Guerreira: Fael CalaFati e Carol Corsini divulgam single em celebração ao Dia Internacional da Mulher

Música e empoderamento. Em resumo, esta é a aura do novo single de Fael CalaFati e Carol Corsini: Guerreira. O lançamento chega nas plataformas de streaming pelo selo Elevarte Music e é divulgado em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 8 de março. O videoclipe conta com edição de Ygor Germano e foi gravado de forma remota. O roteiro frisa o protagonismo feminino frente à sua própria liberdade e felicidade. Aliás, o cantor ainda assina a composição e a produção da faixa, que dialoga com a sonoridade de nomes como Vitor Kley e Charlie Brown Jr. “A internet é incrível, mas pode nos imergir em ilusões e dores. Por isso, trouxemos uma série de mulheres fazendo aquilo que mais gostam. Dançaram, cantaram, andaram de skate, enfim. A autoestima e a alegria se elevam justamente nessas pequenas coisas”.
AMY: Igor B reverbera música alternativa e melancolia em novo single

A perda de um ente querido é uma vivência que pode desnortear qualquer um. Em resumo, esse é o assunto que o cantor Igor B aborda no single Amy. O lançamento marca uma nova fase do compositor outrora ligado ao rap, tendo em vista que a faixa dialoga com a música alternativa, assemelhando-se principalmente à sonoridade de bandas como MGMT e Glass Animals. Durante as sessões de gravação, o músico contou com o suporte do guitarrista e tecladista Paulinho Moreno para produzir e desenvolver a direção musical. A bateria foi gravada por Fernando Ramil, enquanto os backing vocals ficaram a cargo de Eduardo Flor. O lançamento chega nas plataformas de streaming através do selo MondoGroove Records. Aliás, Igor B destaca a melancolia da canção. “A música fala aborda uma despedida e constatação de que nada será como antes. Não é fácil superar esse tipo de dor. Tanto, que conseguir isso soa quase como uma libertação para o eu-lírico. Para trazer esse sentimento, preenchemos a música com uma atmosfera mais densa, recheada de sintetizadores” Baiano e radicado em Brasília (DF), Igor B divulgou o EP Verão Interlúdio anteriormente em 2021. Atualmente, o músico trabalha em novas faixas. Todavia, elas devem ser lançadas nos próximos meses.
Carlos Reis no Estúdio Showlivre: Artista paraense divulga álbum ao vivo de estreia

Leveza e sentimento. Essas são as chaves do álbum Carlos Reis no Estúdio Showlivre. O disco é o debute do paraense, que esteve em São Paulo para gravar nove faixas ao vivo. Na ocasião, Carlos Reis cantou e tocou violão, mas contou com uma série de músicos de apoio. Tais como o baterista Dió, o tecladista Elvis Viégas, o guitarrista Rod e o baixista Junior Dusik. O repertório é constituído pelos singles É Preciso Aceitar e Uma Nova Chance, além das faixas Moça Bonita, A Primeira Vista, Como Um Lindo Sonho, Amigo, Incompleto, Amor Assassino e Que Pena. O cantor frisa a inspiração no rock nacional para conceber o álbum. “Desenvolvi o meu estilo ouvindo artistas bem distintos. Sempre gostei de LS Jack, Skank, Cássia Eller e Capital Inicial, por exemplo. Vejo que este projeto é um marco na minha carreira. Fui de Belém (PA) para a capital paulista gravar. E isso, por si só, já foi uma experiência imensa”.
Imbu: Felipe Wander aborda brasilidade e misticismo em videoclipe de estreia

Regionalidade, resistência e misticismo. Com o videoclipe de Imbu, Felipe Wander aborda todos esses fatores enquanto questiona a existência humana. Aliás, a obra tem direção de Fernando Ventura e trata-se de um lançamento do coletivo Trinca de Selos, que é composto pelas gravadoras Brechó Discos, BigBross Records e São Rock Discos. As filmagens ocorreram nos arredores de Fortaleza, no Ceará. Portanto, desta forma, o eu-lírico visa encontrar a sua essência perante os percalços da vida – enfrentando a sentimentalidade e os próprios sonhos. A faixa, por sua vez, mistura a MPB contemporânea à brasilidade dos anos 1970 de nomes como Belchior e Caetano Veloso. Todavia, para Felipe Wander, o clipe retrata a essência da canção. “O ser humano é incompleto e isso permeia toda a nossa existência. Por isso, é preciso lembrar das feridas para continuar perambulando. Essa é a aura de Imbu. Isso nos permitiu levar a intuição para as sessões de gravação, misturando ideias prévias à improvisação”. Este é o primeiro videoclipe da trajetória solo do artista que outrora ainda divulgou o single Avoante em 2020. Ademais, o audiovisual ainda contou com o suporte do iluminador Marinho e dos figurinistas Ricardo Bezerra e Nayrla Delmiro.
Milímetro Perdido: Superclima82 divulga single de estreia

Milímetro Perdido. Este é o título do single de estreia do projeto Superclima82, idealizado pelo compositor e professor de música, Carlos Rafael Clima. A faixa aborda a evolução humana e as relações contemporâneas. No âmbito melódico, o artista dialoga principalmente com o rock alternativo. O artista concebeu toda a faixa em casa, produzindo, mixando, masterizando e gravando todos os instrumentos. Em resumo, o lançamento é independente e abre uma série de 13 faixas – que devem ser distribuídas ao decorrer de 2021. Aliás, o cantor destaca o simbolismo no início de sua trajetória como Superclima82. “Utilizo esse nome como uma espécie de brincadeira com o meu sobrenome e o meu ano de nascimento. É um projeto muito pessoal, já que retrata a minha experiência evolutiva, atuando como produtor e instrumentista para dar vida às coisas que escrevi durante a vida. Aprendi a tocar violão e guitarra em 1997. Por isso, tenho bastante material. Me inspiro em MPB, rock, samba e soul” Para o músico, Milímetro Perdido também reflete sobre a pandemia do Covid-19. “Estamos em um período muito complicado. É impossível não refletir e repensar a vida em algum momento. “Me ocorreu de ter um impulso para investir em um home studio. Venho estudando bastante para desenvolver as minhas canções da melhor maneira possível”. Carlos Rafael Clima é carioca e vivencia a música há mais de 20 anos e atualmente divide-se entre o viés solo e a atuação na banda Os Crides – onde é guitarrista.
Pirâmide: Anima Mea & Dias de Truta apostam em crítica social em novo single

Não é novidade que o dinheiro movimenta o mundo. Contudo, certamente não é legal ganhá-lo a partir de fraudes e corrupções. E é a partir deste sentimento de indignação que as bandas Anima Mea e Dias de Truta divulgam o single Pirâmide. Esta é a segunda parceria dos grupos que anteriormente lançaram a faixa Feliz Aniversário e caíram nas graças dos usuários do TikTok e do Reels do Instagram ao decorrer de 2019. Na ocasião, obtiveram êxito com uma sonoridade acústica, relacionada à obra de Melim e ANAVITÓRIA. Agora, no entanto, Anima Mea e Dias de Truta misturam rock, ska e pop. Assim, nomes como Jorge Ben Jor e Skank foram referência para composição. Pirâmide tem produção de Tadeu Minucci e foi gravada na cidade de Formiga, em Minas Gerais. O vocalista da Anima Mea, Daniel Valadão, explica a letra da faixa. “Esquemas Ponzi e Pirâmides Financeiras têm se tornado comuns no Brasil. A nossa canção é uma crítica tanto a quem lidera esse tipo de golpe, quanto a quem é seduzido pelas promessas de retornos expressivos e garantidos em pouco tempo. Por isso, escolhemos esse título para a música”. Além de Daniel, a Anima Mea é constituída por Sidney Braga(baixo) e Ronilsinho (guitarra). A Dias de Truta, por sua vez, é formada pelos músicos Renan Karacol (voz), Lucas Rodrigues (guitarra) e Guilherme Pugas (baixo) Bruno Choke (bateria).
Parem de Matar Pessoas Pretas: Aydan divulga hino antirracista em forma de videoclipe e mini-doc

“Ser preto e se autodeclarar preto é um ato de resistência”. É com esta mensagem que o cantor e compositor santista Aydan divulga o single Parem de Matar Pessoas Pretas. O lançamento chega acompanhado de um videoclipe e um mini-documentário. O material é uma realização da Prefeitura Municipal de Santos, através da Lei Aldir Blanc. O mini-documentário e o videoclipe expõem a perspectiva dos indivíduos pretos perante o racismo estrutural na sociedade brasileira enquanto preza a união e a auto afirmação dos mesmos. Os vídeos foram produzidos em parceria com a produtora XepaFilmCrew. Na ocasião, Aydan assinou o roteiro e contou com a direção de Matheus H. Santos. A música, por sua vez, tem produção, guitarras, beat e violão desenvolvidos por Dime. Durante o período de gravação, Aydan ainda contou com o suporte dos músicos Samir Reis (teclado) e L.A (baixo). Segundo o cantor, o projeto foi concebido com o intuito de propor uma reflexão. “Temos que fazer as pessoas entenderem o seu papel na luta por um mundo melhor e mais justo para todos. Espero trazer parte do aprendizado e crescimento cultural que obtive durante a produção deste trabalho, ouvindo relatos de pessoas negras sobre o racismo”, frisou. Vale pontuar que o mini-documentário contou com o apoio do bar Aqui É Favela. O comércio, que fica no Centro de Santos (SP), cedeu espaço para parte das sessões de filmagem na ocasião. Aydan está em atividade desde meados de 2017. Anteriormente, divulgou os EP’s Isolamento (2020) e Teus (2017), além dos os singles É Só Você Chegar (2020), Lugar de Fala (2019) e Mira (2018).
Polarize (Unplugged): The-Self-Escape se reinventa em novo EP

“Toda canção tem a sua essência. E ela é normalmente despida de grandes arranjos e afins”. É a partir desta ideia que o cantor The Self-Escape divulga o projeto Polarize (Unplugged), deixando o R&B e o rock momentaneamente em prol de uma nova estética. Assim, as faixas Inner Fights, From Lovers to Dust, See You There, Good Guy, Feels Like Home e Again ganharam versões acústicas. O material trata-se de uma releitura do repertório concebido pelo artista através dos EP ‘s Polarize (Pt. 1) e (Pt. 2), que foram divulgados ao decorrer de 2020. As sessões de gravação ocorreram no Escapeship Studio, em Recife (PE). Na ocasião, The Self-Escape produziu todo o conteúdo sozinho, gravando voz, violão e piano. De acordo com o músico, a aposta no minimalismo vai de encontro ao intuito de trazer o espírito de cada canção. “Agora, o ouvinte pode captar as mensagens das letras, já que não há distrações. Assim, posso proporcionar um contato mais direto entre o ouvinte e o meu lado compositor. Mais do que isso, também é uma forma de re-apresentar algumas das músicas que ainda acredito muito”, frisou. Arte da capa por Orestas Grinvaldas A discografia do The Self-Escape ainda é composta pelos singles Malibu (2020) e Blue Jeans X Tessellate (2019). Atualmente, o cantor alimenta o seu canal no Youtube, tendo recentemente trazido versões em inglês para músicas de Tim Maia e Chico Science & Nação Zumbi. Setlist Inner Fights From Lovers to Dust See You There Good Guy Feels Like Home Again
Crítica| Cidade Invisível: Muito além do folclore brasileiro

Cidade invisível tem sido um sucesso, não só no Brasil, mas também em mais de 40 países. Lançada em 05 de fevereiro, produzida pela Netflix, a trama entrelaçou a mitologia com a realidade; tornando uma investigação policial em aprofundamento no folclore brasileiro. Entenda a trama Ainda em seus primeiros minutos a série entrega o que há por vir: suspense, drama, e muito plot-twist. Acontece que a esposa do policial Eric (Marco Pigossi) teve uma morte inexplicável, e cabe a ele desvendar a causa, e quem está por trás da fatalidade. Nesse meio tempo de série é apresentado mais um problema, já que do outro lado da cidade, temos uma terrível maldição a solta, que deve ser contida o mais rápido possível. Seguindo a trama,temos a apresentação de outros personagens. Ainda que não seja como conhecemos em histórias de Monteiro Lobato. Ainda que não saibamos como a série de sete episódios irá terminar, é possível afirmar que teremos diversos acontecimentos. Cidade Invisível e seus protagonistas Como dito no início desse texto, a série tem como pontapé inicial o folclore brasileiro. Iara ou Camila, interpretada por Jéssica Córes, é uma mulher negra, diferente do que nos apresentaram na escola. Além de jogar no time místico, Iara ajuda Eric a desvendar grandes mistérios. Outro personagem cativante é o Saci, ou Isac (Wesley Guimarães), jovem negro, cheio de entusiasmo e solidariedade. De antemão, antecipo que o Curupira ou Ciço, interpretado por Fábio Lago, é peça principal para terminar o quebra-cabeça entre os dois acontecimentos. Acontece que logo após o incêndio na floresta, ele desapareceu, indo morar nas ruas do Rio de Janeiro, desistindo de ser o guardião da floresta. Bem como os demais, temos também a Cuca, que diga-se de passagem, me pega (quem pegou a referência?). Interpretada por Alessandra Negrini, a bruxa é fundamental para desenterrar o passado, e conter a maldição que está a solta. Anteriormente se mostra como vilã, mas outrora faz com que você venha entender sua história de vida. Notas sobre Cidade Invisível Ainda que apresente falhas, como a falta de atores indígenas para representar alguns personagens, a série conseguiu trazer outra perspectiva sobre o folclore brasileiro. A princípio imagine que a série iria ser 100% mística e clichê, mas serviu além do esperado. Assim como sua produção, o fato de terem trazido grandes personagens para a realidade em que vivemos foi sensacional.