Entrevista | Bayside Kings – “A gente quer ocupar espaço em todos os eventos para mostrar nosso som”

O Arena HC confirmou mais uma vez sua força como principal vitrine do hardcore nacional na atualidade durante a edição realizada no último sábado, 11 de abril, no Studio Stage, em São Paulo. Entre os grandes destaques do line-up, o Bayside Kings foi um dos nomes que mais mobilizaram o público logo nas primeiras horas do festival, ajudando a transformar o evento em um verdadeiro ponto de encontro da cena. Com uma apresentação visceral, a banda santista entregou um show intenso do início ao fim, reafirmando a conexão construída ao longo dos anos com os fãs do hardcore brasileiro. O público respondeu à altura, com muitos stage dives, rodas de mosh pit e a energia caótica que já se tornou marca registrada dos shows do grupo. No repertório, um dos momentos mais aguardados foi a execução do single “Nada Para Mim”, faixa recente que já vem ganhando força entre os seguidores da banda. Como de costume, o palco também se transformou em uma grande festa, com os tradicionais artefatos de praia que acompanham a identidade do grupo, incluindo os clássicos macarrões de isopor, que deram ainda mais personalidade à apresentação. Vivendo uma nova fase, o Bayside Kings também se prepara para um passo importante na carreira: o lançamento de um novo álbum, o primeiro pela Deckdisc. Em entrevista durante o festival, a banda falou ao Blog N’ Roll sobre a importância de estar presente em festivais de diferentes perfis e sobre a expansão do seu alcance dentro do mercado. Esta entrevista faz parte de uma série de 11 entrevistas sobre a cena punk e hardcore do Brasil. O novo single Nada para Mim já está sendo cantado pelo público nos shows. Qual o próximo passo? Teremos um novo single ou um novo Milton – O próximo single sai pela Deck Disk no próximo dia 15 de maio, antes da gente ir para o Porão do Rock. A música se chama “A Lei do Retorno” e acredito que no meio do ano a gente já lance o álbum cheio. Você citou o Porão do Rock, o Bayside Kings está tocando além de festivais de hardcore e indo para festivais que não tocam só Rock. Como vocês enxergam essas participações em festivais para o crescimento da banda? Teteu – Eu acho legal porque a gente consegue abrir a porta para um tipo de som que não é muito comum de estar nesses festivais. A gente sempre quis ocupar esses espaços porque são sempre poucas bandas que vão e às vezes são bandas secundárias, mais longe da proposta do festival. Mas a gente quer ocupar espaço em todos os eventos, não importa se é de música X ou música Y. Queremos estar lá para mostrar nosso som, nossa comunidade e como tudo funciona. O próximo Arena HC será realizado no dia 26 de abril em Belo Horizonte e, além do Bayside Kings, terá as bandas Dead Fish, Hateen, Rancore, Pense, Garage Fuzz e Aurora Rules. Ingressos à venda na articket.
Landmvrks estreia no Brasil com show no Carioca Club em setembro

A banda francesa Landmvrks, um dos principais nomes do metalcore contemporâneo, fará sua aguardada estreia no Brasil no dia 20 de setembro, no Carioca Club, em São Paulo. A apresentação integra a primeira turnê latino-americana do grupo, com cinco datas inéditas pela região, e acontece em um momento especial da carreira do quinteto, impulsionado pelo álbum The Darkest Place I’ve Ever Been, lançado em abril de 2025. A realização é da Liberation Music Company, com ingressos disponíveis a partir de amanhã, 17 de abril, pelo Clube do Ingresso. A passagem pela capital paulista faz parte de uma rota que começa na Cidade do México, no dia 16 de setembro, segue por Bogotá no dia 18 e depois desembarca no Brasil antes de passar por Buenos Aires e Santiago. A turnê reforça a expansão internacional da banda, que nos últimos anos consolidou seu nome entre os destaques do metalcore europeu e global, especialmente após uma sequência de shows lotados e a repercussão positiva do trabalho mais recente. Formado em 2014, em Marselha, o Landmvrks construiu sua trajetória de forma ascendente. O primeiro álbum, Hollow, chegou em 2016, seguido por Fantasy, em 2018, disco que ajudou a consolidar a identidade sonora do grupo. O salto maior veio com Lost In The Waves, de 2021, trabalho que ampliou a presença da banda na imprensa especializada, no circuito de turnês e entre o público do gênero. Desde então, o quinteto passou a figurar entre os nomes mais comentados da nova geração do metalcore. O novo álbum, The Darkest Place I’ve Ever Been, é apontado como o trabalho mais ambicioso do grupo até aqui. Com faixas como “Creature”, “Sulfur”, “Sombre 16” e “A Line In The Dust”, a banda aprofunda a mistura entre peso, melodias marcantes, tensão hardcore e influências de nu metal e hip-hop, características que se tornaram assinatura do grupo. A formação atual reúne Florent Salfati nos vocais, Nicolas Exposito e Paul Cordebard nas guitarras, Rudy Purkart no baixo e Kévin D’Agostino na bateria. Os resultados desse ciclo recente também apareceram nos palcos. Em janeiro deste ano, a banda lotou o Zénith Paris, um dos espaços mais simbólicos da cena francesa, reforçando o momento de alta e a expectativa para a estreia no Brasil. ServiçoLANDMVRKS em São PauloData: 20 de setembroLocal: Carioca ClubIngressos: Clube do Ingresso a partir das 10h de 17.04
Entrevista | Cachorro Grande – “A banda volta em definitivo, vamos gravar um disco em junho”

A Cachorro Grande desembarca em São Paulo para um dos shows mais simbólicos dessa nova fase nesta sexta (17). A apresentação no Cine Joia acontece em clima de reta final, com últimos ingressos disponíveis e expectativa de casa cheia. O show faz parte da turnê que celebra os 26 anos da banda, um marco que reforça o peso histórico do grupo dentro do rock nacional e a força do reencontro com o público. Formada em Porto Alegre no fim dos anos 1990, a Cachorro Grande construiu sua trajetória com base em riffs diretos, referências clássicas e uma energia de palco que virou marca registrada. Ao longo dos anos 2000, a banda se consolidou como um dos principais nomes do rock brasileiro, transitando entre garage rock e psicodelia, acumulando hits e presença constante em festivais e na programação da MTV Brasil. Após o hiato iniciado em 2019, o retorno reposiciona o grupo em um momento de reconexão com sua própria história. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Beto Bruno falou sobre três pontos centrais desse novo momento: o impacto emocional do reencontro com a banda após anos separados, a construção da atual turnê a partir da resposta do público e o desejo de transformar a reunião em um retorno definitivo. Segundo ele, a retomada deixou de ser pontual quando os primeiros shows mostraram que ainda havia algo forte acontecendo no palco, tanto musicalmente quanto na relação entre os integrantes. O discurso também aponta para o futuro. A banda está prestes a oficializar esse retorno com material inédito e já tem planos concretos: entra em estúdio em junho para gravar um novo álbum, com repertório praticamente fechado. A ideia é lançar o disco ainda este ano e, a partir dele, estruturar uma nova turnê, deixando para trás o formato comemorativo. A proposta é clara: voltar a ser uma banda em atividade contínua, com produção autoral e não apenas sustentada pela nostalgia. Como está funcionando a turnê de vocês, além do show no Cine Joia? Já existem outras cidades confirmadas? A gente começou isso tudo de uma forma muito natural. Há uns três anos, depois de cinco anos separados, rolou um convite para tocar em Porto Alegre, no aniversário da cidade. E foi muito forte, sabe? Não só pelo reencontro pessoal, mas principalmente pelo som que saiu no palco. Aquilo ali me mostrou o quanto eu estava com saudade dos caras. E acho que isso foi recíproco. A partir dali, começaram a surgir convites, o público pedindo show em São Paulo, e a gente também queria muito tocar aqui. Fizemos São Paulo, depois vieram outras datas e, quando vimos, já estávamos estruturando uma turnê. Era para ser de 25 anos, mas o tempo passou e virou 26. Agora estamos nessa estrada, com mais datas sendo organizadas. Qual o peso de um show em São Paulo para o Cachorro Grande hoje? São Paulo sempre teve um peso diferente. Tudo o que acontece aqui repercute no resto do país. Então dá um nervosismo maior, sim. É uma responsabilidade grande, mas também é muito importante. É um termômetro para a banda. Em que momento vocês perceberam que não seria apenas um reencontro pontual? Isso foi acontecendo. Depois daquele primeiro show, bateu uma sensação muito forte. Quando eu subi no palco com eles, aconteceu uma coisa absurda, aquela química voltou na hora. E eu só fui entender o tamanho da saudade naquele momento. Não era só da amizade, era do que acontece ali em cima do palco, que é muito único. A gente tentou fazer mais um show, depois outro, e quando viu já não fazia mais sentido ser algo pontual. A gente queria continuar, e o público também. E já que vão continuar, eu já vi vocês falando sobre músicas novas. Quais os planos do Cachorro Grande? Voltaram em definitivo, tem álbum em vista? Então, bicho, nosso pensamento futuro é realmente a banda voltar definitivo. Não com turnê de reunião. É gravar um disco agora em junho que a gente já tem o repertório pronto. O plano é lançar esse disco antes do fim do ano e aí sim, voltar definitivamente com uma turnê, com disco. Que eu acho que é muito mais valioso. Então a maneira da gente respeitar o nosso público e a melhor maneira da gente seguir tocando seria com um disco novo. E é isso que vai acontecer. Falando sobre o álbum novo, você pode adiantar alguma coisa da sonoridade? Vocês vão mais para o som antigo ou algo novo? A gente já passou por várias fases, inclusive aquela mais eletrônica, que ficou para trás. O que tinha para fazer ali, a gente já fez. A banda que se encontra hoje pra gravar um disco daqui três meses tá fazendo sim um disco diferente de tudo que a gente já fez. Mas não quer dizer que tenha alguma novidade com relação ao mercado. São novidades com relação à nossa própria história, à nossa própria evolução. Vai ser um disco diferente dentro da nossa própria história, da nossa evolução. Não é uma coisa pensada para seguir tendência ou surpreender o mercado. O mais importante é não deixar de fazer o que a gente gosta. Porque quando você tenta forçar algo novo só para impressionar, você deixa de ser verdadeiro. E aí não funciona nem para a gente, nem para o público. A única forma de seguir no rock é sendo verdadeiro. Então o disco vai ser isso. Vocês chegaram brigar e isso levou ao fim da banda. Agora que a volta é definitiva, vocês chegaram a conversar sobre o que não repetir do passado ou foi algo mais natural? Teve uma conversa, sim. Antes mesmo do primeiro ensaio, a gente sentou e falou sério sobre tudo. Sobre como deveria ser dali para frente, para não repetir os erros que levaram ao fim da banda. Mas muita coisa também veio naturalmente. Esses cinco anos separados, fazendo projetos solos, e a pandemia fizeram a gente refletir muito. Quando você está no meio
Entrevista | Sociedade Armada – “A ideia é tocar com regularidade e voltar a estar ativo no cenário”

A banda Sociedade Armada está oficialmente de volta à ativa após um hiato de cerca de seis anos. O retorno ganha ainda mais força com uma nova formação, marcando uma nova fase para um dos nomes tradicionais do hardcore santista. A retomada foi impulsionada por um documentário sobre a trajetória do grupo, reacendendo o interesse dos integrantes e também a conexão com fãs e amigos que acompanharam a banda desde sua fundação, em 1994. O primeiro show dessa nova fase, na cidade natal em Santos, aconteceu no último dia 10 de abril, reunindo nomes importantes da cena como Ação Direta, Contramão e Causa Hardcore. A apresentação marcou não apenas o reencontro da banda com o público, mas também reafirmou sua relevância dentro do circuito underground, com um show celebrado como uma verdadeira festa entre músicos e fãs. No setlist estavam clássicos que abrangeram todas as fases da banda com grande destaque para Rotina e Juventude Transviada que levou o público à loucura. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Fefê falou sobre o retorno da banda, os planos para manter uma agenda ativa de shows e relembrou momentos marcantes da trajetória, destacando apresentações em diferentes fases da carreira e a forte conexão construída com o público ao longo dos anos. 11 entrevistas sobre a cena punk e hardcore do Brasil. O que motivou a Sociedade Armada a voltar e como foi esse primeiro show da volta? Na verdade, tudo começou quando, há alguns anos, Rodney, Eric e Chroma Key (estúdio) vieram produzir um documentário sobre a história da banda. Isso já despertou aquela vontade, porque você começa a revisitar tudo o que aconteceu, mesmo depois de cerca de seis anos sem tocar. Esse processo trouxe de volta um pouco dessa energia. Depois, começamos a conversar com amigos, consultar pessoas próximas, e todo mundo incentivando, dando força. Também é muito legal pela oportunidade de reencontrar pessoas. A banda existe desde 1994, então são muitas amizades construídas ao longo dos anos em várias partes do Brasil. É uma chance de rever todo mundo. Após esse retorno, quais são os planos para o futuro? A ideia é tocar com regularidade, pelo menos uma vez por mês, e voltar a estar ativo no cenário. A gente não vive da banda, mas existe o compromisso de manter essa disciplina e continuar presente no underground. Queremos fazer shows como esse, que deixou todo mundo feliz, foi uma festa muito bacana. Todo mundo se divertiu, e isso mostra que o resultado foi positivo. Tem algum show que ficou marcado na história da banda? Todo show acaba sendo especial de alguma forma. Até apresentações mais difíceis, como uma que fizemos em 1995, em uma quarta-feira, quase às quatro da manhã, praticamente só para o dono do bar. Mesmo nessas situações, você aprende, evolui e ganha experiência. Mas um show que marcou bastante foi em Natal, que foi realmente muito especial. Em Santos também tivemos vários momentos importantes, principalmente nos anos 90, quando a cidade vivia uma fase muito forte, com muitas bandas de fora e casas lotadas. Sempre tivemos uma relação muito intensa com o público, uma troca de energia muito forte. Independentemente do tamanho do público, seja para poucas pessoas ou para mais de mil, como já aconteceu em Recife, essa conexão é o que realmente importa.
Per Gessle e Lena Philipsson celebram legado do Roxette com casa cheia em São Paulo

Na noite desta terça-feira (14), o Espaço Unimed, em São Paulo, não foi apenas uma casa de shows, foi uma máquina do tempo. Com casa cheia e um público ávido por nostalgia, o Roxette encerrou sua turnê brasileira com uma apresentação que equilibrou a dor da ausência com o êxtase de um catálogo recheado de hits atemporais. Cérebro e a nova voz do Roxette Assistir a Per Gessle aos 67 anos é entender a engenharia por trás do pop perfeito. Conservado, enérgico e com seus icônicos violões quadriculados, ele provou por que Marie Fredriksson o descrevia em sua biografia como uma “máquina de sucessos”. Gessle não é apenas o guitarrista, ele é o arquiteto de cada melodia que dominou as rádios brasileiras nas últimas décadas. A missão de dividir o palco com ele coube a Lena Philipsson. Aos 60 anos, a cantora (amiga de longa data de Per) foi cirúrgica: não tentou mimetizar Marie. Com um timbre diferente e uma presença de palco autêntica, ela e Per deixaram claro que não há espaço para comparações. “Eu sei que nem todo mundo gosta do fato de eu estar ali no lugar da Marie. Tento fazer justiça às canções e deixá-la orgulhosa”, já havia declarado Lena anteriormente. No palco paulista, essa honestidade se traduziu em respeito. Homenagens que tocam o céu O momento de maior nó na garganta veio antes de It Must Have Been Love. Lena dedicou a canção à antiga parceira de Per: “Esse é para Marie. Vocês sentem muita falta dela e eu também. Talvez ela consiga ouvir no céu”. O público, que já havia ovacionado Lena durante sua apresentação em Dressed for Success, respondeu com lágrimas e aplausos efusivos. Opções técnicas Musicalmente, o show optou por um caminho mais “clean”. A banda, que conta com veteranos da história do grupo como o tecladista Clarence Öfwerman e o guitarrista Jonas Isacsson, priorizou a equalização das melodias radiofônicas. Se por um lado isso destacou os vocais, por outro, tirou um pouco do “punch” rock’n’roll de faixas como Sleeping in My Car e How Do You Do!. Outro ajuste técnico notável foi a transposição de tons. As músicas foram tocadas um tom abaixo para acomodar a extensão vocal de Lena, já que Marie alcançava notas consideravelmente mais agudas. O resultado foi um som confortável e tecnicamente impecável, embora menos explosivo que nos anos 90. Interação e hino nacional Sem telões laterais (por decisão da banda, apenas uma tela de fundo com animações), o foco total foi na performance. Per Gessle assumiu o papel de frontman absoluto, regendo a plateia que cantou diversas faixas à capela. O tempero local ficou por conta do guitarrista Christoffer Lundquist. Vestindo a camisa da Seleção Brasileira, ele tocou o Hino Nacional no meio do set, além de arriscar riffs de Highway to Hell (AC/DC), trazendo a dose de adrenalina que o público roqueiro esperava. Inventário de hits Durante pouco mais de 1h30, o Roxette desfilou por álbuns fundamentais como Look Sharp! e Joyride. Do início vibrante com The Big L. ao encerramento emocionante com Queen of Rain, o que se viu foi a prova de que boas canções são à prova de tempo e luto. Como o próprio Per Gessle mencionou em entrevistas recentes, o Brasil tem uma conexão única com a banda, a ponto de os hits ganharem versões em forró e tecnobrega. No Espaço Unimed, a versão original retomou seu trono, provando que, mesmo com uma formação renovada, o “estilo sueco” de fazer hits segue atemporal. Setlist – Roxette em São Paulo
Bring Me The Horizon anuncia regravação de “Count Your Blessings” e show especial

O Bring Me the Horizon decidiu olhar para trás e revisitar suas origens. A banda anunciou uma regravação completa de Count Your Blessings, disco de estreia lançado originalmente em 2006, que será relançado em uma versão atualizada intitulada Count Your Blessings | Repented, prevista para 10 de julho. A ideia é apresentar o material com uma nova abordagem sonora, refletindo a evolução do grupo ao longo de duas décadas. Marcado pelo peso do deathcore e por faixas como “Pray for Plagues”, o álbum foi essencial para projetar o nome da banda na cena pesada, ainda que tenha sido deixado de lado nos anos seguintes, conforme o grupo expandiu sua sonoridade. Agora, a proposta é resgatar essa fase com produção moderna e uma pegada mais refinada, mantendo a intensidade original. Para celebrar o lançamento, o Bring Me The Horizon também confirmou um show especial no festival Outbreak, em Manchester, onde tocará o disco na íntegra. A apresentação promete ser um momento simbólico para fãs antigos e novos, reforçando a importância do álbum na trajetória da banda e no desenvolvimento do metal contemporâneo. A revisita ao passado surge em um momento de intensa atividade do grupo, que segue explorando novas sonoridades e projetos paralelos. Ainda assim, a decisão de revisitar Count Your Blessings indica uma reconexão com as raízes, transformando um capítulo muitas vezes ignorado em peça central de celebração. Brasil O Bring Me The Horizon se apresenta no Rock in Rio ao lado de Avenged Sevenfold no dia 5 de setembro. A última apresentação no Brasil, em 2024, marcou a maior apresentação solo da carreira da banda e virou filme, sendo exibido este ano nos cinemas.
Entrevista | Ação Direta – “Estamos preparando dois setlists para os 40 anos da banda”

A banda Ação Direta voltou a Santos, na última sexta-feira (10), para um show no pub Mucha Breja, reunindo diferentes gerações da cena punk e hardcore. O evento também contou com apresentações de Sociedade Armada, Causa Hardcore e Contramão, consolidando uma noite marcada pelo reencontro entre nomes históricos. Formada no ABC Paulista em 1987, a Ação Direta construiu uma trajetória sólida dentro do hardcore brasileiro, com letras politizadas, atitude DIY e forte presença ao vivo. Ao longo das décadas, a banda se tornou referência no gênero, mantendo-se ativa com lançamentos constantes, turnês e participações em festivais importantes. Mesmo após mudanças de formação, o grupo preserva sua essência combativa e segue dialogando com diferentes gerações da cena. O retorno a Santos também teve caráter simbólico para a banda, que mantém uma relação histórica com a cidade desde os anos 80, período em que o intercâmbio entre as cenas do ABC e do litoral era intenso. No show do Mucha Breja, o público respondeu com casa cheia e participação ativa, reforçando a relevância contínua do grupo. Em entrevista ao Blog N’Roll, o vocalista Paulo Gepeto fala sobre os 40 anos da banda que será celebrado em 2027. Esta entrevista faz parte de uma série de 11 entrevistas sobre a cena punk e hardcore do Brasil. 39 anos de Ação Direta. Você tem algum plano para os 40 anos? O que vocês pretendem fazer para o ano que vem? Quais são as expectativas? Cara, nem parece que passou tanto tempo, né? Mas são 39 anos de estrada, de trabalho pesado. A banda está em um momento bom, a gente está fazendo bastante shows. Tem um álbum novo chegando agora em maio, que é um split com uma banda alemã chamada Japanische Kampfhörspiele. Não sei se meu alemão está tão bem assim. Mas estamos com muita atividade e com um baixista novo. Estamos preparando dois setlists para os 40 anos da banda, para comemorar, abrangendo todas as fases. E como está a agenda da banda? Muitos planos, turnês, shows. A agenda da banda está legal, a gente está rodando. Hoje estamos aqui em Santos, voltando a Santos. Se não me engano, fazia três anos que a gente tinha vindo no FuzzFest, do Garage Fuzz. E é muito legal, emocionante rever toda essa galera, os amigos dos anos 80, que ajudaram muito a Ação Direta aqui. Tem algum show memorável aqui em Santos? Cara, hoje com certeza foi um show memorável, porque casa cheia, festa boa, rever a velha guarda de Santos, a molecada nova, todo mundo. Isso é memorável. Acho que todos os shows que a gente fez aqui entraram para a história. Acho que o Circo Marinho, que reuniu Psychic Possessor, Ação Direta, Vulcano, SPH, foi um show que me marcou muito. Já fizemos um lançamento de disco Vestido de Mulher, no Carinhoso Bar, com o Nego caindo no canal, chapado. Tinha um intercâmbio muito grande entre ABC e Santos. E relembrar Psycho Possessor, Ovec, Garage Fuzz, Safari Hamburguers, tantas bandas importantes da cena. Aqui é muito legal. É um prazer enorme voltar a Santos, que a gente frequenta desde os anos 80. Então, muitas histórias legais e rever essas pessoas, rever a cena nova, as bandas novas que tocaram com a gente hoje também. Muito importante, cara. E a gente está muito feliz de ver o espaço abrindo as portas para as bandas, a galera comparecendo, se divertindo, comprando merchandise, dando suporte. A gente vai sair daqui feliz e a banda tem várias novidades. Fiquem atentos que agora em maio sai o trabalho novo.
The Bombers lança “Que Pasá?” e antecipa DVD de 30 anos

Uma das bandas mais resilientes da cena de Santos, o The Bombers, deu início oficial às celebrações de seus 30 anos de história. O grupo liberou o single Que Pasá?, a primeira amostra do DVD Noite Alucinante 30 Anos Ao Vivo. A faixa escolhida para abrir os trabalhos conta com as participações especiais de Jay Bone e Jhou Bastos nos vocais, trazendo a energia colaborativa que marcou a gravação realizada no dia 18 de outubro de 2025, no RedStar, em São Paulo. Resistência e amizade Para o vocalista e guitarrista Matheus Krempel, o lançamento é o reflexo de três décadas de dedicação ao autoral. “São três décadas de resistência, suor, amizade e muito punk rock. A nossa história sempre foi escrita no palco, junto com vocês, dividindo energia e cantando a plenos pulmões”, celebrou o músico em suas redes sociais. O registro audiovisual teve direção geral de Nacho Martin e aposta em uma estética crua e vibrante. A mixagem e masterização ficaram a cargo de Davi Pacote, nome de referência no som pesado nacional, garantindo que o “estalo” característico do punk rock santista fosse preservado no registro ao vivo. Turnê sul-americana Além do DVD, que deve ser lançado na íntegra nos próximos meses, o The Bombers já planeja os próximos passos. Para o segundo semestre de 2026, o quarteto formado por Matheus Krempel, Gustavo Trivela, Junior Drummer e Fernando Hago embarca em uma turnê que passará por: Serviço: The Bombers – “Noite Alucinante 30 Anos” Mix/Master: Davi Pacote Single: Que Pasá? (feat. Jay Bone & Jhou Bastos) DVD: Noite Alucinante 30 Anos Ao Vivo (Lançamento em breve) Direção: Nacho Martin
Kid Abelha anuncia turnê comemorativa por todo o Brasil em 2026

Uma das bandas mais amadas da história do pop rock brasileiro confirmou o que muitos sonhavam: Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato estarão juntos novamente no palco. A turnê Eu Tive Um Sonho, do Kid Abelha, começa no dia 12 de junho, no Rio de Janeiro, e percorrerá dez capitais brasileiras ao longo do segundo semestre de 2026. Diferente de um “retorno” burocrático, o projeto é tratado como uma continuidade da história do grupo, focando no presente e na vontade de fazer o público dançar. Com direção musical de Liminha e arte de Gringo Cardia, o espetáculo promete revisitar os 40 anos de sucessos com uma roupagem grandiosa e astral elevado. Vendas começam hoje! Para quem não quer perder a chance de ouvir hinos como Pintura Íntima, Como Eu Quero e Fixação, é preciso correr. A venda de ingressos para o público geral começa hoje, 13 de abril, às 10h online e às 11h nas bilheterias oficiais. Agenda da turnê “Eu Tive Um Sonho” Data Cidade Local 12 de Junho Rio de Janeiro Farmasi Arena 27 de Junho São Paulo Allianz Parque 04 de Julho Belo Horizonte Arena MRV 11 de Julho Salvador Arena Fonte Nova 25 de Julho Brasília Arena Mané Garrincha 08 de Agosto Recife Classic Hall 22 de Agosto Fortaleza CFO 26 de Setembro Porto Alegre Estádio Beira-Rio 10 de Outubro Curitiba Pedreira Paulo Leminski 17 de Outubro Florianópolis Arena Opus Preços de ingressos (principais capitais) SÃO PAULO (Allianz Parque) RIO DE JANEIRO (Farmasi Arena) Serviço: Ingressos Kid Abelha 2026