Crítica | Fortitude – Gojira

Duas décadas após a estréia com Terra Incognita, os frances do Gojira já rodaram o mundo nos festivais mais importantes do metal mundial (inclusive o nosso Rock In Rio), além de ter criado uma abordagem bem peculiar de tocar o seu metal, que consiste num original híbrido de death metal com progressivo, além de doses generosas de groove. Alguns fãs mais antigos opinam que a banda tem caprichado mais no prog do que no death, e ao analisar seus dois últimos álbuns, é difícil discordar disso. Mas o som não está menos pesado, se é isso que você está pensando. Fortitude, novo álbum da banda, confirma a tese. O Gojira sempre misturou breakdowns, refrãos viajantes e muitas partes atmosféricas, e Fortitude está recheado com essas características. Amazonia, primeiro single do álbum, aborda problemas ambientas que a Floresta Amazônica sofre, e soa incrivelmente como o Sepultura da fase Chaos A.D e Roots, ouça para crer. E é uma faixa densa, pesada, atmosférica, uma das melhores da carreria do Gojira. Outra que também lembra o nosso glorioso quarteto mineiro é a faixa de abertura, Born For One Thing, que o ouvinte chega a jurar que Max Cavalera vai entrar cantando em qualquer momento. Variedade Mas nem só disso vive Fortitude. O guitarrista/vocalista Joe Duplantier capricha na sua forma de impor a voz, fazendo dos refrãos do álbum verdadeiros mantras. E ao deixar o álbum correr, vamos encontrando mais faixas que sintonizam perfeitamente o que é o Gojira, como Another World, New Found e The Chant, que não encontrarão dificuldade alguma em fazer a mente dos fãs da banda, que não são poucos. As influências de Metallica e Morbid Angel também estão lá, intactas. Mesmo não sendo mais tão death metal como nos dois primeiros álbuns, o Gojira ainda é uma força do metal mundial, e Fortitude um dos melhores trabalhos de sua carreira. FortitudeAno de Lançamento: 2021Gravadora: Roadrunner RecordsGênero: Death Metal/Metal Progressivo/Groove Metal Faixas:1-Born For One Thing2-Amazonia3-Another World4-Hold On5-New Found6-Fortitude7-The Chant8-Sphinx9-Into The Storm10-The Trails11-Grind

Crítica | Psychotic Disorders – Hierarchical Punishment

Em uma época de caos e incertezas, os amantes do som extremo estão tendo uma verdadeira bênção (ainda que infernal) com diversos lançamentos do estilo. Aqui em nossa barulhenta coluna são diversos lançamentos sendo dissecados, e todos obrigatórios aos bangers. E dessa feita temos os santistas do Hierarchical Punishment, que acabam de lançar Psychotic Disorders, nova pedrada do quinteto que desde 1994 executa um death metal tão violento que descamba para o grindcore em diversos momentos. A formação atual conta com o guitarrista e fundador Grell, além de Morto (guitarra), Luiz Carlos Louzada (bateria), Alexandre Martins (baixo) e Arthur Mendes (voz), um time muito competente de músicos! Vale lembrar que o grupo tem o no currículo o álbum Humanity Walks This Way (2014), além de diversas participações em coletâneas, tributos e etc. Ou seja, o Hierarchical Punishment tem seu nome já fincado no hall do metal extremo brasileiro. Psychotic Disorders reúne tudo que o grupo fez nesses anos de podreira, um tiro perfeito para fãs do gênero mais brutal do planeta. As guitarras estão distorcidas e graves, com timbragem perfeita para a proposta do Hierarchical. Mérito para Grell, que sempre foi a mente criativa por trás da massa sonora da banda. Louzada na bateria O velho conhecido Louzada troca o microfone pelas baquetas e não economiza em viradas rápidas e blastbeats insanos, sendo acompanhado pelas cordas gordas de Alexandre Martins. Já Arthur, que também possui passagem por outras bandas da Baixada Santista, é dono de um gutural doentio e agressivo, moendo a garganta ao longo das doze faixas do álbum. E por falar em faixas, experimente Angels And Demons, Escape The Fate, The Darkness, Madness, Moment of Truth e Emotional Evisceration e confira todas as características do Hierarchical Punishment. Hail! Psychotic DisordersAno de Lançamento: 2021Gravadora: Tales From The Chaos RecordsGênero: Death Metal/Grindcore Faixas:1-Don´t Look Back2-Escape The Fate3-Angels And Demons4-Emotional Evisceration5-The Darkness6-Human Nature7-The Choice8-Madness9-Moment of Truth10-Road11-Memories12-Turning Point

Entrevista | Charlie Starr (Blackberry Smoke) – “O sul que eu cresci tem uma bela cultura”

A região Sul dos Estados Unidos historicamente é lembrada pelo modelo da grande propriedade de terras e da monocultura. Ao contrário do que vigorou no Norte, o trabalho escravo com negros prevaleceu por lá. E isso explica muito da desigualdade presente na terra de republicanos e democratas até hoje. No entanto, a música sempre foi um fator muito positivo. O Blackberry Smoke chama a atenção para isso com o recém lançado álbum You Hear Georgia. Celebrando seu vigésimo aniversário como grupo este ano, Blackberry Smoke continua a incorporar o rico legado musical da Geórgia com sua nova gravação, honrando o povo, os lugares e os sons de seu estado natal. Com a parceria do produtor Dave Cobb (Chris Stapleton), amigo de Geórgia, You Hear Georgia faz homenagem ao profundo respeito da banda por suas raízes. “Não é muito sobre amar a Georgia, mas sobre a opinião que as pessoas têm de quem é do Sul dos EUA. É uma música feita para que as pessoas nos entendam. Nós amamos Georgia, tanto que nunca pensamos em mudar para Los Angeles ou Nova York. O Sul que cresci tem uma bela cultura, ótimas música, uma comida muito boa e pessoas incríveis”, comenta o vocalista e guitarrista Charlie Starr. “Não julgue um livro pela capa. Você não pode acreditar em tudo que lê. Essa é a mensagem da música”. Charlie Starr, vocalista e guitarrista do Blackberry Smoke Sem problemas com rótulos Questionado se o rótulo de southern rock incomoda, Starr disse não ter problemas em receber rótulos. “Eu não acho que isso nos incomode. Poder colocar rótulos nas coisas parece deixar as pessoas mais confortáveis para entender conceitos. Isso não incomoda a gente, ainda mais se as pessoas nos colocam como uma banda de southern rock por sermos livres. Porque todas as bandas do Sul, dos anos 1970, eram completamente diferentes, mas sempre livres em seus estilos”. O vocalista conta que o álbum é “sobre a vida”. Starr cita o single Ain’t The Same como uma das histórias marcantes transformadas em canções. “Essa é muito especial. É inspirada em um amigo meu que sofre de estresse pós-traumático. Ele passou por coisas muito difíceis, e isso me fez refletir sobre como ele enfrentou os problemas. E eu sei que muitas pessoas passam por isso, mas não conseguem ajuda e precisam tentar lidar sozinhos com os problemas. Ainda bem que existem muitas organizações que ajudam soldados que sofrem com isso. Foi daí que veio a ideia da música”. Diferentemente de muitas bandas, o Blackberry Smoke não teve grandes empecilhos para manter a produção intacta durante a pandemia. “Nós decidimos gravar em um local onde todos fossem se sentir confortáveis. E fizemos isso em um estúdio em Nashville. Foi bem tranquilo manter o distanciamento um do outro”. Sem Brasil, mas com shows nos EUA Agora, com a situação da pandemia já controlada no país, Starr celebra a possibilidade de excursionar pelos Estados Unidos. “Isso vai ser um desafio, mas nós temos feito shows. Estamos tocando em diversos estados dos EUA que já estão liberados. Muitas pessoas estão sendo vacinadas, os números estão caindo, e os públicos vão aumentando”. Starr, que cita Exile On Main St, do Rolling Stones, Physical Graffiti, do Led Zeppelin, e Rocks, do Aerosmith, como os grandes álbuns de sua vida, afirma que gosta de ir atrás de artistas novos. “Gosto bastante das novas coisas, mas não curto pop. Um dos artistas que costumo ouvir é Jason Isbell. É difícil dizer, porque tem muita música nova que não me chama atenção, mas meus filhos adoram. Eu amo música boa”. Muito mais do que uma banda de rock, o Blackberry Smoke também mantém uma pegada social ao longo da carreira. Em resumo, a banda arrecadou cerca de US$500 mil em prol de pesquisas sobre câncer infantil. “É importante ajudar quando se pode, não importa quem você seja. Nos encontramos em uma posição em que podemos ajudar. Tem uma organização de caridade que nós ajudamos, que trabalha com pesquisa para cuidar de crianças com câncer. A ideia veio de um membro da banda, que enfrentou uma situação dessas com a filha. E todos da banda entenderam que era uma boa causa, então passamos a doar o dinheiro que ganhamos com nosso meet and greet ao longo dos anos para essa instituição”. *Entrevista, transcrição e texto por Caíque Stiva e Lucas Krempel

Banda santista Caiçara Clã lança álbum de estreia; ouça!

A banda santista Caiçara Clã, formada por Mazzi (guitarra e voz), Bruno Graveto (bateria), Serjones “BIG” (baixo) e DJ Julius (scratch/samples), lançou na sexta-feira (28), o homônimo álbum, o primeiro da carreira. Com produção musical de Felipe Vassão, Bruno Graveto e Mazzi, o trabalho traz oito faixas inéditas. Em resumo são The Intro; Revendo Conceitos, Fazendo Histórias; Entre Filosofias e Escritas; A Brisa, a Onda e o Tempo; Despressurize, Os Verdadeiros se Atraem; Arte Inacabada e Um bom Lugar. Aliás, as letras trazem conteúdos de fácil identificação, com uma linguagem simples e verdadeira, além de um instrumental intenso que varia do hardcore melódico ao alternativo e algumas texturas eletrônicas e samples. “Inicialmente, mostrei alguns rascunhos para o Graveto. Já tinha alguns trechos escritos e os outros fomos compondo no decorrer das gravações e, por isso, foi bem espontâneo e natural. As músicas para o disco foram escolhidas conforme o momento vivido, trazendo questões atuais e reflexões pessoais”, diz Mazzi, vocalista e guitarrista. Ex-baterista do Charlie Brown Jr e The Bombers, Bruno Graveto conta que este é o primeiro trabalho dessa união de músicos. “Mazzi é um músico conhecido da cena musical da Baixada Santista e São Paulo e este é o primeiro trabalho autoral dele. Tocamos juntos tempos atrás e esse lado dele compositor ainda não conhecia. Fizemos uma reunião em casa, ele mostrou as músicas e achei muito interessante. Além da nossa amizade, parceria e confiança que temos um no outro, gostei muito da ideia dele e optei por produzir e gravar as bateras, o que veio a se tornar o primeiro disco do Caiçara Clã”, declara o baterista e produtor. Vertentes distintas Para DJ Julius, participar do projeto foi gratificante. Em suma, foi uma mudança de praia para o artista. “Sou do hip hop e foi algo novo participar de um projeto de rock. Aposto que quem ouvir vai gostar também e será algo novo na cidade”, comenta. Enquanto o contrabaixista Serjones “BIG” conta que já era fã do trabalho dos outros músicos e que para ele é uma honra fazer parte da banda. “Sempre tive vontade de fazer algo autoral e nesse projeto tive a oportunidade de reviver um sonho muito antigo. Estou contente com o resultado final, que superou as nossas expectativas. É o bom e velho rock ‘n’ roll com toque caiçara”, complementa.

Monstro Discos lança crowdfunding para viabilizar festival online

Impossibilitada há mais de 400 dias de promover eventos como o Goiânia Noise Festival ou o mensal Cidade Rock, em decorrência da pandemia, a Monstro Discos resolveu apostar num financiamento coletivo para viabilizar um festival online. O Goiânia Rock City 2021 será entre os dias 16 e 18 de julho. Em resumo, reunirá cerca de 12 bandas em shows transmitidos ao vivo, direto do Martim Cererê. O objetivo é manter a cena rock viva e ainda ajudar os artistas e fornecedores, bem como dar diversão ao público. O evento marca ainda o lançamento de mais uma edição da coletânea Goiânia Rock City, que a gravadora goiana tem lançado desde 2005. Dessa vez a compilação reúne 14 bandas goianas. Entre elas estão Black Drawing Chalks, Riso do Abismo, Desert Crows, Bad Distortion, Blowdrivers, Rural Killers e Burning Rage. Aliás, a grande novidade é também o formato dessa edição. Em suma, vem em uma charmosa e clássica fita K7, que tem voltado a despertar interesse entre os amantes de música. Histórico do Goiânia Rock City O projeto Goiânia Rock City, da Monstro Discos, começou em 2005. Na época, o selo lançou um CD que apresentava Réu e Condenado, Valentina, The Rockefellers, Vó Delmira, Shakemakers, Seven, Johnny Suxxx e Sangue Seco. Logo depois, em 2008, saiu a segunda edição da coletânea com Black Drawing Chalks, Bang Bang Babies, Hellbenders, Diego de Moraes, Motherfish, Mugo, Señores. Posteriormente, a terceira edição (2015) trouxe The Galo Power, Dry, Cherry Devil, Space Truck, Two Wolves, Damn Stoned Birds e Off a Cliff. Por fim, a quarta edição da coletânea Goiânia Rock City foi lançada em 2019, em dois CDs que reuniram 23 bandas goianas, como Rural Killers, Desert Crows, Gregor, Cabaré de Eliete, Quandefé, GASP, Melodizzy, Bad Distortion, Distorce, Blowdrivers, Black Lines, União Clandestina e muito mais. Para contribuir com a produção do festival e ainda ganhar brindes como fita K7, camisetas ou CDs das edições passadas da coletânea, basta acessar o link do Catarse e escolher o valor da sua doação.

Rolling Stones lança EP com músicas de show para 1,5 milhão de pessoas em Copacabana

A banda The Rolling Stones divulgou nesta sexta-feira (28), um EP com cinco faixas do projeto The Rolling Stones – A Bigger Bang: Live On Copacabana Beach. Ademais, o trabalho inteiro chega no dia 9 de julho. Em resumo, o trabalho tratasse de um dos maiores shows gratuitos da história. Onde o grupo inglês tocou na praia de Copacabana em fevereiro de 2006. Aproximadamente 1.5 milhão de pessoas contemplaram a apresentação. O show acabou sendo o maior destaque da turnê A Bigger Bang. “Não é que não estamos acostumados a fazer alguns dos maiores shows do mundo, mas devo dizer que o show do Rio foi excepcional”, disse Keith Richards na ocasião. As primeiras canções disponíveis do trabalho são Sympathy For The Devil, Wild Horses, You Got Me Rocking, Happy e Rough Justice. Sendo a última de um show do conjunto em Sal Lake City, em 2005, que também estará presente na edição deluxe.

Tubarão MC: destaque em batalhas de rima, é um rapper para ficar de olho

Carlos Daniel Santiago Ferreira, o Tubarão MC, de 20 anos, oriundo de Praia Grande, já disputou mais de 400 batalhas de rima e tem ganhado notoriedade na cena do rap. É conhecido por suas rimas inteligentes e trocadilhos quando está mandando um freestyle. Inclusive vários vídeos na internet compilam seus melhores momentos. Pra completar, o MC é o único da Baixada Santista a ganhar duas batalhas: do Museu e da Aldeia, que tem relevância a nível nacional. Em seu portfólio, destaca-se vencedor da Batalha do Museu, em Brasília, Batalha da Aldeia, por duas vezes, além de ser vice-campeão do estadual, o Circuito Paulista de Batalha de MCs, dentre tantas outras conquistas.  Grande parceria O rapper já rimou com nomes conhecidos das batalhas, um deles é o Kant, com quem fez um feat neste ano. O clipe Nada Pacífico tem mais de 280 mil visualizações no YouTube e foi possível graças a parceria da Batalha do Líbano e a Batalha013.  “Eu já conhecia o Kant das batalhas. Além das rimas, é alguém que eu gosto muito. A gente começou a pegar uma amizade. Em 2020, me convidaram para participar da Batalha do Líbano, que é de Barueri, de onde o Kant é e ele mora no bairro do Líbano. Então, eles viram que eu era o maior campeão aqui da Baixada Santista e perguntaram por que não nos juntar em uma parceria. A Batalha013, da Baixada, me apoiou e arcou com o custo. O vídeo foi lançado no canal da Batalha do Líbano. Graças a Deus abriu portas para a visibilidade”.  Tubarão MC O artista também tem singles e clipes lançados, trabalhos solos e com parcerias. Recentemente, teve o lançamento de É o RAP, é o funk, com integrantes do coletivo Labuta Hip Hop, do qual faz parte.  No início era hobby Mas nem sempre Carlos Daniel levou o rap como algo que queria pra vida. Tudo começou como um hobby em 2015, quando ele tinha 14 anos apenas. “Fazia uma rodinha de freestyle com os amigos na escola, a gente não fazia rap e sim funk. Nos reuníamos, ficávamos na ‘palma da mão’ rimando”, explica.  Em 2016, foi a sua primeira batalha de rap em Praia Grande, a Batalha Hip Hop Por Prazer, que acontecia no Boqueirão. Ele já era conhecido como Tubarão na escola, devido a um acidente na educação física, que o fez perder o dente da frente. Os amigos na época disseram que ele estava parecendo um tubarão e ele adotou o vulgo pra vida.  Apesar de gostar de rimar, ele via a pratica como um hobby. Demorou um ano para perceber que poderia ser algo a mais. “Eu fazia aos finais de semana. Só tinha três batalhas na Baixada Santista, então não ia a muitas e não era algo que pensava em levar pra vida”.  Primeiro som Quando começou a aparecer mais batalhas na região, o artista era mais frequente nos eventos. Ele ganhava algumas, e tinha casos em que a premiação era a produção e gravação de uma música. Só que Tubarão geralmente dava esse prêmio para outra pessoa, pois não tinha ainda muito interesse em fazer música.  Ele resolveu dar uma chance em 2017, quando gravou pela primeira vez a música Sentidos parte I. “A 100ª edição da Batalha da Conselheiro, em Santos, foi especial. Reuniram só MCs selecionados. Eu fui campeão nesse dia e ganhei uma produção completa com beat, gravação e tudo. Resolvi fazer, pensei ‘não custa nada’, e assim fiz meu primeiro som”. Outro patamar Dias após esse evento, Tubarão conta que a chave virou e ele começou a perceber que o hobby poderia se tornar algo mais sério. Ele disputou a regional, que acontece uma vez por ano. “Era um evento bem importante, você tem que passar nas classificatórias até chegar ao nacional. Eu acabei perdendo, mas entendi o patamar que eu poderia chegar”. Para ele, alguns mc´s importantes com quem rimou devido à relevância foi o Leozin, na época o considerava um dos melhores de São Paulo, em 2016. O Salvador, com quem rimou em 2019 no estadual, conseguindo vencê-lo, e o Kant.  O segredo das rimas Tubarão é muito conhecido pelas batalhas e a forma como constrói as rimas no freestyle. Ele conta que desde a época de escola sua matéria preferida era português, pois sempre se deu bem com as palavras. Ele tinha facilidade em fazer textos, redações, facilidade com figuras de linguagem, metáforas e por aí vai.  Quando entrou para o mundo das batalhas, começou a estudar outros assuntos. “Trocadilho, antítese, comecei a estudar mais. Também vejo batalhas de outros países, isso faz você aprender muitas coisas. Os compilados de vídeos na internet, por exemplo, não são iguais aos do Brasil. Aqui, geralmente fazem sobre as melhores rimas. Lá, eles separam por temas, tipo melhores rimas de metáforas, de trocadilhos. Eu estudo muito isso e busco entender o estilo que cada batalha tem”. Tubarão MC Após tantas experiências nas batalhas, Tubarão confessa que não fica mais tão nervoso quando vai competir. E sempre que tem um evento, busca ficar tranquilo e de cabeça fria um dia antes, sem se estressar e arrumar problema. “Eu já sou uma pessoa bem fria e eu faço isso. Quando subo no palco eu estou tranquilo”.  Representante 013 Com todas as disputas e conquistas nas batalhas de rima, Tubarão MC acaba trazendo visibilidade para a região da Baixada Santista. E para ele, isso é muito satisfatório. “É como nas olimpíadas, que você passa o bastão para o outro atleta, sabe? Sempre tem alguém que se destaca, em 2016 era o T h, por exemplo. E tiveram outros. Eu não acho que sou o melhor em rima, mas sou esforçado, eu tenho corrido atrás do que eu quero”.  Ele ainda fala que a Baixada Santista tem muita batalha boa, mas não tem tanta visibilidade. “Então, eu fico feliz quando o Bob da Batalha da Aldeia vai falar meu nome e ele fala de onde eu sou. Ano passado mesmo eu consegui

Edgar lança o poderoso álbum Ultraleve; ouça!

O multiartista Edgar lançou nesta sexta-feira (28) o sucessor de Ultrassom. Batizado de Ultraleve (Natura Musical/Deck), o novo álbum traz paisagens um pouco mais solares que o disco anterior, mas os assuntos são sempre urgentes. Em resumo, excesso de tecnologia, destruição ambiental, violência e individualismo. A ancestralidade também está representada pelas participações de Kunumi MC, morador da aldeia indígena Krukutu, localizada na região de Parelheiros (SP), e da cantora e compositora iunk (primeiros povos habitantes do Alaska, Groenlândia e Canadá) Elisapie. Ambos cantam em seus idiomas nativos. O projeto conta ainda com clipes que bebem das referências psicodélicas do artista. Aliás, os vídeos A Procissão dos Clones e Mentes Mirabolantes também chegam aos fãs nesta sexta-feira (28). Logo depois, às 19h, Ultraleve ganhará uma live transmitida direto do canal de Edgar no YouTube. Em síntese, o repertório fará uma viagem planando por todas as faixas inéditas do álbum. Produzido por Pupillo, Ultraleve traz instrumentos construídos por Edgar. O multiartista trabalha nisso desde 2016 e três desses instrumentos criados a partir de lixo reciclável introduzem novos timbres ao som do álbum, um pouco menos tecnológico do que seu antecessor. Edgar foi selecionado pelo Natura Musical, por meio da lei federal de incentivo à cultura, ao lado de Elza Soares, Emicida, João Donato e Letrux. Ademais, ao longo dos 16 anos, Natura Musical já ofereceu recursos para mais de 140 projetos no âmbito nacional.

The Wombats retorna depois de 3 anos com a faixa Method To The Madness; confira

O The Wombats divulgou a faixa Method To The Madness. Ademais, a canção marca o primeiro lançamento do grupo desde o disco Beautiful People Will Ruin Your Life (2018). Em resumo, a música chegou junto de um vídeo dirigido por Aaron Brown. Além da divulgação, o trio também anunciou um show no Reino Unido para o dia 15 de abril de 2022. “Ela é sobre tentar encontrar padrões dentro do caos e, finalmente, desistir e deixar. Alguns dos versos são tirados da minha própria experiência de lua de mel – andar por cidades europeias, estar entre os turistas e ao mesmo tempo ser eu mesmo, e geralmente reclamar com reservas de hotel de última hora. Me sentindo empolgado, mas ainda totalmente ciente de que nada mudou muito”, explica Matthew Murphy. Gravando remotamente durante todo o ano de 2020, o The Wombats segue trabalhando duro para produzir novas canções.