Após fim do Skank, Henrique Portugal lança EP Impossível; ouça!

Depois de encerrar as atividades com a banda Skank, o tecladista Henrique Portugal lançou o EP solo Impossível, abordando os afetos de uma camada da sociedade pouco assistida pela música brasileira atual. O projeto conta com a participação de Frejat, Marcos Valle e Marcelo Tofani. A faixa que dá nome ao EP é o fio condutor dessa vida adulta descrita por Henrique. Impossível traduz o sentimento diante das oportunidades que aparecem no dia-a-dia para continuarmos acreditando nos nossos sonhos, apesar das dificuldades. Como ele canta: “E quando o sol aparecer / O que é impossível deixa de ser“. E nessa busca por propósito de uma geração que sente diariamente na pele as mudanças da modernidade, o amor parece ser a coisa mais simples que desejam – como ele descreve nas faixas Maior que o Mar e Paixão (música de Kledir Ramil da dupla Kleiton e Kledir), com versos “não sou galã, não sei dançar, só sei pensar e te querer” e “ser feliz é tudo que se quer. Ah!, esse maldito fecho ecler“. A simplicidade do amor chega em seu átomo indivisível na canção Laiaraiá, em que Henrique interpreta com Marcos Valle e os dois concluem que, para falar de amor, é mais fácil recorrer à melodia do que às palavras: “Algumas palavras são / Feito um monte de pedras na estrada entre nós / Em que a gente tropeça na pressa do amor / Eu só peço que agora nos deixem a sós / Sério, me deixa tentar de novo / Na melodia é que eu me resolvo”. Mas os versos cinematográficos do artista não retratam só o amor. A tristeza também aparece na canção A Chuva (composta por Henrique, Frejat e Mauro Santa Cecília), em que Portugal e Frejat descrevem sobre a sensação de lavar a alma com a chuva. Já em Sonhei Com Você, Portugal e Marcelo Tofani praticamente escreveram sobre a saudade como uma crônica: “hoje senti o sabor da sua língua e mais / deu vontade de voltar atrás / só que não é bem assim“.
Em EP de virada na carreira, Riko Viana cria jukebox do subúrbio

Inspirado nas músicas ouvida nos bares, rodoviárias, celulares e ruas da extrema Zona Oeste do Rio, Riko Viana busca a beleza de abraçar as raízes de um modo pop, brega, funkeado, sensual e brasileiríssimo. Metarmofose marca uma fase do artista entre o pop e o bregapunk unindo elementos do hip hop, baião, afrobeat, reggaeton, funk, tecnobrega fazendo referências ao candomblé, em um trabalho que celebra a identidade do cantor, compositor e produtor musical para muito além do pertencimento à multidão. “Quando se pensa em hip-hop, pensamos logo naquele modelo estadunidense, sem batucada, mas o conceito popular do que é hip-hop é de música feita por pessoas periféricas, com pouco recurso e de alcance de massa, e que transformam esse pouco recurso em linguagem. Quando olhamos para o Brasil, quais músicas são feitas com pouco recurso por pessoas periféricas e que tem alcance de massa? Então o samba é em parte hip-hop, o funk e o brega também são”, reflete Riko. Após anos com um trabalho voltado para a MPB nos EPs Anelo e Ao Vivo no Estúdio PlayRec, Riko Viana abraçou suas raízes nordestinas e suburbanas ao se reinventar no que chama de XAMEGARIA, um som para ouvir junto, tropical e sexy. Porém, esse reencontro veio de um processo de dor. “Eu já estava numa jornada de mergulhar na minha ancestralidade nordestina, após sofrer um episódio de xenofobia. Fui chamado de nordestino em tom pejorativo dentro de um supermercado em um bairro nobre do RJ e desde lá mudei como pessoa e como artista. Fiz meu barraco, não deixei por baixo. Mas aquilo fez eu me reconectar com minhas raízes nordestinas”, conta Riko, que faz de sua arte uma reflexão sobre a vivência como fruto do êxodo nordestino se misturando à cultura das favelas e periferias cariocas. Este é um lançamento do selo 2Bit Records, iniciativa baseada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que é ao mesmo tempo o bairro mais populoso do Brasil e uma área com pouco olhar da mídia e autoridades. Capitaneado por Xavier2bit e Riko Viana, o selo visa a trazer as sonoridades do subúrbio real, indo do rap ao funk, do Piseiro ao Trap, amplificando vozes e mensagens que se comunicam diretamente com as pessoas de forma popular, fazendo música popular de verdade.
Last Sheep lança o segundo EP Sonhos e Promessas

Com quatro faixas e videoclipe para o single Mentiras Disfarçadas, Sonhos e Promessas é o segundo EP da banda de hardcore melódico Last Sheep, já nas plataformas de streaming e Youtube. As músicas são Mentiras Disfarçadas, Sonhos e Promessas, Ela e Descartáveis. Sonhos e Promessas é um registro que marca a maturidade e cuidado com o profissionalismo da Last Sheep, em todos os processos, da composição à pós-produção de dois meses. O registro foi produzido por Ali Zaher, produtor e baixista do CPM 22, gravado no Flat Hall Studio, em Rio do Sul (Santa Catarina). Como destaca o guitarrista Rafa, as músicas trazem questionamentos acerca de conflitos e dilemas da sociedade na qual vivemos. O vocalista Biel complementa que a sonoridade do EP continua com bastante energia em músicas rápidas e refrões marcantes, que já fazem parte do estilo da banda, sem deixar de lado características do hardcore melódico. O produtor Ali afirma que, durante todo o processo, rolou uma ótima química, com muito companheirismo e aprendizado. Foram cinco dias de trabalho para captar tudo da melhor maneira possível. “Os caras estavam super preparados e também abertos ao meu input criativa. Essa troca foi ótima para chegarmos num produto final que adoramos. São músicos muito criativos e, mesmo em momentos de mudança na hora de gravar, eles foram rápidos em se adequar e executar”, fala Ali. A produção de Sonhos e Promessas foi viabilizada graças por meio do Edital de Cultura Nodgi Pellizzetti 2022, que também vai render duas oficinas voltadas para músicos e um show gratuito na Fundação Cultural de Rio do Sul, com acessibilidade em Libras. O primeiro lançamento referente ao EP foi o videoclipe de Mentiras Disfarçadas, com direção e fotografia de Jean Goral e Guilherme Galdino, antigos parceiros da Last Sheep. A música aborda angústias vividas por muitas pessoas que se colocam dentro de uma “casca” para poderem estar adequadas ao mundo atual, mas, na verdade, elas não queriam estar ali. “Como é uma canção com uma pegada hardcore e uma melodia forte, a escolha do cenário para o clipe foi um dos ambientes da FCRsl: uma construção antiga com estilo bem industrial”, fala a banda sobre a locação. O show que marca o lançamento nos palcos de Sonhos e Promessas será dia 20 de maio, em Rio do Sul, cidade onde a banda foi criada, em junho de 2021. O evento também terá apresentação do Sugar Kane. “Essa será uma oportunidade muito massa para divulgar nosso novo trabalho, já que vamos abrir para o Sugar Kane que é uma grande referência de som para gente e também uma banda que acompanhamos há muito tempo”, finalizam.
Rohma lança samba inédito com o artista e baixista italiano Saturnino

Itália com Brasil, punk com balada, rock com funk, universidade com boate. O EP, e a faixa-título Samba Sbagliato, que já estão nas plataformas de streaming, revelam todo o hibridismo que caracteriza a personalidade e a sonoridade de Rohma. Radicado há 20 anos no Brasil, o cantor e compositor italiano lançou @rroboboy, terceiro disco de carreira, em agosto de 2022, produzido por Jonas Sá e Thiago Nassif e agora reúne no EP as músicas em italiano desse álbum. Além disso, conta com a inédita, dançante e saudosa Samba Sbagliato, produzida pela dupla e composta também com Franco Cava. Samba Sbagliato é uma parceria italo-brasileira com o baixo elétrico do superstar italiano Saturnino, um dos nomes mais fortes do mainstream pop rock italiano, parceiro de longa data do rapper e artista italiano JOVA, dentre outros. Com muita naturalidade, Rohma passeia pela música industrial da faixa Tabula Rasa, inspirada na sonoridade do Nine Inch Nails, The Prodigy e Bjork, mas também apresenta tons de funk, R&B e Soul de novos nomes como Stromae e Rosalía em faixas como @rroboboy. Já o pop rock anos 1980, com pitadas de Secos e Molhados, Rita Lee e nuances punk, aparece em KOBRA, parceria com a cantora carioca Letrux. Deixando de lado o pudor musical ao misturar elementos internacionais com traços do Brasil que adotou para viver, trabalhar e iniciar uma carreira artística, as seis faixas são um verdadeiro mergulho por águas quentes da música global. O álbum apresenta facetas serenas como a versão inusitada de Esquinas (Djavan) em italiano que virou Solo Io, e também timbres despojados, como em Toneaí, composição própria ao lado das rappers catarinenses MC Versa e Ju Sofer, pop samba carnavalesco que encerra o EP. O projeto também traz clipes futuristas e híbridos de KOBRA (finalista na categoria “Inovação” no Music Video Festival de 2022) e Solo Io, em animação, unreal e 4D, pelos talentosos Chico Salles Neto e Laser Demon.
Ghost anuncia EP com covers; ouça primeiro single de Phantomime

O Ghost anunciou o lançamento do EP Phantomime, uma coleção de covers diversificados e fascinantes com o DNA musical da banda. O trabalho, que será apresentado no dia 18 de maio, traz as versões de See No Evil, do Television; Jesus He Knows Me, do Genesis; Hanging Around, do The Stranglers; Phantom Of The Opera, do Iron Maiden; e We Don’t Need Another Hero (Thunderdome), de Tina Turner. Nesta semana, a banda disponibilizou o videoclipe da música Jesus He Knows Me, que conta com a direção de Alex Ross Perry. O Ghost já anunciou das datas de sua turnê pelos EUA, em agosto de 2023. No Brasil, a banda se apresenta em show único, em setembro, em São Paulo. Os ingressos variam entre R$ 185,00 (pista/meia) e R$ 650,00 (camarote / inteira).
Maçã de Cesto divulga EP Janeiro; ouça!

Voltando às origens, a guarujaense Maçã de Cesto lançou o EP Janeiro. O registro conta com três faixas, sendo duas inéditas. A terceira faixa, Chuva, foi revelada em2017 junto com um clipe desenvolvido pelos alunos de Cinema da Unimonte, de Santos. Na época, além de Chuva, foram gravadas mais duas canções em Estúdio: Mau Dia e Nosso Lar, que ficaram engavetadas durante os últimos seis anos. “A ideia era inserir mais instrumentos nas músicas, criar mais arranjos… Mas no final foi decidido que iríamos seguir assim. Com a mesma simplicidade de Chuva“, comenta Hugo Alves. O EP traz uma atmosfera de calmaria composta somente por violão e voz, produzida pelo produtor Guarujaense Felipe Vassão.
Marcelo Rizzo transforma dor em pop maduro no EP “Quase”

Começando uma carreira passo a passo calmamente nos últimos anos, o cantor e compositor Marcelo Rizzo transforma o íntimo em universal em seu novo trabalho. O EP Quase traz, na voz do artista e em um clima de pop alternativo, um espírito de livro aberto e forte intimidade para dialogar com temas como encontros e desencontros e afetos contemporâneos, que são questões enfrentadas por toda uma geração. “O EP representou muito do meu amadurecimento como pessoa mesmo, em vivência, em sentimentos. E foi um conjunto de músicas muito reflexivas, apesar de sempre voltadas pro relacionamento com o outro, sobre o que se passava dentro de mim, a turbulência de emoções e como espremer o melhor disso. Fazer limonada com os limões que a vida amorosa me deu”, conta Marcelo Rizzo. Relacionando-se com a música desde 2003, foi em 2009 que ele decidiu começar a gravar as suas composições de forma amadora, com o auxílio de um computador. Em 2016, tomou coragem para investir em suas canções. Após o EP de estreia Pouco a Pouco (2019), Marcelo começou a desenvolver as canções e temáticas do novo trabalho. “’O EP Quase conta com cinco músicas compostas durante a pandemia do covid-19. Coincidentemente, a duração da pandemia coincidiu com um relacionamento que eu vivi, de muito aprendizado, de bastante desafios e que, com a ajuda da reclusão da pandemia, me fez olhar muito pra dentro e entender minhas emoções. Era um relacionamento que me fazia viver uma montanha russa de emoções. Desde muita euforia e alegria a muita tristeza, ciúme e paranoia. Através das músicas desse EP, eu tentei não refletir sobre a tristeza, mas sim resgatar em mim os sentimentos que me empoderavam diante das situações ruins. A faixa de abertura Quase fala muito sobre isso. Sobre não desistir frente às fases difíceis. De olhar pra mim e sentir orgulho de ter insistido, de ter me desafiado, me arriscado, dado minha cara a tapa, mesmo que o resultado fosse a mágoa”, conta Rizzo. “As outras músicas falam mais sobre dor e mágoa, porém de um jeito divertido e sempre focando nos sentimentos bons que te empoderam no momento de um término, de perda”.
Bomayê: Com EP político, Rota 54 comemora 15 anos de estrada

Após o lançamento do single Ali, o Rota 54 divulgou na última sexta-feira (3) o EP de quatro faixas, Bomayê. O novo trabalho, que carrega questionamentos políticos e sociais, marca os 15 anos de estrada da banda paulistana. A reflexão já parte do título Bomayê, termo que aparece na música Ali e que no dialeto africano lingalês, significa “Acabe com”. “A mensagem que queremos passar com o EP é: Bomayê (acabe com) o racismo, a homofobia, o machismo, a intolerância religiosa, o genocídio do povo negro e indígena”, conta o vocalista Caio Uehbe. “Usar um termo africano tem muito significado, pois é necessário superar essa visão eurocêntrica, judaico-cristã, heteronormativa e masculina. É necessário descolonizarmos nosso olhar e nos africanizarmos em busca da nossa verdadeira essência e de uma nova forma de encarar as relações sociais e do ser humano com a natureza”. A faixa destaque no lançamento do EP é Mais Uma Estação, que narra um retrato da rotina da maior parte da população da cidade de São Paulo, em que a jornada de trabalho é cada vez mais extensa, e suas condições cada vez mais precarizadas. “Nossos sonhos vão se perdendo na nossa rotina extenuante e vamos deixando um pouquinho de nós em cada lugar que passamos no cotidiano metropolitano: ‘O velho herói que sempre fui… Barra Funda, Liberdade, Ipiranga, Carrão… Se perdeu em alguma estação… Tiradentes, Paraíso, Sacomã, Conceição… O que perdi em cada vagão”, revela Uehbe. Com produção de Wagner Bernardes e lançamento assinado pelo selos Rota Recs e RedStar Recordings, Bomayê conta com as faixas Ali, Mais Uma Estação, Honestidade e uma releitura de Hey Ho Catadão, música do álbum Subvivência, do Rota 54. “O disco vem num contexto pós pandemia e sobretudo pós governo Fascista no Brasil, onde todo o histórico genocida do país ficou escancarado na forma que o governo conduziu a pandemia, a questão dos povos originários, as políticas públicas de inclusão das minorias etc. A capa do disco mostra essa face do estado brasileiro que há mais de 500 anos elegeu seus alvos e que no último período intensificou a política de sua eliminação”, explica o vocalista. Além de Caio Uehbe (vocal e guitarra), a banda é formada por Daniel Moura (guitarra), Camarada Renan (baixo) e Vinícius Coelho (bateria). O Rota 54 fará o show de lançamento do EP, disponível também em CD, no sábado (11), na capital paulista. Quando: 11 de março, a partir das 19h30. Local: Red Star Studio, Rua Teodoro Sampaio, 512. Saiba mais
Arthus Fochi cria um Rio de Janeiro melancólico em EP com Scott Hill

O cantor e compositor Arthus Fochi traz um olhar melancólico e pouco “maravilhoso” para o Rio de Janeiro, em seu novo trabalho. Em parceria com o saxofonista americano Scott Hill e gravado em takes únicos, Quadrados na Bola é um EP pensado como uma suíte com lançamento do selo Cantores del Mundo. “Sou filho de imigrantes de distintas gerações, minha filha e sua mãe são frutos de imigração. A distância e o pertencimento para mim são eternas construções. Mapear a cidade o tanto que pude e descobrir seus corredores, fiz ao lado de imigrantes. E assim, como artista, frequentei amizades de diversas ampolas urbanas e sociais. O Rio de Janeiro tem seus corredores e suas dificuldades para quem não cresceu ali e frequentou suas ampolas”, conta o artista, que nasceu no Rio mas cresceu na Região dos Lagos. Para o projeto, Arthus contou com a parceria com Scott Hill, também com seu olhar de estrangeiro e parceiro de múltiplos projetos. O americano é fruto da tradição do improviso no jazz e trouxe isso para as canções de Fochi. “Sempre gostei de conhecer expressões e pessoas. Tudo no Rio é dicotômico, é feliz e triste, sem escapatória, é torpor e perseverança. No Rio, em meio à obrigação da festa ou da militância, há uma luta constante por mobilidade social, fama ou notoriedade. Julgamento e auto-julgamento em retroalimentação. Quadrados na Bola é um pouco dessa experiência de vida cosmopolita e extremamente urbana, um pouco da dificuldade de associação nesse projeto de vida, um pouco da tristeza coletiva e individual de muitos que sonham com um lugar mais justo e melhor e se perdem em si”, completa Fochi, que hoje vive na Dinamarca. O projeto veio para somar a uma trajetória já experiente como compositor, poeta, músico, pesquisador, professor e historiador. Todas essas são facetas presentes na aura artística de Arthus Fochi, um carioca filho de pai guarani paraguaio, que convergem na música. Como autor, lançou dois livros independentes: Afasia (2010) e Poema Poeira (2012), com apoio técnico e parceria da Editora Cozinha Experimental. Em 2018, lançou também Ao amor imigrante, pela Editora Urutau. Fochi faz de seu trabalho uma coleção de referências musicais e poéticas, brasileiras e latinoamericanas, folclóricas e modernas há mais de 10 anos. Desde 2007, ele investiga ritmos da América do Sul, em viagens e residências artísticas. É articulador e fomentador da cultura hispano-americana no Rio de Janeiro. Ao lado de Guilherme Marques, desenvolve como diretor geral a label Cantores del Mundo, cedido a Arthus em 2015 por Tita Parra (neta da folclorista icônica Violeta Parra). Já participou de peças teatrais como diretor musical e ator (entre elas, “Xambudo”, montagem da Cia. Bananeira e dramaturgia de Aderbal Freire Filho, vencedora do Festival de Teatro do Rio 2010). Em 2015, atuou e fez trilha sonora para o curta-metragem Sopro, uivo e assovio, de Bernard Lessa. Em 2013, iniciando a carreira musical, lançou o primeiro disco, Êxodo Urbano, gravado a convite de Juan Alcón na IEMF Los Carmeles (Madri). Em 2017, lançou seu segundo álbum, Suvaco do Mundo. Fochi lançou ainda o registro Arthus Fochi e Os Botos da Guanabara – Ao vivo no Barbatana e uma série de singles, incluindo faixa Tro på dig selv, em homenagem à sua filha recém nascida, já morando em solo dinamarquês. Recentemente, ele lançou Ano Sabático, plural álbum com colaborações com José Delgado (Venezuela), Lívia Nestrovski (EUA), Fred Ferreira (Portugal), Juliana Linhares (RN), Duda Brack (RS), Tyaro (PE), Déa Trancoso (MG), Qinhones, Ana Frango Elétrico, Chico Chico, Júlia Vargas e Ivo Vargas (RJ) e MASSAMBARÁ com o arranjador, cantor e trompetista Pedro Paulo Junior.