Com álbum novo no forno, Kaleo testa novos singles para público apaixonado em São Paulo

O lineup do Lollapalooza é, provavelmente, uma das coisas mais detonadas pelos fãs de músicas anualmente. É muito comum ver pessoas reclamando da quantidade de artistas desconhecidos ou “irrelevantes”. E os comentários costumam partir justamente daqueles que reclamam que não tem renovação na música. A banda islandesa Kaleo já foi uma dessas vítimas, quando tocou no festival em 2018. Agora, sete anos após sua estreia no Brasil, Jökull Júlíusson, o JJ, e sua banda extremamente técnica, retornaram ao país para dois shows da Payback Tour, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo. Na capital paulista, o local escolhido foi a Audio, que recebeu um ótimo público, principalmente para uma terça pós feriadão e com frio na rua. A base do repertório foi o álbum A/B, que reúne os principais hits da banda, e teve dez canções incluídas no setlist. Mas o Kaleo aproveitou a oportunidade para testar quatro canções do novo álbum, Mixed Emotions, que será lançado em 9 de maio. Backdoor, Lonely Cowboy, USA Today e Rock ‘n’ Roller, por sinal, foram muito bem recebidas. USA Today abriu o show e conquistou o público logo de cara, que já tinha a letra na ponta da língua. Aliás, por falar em sing along, o Kaleo consegue essa proeza em 16 das 17 músicas do show. É o público cantando tão alto que muitas vezes não dava nem para ouvir JJ direito. A única exceção foi Vor í Vaglaskógi, toda cantada em islandês, que deixou os fãs em um momento de contemplação apenas. Variando em um blues rock com um indie folk, o Kaleo construiu uma boa base de fãs no Brasil, principalmente por sua participação no Lollapalooza e o super hit Way Down We Go, com mais de um bilhão de streams só no Spotify.  Mas é inegável que o repertório se sustenta de uma forma impecável, sem a dependência do hit para ter um grande show. Os músicos interagem o tempo todo entre eles, promovendo pequenas jams enquanto JJ puxa o set caprichado. Hot Blood, No Good, Skinny e Save Yourself foram alguns dos pontos altos da apresentação. Que venha logo o novo álbum do Kaleo e um retorno breve ao Brasil. Abertura da noite A banda paulistana Ginger and The Peppers foi quem abriu a noite na Audio. Com um set curto, aproximadamente 30 minutos, o grupo soube aproveitar o pouco tempo para aquecer os fãs de Kaleo. Com um ótimo cartão de visitas, a banda mostrou ter muita energia no palco, com destaque para a vocalista Julia Dillon, que transborda carisma, além de ter uma linda voz. Edit this setlist | More Kaleo setlists

Spiritbox tem o show mais quente do momento e precisa voltar logo ao Brasil; veja como foi em NY

Nova York é uma cidade que exala eventos musicais e esportivos por todos os cantos, isso sem falar nos inúmeros cenários de filmes e séries, além dos famosos musicais da Broadway, atualmente com George Clooney, Denzel Washington, entre outros grandes atores em cartaz. E mesmo com essa infinidade de atividades, ninguém conseguiu despertar tanta atenção como a banda canadense Spiritbox na última semana. Queridinha do público brasileiro após o show de abertura do Bring Me The Horizon, no fim do ano passado, no Allianz Parque, a banda de Courtney LaPlante vem em uma crescente absurda no hemisfério norte. Participa de tudo que é programa de TV, viraliza no Grammy, é citada por grandes nomes do rock. Vive um momento de ouro. No último dia 18, a banda simplesmente lotou o Hammerstein Ballroom, ao lado do Madison Square Garden, o qual parece ser uma questão de tempo para ser o próximo palco do Spiritbox em Nova York. A receita de sucesso do Spiritbox é infalível: cozinha instrumental de alto nível, frontwoman com alcance vocal absurdo e carisma de sobra, além de influências que passam por Machine Head, Linkin Park e Evanescence. Atualmente em turnê para divulgar o álbum Tsunami Sea, lançado em março passado, o Spiritbox vive um momento especial. Quem se impressionou com a apresentação no Allianz Parque certamente ficará ainda mais boquiaberto com a tour atual. O novo show do Spiritbox contempla os fãs com telões incríveis de alta definição, com lindas imagens de natureza, mesclando com alguns momentos da apresentação. Tsunami Sea tem oito de suas 11 músicas no setlist, que ainda é completado por três faixas do debut, Eternal Blue (2021), além de canções dos EPs Rotoscope (três) e The Fear of Fear (duas). Courtney LaPlante foi a grande estrela no Hammerstein Ballroom. E sabe que está sendo observada por todos. Após a aparição no show de Megan Thee Stallion no Coachella no primeiro fim de semana, a moral estava ainda mais elevada. Composta por Courtney LaPlante, seu marido, o guitarrista Mike Stringer, o baterista Zev Rose e o baixista Josh Gilbert, a banda canadense está em atividade há quase uma década, mas vive o melhor momento agora. A reta final do show do Spiritbox rendeu algumas boas surpresas, com três feats inesperados: Soft Spine (com Emma Boster, do Dying Wish, que abriu a noite no Hammerstein, junto com o Loathe), No Loss, No Love (com Andrew Dijorio, da banda punk Stray from the Path) e Crystal Roses (com o saxofonista Saxl Rose). No meio dessa sequência de feats, o show ainda teve espaço para duas das canções mais poderosas do Spirtibox: Holy Roller, do Eternal Blue, e Ride the Wave, single mais pessoal e forte de Tsunami Sea. A atual turnê do Spiritbox merece um lugar especial no Brasil. E como headliner, sem participação em festival. Confira o show completo abaixo

Awolnation faz show de gente grande em NY e prova estar pronto para festivais no Brasil

O Awolnation, projeto de dance-rock liderado por Aaron Bruno, lotou o Irving Plaza, em Nova York, no último dia 14, e mostrou estar pronto para enfrentar grandes festivais pelo Brasil. De cara, para quem assiste ao show, é nítido que cairia super bem no meio da tarde no Lollapalooza. Atualmente, o Awolnation divulga o álbum The Phantom Five, lançado em 2024, que chegou a ser tratado como o último álbum de Aaron Bruno frente ao seu projeto. “Havia um senso de urgência na mentalidade de tentar tratá-lo como um álbum de despedida, agora resta saber se continuo. Provavelmente irei, mas me sentiria confortável em ir embora porque acho que isso é o melhor que tenho a oferecer”, comentou em entrevista ao Blog n’ Roll. No Brasil, assim como em boa parte do mundo, o Awolnation ganhou muito alcance com o hit Sail, de 2010, que entrou na trilha de séries, filmes e até comerciais. Na apresentação, Sail é a faixa que encerra o show. E isso é muito válido porque prende a atenção para o restante do trabalho de Aaron Bruno em quase 1h30 de tempo corrido. Jump Sit Stand March, um dos destaques do novo álbum do Awolnation, ficou ainda mais pesada ao vivo, garantindo alguns pulinhos do público na frente do palco. >> CONFIRA ENTREVISTA COM AWOLNATION Apesar de todo orgulho pelo álbum Phantom Five, a atenção maior na atual turnê está no debut, Megalithic Symphony, de 2011. Foram seis faixas adicionadas no repertório contra três do disco mais recente. Sempre muito performático, Aaron Bruno não para por um segundo. Anda de um lado pelo outro, sobe no palco da bateria, corre em direção ao público e despeja um som potente atrás do outro. Soul Wars e Kill Your Heroes, ambas do Megalithic, mexeram demais com o público. Era nítida a emoção de quem estava mais próximo ao palco e cantou tudo do início ao fim. Outra pedrada do debut, Burn It Down é praticamente um punk rock, só não rendeu um circle pit porque o público estava mais na faixa 40+ e optou por contemplar a energia infinita de Aaron Bruno. O rápido intervalo no fim não tirou ninguém da frente do palco. O público estava esperando o hit de quase um bilhão de streams apenas no Spotify. Sail, que foi precedida por Panoramic View, principal single de Phantom Five, rendeu a maior quantidade de vídeos gravados daquela noite em Nova York, perdendo talvez apenas para as filmagens de turistas com golpistas vestidos de Homem-Aranha, Mickey e monges budistas da Times Square. Bandas de abertura Tão eclética como Aaron Bruno, a programação da noite no Irving Plaza rendeu boas surpresas com Makua e Bryce Fox.  O primeiro é formado pelo surfista havaiano Makua Rothman, que já foi campeão mundial de ondas grandes em 2015. Apesar do visual Netinho, aquele do Milla, Makua tem boas inspirações. Flutua entre Sublime, No Doubt e alguns repentes de skazinho. Fez um show honesto e curto, cerca de 30 minutos, que agradou em cheio ao público que acompanhou nas palminhas e gritos de apoio. Bryce Fox, que veio na sequência, também com set de 30 minutos, parecia já mais familiarizado em tocar com grandes artistas. Com quase 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, aproveitou a ocasião para apresentar seu álbum mais recente, The Butterfly and The Bomb, lançado no fim de março. Mas também teve espaço para seus singles mais conhecidos, Stomp Me Out e Horns, ambas de Heaven on Hold, de 2017. Golden Boy, do Strenght (2022) e responsável por abrir o show, foi outro grande acerto. O single é bem poderoso. Setlist de Awolnation    Jump Sit Stand March Soul Wars Kill Your Heroes Run The Best Barbarian Burn It Down Holy Roller Hollow Moon (Bad Wolf) Like People, Like Plastic Not Your Fault Knights of Shame Bis Panoramic View Sail

Entrevista | Rodrigo Lima (Dead Fish) – “Tocar para a garotada pop é um desafio bom. Não me intimida”

Em turnê celebrando 34 anos de história, o Dead Fish foi escolhido como headliner do maior festival da cena hardcore do país: o Arena Hardcore. São sete bandas renomadas do cenário nacional se apresentando em três cidades. Após o sucesso da edição de Santos, realizada no último dia 13 de abril, a trilogia terá Piracicaba (1 de junho) e Guarulhos (17 de agosto) com o mesmo line-up. “Serão somente estas três edições com as mesmas bandas”, afirma Daniel Azevedo, organizador do evento. Mas quem vê o Dead Fish como banda principal em meio a moshes e stage dives, nem imagina que a banda se apresentou no Lollapalooza para uma plateia que não os conhecia. Abrindo o palco principal do primeiro dia do evento, o público era formado por adolescentes que guardavam um local para o show de Olivia Rodrigo. Em entrevista ao blognroll, logo após seu show no Arena Hardcore, Rodrigo Lima conta como foi essa experiência inusitada, além de relatar seu primeiro contato com o Lollapalooza e escolher o melhor álbum da história do Dead Fish. Confira a entrevista completa com Rodrigo Lima abaixo. Como foi para você tocar para uma plateia jovem fã de pop music? Dead Fish no Lollapalooza 2025. Foto por Hyndara Freitas Cara, eu gosto. Me sinto desafiado. Tocar para os Black Metal ou para a garotada do pop é um desafio bom. Não me intimida em momento nenhum. É até divertido, mesmo que eu seja vaiado ou que joguem alguma coisa em mim. Essas coisas podem acontecer e é tão divertido quanto. Eu não tenho mais medo, mas a gente tem que ser respeitoso com as plateias que estão na nossa frente. Não que eu seja uma pessoa super respeitosa, às vezes sou mais provocador do que respeitoso. Mas, na minha visão, se eu estou provocando é porque eu estou me importando com eles. E eu gostei das crianças, achei eles fofos, divertidos e muito educados. Alguns ficaram com cara de tédio, outros ficaram curiosos. Ali era um corpo de 52 anos e eles estavam lá para ver uma menina de 22 anos. Eu adorei a estrutura do Lollapalooza, eu nunca tinha ido. Só achei tudo muito longe e molhado por causa da chuva, mas gostei muito do festival. Depois de andar um pouco, eu vi uma banda de jazz que me teletransportou para a única parte boa do Texas. Parecia que eu estava assistindo Frank Zappa. Lógico, o evento tem essa coisa de marcas, logos e consumo dessa geração que está há 30 anos vivendo esse liberalismo louco e intenso. Mas eu adorei, gostei muito mesmo. A Seven está organizando a turnê de 34 anos do Dead Fish e eu queria fazer um jogo rápido para saber qual o melhor álbum da banda nessas mais de três décadas de história. Vou falar dois álbuns e você escolhe um para prosseguir. Começando: Ponto Cego ou Labirintos da Memória? Ponto Cego Ponto Cego ou Contra Todos? Ponto Cego Ponto Cego ou Zero e Um? Zero e Um Zero e Um ou Sonho Médio? São os meus dois preferidos. Por uma questão história, Zero e Um. Mas, por uma questão local, Sonho Médio.

Monsters of Rock chega aos 30 anos com shows inesquecíveis em São Paulo

30 anos de Monsters Of Rock, um dos festivais mais consagrados do país. Trinta anos não são 30 dias. Basicamente, a história dos shows de rock e metal que aconteceram por aqui, passa diretamente por esse festival. A edição de 2025 rolou em São Paulo, no último sábado (19), reunindo bandas gigantes e consagradas da história do rock’n roll. Scorpions e Judas Priest foram os headliners, mas o evento também contou com os suecos do Europe e do Opeth, os finlandeses do Stratovarius, o Savatage, além do Queensryche, direto de Seattle, nos Estados Unidos. Porém, antes de prosseguir, eu preciso registrar o quanto o Monsters é importante e tem uma relevância bem forte no meu coração. Foi no Monsters Of Rock que vi pela primeira vez a banda da minha vida. O Aerosmith, na edição de 2013. Chorei feito uma criança por realizar o sonho de ver de perto a maior banda desse mundo! Foi no Monsters Of Rock que assisti o maior espetáculo (porque não dá pra chamar aquilo “só” de show) que já presenciei em toda minha vida. O Kiss, na edição de 2023, me fez sair extasiado do Allianz Parque tentando digerir tudo que havia presenciado naquele verdadeiro espetáculo de som e pirotecnia. Foi no Monsters Of Rock que eu vi o show mais surpreendente da minha vida. Aquele show que eu já esperava que seria bom, mas que superou todas as expectativas e me deixou boquiaberto. O Scorpions, também na edição de 2023, me fez chorar, pular, dançar e me fez ainda mais fã dessa banda tão histórica. Dito isso, obviamente eu não poderia ficar de fora dessa edição tão comemorativa e emblemática! O dia começou com os caras do Stratovarius, diretamente da Finlândia. Uma banda bastante relevante no universo do “power metal” desde a sua fundação em 1984, mas principalmente depois do disco Visions, lançado em 1997, que trouxe notoriedade, respeito e sucesso a nível mundial para a banda. O show dos caras pode ser definido com o termo intensidade. Basicamente o Stratovarius é uma potência sonora com músicos extremamente virtuosos. A performance foi impecável com bastante interação com o público brasileiro que chegou cedo para ver o show. Inclusive, em certo momento, o vocalista Timo Kotipelto fez algumas brincadeiras para desafiar os fãs brasileiros a gritarem mais alto em relação aos outros shows da banda na América Latina. >> CONFIRA ENTREVISTA COM STRATOVARIUS Logo em seguida, o Monsters Of Rock recebeu no palco os caras do Opeth, uma banda sueca que está em atividade desde 1990 misturando death metal com rock progressivo. E olha que essa mistura pode definir claramente o principal comentário que ouvi sobre o show dos caras. >> CONFIRA ENTREVISTA COM OPETH É impressionante como eles navegam com maestria entre o peso do death metal com a técnica absurda do rock progressivo. Carregando uma naturalidade que parece ser a coisa mais fácil do mundo. O vocalista e guitarrista, Mikael Åkerfeldt, entrega uma performance incrivelmente potente, além de uma serenidade invejável. O Queensrÿche foi a terceira banda a subir no palco do festival para entregar um show repleto de clássicos que contam a história da banda. Uma banda histórica, muito relevante pro cenário do metal e que declaradamente serviu de inspiração para outras bandas consagradas, como o Dream Theater e o Symphony X. O Queens trouxe um show que navegou entre todos os períodos da carreira da banda, com muito metal pesado, mas também com a excelente balada Silent Lucidity, principal sucesso da banda aqui no Brasil durante muito tempo. >> CONFIRA ENTREVISTA COM QUEENSRYCHE Logo em seguida foi a vez do Savatage. Os caras têm simplesmente 46 anos de heavy metal e uma legião apaixonada de fãs aqui no Brasil. Muita gente com a camiseta da banda e enlouquecida com o show dos caras. Mais uma performance repleta de virtuosismo, entrega, hits e muito peso! Não é à toa que o Savatage é uma das maiores bandas de heavy metal da história, os caras entregam todas as características necessárias de uma banda gigante. >> CONFIRA ENTREVISTA COM SAVATAGE Depois do Savatage, nós chegamos naquele que foi o meu show favorito do dia. Os também suecos do Europe subiram no palco do Monsters Of Rock para entregar um show que pode ser resumido na palavra energia! Do primeiro ao último acorde, o show do Europe foi marcado pelo bom e velho hard rock clássico. Cheio de riffs marcantes e love songs que fizeram o Allianz cantar a plenos pulmões. Com destaque para Carrie, que fez o estádio todo se iluminar, e obviamente The Final Countdown, o maior hit da banda e um dos maiores hits da história do rock. >> CONFIRA ENTREVISTA COM EUROPE Tudo foi impecável no show do Europe, mas vale destacar a excelente performance do vocalista Joey Tempest que soube controlar a multidão com maestria e elegância. E por fim chegamos nos dois headliners do festival. Judas Priest e Scorpions dispensam apresentações. Duas potências, basicamente lendas vivas do rock… O show do Judas Priest foi insano. Uma chuva de hits, uma tempestade performática e uma trovoada de carisma de Mr. Rob Halford e companhia. Os caras são deuses e o Rob faz jus ao apelido de “metal god”. No auge dos seus 73 anos, esbanjando saúde, performance, alcance vocal e maestria em controlar a plateia. Inclusive, o público foi um show à parte durante o Judas. >> CONFIRA ENTREVISTA COM JUDAS PRIEST A galera estava ensandecida, cantando tudo, interagindo muito e se entregando de corpo e alma aos clássicos da banda. Era uma espécie de culto acontecendo sob nossos olhos e ouvidos. O show do Judas Priest foi realmente impressionante. E pra fechar a noite da edição histórica de comemoração dos 30 anos do Monsters Of Rock, o Scorpions entregou mais um espetáculo! Estético, visual, sonoro e performático. Tem que ter um jeito de eternizar esses caras, tem que existir uma forma de trazê-los para sempre. O show do Scorpions é um presente pra todos que gostam de rock

Mark Hoppus abre coração e relembra momentos marcantes em show autobiográfico

Emoção, risos e nostalgia marcaram o lançamento do livro Fahrenheit-182 (Harper Collins), a autobiografia do baixista, vocalista e cofundador do Blink-182, Mark Hoppus, em Somerville, nos arredores de Boston, no último dia 10. An Evening With Mark Hoppus, que teve apenas sete datas nos EUA entre os dias 9 e 20 de abril, foi um espetáculo de 1h30 de duração no qual o músico, acompanhado do coautor do livro, Dan Ozzi, respondeu perguntas ensaiadas do amigo, sem qualquer filtro. Dentre os assuntos principais, Mark Hoppus falou sobre como conheceu os companheiros Tom DeLonge e Travis Barker, a saída de Scott Raynor, a escolha por Matt Skiba para o lugar de Tom, além da luta contra o câncer. Em outros momentos, Mark Hoppus também brincou que foi o responsável por ajudar na captura de Saddam Hussein, por ter dado a dica fundamental para um almirante da Marinha após um show do Blink-182 para as forças armadas dos EUA. Tudo que Mark Hoppus respondia para Dan Ozzi no palco vinha acompanhado de vídeos ou fotos que comprovavam o que ele havia acabado de falar.  O Blog n’ Roll acompanhou o evento em Somerville e destaca abaixo alguns dos melhores momentos apresentados por Mark Hoppus no evento. A descoberta do câncer Estava jogando Ghost of Tsushima, um jogo incrível, e estendi a mão e pensei: “Bem, que caroço estranho!”. Não me lembro de ter visto isso antes. E o que você faz quando encontra um caroço de um lado? Você pensa: “Bem, ele deveria estar ali?” E você sente o outro lado, certo? Bem, esse lado não tem um caroço. Então, pensei: “Preciso falar com a minha manager sobre isso”. Minha esposa também achou estranho. Logo depois, ligamos para a nossa médica, e ela disse: “entre”. Fui ao consultório dela, que olhou e disse: “Não gosto da aparência desse caroço”. E ela me mandou fazer um raio-X, e o técnico do raio-X me mandou fazer um exame de sangue. A pessoa que fez o exame de sangue me mandou fazer uma ressonância magnética, e a pessoa que fez a ressonância me mandou fazer biópsias com agulha grossa, no qual eles pegam uma agulha oca e a enfiam na pele umas 20 vezes, e retiram toda a pele.  Diante disso, fui ao consultório da minha terapeuta para conhecê-la pessoalmente. Entro e digo: “É um prazer conhecê-la”. Não deu nem tempo de falar e recebi um telefonema. Era meu oncologista. Só consegui falar: “Ok, entendi. Obrigado”. Voltei para a sala, sentei e disse à minha terapeuta: “Ei, acabei de descobrir que tenho linfoma, então acho que sei do que estamos falando hoje”.  Todos os cânceres são medidos pelo tamanho de uma fruta. Eu tinha um tumor do tamanho de um limão no ombro, um tumor do tamanho de uma uva no pescoço. E tinha um monte de caquis espalhados pelo meu tronco e abdômen inferior, que também tinha um monte de passas. E então incontáveis ​​flocos de câncer por todo o meu sangue. Eu era apenas um arranjo comestível de tumores. O que eu tinha era linfoma difuso de grandes células B tipo IV-A. O único tratamento para isso é uma quimioterapia chamada Archon, o que é ótimo porque não precisei ficar pensando duas vezes. Devo fazer cirurgia primeiro? Devo tentar radioterapia? Existe algum novo medicamento experimental? É só Archon. R-C-H-O-P. Uma das coisas mais difíceis de fazer quimioterapia com Archon é que quando você vê escrito, parece que alguém está falando do Red Hot Chili Peppers.  Mas meu médico me ligou e disse: “Tenho uma ótima notícia”. Você tem 60% de chance de sobreviver e nunca mais ter que lidar com isso. A má notícia é que esta é uma das quimioterapias mais difíceis que alguém pode se submeter. E ele estava certo. Mas gosto dessas chances. E gosto do fato de não haver escolha. Então comecei a quimioterapia. Ele estava certo. É uma merda. Eles me davam uma dose gigante de esteroides, que me levavam à lua, apenas pulsando, vibrando e tremendo. Mas, ao mesmo tempo, eles me injetavam substâncias químicas que queimavam cada célula de crescimento rápido do meu corpo. Meus glóbulos vermelhos sumiam. Subia as escadas para o meu estúdio e ficava completamente sem fôlego. Todo o meu cabelo caía. Lembro que tudo aconteceu em um dia.  Estava sentado na nossa fogueira com a minha esposa e arrancando tufos gigantes de cabelo e jogando-os no chão. E estava ventando um pouco, e os cabelos estavam voando para dentro da piscina. E ela disse: “Você pode parar com isso? Está espalhando cabelo pela piscina toda”. Então comecei a puxar meu cabelo e jogá-lo no fogo, o que também não ajudou muito. No dia seguinte, estava no chuveiro, e ainda tinha merda caindo da minha cabeça. Estava me lavando, e de repente, tinha tufos enormes de pelos pubianos na minha mão. Me lembro de sair do chuveiro, com cabelo caindo da minha cabeça, cabelo grosso caindo da minha mão, todo molhado, nu, rindo histericamente do absurdo de ter que tirar meus pelos pubianos e dar descarga no vaso sanitário para que não entupissem o ralo do chuveiro. Divulgação do câncer Não contei a ninguém que tinha câncer, exceto para minha família e meus amigos mais próximos. E não contei a ninguém porque pensei que as pessoas iriam rir quando descobrissem. Porque senti que estava atrapalhando. Senti que tinha chegado a hora. Fui tão abençoado a vida toda. Estou em uma banda incrível. Nossa banda conseguiu fazer coisas que nenhuma banda no mundo consegue fazer. Já pisei em todos os continentes do planeta Terra. Tenho uma esposa e um filho incríveis. A piscina no meu quintal parece um pinto. É verdade. Eu comprei assim, não projetei. E pensei: “Você já está bem há tanto tempo, a outra bomba vai cair. Você assistiu Os Bons Companheiros? Eventualmente, o maldito helicóptero vai chegar e você vai ficar tentando fazer um espaguete e tudo vai dar errado. Então literalmente pensei, quando as pessoas descobrirem, vão rir. 

The Used celebra 25 anos de carreira e toca álbum de estreia na íntegra

Para comemorar os 25 anos de carreira, a banda norte-americana The Used escolheu 17 cidades da América do Norte, Europa e Oceania para fazer algo inédito na carreira: três noites consecutivas para cada uma delas, tocando um álbum na íntegra por data. E é isso, não tem música extra, alteração na ordem, nada disso. Os álbuns escolhidos para a tour são The Used (2002), In Love and Death (2004) e Lies for the Liars (2007). O Blog n’ Roll acompanhou o primeiro dos três shows em Boston, terceira cidade da tour, após Chicago e Detroit.  O House of Blues, uma das principais casas de shows da cidade, estava lotado, garantindo uma temperatura muito mais agradável que o frio congelante que estava na rua, mesmo sendo primavera. A abertura da noite ficou por conta do The Funeral Portrait, de Atlanta. Com apenas 30 minutos disponíveis, Lee Jennings e companhia focaram nos principais singles do segundo álbum de estúdio, Greetings From Suffocate City (2024), o primeiro com uma pegada mais emo e fortemente influenciado por My Chemical Romance. O set teve alguns destaques do álbum mais recente, como as músicas You’re So Ugly When You Cry, Dark Thoughts e Holy Water. >> CONFIRA ENTREVISTA COM THE FUNERAL PORTRAIT O som estava um pouco abafado, mas os integrantes conseguiram superar isso com muita disposição e uma apresentação bastante performática. O guitarrista Caleb Freihaut e o baixista Robert Weston se beijaram na reta final do show, o que rendeu muitos aplausos e gritos dos fãs. “Há três anos fomos expulsos de uma turnê por causa disso. Então fazemos questão de repetir esse gesto sempre”, comentou Lee Jennings antes de iniciar Suffocate City, maior hit da carreira e responsável por fechar a apresentação. Após o show, Lee Jennings conversou com o Blog n’ Roll e garantiu que foi procurado por uma produtora e iniciou as negociações para se apresentar no Brasil em 2026. Vamos aguardar! The Used Com apenas cinco minutos de atraso, The Used deu início ao show com a exibição de um vídeo com várias imagens do início da carreira. Após a queda da cortina, o disco homônimo passou a ser tocado na íntegra. Maybe Memories já garantiu um início quente, enquanto The Taste of Ink arrancou o primeiro sing along dos fãs. No início da apresentação, Bert McCracken pouco fala, emendando uma canção na outra. Antes de Buried Myself Alive, agradeceu o apoio do público nos últimos 25 anos e prometeu entregar o melhor presente possível nas três noites, antes de perguntar sobre quem iria nas outras duas datas. Logo depois, cantou mais um dos hits do álbum, A Box Full of Sharp Objects, que foi apresentada como “a melhor música já escrita”. Teve espaço para um trecho extenso de Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, algo que o The Used faz com frequência nos shows. >> CONFIRA ENTREVISTA COM THE USED Sobre o repertório, aliás, vale destacar a quantidade de canções que estavam esquecidas nos shows: Poetic Tragedy, Greener With the Scenery e Noise and Kisses não eram tocadas desde 2016. Entraram na atual turnê. Para o público brasileiro que quer curtir show no House of Blues de Boston, vale destacar que não existe lugar ruim. Todos os pontos são ótimos. Desde o balcony, lá no alto, que não é distante do palco e tem poltronas acolchoadas, até a pista, muito semelhante com o espaço da Audio, em São Paulo, que tem suas laterais com espaços para quem não gosta de ficar no empurra-empurra da pista. Na reta final, Bert saiu distribuindo happy birthday para várias pessoas da plateia, antes de falar que estava muito feliz pela história da banda, que agora toca também em arenas (vale lembrar que eles tocaram na primeira edição do I Wanna Be Tour, no Allianz Parque, em São Paulo). “Éramos apenas quatro caras de Utah tocando em um porão antes deste disco ser lançado”, disse Bert McCracken, que estava visivelmente emocionado com o apoio do público. A fidelidade com o set é tão grande que o The Used seguiu o desfecho do álbum de forma perfeita, encerrando com On My Own e Pieces Mended, antes de fazer um breve intervalo, que foi sucedido pela gravação de Polly e a faixa escondida Choke Me. Em quase 1h10 de apresentação, o The Used mostrou que é possível entregar o que promete e sair grandioso do palco, ainda mais com duas noites por vir com novos sets. Confira abaixo os três shows completos de Boston

Entrevista | Richie Faulkner (Judas Priest) – “Todos do Europe pareciam mulheres lindas”

Prestes a subir ao palco do Monsters of Rock neste sábado (19), no Allianz Parque, em São Paulo, o guitarrista Richie Faulkner conversou com o Blog n’ Roll sobre a expectativa de mais uma turnê do Judas Priest no Brasil, país que, segundo ele, sempre rende boas histórias e memórias inesquecíveis.  “O público brasileiro é apaixonado por música e heavy metal, e adora se divertir. Sempre sabemos que vamos ter uma plateia incrível”, comentou. Além de relembrar passagens marcantes pelo país, como shows ao lado de Kiss e Ozzy Osbourne, Faulkner adiantou o que os fãs podem esperar do show no festival. Segundo ele, a banda vai equilibrar as faixas do novo álbum Invincible Shield com clássicos e músicas mais profundas da carreira. “Tentamos cobrir tudo e, com sorte, deixar todo mundo feliz”, disse. A tour pelo Brasil teve início na última quarta-feira (16), em Brasília. Além do Monsters of Rock, a banda também fará um side show em São Paulo, no domingo (20), no Vibra. Ainda há ingressos para os dois shows na capital paulista. Confira a entrevista completa abaixo. O Judas Priest já veio ao Brasil várias vezes. O que você mais gosta no público brasileiro? O público brasileiro é louco, eles são apaixonados por música e heavy metal, e adoram se divertir, e nós adoramos isso quando viemos ao Brasil. Conhecemos as pessoas, a comida, o país. E quando tocamos no Brasil, seja no Rio, em São Paulo, em Belo Horizonte, em Brasília, onde quer que seja, sabemos que vamos ter uma plateia incrível. Estamos tão animados quanto vocês para esses shows.  Você tem boas lembranças do Judas Priest no Brasil?  Tenho milhões! Me lembro, acho que foi em 2014 ou 2015, viemos e tocamos duas noites, uma com o Kiss e outra com o Ozzy. E todas as noites havia uma festa no hotel, e era simplesmente fantástico rever alguns amigos, fazer novos amigos. Mas são sempre ótimas lembranças. Sempre que viemos ao Brasil há algo novo para ver ou fazer. É emocionante porque sempre criamos novas memórias.  O que você pode nos contar sobre o show no Monsters of Rock? Vocês vão priorizar o álbum mais recente da banda, Invincible Shield, ou vão se concentrar mais nos clássicos do Judas Priest?  Nós faremos as duas coisas, na verdade. Obviamente, é a turnê do Invincible Shield, então estamos apresentando algumas músicas do álbum. Mas sabemos que temos muitos fãs que estão na ativa há muito tempo com o Priest. Então, tentamos fazer um pouco de tudo, um pouco de coisas novas, um pouco de coisas antigas, um pouco de clássicos, um pouco de raridades. Tentamos cobrir tudo e, com sorte, deixar todo mundo feliz.  Quais são os planos para o resto do ano? Há algum álbum novo sendo preparado ou o foco será em turnê?  Nenhum álbum este ano, embora saiba que se lançássemos outro disco, seria o número 20 da banda. É um bom número. Entende o que quero dizer? 20 álbuns parece uma coisa boa, mas não este ano. Este ano estamos nos concentrando em turnê. Depois da América do Sul, voltamos para a Europa no verão para a turnê Shield of Pain, que é tanto o Invincible Shield quanto a celebração do Painkiller, que completa 35 anos em 2025. Depois, talvez mais algumas turnês. Mas talvez em um futuro próximo, façamos outro álbum.  Você se juntou ao Judas Priest no lugar de K.K. Doning. Imagino que tenha sido uma grande responsabilidade na época. Você conversa com ele? Vocês são amigos? Foi uma grande responsabilidade e ainda é. Acho que ainda é uma responsabilidade tocar as músicas dele e as minhas para representar o Priest da melhor maneira possível. Ainda acho que é uma responsabilidade por causa do legado que os caras, incluindo o Ken, deixaram. Então, é preciso honrar essa responsabilidade.Daqui para frente também.  Conversamos de vez em quando. A última vez que o vi foi há pouco tempo, no Rock & Roll Hall of Fame, em Los Angeles. E nos demos muito bem. Foi ótimo conhecê-lo. De vez em quando, conversamos por e-mail. E está tudo bem.  Eu e o Ken não temos problemas, na verdade. Sabemos que houve alguns problemas entre o Ken e a banda. Mas isso não é meu… Isso foi antes de eu chegar. Espero que possamos vê-lo no futuro.  Richie, você gostaria de jogar um joguinho rápido sobre as bandas de Monsters of Rock?  Claro! Eu digo os nomes do lineup e você os define em uma palavra.  Scorpions – Lendário Opeth – Eu ainda não vi o Opeth, mas estou ansioso para ver. A palavra seria animado. Animado para ver o Opeth. Europe – Quando era jovem, ouvi The Final Countdown no single de disquinho. Achava que elas eram lindas. Quer dizer, eles meio que pareciam mulheres na época. John Norum parecia uma mulher bonita, Joey Tempest também. Todos eles parecem mulheres lindas. Ficava um pouco confuso quando era jovem, mas estava focado na The Final Countdown. Quer dizer, The Final Countdown é enorme. Existe uma música de rock maior do que essa? Então resumiria o Europe como enorme.  Stratovarius – Ainda não vi o Stratovarius, mas a música é fantástica. Tocar guitarra nessa banda é coisa de outro mundo. Fenomenal cai bem para eles. Queensrÿche – Eles são bons amigos. Fizemos uma turnê com eles por algumas regiões do mundo em 2022. Amigos é uma boa palavra. Você gostaria de nos contar alguma história que tem com uma dessas bandas?  Tem algumas que não posso te contar. Se eu te contasse, teria que te matar. (risos) Quais são os três álbuns que mais te influenciaram na carreira? Essa é uma ótima pergunta. Diria que Iron Maiden – Somewhere in Time ou Live After Death pode ser um deles. O Live After Death foi meio que um cruzamento de músicas diferentes de álbuns diferentes, obviamente. Mas Somewhere in Time foi o primeiro álbum que comprei do Maiden. Então, diria Somewhere in Time, do Iron Maiden,

Duo garageiro Morcegula lança segundo álbum, Caravana dos Desajustados

O Morcegula, um “duo casal interestadual de rock n´roll trevoso”, lançou, através do selo Goma Base, o álbum Caravana dos Desajustados. O disco, já disponível nos principais tocadores digitais, conta com uma edição limitada de 150 cópias em vinil colorido. Formado por Rebeca Li nos vocais e na bateria – que ela toca em pé e sem pratos, e por Badke na guitarra e voz, o Morcegula é descrito pelo duo como “uma união de grave de surdo e bumbo, com agudos distorcidos da guitarra da cidade do Rio de Janeiro com Uberlândia, da Rita Lee com Ramones, da energia masculina com a feminina”. Morando em estados diferentes, Rebeca, baterista da banda punk uberlandense Pulmão Negro, e Badke, também guitarrista e vocalista da carioca Carbona, se conheceram na estrada e lá permaneceram, fazendo dela seu ponto de encontro e sua casa. Caravana dos Desajustados, produzido por David Pacote, conta com 13 faixas, e é o segundo álbum da banda, que carrega na bagagem o disco de estreia “Dia das Bruxas” e o EP No Ritmo da Assombração.  “O primeiro álbum nos ajudou a materializar a ideia do duo e foi feito como uma experimentação, representou uma busca de sonoridade. No ‘Caravana’ a gente já partiu sabendo o que a banda realmente era, e todas as composições foram já pensadas deste prisma. Uma banda que tem graves no bumbo e surdo, e uma guitarra flying v barulhenta. Exploramos muito mais os dois vocais e mostra exatamente o que é nosso duo”, conta Badke. Rebeca Li diz ainda, que o nome do novo trabalho traz uma simbologia significativa para a dupla. “O Carro, arcano 7 do tarot, é a carta que guiou nossos passos no primeiro ano de atividade. Tem a característica de passar por cima dos desafios, e de ser um duo à distância. Os Desajustados são todos aqueles que cantam nossas músicas, vestem nossas camisetas e aparecem nos shows para curtir com a gente. Caravana dos Desajustados é a energia de seguir em frente numa eterna celebração com os fãs”. A faixa de trabalho escolhida pelo Morcegula para divulgar o álbum é Ratazanagem, que mistura influências de Rita Lee e The Cramps. “É um Rock n Roll frenético e bem-humorado, que fala sobre relações ardilosas, falsas amizades, competição velada, trairagem, sacanagem, crocodilos, ratazanas e cascavéis”, revela o guitarrista.