NLM confirma turnê no Brasil e divulga videoclipe de Ur the Air I Breathe

A banda emo/pop punk norte-americana NLM iniciará no Brasil a turnê de divulgação das novas músicas, como o recém-lançado single Ur the Air I Breathe. Serão dez shows entre o Sudeste e Sul do país no mês de junho, com algumas datas ao lado de formações de renome da cena emo/alternativo local. Uma data é especial à NLM: o show do dia 17, o Uncool Kidz – Emo Party em São Paulo, no Carioca Club, ao lado do Sebastianismos (projeto do baterista do Francisco El Hombre) e uma atração ainda surpresa. O evento também contará com sets de DJs, como Mi (Glória), Carol Navarro (Supercombo) e Keops & Raony (Medulla). Ingressos on-line à venda no Clube do Ingresso. Em seguida, a NLM segue para São José dos Campos (18), Rio de Janeiro (19), Araucária (21), Blumenau (22), Criciúma (23), Porto Alegre (23), Florianópolis (26) e encerra a turnê brasileira dia 26 em Curitiba. O show de Curitiba também é bastante aguardado pela NLM, que acontece no CWB Hall junto a duas sensações do alternativo brasileiro: Medulla e Cefa. Ingressos no Bilheto. Ur the Air I Breathe, lançada nesta sexta-feira em videoclipe e saiu no último dia 13 nas plataformas de streaming. O single é carregado de boas energias para falar sobre amor neste atual momento de retomada no mundo. O clima é de diversão e convidativa para dançar nos shows que a NLM fará pelo Brasil. O clipe foi gravado em Minessota, nos Estados Unidos, em abril deste ano. Assim como a música, exalta o lado cômico do amor, entre erros e acertos das paixões, algo vivido por todas as pessoas. A tour brasileira, inclusive, marca a estreia do novo vocalista, Moah, que é brasileiro e ainda tocará guitarra neste giro. A NLM também é Ben (fundador, que faz guitarra e voz), Steve (guitarra), Tommi (baixo) e Kippy (bateria).
Lenda do ska Bad Manners vem ao Brasil pela primeira vez

A banda britânica de ska 2-tone Bad Manners, enfim, desembarca pela primeira vez no Brasil. O único show no país foi confirmado para 17 de setembro em São Paulo, no Hangar 110. O evento, com produção da Agência Sobcontrole, ainda terá abertura do Skamoondongos, referência máxima do ska nacional. Os ingressos físicos já estão à venda na Loja 255, na Galeria do Rock, e na portaria do Hangar 110 (em dias de shows no lugar). As vendas on-line acontecem pelo site do Clube do Ingresso. Falar em Bad Manners é trazer à tona a imagem do vocalista Buster Bloodvessel e sua ilustrada e enorme careca, uma marca registrada desde os primórdios, quando o irreverente e sempre animado – às vezes aloprado – londrino fundou a banda, em 1976. Entretanto, mais do que imagem, o Bad Manners cravou seu nome na história do ska mundial com músicas divertidas, dançantes e enérgicas, que cativa de imediato qualquer plateia. É, sem dúvida, uma banda de hits, como My Girl Lollipop, Lip Up Fatty, Can Can, Lorraine, Just A Feeling e Special Brew. Na década de 1980, quando lançou as primeiras músicas e registros fonográficos, a Bad Manners figurava constantemente no top das paradas britânicas ao lado de Madness, The Specials e The Selecter, outros ícones – até os dias de hoje – do ska. Aliás, vale o destaque: Bad Manners passou 111 semanas nas paradas britânicas, entre 1980 e 1983 e também alcançou sucesso em diversos rádios europeus com os quatro primeiros álbuns de estúdio com Gosh It’s … Bad Manners, Loonee Tunes! e Ska ‘n’ B. Em resumo, ao longo das décadas seguintes, houve trocas na formação (Bloodvessel é atualmente o único remanescente da formação clássica) e alguns pequenos hiatos. Serviço – Bad Manners Data: sábado, 17 de setembro de 2022Local: Hangar 110Endereço: Rua Rodolfo Miranda,110 – Estação Armênia do MetroHora: 19h (Abertura casa) | Shows: 19h30 Setores/ValoresPista: R$ 100 (1º lote – limitado) | R$ 120 (2º lote) | R$ 150 (3º lote) |Mezzanino: R$ 150 (1º lote – limitado) | R$ 170 (2º lote) Para não estudantes. Doe um quilo de alimento na entrada da casa no dia do evento e pague meia entrada. Ingresso on-line (com taxa de serviço) Ingresso físico, sem taxa de serviço: Hangar110 e Loja255 (Galeria do Rock)
Emperor estreia no Brasil com show histórico em São Paulo

Após 30 anos de carreira, a lendária banda norueguesa Emperor, um dos nomes mais respeitados da música extrema mundial, faz o tão aguardado show de estreia no Brasil. O grupo se apresenta nesta sexta-feira (20), na Audio, em São Paulo. Além deles, o supergrupo brasileiro Lockdown fará show de estreia na carreira. Os ingressos seguem à venda pelo site da Ticket360 e pontos autorizados. O show celebra os 25 anos de lançamento do álbum Anthems to the Welkin at Dusk (1997) e também promete ser bastante especial, pois o grupo declarou que vai fazer nova pausa na carreira. Já o Lockdown traz em sua formação de peso nomes como João Gordo (vocal, Ratos de Porão), Antonio Araújo (guitarra, Korzus/Matanza Ritual), Rafael Yamada (baixo, Claustrofobia/ex-Project 46) e Bruno Santin (bateria, Endrah/Oitão). Todos os setores também estão disponíveis na modalidade ingressos social válido com a doação de 1 kg não-perecível para #campanhacontraafome. Formado em 1991, no pacato condado de Telemark, o Emperor tornou-se conhecido como um dos criadores do Black Metal sinfônico pelo qual a Noruega é renomada internacionalmente, ao lado de Mayhem, Burzum, Darkthrone e outras bandas, além de fazer parte do polêmico movimento Inner Circle. SERVIÇO SÃO PAULOEMPERORData: 20 de maio de 2022Local: AudioEnd: Av. Francisco Matarazzo, 694Hora: 19h30 (open doors)Fone: (11) 3862–8279 SETOR / PREÇOS (sujeito à alteração) Pista: a partir de R$ 160,00 + TaxasPista Vip: a partir de R$ 210,00 + TaxasMezanino: a partir de R$ 250,00 + TaxasPague em até 12x
Max e Iggor Cavalera comemoram 25 anos do álbum Roots com turnê

A partir de julho, os irmãos Max e Iggor Cavalera farão uma turnê comemorativa pela América Latina, celebrando os 25 anos do lançamento do álbum Roots, um dos grandes clássicos do metal mundial e que faz parte da discografia de vida dos irmãos Cavalera. No Brasil, os shows acontecem em Brasília, Curitiba, Rio De Janeiro, Ribeirão Preto e São Paulo, todos no início de agosto. O segredo do sucesso do álbum Roots é a mescla de elementos da cultura indígena, da música brasileira e do metal. Algumas das músicas foram gravadas em uma tribo Xavante e contaram com o auxílio dos indígenas nas vocalizações. Músicos renomados colaboraram com a produção desse projeto que ao fim se transformou em um dos melhores álbuns já lançados na história do metal mundial. Max e Iggor celebrarão este legado de glórias e ainda bastante vivo no coração dos headbangers, com 13 apresentações especiais passando por México, Costa Rica, Colômbia, Peru, Chile e Brasil. Para tornar esta celebração ainda mais especial, os irmãos Cavalera contarão como convidado especial com o lendário guitarrista Dino Cazares, um dos mais importantes nomes da música pesada. Cazares marcou época no começo dos anos 1990 com a criação do Fear Factory, banda de relevância inegável para a renovação do Metal naquela década, e que segue atuante até hoje. Dino Cazares também participou do Brujeria, com quem gravou discos icônicos como Matando Güeros e Raza Odiada, e tocou no Divine Heresy e Asesino. No ano passado, Cazares começou a tocar ao lado de Max Cavalera com o Soulfly. Confira as datas confirmadas: 21 de Julho – Monterrey, MEX 22 de Julho – Mexico City, MEX 23 de Julho – León, MEX 24 de Julho – Querétaro, MEX 26 de Julho – San José, CRC 28 de Julho – Bogotá, COL 30 de Julho – Lima, PER 31 de Julho – Santiago, CHI 2 de Agosto – Brasília, BRA 4 de Agosto – Curitiba, BRA 5 de Agosto – Rio De Janeiro, BRA 6 de Agosto – Ribeirão Preto, BRA 7 de Agosto – São Paulo, BRA Informações sobre os locais, vendas online e valores serão divulgadas nesta semana através das redes sociais da plataforma Honorsounds.
Resenha de show | Helloween e Hammerfall em O2 Academy Brixton

O Helloween convidou os amigos do Hammerfall para a excursão europeia United Forces. Dois dos maiores nomes do metal melódico, eles passaram por algumas cidades europeias. Aliás, o show de Londres, no O2 Academy Brixton, no último dia 5, foi o responsável por fechar essa primeira parte da tour. Quem se apresentou primeiro foi a sueca Hammerfall. Com um palco com plataformas nas laterais, bateria suspensa e muita, mas muita coreografia, a banda passeou por uma hora e meia diante do público londrino. Com o mais recente álbum na bagagem, Hammer of Dawn, os suecos pincelaram toda sua discografia e nos mostraram o motivo de ser uma das bandas mais relevantes do power metal. De clássicos como The Metal Age até a Brotherhood, do mais recente álbum, o Hammerfall deu conta do recado no aquecimento para o Helloween. Edit this setlist | More HammerFall setlists Logo depois, houve um espaçamento grande entre as bandas, porém necessário. Em resumo, as duas bandas estavam ali com todos os detalhes de palco. O Helloween, por exemplo, optou por um palco enorme e um telão fazendo todo o background, além de uma enorme abóbora elevando a bateria. É realmente impressionante como as músicas eram ilustradas com as imagens sendo exibidas no telão. Setlist do Helloween Os alemães não pouparam cartas e acertaram em cheio no setlist, onde priorizaram os três primeiros álbuns. Foram oito das 16 músicas tocadas. Aliás, como feito nas últimas turnês, mantiveram a dinâmica na troca de vocais entre Micheal Kiske, Andi Deris e Kai Hansen, que também roubou a cena fazendo sua parte vocal no medley Metal Invaders/ Victim of Fate/ Gorgar / Ride The Sky. O clima de amizade na apresentação foi o ponto alto. O respeito e a admiração mútuas eram claramente sentidas, seja nas palavras ou pelas trocas de olhares dos membros. O set list claramente não tirou nenhum coelho da cartola, jogaram pela vitória e isso foi de fato um grande acerto. Muitos ali já seguiam a banda há diversos anos, enquanto outros estavam vendo pela primeira vez. Portanto, nada mais justo que ter o melhor dos melhores. Edit this setlist | More Helloween setlists Helloween e Hammerfall vêm ao Brasil Em 8 de outubro, a dobradinha entre Helloween e Hammerfall chega ao Brasil. A apresentação será no Espaço Unimed (antigo Espaço das Américas), em São Paulo. A venda de ingressos já começou. Eles variam entre R$ 150,00 e R$ 300,00.
Entrevista | Matisyahu – “Fizemos um ótimo álbum, eu acho, e dois bebês”

O cantor nova-iorquino Matisyahu lançou, recentemente, o sétimo e homônimo álbum de estúdio. O disco traz muito da constante evolução sonora de Matisyahu, que quase nada lembra o do início da carreira, quando estourou com os singles King Without a Crown e Youth. Repleto de influências musicais novas e alimentado por uma redefinição dos próprios limites artísticos, Matisyahu fez do disco o retrato de um criador que está eternamente em busca de si mesmo e extrai inspirações de suas raízes, de sua adolescência, fama, busca espiritual, transformações e, ao mesmo tempo, de sua família. Matisyahu conversou com o Blog n’ Roll sobre a nova fase da carreira, pandemia, filhos, Brasil e o atual momento político dos EUA. Confira abaixo. Como foi o processo de criação do novo álbum? Foi incrível, eu passei anos gravando com diferentes pessoas, o que também é um processo divertido, mas quando se acha o som certo, o momento certo, em que se sente autêntico, e correto, e as pessoas com quem trabalha são incríveis, e isso tudo em um contexto de covid, estando em casa, se criou um ambiente para a criação de um lindo álbum. O quão impactou a pandemia nesse processo do álbum Matisyahu? Me impactou com certeza, no sentido de que passei muito tempo fazendo turnês e trabalhando duro para estar na estrada. E essa foi a primeira vez que tive a oportunidade de passar um tempo em casa, em 15 ou 20 anos. A minha sorte foi que conheci minha alma gêmea, minha esposa, um pouco antes da pandemia. Nós estamos vivendo juntos, e temos feito turnês juntos há alguns anos, e tivemos esse tempo para apenas ficar em casa. Então tentamos aproveitar o máximo, fizemos um ótimo álbum, eu acho, e dois bebês. A paternidade influenciou nesse trabalho? Você se sentiu impactado na hora de compor e gravar? Completamente, pessoas já me perguntaram isso antes, pois eu tenho um filho de 17 anos, me tornei pai já faz um tempo. Mas esse álbum me deu a oportunidade, como disse, devido ao covid, de estar em casa e de estar por dentro, verdadeiramente, do dia a dia dos meus filhos mais velhos e mais novos, e também da minha esposa. Também posso dizer que houve um impacto nas letras e na vibe. Foram cinco anos sem um álbum novo. A pandemia contribuiu para essa demora? Não sei se tem muito a ver com o covid, na verdade. Acho que é mais eu querendo lançar a coisa certa. É fácil lançar música, é fácil escrever alguns versos sobre uma batida e soltar. Não sei mais por quanto tempo veremos álbuns grandes sendo lançados, e com esse álbum quis fazer o todo, o álbum completo, e isso afetou com certeza. Como surgiu essa parceria com o duo Salt Cathedral, formado por Juliana Ronderos e Nicolas Losada, que produziu o seu novo álbum? A parceria começou em 2016, nos encontramos online, trabalhando em algumas músicas que lancei antes. Então quando o covid veio estava tentando ver com quem poderia trabalhar e estava vendo entre os diferentes produtores com quem trabalhei, quem eu poderia ligar, quem viria até em casa, e foram eles quem liguei. Aliás, desde o primeiro minuto que começamos a trabalhar, ficou claro que nossos gostos musicais estavam alinhados. E quando se trabalha com produtores, você quer alguém que tenha essa compatibilidade contigo, não quer ter que explicar determinadas coisas. Em Mama Please Don’t Worry, você convocou Michael Garcia para a direção, que tem várias produções marcantes no currículo. Sim, queria para esse clipe o mesmo diretor com quem trabalhei no vídeo de Sunshine, então trabalhamos com sua produtora, mas com um novo diretor. E quando estávamos escrevendo o roteiro, pensei em fazer algo autobiográfico, pois tudo é sobre música. Mas quando você requisita roteiros a diretores muitas vezes retornam ideias que não se relacionam com a sua história, e a música e o álbum são coisas muito autobiográficas. Queria ter algum impacto nisso, então escrevemos um roteiro que era mais sobre a minha experiência, não exatamente ela, mas um pouco dela. Suas canções funcionam como terapia? Sobre o que procurou cantar no novo álbum? Sim, de alguma forma. Às vezes decido por uma direção ou outra, ou expresso algo da minha vida que é mais obscuro, mais doloroso. Mas com esse álbum consegui expressar um verdadeiro prazer, o tempo com a minha familia, tempo em casa, a minha habilidade de processar alguma das experiências que tive ao longo disso. Tive um pouco de espaço para respirar, escrever, criar, me apaixonar, casar, todas essas coisas que criam um sentimento como se eu não pudesse nunca mais me aborrecer. A música é inspirada por reggae, inspirada na música que me trouxe até aqui, e há abertura para letras, para a composição emergir, e é o que as pessoas estão procurando, letras, uma ideia, que as permitirá seguir em frente, e eu acho que alcancei isso. Am_rica traz uma reflexão sobre o atual momento dos EUA, mas de forma bem particular. Queria que você falasse mais sobre essa música. Acho que quando se trata de política, principalmente nos EUA, o importante para mim não é tomar lado, mas colocar minha reação emocional sobre o que está acontecendo ao meu redor. Em resumo, isso será associado a uma ideia, e as ideias são ideias que aprendi ao longo da minha vida, e passei um grande tempo estudando ideias judaicas. Uma das ideias que me lembro aparecendo era esta chamada Am_rica, que significa nação vazia, o que desperta diversas interpretações, mas levando a minha interpretação, acredito que estou vivendo em um país onde há tantas versões do que está acontecendo, diferentes experiências para diferentes pessoas. Então tudo que posso escrever é sobre minha experiência, e minha ideia para Am_rica não é dizer que os EUA é uma nação vazia, como estou dizendo, há um aspecto disso que é existente no nosso país. Um país que é baseado em liberdade, liberdade de religião, mas ao mesmo
Entrevista | Dave Faulkner, do Hoodoo Gurus – “Nos tornamos música para surf sem sermos surfistas”

Doze anos após o seu último álbum de estúdio, o lendário grupo australiano Hoodoo Gurus está de volta! Em março último, a banda revelou o disco Chariot of the Gods, com 13 faixas (16 na versão deluxe). O primeiro single do álbum é Carry On, um hino que celebra a resiliência e a tenacidade. Há o explosivo e deslumbrante World Of Pain. Hung Out To Dry, uma ode politicamente incorreta a um ex-presidente laranja, está disponível apenas na versão em vinil duplo de lançamento limitado. Chariot of the Gods também traz Get Out of Dodge, uma música para todos os não-conformistas por aí, qualquer um que se sinta em menor número e não consiga se encaixar com as expectativas irracionais da multidão, e o punk agressivo Answered Prayers. O vocalista e guitarrista do Dave Faulkner conversou com o Blog n’ Roll sobre o novo álbum, pandemia, longevidade da banda e possível vinda ao Brasil. Confira abaixo! Como foi o processo de gravação de Chariot of the Gods? Quais foram os principais desafios, tendo uma pandemia pelo caminho? Primeiramente, começamos antes da pandemia. Por volta de novembro de 2019, nós gravamos o single Answered Prayers. Foi a primeira gravação que fizemos com Nic Rieth na bateria, pois Mark tinha se aposentado. E isso foi antes da pandemia, Answered Prayers saiu em dezembro. E tínhamos decidido gravar este álbum já, mas de uma forma diferente, nós iríamos lançar um single depois do outro, gravando uma música de cada vez ao invés de ensaiar para gravar tudo de uma vez. Então, lançamos Answered Prayers e era hora de trabalhar em um novo single, começamos a ensaiar em janeiro, e agendamos de gravar em abril. Estávamos ensaiando e escrevi as músicas Get Out Of Dodge e Carry On. Estávamos ensaiando elas e me soavam como singles. Quando iríamos para a gravação, o lockdown aconteceu. Por três meses não pudemos deixar nossas casas, caso não estivéssemos indo buscar algum medicamento, indo ao médico ou buscar comida. Não podíamos ir mais do que 5 km de nossas casas para fazer nada, e claro não podíamos receber visitas, então não nos encontramos por três meses. Não chegaram a produzir, nem fazer nada de modo remoto? Conversávamos ocasionalmente para falar dos negócios, mas não fizemos nenhuma gravação ou ensaio pela internet, não houve composição. Ao fim desses três meses começamos a acreditar que poderíamos estar todos em uma sala juntos, pois nenhum de nós havia ficado doente, e o estúdio em que queríamos trabalhar era muito pequeno. O cara que gerencia o estúdio é muito cuidadoso em questão ao covid, pois o pai dele, que foi membro da banda Easybeats, não estava muito bem. Então todos fomos muito cuidadosos. Em resumo, tivemos muita sorte que a pandemia apenas nos interrompeu, mas não nos evitou de fazer as coisas do jeito que gostaríamos de fazer. Talvez o fato de ter adiado o lançamento tenha ajudado o álbum, pois as pessoas gostaram do disco, isso eu sei, mas se o sucesso seria igual, caso não tivesse acontecido a pandemia, não dá para saber. Hung Out to Dry é uma faixa politicamente incorreta a um ex-presidente laranja? Queria que você falasse um pouco sobre a inspiração. Nós originalmente pensamos nessa música como um lado B do próximo single, que seria Get Out Of The Dodge ou Carry On. Nós as ensaiamos ao mesmo tempo, no início de 2020. Mas aí escrevi a letra e era tão certo que seria sobre o Trump, que nós desprezamos pelo jeito que estava fazendo política com a situação da pandemia do covid. Então, pensamos, como ele está se candidatando para as eleições deste ano? Vamos lançar a música agora e fazer com que as pessoas saibam o que pensamos deste homem. Fiquei surpreso que não haviam muitas músicas falando sobre isso, pois estava muito claro que ele é uma pessoa horrível, e o jeito que ele explora o lado obscuro da humanidade, apelando para instintos terríveis nas pessoas. Sabe, o jeito que ele usou o povo mexicano como uma desculpa para ser eleito, coisas terríveis. Essa foi a razão pela qual queríamos lançar a música, e eu também queria uma música que apesar de dizer que Trump é um homem mal, e que odiamos suas políticas, não fizesse as pessoas ouvirem e pensarem que estou falando de um lugar de superioridade, apontando o dedo para os defeitos alheios. Portanto, fiz uma música falando diretamente com o Trump: “você é um otário, eu te odeio, e eu quero que você suma o quanto antes”. Aliás, eu quero que as pessoas, independentemente se apoiam ou não o Trump, sintam a minha raiva. Por isso escrevi deste modo, ao invés de falar de um local de superioridade falando de outra pessoa. Answered Prayers segue algo semelhante, não? É a mesma coisa com Answered Prayers. É uma canção muito obscura também, sobre um relacionamento abusivo, e canto da perspectiva do abusador. Você pode ouvir ele manipulando, dizendo o quão inútil a outra pessoa é, e que trai ela quando tem vontade. As coisas ditas na música são terríveis, mas quero que as pessoas sintam uma conexão pessoal com aquilo, para não conseguirem desviar a atenção, e dizer que é problema de outra pessoa, não é, é seu problema, estou falando com você. Achei que foi um jeito muito bom de escrever uma música, bem obscuro, e sinto que é uma música feia, e me sinto meio aterrorizado com ela, mas é muito verdadeira. É sobre algumas pessoas que conheço, na verdade sobre dois casais, que conheço agora, que tiveram essa dinâmica bem tóxica em suas relações, e um parceiro tratava o outro terrivelmente, e eles continuavam nessa. E é algo que exploro nessas músicas. Answered Prayers foi a primeira música a ser escrita ou há outras mais antigas? Tem uma música mais velha, Settle Down. Na verdade, escrevi há 20 anos, e é engraçado pois essa música é sobre envelhecer, e sentir que as pessoas estão te ignorando
Entrevista | Lucy Dacus – “Encorajaria qualquer um a se sentir capaz”

Atualmente em turnê pelo Reino Unido, com shows sold out, Lucy Dacus excursionará pela Oceania e América do Norte, ambos os continentes com várias datas esgotadas também.
Coldplay anuncia dois shows extras no Brasil; veja locais e preços

O Coldplay anunciou dois shows extras no Brasil com a turnê mundial Music of the Spheres: Rio de Janeiro (12/10, estádio Nilton Santos, o Engenhão) e São Paulo (18/10, no Allianz Parque). A abertura fica por conta da cantora britânica H.E.R. Os ingressos têm preços que variam de R$ 215 a R$ 980. De acordo com a organização, clientes dos cartões Elo terão pré-venda exclusiva nesta terça-feira (19), a partir das 10h online pelo site da Eventim, e às 11h nas bilheterias oficiais (Jeunesse Arena, no Rio; e estádio do Morumbi, em São Paulo). Para o público geral, a venda começa em 20 de abril, nos mesmos canais e horários. As entradas para os shows do Coldplay anunciados anteriormente – 11 de outubro na capital fluminense e 15 e 16 de outubro na capital paulista- estão esgotadas. MUSIC OF THE SPHERES WORLD TOUR NO BRASIL Rio de JaneiroQuando: 11 e 12 de outubroOnde: Estádio Nilton Santos – Engenhão (r. José dos Reis, 425, Engenho de Dentro, zona norte, Rio de Janeiro)Quanto: R$ 215 a R$ 950Mais informação: Eventim São PauloQuando: 15, 16 e 18 de outubroOnde: Allianz Parque (av. Francisco Matarazzo, 1.705, Água Branca, zona oeste, São Paulo)Quanto: R$ 245 a R$ 980Mais informação: Eventim