Me First and the Gimme Gimmes diverte e empolga em show de fim de ano

Desde 1974, Roberto Carlos invade nossas TVs com o seu show de fim de ano. Somente em dois anos não foi ao ar (1999 e 2020). The Brian Setzer & Orchestra trouxe frescor para esse período com o incrível Christmas Extravaganza! A boa notícia, no entanto, é que o Me First and the Gimme Gimmes trouxe mais uma ótima opção para celebrarmos o Natal. Sim, o supergrupo formado por integrantes de bandas de punk e hardcore debutou no formato online com uma apresentação sensacional, no último fim de semana. Direto do UC Theatre, em Berkeley, na Califórnia, apresentou um set com 12 canções. Com uma produção cuidadosa de Audra Angeli-Morse, a manager da banda, o Me First and the Gimme Gimmes entregou uma ótima sátira dos shows antigos de fim de ano, tal como Frank Sinatra e tantos outros apresentavam nos Estados Unidos. Intercalando com as canções, alguns números de humor bem nonsense do Western Cuck Exchange. O humor negro do grupo lembra um pouco as trapalhadas do It’s Always Sunny in Philadelphia, uma das séries prediletas da casa. O show Mas voltando ao show, o carismático e talentoso Spike Slawson (Los Nuevos Bajos) contou com uma formação completamente diferente da que visitou o Brasil em 2018: Scott Shiflett (Face to Face) e Stacy Dee (Bad Cop/Bad Cop) nas guitarras, CJ Ramone (Ramones) no baixo e Pinch (ex-The Damned) na bateria. Abriu o set com a dançante Santa Baby, famosa na voz da cantora Eartha Kitt. Spike iniciou a canção na voz e ukulelê para logo depois entrar todo o peso do grupo. Inicialmente, todos com roupas douradas em um cenário repleto de balões e referências ao período de fim de ano. Belly Reynolds, do Western Cuck Exchange, sobe ao palco para fazer algumas perguntas divertidas a Spike. É a deixa para Rainbow Connection, do Muppets. E sem deixar o clima esfriar, o grupo emenda Me and Julio Down by the Schoolyard (Paul Simon), Take Me Home, Country Roads (John Denver) e Sloop John B (clássico folk do início da década passada, mas famosa com o Beach Boys). Antes do primeiro dueto da noite, o Western Cuck Exchange retorna para mais um número maluco, no qual uma pessoa esfaqueia seu presente, na noite de Natal. O tom mais denso dá espaço para Spike fazer um dueto incrível com Karina Deniké, do Dance Hall Crashers, uma das melhores bandas da safra californiana dos anos 1990. Juntos, eles cantaram Something Stupid, de Frank Sinatra, num cenário com cara de homenagem ao The Voice dos olhos azuis. Logo depois, a banda troca o figurino dourado pelo branco, já mandando The Man with All the Toys (Beach Boys), Over the Rainbow (eterna trilha de O Mágico de Oz) e a balada Mandy (Barry Manilow). Clima natalino na reta final Posteriormente, após recuperar o fôlego dessa sequência, Spike apresentou os integrantes, sempre soltando alguma gracinha. E cravou o que nós já sabemos: “somos a maior banda de covers de todos os tempos”. Who Put the Bomp (Barry Mann) foi a penúltima com a banda completa no palco. Anúncios e mais uma intervenção do Western Cuck Exchange precederam o segundo dueto da noite, Deep Purple (Ella Fitzgerald) com Shannon Shaw (Shannon and the Clams). Um medley de Feliz Navidad e I Wish You A Merry Christmas deu números finais ao concerto. No fim, todos os integrantes ensaiaram uma coreografia reforçando o tom de sátira do especial. Que o Gimme Gimmes transforme isso em uma tradição, transmitindo anualmente esse concerto para o mundo todo. Enquanto isso seguimos na torcida pelo sucessor de Are We Not Men? We Are Diva! (2014).
The Neighbourhood toca hits e inéditas em show virtual exclusivo para o Brasil

Os fãs brasileiros do The Neighbourhood puderam matar a saudade da banda na última sexta-feira (11). Em um show virtual pago, o quinteto de Los Angeles fez uma performance que mesclou grandes sucessos de álbuns anteriores, e ainda apresentou canções de seu novo disco, Chip Chrome & The Mono-Tones, lançado em setembro. Mesmo à distância e sem o calor que o público proporciona em um show ao vivo, The Neighbourhood fez uma apresentação fiel ao que costuma mostrar nos palcos pelo mundo. Liderado pela intensidade do vocalista Jesse Rutherford, o grupo tocou de forma intimista e, ao mesmo tempo, enérgica, se aproveitando dos efeitos que a internet proporciona para tornar a performance ainda mais conceitual. E todo esse conceito começou com a disposição de cores para cada música. Em preto e branco, a banda tocou sete faixas de seus quatro primeiros álbuns. Foram elas: How, Afraid e Sweater Weather, do I Love You (2013), Warm, do #000000 & #FFFFFF (2014), R.I.P. 2 My Youth e Daddy Issues, do Wiped Out! (2015), além de Stuck With Me, do Hard to Imagine The Neighbourhood Ever Changing (2018). Em todas, Jesse interagiu com os demais membros da banda e se pendurou diversas vezes em um microfone suspenso, como ele costuma fazer nos shows. Até esse ponto, a apresentação mantinha o padrão do que o grupo mostrou em São Paulo, no ano passado. Chip Chrome & The Mono-Tones em cena Porém, a partir da oitava música, o álbum Chip Chrome & The Mono-Tones entrou em cena. Já em cores, mas com efeitos oitentistas, Jesse Rutherford deu espaço a Chip Chrome, seu alter ego. Inspirado no lendário Ziggy Stardust, do David Bowie, Chip Chrome é o complemento que Jesse precisava para encontrar sua total identidade. Anteriormente, em entrevista ao Spotify, inclusive, o vocalista afirmou que seu personagem o ajudou a definir a própria voz. Assim, pintado de tinta prateada dos pés à cabeça, juntamente com Brandon, Zach, Jeremy e Mikey, Jesse… ou melhor, Chip Chrome tomou conta dos holofotes e engatilhou seis faixas do novo álbum. Entre elas, destaque para Lost in Translation e Devil’s Advocate, que são potencialmente as melhores canções do disco. Ao vivo, então, deverão agradar ainda mais. Logo depois, The Neighbourhood voltou aos clássicos e tocou Cry Baby e The Beach, para delírio dos bem aventurados que desembolsaram US$ 7 (cerca de R$ 36 na cotação atual) para acompanhar o show virtual. Aliás, nas redes sociais, as poucas críticas eram destinadas à instabilidade do site onde a apresentação foi exibida e ao fato da performance não ser ao vivo. Tiro curto Assim como nos shows que já fez pelo Brasil, The Neighbourhood não apresentou um longo repertório. Com apenas 55 minutos de exibição, a banda fez o básico para agradar, mas ficou longe de encantar. O fato de ter sido apenas um show virtual torna a duração compreensível, mas é importante que, com cinco bons álbuns de estúdio lançados, o grupo passe a aumentar seu repertório para não frustrar os fãs em futuras apresentações, principalmente no cenário pós-pandemia. Versão deluxe Também na sexta-feira, além do show, The Neighbourhood lançou a versão deluxe do álbum Chip Chrome & The Mono-Tones. A extensão contém quatro faixas extras, e está disponível nas principais plataformas de streaming. Setlist HowR.I.P. 2 My YouthAfraidWarmSweater WeatherDaddy IssuesStuck With MeMiddle of SomewherePreety BoyCherry FlabvouredLost in TranslationHell or High WaterDevil’s AdvocateCry babyThe Beach
Crítica | The Wildhearts – 30 Year Itch

Discos ao vivo são uma das coisas mais questionáveis, principalmente quando o assunto surge nas rodas de fãs de rock. Existem os que amam e os que odeiam, no entanto, uma coisa é inegável: alguns dos maiores clássicos já lançados por bandas do gênero são frutos de registros de apresentações ao vivo. Que o diga Cheap Trick com o seu Live at Budokan, o Kiss e os Alive, o It’s Alive do Ramones, o Frampton Comes Alive! do Peter Frampton, Johnny Cash At Folsom Prison. No Brasil não é diferente. Tivemos o Viva do Camisa de Vênus, RDP Ao Vivo do Ratos de Porão, além do Rádio Pirata Ao Vivo, do RPM, como discos que ajudaram a definir a marca desses artistas. Formada em 1989, em Newscastle, na Inglaterra, o The Wildhearts pode agora se orgulhar de também ter o seu álbum ao vivo definitivo. Gravado durante a turnê do ano passado, 30 Year Itch, não é o primeiro registro desse tipo lançado pelos caras, mas de longe já pode ser considerado como o seu melhor, além de funcionar como um ótimo resumo da sua obra. Uma gravação poderosa, com guitarras distorcidas na cara e a ajuda do público entoando seus refrãos como verdadeiros hinos, esse é um disco que merece fazer parte da galeria dos grandes álbuns ao vivo de rock. Repertório As músicas escolhidas passeiam por toda a discografia da banda e, de certa forma, ajudam a padronizar uma sonoridade homogênea e definitiva. Algo como se o Kiss, o Ramones e o Motörhead resolvessem se juntar aos Beatles para fazer um som. Se você ficou curioso ou não conseguiu imaginar, então não perca tempo, ouça e tire as suas próprias conclusões. Vale destacar a presença das faixas Urge e Anthem, que foram originalmente lançadas no polêmico (e para alguns inaudível) Endless Nameless. Essas faixas aparecem agora, despidas de quaisquer artifícios, onde toda a beleza de suas melodias podem ser admirada, sem nenhuma contra indicação. Com uma biografia apaixonante, de deixar qualquer um de queixo caído, tamanho os altos e baixos que já passaram, o The Wildhearts é uma banda que soube se reinventar muito bem durante os últimos 30 anos. Hoje, desponta como uma das melhores bandas de rock da atualidade. 30 Year itch, lançado oficialmente na sexta-feira (4), nada mais é que a confirmação de tudo isso.
Duelo de gigantes: Trolls 2 nos cinemas, Mulan no Disney+

A disputa do streaming contra o cinema ganhou mais um capítulo importante. Nesta quinta-feira (3), a animação Trolls 2 chega aos principais cinemas, enquanto o live-action de Mulan é a atração da plataforma Disney+ amanhã. Anteriormente, as duas produções foram apresentadas como estrelas da Universal e Disney, respectivamente, na CCXP 2019. Agora, exatamente um ano depois, elas rivalizam pela atenção do público. Cada uma em sua plataforma. Muita coisa mudou no mundo desde a última CCXP, ambos os filmes já vazaram para o público em sites de torrent, mas a expectativa ainda é muito grande. Trolls 2 é mais indicado para as crianças, mas funciona muito bem pela trilha nostálgica também. Fato esse que pode agradar os pais. O live-action de Mulan é mais denso, mas as belas imagens e coreografias podem alcançar outros públicos. Mas vamos aos filmes. Primeiramente, o início de Trolls 2 é um medley com várias músicas marcantes adaptadas ao universo dos personagens. A lista inclui Cindy Lauper, Scorpions, Ozzy Osbourne, Daft Punk, Justin Timberlake (que também interpreta novamente o Tronco), entre tantos outros. Impossível um começo tão apaixonante como esse não prender a sua atenção. Posteriormente, Poppy (Anna Kendrick), a líder dos trolls, descobre que existem outros mundos, cada um com um gênero musical diferente, como rock, funk, tecno, clássico e até sertanejo. Quando surge uma ameaça inesperada, ela e seus amigos terão de unir todos os trolls para salvar o mundo da música. Trolls 2 consegue ser ainda mais interessante que o primeiro filme, lançado há quatro anos. Mulan Quem assistiu a animação e chega com a nostalgia lá em cima, pode ficar um pouco decepcionado com o live-action. Remake mais caro da Disney, Mulan perdeu todo o humor do desenho, deixando personagens icônicos como o dragão Mushu e o grilo da sorte fora da história. Todavia, as músicas também são ausências sentidas. No entanto, se você assistir Mulan sem a expectativa por encontrar uma cópia perfeita da animação, pode ter boas surpresas. O filme é uma linda homenagem à cultura chinesa, baseia-se na lenda de Mulan. Além disso, as imagens são lindas, tal como as cenas de combate, muito bem coreografadas. Também é importante ressaltar que a mensagem feminista de Mulan ficou ainda mais evidente no live-action. Na animação, a personagem já era uma pessoa muito à frente do seu tempo. Legal que ampliaram isso no live-action. Hua Mulan (Liu Yifei) é a filha mais velha de um honrado guerreiro. Quando o Imperador da China emite um decreto que um homem de cada família deve servir no exército imperial, Mulan decide tomar o lugar de seu pai, que está doente. Posteriormente, assumindo a identidade de Hua Jun, ela se disfarça de homem para combater os invasores que estão atacando sua nação.
Crítica | 10 Horas Para o Natal – filme natalino com DNA nacional

Filmes de Natal sempre foram bem recebidos pelo público brasileiro. Mas a produção local de comédias natalinas não é tão forte quanto nos Estados Unidos. No entanto, 10 Horas Para o Natal chega aos cinemas nesta quinta-feira (3) justamente para mudar esse cenário. Em 10 Horas Para o Natal, Marcos Henrique (Luis Lobianco) é pai de Julia, de 11 anos (Giulia Benite), Miguel, de 9 (Pedro Miranda), e Bia, de 7 (Lorena Queiroz), três crianças espertas e apaixonadas pelas festas de fim de ano da família Silva. Divertido e engraçado, Marcos Henrique é ex-marido de Sônia (Karina Ramil), médica obstetra que está sempre reclamando do seu jeito preguiçoso. Inconformados com as noites de Natal sem graça que passam na casa da tia desde que os pais se separaram, os irmãos bolam um plano para tentar reunir os pais nas festas de fim de ano. Mas para isso eles terão que organizar eles mesmos o Natal da família e ainda enfrentar um vilão, que está contra eles e não perdoa nem criancinhas: o tempo. É que só faltam 10 horas para o Natal! O trio, que vive brigando por tudo, percebe que vai ter que se unir se quiser fazer o plano dar certo. Eles então decretam uma trégua e partem sozinhos para a rua mais movimentada de São Paulo, a 25 de Março, considerada o maior centro comercial a céu aberto da América Latina. Referências natalinas Muitas referências são evidentes no longa. Na hora que Marcos Henrique e os filhos vão comprar o patins voador, por exemplo, a luta com os outros clientes da loja lembra bastante Um Herói de Brinquedo (1996), com Arnold Schwarzenegger, no qual o ex-governador da Califórnia interpreta um pai desesperado em busca do boneco Turbo-Man. A relação de Julia, a filha mais velha, com um morador de rua nos remete ao clássico Esqueceram de Mim. Vai dizer que não lembrou da encantadora de pombos? E, quem tiver uma boa bagagem de filmes natalinos, certamente encontrará muito mais. O roteiro de Bia Crespo e Flávia Guimarães, no entanto, não é apenas uma homenagem aos clássicos de Natal. A obra consegue entreter, divertir e ser original, principalmente no que se refere aos desfechos. Que 10 Horas Para o Natal estimule mais a produção de outros filmes natalinos no Brasil. Temos demanda grande e sabemos produzir muito bem nesse gênero. Está aí um bom exemplo.
Mundo Segundo Jeff Goldblum é boa pedida no Disney+

Muita gente correu para os clássicos quando o Disney+ chegou ao Brasil, mas vale ficar de olho em algumas produções não tão badaladas. Me refiro, principalmente, ao catálogo da National Geographic. É lá que está a docussérie Mundo Segundo Jeff Goldblum. Em resumo, o ator, famoso por seus papéis nas franquias Jurassic Park e Thor, nos leva num passeio divertido, sempre com convidados especiais. Em cada episódio, ele explora um objeto aparentemente comum para descobrir um mundo de conexões incríveis e fascinantes entre a ciência e a história. Tênis, sorvete, café e cosméticos são apenas alguns exemplos dos temas. Jeff Goldblum descobre como até as coisas mais simples têm histórias incríveis e às vezes caprichosas. Através do prisma da mente curiosa e espirituosa do ator, nada é o que parece. Essas “maravilhas modernas” são tão comuns que muitas vezes as consideramos certas, mas Goldblum não. Tênis e sorvete com Jeff Goldblum No primeiro episódio, por exemplo, enquanto conta a origem do tênis, o ator visita uma feira de calçados para colecionadores. Encontra e fica surpreso com os preços. As pessoas pagam entre US$ 6 mil e US$ 32 mil em um par raro. Já no segundo episódio, Goldblum viaja pelos Estados Unidos para aprender tudo que está ao seu alcance sobre sorvete. Em uma de suas andanças, ele encontra os empresários Ben Cohen e Jerry Greenfield, criadores da gigante dos sorvetes Ben & Jerry’s. O diálogo entre os três é bem divertido e traz informações curiosas sobre a empresa. “Ao invés de raspas de chocolate, optamos por pedaços porque assim fica com gosto”, explica Cohen. O empresário revela ainda que por ser portador de anosmia (perda do olfato e paladar), o sabor forte era essencial. Posteriormente, Goldblum ainda explora uma floresta no Oregon, na qual vai atrás de ingredientes especiais para criar um sorvete. Nos demais episódios, o astro de Hollywood ainda explora temas bem interessantes, como tatuagem, jeans, churrasco, jogos, bicicletas, trailers, café, cosméticos, piscinas e jóias. Para quem quer fugir dos clássicos da Disney, Marvel e Pixar, por enquanto, essa produção da National Geographic é uma ótima pedida. Traz conhecimento, diverte e funciona para a família toda.
Crítica | Crônicas de Natal 2 – o queridinho entre os natalinos

Nos anos 1990, Esqueceram de Mim (1990) e Esqueceram de Mim 2 – Perdido em Nova Iorque (1992) foram dois dos filmes mais marcantes de Natal. Não importa a idade, você certamente assistiu Macaulay Culkin preparando armadilhas para caçar os ladrões que tentavam invadir sua casa, enquanto os pais viajavam com o restante dos parentes. Agora, 30 anos depois, Crônicas de Natal, da Netflix, se consolida como o filme favorito das festas de fim de ano. O segundo longa da franquia chegou ontem ao Netflix, dois anos após a estreia do primeiro. E o curioso é que Esqueceram de Mim e Crônicas de Natal foram dirigidos pela mesma pessoa, o incrível Chris Columbus. Antes que reclamem, não estou comparando as duas franquias. São épocas diferentes, enredos distintos, mas ambos muito bem dirigidos por Columbus. Nenhuma novidade, claro. Entenda a franquia Crônicas de Natal No primeiro filme, os irmãos Kate (Darby Camp) e Teddy Pierce (Judah Lewis), determinados a flagrar o Papai Noel (Kurt Russell), decidem ligar uma câmera na noite de Natal, bem próximo da árvore. No entanto, a armadilha coloca os dois numa jornada inimaginável. Após espiar a chegada do Papai Noel, a dupla se esconde no seu trenó, causa um acidente e põe em risco o Natal de milhares de crianças. A saída deles é virar a noite trabalhando duro com o Papai Noel e seus elfos para salvar o Natal antes que seja tarde demais. O segundo filme O segundo filme consegue aproveitar um novo momento na vida dos irmãos para resgatar o Papai Noel para uma segunda aventura. Tal como na cronologia da franquia, dois anos se passaram desde a jornada deles ao lado do bom velhinho. Com o elenco do primeiro longa de volta, Kate e Teddy estão em momentos diferentes. O irmão está mais maduro e deixou de ser um ladrão de carros, enquanto a irmã não é mais uma criança deslumbrada. Está na adolescência e impaciente com tudo e todos. Para complicar, Kate também não está nem um pouco feliz por passar as festas de fim de ano em Cancún, longe dos amigos. Em suma, ela não consegue nem esconder que não aceita o novo namorado da mãe, que viajou acompanhado do filho dele, Jack (Jahzir Bruno). Sem estar disposta a aceitar a nova família, Kate decide fugir. Entretanto, um vilão misterioso aparece e pode colocar o Natal de outras milhares de criança em risco. Para evitar que isso aconteça, Kate e Jack precisam enfrentar mais uma grande jornada com o Papai Noel. Se já não bastasse o elenco divertido e funcional, o segundo filme também traz a participação de Goldie Hawn. Crônicas de Natal pode até não ter o mesmo apelo ou popularidade que Esqueceram de Mim, mas certamente já é o favorito entre os filmes de Natal na atualidade. Assista!
A corrente continua: AC/DC empolga com o álbum Power Up

Em um reencontro com sua própria história, o AC/DC voltou aos estúdios. E não só retornou, como gravou mais um álbum, o 17º da carreira da banda. Você pode enxergar Power Up de duas formas: mais do mesmo, porque o estilo do grupo não mudou; ou que bom!, eles continuam os mesmos. É isso. O que importa para a comunidade roqueira é a volta desses caras que amplificaram a sonoridade do blues numa mescla bem sacolejada de rock ‘n’ roll e deboche. Não cometeram qualquer blasfêmia, apenas energizaram em altas cargas a sua raiz. O AC/DC já havia passado por histórias dramáticas demais para um encerramento sem adeus. Era como deixar a casa onde esteve por toda a vida e, simplesmente, desaparecesse. Definitivamente, não. E nada como ter aquele moleque que entrou na banda porque era irmão do criador, mesmo que uns torcessem o nariz no começo. “Como assim, colocar esse garoto ainda em fase escolar?”. Malcolm Young foi o cara que gestou o AC/DC na efervescente Austrália dos anos 1970. O irmão, Angus, o intrometido nos ensaios da nascente banda. Mal chegava da escola, e, sem tirar o uniforme, arriscava uns solos. Pronto! Incentivado pela irmã, Margaret, ele daria o ar de adolescente rebelde ao quinteto. Se Malcolm era o coração do AC/DC, Angus se converteu nas veias expostas. E de adolescente que permaneceu no grupo por imposição do irmão transformou-se na vitrina viva e debochada da trupe. Mesmo com o não menos fantástico Bon Scott, com seu jeitão de roqueiro “clássico”. A vida na banda foi, disco a após disco, ganhando o público até tornar-se gigante na cena musical desde aquele inesquecível 1973. Dramas em Power Up Com o mundo conquistado, a esteira de fatos trágicos também acompanhou a entourage. A começar pela morte estúpida de Bon, alcoolizado dentro de um carro numa rua qualquer de Londres, em fevereiro de 1980. Quase foi o fim, não tivesse a disposição de continuar e a aparição de um sujeito de cabelos crespos, boina e voz rouca. Brian Johnson, em nada parecido com o ex-vocalista, assumiu o microfone e corroborou a ascensão do AC/DC. Não vale, aqui, fazer comparações entre um e outro. Os dois deram magnitude ao grupo, meio escocês, australiano e inglês. Temperos de nacionalidades que só alargaram o alcance da banda. Depois, vieram os dramas do baterista Phill Rudd, envolvido com drogas e a Justiça, a redução da capacidade auditiva de Brian e a morte de Malcolm – antes, já tinha deixado a banda por problemas de demência. Apesar dos fortes abalos, Angus não deixou a peteca cair. Trouxe Axl Rose para o lugar de Brian a fim de dar sequência à turnê Rock Or Bust, algo que parte dos fãs até hoje não assimilou. Cliff Williams, baixista, já havia anunciado sua aposentadoria. Brian parecia não mais apto a tirar as mesmas notas altas e se mostrava obediente à ordem médica, para não comprometer em definitivo sua audição. Sim, ressentia-se da suprema ausência de Malcolm para pôr ordem na casa. Angus segura a bronca Nada disso. Angus, aquele que entrou por “capricho” do irmão mais velho, segurou a onda. Conseguiu o que muita gente já não esperava mais: trazer de volta Phill, Cliff e Brian. E a guitarra rítmica? Sim, também, com o sangue dos Young: Stevie, sobrinho de Angus e Malcolm, assumiria o posto, coisa que já havia feito em outras ocasiões. A fecundação fez efeito, gestando Power Up, com a produção do experiente Brendan O’Brien – já havia trabalhado nos álbuns Black Ice e Rock Or Bust. Agora, a notícia que milhões de fãs esperam com ansiedade incontrolável: o retorno aos palcos. Se ocorrer, nestes tempos de incertezas e pandemia, é bom que a vacina já esteja fazendo efeito. Sim, porque será difícil segurar uma massa ansiosa e com crise de abstinência pelo velho e adorável rock ‘n’ roll do AC/DC.
Crítica | Alex Rider – temporada 1

A chegada da Disney+ ao Brasil, na última terça-feira, colocou ainda mais fogo na disputa pelo topo das plataformas de streaming. A Netflix se mantém firme e forte na liderança mundial, mas sabe que tem uma concorrente de peso. A Amazon Prime Video, que oferece a mensalidade mais barata das três, no entanto, não deixa por menos. Segue fortalecendo sua base. E a prova mais recente disso é a série Alex Rider, produção de espionagem baseada em Point Blanc, segundo romance da franquia literária de Anthony Horowitz. Produzida pela Eleventh Hour Films e Sony Pictures Television, que também é a distribuidora mundial, a série conta com Otto Farrant como Alex Rider, um adolescente de Londres que, sem saber, foi treinado desde a infância para fazer parte do perigoso mundo da espionagem. Pressionado para ajudar a investigar a morte de seu tio e como ela se conecta ao assassinato de dois bilionários de alto nível, Alex relutantemente assume uma nova identidade e se disfarça em um internato remoto chamado Point Blanc. Isolado bem acima da linha da neve nos Alpes franceses, Point Blanc afirma colocar os filhos adolescentes problemáticos dos ultra-ricos de volta no caminho certo. À medida que Alex se aprofunda em sua investigação, descobre que os estudantes são, de fato, objetos de um plano perturbador que ele terá que arriscar sua vida para parar. Público alvo de Alex Rider A série vai funcionar muito bem para os fãs de Kingsman, franquia de filmes baseada na série de quadrinhos de Dave Gibbons e Mark Millar. Aliás, tem muitas cenas de perseguição, lutas e um enredo que se desenvolve muito bem. Não desanime se o primeiro episódio não empolgar muito, o que vem na sequência certamente vai prender sua atenção até o fim. É série para ver com a família ao lado. São oito episódios com duração média de 45 minutos. E ainda tem como extra uma trilha sonora muito apropriada. Em resumo, Jake Bugg, Cage the Elephant, The Vaccines, IDLES, entre outras gratas revelações do cenário britânico. Em tempo, vale destacar que a segunda temporada já está confirmada. Deve iniciar as gravações entre fevereiro e março, conforme antecipado pelo site Cine Pop. Além de Farrant, Alex Rider traz Stephen Dillane como Alan Blunt, Vicky McClure como Mrs. Jones, Brenock O’Connor como Tom Harris, Ronkẹ Adékọluẹ́jọ́ como Jack Starbright, Ace Bhatti como Crawley, Marli Siu como Kyra, Nyasha Hatendi como Smithers e Andrew Buchan como Ian Rider.