Francisco, el Hombre transporta o público para um show em “10 AÑOS”

O quinteto Francisco, el Hombre abriu um novo capítulo de sua trajetória e reuniu as músicas mais marcantes de um show da banda no disco 10 AÑOS. O álbum traz 16 faixas, com novos acordes repletos de latinidades e composições que expressam todas as transformações que a Francisco, el Hombre experienciou ao longo da última década. “É a captação do nosso amadurecimento sonoro”, resume Sebastianismos sobre o novo trabalho. 10 AÑOS é a síntese das fases que a Francisco, el Hombre atravessou ao longo dos anos e isso fica claro logo na primeira faixa, que simula mudanças de estações de rádio e gera uma mistura dos acordes marcantes na trajetória do grupo. “A gente conseguiu manter uma sobrevivência da banda sem deixar de botar a cara a tapa, de dizer nossa mensagem e de lutar por aquilo que a gente acredita”, relembra Mateo. E traduzir tais movimentações em algumas faixas da tracklist não foi tarefa fácil, mas uma simples pergunta guiou todo esse processo, segundo Sebastianismos: “quais músicas não podem faltar na nossa festa de aniversário?”. Foi assim que composições dos primeiros trabalhos, como La Pachanga!, do EP de estreia La Pachanga! (2014); e Soltasbruxa, Tá com Dólar, Tá com Deus e Sincero, de Soltasbruxa (2016), foram escolhidas para integrar a obra. Os álbuns Rasgacebeza (2019) e Casa Francisco (2021) também foram contemplados neste resgate, com as faixas mais combativas, entre elas Chama Adrenalina, do primeiro, e as esperançosas e divertidas Nada Conterá a Primavera, Arrasta e Loucura, do segundo. Já canções como Matilha ultrapassam os minutos de suas versões originais e transportam o ouvinte ainda mais para a atmosfera enérgica do show da Francisco, el Hombre (algo alcançado ao incluir na faixa as interações que a banda faz com o público ao vivo). “Sempre fomos conhecidos por reinventar as músicas a cada show e, uma década de turnês e experiências depois, elas soam muito diferentes de como eram originalmente, não queríamos perder esse registro”, comenta Sebastianismos.

Nasi, do Ira!, participa do novo EP da TESS; ouça Mod

O novo EP da Tess, projeto liderado pelo cantor, músico e compositor gaúcho Daniel Tessler, resgata suas raízes musicais, a começar pelo próprio título, Mod. A escolha é uma homenagem explícita ao movimento iniciado na Inglaterra nos anos 1960 que revelou bandas como The Who e The Kinks. O impacto do movimento Mod na cena cultural foi tão forte, que reverberou na década seguinte, desencadeando o surgimento de outro gênero importante, o punk. Para fortalecer ainda mais a ideia que rege o trabalho, Tessler convidou outro fã notório da estética Mod. Nasi, o lendário cantor do Ira!, participa da música Eu Ando Pra Frente. “Daniel Tessler é um artista talentoso que apresenta as qualidades de alguns dos guitarristas do cenário Mod que eu mais gosto e suas novas músicas retratam muito bem isso”, comenta Nasi. “O Nasi sempre foi uma referência pra mim. Ele representa o Norte dentro de uma filosofia roqueira que eu tento praticar. Assim que o EP começou a tomar forma, eu o convidei para fazer uma participação especial. Ele aceitou e aí está! A presença dele é o maior selo de aprovação que eu poderia querer”, declara TESS, com orgulho. A potente Eu Ando Pra Frente, assim como as outras três faixas previamente divulgadas (Eu Não Consigo Entender, As Bruxas e Trauma Beat), exibe uma estrutura simples e direta, sem muitas mudanças de andamento ou arranjos super elaborados. O repertório do EP é conciso e as músicas transmitem uma sensação revigorante de underground capaz de colocar um sorriso no rosto até daqueles ouvintes mais rabugentos. Mod foi gravado no estúdio Track 74 (São Paulo) com produção do próprio Tessler, que demonstrou habilidade ao encontrar uma sonoridade que combina a alta fidelidade das produções atuais com o timbre glorioso das gravações da era pré-digital. E assim que rangem os primeiros acordes, vem à tona aquela energia mágica de som de porão, rock and roll cru e barulhento como se fazia antigamente.

Jully lança SOS, álbum que é um pedido de socorro para a Terra

Depois de chamar a atenção para os problemas do planeta através de nove canções lançadas entre o final de 2020 e 2023, a cantora e compositora Jully lançou o álbum SOS em sua versão final: além dos singles, sete novas faixas trazem temas que só uma ativista como ela conseguiria colocar em pauta no mercado da música. A própria faixa-título já começa dando um recado e, com a parceria da cantora franco-brasileira Virginie Boutaud (mais conhecida pelo início da carreira junto à banda oitentista Metrô), deixa claro em duas línguas que é preciso cuidar do mundo todo: “O planeta pede paz”, recita Jully já na introdução. “O álbum SOS é um pedido de socorro do planeta e dos outros animais que aqui habitam, os quais estão sendo dizimados por nós, seres humanos. Está na hora de entendermos que somos todos animais moradores deste planeta, e todos merecemos ter nossos direitos básicos respeitados, independente da espécie ou qualquer outra classificação que nos defina. Fazemos parte da Terra, e precisamos entender que, sem a natureza, não somos nada”, afirma Jully, recém-premiada na categoria Música Eletrônica do Prêmio Profissionais da Música 2023, realizado entre os dias 2 e 3 de junho. A cantora e compositora já trouxe a questão dos animais à tona em Somos Todos Um, cantou a morte e a apatia vivenciada no Brasil da pandemia em Distopia, convidou o ouvinte para uma mudança individual em Tears of Fireflies e chamou a atenção para a covardia de humanos com os animais em Milk e em Stolen Babies. Humanizar deu um feedback sobre o impacto do que tem sido feito com o planeta e The Begining falou sobre cuidar da Terra e buscar outras formas de interação com o planeta. Em Libertação, Jully enfatizou que todos os seres deveriam ter seus direitos básicos respeitados. Em Out of Time, avisou que o tempo para impedirmos maiores catástrofes na Terra está acabando. Músicas lançadas em português, em inglês e agora em francês, para o mundo ouvir e refletir, já estão disponíveis nas plataformas formando uma narrativa completa em plena Semana Mundial do Meio Ambiente (5 a 9 de junho). “Durante a pandemia senti um forte chamado para trazer, através da música, mensagens de consciência e transformação, em prol de um mundo mais ético e justo para todos os seres. Quando produzi ‘Somos Todos Um’, primeiro single que lancei deste álbum, senti um chamado a elevar a voz dos animais e dar visibilidade para eles. A sexta extinção em massa está em andamento e continuamos nos ocupando com valores superficiais e ultrapassados.” Ouça SOS, de Jully

Jason Mraz retorna ao pop no álbum Mystical Magical Rhythmical Radical Ride

Jason Mraz lançou o seu oitavo álbum, Mystical Magical Rhythmical Radical Ride, um retorno à parceria com o produtor Martin Terefe, responsável pelos hits I’m Yours e Lucky. O trabalho foi antecipado pelas dançantes I Feel Like Dancing e You Might Like It, além da balada Pancakes and Butter, marcada por um clipe que celebra o amor. O álbum chega no dia em que o artista completa 46 anos, acompanhado de um clipe para Feel Good Too, dirigido por Djay Brawner (All Time Low). O vídeo explora a recém-descoberta do artista pela patinação e traz Mraz livremente em Los Angeles, com a participação dos atletas profissionais Darion Reyes ,como coreógrafo, e Keon Saghari. Mystical Magical Rhythmical Radical Ride sugere a sensação de continuidade. Sua sensibilidade otimista e inspiradora reflete o pensamento de estar vivendo neste mundo. As músicas se entrelaçam, incentivando o ouvinte a curtir o álbum várias vezes, além de trazer pequenas referências ao passado de Jason e transformá-las em algo atual. “Para mim, a música é mágica porque primeiro há um vazio ou silêncio e depois estou tocando um instrumento ou cantando e, sem mais nem menos, sou um criador”, reflete Mraz. “Uma música pode vir de um lugar sombrio, mas o otimismo sempre estará presente. Sempre quero trazer o ouvinte de volta à luz.”

Portugal. The Man lança álbum Chris Black Changed My Life; ouça!

A banda Portugal. The Man lançou o álbum, Chris Black Changed My Life. O projeto foi produzido pelo lendário Jeff Bhasker (Beyonce). Além do lançamento, Portugal. The Man está incentivando os fãs a aprenderem um pouco mais sobre as campanhas “Frances Changed My Life” e “Chris Black Changed My Life”. Ambas as iniciativas capacitam pessoas, com o objetivo de celebrarem aqueles que impactaram suas vidas. “Chris Black era tão grande e tão cheio de vida que sua energia era um lembrete constante de como somos sortudos e de como devemos ser gratos pelas pessoas com quem compartilhamos esta vida. Eu sinto que é muito importante homenagear essas pessoas, e esse é o objetivo deste álbum – homenagear essas pessoas que mudam nossas vidas e dizer isso enquanto eles estão aqui. Nós amamos essas pessoas. Reconheça-os”, afirmou o vocalista e guitarrista da banda, John Gourley. Portugal. The Man fez seu retorno triunfal no início de março com a contagiante canção Dummy, que se tornou o quarto single da banda no Top 5 na Alternative Radio, por 15 semanas, e foi imediatamente elogiado pela Billboard como “um jingle apocalíptico”, logo após o lançamento. A faixa chegou com um videoclipe oficial dirigido por Noel Paul e estrelado pelo novo membro da banda, Tank Dog. Após o lançamento de Dummy, a banda compartilhou outros singles como Plastic Island, Summer of Luv, em parceria com Unknown Mortal Orchestra, Thunderdome [W.T.A], com Black Thought e Natalia Lafourcade, e Champ, que foi produzido a partir de uma e-imaginação do sucesso de 1971 do músico Edgar Winter, Dying to Live. Chris Black Changed My Life é o primeiro álbum completo da banda desde o lançamento de seu disco de 2017, Woodstock. A música de abertura, Heavy Games II (feat. Jeff Bhasker), deu sequência ao trabalho seguinte do grupo, com um visual produzido por Jeff Bhasker. O título do novo projeto é dedicado ao falecido amigo e membro da banda, Chris Black. No novo álbum, a banda se juntou ainda aos colaboradores Paul Williams (John Lennon, David Bowie), Jeff Bhasker (Beyonce), Asa Taccone, Black Thought, Unknown Mortal Orchestra, Nick Reinhart, Homer Steinweiss e Natalia Lafourcade. Os roqueiros de Portland darão sequência ao lançamento de Chris Black Changed My Life, com uma série limitada de shows, ainda em 2023. Apresentando uma setlist da carreira, cada show acontecerá em um local icônico, durante o verão americano, incluindo Portland’s Edgefield, Colorado’s Red Rocks Amphitheatre, o Radio City Music Hall de Nova York, o Hollywood Bowl de Los Angeles e uma série de datas, recém-anunciada, no Canadá, atravessando o país de Vancouver a Toronto e parando em muitas cidades intermediárias.

Billy Saga lança Extraordinário, álbum que mescla rap, trap e eletrônica

As diversas facetas de Billy Saga são o que guiam o seu novo álbum, Extraordinário. Pai, marido, músico, pessoa com deficiência, amigo e ativista são algumas das características que compõem o rapper paulistano, que, agora, conta sua história por meio de 11 canções inéditas. “A boca fala do que o coração está cheio”, evoca Billy Saga. Como um mantra, o artista utiliza da música para verbalizar o que vem de dentro, que tomou cada vez mais força quando ele se tornou uma pessoa com deficiência – devido a um grave acidente de moto 25 anos atrás. Missão de Liberdade, Atípico e a faixa-título são as canções que levam como temática principal as reflexões que acompanham o cantor desde o acidente. O amadurecimento consequente do evento que marcou a vida de Billy é tratado no novo trabalho como uma chance para novas percepções de vida. “Percebi depois de algum tempo que valorizar o simples e ampliar o entendimento de que a felicidade está na qualidade dos relacionamentos é a chave para qualquer coisa”, afirma o músico. Para abordar tantas temáticas, foi necessária uma diversidade de estilos. No centro desse conjunto, está o rap, principal ferramenta de expressão utilizada por Billy, que reuniu nos bastidores do projeto: Tuti Camargo (baixista da banda Medulla e integrante do duo Badzilla), na direção musical, e os produtores DJ Latif, Devasto, Lucs Romero, o duo Badzilla e Felipe Vassão (um dos nomes de destaque na cena musical, com um leque de trabalhos com Emicida, Rock Rocket e Rashid). O álbum Extraordinário também conta com participações especiais da cantora Siamese, em Tentaram nos Parar; logo em seguida, o rapper Max B.O., na faixa Ambigrama; o rapper XIS, aparece em Viés do Código; e A Melhor Forma de Prever o Futuro traz o trapper Slime Nilo. Ju Caldas (esposa de Billy), por sua vez, colabora no single Da Rua Pra Lua – o primeiro single do disco, apresentado em março deste ano, com um videoclipe. O trio paranaense Tuyo também marca presença por meio da faixa Conversa Sincera, single que antecipa o lançamento do álbum. “Fico feliz que as obras falam por si. Nesse álbum, cada participação traz a essência da construção e do processo vivido”, afirma o cantor, que completa a tracklist com as faixas solo Zaratempo e Só Eu Sei.

Depois de dez anos, Sigur Rós lança álbum de inéditas; ouça Átta

Átta é o novo álbum de estúdio do Sigur Rós, lançado de surpresa pela BMG e disponível em todas as plataformas de streaming. A faixa foco, Gold, é uma peça orquestral épica que se desenrola ao longo de cinco minutos, com os característicos sons celestiais de contemplação estelar da banda se construindo e crescendo, juntamente com uma mistura de vocais islandeses e Vonlenska (suas próprias vocalizações não linguísticas) que conectam o ouvinte diretamente ao coração e à alma de maneira primal. Este é o primeiro álbum da banda em uma década a contar com o multi-instrumentista Kjartan Sveinsson de volta à formação, depois de ter deixado a banda em 2012, juntamente com o vocalista Jónsi e o baixista Georg Holm. O álbum do Sigur Rós conta com a London Contemporary Orchestra regida por Robert Ames. Foi mixado e co-produzido por outro colaborador frequente, Paul Corley, juntamente com a banda. Com apenas os três amigos em uma sala, deixando o clima falar com eles, eles se encontraram “apenas querendo ter uma bateria mínima e que a música fosse realmente espaçada, etérea e bonita”, explica Jónsi sobre o álbum auto-produzido e gravado no estúdio Sundlaugin, nos arredores rurais de Reykjavik, com as cordas gravadas no icônico Abbey Road, em Londres. “Estamos ficando mais velhos e mais cínicos, então eu só queria nos levar a sentir algo!”

Clássico show do Motörhead chega ao streaming; ouça!

O Motörhead lançou nas plataformas de música o álbum Live at Montreux Jazz Festival 2007. Gravado durante a turnê Kiss Of Death, a apresentação aconteceu no lendário Auditorium Stravinski em 7 de julho, durante a edição de 2007 do mundialmente famoso festival de jazz de Montreux. O show é uma declaração tremenda de quão potente e perfeito é o trio Lemmy, Phil Campbell e MikkeyDee, não apenas com um dos mais diversos set-lists de suas décadas juntos, mas performances individuais que provam como cada um estava no auge de suas carreiras. O álbum inclui faixas históricas, como o primeiro cover que o trio realizou, para a faixa Rosalie, do Thin Lizzy). E para celebrar o lançamento, a organização do Montreux Jazz Festival realizará uma listening party acompanhada de um Q& às 20h30 do dia 2 de julho, no La Bibliotèque @Lake House (Montreux, Suíça).