Com a volta da formação clássica e benção de Ney Matogrosso, Barão Vermelho faz show irretocável em SP

Frejat, Ney Matogrosso, Dé Palmeira - Barão Vermelho

A minha primeira tentativa de ver o Barão Vermelho em um estádio foi em 1995, na abertura do terceiro dia do Hollywood Rock, em São Paulo. Frejat e companhia tocariam antes de Rita Lee, Spin Doctors e Rolling Stones, em sua histórica primeira turnê pelo Brasil. No entanto, uma tempestade avassaladora atingiu o Estádio do Pacaembu, e a única lembrança daquela tarde foi Frejat ao microfone avisando que a apresentação seria cancelada pelos riscos de segurança. À época, as bandas de abertura não tinham direito à cobertura do palco e Peninha, o saudoso percussionista, correu contra o tempo para tirar a água dos instrumentos enquanto os músicos lidavam com o risco real de choques elétricos. Trinta e um anos depois, na noite de sábado (23), o Allianz Parque finalmente recebeu o Barão Vermelho com casa cheia. Sob um frio paulistano e a ameaça constante de uma chuva que, felizmente, não deu as caras, o Barão entregou uma apresentação completa de quase 2h30. Desta vez, com um superpalco inteiro à disposição e uma infraestrutura de som e luz de dar inveja a muita atração gringa. A atual turnê, que marca o primeiro reencontro desde 1989 da formação clássica com Roberto Frejat, Dé Palmeira, Maurício Barros e Guto Goffi, é pura nostalgia. O show passeia por toda a discografia do grupo e abre espaço para releituras cirúrgicas de Cazuza, Rita Lee, Raul Seixas, Angela Ro Ro, Legião Urbana, Bezerra da Silva e Eduardo Araújo. Tal como aconteceu na estreia do Rio de Janeiro, mas que não deve se repetir nas próximas praças, Ney Matogrosso foi a grande surpresa da noite. Dono de uma ligação íntima com o início do Barão, o cantor foi ovacionado ao subir ao palco em dois momentos distintos. O reconhecimento veio do próprio Frejat: “Sem ele, acredito que nada teria acontecido”. No primeiro bloco, Ney começou com a emocionante Poema, emendando em sequência Jardins da Babilônia (Rita Lee) e Blues da Piedade (Cazuza). Diferentemente da performance carioca, a banda optou por deixar de fora Ideologia e Exagerado, substituídas por duas faixas sem a participação do convidado. Mesmo sem Ney em cena, os highlights da primeira metade do show mantiveram a arena em alta voltagem com Bete Balanço, Meus Bons Amigos e Down em Mim, anunciada por Frejat como o “hino dos bares”. O clima nostálgico é permanente. A abertura com Maior Abandonado, por exemplo, é executada exclusivamente pelo quarteto original. A partir da segunda faixa, o palco ganha o reforço de um timaço de apoio: o guitarrista Fernando Magalhães (parceiro de estrada desde 1985), Rafael Frejat (filho de Roberto) também na guitarra, e o percussionista Cezinha (irmão de Peninha). Completam o grupo a backing vocal Jhusara e o trio de metais formado por Marlon Sette, Diogo Gomes e José Carlos Bigorna. Era visível a alegria e a emoção de Frejat diante do estádio lotado, celebrando o fato de que, após mais de 40 anos de estrada, o Barão Vermelho continua gigante e relevante. A versatilidade e a fusão de influências, do blues clássico à MPB e ao classic rock, sempre foram marcas registradas da banda, permitindo viradas de chave surpreendentes no roteiro. Após um bloco romântico irretocável com Todo Amor Que Houver Nessa Vida (com direito a um dueto em vídeo com Cazuza), Codinome Beija-Flor, Por Você e o cover de Amor, Meu Grande Amor (Angela Ro Ro), o grupo mudou o clima sem aviso. Na sequência, engataram a dançante Vem Quente Que Eu Estou Fervendo (Eduardo Araújo) e o samba-rock Malandragem Dá um Tempo (Bezerra da Silva), com Maurício Barros assumindo os vocais principais. O fôlego seguiu com Torre de Babel, Declare Guerra, Cuidado e Não Me Acabo, faixa do álbum Carnaval (1988) e uma das novidades no setlist paulista. Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto (Legião Urbana) e Puro Êxtase fecharam a primeira parte de quase duas horas ininterruptas. O bis trouxe o quarteto original de volta, sozinho, cantando Bilhetinho Azul em uma plataforma elevada ao fundo do palco. Logo após, Frejat prestou um tributo emocionante ao guitar hero Luiz Carlini (líder do Tutti Frutti e parceiro histórico de Rita Lee), falecido recentemente. Além de exaltar o legado de Carlini, o Barão tocou uma versão tocante de Ovelha Negra. Ainda marejado, o vocalista cravou: “Por isso é importante fazer as homenagens em vida”. O Poeta Está Vivo preparou o terreno para o retorno triunfal de Ney Matogrosso ao palco de 84 anos esbanjando vitalidade. A dobradinha final com Por Que A Gente É Assim? e Pro Dia Nascer Feliz (hit do Barão que Ney gravou em 1982 e que catapultou a banda nacionalmente) garantiram um encerramento apoteótico. Em um sábado frio e disputando público com grandes concorrentes na Capital, como a Virada Cultural e o C6 Fest, o Barão Vermelho provou que o Allianz Parque continua sendo o quintal de sua história. Edit this setlist | More Barão Vermelho setlists

The xx encerra sábado do C6 Fest expandindo o minimalismo em pista de dança

The xx

O The xx encerrou o recorte do sábado do C6 Fest com a elegância de quem entende que nem todo grande show precisa operar pelo excesso… Pelo menos não antes do fim. A banda sempre fez do espaço vazio uma linguagem: poucas notas, versos econômicos, luz precisa e uma intimidade que, curiosamente, cresce quando encontra uma multidão. Ao vivo, essa contenção ganha outra escala. O que em disco soa mínimo, no palco se expande sem perder a discrição. Esse magnetismo não se apoia apenas nas presenças frontais de Romy (guitarra e voz) e Oliver Sim (baixo e voz), mas ganha corpo pela “mão invisível” do produtor Jamie xx, capaz de transformar a atmosfera melancólica em uma pista de dança pulsante, onde o som reverbera e estremece a plateia. The xx desfilou sucessos que carregam o faro eletrônico de Jamie, como On Hold e Say Something Loving, ambas do álbum I See You (2017). O repertório também reservou espaço para a individualidade do grupo, contemplando faixas dos elogiados projetos solo de cada um dos três integrantes. Depois de um dia atravessado por chuva, atrasos, ruídos, confissões íntimas e encontros de diferentes gerações, o show funcionou como um fechamento coerente: não exatamente uma explosão óbvia, mas uma suspensão no tempo. Foi um jeito bonito de lembrar que a música pode recuar e avançar sem perder o encanto, restabelecendo a identificação que aproxima ídolos e fãs. No fim, sob as luzes do Ibirapuera, sobrou a certeza de que somos todos movidos pela arte e pelo contato humano. Edit this setlist | More The xx setlists

Matt Berninger transforma crise e desencanto em magnetismo confessional no C6 Fest

Matt Berninger

Depois da energia expansiva do Wolf Alice, Matt Berninger ocupou outro tipo de território: menos explosivo, mais interior. Vocalista do The National, ele carrega uma presença que não depende de euforia para ser magnética. Sua força está justamente nesse contraste: uma voz grave, quase conversada, que parece transformar insegurança, desencanto e humor seco em matéria de performance, com muitos movimentos, quase em um estado de urgência, de quem precisa tirar do peito uma série de palavras querendo sair do controle, de alguém em crise querendo ajudar alguém que também está nessa condição. No contexto de um festival, esse tipo de show pode parecer menos imediatamente arrebatador do que uma apresentação feita para levantar a plateia, mas há uma beleza particular em sua forma de sustentar tensão. Matt Berninger não tenta competir com o barulho do dia. Ele cria uma atmosfera própria, mais próxima da confissão do que do espetáculo. Costumo brincar que ele é quase um pai para quem procura afago dentro dentro de soms intimistas. Não existe um trovador como ele no cenário da música alternativa na atualidade.  É uma apresentação que pede outro tipo de atenção: menos salto, mais escuta, menos catarse coletiva, mais atenção à emissão da palavra. Ao longo do show, ele tocou várias músicas solo e alguns sucessos da carreira, como Gospel (em uma versão que em quase nada lembra a sonoridade de estúdio), do álbum Boxer, de 2007, e Terrible Love (onde atravessou a barreira que separa público de performer), do álbum High Violet, de 2010. Edit this setlist | More Matt Berninger setlists

Com atitude de sobra, Wolf Alice entrega show mais descolado do C6 Fest

Wolf Alice

Se o Horsegirl tratou a herança indie com uma juventude embalada em ruído ansioso, como se ainda estivesse em formação, o Wolf Alice levou a Tenda MetLife para outro patamar: o do rock como espetáculo de corpo inteiro, evocando os ídolos de outras décadas que atuavam enquanto cantavam. A vocalista Ellie Rowsell mantém a energia lá em cima o tempo todo, passeando das baladas mais íntimas às canções que flertam com o hard e o soft rock dos anos 1970, sem que a performance soe calculada ou refém de poses clichês. No repertório, a banda equilibrou faixas de seu álbum mais recente, The Clearing (2025), que tira um pouco o pé do acelerador em relação ao aclamado Blue Weekend (2021), mas se mostra muito preocupado com a dinâmica do espetáculo, como a energética White Shoes, além da catártica e obrigatória Don’t Delete the Kisses, do disco Visions of a Life (2017). O restante do grupo acompanha esse movimento com a mesma entrega, e o ponto mais interessante é que o protagonismo nunca fica centralizado em uma única figura. Cada integrante tem seu espaço na engrenagem. Todos parecem se divertir com o peso dos holofotes, como se a potência meio antiga, meio eterna, de simplesmente “fazer rock n’ roll” jamais tivesse deixado aquele palco. Os músicos impregnaram o lugar com uma certeza quase física: o verdadeiro estrelato passou por ali. Sem esnobismo, sem cara amarrada. Apenas muita atitude, estilo e a naturalidade de quem é genuinamente descolado, algo que você e eu tentamos ser diariamente, sem o mesmo sucesso. Mesmo com um leve atraso no cronograma, o Wolf Alice transformou a espera em um detalhe menor. Quando o quarteto entrou em cena, a sensação compartilhada era de que esse tipo de presença ainda faz muita falta na música atual: guitarras barulhentas, postura, carisma e uma confiança inabalável que não pede desculpas por querer ser gigante. Talvez seja hora de montar uma banda. Edit this setlist | More Wolf Alice setlists

Mano Brown domina C6 Fest com o groove do Boogie Naipe e impõe respeito

Mano Brown

Era difícil não notar a mudança de densidade que a simples presença de Mano Brown provocava na Arena Heineken, no C6 Festival, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, no começo da noite de sábado (23). O público, que foi chegando aos poucos e em cima da hora, transformou o espaço assim que o homem pisou no palco. Acompanhado por uma extensa banda de apoio e pela ilustre presença do rapper Rincon Sapiência, Brown acionou uma reação imediata de flashes, celulares erguidos e olhares atentos. Um registro que já se repetiu inúmeras vezes, mas que nunca perde o impacto. Naquele momento, ficou nítido que sua figura ultrapassava o status de mera atração de festival, era a partilha viva de uma história sobre território, linguagem e diversidade. Há artistas que precisam conquistar a plateia a cada acorde, Brown parece partir de outro lugar. Antes mesmo de qualquer grande gesto ou palavra, existe uma espécie de respeito institucionalizado e tácito no ar. Logo cedo, ele se apoiou ao microfone para conduzir Dance, Dance, Dance, faixa emblemática do clássico moderno Boogie Naipe. O groove sofisticado e dançante que marcou essa fase solo de sua carreira dominou a apresentação. O momento funcionou como um respiro e, ao mesmo tempo, como uma afirmação política e estética dentro do sábado: uma lembrança contundente de que, em um festival marcado por forte presença internacional e pela linha editorial indie, a presença de Brown desloca o eixo da programação. Ele não ocupa apenas uma linha no line-up. Mano Brown é um acontecimento em si. Aliás, a surpresa durante o show ficou para o anúncio que Brown fez já no fim da apresentação: em breve “tem disco novo” do Racionais MCs. Ainda sem título definido, o sucessor de Cores e Valores (2014) deve ser lançado no segundo semestre deste ano.

Ruído e personalidade do Horsegirl resgatam o indie dos anos 90 no C6 Fest

Horsegirl

O primeiro dia do aguardado fim de semana do C6 Festival, em sua quarta edição na capital paulista, entregou personalidade e irreverência, tanto por parte dos artistas quanto por parte do público. Nem mesmo a forte chuva que caiu à tarde, os atrasos e os problemas técnicos foram capazes de ofuscar a sinergia do evento, embora tenham testado o planejamento da organização no Parque Ibirapuera. Mais do que uma sequência de apresentações, o sábado funcionou como um estudo sobre presença de palco. O público observou como cada atração constrói, tensiona ou confirma sua própria mitologia diante de uma plateia disposta a resistir, mesmo quando o céu não colaborava. >> LEIA ENTREVISTA COM HORSEGIRL Entre a Tenda MetLife e a Arena Heineken, essa linha do tempo foi atravessada por diferentes gerações: da exuberância rockstar do Wolf Alice à melancolia elegante de Matt Berninger (distribuindo seus habituais conselhos para adultos deprimidos), passando pela imponência de Mano Brown e o minimalismo acelerado do The xx. No entanto, o grande mérito de renovação do festival ficou por conta do frescor das guitarras do trio americano Horsegirl. O som autoral e a estranheza segura do Horsegirl O Horsegirl abriu esse percurso com uma proposta que, à primeira vista, poderia facilmente cair na armadilha do saudosismo vazio. O trio americano parte de referências muito claras, que passeiam pelo noise pop, pelo twee e pelo indie rock de guitarras ásperas e versos truncados, preservando o clássico espírito universitário dos anos 1990. No entanto, a banda escapa do pastiche. Elas reverenciam esse legado cultural de forma direta, sem soar como apenas mais um grupo perdido na fusão de estilos, o som entregue é essencialmente autoral. O trio, formado por Penelope Lowenstein (voz e guitarra), Nora Cheng (guitarra e voz) e Gigi Reece (bateria), interagiu pontualmente com o público. As integrantes demonstraram entusiasmo, especialmente ao executarem os sucessos Switch Over (do álbum Phonetics On and On) e Anti-Glory (de Versions of Modern Performance), duas canções estrategicamente posicionadas no encerramento do repertório para incendiar a plateia. Em uma indústria ávida por transformar referências em fórmulas prontas, entregar frescor ao mercado é um feito raro. No caso do Horsegirl, há algo mais vivo na performance: uma energia ainda em formação, mas já muito segura de sua própria estranheza. A banda não parece interessada em repaginar o passado para torná-lo palatável. O objetivo delas parece ser habitá-lo, bagunçá-lo e devolvê-lo com uma assinatura própria. Edit this setlist | More Horsegirl setlists

Di Ferrero lança o aguardado álbum “SE7E”

Há momentos na carreira de um artista em que os ciclos pessoais e profissionais se alinham perfeitamente. Para Di Ferrero, esse momento é agora. O cantor acaba de disponibilizar nas plataformas digitais o álbum SE7E, um trabalho que reúne os singles de seus últimos EPs a três faixas inéditas, consolidando a fase mais autêntica e madura de sua caminhada solo. Muito além de uma simples coleção de músicas, SE7E carrega um forte conceito místico e visual. E para nós, da Baixada Santista, o disco traz um sabor ainda mais especial devido às participações de figuras históricas do nosso rock de praia. Astrologia Um dos detalhes mais curiosos dos bastidores de SE7E é a influência da família de Di na concepção do cronograma. Sua mãe, que o acompanhava desde o início do NX Zero, formou-se em astrologia recentemente. Juntos, mãe e filho usaram a ciência dos astros para escolher a dedo as melhores datas de lançamento para cada etapa do projeto. Essa atmosfera mística transborda para a identidade visual do disco, criada por cccaramelo sob direção de Bruno Zampoli. O céu, as constelações e o tom azul profundo abraçam a capa e contracapa, funcionando como símbolos de transição e recomeço. >> LEIA ENTREVISTA COM DI FERRERO “O SE7E foi muito transformador. Estou em uma fase de crescimento, me permitindo viver coisas que antes eu não podia, e isso acaba despejado nas minhas composições”, revela Di Ferrero. As três inéditas do álbum As novidades do repertório mostram Di Ferrero explorando diferentes dinâmicas emocionais: DNA santista no disco Se7e Para quem é fã do rock feito na Baixada, SE7E é um prato cheio. Di Ferrero recrutou velhos parceiros de estrada para somar ao álbum. O guitarrista e parceiro de NX Zero, Gee Rocha, divide as cordas com o virtuoso Matheus Asato na releitura de Azul (Oceano). Para coroar a conexão com o litoral, o lendário guitarrista do Charlie Brown Jr., Thiago Castanho, marca presença na energética Então volta. A soma desses nomes traz aquela pegada orgânica de guitarra que consagrou o rock dos anos 2000 direto para 2026.

Bayside Kings e João Gordo & Asteroides Trio são anunciados no Palco Supernova do Rock in Rio 2026

A banda santista Bayside Kings foi anunciada como uma das atrações da quarta edição do Palco Supernova no Rock in Rio 2026. O grupo sobe ao palco no dia 6 de setembro (domingo), consolidando a força da cena independente da Baixada Santista em um dos espaços mais vitais e dinâmicos do festival, que acaba de ter sua continuidade garantida por meio da renovação da parceria entre o Rock in Rio Brasil e o Grupo Sony Music Brasil. Para 2026, o Palco Supernova receberá 28 artistas. Além do hardcore do Bayside Kings, a lista do Rock in Rio traz encontros de peso, como João Gordo & Asteroides Trio celebrando os 50 anos de Ramones, Larissa Luz com o show “Rock in Gil”, além de nomes como Diogo Defante, Supercombo, Delacruz e Yago OProprio. Veja lista completa abaixo. Sony Music e Rock in Rio renovam parceria para o Supernova Nesta quinta-feira (21), em coletiva de imprensa realizada na Cidade do Rock, o Grupo Sony Music Brasil e o Rock in Rio Brasil anunciaram a renovação da parceria para a edição de 2026. O anúncio contou com a presença de executivos de peso: Wilson Lannes (COO do Grupo Sony Music Brasil), Zé Ricardo (vice-presidente artístico da Rock World), Roberto Verta (curador do Palco Supernova) e Ana Deccache (diretora de marketing da Rock). Esta será a quarta edição do Supernova sob a chancela da Sony Music, que permanece como a única companhia do mercado fonográfico a assinar um palco dentro do festival. Desde sua estreia em 2019, o espaço cresceu em público, mudou de área e se consolidou como um termômetro da cena musical, unindo artistas em ascensão e projetos especiais inéditos. A curadoria continua sob a assinatura conjunta da plataforma Filtr Music Brasil e de Zé Ricardo. Line-up completo — Palco Supernova 2026

Aos 87 anos, Jorge Ben Jor fará show no Allianz Parque, em São Paulo, em outubro

Jorge Ben Jor fará um show no Allianz Parque no dia 17 de outubro. O cantor e compositor de 87 anos anunciou a apresentação no estádio do Palmeiras nesta quinta-feira (21). Realizada pela 30e, mesma produtora por trás de diversos shows e turnês no espaço, a apresentação de Ben Jor se chama Alquimia Popular Brasileira. O show deve abranger os maiores sucessos da carreira do artista, dono de hits como País Tropical, Mas, Que Nada, Chove Chuva, Taj Mahal e Fio Maravilha, entre muitos outros. Com exceção do festival Rock the Mountain, em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em novembro, ele não tem outras apresentações anunciadas para este ano em suas páginas oficiais. Os ingressos para o show começam a ser vendidos na próxima segunda-feira (25) para clientes Itaú Unibanco, às 10h. Para o público geral, as entradas serão comercializadas a partir de quarta-feira (27), ao meio-dia, no site da Eventim e às 13h na bilheteria oficial do Allianz Parque. JORGE BEN JOR: ALQUIMIA POPULAR BRASILEIRA