Water Rats aposta na estética retrô e energia crua em novo single “Robert Flag”

O Water Rats apresentou nesta semana o single e videoclipe de “Robert Flag”, mais uma prévia de MACRODOSE, novo álbum da banda curitibana que chega às plataformas digitais na próxima semana, no dia 23 de junho, pelos selos Forever Vacation Records e Laja Records. Formado por Alexandre Capilé, Pedro Grips, Bi Free e Renê Bernuncia, o grupo segue explorando sua mistura de punk rock, garage rock e rock alternativo, agora em uma faixa que amplia as possibilidades sonoras da banda sem perder a identidade construída ao longo de mais de uma década na cena independente. “Robert Flag” gira em torno de um personagem dividido entre extremos. A letra acompanha alguém que transita entre referências distintas, como Led Zeppelin e Black Flag, enquanto tenta equilibrar desejo, insegurança e raiva. Com uma abordagem carregada de ironia e humor, a música desacelera em relação ao punk mais acelerado que costuma marcar o repertório da banda, apostando em uma atmosfera mais crua e alternativa. A gravação segue a filosofia adotada em todo o álbum MACRODOSE. As faixas foram registradas ao vivo, sem excesso de edição ou artifícios de estúdio, priorizando a captura da energia natural do grupo. Produzida pelo próprio Water Rats, a música foi gravada por Alexandre Capilé e João Manoel, com mixagem e masterização assinadas por Capilé e Gabriel Zander no Estúdio Costella, em São Paulo. O lançamento também chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Rafael Rocha, fundador da Revista Noise e nome conhecido do audiovisual brasileiro. Filmado integralmente em Betacam, o vídeo mergulha na estética visual dos anos 1980 e 1990, explorando texturas analógicas, cores saturadas e um visual propositalmente low budget. Produzido em chroma key, o clipe coloca a banda em cenários artificiais e surreais, enquanto o ator Tiago Marvin interpreta o personagem Robert Flag e conduz a narrativa visual. Fundado em Curitiba, em 2012, o Water Rats construiu uma trajetória sólida dentro do rock independente brasileiro. A banda já lançou os álbuns Ugly By Nature (2014), Year 3000 (2017) e Tetrix (2022), além do EP Hellway to High (2016), produzido por Jack Endino. Ao longo da carreira, o grupo realizou turnês pelo Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos, passando por festivais importantes, incluindo uma apresentação no Primavera Sound Barcelona, e trabalhando com nomes como Jack Endino e Thurston Moore. Agora, com MACRODOSE prestes a chegar ao público, o quarteto reafirma sua disposição em seguir expandindo fronteiras sonoras sem abrir mão da intensidade e da atitude que transformaram o Water Rats em uma das bandas mais consistentes da cena independente nacional.

Varado une Anderson Foca e Fabrício Nobre em estreia urgente e sem filtros pelo selo Dosol

Depois de anos cruzando caminhos nos bastidores da música independente brasileira, Anderson Foca e Fabrício Nobre finalmente dividiram o mesmo estúdio para dar vida ao projeto Varado. O resultado desse encontro é o EP homônimo lançado pelo selo Dosol, trabalho que aposta na espontaneidade e na energia crua do rock e do garage punk. Com cinco faixas gravadas em menos de dez horas no Estúdio Costella, em São Paulo, o registro foi concebido praticamente ao vivo, priorizando a captura do momento em vez de uma produção excessivamente lapidada. Produzido por Anderson Foca, o EP também contou com a participação de músicos das bandas Sugar Kane e Zander. Carlos Fermentão assinou a coprodução do trabalho e gravou os instrumentos, enquanto Alexandre Capilé colaborou diretamente nas gravações ao lado de Gabriel Zander. Segundo Foca, as composições foram pensadas especialmente para a interpretação de Fabrício Nobre, trazendo letras que refletem inquietações pessoais e sociais compartilhadas pela dupla ao longo dos anos. As cinco músicas exploram diferentes perspectivas sobre o cotidiano contemporâneo. “Fenda Vil do Tempo” aborda a relação com a passagem do tempo e os papéis sociais, enquanto “Sente-se” discute as transformações do presente e os desafios da masculinidade. Já “Água Parada” reflete sobre envelhecimento e movimento, “Pensamento Linear” critica posturas rígidas e conservadoras, e “De Volta ao Começo” encerra o trabalho mergulhando em ciclos de excessos, consumo e dependência tecnológica. A proposta estética do Varado também se estende ao visual. A capa, criada por Caio Vitoriano com ilustração de Anderson Foca, faz referência a processos gráficos manuais, contrastando com a hiperconectividade atual. Os videoclipes seguem a mesma filosofia, com uma estética garageira, direta e sem filtros. Para Foca, o projeto também carrega uma mensagem geracional importante: nunca é tarde para começar algo novo. Aos mais de 50 anos, ele e Fabrício Nobre transformam a amizade de décadas em um disco que celebra liberdade criativa, urgência artística e o prazer de continuar fazendo música.

Chuck Ragan retorna ao Brasil em 2027 para três shows em formato acústico

Chuck Ragan, conhecido mundialmente como a voz do Hot Water Music, voltará ao Brasil em janeiro de 2027 para uma turnê solo acústica. O músico norte-americano fará três apresentações no país, passando por Florianópolis, Curitiba e São Paulo. Os shows acontecem nos dias 7, 8 e 9 de janeiro, respectivamente, marcando o reencontro de Ragan com o público brasileiro em um formato mais intimista, mas sem perder a intensidade que o tornou uma referência do punk rock melódico. A passagem pelo Brasil começa no Desgosto Bar, em Florianópolis, segue para o Basement Cultural, em Curitiba, e termina no Hangar 110, em São Paulo. Na capital paulista, o show terá abertura de Koala, vocalista do Hateen, em um set acústico. Os ingressos já estão à venda. Embora seja reconhecido principalmente pelo trabalho à frente do Hot Water Music, banda fundamental para a consolidação do punk melódico norte-americano nas últimas três décadas, Ragan construiu uma trajetória solo consistente, aproximando elementos do folk, country e rock de estrada. Em seus shows acústicos, o artista costuma transformar canções carregadas de energia em interpretações mais próximas do público, valorizando a força das composições e de sua voz característica. Outro capítulo importante dessa caminhada foi a criação da Revival Tour, projeto itinerante que reuniu compositores de diferentes gerações em apresentações colaborativas. A iniciativa contou com nomes como Frank Turner e Brian Fallon e ajudou a ampliar a influência de Ragan para além do universo do punk, reforçando seu papel como elo entre diferentes vertentes da música independente. A nova visita ao Brasil acontece em meio à divulgação de Love And Lore, primeiro álbum solo de inéditas lançado por Ragan em uma década. O disco apresenta um artista disposto a expandir seus horizontes criativos, explorando diferentes sonoridades sem abandonar as raízes que moldaram sua carreira. Faixas como “Echo The Halls”, “Winter” e “Reel My Heart” revelam um compositor interessado em temas como passagem do tempo, família, vida na estrada e as transformações da maturidade. Além da música, a relação de Ragan com a natureza também tem ocupado espaço central em sua produção recente. Proprietário de uma operação de pesca com mosca na Califórnia, o artista passou a incorporar reflexões sobre equilíbrio, sobrevivência e conexão com o ambiente em suas letras. Essa perspectiva atravessa boa parte de Love And Lore e deve estar presente nas apresentações brasileiras, que prometem revisitar diferentes fases de uma carreira marcada pela honestidade emocional e pela dedicação às canções. Hot Water Music também no Brasil Seis meses depois, Chuck Ragan irá retornar ao país com o Hot Water Music. A agenda brasileira terá cinco apresentações: Rio de Janeiro/RJ em 15 de junho, no Experience, seguindo para Florianópolis/SC no dia 17/07, no Desgosto, Curitiba/PR recebe a banda dia 18/07, no Basement Cultural, e depois vem as duas datas em São Paulo/SP, ambas no lendário Hangar 110: 19/07, já esgotada, e 20 de junho. Serviço – Chuck Ragan no Brasil em 2027 7 de janeiro de 2027 em Florianópolis/SC Local: Desgosto Bar Endereço: Rua Padre Roma, 174 – Centro – Florianópolis/SC Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-em-Florianopolis 8 de janeiro de 2027 em Curitiba/PR Local: Basement CulturalEndereço: Rua Desembargador Benvindo Valente, 260 – São Francisco – Curitiba/PR Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-em-Curitiba 9 de janeiro de 2027 em São Paulo/SP Local: Hangar 110Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro – São Paulo/SP Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/Chuck-Ragan-Hangar-110

Entrevista | Shawn James – “Ninguém ligava para Through The Valley até o The Last of Us”

O cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano Shawn James lança nesta sexta-feira (12) o álbum Passage, novo trabalho de estúdio que marca mais um capítulo na trajetória de um dos artistas independentes mais respeitados da cena folk, blues e rock contemporânea. Conhecido mundialmente por sua voz poderosa e pela capacidade de transitar entre momentos intimistas e explosões de intensidade sonora, o músico apresenta um disco que fala sobre transformação, superação e a coragem necessária para seguir em frente. Escrito e gravado ao longo do último ano, Passage surge como uma obra profundamente introspectiva. O álbum equilibra passagens acústicas delicadas com arranjos carregados de peso, misturando blues sombrio, rock, folk e elementos orquestrais. A faixa de destaque é Headed for the End, que também ganha um videoclipe oficial nesta sexta-feira. Entre os momentos mais marcantes do trabalho está Burn, composição que reflete sobre um mundo em constante transformação e os desafios enfrentados pela sociedade contemporânea. Shawn James no Brasil Além do lançamento do novo álbum, Shawn James também se prepara para retornar ao Brasil em agosto. A turnê passará por Porto Alegre, no Teatro Opinião, em 6 de agosto; São Paulo, no Cine Joia, em 7 de agosto; e Curitiba, no Hard Rock Cafe, em 8 de agosto. Os shows prometem reunir clássicos da carreira, como Through The Valley, música eternizada pelo universo de The Last of Us, além das novas composições de Passage. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Shawn James falou sobre a expectativa para o lançamento do álbum, relembrou o impacto inesperado de Through The Valley após sua associação com The Last of Us e comentou a forte conexão que desenvolveu com o público e a cultura brasileira ao longo de suas passagens pelo país. O novo álbum chega às plataformas em poucas horas. Como você está se sentindo neste momento? Estou animado. Sempre existe uma expectativa antes do lançamento de um álbum, especialmente nas primeiras horas. É divertido acompanhar a empolgação das pessoas. A verdade é que escrevi essas músicas no ano passado e terminamos as gravações no final do verão. Então, estou esperando por esse momento há bastante tempo. Originalmente, o disco seria lançado em 1º de maio, mas quando voltei de uma turnê, em março, precisei passar por uma cirurgia e tivemos que adiar tudo um pouco. Está tudo bem agora, mas foi uma longa espera. Estou aliviado e empolgado por finalmente lançar esse trabalho. O que aconteceu para você precisar da cirurgia? Achei que estava com uma intoxicação alimentar. Acordei com uma dor forte do lado esquerdo e fui ao médico. Descobri que era apendicite e precisei retirar o apêndice. Foi muito rápido. Fui dormir com uma dor de estômago e poucas horas depois estava em uma sala de cirurgia. Felizmente aconteceu quando eu já estava em casa, em Portland, no Oregon. Foi intenso, mas estou totalmente recuperado. Como tem sido a reação do público aos primeiros singles de Passage? Tem sido fenomenal. Uma das coisas que gosto de fazer é construir a partir do que já criamos anteriormente. Quando os fãs gostam de discos como Shadows ou The Dark & The Light, eles sabem que podem confiar em mim. Não vou simplesmente mudar tudo de direção. Existe experimentação, claro, mas acredito que as pessoas estão gostando porque encontram elementos familiares apresentados de uma forma nova. Não tenho do que reclamar. Como foi o processo de composição deste álbum? E de onde vêm suas inspirações? A inspiração vem de todos os lugares. Quando eu era mais novo, especialmente na época de Shadows, muitas músicas surgiam de questões pessoais e experiências do passado que eu estava tentando entender. Hoje pode vir de algo que estou vivendo, de um filme incrível que assisti, de um livro, de um mito ou de uma história qualquer. Gosto disso porque amplia as possibilidades criativas. Quanto ao processo de composição, ele varia bastante. Às vezes surge uma ideia de letra, às vezes uma história, outras vezes um riff ou uma progressão de acordes. Em Passage, tentei fazer algo que gosto muito: escrever a música e a letra ao mesmo tempo. Assim, uma inspira a outra e tudo parece mais natural e coeso. Você encontrou alguma inspiração musical no Brasil? Sim. Antes mesmo de visitar o Brasil eu já conhecia alguns estilos brasileiros, como o funk e outros gêneros populares. Mas quando estive aí pude conhecer mais da cultura musical do país. A bossa nova, por exemplo, é muito inspiradora. Cresci em Chicago cercado por gospel, blues, soul, jazz e rock. Quando você conhece outra cultura musical, percebe pequenas diferenças na forma como as pessoas constroem suas canções. Tenho ouvido mais artistas brasileiros ultimamente. Alguém até montou uma playlist para mim. Quem sabe um dia eu consiga escrever uma música em português. Primeiro preciso aprender o idioma. E você conseguiu conhecer melhor o Brasil durante as turnês? Deu tempo? Sim. São Paulo foi a cidade onde tivemos mais tempo para passear. Visitamos mercados, bares e diferentes bairros. Também conheci cidades como Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba e Brasília. Adorei experimentar a culinária brasileira. Sou apaixonado por feijoada. Um dos momentos mais marcantes foi quando visitei uma propriedade em Minas Gerais, a convite do chef Santi Roig. Ver as paisagens, a natureza e o interior do Brasil foi incrível. Gosto muito de conhecer essa parte mais natural do país. Você teve uma infância muito ligada à igreja. Como isso influencia seu trabalho atualmente? Influenciou profundamente minha visão sobre a música. Desde criança eu via pessoas indo à igreja levando seus problemas, suas dores e dificuldades. A música fazia parte desse processo. Via pessoas cantando juntas, chorando, encontrando conforto. Isso me ensinou que a música pode ter um propósito muito maior do que simplesmente soar bem ou parecer algo legal. Hoje recebo milhares de mensagens de pessoas contando como minhas músicas as ajudaram em momentos difíceis. Acho que aprendi muito cedo que a música pode ser uma ferramenta emocional e até terapêutica. Você chegou um pouco depois da era de ouro do rádio e

Bangers Open Air anuncia primeiras atrações da edição de 2027 com Quiet Riot e Lacuna Coil

O Bangers Open Air começou a desenhar sua próxima edição. Após reunir grandes nomes do rock e do metal neste ano, o festival confirmou as cinco primeiras atrações para 2027: Quiet Riot, Lacuna Coil, Floor Jansen, Metal Church e Soen. O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de abril de 2027, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda pelo site do Clube do Ingresso. A expectativa é que novas atrações sejam anunciadas nos próximos meses, ampliando um line-up que já reúne representantes de diferentes vertentes do metal, do hard rock clássico ao metal progressivo contemporâneo. Quiet Riot Formado na década de 1970, o Quiet Riot foi um dos pioneiros na popularização do heavy metal nos Estados Unidos. A banda entrou para a história ao lançar Metal Health (1983), primeiro álbum de heavy metal a alcançar o topo da parada da Billboard. Liderado atualmente pelo baterista Frankie Banali até sua morte em 2020 e mantendo vivo seu legado, o grupo segue levando aos palcos clássicos como Cum On Feel the Noize, Bang Your Head (Metal Health) e Mama Weer All Crazee Now. Lacuna Coil Um dos maiores nomes do metal italiano, o Lacuna Coil construiu uma carreira sólida desde os anos 1990 combinando elementos de gothic metal, alternative metal e sonoridades modernas. Liderada pelos vocalistas Cristina Scabbia e Andrea Ferro, a banda conquistou reconhecimento internacional com álbuns como Comalies, Karmacode e Black Anima. Conhecida pela forte conexão com o público brasileiro, a banda costuma entregar apresentações marcadas por intensidade e grande apelo visual. Floor Jansen Reconhecida mundialmente por sua potência vocal e versatilidade, Floor Jansen ganhou projeção internacional à frente do Nightwish, tornando-se uma das vozes mais respeitadas do metal contemporâneo. Antes disso, a cantora já havia se destacado em grupos como After Forever e Revamp. Em carreira solo, Floor tem explorado diferentes influências musicais sem abandonar suas raízes no metal sinfônico, consolidando uma trajetória que a transformou em referência para uma nova geração de vocalistas. Metal Church Fundado em 1980, o Metal Church é um dos nomes mais influentes da cena heavy e power metal norte-americana. A banda ganhou notoriedade com discos como Metal Church, The Dark e Blessing in Disguise, ajudando a moldar o som do metal tradicional dos anos 1980. Ao longo das décadas, passou por diversas mudanças de formação, mas manteve sua identidade baseada em riffs pesados, melodias marcantes e letras que transitam entre temas sociais e existenciais. Soen Criado em 2010 pelo baterista Martin Lopez, ex-Opeth, o Soen se consolidou como um dos principais representantes do metal progressivo moderno. Com influências que vão de Tool ao próprio Opeth, a banda sueca desenvolveu uma identidade própria marcada por composições sofisticadas, atmosferas melancólicas e forte carga emocional. Álbuns como Lotus, Imperial e Memorial ampliaram sua popularidade nos últimos anos, especialmente entre fãs de rock e metal progressivo. Com as confirmações de Quiet Riot, Lacuna Coil, Floor Jansen, Metal Church e Soen, o Bangers Open Air dá início à construção de uma edição que promete atrair diferentes gerações de fãs de rock e metal. Novos anúncios devem ser divulgados ao longo dos próximos meses até a formação completa do line-up de 2027. Serviço Bangers Open Air 2027Data: 24 e 25 de abril de 2027Local: Memorial da América Latina, São PauloIngressos: à venda pelo Clube do Ingresso.

Grotta estreia com álbum gravado na urgência do punk e mira shows no Brasil e Europa

Nascida de uma reunião despretensiosa entre amigos, a banda Grotta transformou a paixão pelo skate punk e pelo hardcore dos anos 1980 em um disco de estreia que carrega toda a espontaneidade de sua origem. Formado em Piracicaba, no interior de São Paulo, o trio lançou Tomorrow Comes Today, álbum com oito faixas que mergulham em sonoridades ligadas ao skate punk, crossover, hardcore e thrashcore, mantendo a energia crua e direta que marcou os primeiros registros do projeto. A Grotta surgiu como um desdobramento da The Mullet Monster Mafia, grupo que conquistou reconhecimento internacional dentro da cena surf punk. Mas, desta vez, a proposta era outra. Inspirados por nomes clássicos como Gang Green, Agent Orange e Bad Brains, Verme, Netão e Neri decidiram revisitar a agressividade e a velocidade que ajudaram a moldar o universo do skate punk e do crossover. As composições nasceram de forma quase instantânea. Durante um encontro na casa de Verme, guitarrista e vocalista da banda, os músicos começaram a tocar, improvisar levadas e escrever letras enquanto ouviam discos antigos do gênero. As primeiras versões das músicas foram registradas de maneira totalmente caseira, com violões, batidas na mesa e gravações simples. O resultado daquele encontro acabou se transformando nas oito faixas que compõem Tomorrow Comes Today. O projeto poderia ter permanecido apenas como uma gravação informal, mas ganhou novos contornos durante a passagem de Neri pelo Psycho Carnival. Ao revisitar o material gravado no celular, o baterista percebeu que havia ali potencial para um álbum completo. Pouco tempo depois, a banda entrou no Soul de Pira Studios, em Piracicaba, e registrou todas as músicas em uma sessão rápida que preservou a urgência das composições originais. Essa velocidade também define a experiência de audição do disco. Com músicas curtas, refrões diretos e estruturas enxutas, a Grotta aposta em canções que não desperdiçam tempo. As letras acompanham a intensidade instrumental ao abordar temas como desgaste social, tensão urbana, medo, resistência e as incertezas do cotidiano. Em vez de narrativas complexas, predominam frases de impacto e mensagens condensadas, seguindo uma tradição presente tanto no punk quanto no hardcore. Além do lançamento nas plataformas digitais e no Bandcamp, Tomorrow Comes Today ganhará uma edição especial em vinil de 12 polegadas. A prensagem será viabilizada por uma união entre cinco selos independentes: Trashout Records, Orleone Records, Redlightz Records, Tupunk Records e Under Shows, reforçando a conexão da banda com a cena underground internacional. Com o álbum recém-lançado, a Grotta já começa a olhar para a estrada. A expectativa é realizar apresentações no Brasil a partir de agosto, aproveitando a passagem de Neri pelo país durante as atividades relacionadas ao Lucky Friends Rodeo. Para novembro, os planos incluem uma pequena turnê europeia, levando a energia veloz e descompromissada de Tomorrow Comes Today para além das fronteiras brasileiras. Se a estreia nasceu de maneira improvisada, o futuro da banda parece seguir em ritmo acelerado.

Aléxia registra energia do palco em clipe de “I Don’t Wanna Die” com participação de Mi Vieira

A cantora e compositora Aléxia segue ampliando o alcance de seu álbum de estreia, Garra, com o lançamento do clipe de “I Don’t Wanna Die”, uma das faixas mais intensas do trabalho. O vídeo, que conta com a participação de Mi Vieira, vocalista da banda Gloria, foi gravado durante o show de lançamento do disco no Manifesto Bar, em São Paulo, apostando na força da performance ao vivo para traduzir a mensagem da música. Com captação, direção e edição assinadas por Vitor Duik e Allan Toledo, o clipe abandona a estética mais produzida dos lançamentos anteriores para focar na conexão entre artista, banda e público. As imagens registram a intensidade da apresentação e destacam a participação de Mi Vieira, um dos convidados especiais da noite. Segundo Aléxia, a escolha pelo formato surgiu justamente da vontade de capturar a energia que só o palco é capaz de proporcionar. “I Don’t Wanna Die” aborda temas como arrependimento, dor emocional e resistência diante de momentos de esgotamento. A composição explora sentimentos profundos sem abrir mão da melodia, construindo uma narrativa que transita entre vulnerabilidade e superação. O refrão em inglês nasceu de uma inspiração direta em “I Wanna Be”, clássico de Pitty, e reflete o interesse da artista em combinar diferentes idiomas para ampliar o alcance da mensagem. Musicalmente, a faixa reúne influências de metal moderno, metalcore, dark pop e rock, reforçando a identidade construída ao longo de Garra. O time de músicos inclui Tom Vicentini nos teclados, Guga Valência na bateria, Léo Aoyagui no baixo e Gustavo Campos na guitarra e produção musical. Já a gravação, mixagem e masterização ficaram sob responsabilidade de Alê Gaiotto, vencedor do Grammy Latino. Gravado integralmente no estúdio Gargolândia, em Alambari, interior de São Paulo, o álbum de estreia apresenta uma artista interessada em equilibrar peso sonoro, melodias marcantes e experiências pessoais. O disco também carrega a influência da trajetória de Aléxia no interior paulista, uma vivência que, segundo ela, exigiu persistência para superar a distância dos grandes centros e construir uma carreira na música. Com quatro anos de estrada e mais de 400 apresentações realizadas, Aléxia chega a esta fase respaldada por uma trajetória consistente nos palcos. A artista venceu a seletiva Sudeste do Porão do Rock 2025, conquistou o 23º Festival de Rock de Indaiatuba, abriu a turnê brasileira do The Calling e já dividiu eventos com nomes como CPM 22, Stone Temple Pilots, Nando Reis e Detonautas. O novo clipe reforça esse momento de crescimento e apresenta uma artista cada vez mais confortável em transformar experiências pessoais em canções de grande impacto emocional.

Madonna transforma novo álbum em experiência cinematográfica com participação de jogador brasileiro

Poucas artistas conseguem transformar o lançamento de um disco em um acontecimento multimídia. Mais de 40 anos após revolucionar a cultura pop, Madonna volta a expandir os limites entre música, esporte cinema e arte visual com CONFESSIONS II – O Filme, curta-metragem que acompanha as seis primeiras faixas de seu aguardado novo álbum, Confessions II. O projeto estreou durante a 25ª edição do Tribeca Festival e já está disponível no YouTube com a participação do jogador João Pedro, deixado de fora da Copa do Mundo por Carlo Ancelotti. Com direção do coletivo TORSO e direção musical de Stuart Price, colaborador fundamental de Confessions on a Dance Floor (2005), o filme apresenta uma narrativa contínua de mais de dez minutos que conecta as músicas “I Feel So Free”, “Good for the Soul”, “One Step Away”, “Bring Your Love”, parceria com Sabrina Carpenter, “Danceteria” e “Read My Lips”, ao lado de Feid. A proposta vai além do formato tradicional de videoclipes. Desenvolvido como uma única peça cinematográfica, o curta mergulha em temas recorrentes da trajetória de Madonna, como liberdade, desejo, exposição pública, intimidade e transformação. Entre sequências que transitam pelo thriller, fantasia e delírio dançante, a artista percorre quartos, banheiros de boate, carros, arenas e cenários naturais enquanto é observada, perseguida e reverenciada por um grupo de mulheres equipadas com câmeras. O coração da narrativa está na pista de dança. Não por acaso, uma das passagens mais importantes do filme presta homenagem à lendária Danceteria, clube nova-iorquino que teve papel fundamental nos primeiros anos da carreira da cantora. A sequência ganha ainda mais força com a participação da modelo Kate Moss, retratada como uma figura mítica dentro desse universo noturno que mistura nostalgia, moda e cultura digital. O elenco de participações especiais reforça o caráter grandioso da produção. Além de João Pedro e o companheiro de Chelsea, Cole Palmer, nomes badalados como Benedict Cumberbatch, Arca, Debi Mazar, Honey Dijon, Richard E. Grant e Shygirl também aparecem ao longo da narrativa. O encerramento fica por conta de Lola Leon, filha de Madonna, estabelecendo uma ponte simbólica entre gerações e diferentes expressões artísticas. Enquanto o filme amplia o universo do novo trabalho, os primeiros resultados musicais também demonstram a força da artista nas pistas. “I Feel So Free” alcançou o topo da parada Dance Airplay da Billboard, enquanto “Bring Your Love” liderou a UK Club Chart. Já o single mais recente, “Love Sensation”, chegou às plataformas na última semana após uma apresentação surpresa na Times Square, transmitida ao vivo pelo Grindr. Previsto para 3 de julho, Confessions II chega como uma continuação espiritual de Confessions on a Dance Floor, um dos trabalhos mais celebrados da carreira de Madonna. Se o disco original transformou as pistas de dança em um espaço de reinvenção artística, a nova obra parece determinada a expandir essa experiência para as telas, reafirmando a capacidade da Rainha do Pop de se reinventar sem perder a conexão com o público que a acompanha há décadas.

El Mato a un Policia Motorizado confirma show no Cine Joia em outubro

Uma das bandas mais importantes do rock alternativo latino-americano no século 21, El Mato a un Policia Motorizado voltará ao Brasil para uma apresentação em São Paulo no dia 11 de outubro. O show acontece no tradicional Cine Joia, na Liberdade, e marca mais um encontro do grupo argentino com o público brasileiro após passagens marcantes pelo país nos últimos anos. A apresentação chega em um momento especial da carreira da banda formada em La Plata. Depois de lotar arenas e casas de shows em diferentes continentes, o quinteto desembarca na capital paulista impulsionado pela turnê de Súper Terror, álbum lançado em 2023 e vencedor do Premio Gardel de Melhor Álbum de Rock. Os ingressos já estão à venda. A volta ao Cine Joia também carrega um significado particular para o grupo liderado por Santiago Motorizado. A casa paulistana se tornou um dos principais pontos de encontro entre a banda e os fãs brasileiros, fortalecendo uma relação construída ao longo de diversas visitas ao país. A conexão ficou ainda mais evidente durante a participação no Primavera Sound São Paulo 2023, quando o El Mato protagonizou uma das apresentações mais comentadas daquela edição. Fundado em 2003, El Mato a un Policia Motorizado surgiu na efervescente cena independente de La Plata e rapidamente se transformou em um dos principais expoentes do rock alternativo sul-americano. Com uma identidade marcada por guitarras repetitivas, melodias diretas e letras carregadas de emoção, a banda expandiu sua atuação para além da Argentina, conquistando espaço em festivais de grande porte na América Latina, Europa e Estados Unidos. Nos últimos anos, a trajetória do grupo ganhou novas proporções. Em Buenos Aires, a banda lotou o Movistar Arena diante de 15 mil pessoas e realizou apresentações esgotadas no Luna Park. Em 2024, percorreu mais de 25 países com sua turnê internacional, incluindo uma passagem pelo histórico Zócalo, na Cidade do México, um dos espaços públicos mais emblemáticos da América Latina. O álbum Súper Terror representa mais um passo importante nessa evolução. Gravado no Sonic Ranch, no Texas, o trabalho manteve as características que transformaram o El Mato em referência continental, mas ampliou os horizontes sonoros da banda. O disco recebeu elogios da crítica especializada e reforçou a capacidade do grupo de renovar sua linguagem sem perder a essência construída ao longo de mais de duas décadas. Antes disso, a banda já havia alcançado reconhecimento internacional com Unas Vacaciones Raras, de 2021, trabalho que conquistou o Latin Grammy de Melhor Álbum de Rock. Outro capítulo fundamental da discografia é La Síntesis O’Konor (2017), considerado por muitos fãs e críticos como o álbum que levou o El Mato a um novo patamar fora do circuito independente argentino, graças a canções como “El Tesoro”, “La Noche Eterna” e “Ahora Imagino Cosas”. Mais recentemente, o grupo também chamou atenção ao integrar Everyone’s Getting Involved: A Tribute to Talking Heads’ Stop Making Sense, projeto que reuniu artistas de diferentes gerações para revisitar o clássico repertório dos Talking Heads. O El Mato foi a única banda latino-americana convidada para o tributo, dividindo espaço com nomes como Miley Cyrus, Paramore, Lorde e The National. Com uma carreira consolidada, repertório repleto de clássicos e uma das bases de fãs mais fiéis do rock latino-americano, o retorno ao Brasil promete ser mais um capítulo importante da história entre El Mato a un Policia Motorizado e o público brasileiro. SERVIÇO El Mato a un Policia Motorizado em São Paulo Data: 11 de outubro de 2026 Local: Cine Joia Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade – São Paulo/SP Ingresso: fastix.com.br/events/el-mato-a-un-policia-motorizado-em-sao-paulo Realização: Áldeia Produções Artísticas, Cine Joia, Sol y Sombra, Outrahora Rec, RB Sucesos e Paracima