Real Estate faz mergulho intenso em Nashville para lançar álbum Daniel

A banda norte-americana Real Estate lançou o sexto álbum de estúdio, Daniel, que conta com 11 faixas inéditas. O novo disco foi antecipado pelos singles Haunted World, Water Underground e Flowers. A última faixa, aliás, ganhou um videoclipe animado dirigido por Magnus Carlsson, que também criou o vídeo de Paranoid Android do Radiohead. Nele, os membros da banda ajudam o cantor Martin Courtney através de uma difícil transformação física, que resulta em um tesouro musical. “Para mim, o maior vídeo musical animado de todos os tempos é o icônico vídeo Paranoid Android de Magnus Carlsson para o Radiohead. Era diferente de tudo na MTV em 1997. Então, quando decidimos fazer um vídeo animado para nosso próximo single, isso estava no topo do nosso quadro de inspirações. Vamos fazer algo como o vídeo Paranoid Android. Nem nos ocorreu que poderíamos realmente pedir ao próprio Magnus Carlsson para fazer um vídeo para nossa música, ou que ele realmente faria isso, ou que o resultado seria tão extravagante e belo quanto poderíamos imaginar. Muito obrigado à lenda, Sr. Carlsson, por estar disposto a trabalhar conosco”, comentou Martin. Daniel foi gravado com o produtor Daniel Tashian (Kacey Musgraves) durante uma empolgante jornada de nove dias no RCA Studio. Nele, você pode ouvir versões caprichosas de licks clássicos de Nashville em Flowers, onde o mercúrio do pedal steel e o brilho de um Wurlitzer iluminam os acordes acústicos como estrelas no céu noturno. Uma música de deslocamento e constância, é um lembrete do modo comum como usamos a música, não importa o gênero ou cena – para encontrar nosso caminho adiante. O sexto álbum dos nativos de New Jersey, Courtney (vocais, guitarra), Alex Bleeker (baixo, vocais), Matt Kallman (teclados), Julian Lynch (guitarra) e Sammi Niss (bateria), Daniel apresenta 11 novas faixas. As músicas em Daniel são descomplicadas mas artísticas. Elas brilham e radiam sem hesitação ou segundas intenções, e conectam a maravilha desinibida dos primeiros trabalhos do Real Estate com a perspectiva conquistada da idade adulta. Daniel soa como o clássico Real Estate, abundante com os toques sutis mas desinibidos de um produtor que realmente viveu dentro de potências pop. Em Nashville, o Real Estate compartilhou um aluguel, convivendo de perto após a imposição da separação destes últimos anos. Vários dias após o início da gravação, eles estavam discutindo títulos de álbuns quando alguém sugeriu Daniel, simplesmente porque parecia uma boa ideia dar um nome humano a um disco. Foi por causa de Daniel Tashian? Talvez. Foi o sinal de uma banda que agora existe há tempo suficiente para levar sua música a sério sem levar a si mesma ou sua percepção demasiadamente a sério? Absolutamente.

Guerra mistura MPB, pop, funk e brega no álbum Numatofuturo

O músico e produtor pernambucano Guerra acaba de lançar seu aguardado álbum de estreia, Numatofuturo, no qual une influências de MPB, pop, funk e brega de forma inovadora. Depois dos singles Deve Ser Difícil Ser Artificial, que traz influências de sintetizadores oitentistas; e É Massa!, uma marchinha frevo-pop repleta de humor; o grande destaque do álbum é a faixa Saudade, uma emocionante composição acústica que conta com a participação especial da artista recifense Isadora Melo. Este projeto assinala um novo capítulo na trajetória de Guerra, que, além de fazer parte da banda Fresno desde 2013, já colaborou em projetos como La Cumbia Negra, do aclamado produtor Miranda, e Cara Palavra, ao lado de Débora Falabella, Mariana Ximenes, Bianca Comparato e Andreia Horta. Composto por 11 faixas, o álbum nasceu de maneira despretensiosa durante a pandemia, quando Guerra encontrou no Estúdio Concha um santuário para a criatividade, assumindo todos os instrumentos. “Neste período de introspecção, o estúdio se tornou meu refúgio para uma criação sem limites ou expectativas. Foi nesse espaço de liberdade que nasceu o Numatofuturo, um processo terapêutico de autodescoberta e cura. Espero que este disco toque as pessoas de forma semelhante, proporcionando momentos de reflexão e conforto”, revela ele. O impacto audiovisual também está presente em Numatofuturo: Deve Ser Difícil Ser Artificial, o primeiro single, ganhou um visualizer assinado por Letícia Ribeiro (reconhecida contadora de histórias visuais e diretora de cena), apresentando um universo fantástico através da linguagem handmade. Ouça Numatofuturo, de Guerra

Blackberry Smoke lança álbum Be Right Here; ouça!

Quando Charlie Starr começou a compor as músicas que se tornariam o novo álbum do Blackberry Smoke, Be Right Here (já disponível no streaming), a primeira música que o vocalista/guitarrista principal elaborou foi Dig A Hole. Formada por um antigo riff de guitarra combinado com um riff de coro Wurlitzer escrito pelo tecladista Brandon Still, a música de rock psicodélico pantanosa é uma declaração poderosa sobre a escolha do seu caminho na vida – se você quer ceder à tentação ou seguir uma estrada mais justa. “Na vida, todos nós nos deparamos com escolhas”, diz Starr. “Vamos fazer o bem ou vamos fazer o mal? Vamos amar ou vamos odiar? Temos um tempo finito, cada um de nós nesta Terra. Então, provavelmente, queremos tirar o melhor proveito dele em vez de desperdiçar tempo.” Dig A Hole é a faixa principal de Be Right Here e dá o tom para outro conjunto expansivo de rock’n’roll do Blackberry Smoke. Como sempre, a banda sediada na Geórgia – Starr, Still, o guitarrista/vocalista Paul Jackson, o baixista/vocalista Richard Turner e o baterista Brit Turner – inspira-se no rock sulista, no rock clássico com tendência ao blues e no country vintage com raízes. Mas em Be Right Here, o Blackberry Smoke soa ainda mais seguro de si, desde a força de suas composições até sua execução musical.

IIGOR retorna para si no álbum “Casa”; ouça!

Depois de uma sequência de singles em que atestou sua capacidade de criar sensações e intimidade, o cantor e compositor IIGOR entrega Casa, seu projeto mais ousado e completo até o momento. Casa vai além do conceito convencional de álbum; é uma viagem por nove cômodos musicais distintos, cada um contando sua própria história. Inspirado pela versatilidade da música brasileira, IIGOR explora diversos estilos, desde o indie pop até disco music e reggaeton. “A essência por trás de ‘casa’ funciona como metáfora para minhas complexas emoções particulares, onde cada faixa representa um espaço emocional singular. Da acolhedora sala de estar aos ritmos efervescentes da cozinha, cada peça contribui para formar este lar musical, repleto de cores vibrantes e marcado pela estética afetiva do rosa”, revela o músico. Com formação acadêmica em arquitetura, IIGOR buscou transpor seu universo imaginário para este projeto. Os vídeos que acompanham esta jornada proporcionam uma entrada exclusiva para este universo, aprimorando a experiência além do auditivo. Incorporando elementos visuais que ecoam a estética vibrante e imaginativa do álbum, cada espectador pode explorar esta casa não apenas através das melodias, mas também por meio de uma envolvente experiência virtual. IIGOR, que anteriormente assinava como Kanagawa, está em uma nova fase de sua carreira, explorando a sonoridade em língua portuguesa e bebendo da fonte de clássicos da MPB e da cena contemporânea. Agora, o artista está pronto para os próximos passos, abrindo seu lar para o ouvinte e retornando para si mesmo, em um espaço de intimidade, entrega e vulnerabilidade. Casa chega pelo selo e produtora independente paulista Eu Te Amo Records, label de nomes do indie como Meyot, Roterdan e André Ribeiro.

Trio de blues rock Cigar Box Band lança álbum de estreia; ouça!

O grupo mineiro de blues rock Cigar Box Band lançou seu primeiro álbum, Don’t Belong, disponível globalmente nas principais plataformas digitais através da gravadora francesa M&O Music. No cerne da Cigar Box Band está o emblemático instrumento chamado cigar box guitar, um ancestral não muito distante da guitarra elétrica. A cigar box guitar é construída artesanalmente com componentes simples, mas apesar de sua natureza improvisada, é capaz de produzir uma ampla gama de sons. Muitos músicos contemporâneos têm ressuscitado o interesse por esse instrumento singular, explorando suas possibilidades sonoras e incorporando-o em suas performances, como é o caso de Jack White, PJ Harvey, Ben Harper e Shane Speal. Até Sir Paul McCartney já apareceu dedilhando uma no documentário Sound City (2013). A Cigar Box Band faz música de alta octanagem com forte influência de ZZ Top, Led Zeppelin e Seasick Steve. Germano Renan (vocal), Fred Chamone (cigar box guitar) e Paulo Espinha (bateria) têm uma visão musical muito bem definida e sabem exatamente qual abordagem usar para colocá-la em prática. Em seu debute, o trio combina diferentes elementos de seu universo para produzir uma fusão única e visceral de blues, country e hard rock. Don’t Belong é resultado de uma longa jornada, conforme conta Chamone: “O processo de composição e gravação foi bastante intuitivo e colaborativo. Primeiro, os riffs e estruturas harmônicas criados por mim se mesclaram às partes melódicas e letras autobiográficas compostas pelo Germano. No estúdio, as canções foram ganhando forma muitas vezes na base da improvisação, seguindo a tradição blueseira. A versatilidade e precisão rítmica do Paulo foram ingredientes fundamentais para que conseguíssemos chegar onde queríamos. E ainda, tivemos o privilégio de contar com a participação especial de dois grandes músicos: Eduardo Sanna (gaita) e Luciano Porto (contrabaixo)”. As gravações ocorreram no Studio Independente em Belo Horizonte, com produção e mixagem de Fred Chamone. A masterização foi realizada na Espanha, no FD Mastering Studio, por Fernando Delgado. No álbum, foram utilizados três tipos de cigar box guitar, cada uma com características e afinação diferentes, além de uma guitarra elétrica convencional. O modelo que mais se destaca no arsenal é a cigar box guitar construída com uma pá. O instrumento produz uma distorção brutal capaz de criar ondas sonoras sísmicas e pode ser apreciado no clipe de Be Mine. Com o lançamento de Don’t Belong, a Cigar Box Band busca integrar definitivamente a cena do rock brasileiro enquanto almeja estabelecer uma carreira internacional. O grupo está determinado a construir uma base sólida, explorando novos horizontes e conectando-se com audiências ao redor do mundo.

Rock Your Babies entra no Carnaval com disco em homenagem ao axé

O selo Rock Your Babies, especializado em criar reedições de sucessos nacionais para embalar os bebês no formato “caixinha de música”, cada vez mais expande o seu trabalho. Depois de criar uma série com hinos de futebol para 24 times do país, o projeto – capitaneado por Bruno Gouveia, Carol Pozzani e Júlio Quattrucci – celebra uma parceria com o cantor e compositor Manno Góes e Flavio Morgade para lançar as grandes canções do axé. “O universo do carnaval baiano é extremamente associado às percussões e ritmos, mas neste projeto exploramos as lindas melodias criadas para a festa máxima de Salvador que ganhou o país! Certamente, um disco é muito pouco para mostrarmos tudo e desdobramentos deste trabalho já estão nos planos”, explica Júlio. O álbum centraliza as obras nos últimos 20 anos, com canções de Araketu (Araketu Bom Demais), Ricardo Chaves (Acabou), Jammil e Uma Noites (Praieiro), Banda Eva (Me Abraça), Banda Mel (Baianidade Nagô) e Ivete Sangalo (Tá Tudo Bem). “As releituras de grandes clássicos da história do axé em versão instrumental para ninar valoriza as melodias dessas canções que tanto nos embalaram ao longo dos anos, mas de outro jeito”, brinca Manno Góes, um dos idealizadores do projeto. Com certeza, os papais e mamães poderão curtir o Carnaval esse ano bem mais tranquilos. Ouça Rock Your Babies: Axé

The Last Dinner Party lança Prelude to Ecstasy, seu primeiro álbum

A banda inglesa The Last Dinner Party animou os fãs com a chegada do álbum Prelude to Ecstasy, já disponível em todas as plataformas digitais. Lançado via Island Records, o disco foi produzido por James Ford em Londres e conta no repertório com os singles de sucesso Nothing Matters, Sinner e My Lady Of Mercy. “O êxtase é um pêndulo que oscila entre os extremos da emoção humana, do êxtase da paixão à sublimidade da dor, e é esse conceito que une nosso álbum. Esta é uma arqueologia de nós mesmos; você pode exumar nossas experiências e influências coletivas e individuais de dentro de sua estrutura. Exorcizamos guitarras para seus solos, expusemos confissões diretamente das páginas do diário e convocamos uma orquestra para dar vida à nossa visão. É nossa maior honra e orgulho apresentar esta oferta ao mundo; é tudo o que somos”, diz a banda sobre o novo álbum. Sobre o recém-lançado single On Your Side, que está no repertório de Prelude to Ecstasy, o The Last Dinner Party revela: “On Your Side é uma canção de amor com as mãos atadas. Trata-se de ser tão dedicado a alguém que, não importa o que façam, não importa o quanto doa, o quanto você saiba que deveria sair, você não consegue escapar. O final surgiu de um maravilhoso momento improvisado no estúdio. James Ford tinha esse sintetizador que distorcia e atrasava e brincava com a estrutura de tudo o que você colocava nele. Então, Aurora e Abigail sentaram-se no estúdio após o almoço e improvisaram algumas linhas de piano e vocal, deixando os sons se acumularem uns sobre os outros até aquele suspiro final. Isso se transformou em uma seção brilhante e angustiante, que soa como o fim de um relacionamento venenoso, dissolvendo, fragmentando, doloroso, mas também libertador.”

Eduardo Penna estreia carreira solo com álbum “ok baiano”

Cantor, guitarrista, produtor e compositor baiano, Eduardo Penna, radicado em Brasília desde 2014, passou por diversas bandas e participou ativamente da cena de rock independente de Salvador (BA) no início dos anos 2000. Como compositor, teve a faixa Nada Sem Você gravada por Erika Martins (Penélope/ Autoramas). Nos últimos anos continuou produzindo, mas só em 2023 entendeu que era hora de gravar seu primeiro álbum solo, ok baiano, que chegou nesta sexta-feira (2) às principais plataformas de streaming. Com a colaboração de amigos músicos tanto da Bahia, quanto de Brasília, o disco reflete o próprio Eduardo: um pouco baiano, um pouco brasiliense. “ok baiano pretende soar cru e com instrumentação que vá além do básico ‘roqueiro baixo, guitarra e bateria’. O disco tem muitos metais e cordas, assim como banjo, lap steel, guitarra baiana. Apesar de, por muito tempo, ter tocado em bandas punk/bubblegum, minha maior influência é sem dúvida o indie, seja dos anos 90 – Weezer, Smashing Pumpkins, Pixies e Placebo – ou os mais contemporâneos como The Front Bottoms , Skating Polly e Jeff Rosenstock”, revela Penna. A faixa de trabalho escolhida pelo músico para apresentar o álbum é Antiviral, que versa sobre o sentimento de desconexão de quem cresceu em um mundo analógico e passou a viver no mundo digital. “Fala sobre a dificuldade de se adaptar a essa nova realidade em que, às vezes, os momentos parecem só existir se forem devidamente registrados e compartilhados”, explica. Lançado de forma totalmente independente, ok baiano, de acordo com Eduardo Penna, é o resultado de mais do que uma vontade. “É resultado de uma necessidade de se expressar e aproveitar a vida por meio da música”.