Doralyce caminha por sua afrodiáspora em novo disco, Dassalu

Como um ensaio entre gêneros, temáticas e sonoridades, a cantora e compositora Doralyce convida o público para a experiência de Dassalu. O quarto disco da artista abraça o afrofuturismo da pernambucana, também conhecida como Miss Beleza Universal. Selecionado pelo Rumos Itaú Cultural, o projeto é distribuído pelo selo Colmeia22 (encabeçado pela própria Doralyce), via Altafonte. Dassalu, em sua forma inicial — antes de se tornar um disco —, é um manifesto criado como parte do ativismo de Doralyce, com o objetivo de estabelecer um código de sobrevivência para pessoas negras e incentivar as pessoas brancas a refletirem e modificarem seu comportamento. Esse manifesto evoluiu para um projeto multimídia que resultou no lançamento de um disco, acompanhado da disponibilização das partituras musicais de suas nove faixas, buscando democratizar o acesso e promover a disseminação das mensagens contidas nesse trabalho. O estilo particular deste disco, com influência do “Olinda Original Style” e mangue beat, explora uma mescla de referências afropop, pop latino, nova MPB, pagotrap, R&B, pop, hip hop, salsa bregadeira, trapfunk, downtempo e chill out. “O meu disco tem uma influência house nagô, uma influência árabe, muçulmana. É um disco afro diaspórico, por isso as mensagens que esse disco traz vêm com uma ideologia e uma sonoridade de uma revolução afetuosa, afro centrada e feminista”, afirma a pernambucana. Ao longo de nove faixas, a artista explora em suas composições a sua ancestralidade, ao utilizar palavras do idioma iorubá, sua relação com orixás e reflexões sobre os problemas sociais homenageando outras mulheres que fizeram diferença por meio de palavras, ações e pensamentos. Entre elas estão Rosa Parks, Bell Hooks, Lélia Gonzales e Marielle Franco. A produção musical é de Guilherme Kastrup, um dos principais nomes da música brasileira, que produziu os discos A Mulher do Fim do Mundo e Deus é Mulher, de Elza Soares. Segundo Doralyce, Dassalu aponta para uma revolução diversa e isonômica que valoriza, preserva a multiplicidade das populações marginalizadas pelo Estado – entre elas, pessoas pretas, indígenas, latinas, LGBTQIAPN+, pobres, pessoas com deficiência, vítimas da opressão, por estarem fora do padrão patriarcal, branco, cis- heteronormativo, ocidental. “Quando unimos o conceito dentro de um ensaio manifesto, atravessamos a marginalidade do apagamento dessas ideias para manter acesa a esperança de que outras companheiras vão ler e se rebelar”, finaliza.
Alceu Valença lança álbum audiovisual “Meu Querido São João”; assista

Alceu Valença lançou o álbum Meu Querido São João – Ao Vivo na Fundição Progresso, registro na íntegra da turnê de forró que o cantor realiza todos os anos no período das festas juninas. A gravação foi registrada em 1 de julho de 2022, dia do aniversário do artista, disponibilizada pela Deck também em audiovisual em todas as plataformas. Com sua performance explosiva, Alceu enfileira sucessos no palco da Fundição Progressso, no Rio de Janeiro, sob o imenso guarda-sol do forró e seus congêneres. E tome xote, xaxado, baião, coco de embolada, em temas que aliam hits de sua autoria – Como Dois Animais, Anunciação, Tropicana, Girassol, Belle de Jour, Pelas Ruas que Andei, entre elas – a clássicos do repertório de Luiz Gonzaga, como Baião, Vem Morena, O Xote das Meninas e Sabiá. A música de abertura do espetáculo, Pagode Russo (João Silva), outra do repertório de Luiz, foi lançada como single de estúdio por Alceu no ano passado. A versão garantiu para o artista o troféu de “melhor cantor” no Prêmio da Música Brasileira em 2023. Ao vivo, o tema ganha em animação e organicidade, onde a vibração do público funciona como combustível extra pra lá de aditivado. A canção que dá título ao álbum, Meu querido São João, foi inicialmente composta para o filme A Luneta do Tempo, escrito e dirigido por Alceu Valença, realizado em 2015. Em maio de 2023, Alceu catapultou uma versão em estúdio da canção, cantada por ele em dueto com seu filho Juba. O primeiro single do novo álbum, Táxi Lunar – recriação turbinada do hit atemporal composto por Alceu, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho na década de 1970, já decola em todas as plataformas – irresistível como sempre, mais espacial do que nunca. Alceu Valença é acompanhado em cena por André Julião (sanfona), Zi Ferreira (guitarra), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo), Cassio Cunha (bateria).
Avenged Sevenfold lança oitavo álbum de estúdio, Life is But a Dream

A banda Avenged Sevenfold lançou o aguardado oitavo álbum, Life Is But a Dream, pela Warner Records – uma distribuição nacional Warner Music Brasil. É o primeiro álbum completo do grupo desde 2016 e traz o single Nobody, que já alcançou o Top 5 na Rock Radio, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Escrito e gravado ao longo de quatro anos, Life Is But a Dream foi inspirado na filosofia de Albert Camus. Por isso, as letras estão enraizadas no existencialismo e no absurdo. Entre as palhetas acústicas leves que abrem Game Over e os sons teatrais de piano da faixa-título de encerramento, Avenged Sevenfold torce, vira e se contorce através de compassos variados. A tensão, o groove e a dinâmica do single Nobody refletem a intensidade que alimenta cada uma das 11 faixas emocionantes do álbum. O melodismo da banda brilha no transcendente prog-metal épico Cosmic, enquanto seus impulsos experimentais iluminam (O)rdinary e a poderosa (Death). Em um outro lugar, a banda apresenta uma produção esmagadora e guitarras lamentosas na emocionante canção We Love You. A música retrata o sentimento forçado que a sociedade nos leva a consumir, esticar e esvaziar tudo o que pudermos, resultando possivelmente em nossa própria queda. E isso é apenas um pouquinho dos sons e tons que fazem dos Avenged Sevenfold os deuses do rock. Com Life Is But a Dream, a banda continua a provar que está bem à frente, em mais do que apenas no som. Sempre na vanguarda da música e da tecnologia, o grupo fez parceria com a Berify para incluir uma etiqueta NFC com conteúdo bônus em todos os CDs, vinil, cassetes e mercadorias oficiais vendidas no A7XWorld. Além disso, a arte da capa e a embalagem são do renomado artista Wes Lang. Na última semana, o grupo organizou uma galeria de arte no Beyond The Streets Los Angeles, nos Estados Unidos, apresentando uma coleção de 20 desenhos originais de Wes Lang e as obras criadas para o álbum Life Is But A Dream, incluindo a imagem dessa capa icônica. Durante dois dias, a galeria teve mais de mil participantes e um painel de discussão especial entre M. Shadows, Synyster Gates, Wes Lang e Roger Gastman. Além disso, Avenged Sevenfold trabalhará o lançamento do novo álbum com dois grandes shows, ao vivo, ainda este mês. O primeiro será no Kia Forum, em Los Angeles, no dia 9 de junho, e o outro no Madison Square Garden, em 23 de junho.
Noel Gallagher coloca quarto álbum de estúdio na praça; ouça Council Skies

Noel Gallagher lançou o quarto álbum de estúdio, Council Skies, nesta sexta-feira (2), via Sour Mash Records. Um vídeo para a faixa Open The Door, See What You Find também foi divulgado pelo artista. “Liricamente, a premissa é que, em um determinado momento da sua vida, você se olha no espelho e vê tudo o que já foi e tudo o que sempre será. É sobre ser feliz com isso. Estar feliz com onde você está na vida, com quem você é e para onde está indo. A vida é boa!”, disse Gallagher sobre a faixa. Open The Door, See What You Find também apresenta o amigo e colaborador de longa data Johnny Marr na guitarra. Esta é a quinta nova música a ser revelada de Council Skies após Pretty Boy (também com Marr), Easy Now, o épico Dead To The World e Council Skies. O lançamento de Council Skies dará início a uma grande temporada para a banda, começando com uma turnê de 26 datas nos Estados Unidos com o Garbage. A banda então retorna ao Reino Unido para fazer uma série de shows no Reino Unido e apresentações em festivais, incluindo um grande show de boas-vindas no Wythenshawe Park, em Manchester, no fim de semana do feriado de agosto, seguido por uma turnê no Reino Unido ao longo de dezembro de 2023. Council Skies está disponível para venda agora em CD, vinil com bônus de 7” apresentando uma versão acústica exclusiva de Pretty Boy, LP picture disc com mais formatos digitais HD, incluindo uma versão de áudio espacial Dolby Atmos. Formatos de edição deluxe também serão lançados, incluindo um LP triplo e um CD duplo com remixes de Robert Smith do The Cure, Pet Shop Boys e uma impressionante versão da sessão Radio 2 de Live Forever. Ouça Council Skies, do Noel Gallagher
Rancid lança décimo álbum de estúdio; ouça Tomorrow Never Comes

A banda californiana Rancid lançou o décimo álbum de estúdio, Tomorrow Never Comes, nesta sexta-feira (2). Divulgado pela Hellcat Records e Epitaph Records, o trabalho é o primeiro desde o elogiado Trouble Maker, de 2017. Aliás, o disco antecipa uma turnê que Tim Armstrong e companhia farão na Europa e Reino Unido. Produzido por Brett Gurewitz, guitarrista do Bad Religion e fundador da Epitaph Records, o álbum traz em muitas de suas faixas o peso do disco homônimo de 2020. Tim Armstrong, Matt Freeman, Lars Frederkisen e Branden Steinekertuse tocam 16 músicas em quase 29 minutos. Não tem baladinha ou skazinhos, mas o punk rock característico da banda está bem latente aqui.
The Aces lança terceiro álbum I’ve Loved You For So Long

O quarteto americano de indie-pop The Aces deu o pontapé inicial no Mês do Orgulho LGBTQIAP+ com o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, I’ve Loved You For So Long. Ao longo das onze faixas, a banda, formada pelas irmãs Cristal e Alisa Ramirez (vocal/guitarra e bateria, respectivamente), Katie Henderson (guitarra/vocal) e McKenna Petty (baixo), reflete sobre seus anos formativos e compartilha como experiências de amores não-assumidos e traumas religiosos influenciam relacionamentos, saúde mental e identidade até hoje. Apesar da profundidade dos temas, as músicas trazem uma sensação de liberdade ao flertar com o pop oitentista e rock alternativo dos anos 90. >> CONFIRA ENTREVISTA COM THE ACES Produzido por Keith Varon (Joji, Jordy, Chloe Moriondo), o álbum nasceu durante a pandemia, após reflexões sobre questões pessoais e experiências compartilhadas durante 15 anos, ao crescerem juntas em Utah como pessoas LGBTQIAP+. O resultado é o trabalho mais confiante e maduro do grupo, que acumula mais de 220 milhões de streams em sua discografia. “O álbum é sobre reconexão. Nada é tão claro como o momento em que olhamos para trás. O que percebemos durante todo esse período é que, ao contar histórias de hoje, sobre ansiedade, medo, ou sobre um mundo descontrolado, surgia aquela menina queer de 14 anos do subúrbio religioso de Utah cuja única alegria era fazer melodias no porão com uma guitarra que pegava escondida do quarto do irmão mais velho. E nós gostamos muito dessa menina hoje”, diz a vocalista Cristal Ramirez. O novo trabalho traz estilos diferentes, como inspiração no The Cranberries e LCD Soundsystem, ao mesmo tempo em que permanecem fiéis às suas raízes. Os singles Girls Make Me Wanna Die, Always Get This Way, Solo e I’ve Loved You for So Long, que anteciparam o álbum, já acumulam mais de 12 milhões de streams até o momento. The Aces levará o álbum para a estrada, com uma turnê pela Europa e América do Norte que passará por mais de 30 cidades.
Dead Lovers, disco de estreia do Sick Dogs in Trouble, chega ao streaming

Lançado na última quarta-feira (31), de forma independente, o primeiro álbum da Sick Dogs in Trouble, Dead Lovers, resume de maneira plural o início da trajetória da banda paulistana. Com oito faixas, o disco passeia por todas as influências do grupo, que vão do rock’n roll dos anos 70, ao punk e ao hard rock. O vocalista e guitarrista Raul Signorini aposta na imprevisibilidade sonora como o ponto alto do disco. Mixado e masterizado por Raul Zanardo, Dead Lovers reflete o processo de transformação tanto da banda, quanto de seus integrantes. “Alguns amores e amantes realmente morreram ao longo da produção deste disco. Às vezes pra seguir em frente, alcançar objetivos e estar bem psicologicamente, é necessário deixar um pouco de bagagem pra trás, não dá pra carregar tantas coisas. É preciso continuar a caminhada com mais leveza. A morte significa renovação e a possibilidade de viver outros amores. Embora seja o nosso primeiro disco, ele fala sobre o passado e neste sentido, representa o fim, mas também a abertura para um novo começo”, revela Signorini. Após o videoclipe do single Better Be Alone, a banda escolheu a faixa Cold Affection para destacar o lançamento do álbum. A música, composta por Signorini e Matheus Krempel (The Bombers), mostra um lado mais sombrio do Sick Dogs In Trouble. “A gente queria mostrar que a banda pode soar mais agressiva, mais obscura, sem deixar de ser Pop. Já a letra, fala sobre esses encontros casuais na noite paulistana, ou em qualquer outro lugar, que acabam se tornando voluptuosas paixões, pouco correspondidas, que na verdade nunca deveriam ter acontecido”. Durante a divulgação de Dead Lovers, a Sick Dogs in Trouble pretende levar o disco pra estrada. A banda já está ensaiando para uma turnê no segundo semestre. Além disso, o guitarrista Felipe Skid diz que com a atual formação, que conta com Junior (bateria) e Fabiones (baixo), o grupo ganhou uma nova energia, que deve trazer mudanças. “No começo do ano que vem pretendemos começar a trabalhar num álbum novo que, certamente, vai trazer um Sick Dogs mais agressivo, mais pesado, sem deixar o swing do rock’n roll de lado”.
Alessandra Crispin transforma lutas contra o preconceito em arte

Contra preconceitos, estigmas e tentativas de silenciamento e ocultamento, a voz da mulher preta, lésbica e umbandista ecoa forte em O Peso da Pele, da cantora e compositora mineira Alessandra Crispin. São 12 faixas onde afeto, resistência e religiosidade são expressos em prol da experiência coletiva, característica presente no termo criado pela escritora Conceição Evaristo: Escrevivência. Esta é a escrita que acontece com a dualidade de mostrar a narrativa na realidade vivenciada por cada um e por si mesmo, em primeira pessoa. O Peso da Pele é um convite a mergulhar em águas profundas onde o racismo demarca a invisibilidade da população negra brasileira. A história do Brasil é marcada pela opressão e exploração do povo negro, que foi e ainda é tratado como mercadoria e inferior. Por outro lado, a cultura africana moldou o país, permeando diversos aspectos como o samba, o ijexá, o funk, o congado, a capoeira, a religiosidade e a culinária, apesar de lidar com muito preconceito de uma sociedade que não se olha no espelho. Lidar com o racismo e com a tragédia do assassinato de Marielle Franco levaram à reflexões que inspiraram o álbum. “Infelizmente conheci a Marielle com a tragédia e o choque de tamanha violência me impactou muito. Eu tinha sofrido injúria racial e comecei a refletir toda a história dos casos que passei e toda a violência que a população negra passa. Foi a partir desse fato e destas reflexões que comecei a desenvolver O Peso da Pele. O nome do disco já deixa claro o alvo que carregamos nas costas, o que carregamos”, conta. Alessandra Crispin desenvolve o projeto deste álbum desde 2018, como uma mistura de todas essas influências e como um salto além do proposto em seu primeiro álbum, Meu nome é Crispin (2016). O novo trabalho foi realizado pela artista com co-direção de João Paulo Lanini com apoio da Lei Federal Aldir Blanc, gerida pela Secult/MG. “Precisamos retomar nosso lugar de realeza, o valor que temos com nossa história e nossos ancestrais. Buscamos esse olhar de festa e guerreiras, inspirado na Beyoncé, Janelle Monaé, Luedji Luna, Liniker e no visual da Tina Turner em Mad Max – Além da Cúpula do Trovão”, conta a artista sobre as escolhas visuais do projeto. Visto como um projeto de empoderamento pessoal e para que todas as mulheres pretas se reconheçam como deusas poderosas, O Peso da Pele é um projeto com muitas musas que deram sentimento às criações de Alessandra. É o caso de Laranjeira, feita para sua mãe Alaíde durante o período de isolamento da pandemia; Leve, dedicada à sua namorada Tainara; e Guerreira Oyá, música feita para Iansã, sua Orixá de Cabeça, em parceria com Clarissa Reoli. Ao reconhecer as desigualdades sociais, Mulher Incomum traz o diálogo sobre transformar a dor da opressão em força para reivindicar respeito e espalhar o bem para os que sofrem. Filho de Oxossi é o mistério das raízes sagradas, o abraço da natureza e das entidades que nela estão; proteção e força nas batalhas. A resistência política da existência do corpo negro se apresenta em várias formas nas canções Malandro, Pilantra, Presente (composição que inspirou o projeto), Posição de Risco e Pretas Vidas. O fim da viagem é um convite a se permitir ao afeto, a brisa do toque, da relação entre os seres. Uma convocação à luta sem esquecer da ternura, O Peso da Pele é um álbum manifesto antirracista sem deixar de ser pop.
Em álbum de estreia, Alva transforma dor em arte

Um ponto de cura. É como Alva, cantora carioca que desponta na cena pop brasileira, define Trago, seu disco de estreia que chega hoje (31) em todas as plataformas digitais via SoundOn. Compostas por ela mesma entre 2019 e 2023, em parceria com nomes como Vitão, Day Limns e Laysa, as faixas expõem feridas emocionais da artista, como uma forma de exorcizar essas dores. Tudo isso marcado pela mistura do dark pop com ritmos da cultura urbana brasileira. Curto e simples, o título do álbum tem significado duplo, que faz referência às reflexões da artista sobre o seu lugar nos espaços, o que ela tem a oferecer ao mundo e as aflições que fazem parte da experiência humana (mesmo que contra a nossa vontade). “Trago, de trazer, mas também de tragar, numa alusão ao que se consome, ao que inspiramos e colocamos nos nossos pulmões. Movimento inconsciente vital que nos faz humanos, mas também pode nos conectar com o divino”, explica Alva. Ou seja, o ouvinte pode esperar um mergulho nas vivências, reflexões, triunfos e derrotas da cantora carioca. E esse mergulho é feito de cabeça por meio da faixa de abertura do LP, TOKITO, que emulsiona elementos do dark pop – subgênero mais obscuro, soturno e dramático do pop – com batuques de Iemanjá, típicos das religiões de matriz afro brasileiras. Na letra, surge o convite para adentrar no mundo de Alva: “Pode chegar que eu tô, que tô, que tô”, ela chama, sob produção musical comandada pelo time dos Los Brasileros (que já assinou já assinou trabalhos de Anitta, Luísa Sonza e Jão), em colaboração do Dmax. “Essa música é uma porta de cura, abre o álbum com o minimalismo e a força dessa nova era”, ela divide.