Conexão Brasil-Alemanha dá origem ao Da Terra No Hotel Da Tarde; ouça!

Da Terra No Hotel Da Tarde é o projeto dos artistas Siddhartha Animaina e Superclima82. A dupla cria atmosferas sonoras antropofágicas experimentais pop que retratam o cotidiano em recortes urbanos, selvagens e insólitos. Gólgota é a primeira composição a ser compartilhada pelo duo que anuncia o álbum para o segundo semestre de 2023. Todo o projeto é produzido de maneira remota. Siddhartha vive na Alemanha e Superclima82 no Brasil. As letras de Siddhartha Animaina são versos corrosivos que surgem como colagens de diálogos perdidos dentro de uma memória cinematográfica e televisiva fantasmagórica. Os arranjos e seus contornos estéticos definitivos são uma delicada e impecável assinatura post-pop de Superclima82. Siddhartha Animaina é compositor, escritor e um dos responsáveis pelo selo Zona Fantasma. Hoje, vive em Saarbrücken, na Alemanha. Superclima82 é compositor, arranjador, graduado em música e vive no Rio de Janeiro.
Entrevista | Kaiser Chiefs – “É fácil se tornar saudosista depois dos 40”
Entrevista | The Aces – “O modo como mostramos de onde viemos nos fez sentir vulneráveis”

A banda de indie pop norte-americana The Aces revelou, na última sexta-feira (28), o quarto single de seu terceiro álbum de estúdio, I’ve Loved You For So Long, que será lançado em 5 de junho. A faixa-título apresenta melodias de violão que evocam um som nostálgico dos anos 1990, de bandas como The Cranberries e é dedicada ao amor entre as integrantes da The Aces, que se apoiam mutuamente desde a infância, quando começaram a tocar juntas. O clipe, dirigido pela vocalista Cristal Ramirez, reflete a relação forte entre elas e a vibração nostálgica da música do The Aces. Cristal compartilhou sua inspiração para a música que dá nome ao projeto novo do The Aces. “Percebi rapidamente que o amor da minha vida é essa banda. Nunca amei nada como amo essa banda. Mesmo em tempos de inspiração entorpecida, de questionar tudo, sempre sou lembrada de que é exatamente onde eu deveria estar”, reflete. A guitarrista Katie Henderson, a baixista McKenna Petty, a baterista Alisa Ramirez e a vocalista e guitarrista Cristal Ramirez conversaram com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, influências, Brasil e o cenário musical de Provo, em Utah, terra-natal delas. Como foi o processo de produção do novo álbum? Alisa: Escrevemos este álbum ao longo de um ano e meio, começamos em meio a pandemia em 2020, e terminamos no começo de 2022. Foi um longo processo, mas divertido e nos aprofundamos muito nele, nos levou a um lugar que não esperávamos ir, então foi muito legal. Teve algum desafio maior para lançar esse álbum? O que diferencia ele dos outros dois? Por que? Cristal: Falamos muito nesse álbum sobre nossas trajetórias e de onde viemos, e isso foi muito vulnerável para nós, pois nunca fizemos isso na nossa música. Então naturalmente, quando pensamos em mostrar isso ao mundo, nos apoiamos muito umas nas outras, pois o modo como mostramos de onde viemos nos fez sentir vulneráveis, e assustadas, mas também muito animador pensar que o mundo nos conhecerá de uma forma muito verdadeira. Então, assustador, mas animador. Os primeiros singles mostram algo bem diverso na sonoridade. Como funciona esse caldo de influências para vocês? Cristal: Acho que nascemos com muita influência de bandas como Paramore, com guitarras pesadas, pop punk, então isso está no nosso DNA, e sai naturalmente no nosso trabalho. Mas também gostamos de outras coisas, tipo Michael Jackson, então o casamento entre rock and roll, new wave, batidas de pop dance é muito a cara da banda, devido ao gosto de nós quatro. Então você ouvirá isso no disco, uma menção a coisas que ouvimos crescendo, mas também coisas eletrônicas que foi uma forma com a qual a nossa música cresceu. McKenna: Acredito que também nos inspiramos em como fazíamos música quando mais jovens neste disco, então voltando a ter as coisas analógicas, assim como a música que crescemos ouvindo, mas com um toque moderno. Vocês são de Provo, uma pequena cidade em Utah. Existe uma cena musical? Alisa: Sim, uma bem grande. Tinham lugares, que não serviam álcool, onde nós tocamos. Menciono isso de não servir álcool pois no começo da banda éramos muito novas e não nos deixavam entrar em lugares que serviam álcool. Mas este lugar nos deu uma oportunidade de construir uma base de fãs entre os jovens, e as pessoas da cidade, surpreendentemente, têm muita disposição de apoiar os músicos. A família apoiou vocês nessa trajetória inicial? McKenna: Toda a família, sempre tivemos muito apoio da nossa família e nos ajudaram muito. Alisa: Minha mãe, e da Cristal, era a nossa empresária, ela era muito engajada, levava a gente na minivan dela, carregando a bateria, ligava para as pessoas deixarem a gente tocar no aniversário de seus filhos. Cristal: Temos uma família que sempre nos apoiou, e nos encorajou, não é o caso para todos que são músicos, então temos muita sorte. Qual som predomina em Provo? Cristal: É mais o folk. Nós éramos bem únicas na cena, provavelmente a única banda de meninas, eram poucas artistas femininas. Nós nos destacamos muito, o que tem seu lado bom e ruim, no começo não entendiam muito a gente. A cena era muito folk, e nós no indie pop rock, bem alto na sua cara, e a cena era tão quieta e calma, fomos disruptivas de alguma forma. Alisa: Isso pode não fazer sentido, mas tínhamos mais um som de Salt Lake, e a nossa cidade era tudo mais tranquilo, com violões, com músicas suaves, e nós tocando pop rock. Ficavam confusos, se perguntavam com quais artistas podíamos tocar. A gente se diferenciava na cena. Cristal: Sendo uma banda apenas de mulheres também, em uma cidade religiosa, sendo repressiva de uma maneira muito específica com mulheres, demorou mais tempo para entenderem e quererem ser fãs. McKenna: Especialmente quando começamos a fazer isso de maneira mais séria, as pessoas estavam achavam que não era uma coisa séria, então demoraram para entender. Excursionar com 5 Seconds of Summer ajudou a aumentar o alcance de vocês? Alisa: Completamente! Acredito que fazer a turnê com o 5SOS, logo quando lançamos nosso primeiro álbum, foi uma grande virada de jogo para nós, eles são caras muito legais e nos levaram em uma turnê com ingressos esgotados em diversas arenas. Isso quadruplicou nosso número de fãs de um jeito incrível, conseguimos vender nossa própria turnê. Somos muito gratas às bandas que nos projetaram, pois fazem muita diferença. Como era o contato entre vocês durante a turnê? Cristal: Sempre foram muito gentis conosco, muito solícitos, fãs do que fazíamos, e nós deles. Alisa: Acho que eles sempre souberam que sua base de fãs é basicamente de jovens meninas, acho legal eles colocarem uma banda de mulheres para tocar para essa fãs, para inspirar elas a tocarem, ou apenas para ver algo diferente, pois estão acostumadas a sempre verem caras no palco. Acho muito legal eles pensarem em trazer mulheres para elas se inspirarem. Nunca achamos que iríamos fazer turnê com bandas grandes
Entrevista | Freya Ridings – “A indústria musical diz para não fazer, mas me rebelei”

Blood Orange é o disco que Freya Ridings precisava fazer. No auge da pandemia e com um coração partido, a inglesa mergulhou nos altos e baixos de um período de incertezas para oferecer ao público novos hinos de amor próprio e celebração da vida. As 14 faixas de Blood Orange, que chegou ao streaming nesta sexta-feira (28) apresentam Freya Ridings mais segura de sua voz – de intérprete e compositora – indo do piano intimista aos sintetizadores da disco music. O atual momento de Freya Ridings inclui ainda a participação na coroação do Rei Charles III e a estreia no Glastonbury. Recentemente, Freya Ridings conversou com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, o convite para cantar na coroação do Rei Charles III, além das comparações com Florence Welch. Como foi para você receber o convite para cantar na coroação do Rei Charles III? É tão surreal, eu sou uma grande apreciadora da história da família real, amo os Tudors, Elizabeth I, Rainha Vitória. Não sou obcecada, mas as histórias, amo, minha mãe também, ficou muito animada quando a contei pelo telefone. Terão 14 milhões de pessoas assistindo, tenho que ensaiar, mas será ótimo. Te surpreendeu de alguma forma esse convite? Nem imaginei que seria uma opção, por isso amo tanto esse trabalho, você nunca sabe as oportunidades que aparecerão para você. Sou fã do Rei Charles, por tudo que ele fez ao longo dos anos para empoderar os jovens. Minha mãe era de um grupo de teatro fundado por ele, então é uma honra participar deste momento. Você já sabe o que vai cantar na coroação? Na coroação será apenas uma música, e não será minha, é um cover muito bonito, que será tocado com uma orquestra, será muito bonito. Blood Orange mistura reflexões sobre solidão e a busca pelo reencontro de si. Como foi retornar para a casa dos seus pais e trabalhar nesse álbum? Foi tão surreal, acredito para todos. Eu estava triste atrás do piano, tinha acabado de encerrar uma turnê pela Austrália. Estava tão desmantelada, genuinamente, pronta para parar, e acho que usei a adrenalina de estar em turnê para ficar longe desta dor, por muito tempo. De repente tive tempo e espaço para pensar sobre, e foi muito assustador, mas também muito libertador sentar atrás do piano, sem gente da indústria musical interferindo, devido a pandemia, mas ainda tinha que lançar meu segundo álbum. Pensando em como fazer isso, me direcionei para os fãs, comecei a fazer lives semanais no Instagram, e eles escreviam nos comentários quais músicas gostavam, quais não gostavam. Basicamente foi o que me salvou, me ajudou a escolher as músicas que colocaria no álbum. Não sei o que faria sem eles, não tinha como fazer shows, nem como a indústria me ajudar, e eles ajudaram. Espero que sintam como fizeram parte desse álbum, e como me esforcei para agradecer a eles. A indústria musical diz para não fazer isso, e me rebelei fazendo. A pandemia acabou sendo um fator complicador na produção do seu segundo álbum. Pensou em desistir ou achou que poderia levar ainda mais anos para concluir sua obra? Estava muito perto de desistir antes de voltar para casa na pandemia, não achava que tinha algo ainda. Então tive esse tempo e espaço, para sentir. O motivo de amar a música é poder cantar para as pessoas que amo o que sinto por elas. Mas, de repente, a música na minha vida ficou acima das pessoas que amo, e senti que era errado, estava fora de equilíbrio. Então tive tempo de reencontrar esse equilíbrio, fazer terapia, e ter algum tempo para ser mentalmente saudável. É um trabalho que foi se jogar de alma, e não voltar para casa por muito tempo, acho que por isso muitos caem no abuso de substâncias químicas, é um trabalho solitário. Para mim, lutar pela minha relação e minha saúde mental se tornou algo muito importante, e ter o tempo de me apaixonar novamente, crescer como pessoa, voltar para a casa dos meus pais, dar uma volta de carro, as pequenas coisas que não faço há muito tempo. E colocar algo que acho valioso nesse álbum, para mim e para outras pessoas, pois antes não tinha vivido o suficiente para dizer nada, só pensava em escrever sobre a dor emocional que tinha, e a composição me tirou dessa dor. Seu álbum de estreia teve uma repercussão muito grande com público e crítica. Você se sente pressionada com Blood Orange? Senti tanta pressão que no começo tive um bloqueio criativo, não conseguia escrever uma palavra. Não conseguia entrar no estúdio sem começar a chorar, percebi que era um problema, que a pressão estava me matando. Foi quando comecei a terapia, dois anos e meio atrás, fui para lá para entender de onde vinha essa pressão, talvez era interna, algo invisível que diz que se eu fizer uma vez, na próxima tenho que fazer mais. E comecei a me questionar quem diz isso, e se você pensa bem, comecei a tocar com 11 anos, e fiz isso sem fama e dinheiro por dez anos, eu faria isso de graça, e tinha que lembrar disso. O motivo pelo qual fiz sucesso foi por dizer as coisas que queria dizer, da forma que queria, e não eram “maneiras”, nem um pouco, me diziam para fazer o oposto disso. Mas me mantive firme, quando disse que queria escrever uma balada, música romântica, me disseram que tinha que escrever músicas alegres, por baladas são um saco, e eu insisti. E depois me falaram que eu era a garota das baladas, não poderia fazer pop, as pessoas gostam de falar merda. No final das contas quando me permiti fazer o álbum que amo, criticaram até o nome que escolhi, Blood Orange, e eu disse que não trabalharia mais com essa pessoa. E foi bom, encontrei pessoas maravilhosas que amaram a minha ideia. Você só tem que tentar, mas me levou muito tempo. Nesse álbum pude trabalhar
Rohma lança samba inédito com o artista e baixista italiano Saturnino

Itália com Brasil, punk com balada, rock com funk, universidade com boate. O EP, e a faixa-título Samba Sbagliato, que já estão nas plataformas de streaming, revelam todo o hibridismo que caracteriza a personalidade e a sonoridade de Rohma. Radicado há 20 anos no Brasil, o cantor e compositor italiano lançou @rroboboy, terceiro disco de carreira, em agosto de 2022, produzido por Jonas Sá e Thiago Nassif e agora reúne no EP as músicas em italiano desse álbum. Além disso, conta com a inédita, dançante e saudosa Samba Sbagliato, produzida pela dupla e composta também com Franco Cava. Samba Sbagliato é uma parceria italo-brasileira com o baixo elétrico do superstar italiano Saturnino, um dos nomes mais fortes do mainstream pop rock italiano, parceiro de longa data do rapper e artista italiano JOVA, dentre outros. Com muita naturalidade, Rohma passeia pela música industrial da faixa Tabula Rasa, inspirada na sonoridade do Nine Inch Nails, The Prodigy e Bjork, mas também apresenta tons de funk, R&B e Soul de novos nomes como Stromae e Rosalía em faixas como @rroboboy. Já o pop rock anos 1980, com pitadas de Secos e Molhados, Rita Lee e nuances punk, aparece em KOBRA, parceria com a cantora carioca Letrux. Deixando de lado o pudor musical ao misturar elementos internacionais com traços do Brasil que adotou para viver, trabalhar e iniciar uma carreira artística, as seis faixas são um verdadeiro mergulho por águas quentes da música global. O álbum apresenta facetas serenas como a versão inusitada de Esquinas (Djavan) em italiano que virou Solo Io, e também timbres despojados, como em Toneaí, composição própria ao lado das rappers catarinenses MC Versa e Ju Sofer, pop samba carnavalesco que encerra o EP. O projeto também traz clipes futuristas e híbridos de KOBRA (finalista na categoria “Inovação” no Music Video Festival de 2022) e Solo Io, em animação, unreal e 4D, pelos talentosos Chico Salles Neto e Laser Demon.
Entrevista | Doro – “Espero que no Brasil todos tirem seus coletes dos armários”
5 Seconds of Summer anuncia turnê no Brasil; veja datas e locais

A banda de pop-rock 5 Seconds of Summer, que irá lançar seu novo álbum, The Feeling of Falling Upwards – Live from The Royal Albert Hall, digitalmente na sexta-feira (14) e em formato físico em 14 de julho, anuncia também sua turnê mundial de 2023, The 5 Seconds of Summer Show. A tour inclui datas na América do Sul, Reino Unido, Europa e América do Norte com uma apresentação no festival When We Were Young em Las Vegas. No Brasil, os shows acontecem no dia 23 de julho, no Rio de Janeiro (Vivo Rio) e no dia 25 de julho, em São Paulo (Espaço Unimed). Para a apresentação do Rio de Janeiro, haverá pré-venda na bilheteria oficial do Vivo Rio, no dia 12 de abril, a partir das 10h. Para o público geral, a venda começa no dia 13 de abril, às 10h online e 12h nas bilheterias oficiais. Os ingressos, que podem ser adquiridos em até 3x sem juros, estarão disponíveis online e nas bilheterias oficiais (sem taxa de serviço).
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