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Black Pantera celebra Dia da Consciência Negra com single Legado

Definitivamente 2022 foi o ano que consolidou o Black Pantera como uma das grandes bandas de rock da atualidade. Além da potência do som do trio mineiro, eles trazem mensagens anti-racistas fazendo dessa sua bandeira. No início do ano lançaram o sensacional Ascensão (Deck), depois se apresentaram no Rock in Rio, no festival Primavera Sound e já estão confirmados no Lollapalooza 2023. Também foram indicados a Melhor Grupo do Ano no Prêmio Multishow. Para comemorar tudo isso, reafirmar sua arte e seu lugar no mundo, o Black Pantera gravou uma música especialmente para o Dia da Consciência Negra. Legado é uma música que fala de orgulho, principalmente o que a banda tem vivido nos últimos tempos. O refrão diz “Vem ver seus filhos cantando nossos hinos”. “Esperamos que as coisas mudem para as novas gerações, né? Queremos fazer essa galera entender que o preconceito existe e que é preciso combatê-lo, e que a gente faz isso através da nossa música e tem conseguido trazer muitas pessoas para a causa”, declarou o baixista Chaene da Gama. “A música também fala da colonização e da usurpação da cultura negra pelos europeus. É uma letra forte, que combina com o mês da consciência negra, embora a gente seja consciência negra todos os dias”, finaliza.
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Primavera Sound: saiba o que funcionou ou não no festival

A primeira edição brasileira do Primavera Sound chegou ao fim no último domingo (6), com um saldo muito positivo. Curadoria cuidadosa, divisão de palcos e horários muito boa, além de uma programação paralela de tirar o fôlego. Confira abaixo o que funcionou ou não. FUNCIONOU 1 – Headliners de pesoDifícil falar quem é headliner em um lineup tão recheado de nomes de peso. Mas Björk, Arctic Monkeys, Travis Scott, Lorde, Charli XCX, Mitski e Phoebe Bridgers, só para citar alguns, mostraram que a primeira edição teve uma curadoria impecável. E, no palco, todos corresponderam às expectativas. 2 – Mix de artistas brasileirosDe L7nnon a Amaro Freitas, de Hermeto Pascoal a Tasha & Tracie, passando por Tim Bernardes, Terno Rei e Medulla. Sim, a primeira edição do Primavera Sound contou com tudo isso. E tudo correu da melhor forma possível. Todas as apresentações contaram com forte apoio do público. E o melhor exemplo disso foi o show de L7nnon logo após o Arctic Monkeys, ambos no Palco Beck’s. Quem achou que a pista ficaria vazia, se surpreendeu com o que viu. 3 – Seleção espanholaConfesso não ser o maior especialista em música espanhola, apesar de morrer de amores por Hinds e Wake Up, Candela. Mas Amaia, Carolina Durante e Los Planetas saíram do festival com uma base de fãs ainda maior. Eu fui um deles. Que mantenham isso nas próximas edições. O intercâmbio foi um golaço da curadoria. 4 – Horários estendidosUm festival tão grande dividido em apenas dois dias? Isso não foi problema para o Primavera Sound, principalmente pela agenda estendida, que invadiu a madrugada nos dois dias. Quem ficou até o fim, conseguiu assistir shows incríveis como Charli XCX, Boy Harsher, Father John Misty e Beach House. Ou seja, valeu demais madrugar. 5 – Primavera na CidadeSe a programação principal do festival foi de encher os olhos, o que dizer do Primavera na Cidade? Palácio das Convenções do Anhembi, Cine Joia e Audio receberam dezenas de shows de alto nível. Só para citar três lineups diários, destaco: Bebé, Amaia, Juçara Marçal, Céu e Liniker no Palácio das Convenções do Anhembi; Molho Negro, Black Pantera, Crypta, Ratos de Porão e Dead Fish na Audio; Gab Ferreira, Brvnks, Ana Frango Elétrico, Deekapz e Vhoor, no Cine Joia. 6 – Ocupação totalO Primavera Sound foi o primeiro festival de música a ocupar a totalidade dos quase 400 mil metros quadrados do Distrito Anhembi. Sim, aproveitou toda a área para construir seus cinco palcos, praça de alimentação, entre outras atrações. NÃO FUNCIONOU 1 – Palco Beck’sO Palco Beck’s foi alvo do maior número de reclamações dos fãs. O motivo? A quantidade de árvores tapando a visão do público. Confesso que só fui me dar conta disso após publicações nas redes sociais. Como cheguei cedo no sábado e fiquei com foco na programação do Palco Beck’s, estava muito próximo ao stage. Tive a melhor visão possível dos shows. Mas quem fez a rota de migrar de um palco para o outro ao longo do dia, sofreu uma grande decepção na hora do Arctic Monkeys. O espaço destinado para esse palco é muito bom, mas talvez seja mais interessante deixar para shows mais intimistas. 2 – Rota entre os palcosApesar de uma grande pista conectando um palco ao outro, o deslocamento ficava prejudicado ao término de shows maiores. Ou seja, quem assistiu Arctic Monkeys certamente perdeu boa parte do Beach House, que se apresentou no Palco Primavera, do outro lado do Distrito Anhembi. O trânsito era muito intenso nesse horário. 3 – Transmissão via TikTokA ideia de transmitir o festival por uma rede social tão popular como o TikTok seria um grande acerto não fosse a instabilidade no sinal, a falta de divulgação prévia das atrações que seriam transmitidas, além do bloqueio de alguns nomes. Claro que o último ponto não tem a ver com a produção. O mesmo acontece com o Multishow em outros festivais.
Na véspera do aniversário, Lorde celebra o amor com show vibrante em SP

Na véspera de seu aniversário de 27 anos, Lorde mostrou mais uma vez, em São Paulo, que é uma artista em pleno desenvolvimento. Atração de destaque do Palco Primavera, neste domingo (6), a cantora neozelandesa estava ainda mais desenvolta e com um cenário grandioso na comparação com suas duas primeiras vindas ao Brasil, no Lollapalooza 2014 e Popload Festival 2018. Uma coisa não mudou: as canções seguem consistentes e o jeitinho quase confidente, de conversar abertamente com os fãs sobre particularidades da vida, continua ativo. Em determinado momento do show, Lorde chegou a falar sobre o início da carreira, quando era uma menina apenas. Em resumo, cantora estourou mundialmente com 16 anos e veio ao Brasil pela primeira vez aos 17. “Eu sou do outro lado do mundo e vocês estão cantando músicas de quando era adolescente de volta para mim. Nós somos os estranhos, os que passam do ponto, os que pensam demais, os que variam de humor”, disse. “E vocês são as pessoas que mais escutam minha música”. Divulgando o terceiro álbum de estúdio, Solar Power, cuja tônica é de um som mais orgânico e de contemplação e amor à natureza, Lorde apresentou um repertório muito equilibrado, com seis faixas de Melodrama (2017), cinco do Solar Power (2021) e outras quatro de Pure Heroine (2013). Lorde lulista Tal como em 2018, Lorde estava vestida de vermelho da cabeça aos pés. No entanto, dessa vez foi mais incisiva para falar do figurino: “o vermelho é uma cor bem apropriada, combina com esse país lindo”. “Duas coisas muito interessantes aconteceram no Brasil na última semana. Bom, vocês conseguiram um presidente novo e colocaram uma música minha de dez anos atrás em primeiro lugar no iTunes porque queriam que eu a tocasse”, disse em referência a Bravado, tocada pela primeira vez na atual turnê. Para quem acompanha a cantora nas redes, o recado foi claro. No último domingo (30), logo após o término da apuração das Eleições, Lorde postou nos stories: “Tão animada e honrada por estar com vocês neste momento. Lula! Obrigado! Deus”. Após comemorar a vitória do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva, Lorde compartilhou, em um e-mail que envia para os fãs, um recado um tanto quanto intenso para Jair Bolsonaro: “Vai se fuder Bolsonaro e boa viagem”, escreveu no final do texto. Surpresas no repertório de Lorde Falando sobre o repertório, que reuniu hits como Liability, Royals, Green Light, entre outros, Lorde trouxe duas surpresas para os fãs. A primeira foi logo no início do show, quando chamou Phoebe Bridgers, que havia terminado o show há pouco, para cantar Stoned at the Nail Salon. “Essa música provavelmente não existiria sem essa pessoa”, disse. Posteriormente, Lorde cantou Bravado, canção do primeiro álbum, que não havia sido tocada ainda na atual turnê. A faixa, aliás, roubou o lugar de dois hits fortes do mesmo disco, Team e Tennis Court, que ficaram de fora. Por fim, Solar Power deu números finais ao show, que contou com apoio intenso do público do início ao fim. Haja disposição agora para correr até o outro palco e ver Travis Scott, no Palco Beck’s