Tributo ao Talking Heads reúne Lorde, Paramore, Miley Cyrus, entre outros; ouça!

O aguardado tributo ao Talking Heads já está disponível para audição. Everyone’s Getting Involved: A Tribute To Talking Heads’ Stop Making Sense conta com várias releituras de clássicos da banda de David Byrne. Inicialmente o projeto divulgou a versão do Paramore para Burning Down The House. À época, David Byrne retribuiu com um cover de Hard Times, do próprio Paramore. Infelizmente, Byrne não deve fazer o mesmo com todos. Antes da chegada do álbum, Making Flippy Floppy (Teezo Touchdown), Girlfriend Is Better (Girl In Red) e Take Me To The River (Lorde), que já era um cover de Al Green, também foram divulgadas. Everybody’s Getting Involved também conta com o cover de Psycho Killer, com Miley Cyrus, assim como Heaven, do The National. Kevin Abstract interpreta Once In A Lifetime, enquanto BADBADNOTGOOD e Norah Jones fazem o cover de This Must Be The Place ( Naïve Melody). Duas ótimas surpresas são as participações de El Mató a un Policía Motorizado (Slippery People) e Chicano Batman feat Money Mark (Crosseyed and Painless).

Kate Hudson estreia na música com o álbum Glorious; ouça!

A atriz Kate Hudson lançou seu álbum de estreia, Glorious, na última sexta-feira (17). O disco da atriz de Quase Famosos e Como Perder um Homem em Dez Dias conta com 12 canções autorais. Kate Hudson, que é filha da atriz Goldie Hawn e do músico músico Bill Hudson, disse que decidiu arriscar uma carreira na música, pois sabia que se arrependeria caso não tentasse. “Se eu estivesse no meu leito de morte e não tivesse lançado um disco seria o grande arrependimento da minha vida. Então, por que não fazer isso?”, disse a atriz em entrevista ao Today Show algumas semanas atrás. Hudson contou que começou a escrever o álbum após o fim das gravações de Glass Onion: Um Mistério Knives Out, em 2021.

Cage the Elephant lança álbum Neon Pill; ouça!

A banda Cage The Elephant lançou Neon Pill, seu sexto álbum de estúdio. O trabalho mostra o sexteto do Kentucky— formado pelos irmãos Matthew Shultz e Brad Shultz, Daniel Tichenor, Jared Champion, Nick Bockrath e Matthan Minster — explorando novos territórios musicais, enquanto mantém sua criatividade intransigente, além das performances catárticas e selvagens. “Para mim, Neon Pill é o primeiro disco onde estávamos consistentemente não influenciados, e digo isso de forma positiva”, observa Matthew. “Tudo é indiscutivelmente expresso através do fato de termos nos acomodado em encontrar nossa própria voz. Sempre tiramos inspiração de artistas que amamos e, às vezes, até os emulamos até certo ponto. Com este álbum, tendo passado por tanto, a vida quase nos forçou a nos tornarmos mais e mais confortáveis conosco mesmos. Não estávamos buscando muito fora da pura experiência de autoexpressão, e, simultaneamente, não estávamos necessariamente nos acomodando também. Encontramos uma singularidade em simplesmente existir”. O Cage recentemente compartilhou Metaverse, o último single de Neon Pill, que segue os recentes Good Time, Out Loud e Neon Pill – a faixa rendeu à banda sua 11ª canção nº 1 na parada Alternative da Billboard. A turnê de 47 datas na América do Norte, produzida pela Live Nation, começará em 20 de junho, em Salt Lake City, e passará por cidades como Seattle, Los Angeles, Chicago e Nova York, com suporte de Young The Giant e Bakar na maioria das datas.

Orgy Of The Damned, álbum de blues do Slash, chega ao streaming

O disco de blues do Slash já está disponível para audição. Orgy Of The Damned chegou às plataformas de streaming na sexta-feira (17). O novo trabalho do guitarrista do Guns n’ Roses conta com convidados especiais como Brian Johnson (AC/DC), Steven Tyler (Aerosmith), Billy F. Gibbons (ZZ Top), Paul Rodgers (Free, Bad Company) e Demi Lovato. O álbum foi precedido pelo lançamento de dois singles, os covers de Killing Floor, do lendário Howlin’ Wolf, e Oh Well, do Fleetwood Mac. Em resumo, Slash voltou a trabalhar com algo que sempre flertou. Tocar blues não é nenhuma novidade para o músico. Em 1996, quando ele saiu do Guns n’ Roses, o guitarrista fez turnês com o grupo Slash’s Blues Ball. Posteriormente, em 2023, se reuniu novamente com dois dos seus ex-companheiros, Johnny Griparic e Teddy Andreadis, além de Michael Jermone, para gravar os instrumentais do novo álbum.

Can We Please Have Fun, novo álbum do Kings of Leon, está entre nós

A banda Kings of Leon apresentou seu nono álbum de estúdio completo, Can We Please Have Fun, lançado via Capitol Records. Como o título sugere, o álbum mostra a banda se soltando, experimentando coisas novas e, sim, se divertindo um pouco. A banda também lançou um videoclipe da nova faixa Nowhere to Run. Filmado sob direção criativa da própria banda, mostra os Kings of Leon dançando e correndo soltos. O grupo assumiu o controle de todos os elementos criativos neste registro, do início ao fim, gerenciando cada detalhe desde a música até a direção de arte e (como evidenciado no vídeo) os visuais não convencionais para cada música. Todos foram filmados inteiramente por eles mesmos ao longo de dois dias em Nashville. Gravado no estúdio Dark Horse, em Nashville, e produzido com o novo colaborador Kid Harpoon (Harry Styles, Florence + the Machine), o álbum apresenta um novo lado do Kings of Leon que remete às suas origens ásperas, mas encontra novos caminhos. Sonoramente, dá para ouvi-los unificados em visão e propósito. “Quando você tem uma banda, há um vínculo como nenhum outro, e quando você tem família, há um vínculo como nenhum outro”, diz Caleb. “Nós temos essas duas coisas. Eu pensei: ‘Se dedicarmos toda a nossa energia a algo, quem vai nos parar? Quem pode nos parar além de nós mesmos?’ Ouça Can We Please Have Fun

Dua Lipa libera terceiro álbum de estúdio, Radical Optimism; ouça!

Dua Lipa lançou, nesta sexta-feira (3), o álbum Radical Optimism. O novo projeto da artista traz 11 músicas, incluindo as estrondosas Illusion e Training Season, além do hit Houdini. “Eu compus esse álbum enquanto estava solteira”, diz Dua. “Sempre entrei no estúdio com alguma história engraçada e todas inspiraram músicas diferentes. Há uma honestidade que eu não tinha antes”, completa. Ao fazer o álbum, Dua trabalhou com uma equipe de colaboradores, incluindo Kevin Parker, do Tame Impala, Caroline Ailin, Danny L. Harle e Tobias Jesso Jr. Sobre o projeto, a artista acrescenta ainda: “As origens e formas de trabalhar de todos combinaram muito bem, como amigos e musicalmente. Éramos muito abertos um com o outro e senti que naquela sala poderia ficar vulnerável e falar livremente sobre minhas experiências. A musicalidade disso parecia tão rica e emocionante, e eu queria mergulhar e fazer parte disso”. Dua Lipa descreve Radical Optimism como um “pop psicodélico” e observa que “há pausas musicais e uma mistura de sons diferentes, e quando você ouve com os olhos fechados, abre um mundo muito visual”. O álbum foi inspirado na autodescoberta de Dua e fala da pura alegria e felicidade de ter clareza em situações que antes pareciam impossíveis de enfrentar. No próximo sábado (4), Dua retornará ao Saturday Night Live, onde terá dupla função como apresentadora e convidada musical da noite. A artista esteve no programa pela última vez em 2020, quando cantou Don’t Start Now, Levitating e fez sua estreia como Marjorie. Dua Lipa anunciou recentemente a primeira série de datas de sua nova turnê, com shows em Berlim, Pula e Nimes, em junho, que já estão com ingressos esgotados. Além disso, a popstar fará sua estreia no Pyramid Stage, como atração principal da noite de sexta-feira, no Festival de Glastonbury deste ano, em 28 de junho, e fará um show no icônico Royal Albert Hall de Londres, no dia 17 de outubro, que também já esgotou os ingressos.

Céu lança Novela, sexto álbum de estúdio; ouça!

Céu descobriu-se compositora durante uma temporada no Lower East Side, em Nova York. Naquele início dos anos 2000, impactada pela performance das MCs pretas e porto-riquenhas nas ruas do bairro, a intérprete principiante foi tomada de uma liberdade extrema para manifestar-se através da própria música. Esse destemor está no álbum de estreia, Céu (2005), registro indicado tanto ao Grammy Awards quanto ao Grammy Latino. Em 2023, Céu retornou aos EUA, dessa vez para Costa Oeste, e lá concebeu Novela, sexto álbum de canções inéditas da carreira, que chegou às plataformas digitais na sexta (26). Gravado no Linear Labs Studio, em Los Angeles, a produção é assinada pela artista paulistana, pelo músico e produtor pernambucano Pupillo – ex-baterista da Nação Zumbi, corresponsável por Tropix (2016) e APKÁ! (2019), ambos de Céu, vencedores de três prêmios Grammy Latino, produtor de Gal Costa e Erasmo Carlos – e pelo multi-instrumentista e arranjador americano Adrian Younge, proprietário do Linear Labs, conhecido por álbuns como Something About April (2011), realizador de projetos com Snoop Dogg, Kendrick Lamar, The Delfonics e Wu Tang Clan, além da codireção na iniciativa multimídia Jazz Is Dead. Como de costume nos trabalhos de Adrian, a captação do álbum deu-se ao vivo, sem os aparatos tecnológicos da atualidade. Registrada em tape, numa dinâmica cujo momento presente exige presença total. O modo antigo que remete aos primórdios das gravações de discos formadores de caráter. Curiosamente, uma experiência futurista que, segundo Céu, demanda muita inteligência emocional e nenhuma artificial. “Nada vintage”, garante. Nas dependências do estúdio, a banda foi Pupillo (na percussão, programações e bateria), Younge (nos teclados, guitarra, contrabaixo – em “Reescreve” -, arranjos e condução de cordas e sopros) e Lucas Martins (contrabaixo – em praticamente todas as faixas -, violão, guitarra e coautoria de três dos 12 temas do disco). “Raiou em sua cor de sorte/ Entoa teu mantra e vai/ Cantando/ Viver é para os fortes”, diz a letra de Raiou, que abre Novela. A MC e compositora americana, que tem pais brasileiros, LadyBug Mecca, do Digable Planets, divide as vozes com Céu. Em Gerando na alta é a vez de Anaiis, cantora e compositora franco-senegalesa, radicada em Londres, na Inglaterra, trocar impressões acerca da sororidade. Loren Oden e Jensine Benitez, cantor e cantora dos EUA, estão em Into my Novela, parceria de Céu e Lucas Martins, faixa-título informal do disco, que fala da teledramaturgia do cotidiano, onde não há câmeras de TV registrando atos, tampouco roteiros predefinidos. “Eu sou a protagonista da minha Novela/ So good, yeah baby/ I want to learn how you want me/ To love you”. Há outros personagens de relevo na trama. Frankie Reyes, DJ e produtor americano de ascendência porto-riquenha, contribui na harmonia da faixa Buá Buá, onde Céu, dona da melodia e da letra, diz: “Chora todas lágrimas que um dia/ Você recusou chorar/ Chora porque reconhece/ Que uma dessas você não vai achar”. Hervé Salters, artista francês, líder do General Elektriks, coprodutor de Tropix, surge em High na Cachú, cujos versos de Céu dizem: “Água tão doce gelada me faz renascer/ Enquanto a pedra me chama de volta a sentar/ Retendo todo o calor que guardou do astro rei/ Me aquieto como uma flor a polinizar”. Marcos Valle, carioca patrimônio nacional, assina com a paulistana Reescreve, que, ao encerrar a sessão afetuosa, questiona a perspectiva dos colonizadores nos livros didáticos de História do Brasil. “O que estava ali/ Eu nunca fui de acreditar/ Cada página que eu lia/ Era mais sono pra me dar/ Desde os povos que calaram/ A brasa veio queimar/ A verdade vem à tona/ É muito pano pra manga”. Antes, Corpo e colo, a única de autoria de terceiros, é resultado do encontro entre Nando Reis e Kleber Lucas. Recentemente, numa rede social, o premiado artista gospel e pastor da Igreja Batista Soul, no Rio, celebrava o fato. “Mais uma belezura chegando. Parceria linda que fiz com meu mano Nando Reis. Recebi agora há pouco uma prévia dele cantando e estou simplesmente em êxtase”, disse. Em Novela, despontam tecnologias ancestrais, cura, cremosidade, bolero, estrelas lustradas, ecos da soul music, coisas da terra, rap e sussurros aos guias. Na totalidade do registro, a reafirmação do destemor da autora, comprometida com seu tempo, na complexidade e na beleza da lida criativa. Tendo, desde sempre, a diversidade da música brasileira no horizonte. A seguir, cenas eletrizantes dos próximos capítulos.