Horney estreia em português com EP que questiona a superficialidade da era digital

A Horney dá um passo importante na carreira com o lançamento de Anti-Raso, primeiro EP totalmente em português da banda. Formado por quatro faixas, o trabalho marca a consolidação da identidade artística do grupo, que nasceu em Joinville (SC) e hoje está radicado em São Paulo. Com distribuição da Algohits, o EP usa o rock alternativo como ponto de partida para discutir temas como hiperconectividade, saúde mental, relacionamentos e a superficialidade das relações na sociedade contemporânea. A proposta do disco parte da ideia de que a pressa e a busca constante por satisfação imediata diminuem a capacidade de reflexão e tornam as pessoas mais suscetíveis à manipulação. “Ser anti-raso é ser profundo ao ponto de não ser tão fácil de controlar”, resume a vocalista, guitarrista e compositora Duda Maiolini. Musicalmente, Anti-Raso combina guitarras pesadas, bateria explosiva e mudanças bruscas de intensidade com elementos do pop eletrônico, criando uma sonoridade que a própria banda define como um encontro entre “água e eletricidade”. Cada faixa explora um aspecto desse conceito. “Off!” aborda o impacto da hiperconectividade e da cultura da produtividade sobre a saúde mental, enquanto “Quebra-Cabeça”, com participação de Dani Buarque, da The Mönic, reflete sobre identidade, padrões estéticos e autoconhecimento. Já “Mergulhar” leva a discussão para o campo afetivo, falando sobre a coragem de viver relações profundas, enquanto “Romântica” encerra o EP ironizando a lógica dos aplicativos de relacionamento e a cultura do descarte, defendendo vínculos mais genuínos. Produzido por Fernando Sanches, no Estúdio El Rocha, em São Paulo, Anti-Raso também guarda uma lembrança especial das gravações. Durante uma das sessões, Criolo entrou no estúdio, ouviu a faixa “Quebra-Cabeça” e elogiou a identidade da banda, incentivando os músicos a preservarem aquela essência. Agora, com o EP lançado, a Horney já trabalha no primeiro álbum completo da carreira, que promete expandir os temas apresentados neste novo trabalho e aprofundar sua combinação entre peso, vulnerabilidade e melodias marcantes.

Entrevista | The Hu – “Queremos retornar à América Latina em grande escala”

O The Hu ampliou os limites do Hunnu Rock em HUN, terceiro álbum de estúdio da carreira. Sem abandonar o canto gutural, a língua mongol e instrumentos tradicionais como morin khuur, tovshuur e tumur khuur, o grupo aposta em refrões maiores, melodias mais acessíveis e estruturas pensadas para grandes palcos. O trabalho aparece como algo experimental, processo de transformação da banda em uma atração preparada para arenas, especialmente pela força rítmica de faixas como “Horsemen” e “Grey Hun”. A recepção internacional também destacou a capacidade do quarteto de absorver referências do hard rock ocidental sem perder sua identidade. A Metal Hammer apontou aproximações com Iron Maiden em “The Real You” e com a fase do Black Album, do Metallica, na extensa “Universe”, enquanto a Distorted Sound elogiou a combinação entre peso, melodias mais diretas e elementos tradicionais da Mongólia. A colaboração com Jonny Hawkins, do Nothing More, em “Lost Soul”, dividiu opiniões, mas reforçou o caráter experimental de um álbum que busca novos caminhos dentro da linguagem criada pelo próprio The HU. Formado em 2016, em Ulaanbaatar, o The Hu ganhou projeção mundial ao unir rock e metal com canto gutural mongol e instrumentos tradicionais, batizando essa combinação de Hunnu Rock. O álbum de estreia, The Gereg (2019), colocou o grupo no topo da parada de World Albums da Billboard e abriu caminho para turnês internacionais, grandes festivais e colaborações com nomes como Metallica, Jacoby Shaddix e Lzzy Hale. Posteriormente, a banda recebeu a Ordem de Genghis Khan, maior honraria estatal da Mongólia, e tornou-se o primeiro grupo de rock e metal reconhecido pela Unesco como Artista pela Paz. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Nyamjantsan Galsanjamts falou sobre a expansão do Hunnu Rock em HUN, a colaboração com Jonny Hawkins, a relação do grupo com o público latino-americano, a admiração pelo Sepultura e os desafios de levar a cultura mongol aos grandes palcos e responsabilidade de representar seu país ao redor do mundo. O novo álbum, HUN, é apresentado como um novo capítulo para o The Hu. Em que momento vocês perceberam que era hora de levar a banda para uma nova direção? Quando começamos toda essa jornada com o The Hu, o álbum The Gereg funcionou como uma apresentação do Hunnu Rock para o mundo. Muitos jornalistas e outras pessoas perguntavam para onde aquilo iria, qual seria o futuro do conceito, se continuaríamos cantando daquela maneira e exatamente o que estávamos fazendo. É normal que as pessoas façam esse tipo de pergunta. No segundo álbum, tentamos mostrar uma espécie de comprovação. Era como dizer: “Continuaremos cantando em mongol, seguiremos fazendo aquilo que apresentamos ao mundo e provaremos que essas músicas podem permanecer durante décadas”. Também queríamos mostrar que éramos pioneiros vindos da Mongólia. No terceiro álbum, expandimos tudo aquilo que já havíamos construído. Continuamos cantando em mongol, utilizando instrumentos tradicionais, criando riffs e fazendo músicas que são, de maneira inconfundível, do The HU. Ao mesmo tempo, acrescentamos novos elementos ao Hunnu Rock e convidamos as pessoas a escutarem essas novidades. Este álbum também funciona como uma experiência construída sobre aquilo que já havíamos feito. De maneira geral, a resposta e os comentários que estamos recebendo são extremamente positivos. As pessoas estão gostando desse novo som e da profundidade que as 11 músicas do álbum carregam. Realmente, o álbum apresenta momentos mais melódicos, mas sem perder a identidade da The Hu. Houve uma intenção de alcançar um público novo? Desde o lançamento, o que mais surpreendeu vocês na reação dos fãs? Ainda não completou uma semana desde o lançamento do álbum, então ainda não há uma reação específica que nos surpreendeu. Os jornalistas e profissionais da imprensa, assim como você, já haviam escutado o disco antecipadamente. Acredito que essas conversas, nas quais explicamos o álbum e seu conceito, ajudam os fãs e os ouvintes a compreenderem o significado das músicas. Isso permite que as pessoas se identifiquem com elas de maneira mais profunda. Essas conversas são muito importantes. Mas, agora, ainda é cedo para dizer se alguma reação específica nos surpreendeu. Lost Soul conta com a participação de Jonny Hawkins, do Nothing More. Como surgiu essa parceria? Sinceramente, é uma música com características de rádio. A colaboração surgiu por meio da relação que temos com a nossa gravadora, porque Jonny também faz parte do mesmo selo. Existem muitos artistas na gravadora, mas começamos a ficar curiosos sobre ele por causa das características de sua voz. Quando pensamos em combinar os vocais dele com os nossos, “Lost Soul” pareceu a escolha ideal para trabalharmos juntos. Ele também trouxe uma interpretação muito particular para a música. A versão original era um pouco diferente daquilo que ele acrescentou. De maneira geral, trabalhar com Jonny foi ótimo. Ao mesmo tempo, é uma música ligada ao active rock e possui uma abordagem mais radiofônica. Foi algo novo para todos nós, porque Jonny canta sua parte dentro desse estilo, enquanto trabalhava com artistas mongóis cantando na própria língua. Foi uma experiência nova e um processo muito agradável. Apesar do sucesso mundial, vocês tocaram apenas uma vez na América Latina, no México. Existem planos para shows no Brasil e em outros países da América do Sul? Vocês recebem muitas mensagens dos fãs latino-americanos pedindo a vinda da The Hu, como o famoso “Come To Brazil”? Recebemos muitos pedidos dos fãs. Eu mesmo recebo mensagens diretas no Instagram dizendo: “Venham para cá”, “toquem nesta cidade” ou avisando que determinado festival acontecerá e pedindo para participarmos. Nossos fãs são muito ativos dessa maneira, e eu realmente amo e valorizo isso. Queremos voltar à América Latina. Nós tivemos uma apresentação programada na região há alguns anos, mas ela foi cancelada por causa da pandemia. Queremos retornar em grande escala e fazer uma apresentação adequada, especialmente depois de todo esse tempo de espera. Essa é a única razão pela qual estamos levando um pouco mais de tempo: queremos construir algo realmente completo. Estamos igualmente animados para voltar à América Latina e queremos garantir que os fãs sejam valorizados e

Entrevista | Ivan Busic – “O blues é a base de tudo”

Ivan Busic lançou nesta quinta-feira (31) Into the Blues, seu segundo álbum solo e o trabalho mais pessoal da carreira. Antecedido pelo single She’s Got the Devil in her Step, o disco marca uma nova fase do músico ao mergulhar no blues sem abrir mão da pegada roqueira que o consagrou. Segundo Ivan Busic, a faixa reúne riffs inspirados em Cream e Jimi Hendrix, ritmo intenso e uma abordagem mais descontraída nas letras, funcionando como uma prévia da energia presente em todo o álbum. Além de explorar um estilo que sempre esteve presente em sua formação musical, Into the Blues também tem um significado afetivo. O álbum presta homenagem ao pai de Ivan Busic, figura fundamental em sua trajetória como músico, e representa um momento de renovação artística. Para celebrar o lançamento, o artista sobe ao palco do Blue Note São Paulo neste sábado (1º), onde apresentará as novas composições ao lado de releituras de clássicos de nomes como Freddie King, Howlin’ Wolf e Muddy Waters. Conhecido como fundador, baterista e um dos vocalistas do Dr. Sin, Ivan Busic construiu uma das carreiras mais sólidas do hard rock brasileiro. Ao lado do irmão Andria Busic, ajudou a transformar o trio em uma das principais referências do gênero no país, dividindo palco com grandes nomes internacionais e lançando discos que se tornaram clássicos do rock nacional. Além da bateria, Ivan Busic se destaca como multi-instrumentista, compositor e cantor, características que agora ganham ainda mais espaço em sua carreira solo, reafirmando sua versatilidade e disposição para explorar novos caminhos musicais. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Ivan Busic falou sobre o processo de gravação totalmente analógico de Into the Blues, relembrou a influência do pai em sua formação musical, comentou a força do blues como base do rock, analisou o espaço do gênero na mídia brasileira, recordou os shows mais marcantes da carreira e antecipou detalhes da apresentação de lançamento do álbum no Blue Note São Paulo. O álbum ficou com uma sonoridade muito característica, remetendo a bandas como Cream e The Doors. Como foi a pré-produção e a busca por esse som? Esse disco foi inspirado por toda a minha vivência com meu pai e com meu irmão, tocando jazz e blues. Mas houve um momento decisivo: minha esposa colocou um disco da fase Peter Green, do Fleetwood Mac, enquanto eu ia tomar banho. O volume estava bem alto e, durante aquele banho, aconteceu um estalo. Pensei: “Preciso sair daqui gravando um disco nessa onda”. Enquanto tomava banho, já estava compondo. Saí do banheiro, montei a bateria, a guitarra, o amplificador e comecei a gravar. Como já passei por todo tipo de superprodução em estúdio, resolvi fazer exatamente o contrário. Minha ideia inicial era gravar tudo com apenas um microfone. Coloquei um microfone na frente da bateria, o amplificador de guitarra ao lado e gravei a primeira música, “Lemon Pie”, dessa forma. Como bom baterista, começou pela bateria? Passei um bom tempo montando o kit de bateria ideal para esse estilo. Usei uma Gretsch antiga, experimentei peles diferentes, abafei tambores com flanelas e panos, troquei pratos até encontrar a sonoridade perfeita. Sempre digo que um grande disco começa pela bateria. Se ela não soar bem, a chance de o restante também não funcionar é muito maior. Quando encontrei aquele timbre, percebi que era exatamente o som das bandas de jazz e blues que sempre admirei. Fiz então um compromisso comigo mesmo: usaria o mínimo possível de efeitos, compressores e processamento. Da segunda música em diante utilizei apenas dois microfones. Um captava a bateria inteira e outro ficou dentro do banheiro ao lado para registrar apenas o reverb natural. Esse foi o grande segredo do disco. Você teve essa ideia ou se baseou em algum trabalho parecido? Lembrei de histórias dos Rolling Stones gravando em escadarias justamente por causa da acústica. Quando bati palma naquele ambiente e ouvi o retorno, pensei: “Esse é o som que sempre sonhei”. Depois gravei guitarra, bateria, baixo, violão e voz praticamente em sequência, como se fossem vários Ivans tocando juntos. Também quis preservar pequenas imperfeições. Queria que o disco tivesse a sensação de uma banda tocando ao vivo, encarando um ao outro. Na mixagem, fiz uma pré-mix e chamei o Thiago Melo, do Dr. Sin, para ouvir. Ele deu sugestões importantes, principalmente em pequenos ajustes de guitarra. Depois tomei outra decisão: não masterizar o álbum. Queria que ele soasse exatamente como os discos dos anos 50, 60 e 70 que eu amo. Pedi apenas ao Adriano Daga para nivelar o volume entre as músicas, sem alterar frequências, graves ou agudos. Queria que quem colocasse o disco para tocar escutasse exatamente o que eu ouvia na minha sala. Você também destaca muito a relação com seu pai. Como foi esse primeiro contato com a música e quais influências dele aparecem neste álbum? Eu e meu irmão tivemos a bênção de nascer em um ambiente completamente musical. Meu irmão nasceu justamente no ano em que meu pai fundou a Traditional Jazz Band, grupo que representou o Brasil em festivais importantes pelo mundo, inclusive em New Orleans. Tenho lembranças de criança acompanhando meu pai em programas como Os Trapalhões e Fantástico, além de levá-lo ao aeroporto quando saía para turnês internacionais. Nós crescemos observando tudo aquilo e nos apaixonando naturalmente pela música. Ainda adolescentes, começamos a tocar com ele. Era uma enorme responsabilidade, porque dividíamos o palco com músicos veteranos de jazz e blues. Foi também através do meu pai e dos músicos da banda dele que conhecemos Beatles, Deep Purple e Led Zeppelin. Meu pai tinha uma cabeça muito aberta. Ele mostrava Queen, Deep Purple e dizia: “Esses caras são bandas de blues, só que tocam pesado”. E teve alguma música, em específico, que mais te marcou? Lembro perfeitamente do dia em que ouvimos Machine Head, do Deep Purple. Aquilo mudou nossa vida. Mesmo depois de entrar para o rock, nunca deixamos de tocar jazz e blues com meu pai. As duas coisas sempre caminharam juntas. Por

Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciam turnê conjunta pela América Latina com duas datas no Brasil

Os fãs de power metal terão a oportunidade de assistir a um dos encontros mais aguardados do gênero em 2027. Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciaram uma turnê conjunta pela América do Sul e América Central entre abril e maio, reunindo duas referências do metal europeu em oito apresentações por sete países. No Brasil, os shows acontecem em 30 de abril, no Stage Garden, em Curitiba, e em 1º de maio, na Vip Station, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda. A excursão marca o retorno do Rhapsody Of Fire à América Latina com a turnê de Challenge The Wind, álbum lançado em 2024 que reafirmou a força da banda italiana mais de duas décadas após sua ascensão como um dos principais nomes do power metal sinfônico. Liderado pelo tecladista Alex Staropoli, único integrante remanescente da formação original, o grupo promete um repertório que mistura músicas do novo disco com clássicos como Emerald Sword, Dawn of Victory, Holy Thunderforce, Wisdom of the Kings e Rain of a Thousand Flames. O Masterplan também chega embalado por um novo momento da carreira. A banda alemã, criada em 2002 pelos ex-integrantes do Helloween Roland Grapow e Uli Kusch, voltou a lançar material inédito em 2026 com Metalmorphosis, primeiro álbum de estúdio em 13 anos. O trabalho mantém a identidade melódica característica do grupo, mas adiciona uma sonoridade mais pesada, consolidando uma nova fase ao lado do vocalista Rick Altzi e dos músicos Axel Mackenrott, Jari Kainulainen e Kevin Kott. Mais do que uma turnê, a união entre Rhapsody Of Fire e Masterplan representa o encontro de duas vertentes que ajudaram a definir o power metal moderno. Enquanto os italianos ficaram conhecidos pelas orquestrações cinematográficas e pelas narrativas épicas, os alemães construíram sua reputação com riffs marcantes, técnica refinada e refrães memoráveis. A expectativa é de uma noite dedicada aos grandes clássicos do gênero, reunindo duas bandas que seguem em atividade com novos álbuns e formações consolidadas.

Debrix critica o capitalismo, aparência e status no single “Suflê”

A Debrix inicia um novo capítulo da carreira com o lançamento de “Suflê”, single que transforma uma crítica social em uma combinação de riffs marcantes e refrão direto. A faixa, já disponível nas plataformas digitais, questiona uma realidade em que dinheiro, aparência e status têm mais peso do que inteligência, caráter e experiência. O lançamento chega em um momento de ascensão para a banda de São José dos Campos, que recentemente dividiu palco com Sepultura, L7 e The Calling, além de acompanhar o Helmet em apresentações no Brasil, Argentina e Chile. A ironia começa pelo próprio título. A palavra “suflê”, tradicionalmente associada à culinária francesa e à sofisticação, é usada como metáfora para os códigos de aceitação social. Logo nos primeiros versos, o vocalista Felippo canta: “Só queria ser francês, falar ‘suflê’ corretamente / Me faria uma pessoa muito mais decente”, apontando como determinados comportamentos e referências culturais acabam sendo tratados como símbolos de superioridade. Ao longo da música, a crítica se aprofunda ao confrontar conhecimento e valores pessoais com o poder econômico. Versos como “O QI tá na minha conta corrente” escancaram a percepção de uma sociedade em que prestígio financeiro supera competência, enquanto “os culpados” aparecem julgando “os inocentes”. No refrão, a banda abandona qualquer tentativa de aprovação e assume uma postura de enfrentamento: “Não ligo para o seu certo, vou ser bem direto, cansei de sofrer, vou ignorar você”. O conceito também se estende à identidade visual do lançamento. A capa de “Suflê” apresenta o prato francês com uma boca escancarada no lugar do recheio, reforçando a ideia de uma sociedade que fala, julga e impõe padrões constantemente, mas deixa de lado aquilo que realmente importa. A arte dialoga diretamente com a proposta da música e amplia o discurso apresentado na letra. “Suflê” também evidencia a evolução musical da Debrix. A banda passou a investir em repertório autoral em 2024 com o lançamento de “Push It”, faixa que chamou atenção pela mistura de hard rock, grunge e classic rock. No mesmo ano vieram o single “Thunderstorm” e o EP Tales from the Rabbit Hole, trabalho conceitual que acompanha a jornada de um personagem em busca de superar medo, insegurança e frustrações. Em 2025, a Debrix iniciou uma nova fase ao lançar composições em português, começando por “Nada Pra Falar”, seguida pelo videoclipe de “Bullseye”, produzido com imagens de shows pelo país, e por “Brisa de Espelho”. Paralelamente, a banda ampliou sua presença nos palcos, abrindo apresentações do The Calling, participando de um festival ao lado do Sepultura e realizando sua primeira sequência internacional ao acompanhar o Helmet em shows por São Paulo, Buenos Aires e Santiago. Agora, “Suflê” reforça esse momento de crescimento, mostrando uma banda que alia identidade musical consistente a letras que dialogam com questões contemporâneas.

The Bombers e Gritando HC são destaques do Festival de Inverno de Paranapiacaba neste domingo

O The Bombers e o Gritando HC estão entre os principais nomes da programação do 25º Festival de Inverno de Paranapiacaba, que acontece neste domingo (26), na histórica vila ferroviária de Santo André. A banda santista sobe ao palco da Magia Beer às 16h, enquanto o Gritando HC também integra a programação, que ainda reúne atrações como Lokomotive Rocks, Dammit, Molinas, Black Mantra, Banda Magazine e Divazz. A apresentação do The Bombers antecede o lançamento de Noite Alucinante: 30 Anos Ao Vivo, previsto para 30 de julho. Gravado durante o show comemorativo das três décadas da banda, o álbum será lançado nas plataformas digitais, em CD e em uma edição limitada em VHS. Além dos shows, o Festival de Inverno de Paranapiacaba oferece entrada gratuita e uma programação cultural com feira de vinil, cinema, teatro, circo, exposições, contação de histórias, duas praças de alimentação e dezenas de cafés, pubs e restaurantes espalhados pela vila.

Lesoir lança single inspirado na hipótese de Gaia e anuncia novo álbum para outubro

A banda holandesa de prog art rock Lesoir lançou nesta sexta-feira (24) o single Is It Nothing?, primeira amostra de Tomorrow Is Now Today, novo álbum que chega às plataformas de streaming e em formatos físicos no dia 23 de outubro, pela gravadora belga V2 Records. A novidade antecede um período movimentado para o quinteto, que também foi confirmado como banda de abertura da turnê europeia de Anneke van Giersbergen (The Gathering) em novembro. Inspirada na hipótese de Gaia, desenvolvida pelo cientista James Lovelock, Is It Nothing? propõe uma reflexão sobre a Terra como um organismo vivo e autorregulador. A letra aborda a responsabilidade coletiva da humanidade diante das mudanças climáticas e questiona se ainda há tempo para alterar o rumo dos acontecimentos. Em vez de oferecer respostas definitivas, a faixa convida o ouvinte a refletir sobre a urgência de novas ideias e ações para preservar o planeta. Musicalmente, o single reúne elementos que definem a identidade do Lesoir: vocais atmosféricos, passagens de rock progressivo, texturas cinematográficas e uma dinâmica que alterna momentos delicados e explosões de intensidade. Segundo a vocalista Maartje Meessen, a música representa a essência da banda. “Is It Nothing? é a faixa de art rock por excelência deste álbum. É Lesoir do início ao fim”, afirma. Para ela, a composição reforça a importância de a humanidade estar aberta a “ideias novas e, acima de tudo, boas”. O lançamento também ganhou um lyric video com estética psicodélica, que explora um universo onde raízes, neurônios, veias, cidades e florestas de cogumelos se fundem em uma sequência de imagens em constante transformação. A produção acompanha as mudanças de intensidade da música e reforça o contraste entre natureza, tecnologia e intervenção humana. Tomorrow Is Now Today marca mais um capítulo na evolução do Lesoir, consolidando a proposta da banda de unir rock progressivo, rock alternativo e narrativas de forte carga emocional. O disco será lançado pela V2 Records, selo independente europeu que reúne artistas como Moby, Mumford & Sons, Skunk Anansie, Kaiser Chiefs, Temples e Blood Red Shoes. A pré-venda já está disponível no site oficial da banda e inclui, como bônus, o álbum digital Lesoir Live at Hedon 2025. Formado em 2009, na cidade de Maastricht, o Lesoir construiu uma trajetória sólida dentro da cena progressiva europeia. O grupo ganhou projeção internacional ao excursionar com o Riverside e ampliou seu alcance com os álbuns Mosaic (2019) e Push Back The Horizon (2024), este último produzido por John Cornfield, com produção vocal de Paul Reeve e masterização de Steve Kitch, do The Pineapple Thief. Agora, a banda chega a uma nova fase criativa, apostando em um trabalho que combina maturidade musical e reflexões sobre os desafios contemporâneos.

Grave retorna ao Brasil com formação original para show em São Paulo

O Grave, um dos principais nomes da primeira geração do death metal sueco, voltará ao Brasil no dia 7 de outubro para uma apresentação no Burning House, em São Paulo. O show reunirá Ola Lindgren, Jörgen Sandström, Jens “Jensa” Paulsson e Jonas Torndal, resgatando a formação responsável por consolidar a identidade da banda no início dos anos 1990. A abertura ficará por conta da brasileira Infamous Glory. A apresentação faz parte da turnê latino-americana de 2026, que também passa por Santiago, no Chile, e Cidade do México. Em São Paulo, o repertório será dedicado aos álbuns Into the Grave (1991) e You’ll Never See… (1992), dois discos considerados fundamentais para o desenvolvimento do death metal sueco e que ajudaram a transformar o Grave em uma das maiores referências do gênero. Formado em 1988, após atuar inicialmente sob o nome Corpse, o Grave integrou a geração que colocou a Suécia no mapa do metal extremo ao lado de bandas como Entombed, Dismember e Unleashed. Ao longo da carreira, o grupo lançou 11 álbuns de estúdio e excursionou pelo mundo ao lado de nomes como Death, Cannibal Corpse, Morbid Angel e Bolt Thrower, consolidando sua influência na cena internacional. O reencontro da formação clássica aconteceu em 2025, em Estocolmo, e a resposta positiva do público motivou a ampliação da agenda para 2026, incluindo a aguardada passagem pela América Latina. O show também marca o retorno do Grave ao Brasil após 14 anos, oferecendo aos fãs a oportunidade de assistir à formação responsável por alguns dos capítulos mais importantes da história da banda. Serviço Grave em São PauloData: 7 de outubro de 2026 (quarta-feira)Local: Burning HouseEndereço: Avenida Santa Marina, 247, Água Branca, São Paulo (SP)Banda convidada: Infamous GloryRealização: Caveira Velha Produções e Xaninho Discos

My Dying Bride anuncia seu primeiro show da história em São Paulo em novembro

Treze anos depois de sua única passagem pelo Brasil, o My Dying Bride finalmente fará sua estreia em São Paulo. Um dos principais nomes da história do doom metal britânico se apresenta em 29 de novembro, no Fabrique Club, com Mikko Kotamäki, vocalista do Swallow The Sun, assumindo os vocais. A realização é da Firebird Industries, Matrix Entertainment e Kool Metal Fest. Formado em Bradford, na Inglaterra, em 1990, o My Dying Bride foi fundamental para estabelecer as bases do death-doom britânico. Ao lado de Paradise Lost e Anathema, o grupo integrou a chamada Trindade do Doom Metal, responsável por combinar elementos do death metal com andamentos arrastados, atmosfera gótica, violinos e uma forte carga melancólica. Discos como Turn Loose the Swans (1993) e The Angel and the Dark River (1995) se tornaram referências do gênero e ajudaram a influenciar diferentes gerações dentro do metal. A apresentação no Fabrique Club acontece 13 anos após o show realizado no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, até então a única passagem da banda pelo país. O repertório deve percorrer mais de três décadas de carreira, além de apresentar músicas de A Mortal Binding, lançado em 2024 pela Nuclear Blast e atual trabalho de estúdio do My Dying Bride. Produzido por Mark Mynett, A Mortal Binding marcou uma aproximação com o lado mais áspero das origens do grupo. Guitarras densas, ritmos fúnebres e a alternância entre vocais limpos e guturais aparecem em faixas como Her Dominion, Thornwyck Hymn, The 2nd of Three Bells, The Apocalyptist e Crushed Embers, com o violino novamente ocupando posição de destaque nos arranjos. O disco também ganhou um significado especial na trajetória do My Dying Bride por ser o último gravado com Aaron Stainthorpe. Vocalista e um dos fundadores da banda, o músico deixou oficialmente o grupo em outubro de 2025. Para a apresentação em São Paulo, a responsabilidade pelos vocais ficará com Mikko Kotamäki, conhecido pelo trabalho à frente do Swallow The Sun. SERVIÇO My Dying Bride em São Paulo Data: 29 de novembro de 2026 Horário: 17h (abertura da casa) Local: Fabrique Club Endereço: Rua Barra Funda, 1071, bairro Barra Funda, São Paulo/SP Ingresso: ticket.com.vc/evento/my-dying-bride-em-sao-paulo