Entrevista | Abraskadabra – “A única exigência era que o rosto do fuleiro na presidência não aparecesse”

Lançado no último dia 2, o videoclipe Cattle Life é o último trabalho da banda de ska-punk Abraskadabra. A princípio, os curitibanos denunciam a atual gestão do governo Bolsonaro, por meio de uma letra cirúrgica, uma melodia marcante e uma animação potente. Em suma, Cattle Life integrará o novo álbum da banda, intitulado Make Yourself at Home, que será disponibilizado em 24 de setembro. Com direção de Guilherme Lepca e produzida pela Smart/Bamba, a animação é composta por diversas colagens. Em resumo, além dos lyrics, o trabalho reúne manchetes de jornais e características que fazem parte do universo bolsonarista, como por exemplo: o negacionismo a ciência, a adoração por armas, o alto preço dos alimentos e a adição da religião na política. Por outro lado, Cattle Life também apresenta esperança por dias melhores – sobretudo para as minorias sociais –, com imagens de protestos anti-bolsaristas. “Música foi feita com muita raiva, tanto sonora como na letra, tudo a flor da pele. É um recado para as pessoas que votaram nele que vão pagar, aliás, todos nós estamos pagando pelo voto nesse cara”, comenta Du, vocalista do Abraskadabra. Aliás, nos próximos dias, o Abraskadabra deve soltar mais um single com videoclipe. A faixa escolhida é Set Us Free. Por fim, em entrevista ao Blog n’ Roll, Du conta mais detalhes sobre Cattle Life e também, claro, sobre Make Yourself at Home. Vale ressaltar que o álbum será lançado pela Bad Time Records, uma gravadora americana especializada em ska-punk. Além de ser disponibilizado no streaming, o selo também fará o lançamento da obra em vinil colorido (serão quatro versões diferentes do disco, com distribuição nos Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Brasil). Confira! Além das negligências do governo Bolsonaro, como ocorreu o processo criativo do videoclipe de Cattle Life? O crédito total do clipe vai para o nosso amigo Guilherme Lepca e toda a equipe da Smart Diseños, provavelmente o estúdio de animação mais cabuloso do Brasil hoje em dia. A gente basicamente passou a letra pra eles e falamos pra seguirem ela como um roteiro mesmo, sem censura. Tanto é que só vimos o clipe depois de pronto. A única exigência – que foi inclusive decidida em comum acordo com a SD – era que o rosto do fuleiro na presidência não aparecesse no clipe. Não gostaríamos de manchar um trabalho fino desse com aquela cara horrenda. Do We Need a Sign e Cattle Life são músicas que carregam mensagens diferentes e passam sensações distintas uma da outra. O que podemos esperar de Make Yourself at Home? Aliás, como foi a produção do álbum? Olha, como temos três compositores nesse álbum, os temas variam, naturalmente. Então vão ter mais músicas de protesto, de amor, de reflexão e por aí vai. A gente já vinha compondo desde a metade de 2020; ficamos 20 dias em uma chácara de um amigo nosso em dezembro de 2020, gravamos o álbum e dois videoclipes. A mix e master levaram uns três meses pra ficarem prontas, então somando todo o processo desde a gravação até a finalização foram três meses. Apesar de ser uma banda brasileira, vocês fazem composições em inglês. Na opinião do Abraskadabra, artistas brasileiros que (também) atuam no exterior têm o dever de expor a atual crise política do país para os fãs gringos? Achamos que sim, até porque estamos vivendo uma situação insustentável hoje em dia. Uma mistura de incompetência com sadismo, uma combinação mortal, literalmente. Então é mais um desabafo natural que vai reverberar pela música, do que uma obrigação de mostrar para o mundo o que está acontecendo aqui. Mas ao mesmo tempo, por que não explicar a situação para pessoas alheias a nossa realidade? Acho que o mundo deve entender a gravidade da nossa situação, já que ainda existe gente aqui no Brasil que não entendeu. Existem muitas diferenças entre os públicos brasileiro e gringo? A nossa postura é sempre a mesma, procuramos entregar 100% nos shows e na interação com a galera. Obviamente existem diferenças culturais, mas fomos muito bem recebidos nos EUA, eles têm um senso de comunidade na cena musical muito elevado, estão sempre prontos pra ajudar. O mosh pit é menos violento e mais dançante por lá. E como aqui, sempre rola aquele papo bom na barraca do merch tomando aquela gelada pós-show. Com o avanço da vacinação, artistas estão retornando aos palcos. Como está a agenda de vocês? Pretendem voltar a se apresentar em breve? Nossa agenda está zerada, não temos nem previsão para voltarmos aos palcos aqui no Brasil. Temos ouvido de produtores que provavelmente os shows voltem somente ano que vem, para o fim do primeiro semestre. A gente torce pra que as coisas melhorem antes disso porque está sendo torturante ficar sem tocar. Além de Cattle Life, e do lançamento de Make Yourself at Home, quais são os próximos passos do Abraskadabra? Pretendem lançar mais videoclipes ainda em 2021? A gente tem mais alguns videoclipes engatilhados e algumas surpresas pra esse ano ainda, que infelizmente não podemos revelar! Mas fiquem ligados que vem coisa boa por aí!

Royal Blood escala Colin Hanks, Josh Homme e batera do Arctic Monkeys em Hold On

Depois de retomar os shows no início deste semestre, o Royal Blood colocou foco renovado no terceiro álbum, Typhoons. Em resumo, eles compartilharam um novo vídeo para o single Hold On. O clipe de Hold On foi dirigido por Colin Hanks, o filho de Tom, mais conhecido pelos papeis em Dexter e The Good Guys. O vídeo é a mais recente incursão do artista na música – ele previamente dirigiu os documentários Eagles of Death Metal: Nos Amis (Our Friends) e All Things Must Pass: The Rise and Fall of Tower Records. Hanks estrela, como Roy Boulders, no papel de um palestrante motivacional que usa as próprias canções edificantes como mensagem para o último sermão. Enquanto a audiência vai sendo cativada, dois questionadores se mantém não impressionáveis: Josh Homme (Queens of the Stone Age) e Matt Helders (Arctic Monkeys). É uma versão visual sagaz que oferece uma subversão sutil do sentido original da faixa. Sobre Hold On O frontman da Royal Blood, Mike Kerr, refletiu sobre a canção no “Faixa-a-faixa com NME”: “eu acho que foi primeira vez que eu escrevi uma canção para outra pessoa, alguém que estava passando por um período realmente difícil. Como a maioria das nossas canções, ela começa com um riff principal, e eu acho que foi a primeira vez que eu me deparei com um riff que soasse realmente positivo e eufórico. Eu não acho que nós temos nada como ele em nossa obra. A mensagem é sobre estar lá para alguém e deixá-lo saber que ele não está sozinho”. O retorno da Royal Blood às turnês continua esse mês com um show intimista no Lincoln seguido de noites no Eden Project. Eles vão embarcar para sua maior turnê europeia em março de 2022, antes que eles retornem para sua casa no Reino Unido. Por fim, ainda tem o maior show de toda sua carreira no The O2, em Londres.

Eddie Vedder revela novo single, Long Way, o primeiro de Earthling

Eddie Vedder lançou o primeiro single do seu próximo álbum solo, Earthling. A faixa em questão é Long Way. Junto com a música, Eddie também disponibilizou o seu respectivo lyric video. Ao criar Long Way, Vedder trabalhou com o produtor Andrew Watt em sua primeira colaboração conjunta. Aliás, os vocais icônicos de Vedder brilham à medida que a produção de Watt destaca as emoções da faixa. Vedder esteve ocupado – ele colaborou recentemente com Glen Hansard em oito novas composições para a trilha sonora original do filme Flag Day. Em resumo, a trilha sonora apresenta o notável cantor-compositor Cat Power, que contribui com três novas canções originais, juntamente com um cover, e marca a estreia de Olivia Vedder, filha de Eddie, em duas faixas. A trilha sonora, que conta com 13 faixas, serve como uma excelente companhia musical para o filme Flag Day, selecionado para o Festival de Cannes, estrelado e dirigido por Sean Penn, e estrelado por sua filha, Dylan Penn. A seguir, Vedder se apresentará em diversos festivais com o Pearl Jam, incluindo Sea.Hear.Now. Festival, em 18 de setembro, o Ohana Festival, em 26 de setembro, e novamente durante o Ohana Festival’s Encore Weekend, nos dias 1º e 2 de outubro. Além disso, Vedder também fará uma apresentação especial solo no Ohana Festival, no dia 25 de setembro.

The Used lança edição deluxe de Heartwork, com 11 faixas novas

The Used compartilhou na última sexta-feira (10) uma coleção de novas músicas com os fãs, com a edição deluxe de seu oitavo álbum, Heartwork. Em resumo, o álbum estendido apresenta 11 novas faixas, todas escritas durante as sessões originais do Heartwork. Vários colaboradores, incluindo o produtor John Feldmann, Mark Hoppus (Blink-182), os artistas convidados Travis Barker, Jason Aalon Butler (Fever 333), Caleb Shomo (Beartooth) e outros ajudaram a entregar este álbum de 27 faixas que simultaneamente mostra o que fez The Used emergir como uma das bandas mais prolíficas do início de 2000, bem como o que os manteve na vanguarda do gênero desde então. >> Confira entrevista com o The Used “Parecia que cada novo dia trazia consigo uma música que valia a pena ouvir. Portanto, estamos orgulhosos de apresentar a vocês todas as músicas que não fizeram parte do álbum; toda a sessão”. Aliás, os fãs podem ouvir Heartwork Deluxe, comprar merchs de edição limitada, incluindo uma variante de vinil deluxe, no site da banda. Heartwork, originalmente lançado em 2020, chegou com o espírito dos primeiros álbuns que apresentaram The Used ao mundo, misturado com o ar dramático de seu terceiro disco, Lies for the Liars. Por fim, a emoção, sinceridade e vulnerabilidade encontradas em The Used (2002) e In Love and Death (2004) são mais urgentes do que nunca em Heartwork.

Resenha | The Wildhearts no Electric Ballroom, em Londres

Dias antes do lançamento do álbum 21st Century Love Songs, The Wildhearts caiu na estrada para promover o novo trabalho. A tour já havia sido anunciada meses antes, assim como o lançamento do disco. No período de lockdown, a banda fez uma “live” e anunciou o álbum. Aliás, logo nos apresentou Splitter, faixa que também já entrou no setlist da banda. O fato curioso é que o álbum foi gravado sem sessões de ensaios em grupo, foi feito totalmente com os integrantes trocando o material e se encontrando somente em estúdio para as gravações. Portanto, isso reflete no atual setlist, no qual as músicas seriam introduzidas gradativamente e ensaiadas nas passagens de som. Bem, o show deles é basicamente uma reunião familiar. Imaginem centenas de primos e primas juntos, todos no melhor astral possível. Em resumo, é essa a atmosfera dentro da casa, tudo estava encaminhado para mais um show perfeito. Abertura clássica, cantada uníssono no Electric Ballroom, em Londres, na última quinta-feira (9)… Banda no palco, primeiros acordes de Diagnosis, seguida de TV Tan e fechando a trinca inicial, a maravilhosa Sick of Drugs. Logo depois, foi só administrar o jogo. Aliás, já estava ganho antes de começar. Eles conseguem fazer isso. Uma das grandes surpresas do show está em um medley que estão fazendo logo no início do segundo bloco, mesclando Remember These Days, Turn American, Schizophrenic, Girlfriend Clothes, If Live is Like a Lovebank I Want a Overdraft Bank, e finalizando com Splatermania. Sem dúvida, um dos pontos altos do show, algumas dessas não entravam no setlist desde os anos 1990. Surpresas e mais clássicos do Wildhearts Após isso, clássicos atrás de clássicos. Contudo, mais uma bela surpresa iria rolar na sequência. O set todo funciona muito bem ao vivo e o link entre as músicas flui naturalmente. A banda deixa nítido que o habitat natural deles é em cima do palco, de frente aos seus fãs. Caffeine Bomb vira a casa de cabeça para baixo, enquanto Let Em’ Go nos remete a um estádio de futebol. Aliás, a primeira parte se encerra com Caprice. Em resumo, muitas cartas na manga em apenas 45 minutos, não? Pausa rápida para a última trinca, com Inglorious, Suckerpunch, além do clássico dos clássicos I Wanna Go Where the People Go, que encerra o set apoteótico. A alegria e a vontade de tocar do The Wildhearts é sempre exalada show após show. Contudo é fácil de entender o porque deles estarem sempre na estrada. Uma banda que foi moldada na porrada, literalmente, subiu, desceu, se auto sabotou, parou e voltou. E, após todos esses anos, nos mostra que a sua relevância merece todos os aplausos do mundo. Que venham os próximos, pois se pudesse assistiria eles todos mês. Quem já assistiu sabe o que estou falando. Quem nunca, por favor, faça esse favor a você mesmo.

Fresno inicia série de lançamentos que resultará na mixtape INVentário

“Temos umas coisas para mostrar para vocês”. Foi desta forma, em suas redes, que a Fresno fez a primeira menção do que será a mixtape INVentário. E é nessa mesma pegada enigmática que as faixas chegarão aos aplicativos de streaming. Desde a semana passada, Lucas Silveira (vocal e guitarra), Gustavo Mantovani (guitarra) e Thiago Guerra (bateria) já disponibilizaram: INV001: 12 WORDS 30000 STONES, INV002: O SONHO É A SENHA, INV003: SAFC REMIX (feat. TWIN PUMPKIN – INSIDE A FAST CAR), INV004: 6h34 (NEM LIGA GURIA), INV005: ONTEM FOI DIFÍCIL e INV006: HEART IS KING. Aliás, tal movimento é explicado pela banda como “a hora de abrir e vasculhar o nosso INVentário“. Em resumo, a ideia é explorar diferentes sonoridades e formatos, seja numa faixa inédita engavetada, em um remix ou um feat. INV001: 12 WORDS 30000 STONES foi a primeira a chegar ao conhecimento do público, no dia 30 de agosto. Parceria com Arthur Mutanen, vocalista do grupo Bullet Bane, e com os produtores Chediak e Adieu, a música mescla versos em português e inglês e traz um interlúdio eletrônico que transporta a sonoridade para um hyperpop experimental. A ideia é refletir sobre “a falha que nós temos em transferir o que somos e sentimos para o digital”, como explica Lucas Silveira. Contudo, mais do que fazer uma descrição detalhada dos próprios bens, como define o dicionário, INVentário abre a possibilidade para a Fresno fazer experimentações sonoras, além de revirar processos criativos que a trouxe até aqui – tornando materiais preciosos acessíveis aos fãs. O percurso até a mixtape ficar completa é longo e o próximo lançamento é logo ali.

Entrevista | Feng Suave – “Luxos são prejudiciais para a sociedade e natureza”

De Amsterdã, na Holanda, vem uma das mais gratas surpresas dos últimos anos, o duo Feng Suave, formado por Daniël Schoemaker e Daniël de Jong. Seguindo uma linha que transita entre o soul dos anos 1970 e chega ao indie pop moderno, mas antes passando pelo psicodélico e a bossa nova, eles já estão em seu terceiro EP, So Much For Gardening, lançado no fim de agosto. As quatro canções de So Much For Gardening evitam um único humor ou narrativa coletiva e, em vez disso, cada uma assume um tema próprio. Unweaving the Rainbow Forever é uma alusão divertida à catástrofe ambiental em curso, enquanto Come Gather ‘Round examina a ganância capitalista. Show Me torna as coisas mais lentas, contando uma história de dor emocional individual intransponível, enquanto Tomb For Rockets é, de acordo com a dupla, “meio que tudo isso acima, e meio que apenas uma canção de amor”. Com mais de 150 milhões de streams acumulados, Daniël Schoemaker e Daniël de Jong conversaram com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo EP, o curioso nome da dupla, entre outros assuntos. Confira abaixo. Primeiramente, não tem como não falarmos sobre a origem do nome Feng Suave. Como surgiu esse nome? Claramente não são palavras da língua inglesa, mas a gente pronuncia da forma como lemos. O Suave nós pegamos do português. Eu vou muito a Portugal, e há alguns anos bebi uma garrafa de champanhe suave, e gostei da palavra, ainda mais quando vi o significado. Já o Feng, que na verdade se pronuncia “fong”, significa vento em mandarim. Então, começou como uma brincadeira e se tornou o nome da banda. Se a gente traduzir, fica Vento Suave, o que não é um nome ruim (risos). Como foi o processo de gravação de So Much For Gardening? A pandemia atrapalhou de alguma forma? A pandemia, por sorte, não atrapalhou o processo de gravação. Basicamente, eu e o Dan fizemos as demos no computador, depois fomos até o estúdio de ensaio com a banda inteira e demos vida às demos. Gravamos tudo ao vivo para ser mais orgânico, com todos os instrumentos sendo tocados ao mesmo tempo. Foi um processo muito bom e muito agradável, principalmente por não termos precisado ficar presos cada um em seu laptop por semanas, como geralmente é. Foi bem legal estar no mesmo ambiente que a banda, tocando e fazendo música. O que mais o inspirou no processo de composição? Não existe um tema específico nas músicas. Cada uma foi inspirada em alguma coisa diferente. Por exemplo, um dos nossos singles surgiu de quando fui ao zoológico. Eu estava passando pela rua, em Amsterdã, e vi alguns animais de longe, e comecei a pensar o quão insano era ver aqueles animais ali. Aqueles animais não deveriam estar a cinco minutos de um supermercado no meio da cidade. É doideira. Foi um acontecimento que me inspirou. É nítido que o Feng Suave consegue trabalhar muitas influências na sonoridade, entregando algo original. O que vocês têm escutado? Nós pegamos influências de artistas dos anos 1960 e 1970, além de artistas contemporâneos que fazem esse tipo de música. Eu gosto muito de bossa nova, folk rock americano. Gosto dessas músicas de compositores clássicos. Você citou a bossa nova com uma das influências. Vocês escutam artistas brasileiros? Com certeza! Acho que a língua portuguesa é ótima para se cantar. Gosto muito de Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Gal Costa… eu estava escutando Que Pena (com Jorge Ben Jor e Gal Costa) hoje mesmo. Acho brilhante como o Brasil tem gêneros musicais únicos e completos. Amo o fato de vocês serem uma nação bem musical. Come Gather Round, uma das faixas do EP, traz uma crítica forte e necessária. Fale um pouco sobre essa canção. Essa é uma pergunta muito boa, porque é fácil criticar algo e não ter uma solução para isso. Obviamente, uma música não é a melhor mídia para esse tipo de crítica. Eu estava com um pouco de medo de fazer uma música criticando sem dar nenhuma solução. Eu não tenho uma, inclusive. Mas, no geral, acho que a riqueza do mundo é mal distribuída, e isso é inaceitável. Há muita riqueza desnecessária também. Luxos que são prejudiciais para a sociedade e para a natureza. Além disso, também é ruim ver como a sociedade é imprudente e gasta recursos naturais sem dó. Não tenho uma grande solução. Acho importante taxar riquezas para ajudar a acabar com a pobreza. So Much For Gardening traz uma vibe tranquilizante. É o EP certo para muitas atividades relaxantes. Era essa a proposta da Feng Suave? Esse é o sentimento. Eu gosto quando a música soa bem. É importante fazer com que a música tenha efeito positivo em quem está escutando. Adoro caminhar, pedalar e dirigir ouvindo música, e é isso que quero adicionar no mundo, sabe? Também adoro explorar os contrastes de ter uma melodia legal e uma letra que não seja só sobre amor ou coração partido. Aliás, gosto de explorar essas outras coisas, como os animais no zoológico ou os problemas do capitalismo.

Lana Del Rey lança videoclipe de Arcadia e revela data do álbum Blue Banisters

Dia feliz para os fãs de Lana Del Rey! Nesta quarta-feira (8) a cantora lançou o tão esperado videoclipe de Arcadia, além de anunciar a data para o lançamento do seu próximo álbum, Blue Banisters, que chega às plataformas em 22 de outubro. Confira as informações abaixo! Arcadia combina afeto com uma pitada de ironia Delicado, linear e pacato: assim é novo videoclipe de Lana Del Rey. À primeira vista, a cantora usa uma regata e um cardigan na cor amarelo pastel, uma calça jeans destroyed e um chocker que mistura pérolas e miçangas coloridas, remetendo à vibe praiana – que é uma de suas marcas registradas. Ao longo do videoclipe, Lana canta ao mesmo tempo em que dança lentamente, em uma casa de decoração boho. Além disso, o ambiente é completamente iluminado pelas luzes do sol, que trazem ainda mais calma para o trabalho. Na metade do clipe, a cantora aparece imersa em seus pensamentos e seu corpo é ocupado por lembranças de lugares afetivos para ela. No entanto, nem só de doçura vive a artista. Em um trecho de Arcadia, Lana Del Rey agradece ao ódio que recebe constantemente. “Rumo ao oeste, mais o ódio que eles deram. A propósito, obrigada por isso, no caminho vou rezar por você. Porque você precisa de um milagre, América”. Blue Banisters is coming! Por fim, Lana também publicou hoje, no Instagram, a data de estreia de seu próximo álbum. Intitulado Blue Banisters, a obra será lançada no dia 22 de outubro, sendo que algumas faixas já foram disponibilizadas, como por exemplo: Text Book e Wildflowers. Este será o segundo álbum da cantora em 2021, já que Chemtrails Over The Country Club foi lançado em março.