Phoebe Bridgers lança o single Lost Boys e anuncia novo álbum para agosto

Após um hiato de quase quatro anos sem lançar músicas inéditas em carreira solo, Phoebe Bridgers está de volta. A cantora e compositora apresentou nesta semana Lost Boys, primeiro single desde 2022 e faixa que abre os caminhos para Lost Weekend, seu próximo álbum de estúdio, previsto para chegar às plataformas digitais em agosto. O lançamento veio acompanhado de um videoclipe ambientado em uma feira renascentista com temática de RPG ao vivo, reforçando a estética criativa e cinematográfica que marca a trajetória da artista. Desde o lançamento de Punisher, em 2020, Bridgers consolidou seu nome como uma das principais vozes da nova geração do indie folk e do indie rock. O álbum recebeu ampla aclamação da crítica, foi indicado ao Grammy e impulsionou a carreira da cantora em escala global. Nos anos seguintes, ela manteve uma agenda intensa com projetos paralelos, incluindo o supergrupo boygenius, ao lado de Julien Baker e Lucy Dacus, além de colaborações com artistas de diferentes estilos. Mesmo assim, os fãs aguardavam por um novo trabalho solo, expectativa que agora começa a ser atendida com Lost Boys. A chegada do single aumenta a expectativa para Lost Weekend, que marcará o terceiro álbum de estúdio de Phoebe Bridgers. Conhecida por transformar temas como vulnerabilidade, relações pessoais e saúde mental em composições intimistas, a artista deve manter essa identidade no novo projeto, ao mesmo tempo em que explora novas sonoridades. Com uma base de fãs consolidada e grande prestígio entre a crítica especializada, Bridgers inicia uma nova fase de sua carreira cercada por expectativas de que o disco esteja entre os principais lançamentos do indie em 2026.
Madonna e Sabrina Carpenter impulsionam trend de Bring Your Love nas redes sociais

A parceria entre Madonna e Sabrina Carpenter segue ganhando força nas redes sociais. A faixa Bring Your Love virou trilha sonora de uma crescente onda de vídeos criados por fãs e influenciadores, especialmente no Brasil, onde a música passou a embalar uma nova trend em plataformas como TikTok e Instagram. O movimento ampliou o alcance da colaboração para além dos serviços de streaming e reforçou o apelo da canção entre o público. Um dos momentos que impulsionou a repercussão aconteceu após um vídeo da criadora de conteúdo e drag queen brasileira Any Mary B ser compartilhado pelo Team Sabrina, perfil oficial dedicado à cantora. A publicação também recebeu destaque nas redes sociais de Madonna, aumentando a exposição da trend e incentivando novos conteúdos inspirados na música. O fenômeno reforça o papel das redes sociais na popularização de lançamentos musicais. Faixas que estimulam coreografias, desafios e vídeos criativos costumam alcançar novos públicos de forma orgânica, muitas vezes refletindo diretamente no crescimento de reproduções nas plataformas digitais. No caso de Bring Your Love, o reconhecimento oficial por parte das equipes de Madonna e Sabrina Carpenter evidencia a relevância que a movimentação criada pelos fãs vem conquistando. A colaboração une duas artistas de gerações diferentes, mas com forte influência na cultura pop. Enquanto Madonna segue expandindo seu legado ao apostar em novas parcerias, Sabrina Carpenter vive um dos momentos mais bem-sucedidos de sua carreira, consolidando seu nome entre os principais fenômenos do pop atual. A repercussão de Bring Your Love nas redes sociais reforça a capacidade das duas artistas de mobilizar comunidades de fãs e transformar uma música em um fenômeno digital.
High on Fire estreia no Brasil após quase 30 anos de carreira

Depois de quase três décadas de espera, o High on Fire finalmente fará sua estreia no Brasil. A banda norte-americana se apresenta no dia 4 de outubro, na Burning House, em São Paulo, em show único da turnê latino-americana promovida pela Solid Music Entertainment. Os ingressos já estão à venda. Liderado pelo guitarrista e vocalista Matt Pike, o High on Fire desembarca no país com a turnê do álbum Cometh the Storm (2024), trabalho que mantém a sonoridade pesada que transformou o grupo em uma das principais referências do stoner, sludge e heavy metal moderno. No repertório, o público também deve encontrar músicas que marcaram a trajetória da banda ao longo de nove discos de estúdio. Formado em Oakland, na Califórnia, em 1998, o High on Fire construiu uma identidade própria ao unir riffs densos do doom metal com a velocidade do thrash e a agressividade do Motörhead. A fórmula rendeu uma sequência de álbuns elogiados pela crítica, como Blessed Black Wings (2005), produzido por Steve Albini, Death Is This Communion (2007) e Snakes for the Divine (2010), que levou a banda a excursionar ao lado do Metallica. O reconhecimento alcançou outro patamar em 2019, quando o trio venceu o Grammy de Melhor Performance de Metal com a faixa Electric Messiah. O prêmio consolidou uma trajetória que já era considerada uma das mais importantes do metal pesado norte-americano e reforçou a influência do grupo sobre diferentes gerações de bandas. Grande parte desse legado passa por Matt Pike, considerado uma lenda do stoner metal. Antes de fundar o High on Fire, o músico ganhou notoriedade como guitarrista e vocalista do Sleep, banda responsável por clássicos como Holy Mountain (1992) e o cultuado Dopesmoker, álbum de faixa única com mais de 50 minutos que se tornou um dos registros mais emblemáticos da história do gênero. Enquanto o Sleep apostava em composições longas e atmosféricas, Pike criou o High on Fire para explorar uma abordagem mais veloz e agressiva, aproximando o peso do Black Sabbath da energia do thrash metal. O trabalho mais recente da banda, Cometh the Storm, foi lançado em 2024 com produção de Kurt Ballou, guitarrista do Converge. O álbum mantém a essência do High on Fire, mas também incorpora novas influências, incluindo elementos da música tradicional turca trazidos pelo baixista Jeff Matz, que estudou o instrumento bağlama durante o período de hiato do grupo. Na atual turnê, o posto de baterista é ocupado por Ben Koller, conhecido pelo trabalho com Converge e All Pigs Must Die. High on Fire em São Paulo Data: domingo, 4 de outubro de 2026 Horário: a partir das 18h Local: Burning House (Avenida Santa Marina, 247, Água Branca – São Paulo/SP) Venda online: 101tickets.com.br/events/details/High-on-fire-em-Sao-Paulo Valores (1º Lote): Pista meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 160,00 Mezanino meia-entrada ou com doação de 1 kg de alimento: R$ 250,00 Pista inteira : R$ 320,00 Mezanino inteiro: R$ 500,00
Entrevista | Dexter and the Moonrocks – “O Top da Billboard nos fez levar a banda um pouco mais a sério”

O Dexter and the Moonrocks se consolidou como um dos principais fenômenos do rock alternativo norte-americano nos últimos anos. Formada no Texas, a banda encontrou uma identidade própria ao misturar influências do grunge dos anos 1990 com elementos da música regional texana, criando o estilo que ficou conhecido como “Western Space Grunge”. O grupo começou de forma despretensiosa entre amigos, mas rapidamente conquistou espaço além do circuito local e se tornou um dos nomes mais comentados da nova geração do rock dos Estados Unidos. O crescimento ganhou uma dimensão ainda maior com o recente sucesso de “Freakin’ Out”. A faixa ultrapassou a marca de 100 milhões de reproduções no Spotify, impulsionou a banda ao Billboard Hot 100 e colocou o quarteto ao lado de alguns dos maiores nomes da música mundial. Atualmente, o Dexter and the Moonrocks soma cerca de 9 milhões de ouvintes mensais na plataforma de streaming, números que reforçam a ascensão meteórica de uma banda que há poucos anos acreditava que tocaria apenas em bares do Texas e estados vizinhos. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o guitarrista Ryan Anderson falou sobre a trajetória da banda ao lado do primo Ty Anderson e do vocalista James Tuffs, explicou a origem do termo “Western Space Grunge” e comentou o impacto que a entrada de “Freakin’ Out” no Billboard Hot 100 teve na forma como o grupo enxerga a própria carreira. Como é construir uma carreira ao lado do seu primo Ty e como vocês conheceram o James? É surreal. O Ty estava lá desde o começo, quando comecei a aprender guitarra, há uns 14 ou 15 anos. A gente sempre falava que seria legal ter uma banda um dia, mas sem levar muito a sério. O fato de fazermos isso profissionalmente hoje é incrível. Eu conheço o James desde o ensino médio. Somos melhores amigos desde os 13 anos. O mais engraçado é que o Ty nem tocava baixo quando a banda começou. Depois do colégio, o James começou a escrever músicas do nada e me chamou para montar uma banda e eu aceitei imediatamente. Preferi isso a continuar na faculdade (risos). Foi aquele clássico pedido de desculpas para os meus pais: “vou largar a faculdade para tocar com meu amigo”. Depois dissemos para o Ty comprar um baixo e pronto. É uma daquelas histórias em que tudo se encaixa de maneira improvável. Mas quando vocês começaram a tocar juntos, acreditavam que a música poderia virar uma carreira ou era apenas algo divertido para fazer entre amigos? Nós acreditávamos desde o primeiro momento. Talvez nem devêssemos acreditar tanto, porque não estávamos prontos. Mas nunca imaginamos nada parecido com o que está acontecendo hoje. Achávamos que ganharíamos algum dinheiro para pagar cerveja nos fins de semana e tocaríamos pelo Texas, Oklahoma e região. Tínhamos uma confiança enorme, muito maior do que nossa experiência justificava. Hoje podemos dizer que estamos mais preparados para sustentar essa confiança. E como é a cena de rock no Texas? Sinto que ela é bem ligada ao country. Vocês tocavam mais em bares country ou em casas de rock? Nós tocávamos onde fosse possível. Normalmente eram bares com música ao vivo. O importante era conseguir colocar os equipamentos no palco, tocar por três horas, pegar os 300 dólares da noite e voltar para casa. Hoje a cena de rock no Texas está mais forte do que nunca. Quando começamos, ela não era tão grande. Muitos artistas ajudaram a abrir esse caminho. Um deles foi Koe Wetzel, que mostrou para muita gente que era possível fazer rock naquele ambiente. Antes dele, o Cross Canadian Ragweed já fazia isso no início dos anos 2000. Eles tocavam ao lado de artistas country, mas eram uma banda de rock and roll. Bem, eles ajudaram a construir o cenário que existe hoje. Seu xará Ryan entrou para a banda através de um anúncio online. Como foi receber alguém que não fazia parte do grupo de amigos? Foi um salto no escuro. Já estávamos juntos havia quase quatro anos e sentíamos que havíamos chegado a um limite. Melhoramos como compositores, mas precisávamos mudar alguma coisa. Chegamos a um ponto em que pensamos: se isso for tudo o que a banda vai ser, talvez seja hora de conseguir empregos convencionais e seguir outro caminho. Então decidimos dar uma última grande cartada. O Ryan chegou cheio de ideias desde o primeiro dia. Ele falava sobre estratégias, redes sociais e planos que nunca tínhamos considerado. Três semanas depois parecia que o conhecíamos havia a vida inteira. Hoje é impossível imaginar a banda sem ele. Existe o Grunge, o Post-Grunge e qual é a viagem que vocês inventaram de Western Space Grunge? Antes da entrada do Ryan Fox, tínhamos um amigo e mentor chamado Shea Abshire. Ele veio da mesma cidade que eu e o James e já tinha conseguido algum sucesso na música. Sempre recorríamos a ele em busca de conselhos. Um dia ele nos disse que precisávamos ser mais visíveis nas redes sociais e preencher aquelas descrições de gênero musical. Eu respondi que não sabia qual gênero colocar. Ele respondeu imediatamente: “Western Space Grunge”. A definição fez sentido porque crescemos ouvindo Alice in Chains, Stone Temple Pilots, Soundgarden, Pearl Jam e outras bandas grunge dos anos 1990. Ao mesmo tempo, também éramos muito ligados ao country texano. Quando começamos a compor, essas influências apareceram naturalmente. Misturar country e rock e se auto denominar como West Space Grunge deve abrir muita margem para comentários né? Qual foi a descrição mais estranha que você ouviu sobre a música da banda? A que mais ouvimos é que somos como o Nirvana se tivesse crescido no Texas. Essa já ficou até comum, porque o nosso vocalista é loiro e nosso som é ligado ao grunge. Mas a minha favorita foi alguém dizer que parecemos os Smashing Pumpkins se fossem caipiras. Eu adoro Smashing Pumpkins, então escolho essa. Fico feliz, porque Smashing Pumpkins é a minha banda favorita (risos), então fico com essa também. Vocês abordam temas
Militarie Gun estreia no Brasil com shows em Curitiba e São Paulo

Um dos nomes mais comentados da nova geração do hardcore norte-americano, o Militarie Gun fará sua estreia no Brasil em novembro. A banda de Los Angeles, apontada como um dos principais expoentes da cena que ajudou a levar o hardcore para além do circuito underground, se apresenta no dia 28 de novembro, no Belvedere, em Curitiba, e no dia 29 de novembro, no Hangar 110, em São Paulo. Os shows fazem parte da primeira turnê latino-americana do grupo, que também passará por México, Costa Rica, Colômbia, Chile e Argentina. Formado em 2020 e liderado por Ian Shelton, conhecido também pelo trabalho à frente do Regional Justice Center, o Militarie Gun surgiu em meio a uma nova fase do hardcore que ganhou visibilidade internacional graças a bandas como Turnstile. A diferença é que o grupo encontrou seu próprio caminho ao combinar a intensidade do punk e do hardcore com melodias acessíveis, refrões marcantes e elementos que dialogam diretamente com o rock alternativo dos anos 1990. A ascensão da banda começou com a série de EPs “All Roads Lead to the Gun”, mas ganhou outra dimensão com o lançamento de “Life Under the Gun”, em 2023. O disco chamou atenção ao unir agressividade, concisão e apelo melódico em músicas como “Do It Faster”, “Very High” e “Big Disappointment”, faixas que ajudaram a transformar o Militarie Gun em um dos nomes mais promissores da música pesada contemporânea. Agora, a banda vive um novo capítulo com “God Save The Gun”. No álbum, Ian Shelton amplia a abordagem emocional das composições ao explorar temas como autodestruição, culpa, perda de controle e tentativa de reconstrução pessoal. Sem abandonar a urgência do hardcore, o trabalho aproxima ainda mais a banda do universo do rock alternativo, mostrando como o gênero pode expandir seus limites sem perder a intensidade que o caracteriza. Produzido em parceria com Riley MacIntyre, profissional que acumula trabalhos ao lado de artistas como Adele, Arlo Parks e The Kills, o novo álbum reforça a capacidade do Militarie Gun de transitar entre diferentes públicos. É justamente essa combinação entre peso, vulnerabilidade e alcance que transformou a banda em uma das principais representantes da nova fase do hardcore mundial e que agora poderá ser conferida de perto pelo público brasileiro. SERVIÇO Militarie Gun em Curitiba Data: 28 de novembro de 2026 Local: Belvedere Endereço: Rua Inácio Lustosa, 496, São Francisco, Curitiba/PR Ingressos: meaple.com.br/belvedere/militarie-gun Militarie Gun em São Paulo Data: 29 de novembro de 2026 Local: Hangar 110 Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro, São Paulo/SP Ingressos: fastix.com.br/events/militarie-gun-eua-em-sao-paulo
Dark Chapel entra na turnê do Black Label Society e Zakk Wylde fará show duplo em São Paulo

A turnê brasileira do Black Label Society ganhou dois atrativos extras para os fãs de heavy metal. A principal novidade é a inclusão do Dark Chapel como banda de abertura em todas as apresentações pelo país. Liderado pelo guitarrista e vocalista Dario Lorina, integrante do próprio Black Label Society desde 2014, o grupo norte-americano acompanhará Zakk Wylde em todas as datas da excursão marcada para outubro. A presença do Dark Chapel reforça ainda mais a conexão da turnê com o universo criativo de Wylde. Embora seja conhecido pelo trabalho ao lado do guitarrista, Lorina desenvolve uma carreira paralela que ganhou força com o lançamento de “Spirit in the Glass”, álbum de estreia do Dark Chapel, lançado em 2025. O disco reúne elementos de metal alternativo, grunge, blues e hard rock, equilibrando peso e melodias em faixas como “Glass Heart”, “Hollow Smile”, “Corpse Flower” e “Dead Weight”. Antes de integrar o Black Label Society, Dario Lorina chamou atenção ainda adolescente ao tocar com Jani Lane, ex-vocalista do Warrant, e posteriormente integrar a banda Lizzy Borden. Além do trabalho com o Dark Chapel, o músico também possui uma carreira instrumental consolidada, com dois álbuns lançados pela tradicional gravadora Shrapnel Records. Sua participação na turnê brasileira oferece ao público a oportunidade de conhecer uma faceta diferente de um dos músicos mais próximos de Zakk Wylde nos últimos anos. Confira aqui a entrevista com Zakk Wylde feita neste ano Outra novidade anunciada pela organização envolve a apresentação de São Paulo, no dia 18 de outubro, na Terra SP. Pela primeira vez no Brasil, Zakk Wylde fará dois shows no mesmo evento. Antes da apresentação principal com o Black Label Society, o músico sobe ao palco com o Zakk Sabbath, projeto dedicado a revisitar clássicos do Black Sabbath. O formato repete a dobradinha que o guitarrista já vem levando para os Estados Unidos e Europa, reunindo duas fases distintas de sua trajetória em uma única noite. A passagem pelo Brasil acontece poucos meses após o lançamento de “Ozzy’s Song”, homenagem que o Black Label Society fez a Ozzy Osbourne após a morte do cantor em 2025. Com mais de 25 anos de estrada, a banda segue como um dos principais nomes do heavy metal contemporâneo, agora acompanhada por uma das revelações mais promissoras do círculo criativo de Zakk Wylde.
Wally, ex-CPM 22, lança EP de estreia de sua nova banda Trompas

O guitarrista e vocalista Wally, conhecido por ter sido um dos fundadores do CPM 22, apresentou o EP de estreia de sua nova banda, Trompas. Intitulado “Anxiety”, o trabalho já está disponível nas plataformas digitais e reúne seis faixas que transitam entre sludge, stoner e grunge, apostando em riffs pesados, andamentos arrastados e atmosferas carregadas. O lançamento marca oficialmente o início da trajetória do trio, formado ainda por Benhur Lima, ex-Hibria, e Thiago Caurio, parceiro de Wally desde os tempos do Astafix. Construído a partir de temas como ansiedade, frustração, desgaste emocional e os aspectos mais sombrios da experiência humana, o EP apresenta uma sonoridade que dialoga com referências como Black Sabbath, Nirvana, Crowbar, Mastodon e Monolord. Em vez de buscar uma simples homenagem ao passado, o Trompas utiliza essas influências para criar uma identidade própria baseada em peso, densidade e intensidade emocional. Antes do lançamento completo, três faixas já haviam antecipado o universo do disco. “Ten Year Hate”, que aborda o acúmulo de desgaste emocional ao longo do tempo, ultrapassou a marca de 200 mil visualizações no YouTube. Na sequência vieram “Lost Again”, inspirada por sonhos recorrentes ligados a um relacionamento conturbado, e “Anxiety” (clipe acima), composição nascida das inquietações vividas durante o período da pandemia. Os três singles ganharam videoclipes que ajudaram a apresentar a estética visual da banda ao público. O EP também traz as inéditas “Trip” e “Fading Face”. A identidade visual do projeto tem participação direta de Wally, responsável pelas fotografias utilizadas na capa do trabalho e no single “Anxiety”. Enquanto a arte do EP retrata uma Nova Iorque vertiginosa, a imagem da faixa-título contrapõe a tranquilidade de um gramado ao ruído simbólico de antigos telefones desativados, reforçando os conceitos explorados nas canções. Formado em 2024, o Trompas surgiu da amizade e da experiência compartilhada entre músicos que já passaram por diferentes fases do rock e do metal brasileiro. O nome da banda faz referência às primeiras formas de instrumentos de sopro, construídos a partir de chifres de animais. Segundo Wally, a escolha remete à ideia de força, comunicação e conexão com algo primitivo, características que também ajudam a definir o som robusto e pesado do grupo. Com o lançamento de “Anxiety”, a banda inicia uma nova etapa e já prepara material inédito para os próximos meses.
Bogotá transforma “Malokera”, de Leoa, em pedrada de pista inspirada no dembow e funk

A dupla Bogotá lançou “LEOA, BOGOTÁ – MALOKERA (Remix Bogotá)”, releitura da faixa da cantora Leoa que aprofunda a identidade sonora da chamada “Dembowzada”, estética desenvolvida pelo duo a partir da fusão entre dembow dominicano, funk brasileiro e a cultura de pista latino-americana. O remix reforça a proposta artística do projeto ao transformar uma música já marcada por referências periféricas em uma experiência voltada diretamente para as pistas de dança. Ao revisitar a versão original, Bogotá reconstrói completamente a base instrumental da faixa. A nova produção acelera o ritmo e adiciona baterias mais pesadas, tambores, repiques e graves intensos, criando uma atmosfera de pressão constante. Apesar da reformulação, elementos presentes na composição de Leoa permanecem na música, preservando a conexão com o brega e com as referências regionais que fazem parte da identidade da artista. O resultado aproxima a faixa das sonoridades que dominam atualmente clubes e bailes da República Dominicana. Referências associadas a nomes como Tokischa, Yailin La Más Viral e El Alfa aparecem filtradas pela experiência da dupla com o funk, o pagodão e a cultura de pista paulistana. A proposta é transformar “Malokera” em um encontro entre diferentes expressões da música urbana latino-americana, sem perder a força das raízes brasileiras. “Esse remix foi feito para tocar na pista. A gente queria que as pessoas ouvissem e pensassem: ‘eita, que pedrada é essa?’. Tudo foi pensado para deixar a energia lá em cima”, resume a dupla. Criada em 2019 como uma festa dedicada à música latina em São Paulo, a Bogotá evoluiu para um projeto artístico liderado pelos DJs Dieguito Reis e Leonardo Kary. Conhecida pelos sets em formato b2b, a dupla mistura reggaeton, funk, dembow, rap, pagodão, vallenato e música eletrônica, transformando suas apresentações em espaços de experimentação e celebração coletiva. Essa pesquisa sonora deu origem à “Dembowzada”, conceito que busca aproximar ritmos dominicanos das linguagens urbanas brasileiras e que ganha mais um capítulo com o lançamento de “Malokera (Remix Bogotá)”.
Ploho anuncia turnê pelo Brasil com seis shows em novembro

A banda russa Ploho voltará ao Brasil em novembro de 2026 para uma turnê de seis apresentações. O grupo, considerado pela revista ReGen Magazine uma das principais vozes da nova onda da música russa, passará por São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém. A excursão integra a rota latino-americana da banda e amplia a relação construída com o público brasileiro desde a estreia no país, em 2024, quando realizou um show único em São Paulo. A turnê brasileira da Ploho passará por seis cidades em novembro. A banda se apresenta em 12 de novembro no Jai Club, em São Paulo; 13 de novembro no Basement Cultural, em Curitiba; 14 de novembro no Célula Showcase, em Florianópolis; 15 de novembro no Opinião, em Porto Alegre; 16 de novembro no Garage Grindhouse, no Rio de Janeiro; e encerra a passagem pelo país em 18 de novembro, no Studio Pub, em Belém. Os ingressos para todas as datas estão à venda pela plataforma 101 Tickets. Formada em 2013 na cidade siberiana de Novosibirsk, a Ploho se consolidou como um dos principais nomes do pós-punk russo contemporâneo. Com guitarras melancólicas, baixo em destaque, sintetizadores econômicos e letras cantadas em russo, a banda construiu uma identidade própria abordando temas como isolamento urbano, memória, desencanto e tensão social. O próprio nome do grupo traduz parte dessa proposta. Em russo, “ploho” significa algo próximo de “mal” ou “ruim”, refletindo a atmosfera sombria presente em sua obra. Frequentemente comparada a nomes como Molchat Doma, Motorama e Human Tetris, a Ploho encontrou um caminho particular ao unir referências do rock russo dos anos 1980, da new wave soviética e do pós-punk europeu. A influência da lendária banda Kino é perceptível, mas o grupo evitou transformar essas referências em mero exercício nostálgico. O reconhecimento internacional ganhou força a partir de 2020, quando assinou contrato com a Artoffact Records, selo canadense conhecido por seu catálogo ligado ao pós-punk, darkwave e música alternativa. A discografia da banda ajudou a consolidar sua presença fora da Rússia. Álbuns como “Where the Birds Fly Away to Die” (2018), “Pyl” (2019), “Phantom Feelings” (2021) e “When the Soul Sleeps” (2022) expandiram seu alcance internacional. Já “Soil”, lançado em 2024, marcou uma fase mais madura, abordando temas como desgaste social, destruição ambiental, anticapitalismo e sobrevivência emocional, sem abandonar a sonoridade característica baseada em linhas de baixo marcantes, vocais graves e sintetizadores discretos. A trajetória recente da Ploho também foi impactada pelas transformações políticas no Leste Europeu. Após a invasão russa da Ucrânia, os integrantes deixaram a Rússia e passaram a desenvolver suas atividades fora do país. Mesmo distante de sua terra natal, a banda manteve o idioma russo como elemento central de sua identidade artística, reforçando a conexão com sua origem e com o imaginário presente em suas composições. Nos palcos, a Ploho aposta na intensidade construída pela repetição e pela atmosfera. Sem recorrer a excessos visuais, o grupo cria apresentações marcadas por baixo pulsante, bateria direta, guitarras frias e melodias persistentes. A nova turnê chega em um momento de intensa atividade, impulsionada pela edição deluxe de “Soil”, lançada em 2025, além do registro ao vivo “Dobrolet Sessions” e dos singles mais recentes. Antes de desembarcar no Brasil, a banda ainda passará por México, Costa Rica, Peru, Argentina e Chile.