Entrevista | Tom Morello – “nunca mais toco uma nota musical que não acredito”

Tom Morello está de volta! Nesta sexta-feira (15), o lendário guitarrista lançou o álbum solo, The Atlas Underground Fire. Aliás, o sucessor de The Atlas Underground (2018) conta com um time de peso entre os convidados: Bruce Springsteen, Eddie Vedder, Chris Stapleton, Mike Posner e Damian Marley. Cofundador do Rage Against The Machine, Audioslave e Prophets of Rage, além de graduado em Ciência Política na Universidade Harvard, Tom Morello reuniu Springsteen e Vedder para uma releitura do hino do AC/DC, Highway to Hell. “Nossa versão de Highway To Hell é uma homenagem ao AC/DC, mas com Bruce Springsteen e Eddie Vedder, traz essa lendária música para o futuro. Uma das maiores músicas de rock’n’roll de todos os tempos, cantada por dois dos maiores cantores de rock n’ roll de todos os tempos. E então eu solto um solo de guitarra louco. Obrigado e boa noite”, disse Morello. Tom Morello conversou com a imprensa recentemente e falou mais sobre o novo álbum, planos, política, entre outros assuntos. O Blog n’ Roll participou desse papo e traz alguns dos destaques da conversa. Processo de gravação Este foi um álbum feito no pico da pandemia. É um álbum da praga, realmente. Do tempo que eu tinha 17 anos até março de 2020, vinha escrevendo, gravando e fazendo shows constantemente. E então foi uma abstinência para mim. Eu tenho o meu próprio estúdio como você pode ver, mas não sei como ele funciona. Eles só deixam eu mexer no volume agora. Mas mesmo isso muito raramente. Então em um momento estava olhando e não fazendo música em um futuro próximo. E a inspiração veio de um lugar estranho. Estava lendo uma entrevista do Kanye West, na qual ele disse que estava gravando os vocais para o álbum dele pelo Voice Memo (app do iPhone). Gravei licks de guitarra no meu iPhone e enviei para os engenheiros e produtores. Então, esse álbum se tornou não tanto como “eu vou fazer um disco”, mas foi mesmo uma salvação durante esses dias de ansiedade, depressão e medo. Pensava em como manter a minha avó viva, tentando não deixar as crianças enloquecidas. Foi uma maneira de fugir entre 30 a 45 minutos por dia para ser uma pessoa criativa e, em seguida, perdido quase como uma roleta russa… Eu vinha com alguns riffs e gravava no meu celular. Logo depois, pensava com quem eu poderia fazer uma música, quem poderia ser perfeito para esse disco, com quem seria divertido colaborar comigo… Ou quem iria me jogar para cima e fazer o dia parecer menos desesperador. E essa foi a gênese do álbum The Atlas Underground Fire. Parceria com Chris Stapleton em The War Inside Eu conheci o Chris Stapleton no tributo ao Chris Cornell alguns anos atrás. Ele é uma pessoa adorável e nós trocamos números, e eu queria trabalhar com ele. Queria ver onde isso iria dar. De fato, ele foi um dos primeiros colaboradores que trabalhei neste disco. Nós fizemos uma ligação pelo Zoom com a guitarra nas mãos. A intenção era escrever uma música, mas nós não escrevemos uma música. Ao invés disso, nós desabafamos sobre como eram os dias tentando não enlouquecer, tentando lembrar como era ser um músico e como nossas famílias estavam, o estresse de ser pai, filho, marido etc… Às vezes era como uma sessão de terapia de duas horas, antes mesmo de tocar uma nota da guitarra. E esse bate-papo virou a temática de fundo da música War Inside. Então, mesmo antes de partilhar acordes, licks (frases de guitarra) e outras coisas… nas entrelinhas, o que nós estávamos conversando durante horas virou a base da música. Let’s Get The Party Started, com Bring Me The Horizon Um dos meus fortes é que realmente amo coerência. Não me importa se é um jogo de futebol de crianças ou um álbum com diversos artistas. Olive (vocal do Bring Me The Horizon) está no Brasil, Jordan (guitarrista do BMTH) está no Reino Unido e eu aqui. É um amigo por correspondência do rock. Amigos por correspondência de três países. É um disco solo sob uma visão de arte onde escolhi os colaboradores. Os colaboradores têm a minha guitarra como voz-guia para cada faixa. Mas também é um disco colaborativo. Cada uma das canções depende exclusivamente da química entre eu e o artista com o qual estou colaborando. Em resumo, não é algo ditatorial. É sobre deixar levar esse tipo de personalidade que devo ter muita e fazer uma imersão minha em qualquer situação que surgir. O que me fez chegar no Bring me the Horizon, por exemplo. Eu tinha um monte de riffs que mandei para eles. Eles tinham ideias firmes sobre a estrutura da música… Nós conversamos sobre qual tipo de solo de guitarra deveria ter… Dei vários exemplos. Trocando ideias que iam e voltavam. E permitindo que esse processo tomasse seu curso, que cada canção tivesse liberdade de se tornar o que ela viria a ser. Enquanto ao mesmo tempo, no geral, manter a missão de ser um disco do Tom Morello. Descoberta de novos artistas Alguns dos artistas deste disco são amigos antigos, como Bruce Springsteen e Eddie Vedder. Trabalhei com o Phantogram antes, o Dennis do Refused é um camarada. Mas tinham dias que eu vinha aqui e gravava no meu iPhone alguns licks de guitarra e pensava: Com quem quero fazer um som hoje? Ligo para um amigo que tem um gosto musical mais legal que o meu e pergunto qual foi a última melhor música que ele escutou de um artista que nunca ouvi falar? Foi assim que descobri Phem, sabe? E eu pensei, ela é fantástica. Entrei em contato com ela. Não penso que ela já tivesse nascido quando saiu o último álbum do Rage Against The Machine… e eu apenas falei, o que você acha? Eu sou o Tom Morello, não sei se você já ouviu falar de mim, mas você quer fazer uma música? E ela, sim, claro! Sama’ Abdulhadi é uma jovem
Entrevista | KK Downing – “Advogados do Judas Priest tentaram impedir minha nova banda”

Lendário guitarrista e co-fundador do Judas Priest, KK Downing está de volta aos holofotes. Após a tumultuada saída do grupo liderado por Rob Halford, em 2011, o músico ficou longe dos palcos. Agora, com o KK’s Priest, que também conta com os ex-integrantes do Judas Tim Ripper Owens e Les Binks, Downing revelou o álbum de estreia, Sermons of The Sinner. Juntamente com o lançamento do álbum, o KK ‘s Priest divulgou o clipe épico de nove minutos para o single Return of the Sentinel. Com referências aos grandes nomes da ficção científica, o lyric video parece uma combinação dos melhores elementos de cada um deles. “A música e o clipe de Return of the Sentinel definem todo o som e a imagem da evolução do metal verdadeiro e clássico… Metal que é uma parte muito importante de todos nós que estivemos juntos nesta jornada maravilhosa”, explica KK Downing, que conversou com o Blog n’ Roll sobre a nova fase da carreira. Qual é a sensação de lançar um álbum após tantos anos sem nada novo? O que fez nesse período? Foi um tempo muito bom. Fiz algumas gravações, trabalhei em alguns projetos menores, também escrevi algumas músicas para bandas mais jovens, fiz alguns shows… me mantive bem ocupado. Sempre houve uma expectativa se eu voltaria para a banda (Judas), mas o tempo passou e aqui estou eu: lançando um novo álbum e pronto para tocá-lo ao vivo. Minha jornada está nos trilhos. Como foi a gravação de Sermons of The Sinner? O tempo vai passando e coisas novas vão surgindo com a tecnologia. Mas, na realidade, quando você senta no estúdio parece que o piloto automático é ligado. Você começa a pensar que já fez isso um milhão de vezes antes. Então acaba sendo natural, mas requer bastante concentração. Pensei em todas as músicas para serem boas de se tocar ao vivo. Se, em algum momento eu tocar o álbum inteiro, quero que todas as músicas sejam ótimas ao vivo. Por isso, acredito que esse álbum tem a energia de um álbum ao vivo. Lançar um álbum sempre te coloca uma pressão. Mas dessa vez consegui aproveitar os momentos de pressão. Me senti livre para trabalhar e fazer o que quisesse. Você pensou em novos elementos ou investiu em algo mais nostálgico? Na verdade, não. Eu geralmente entro no meu mundinho. É o legado de uma vida. No Natal de 2019, comecei a trabalhar nesse álbum pensando em entregar um disco que os fãs fossem gostar. E agora, estou prestes a lançá-lo, e feliz com o resultado. Quis fazer as coisas um pouco diferentes. Tentei criar novas dinâmicas, dar mais espaço para o baixo, mudar algumas coisas nas baterias. A ideia era fazer com que tudo fosse ouvido alto, claro e dinâmico. Aliás, está com frio na barriga com a estreia do KK ‘s Downing? Acho que não muito (frio na barriga). De certa forma, estou até calmo e seguro com o lançamento. Porque eu também sou um fã, e sei o que gosto de ouvir. Então, se gosto, também espero que as outras pessoas gostem também. E se algo sai errado, já começo a pensar no próximo. Mas estou muito entusiasmado com esse álbum. Gostei muito do resultado. Estou ansioso para esse e também para o próximo. Não quero mais fazer álbuns individuais, quero que todos os próximos estejam conectados de alguma forma. Quero que essa seja a história do KK’s Priest. Quero que vire uma jornada que os fãs possam se juntar. Estou completamente a bordo dessa jornada, e não tem caminho de volta. A parte boa desse álbum foi a calma e a tranquilidade que tivemos para fazer. Comecei a trabalhar no dia de Natal em 2019, e em um ano o álbum já estava praticamente pronto. Os outros nove meses até hoje foram um luxo importante para melhorarmos algumas faixas, aumentarmos outras… foi muito bom. Pude colocar bastante guitarra no álbum, os fãs vão perceber isso. Mas não foi nada exagerado, foi na medida certa. E os shows do KK ‘s Priest? Brasil está nos planos? Adoraria tocar no Brasil. Não vejo a hora. Temos que conversar com os produtores do Brasil assim que for seguro para todos. Já toquei no Brasil muitas vezes, e quero voltar o máximo de vezes que der. Quero também tocar em países que não tive a chance, como a Venezuela, por exemplo. Só fomos para o Brasil, México e Colômbia, quero mais. Até dentro do Brasil espero poder tocar em mais cidades além das que já conheço. Como é voltar a tocar com Tim Ripper Owens e Les Binks? Quando me vi sozinho com a ideia de formar uma banda nova, logo pensei em caras que já tinha trabalhado e que eu sou amigo. Tanto Tim quanto Les tiveram participação muito importante nos nossos trabalhos anteriores, e eu sabia que seriam ótimos no novo projeto. Infelizmente, o Les teve uma lesão e mal participou da gravação do álbum. Mas ele estará na nossa turnê, e estamos ansiosos para isso. E quem sabe o KK’s Priest não receba velhos amigos (atuais integrantes do Judas) para gravar músicas no futuro? Eu vou fazer 70 anos, então é hora de celebrar não só a minha vida, mas o metal. Todos que já passaram pelo meu caminho e que de alguma forma elevaram o nome do metal. É hora de celebrar o que foi construído até aqui. Ainda pretende voltar ao Judas Priest ou o KK ‘s já preenche essa vontade? Na verdade, não. Até porque vamos ter um repertório muito vasto e muito especial nos nossos shows. A ideia é tocar o que gostamos, incluindo músicas do Judas que ajudamos a criar. Eu passei muito tempo pensando em voltar, até que em 2019 fui até eles, mas a porta se fechou para mim. Perguntei se tinham certeza de que não me queriam mais, e disseram que não, e que estavam felizes. Uma coisa que poucos sabem é que os advogados deles
Lista | Filmes e séries nacionais disponíveis no Star+

O Brasil está mais do que bem representado no Star+, com filmes e séries nacionais que vão de comédia ao drama. Aliás, contam com elenco de peso com atores como Júlio Andrade, Glória Pires, Carol Castro, Leandra Leal, Bruno Gagliasso, Ingrid Guimarães, Raphael Logan, entre outros. Veja abaixo algumas indicações de produções nacionais para assistir na plataforma! Impuros Série | 3 temporadas A série conta a história de Evandro (Raphael Logam), um jovem da favela carioca cujo principal objetivo ao fazer 18 anos é ganhar o próprio dinheiro de forma honesta. Entretanto, tudo muda em sua vida quando seu irmão traficante é morto por policiais e Evandro decide, então, se vingar e mata os responsáveis pelo assassinato, ganhando notoriedade dentro da hierarquia do comando. Enquanto isso, o policial alcoólatra Victor Morello (Rui Ricardo Diaz) não economiza esforços para colocar Evandro atrás das grades após a morte de sua esposa pelas mãos dos homens do traficante. O papel de protagonista de “Impuros” rendeu à Raphael Logam duas indicações ao Emmy Internacional na categoria de Melhor Ator em 2019 e 2020. Mato Sem Cachorro Filme | 2013 Deco (Bruno Gagliasso) vive jogado no sofá de sua casa, apesar de ter talento musical. Um dia, ele encontra dois grandes amores: a radialista Zoé (Leandra Leal) e o cachorro Guto, que desmaia toda vez que fica muito animado. Não demora muito para o trio começar a viver junto, mas dois anos depois Zoé termina o namoro, fica com a guarda de Guto e arranja um novo namorado (Enrique Diaz). Motivos mais do que suficientes para que Deco fique revoltado e prepare uma vingança: sequestrar Guto. Por fim, ele conta com a ajuda de seu primo Leléo (Danilo Gentili). Tá Puxado Série | 1 temporada A primeira temporada do sitcom pernambucano exibido na TV Jornal de Pernambuco está disponível no Star+. Em resumo, a série traz a popular e carismática personagem Cinderela, de Jeison Wallace, agora casada morando na comunidade de Alphavella e lidando com um marido bem preguiçoso (Matheus Ceará), além de vizinhos e parentes muito pitorescos. Um Contra todos Série | 4 temporadas Indicada ao Emmy de Melhor Série de Drama, Um Contra Todos conta a história de Cadu (Júlio Andrade). Em resumo, ele é um advogado dedicado que preza pela verdade e pela justiça acima de tudo. Com uma esposa grávida do seu segundo filho e recentemente desempregado, ele vê sua vida mudar completamente quando é acusado e condenado à prisão após ser confundido com o maior traficante de drogas do Brasil. Entre Idas e Vindas Filme | 2016 Afonso (Fábio Assunção) é um professor universitário separado, que vive com o filho Benedito (João Assunção). Um dia, eles resolvem fazer uma viagem juntos, mas enfrentam problemas quando o carro deles quebra. Eles são ajudados por quatro operadoras de telemarketing – Amanda (Ingrid Guimarães), Sandra (Alice Braga), Krisse (Rosanne Mulholland) e Cillie (Caroline Abras) – que também faziam uma viagem e os levam de volta a São Paulo. Contudo, o que seria uma simples carona acaba se transformando em uma viagem cheia de aventuras e transformações pessoais. Doidas e Santas Filme | 2016 Beatriz (Maria Paula) é uma terapeuta de casais que também escreve livros sobre o tema. Pressionada com o prazo cada vez mais apertado para escrever seu novo livro, ela precisa lidar com problemas no próprio casamento, com o advogado Orlando (Marcelo Faria), e ainda a filha adolescente (Luana Maia) e a mãe (Nicette Bruno), com as quais vive batendo de frente. Insânia Série | Estreia em breve A série original Star+ acompanha a policial científica Paula (Carol Castro) em uma misteriosa clínica psiquiátrica. Lá, sua mente vagueia por caminhos sombrios e duvidosos, chegando à beira da insanidade, enquanto investiga o verdadeiro motivo de sua hospitalização e desvenda uma conspiração aterrorizante.
Entrevista | Ken Horne (The Bronx) – “Nunca existiram tantas bandas na Califórnia como hoje”

Em turnê pelos Estados Unidos com Rancid e Dropkick Murphys, a californiana The Bronx certamente é um dos nomes mais empolgantes na atualidade. Mas essa banda de punk rock não é nenhuma novata. Está há quase 20 anos na estrada e com uma produção frenética. O mais novo capítulo dessa trajetória é o álbum Bronx VI (Cooking Vinyl), lançado recentemente. The Bronx surgiu em 2002, em Los Angeles, e teve o primeiro álbum gravado na “cozinha” de Gilby Clarke, ex-guitarrista do Guns n’ Roses. O guitarrista Ken Horne, que está na banda desde o segundo álbum, The Bronx (2006), conversou com o Blog n’ Roll sobre o sétimo trabalho de estúdio, o projeto paralelo dos integrantes (Mariachi El Bronx), a atual turnê, pandemia e o cenário californiano. The Bronx sempre foi uma banda muito ativa, com shows, gravações e videoclipes. Como foi esse período sem poder realizar boa parte dessas atividades? Foi difícil, mas nós fizemos. Lançamos um álbum de lado B do Mariachi (Música Muerta, Vol.1 & Vol.2), fizemos uma live, fizemos muita coisa. Como banda, foi bom conversávamos quase todo dia, pensando em novas ideias. Este novo álbum foi feito em 2019, foi um bom tempo para pensarmos em como iríamos lançá-lo, ao invés de fazer de qualquer jeito. Ao ouvir os álbuns, as pessoas têm pouca atenção. Então, ao invés de lançar o álbum, lançarmos uma música por vez. Fazemos coisas que vocês não veem, mas estamos muito ativos. Agora, de volta aos palcos, vocês estão em tour com o Rancid e Dropkick Murphys. Como tem sido a experiência? Eu tenho me divertido. A gente não tocava por um ano e meio, era o que a gente mais sentia falta. Ainda é surreal estar em tour. Nos bastidores, antes, tínhamos família, amigos. Agora não tem mais ninguém. Tudo que a gente faz é curtir nos bastidores, no ônibus. A gente não tem estado em tour, mas costumávamos sair, só de poder continuar tocando já é bom. É bom estar seguro, em primeiro lugar. Nessa tour todos os shows são ao ar livre, até o bastidor é um bônus. Qual é a relação de vocês com os integrantes dessas duas bandas? Já haviam tocado juntos antes? A gente já tocou com Dropkick Murphys em festivais e com o Rancid também. Não fizemos tour com eles, mas tocamos juntos em festivais fora do país. Tim Armstrong é um grande amigo do nosso baterista (Joey Castillo). Voltando ao Bronx VI, como foi o processo de gravação do álbum? Foi uma das minhas três melhores gravações, muito divertido. Gostei muito de trabalhar com nosso produtor, Joe Barresi (Tool, L7, Bad Religion, Judas Priest, Soundgarden, Slipknot, entre outros). Foram apenas três semanas, pouco tempo para nós, mas foi incrível. Essa gravação foi muito especial para mim, ainda mais trabalhando com o Joe, um grande produtor. A Califórnia sempre foi vista como um celeiro de bandas de punk, hardcore e metal, algo que influenciou bastante diversas regiões pelo mundo. Como você vê o atual cenário? Ainda há muitas bandas punks em Los Angeles. LA tem todo tipo de música. Tem mais bandas agora. Há muitos jovens, novas bandas, não é a mesma coisa que antes, que você formava uma banda, ensaiava e tocava ao vivo num clube. Hoje, você pode tocar ao vivo em qualquer lugar com internet e pode fazer lives pelo streaming. Não precisa ser uma banda de punk rock, qualquer um pode fazer. Nunca existiram tantas bandas como hoje. Em todos os cantos da Califórnia: LA, San Diego, entre outros. Vejo tantos jovens, mas infelizmente não consigo acompanhar todos. Antes, sempre tentava acompanhar as bandas. Durante a divulgação do novo álbum, vocês fizeram uma parceria com uma cervejaria de San Diego e criaram a cerveja Watering The Well. Como foi essa experiência? Foi divertido! San Diego é uma cidade famosa pelas cervejarias. Eu morei lá por muito tempo e um velho amigo nosso, Dave Lively, abriu a Fall Brewing Company 5, seis anos atrás. Vamos fazer uma colaboração com a cervejaria. A cada ano aumenta a popularidade da cerveja dele. Meu amigo, outro dia, foi comprar a cerveja Watering the Well (nome de uma faixa do novo álbum) e estava esgotada. Eles têm outra cerveja, Plenty for All, que recomendo e não está esgotada. Com a retomada dos shows, existe a possibilidade de incluir o Brasil na rota de vocês? O que vem à cabeça quando vocês escutam sobre o Brasil? Brasil é todo mundo bronzeado, praia, calor. E tem uma grande população de japoneses. Sou japonês, nasci no Japão. Então, li muito sobre a imigração japonesa no Brasil, por isso tenho interesse de conhecer o Brasil. Há um famoso wrestler no Japão chamado Antonio Inoki, que morou no Brasil quando era jovem. Vários amigos que vão ao Brasil me dizem que há muitos japoneses no Brasil. Por isso tenho o Brasil sempre na minha mente. Sempre falamos de vir ao Brasil. É difícil irmos sozinhos, mas quem sabe com uma grande banda junto? Fale mais sobre sua conexão com o Japão. Vivi lá até os meus 17 anos, depois me mudei para San Diego. No entanto, volto lá todo ano. Minha família ainda mora lá, japonês é minha língua nativa. Eu tenho essa aparência, mas sou mais japonês por dentro. Minha família é de Yokohama. Eu vivi lá e em Tóquio. A cena rock é incrível no Japão. Se você quer ver cultura americana legal, você deve ir ao Japão e à Suécia. Japão tem muita coisa diversificada, bandas punk, new wave, alternativas, ídolos japoneses. É muita coisa mesmo. Paralelamente ao The Bronx, vocês também têm o Mariachi, El Bronx. Como surgiu esse projeto? Tem planos futuros para esse projeto? Quando podemos ter uma novidade? Mariachi surgiu logo quando entrei na banda, em 2006, após lançarmos o segundo álbum. À época, fizemos um show na TV e perguntaram se a gente conseguia fazer uma música acústica. Então, Joby, nosso guitarrista, disse que as músicas do Bronx não iam
Venom – Tempo de Carnificina tem estreia antecipada para 7 de outubro

Venom – Tempo de Carnificina teve sua estreia antecipada. O filme, sequência de Venom (2018), chega aos cinemas brasileiros em 7 de outubro. Em resumo, Tom Hardy retorna às telonas como o protetor letal Venom, um dos maiores e mais complexos personagens do universo Marvel. Dirigido por Andy Serkis, o filme também traz no elenco Michelle Williams, Naomie Harris e Woody Harrelson no papel do vilão Cletus Kasady / Carnificina. Por fim, vale destacar que Venom –Tempo de Carnificina terá estreia exclusivamente nos cinemas.
Última temporada de Superstore estreia na Warner Channel na próxima quarta

A Warner Channel estreia na próxima quarta-feira (8), à 0h10, a sexta e última temporada de Superstore. Ainda não há previsão, no entanto, para a chegada de todas as temporadas e os episódios inéditos na HBO Max. Nos episódios de Superstore acontece de tudo: da venda de artigos inovadores até descontos que atraem os consumidores que esperam essas liquidações como um verdadeiro esporte. A rotina inclui organizar o salão de vendas, atender os compradores e administrar as reclamações, devoluções e outros serviços pós-venda. O que em qualquer loja é um processo normal, na Cloud 9 é sinônimo de risadas e situações bizarras em um clima de diversão permanente, com colegas de trabalho muito engraçados. A nova temporada também apresenta novos desafios, porque em um cenário de pandemia as medidas de segurança sanitária têm um papel importante para o cuidado de todos, com o uso de máscaras e álcool em gel, limites de ocupação do espaço e painéis que separam os vendedores e os caixas dos clientes. Tudo pode gerar novas dinâmicas de comportamento e muitas situações para rir ao se adaptar a uma nova realidade em que a covid-19 passa a ser um novo elemento na experiência de compra. Superstore é protagonizada por Ben Feldman (Jonah), Colton Dunn (Garrett), Nichole Sakura (Cheyenne), Kaliko Kauahi (Sandra), Mark McKinney (Glenn), Lauren Ash (Dina) e Nico Santos (Mateo).
TNT Séries estreia série turca “Um Milagre”

A produção turca Um Milagre chega ao TNT Series na próxima segunda-feira (6), com exibição de episódios duplos, de segunda a sexta, a partir das 16h50, e maratona aos sábados, às 12h50. Ali Vefa, um médico que sofre de um transtorno do espectro autista, começa a trabalhar em um hospital de Istambul. Ao superar os preconceitos de pacientes e colegas, encontrará uma família capaz de apreciar o valor de suas habilidades especiais. A série é uma produção turca e tem como protagonistas Taner Ölmez, Onur Tuna, Sinem Ünsal, Hazal Türesan e Murat Aygen. A Turquia é a segunda maior exportadora de ficção televisiva do mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos. Suas séries tornaram-se bastante populares e vem conquistando milhares de telespectadores ao redor do mundo. A produção foi indicada a três prêmios Turkey Youth Awards nas categorias de Melhor Série, Melhor Ator para Taner Ölmez e Melhor Atriz Coadjuvante para Hayal Köseoglu. Desde pequeno, o sonho de Ali Vefa sempre foi ser médico. Portador de uma forma especial de transtorno do espectro autista, conhecida como Síndrome de Savant (Síndrome do Sábio), ele conseguiu completar seus estudos médicos com excelência. Para se especializar, Ali deixa sua pequena cidade e viaja para Istambul para trabalhar como residente no departamento cirúrgico de um grande hospital, onde seu mentor Adil Erinc é o médico-chefe. Lá ele terá que superar suas limitações sociais e os preconceitos de pacientes e colegas, mas também encontrará uma família capaz de apreciar o valor de suas habilidades de gênio. Adil desempenha um papel importante na vida de Ali. Como chefe da equipe médica do hospital, quer levar seu pupilo para a unidade de cirurgiões como médico assistente, mas a condição especial de Ali gera resistência em seus colegas, que relutam em aceitá-lo. A solução será avaliá-lo por seis meses, período em que estará em jogo o futuro médico de Ali e a carreira de Adil.
Baseado em uma história real, No Limite do Mundo chega ao streaming

O drama épico No Limite do Mundo (Edge of the World), inspirado na história verídica do aventureiro britânico Sir James Brooke – que esteve no poder como o Rei de Sarawak na década de 1840 -, acaba de ganhar data de estreia no Brasil. Com o ator Jonathan Rhys Meyers (The Tudors) no papel de Brooke, a produção chega às plataformas digitais em 3 de setembro, com distribuição da Synapse Distribution. No Limite do Mundo estará disponível para compra e aluguel na Claro Now, Vivo Play, Sky Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes. O filme mostra a jornada do explorador Sir James Brooke até se tornar um rei. A trajetória do britânico, que já foi inspiração para grandes clássicos do cinema, como Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, foi filmada no local exato dos acontecimentos (Sarawak, um estado da Malásia – em Bornéu). Brooke precisou desafiar a coroa britânica, em 1840, e lutar contra a colonização, escravidão e o ataque de piratas em suas terras. O longa é dirigido por Michael Haussman (Blind Horizon) e produzido por Rob Allyn (No Man’s Land). O elenco ainda conta com Dominic Monaghan (Star Wars: A Ascensão Skywalker) e Josie Ho (Contágio).
Entrevista | Hollow Coves: “As pessoas perceberam o quanto são abençoadas com o que tínhamos”

A dupla de indie folk australiana Hollow Coves sempre explora uma temática mais bucólica e minimalista em seus projetos. Foi assim com o primeiro EP, Wanderlust (2017), o álbum Moments (2019) e o último EP, Blessings, lançado em junho. As capas trazem lindas imagens de vilarejos, enquanto as canções do Hollow Coves parecem extraídas de filmes mais introspectivos. Apesar dessa personalidade mais tranquila, Ryan Henderson e Matt Carins querem conhecer o “público maluco e apaixonado do Brasil”. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o Hollow Coves falou sobre o processo de criação de Blessings, o impacto das suas canções no público, entre outros assuntos. Confira abaixo. Como foi preparar um estúdio caseiro para dar vida ao EP Blessings? Matt: Uma grande tarefa, tínhamos que fazer, pois íamos fazer uma tour pelo mundo. Eu era carpinteiro e o Ryan engenheiro, e fazíamos musica. Por que não juntar estas habilidades para fazer um pequeno estúdio, um local bem simples? Não sabíamos como produzir música, mas já estivemos em estúdios, trabalhando com produtores, pegamos dicas. Gravar músicas é um longo processo, estamos muito orgulhosos, talvez não seja tão bom como se fosse num estúdio mais profissional, mas aprendemos e ficamos felizes. O período de isolamento social rendeu muita inspiração para vocês, vide esse trabalho. Como foi o processo de criação dele? Ryan: Eu estava morando sozinho e nós decidimos trabalhar juntos com um pessoal muito criativo. Fizemos muitas músicas com esse grupo. E procuramos uma músicas que havíamos escrito em Berlim há cerca de dois anos atrás. Hello foi uma das primeiras músicas que o Matt escreveu. Ele reescreveu os versos durante o lockdown para refletir o sentimento de estar preso dentro de si. Tínhamos uma nuvem de armazenamento, Matt escreveu uma música e deletou, mas consegui resgatar, gostei muito e aproveitamos. Matt: É uma música que escrevi quando minha irmã casou. Eu decidi lançar como single. Depois vem Blessings, faixa-título do EP. Teve um impacto positivo no publico. Apresentamos a música em diferentes formas, lives e EPs. A música e o tema são fortes, por isso é a musica-título. As canções passam uma mensagem para quem está enfrentando esse momento complicado ou é algo mais a ver com temas que vocês já pensavam antes? Ryan: Sabemos que muitas pessoas estão passando por momentos difíceis, e no passado recebemos mensagens que nossa música ajudou pessoas. Queremos usar essa plataforma para levantar as pessoas, e ajudá-las a ver a beleza da vida, como na letra de Blessings, mostrando às pessoas que há muito o que agradecer da vida. Se você tirar um momento e sair, sentirá a gratidão e perceber que tudo é uma questão de mudança de perspectiva. Se você pensar em covid e outras coisas, pode entrar numa espiral de pensamentos negativos. A Austrália parece ter enfrentado a pandemia de forma mais tranquila, pelo menos para quem olha de fora. Foi assim mesmo? Matt: A gente mora em Queensland. Aqui, começou com um pequeno lockdown. Mas rolaram grandes lockdowns em outros estados. A gente não se sente isolado, vivemos no litoral, um lugar turístico. Sabemos que foi diferente em outras partes do mundo, mas aqui não teve o mesmo impacto. Vai ser interessante quando tudo abrir de novo. Ryan: Nós não tivemos muita exposição ao covid na Austrália porque as fronteiras foram logo fechadas. Qualquer um que chegasse teria que ficar de quarentena por duas semanas, sendo testado. O governo da Austrália é muito severo, garantiu que a doença não se espalhasse de jeito nenhum. Foram registrados poucos casos, e feitas algumas restrições. Mas parece que o duro é que não conheço ninguém que teve covid. O governo quer que todo mundo tome a vacina, não veem muito risco de contágio. No resto do mundo, muitos foram vacinados, o que fez com que as coisas começassem a voltar ao normal. Na Austrália, quase ninguém quer tomar a vacina. Aqui temos as coisas no controle, acontecem poucos casos, fazem lockdown de novo, se necessário. A gente não sabe quanto tempo isso vai durar. É frustrante. Mas somos afortunados pela maneira como está a situação aqui, enquanto o resto do mundo parece estar numa situação ruim. Qual é o grande ensinamento que a pandemia trouxe para o Hollow Coves? Ryan: A gente valoriza as coisas depois de perdê-las. Existe uma música sobre isso, Don’t Know What You Got (Till It’s Gone, do Cinderella). O coronavírus ajudou as pessoas a perceberem o quanto são abençoadas com o que tínhamos, estar com os amigos, viajar pelo mundo, isso são luxos. Não posso viajar pelo mundo, mas muita gente não tem eletricidade, ajuda a colocar em perspectiva. Falando em viajar pelo mundo, existe uma expectativa de vocês para uma tour no Brasil? Matt: A gente quer muito ir ao Brasil, tínhamos planejado, mas foi cancelado. Vamos tentar assim que a pandemia esteja controlada. Temos planos de ir a diferentes países, mas tudo depende da covid. Mas queremos muito ir ao Brasil Nunca estivemos no Brasil. Ryan: Temos muitos fãs no Brasil, recebemos muitos comentários para visitar o Brasil. Dizem que o público brasileiro é crazy. Gostaria de saber como é tocar no Brasil, é interessante dizem que as pessoas são apaixonadas. Como reagem a musica, é diferente em cada país. Tocar em lugares diferentes para culturas diferentes. Não sei quando iremos ao Brasil, mas estamos ansiosos para isso.