinis”

Pixies e Jorge Ben pouco tem a ver em termos de sonoridade. Mas e se houvesse uma mistura perfeita entre o rock alternativo recheado de noise ao swing carioca, que é pop mas conta com toda a sutilidade da MPB? É justamente com essa mistura que a banda SereS divulga o álbum baratas e vinis. O disco, que é o terceiro do catálogo da SereS, foi originalmente lançado em 2014. No entanto, agora é reeditado pelo selo Novevoltz Records e enfim chega às plataformas de streaming. As sessões de gravação ocorreram no Estúdio A Casa, no Rio Comprido, no Rio de Janeiro. Na ocasião, a banda produziu o álbum contando com o suporte de Fernando Fischgold. Ao todo, 10 canções integram o setlist, que traz a faixa-título baratas e vinis e os singles Salamaleque, 22 e Amigo Reaça, que chegaram a ganhar até videoclipe há alguns anos. Stevie Wonder, Booty, Desaparecida, Fale a coisa certa, Stranger e Manicômio completam o repertório. O vocalista Zé McGill explica o título do disco. “É um nome inspirado em uma fala do nosso amigo e radialista Maurício Valladares, que sempre dizia que quando o mundo acabar, somente as baratas e os discos de vinil irão sobreviver. E vejo que esse sentimento realmente permeia as canções de alguma forma”. A SereS está em atividade desde meados de 2001. Além de Zé, a banda é formada por Murillo Pouca Nota (guitarra e violão), Bruno Montana (guitarra) e Chokito (baixo). Durante a gravação do disco baratas e vinis, contou com o suporte dos músicos convidados e de apoio Fernando Oliveira (trompete), Gabriel Fomm (sax), Léo Antunes, (trombone), Mauro Berman (teclado), Daniel Levin (piano) e do engenheiro Matheus Dias.
Lamento: Ancestral Diva e Dolly Piercing ressaltam representatividade em novo videoclipe

“O amor não tem gênero. E em todas as instâncias, deve ser respeitado”. Essa é a mensagem principal do novo videoclipe da banda Ancestral Diva. Lamento é uma parceria com a drag queen Dolly Piercing. A música clama pela diversidade enquanto trata-se de um hino em combate ao preconceito. Paralelamente, Lamento ainda propõe uma reflexão sobre a forma como a sociedade pode ser oprimida pelo sistema capitalista. No videoclipe, a banda e a artista contracenam com uma animação que simula uma metrópole e conta a história de um eu-lírico que se vê exausto perante uma rotina guiada por toda a pressão de quem precisa viver para trabalhar e ainda assim, mal consegue mais do que pagar as despesas básicas. O vocalista da Ancestral Diva, Babo Gruppi, aponta que esse personagem recebe uma mensagem, reflete e enfim dá vazão aos seus sentimentos. “Retratamos isso porque ‘Lamento’ é justamente uma canção que exorciza o sofrimento e a tristeza que a injustiça, a opressão e a desigualdade causam”. O baterista Saulo Ferrari frisa que o intuito do grupo é de levar a cultura LGBTQIA + para o universo do rock’n’roll. “É um gênero que sempre abriu os braços para quem se sente fora de um um contexto social pré-determinado. Por isso, está mais do que na hora de propor a desconstrução. Afinal, o rock que eu aprendi a amar, vê a subversão e a aceitação do diferente como princípios”. O audiovisual tem direção de Bruno Ianni, sendo que as imagens da Ancestral Diva e de Dolly Piercing foram captadas por Donald Carlos no Estúdio Matilde, em Belo Horizonte. O chroma key foi utilizado na ocasião. A música, por sua vez, integra o álbum homônimo de estreia da banda. A composição também foi uma parceria entre a drag queen e o quarteto que ainda conta com o baixista Luce Lee e com o guitarrista Zé Mario Pedrosa em sua formação. A Ancestral Diva está em atividade desde 2019, sendo oriunda de projetos como Tempo Plástico e The Spacetime Ripples, que majoritariamente tocavam hard rock em inglês. Hoje, com a nova banda, os músicos referenciam a música pop, o blues e até o stoner rock em meio às suas composições.
Sparking Up My Heart: Galivan retrata paixão avassaladora em novo single

Amar é se entregar por completo, vivenciando toda a intensidade e romantismo que uma relação pode ter. É com esse espírito que o cantor e compositor Galivan divulga o single Sparking Up My Heart. Prova disso, é o próprio título da canção, que traduzido para o português significa “acendendo meu coração”. A música se remete à sonoridade da cantora Lorde à medida que soa como um pop um tanto quanto dark, com elementos do rock e da música country. As sessões de gravação ocorreram no Estúdio Betta, em São Paulo (SP). Sparking Up My Heart foi inspirada na relação entre Galivan e sua esposa. Para o artista, a faixa trata-se de uma homenagem. “Vivemos uma paixão avassaladora e constante. Por isso, a letra é tão íntima. Retrato a forma como me sinto perto dela. Meu peito se acende e sinto meu coração acelerando” Galivan está em atividade desde 2021, ano em que estreou nas plataformas digitais com as canções Colorblind e It’s So Could Outside. Na ocasião, conquistou ouvintes principalmente provenientes dos Estados Unidos. Em julho deste ano, tentou alcançar uma nova audiência divulgando sua primeira música em português, intitulado Tempo. Desta forma, Sparking Up My Heart representa uma nova virada na trajetória do cantor e compositor, que volta-se novamente para o mercado internacional.
Curinga Roque inicia novo ciclo com single “Assim Vai Ser”

“Para iniciar um novo ciclo, é preciso refletir sobre tudo o que vivemos”. É com esse espírito que a banda Curinga Roque divulga o single Assim Vai Ser. A faixa conta com uma sonoridade que se remete ao rock dos anos 2000 e aponta para o uma nova fase do grupo. Isso porque este é o último lançamento da Curinga Roque com o vocalista Lucas de Castro e com o baterista Ricardo Terra. A música foi gravada em São Paulo, SP, com o suporte do produtor Álvaro Pizani. Na ocasião, a banda se inspirou principalmente na musicalidade do Detonautas Roque Clube. O guitarrista Eduardo Dau frisa que Assim Vai Ser reflete sobre a vida e sobre como tudo pode mudar de rumo de forma repentina. “Cada um trilha o seu caminho. E as escolhas que tomamos, ou somos forçados a tomar, podem mudar o nosso destino. A vida adulta é assim, e tudo bem. Por isso, sinto que essa música fala basicamente sobre compreender isso e claro, sentir saudade dos tempos em que a vida parecia mais simples”, frisou. Em atividade há cerca de 11 anos, sendo seis destes contando com Lucas, Ricardo e Eduardo em companhia do guitarrista Alex Manson e do baixista Anderson Maimone, a Curinga Roque ainda visa atingir cada vez mais pessoas. E desta forma, já se prepara para divulgar um novo trabalho autoral logo que estiver sua formação restabelecida.
O Dilema: Stereotrilhos reflete sobre o valor do tempo em novo single

O mundo contemporâneo é rápido e sufocante. A cada instante, uma decisão que pode mudar todo o seu rumo. E é sobre essa percepção que a Stereotrilhos canta no novo single O Dilema. A faixa reflete sobre o valor do tempo enquanto mostra uma faceta mais pesada da banda, que agora aposta em guitarras distorcidas pairando sobre toda a base instrumental. O Dilema, assim como as canções Uma Caneta Azul, Invencível, Janelas, A Última Música e Jornada, antecipa o disco de estreia da Stereotrilhos, intitulado Uma Forma de Sonhar. Todo o material foi gravado de forma remota, com linhas de baixo, guitarra e voz captados via home studio. A bateria, por outro lado, foi gravada no Greenhouse Studios, em São Paulo. Para o baixista Rodrigo Murasawa, O Dilema retrata a forma como toda ação tem a sua consequência. ”No início de novos ciclos, é preciso sair da nossa zona de conforto. No entanto, é necessário compreender que cada decisão nos levará a algum lugar. Com isso em mente podemos ponderar tudo da melhor maneira possível. Esse é o melhor jeito de seguir em frente” Rodrigo ainda explica que o título da faixa é inspirado no filme Dilemas das Redes (2020), que tem direção de Jeff Orlowski e se encontra disponível via Netflix. “A película reflete sobre o impacto das redes sociais, trazendo um personagem que fica indeciso entre duas coisas, que a curto ou longo prazo, podem lhe beneficiar de alguma forma. No entanto, ambas exigem sacrifícios. A nossa música foi composta a partir disso, mostrando o quanto isso é real e comum no nosso dia a dia. Afinal, tudo gira em torno dos nossos posicionamentos”. O vocalista Juliano Arruda, o baterista Gabriel Freitas e os guitarristas Lucas Almeida e Raul Faria completam a formação da Stereotrilhos. O grupo está em atividade desde 2015 e deve lançar outras canções autorais ao decorrer dos próximos meses.