Miley Cyrus anuncia novo álbum “Bass Persuades” e retorno aos palcos

Miley Cyrus anunciou seu décimo álbum de estúdio, “Bass Persuades”, com lançamento marcado para 18 de setembro pela Atlantic Records, com distribuição da Warner Music Brasil. O novo trabalho inaugura mais um capítulo na trajetória da cantora e chega acompanhado de uma nova identidade visual desenvolvida em colaboração com o fotógrafo Mert Alas. A divulgação do disco começou a ganhar forma também com uma edição especial da Wonderland Magazine, que teve Miley como editora convidada e um ensaio assinado por Mario Sorrenti. Alastair McKimm, diretor criativo da publicação, também colaborou com a artista na construção desta nova fase. Os detalhes completos do repertório e as músicas que integrarão “Bass Persuades” ainda devem ser apresentados como parte da campanha de lançamento. O anúncio também marca o retorno de Miley Cyrus aos palcos. A cantora fará duas apresentações no Hollywood Bowl, em Los Angeles, nos dias 16 e 18 de outubro. Os shows serão as primeiras oportunidades de acompanhar ao vivo a nova era da artista após o lançamento de “Bass Persuades”. A venda de ingressos começa em 8 de setembro, às 10h no horário do Pacífico, com uma pré-venda destinada a clientes American Express. No dia seguinte será realizada a pré-venda oficial da artista, enquanto a venda geral está marcada para 10 de setembro pela Ticketmaster. A campanha contará ainda com o Reserved, iniciativa que disponibilizará ingressos reservados para alguns dos principais ouvintes de Miley no Spotify Premium antes da abertura das vendas gerais. Uma das artistas pop mais importantes de sua geração, Miley construiu uma carreira marcada por constantes mudanças de direção. Desde a projeção mundial alcançada ainda na adolescência, a cantora transitou pelo pop, rock, country e diferentes referências da música norte-americana, transformando cada novo álbum em uma oportunidade de reconstruir sua identidade artística. A nova fase acontece ainda em um momento no qual Miley reforça publicamente a importância de Dolly Parton em sua formação. Madrinha da cantora, a lenda do country mantém uma relação pessoal e artística de longa data com Miley, incluindo diferentes colaborações e a participação conjunta no especial “Miley’s New Year’s Eve Party”. Agora, com “Bass Persuades” e a volta aos palcos confirmada, Miley Cyrus prepara o início de mais um ciclo de sua carreira.
Atração do Rock in Rio, Nova Twins faz seu primeiro show como headliner no Brasil neste domingo

A Nova Twins retorna ao Brasil no próximo dia 6 de setembro para um encontro especial com o público paulistano. A dupla britânica formada por Amy Love e Georgia South será a atração principal do É Tudo Delas, no Cine Joia, em São Paulo, em seu primeiro show como headliner no Brasil e na América do Sul. A programação ainda reúne MC Taya e The Mönic, com ingressos disponíveis pela FasTix. A apresentação acontece apenas dois dias depois da participação da Nova Twins no Rock in Rio 2026 e ganha peso extra pela relação da banda com São Paulo. Segundo dados de plataformas que acompanham as estatísticas do Spotify, a capital paulista é atualmente a segunda cidade que mais escuta a dupla no mundo, atrás somente de Londres. Formada em Londres, a Nova Twins construiu uma sonoridade difícil de encaixar em uma única definição. O baixo de Georgia South assume um papel central e incorpora efeitos capazes de aproximá-lo da música eletrônica, enquanto a guitarra de Amy Love transita entre riffs pesados, ruídos e texturas. Metal, punk, grime, hip-hop, drum’n’bass e pop aparecem misturados em músicas construídas para funcionar com grande impacto ao vivo. As influências ajudam a explicar essa combinação. Amy e Georgia cresceram ouvindo Destiny’s Child e encontraram em “Survivor” uma referência de força feminina. Timbaland, N.E.R.D. e Skrillex influenciaram a abordagem de Georgia no baixo, enquanto Amy incorporou elementos associados a nomes como Jack White e St. Vincent. No palco, a dupla busca ainda a intensidade e o caráter explosivo de grupos como The Prodigy. Essa variedade aparece em faixas como “Antagonist” e “Cleopatra”, que exploram o lado mais pesado do grupo, enquanto “Drip” se aproxima do drum’n’bass e “Hummingbird” abre espaço para melodias mais evidentes. O resultado é uma música que preserva o peso das guitarras sem se limitar às estruturas tradicionais do rock. De Bring Me the Horizon a Foo Fighters A ascensão internacional da Nova Twins também colocou Amy e Georgia ao lado de alguns dos maiores nomes do rock contemporâneo. Em 2020, Oli Sykes, vocalista do Bring Me the Horizon, convidou a dupla para participar de “1×1”, faixa de Post Human: Survival Horror. A música ultrapassou 156 milhões de reproduções no Spotify e a colaboração posteriormente chegou aos palcos do Download Festival. Em 2024, a Nova Twins abriu apresentações do Foo Fighters durante uma turnê pela América do Norte. O terceiro álbum da dupla, Parasites & Butterflies, aprofundou essa conexão com o universo do rock de arenas ao contar com produção de Rich Costey, conhecido por trabalhos com Foo Fighters, Muse, Rage Against the Machine e My Chemical Romance. Já em 2026, Amy e Georgia excursionaram pelos Estados Unidos e Canadá ao lado de Evanescence e Spiritbox. Durante a turnê, também dividiram o palco com Amy Lee e Courtney LaPlante em “Fight Like a Girl”, reforçando a posição conquistada pela Nova Twins dentro da atual geração do rock pesado. MC Taya e The Mönic completam a noite O É Tudo Delas também coloca em destaque duas representantes da música pesada brasileira. MC Taya leva ao Cine Joia o chamado Metal Mandrake, combinação de nu metal, funk, rap e trap desenvolvida a partir de sua trajetória na Baixada Fluminense. Depois de iniciar sua relação com a música ainda na adolescência e passar por bandas de nu metal e hardcore, a artista consolidou sua identidade solo com trabalhos como “Preta Patrícia” e os EPs Betty e Histeria Agressiva 100% Neurótica. A The Mönic completa o lineup representando a cena paulistana. Formado por Ale Labelle, Dani Buarque, Daniely Simões e Joan Bedin, o quarteto chega ao evento depois de passagens por festivais como Rock in Rio e Knotfest Brasil. O grupo também é responsável pelo movimento Não Tem Banda Com Mina, iniciativa que promove a presença de mulheres na música e já realizou mais de 14 edições. A conexão entre as atrações brasileiras já existe fora do festival. MC Taya e The Mönic colaboraram em “Bitch Eu Sou Incrível”, lançada em 2025 pela Deck. Agora, dividem a mesma noite com a Nova Twins em uma programação inteiramente protagonizada por mulheres e que cruza diferentes vertentes da música pesada contemporânea. SERVIÇO É Tudo Delas – Nova Twins + MC Taya + The Mönic Data: 6 de setembro de 2026 (domingo) Horário: a partir das 18h Local: Cine Joia Ingressos: fastix.com.br/events/nova-twins-em-sao-paulo Preços entre R$ 175 e R$ 310 (meia-entrada e ingresso solidário disponíveis)
Blessthefall e Memphis May Fire transformam Carioca Club em uma grande roda de mosh

O Carioca Club viveu uma daquelas noites em que a divisão entre palco e pista praticamente desaparece. Blessthefall e Memphis May Fire se apresentaram neste sábado (29), em São Paulo, em dois shows marcados por intensidade, mosh pits praticamente constantes e uma resposta do público que acompanhou o peso das duas bandas. E, apesar de toda a brutalidade envolvida, houve outro ponto em comum: a qualidade sonora. Com os instrumentos ligados em linha e o uso de VSs, ambos entregaram um som extremamente definido, equilibrando peso, clareza e impacto mesmo nos momentos mais caóticos. Organizado pela Liberation, o evento levou um grande público ao Carioca Club, que ficou próximo da lotação máxima, e teve a banda brasileira Reckoning Hour responsável pela abertura da noite. A apresentação em São Paulo integrou a passagem das bandas pelo Brasil, iniciada na sexta-feira (28), em Belo Horizonte, e com encerramento neste domingo (30), em Curitiba. Blessthefall Coube ao Blessthefall entrar primeiro e estabelecer rapidamente o clima da noite. A banda apostou na combinação que ajudou a transformá-la em um dos nomes importantes do metalcore e post-hardcore norte-americano, alternando breakdowns, melodias e refrões que encontraram uma plateia disposta a participar desde os primeiros minutos. O público abriu rodas e respondeu aos pedidos da banda, enquanto o grupo evitava qualquer sensação de estar simplesmente preparando terreno para a atração seguinte. A performance também mostrou como o Blessthefall entende a dimensão física de seus shows. Mais do que executar as músicas, a banda estimulou constantemente a interação com a pista. O ápice veio justamente no encerramento, quando o vocalista se lançou sobre o público. Depois de mergulhar na multidão, fez o caminho de volta ao palco em crowdsurfing, fechando a apresentação com uma imagem que sintetizou bem o que havia acontecido até ali: público e banda funcionando como partes do mesmo espetáculo. Memphis May Fire Se o Blessthefall havia elevado a temperatura, o Memphis May Fire encontrou o Carioca Club pronto para continuar. “The Sinner” abriu o repertório recuperando uma das faixas mais emblemáticas de The Hollow (2011), antes de “Vices” manter a conexão com essa fase da carreira. A sequência, porém, deixou claro que o show não viveria apenas de nostalgia. “Paralyzed” e “Shapeshifter” colocaram o material mais recente lado a lado com músicas que ajudaram a construir a trajetória do grupo. Essa mistura de períodos funcionou como um retrato amplo da evolução do Memphis May Fire. “Bleed Me Dry”, “Somebody” e “Misery” mantiveram o equilíbrio entre agressividade e refrões melódicos, enquanto “Left for Dead”, “The Other Side”, “Infection” e “Overdose” reforçaram a abordagem mais moderna e direta da banda. Matty Mullins, que esteve recentemente no Brasil liderando o Amberlin no Emo Vive, esteve seguro durante toda a apresentação, transitando entre vocais limpos e rasgados sem deixar que a intensidade comprometesse a execução. Na pista, entretanto, precisão era a última preocupação. Dois pontos diferentes de mosh pit se formaram ao longo da apresentação, criando núcleos de movimentação que cresceram conforme o show avançava. O Carioca Club respondeu especialmente bem aos breakdowns, com aquela dinâmica característica do gênero em que alguns segundos de expectativa são suficientes para abrir espaço antes da explosão seguinte. “Make Believe”, “Versus” e “Love Is War” conduziram o bloco final antes do encore. A volta trouxe primeiro “Miles Away”, oferecendo um raro respiro emocional em uma noite dominada pelo impacto físico. Era apenas a preparação para a reta final. “Blood & Water”, uma das músicas mais fortes da fase recente do grupo, recolocou imediatamente a pista em movimento. Foi em “Chaotic” que a noite encontrou sua imagem definitiva. Os dois mosh pits que até então ocupavam partes diferentes da pista se transformaram em uma grande roda, tomando uma parcela considerável do Carioca Club. Em vez de simplesmente terminar o show com mais uma música pesada, o Memphis May Fire conseguiu fazer o público produzir o clímax visual da apresentação. Blessthefall e Memphis May Fire entregaram propostas suficientemente próximas para dividir a mesma noite, mas com identidades bem definidas. O primeiro fez da proximidade física com os fãs uma das principais armas de sua apresentação; o segundo construiu um set que percorreu diferentes momentos da carreira até desembocar no caos coletivo de “Chaotic”. Com execução impecável no palco e uma pista em movimento quase permanente, a passagem das duas bandas por São Paulo mostrou que, quando o metalcore encontra o público certo, o espetáculo acontece dos dois lados da grade.
Macha y El Bosque Depresivo retorna a São Paulo após duas noites esgotadas

A banda chilena Macha y El Bosque Depresivo retorna a São Paulo no dia 3 de setembro, para uma nova apresentação no Sol y Sombra bar, a partir das 19h30. O reencontro acontece poucos meses depois de o grupo esgotar duas noites consecutivas na mesma casa, no início de 2026. Liderado por Aldo “Macha” Asenjo, o projeto traz ao Brasil seu repertório que mistura amor, perda, boemia e diferentes tradições da música latino-americana. Criado a partir de músicos ligados também ao Chico Trujillo e La Floripondio, o projeto começou a ganhar forma em 2007, quando integrantes do Chico Trujillo passaram a incluir valsas, boleros, baladas e outras canções lentas em suas apresentações. Aos poucos, esse repertório desenvolveu identidade própria e se transformou em Macha y El Bosque Depresivo. Musicalmente, o grupo atravessa gêneros como música cebolla chilena, vals peruano, bolero mexicano e porto-riquenho, son cubano e balada romântica. Tudo passa por arranjos de caráter acústico e uma atmosfera boêmia e portuária, fortemente associada a lugares como Valparaíso e Villa Alemana. A voz áspera de Macha funciona como fio condutor para interpretações carregadas de melancolia, mas que frequentemente encontram espaço para a dança. Essa liberdade também aparece na escolha do repertório. Composições de Asenjo, como “Continentales”, “La carretera”, “Isla de errores”, “Perros y gatos” e “Resaca Sudaka”, convivem com músicas associadas a artistas de diferentes épocas e estilos, entre eles José José, Palmenia Pizarro, Jorge Farías, Silvio Rodríguez, Charles Aznavour, Soda Stereo, Consuelo Velázquez e Bad Bunny. Antes mesmo de construir uma discografia tradicional, Macha y El Bosque Depresivo estabeleceu sua reputação principalmente nos palcos. Uma apresentação realizada no Théâtre de la Ville, em Paris, em 2012, circulou posteriormente como registro informal. Em 2017, o grupo conseguiu lotar duas noites no tradicional Teatro Caupolicán, em Santiago, mesmo sem ter lançado oficialmente seu primeiro álbum. A estreia fonográfica aconteceu apenas em 2018, quando a popularidade das apresentações já estava consolidada. Em 2023, o grupo realizou uma sequência de seis shows no Caupolicán e, em dezembro de 2025, alcançou outro marco ao esgotar o Estadio Nacional, em Santiago, um dos espaços mais emblemáticos para grandes apresentações no Chile. O momento de expansão continuou em 2026. Além do lançamento de “Bronceado de Cantina”, a banda realizou mais três noites no Teatro Caupolicán e ampliou sua circulação pela América Latina, com apresentações em países como Peru, Colômbia, Argentina, México e Brasil. É nesse contexto que acontece o retorno ao Sol y Sombra, desta vez para uma única noite.
N.L.H.M.L.A. Metal Fest reúne pioneiros do heavy metal latino-americano em Campinas

Campinas recebe no dia 4 de setembro, no Tetriz Club, a primeira edição do N.L.H.M.L.A. Metal Fest, evento que reúne bandas de três países e diferentes gerações do heavy metal sul-americano. O lineup terá Feedback, do Chile, Ácido, do Uruguai, e os brasileiros Armadilha (foto) e Hellish War. Realizado pela Tragic Magic em parceria com a Womanöise Produções e apoio da Som do Darma, o festival nasce com a proposta de fortalecer o intercâmbio entre cenas que compartilham referências e trajetórias, mas nem sempre circulam pelos mesmos espaços. A sigla N.L.H.M.L.A. significa Nova Linha do Heavy Metal Latino-Americano e sintetiza a ideia central do encontro: criar conexões entre músicos, produtores e públicos do continente. A primeira edição aposta justamente no contraste entre grupos pioneiros e bandas que mantêm vivo o heavy metal tradicional, colocando lado a lado histórias construídas no Chile, Uruguai e Brasil. Um dos nomes de maior peso histórico é o Feedback, apontado como pioneiro do heavy metal chileno. Integrante da primeira geração do gênero no país, o grupo participou da formação de uma cena que se desenvolveria nas décadas seguintes e chega a Campinas como representante de uma das mais importantes tradições do metal sul-americano. O Ácido cumpre papel semelhante na história uruguaia. Formada no início dos anos 1980, a banda está entre os pioneiros do heavy metal no Uruguai e acrescenta ao festival outro capítulo da formação do gênero no continente. Sua presença ao lado do Feedback transforma a programação também em um encontro de grupos que ajudaram a abrir caminho para inúmeras bandas latino-americanas. Representando São Paulo, o Armadilha mantém sua identidade fortemente ligada ao heavy metal tradicional e já trabalha a integração latino-americana dentro da própria música. Um dos exemplos está em Além do Limite Astral, que traz “Hermandad de Acero”, colaboração construída com músicos de diferentes países da região. A banda também integra o movimento N.L.H.M.L.A., reforçando a proposta de aproximar cenas que muitas vezes permanecem separadas pelas fronteiras nacionais. A escalação ganha um componente especial com o Hellish War, representante da cidade anfitriã e que celebra 30 anos de carreira em 2026. Formado em Campinas, o grupo construiu uma das trajetórias mais longevas do heavy metal tradicional brasileiro, com uma sonoridade influenciada pelo metal clássico e uma carreira que ultrapassou as fronteiras nacionais, incluindo apresentações e turnês pela Europa. A reunião de Feedback, Ácido, Armadilha e Hellish War faz da primeira edição do N.L.H.M.L.A. Metal Fest mais do que uma sequência de shows. O evento coloca em um mesmo palco pioneiros do metal chileno e uruguaio e representantes brasileiros de diferentes momentos da cena, usando Campinas como ponto de conexão para ampliar a circulação e a colaboração entre artistas da América Latina. Serviço N.L.H.M.L.A. Metal FestData: 4 de setembro de 2026Local: Tetriz Club, Campinas (SP)Atrações: Feedback (Chile), Ácido (Uruguai), Armadilha (Brasil) e Hellish War (Brasil)Ingressos: 101Tickets
Burst Into Fire inicia nova fase com peso, eletrônica e atmosfera cinematográfica em “Noob Saibot”

A Burst Into Fire abre um novo capítulo de sua trajetória com “Noob Saibot”, single que apresenta a direção sonora dos próximos trabalhos da banda de São José dos Campos. Composta e produzida pelo vocalista Raphael Andrade, a faixa combina a base pesada do nu-metalcore com sintetizadores, efeitos eletrônicos, texturas industriais e uma atmosfera cinematográfica. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Jonathas Peschiera, da Axty. Mais do que um lançamento isolado, “Noob Saibot” funciona como a introdução ao universo que a Burst Into Fire pretende desenvolver em seu próximo EP. A música começa de maneira introspectiva e conduz o ouvinte para dentro dos pensamentos, relacionamentos, segredos e dores de seu autor. Conforme a composição avança, porém, esse confronto com o passado assume outro significado: experiências dolorosas deixam de funcionar como amarras e passam a integrar a identidade de quem conseguiu atravessá-las. Essa transformação também aparece na construção musical. As guitarras, baixo e bateria continuam ocupando papel importante, mas agora dividem espaço com uma produção eletrônica muito mais presente. A combinação permite que a faixa transite entre momentos densos e explosões de intensidade sem depender exclusivamente do peso dos instrumentos tradicionais do metal. No encerramento, a frase “I’m glad you came” completa o conceito ao incluir o próprio ouvinte nessa jornada. O controle criativo foi um dos pontos fundamentais dessa nova etapa. Raphael Andrade assumiu tanto a composição quanto a produção de “Noob Saibot”, enquanto Jonathas Peschiera trabalhou na etapa final de mixagem e masterização. Segundo a banda, esse processo permitiu aproximar o resultado final daquilo que imaginava para sua nova identidade e será mantido nas próximas músicas programadas para chegar ainda em 2026. Formada em 2019, a Burst Into Fire reúne Raphael Andrade nos vocais, Felipe Rinke na guitarra, Cesar Pelogia no baixo e Felipe Souza na bateria. O primeiro registro veio no mesmo ano com o EP Heart of Ashes. Em 2021, o quarteto lançou seu primeiro álbum, Chimera, trabalho que ajudou a estabelecer sua presença no circuito independente paulista. Desde então, o grupo dividiu palcos com nomes como Black Pantera, Glória, Menores Atos, Bayside Kings, MC Taya e Desalmado. Foi justamente após o encerramento do ciclo de Chimera que os músicos começaram a buscar uma reformulação. A mistura de gêneros, que já aparecia anteriormente, passou a ocupar o centro do processo criativo. Entre as referências dessa fase estão Spiritbox, Bad Omens, Thornhill, Northlane, Bring Me The Horizon e Slipknot. A proposta, porém, não é simplesmente reproduzir a estética dessas bandas, mas utilizar elementos do metal contemporâneo para ampliar uma identidade construída sobre peso, melodias, experimentação e produção eletrônica. “Noob Saibot” é apenas a primeira peça desse processo. O single inaugura uma sequência de lançamentos que culminará em um novo EP, acompanhado também por videoclipes. Paralelamente, a Burst Into Fire prepara seu retorno aos palcos e pretende expandir a circulação do novo repertório para outras regiões do Brasil, transformando a mudança iniciada em estúdio em uma nova etapa também para seus shows.
Braza celebra um ano de “Baile Cítrico Utrópico Solar” com edição deluxe e faixas inéditas

O Braza celebra o primeiro aniversário de “Baile Cítrico Utrópico Solar” (Deck, 2025) com o lançamento de “Baile Cítrico Utrópico Lunar”, versão estendida e comemorativa do álbum. A nova edição funciona como um complemento ao trabalho original e chega às plataformas digitais com material inédito, registros ao vivo e novas versões de músicas do disco. Segundo o baterista Nicolas Christ, a ideia surgiu da repercussão do álbum e da resposta do público durante os shows da turnê. Entre as novidades estão duas faixas inéditas, incluindo “Pra Pegar Cachu”, colaboração com MC De Leve, Ari, do Cone Crew, e o produtor Felipe Play. A edição também traz versões ao vivo de “Magnética” e “Aos Poucos Eu Vou”, registradas durante uma apresentação do Braza no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O repertório é completado por uma leitura acústica de “Bem Devagar” e uma versão dub de “Te Encontrar”. “Os shows e a reverberação do ‘Baile Solar’ estão sendo tão incríveis que sentimos vontade de lançar sua versão celebrativa, estendida e, de certa forma, complementar: Lunar”, explica Nicolas Christ. A proposta amplia o universo construído no álbum de 2025 ao explorar diferentes formatos para as composições e registrar parte da experiência que o grupo desenvolveu nos palcos desde o lançamento. Formado em 2016, o Braza nasceu após o encerramento das atividades do Forfun e reúne três ex-integrantes da banda: Danilo Cutrim, na guitarra e voz, Nicolas Christ, na bateria, e Vitor Isensee, nos teclados. A formação é completada pelo baixista Pedro Lobo. Desde o início, o grupo estabeleceu uma identidade distante de se limitar a um único gênero, misturando reggae, rap, rock e elementos da música brasileira. Ao longo de sua trajetória, o Braza construiu uma discografia marcada justamente por essa combinação de referências e pela experimentação entre peso, groove e ritmos brasileiros. “Baile Cítrico Utrópico Lunar” dá continuidade a esse caminho e transforma o aniversário do álbum anterior em uma expansão de seu repertório. O lançamento é da Deck e já está disponível nas plataformas digitais.
Chaos Synopsis lança clipe gravado no Bangers Open Air e se prepara para turnê com Six Feet Under

O Chaos Synopsis lançou o videoclipe de “Chaos Synopsis”, produzido a partir de imagens da apresentação da banda na edição de 2026 do Bangers Open Air. O registro reúne diferentes momentos do show e destaca a intensidade ao vivo do grupo paulista em um dos principais festivais dedicados ao rock e ao metal no Brasil. O repertório da apresentação percorreu diferentes fases da carreira, das primeiras composições registradas na demo Garden of Forgotten Shadows, de 2006, aos trabalhos mais recentes. O lançamento antecede outro importante compromisso na agenda da banda. Entre outubro e novembro, o Chaos Synopsis será responsável pela abertura dos quatro shows da turnê brasileira do Six Feet Under. A sequência começa em 30 de outubro, no Mister Rock, em Belo Horizonte, passa pelo Mirage, em Limeira, no dia 31, chega ao Hangar 110, em São Paulo, em 1º de novembro, e termina no Tork n’ Roll, em Curitiba, no dia 2 de novembro. Fundado em 2005, em São José dos Campos, o Chaos Synopsis construiu mais de duas décadas de trajetória dentro do thrash/death metal nacional, combinando riffs velozes, agressividade e elementos característicos das vertentes mais extremas do gênero. A discografia inclui trabalhos como Art of Killing (2013), Gods of Chaos (2017), Seasons of Red, Coronavirus (2020), Serpent in Flames (2021) e Garden of Forgotten Shadows (2022). Em 2026, o grupo também voltou às próprias origens com Unforgotten Shadows (20 Years Re-Recorded). O EP apresenta novas gravações de cinco músicas da primeira demo, celebrando os 20 anos daquele material e conectando a formação atual ao início da trajetória. A experiência acumulada nesse período levou o Chaos Synopsis para além do circuito brasileiro, com turnês pela América Latina e passagens por países como Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Bélgica, Polônia, República Tcheca e Eslovênia. A sequência de lançamentos, a participação no Bangers Open Air e a turnê ao lado do Six Feet Under marcam um ano de intensa atividade para o Chaos Synopsis. Depois de revisitar duas décadas de história em estúdio, a banda encerra 2026 levando esse repertório novamente para a estrada ao lado de um dos nomes tradicionais do death metal norte-americano.
The Town confirma datas da edição de 2027 no Autódromo de Interlagos

O The Town já tem data para retornar a São Paulo. A terceira edição do festival será realizada nos dias 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro de 2027, novamente no Autódromo de Interlagos. O anúncio foi feito durante uma reunião entre o prefeito Ricardo Nunes e representantes da Rock World, empresa responsável também pelo Rock in Rio. As primeiras atrações do line-up ainda não foram divulgadas. A confirmação dá início à preparação para a terceira edição de um festival que, em apenas dois anos, recebeu 925 mil pessoas e movimentou mais de R$ 4,1 bilhões na economia de São Paulo. A estreia, realizada em 2023, teve impacto econômico estimado em R$ 1,9 bilhão e gerou mais de 23,4 mil empregos. Em 2025, esses números cresceram para R$ 2,2 bilhões e 26,3 mil postos de trabalho. A segunda edição também ampliou o impacto do evento fora de Interlagos. Segundo dados divulgados pela organização, 182 mil pessoas utilizaram o trem para chegar ao festival, enquanto as reservas de hospedagens pelo Airbnb cresceram 240% durante o período. O consumo na capital também registrou aumento de 21% em comparação com a edição de 2023. Criado pelos mesmos responsáveis pelo Rock in Rio, o The Town estreou em setembro de 2023 com a proposta de estabelecer em São Paulo uma versão própria do modelo de grandes festivais desenvolvido pela Rock World. A chamada Cidade da Música foi construída no Autódromo de Interlagos com palcos e espaços inspirados na arquitetura e na cultura paulistana. Entre os principais espaços estão o Skyline, inspirado nos edifícios da cidade, e o The One, com referências aos museus de arte da capital. A estrutura também inclui a São Paulo Square e o Factory. Na edição de 2025, o festival ganhou ainda o palco Quebrada, dedicado à cultura das periferias brasileiras, e a The Tower Experience. A organização também pretende ampliar em 2027 as iniciativas relacionadas à sustentabilidade e ao impacto social. O festival mantém certificação ISO 20121 para eventos sustentáveis e estabeleceu metas relacionadas a educação, sistemas alimentares, mudanças climáticas, economia circular, inclusão e pluralidade. Com as cinco datas definidas, o próximo passo será a divulgação das atrações e das informações sobre ingressos. A edição de 2027 será novamente dividida em dois fins de semana, começando no sábado, 4 de setembro, e terminando no domingo, 12 de setembro.