Após show em São Paulo, Helado Negro revela EP The Last Sound On Earth

Helado Negro, projeto do músico e produtor Roberto Carlos Lange, lançou o EP The Last Sound On Earth, já disponível em todas as plataformas digitais. A estreia foi celebrada com um show em São Paulo, no mesmo dia do lançamento, na Casa Rockambole, marcando o início da nova fase do artista, que retornou ao país após a estreia no Primavera Sound São Paulo, em 2022. O trabalho reúne cinco faixas que transitam entre o eletrônico e o experimental, com letras que refletem sobre o mundo contemporâneo, a memória e a busca por transformação. As músicas More, Protector e Sender Receiver (que ganhou um clipe gravado em Miami) anteciparam o lançamento, revelando parte do universo sonoro denso e introspectivo que permeia o EP. The Last Sound On Earth nasce de uma pergunta simples e profunda: qual seria o último som que ouviríamos antes do fim? A partir dessa ideia, Helado Negro cria paisagens sonoras que misturam inquietação e esperança, combinando batidas pulsantes, ecos e distorções que evocam tanto o caos quanto a beleza do que ainda permanece. Mesmo ao abordar temas sombrios, o artista encontra leveza no movimento e na criação. “Como posso dançar com essa dor?”, questiona Lange. “Mas quando estou no palco, eu danço. Descobri um jeito de me mover que me liberta junto com a música.” Com camadas complexas de emoção e produção precisa, The Last Sound On Earth reafirma Helado Negro como uma das vozes mais singulares da música contemporânea, transformando dúvida e fragilidade em arte.
Banda santista Aclive lança EP de estreia; ouça Vendetta

A banda santista Aclive lançou o EP de estreia, Vendetta. Com cinco faixas, o trabalho traz todas as características que definem o grupo: músicas rápidas, pesadas e melódicas que refletem as influências de punk rock, hardcore e metal. Vendetta é mais do que apenas um EP – é um manifesto sobre temas importantes que afetam a sociedade atual. As letras abordam questões como saúde mental, crítica social e política, e a luta das mulheres em uma sociedade ainda dominada pelo machismo. A banda promete não deixar ninguém indiferente com suas letras incisivas e sua energia contagiante. A faixa-título, Vendetta, é um dos destaques do EP, com uma pegada pesada e uma letra que fala sobre a vingança de uma pessoa ferida em um relacionamento desigual. É um hino à libertação e ao empoderamento. A Aclive é composta por amigos de infância que cresceram juntos nos morros de Santos e por esse motivo foi escolhido “Aclive” para o nome do projeto. Com vários anos de experiência combinada, cada membro traz sua singularidade para criar um som único e inconfundível.
Cacofonia escancara a fúria feminista contra o falso moralismo no EP “Eletrodoméstico”

A Cacofonia revelou seu primeiro EP para o mundo: Eletrodoméstico. O trio riot grrl de Joinville traz uma sonoridade inspirada em bandas brasileiras do mesmo gênero, como Bulimia e Charlotte Matou Um Cara. O material conta com apenas três faixas rápidas e diretas ao ponto, trazendo críticas ao patriarcado na sociedade. Algo bem curioso – e interessante – se considerar que é uma banda formada somente por mulheres em um dos estados mais conservadores do Brasil. Liberdade de Ódio e Autocracia Domiciliar são sons que deixam explícitos a fúria da luta feminista contra o falso moralismo. Já a faixa-título Eletrodoméstico fala diretamente do medo que alguns homens têm de perder seus “direitos”. A capa de Eletrodoméstico é outro destaque, remetendo a arte cheia de colagem do álbum Histórias de Sexo e Violência dos Replicantes. No entanto, aqui o foco é na hipersexualização e imposição de padrões irreais para as mulheres, com imagens de carne e armas cobrindo rostos e partes íntimas das modelos. Ouça Eletrodoméstico da Cacofonia
End of Pipe prega união e resistência no EP Silence Equals Death

Em meio à turnê europeia em 2022, a frase Silence Equals Death (em português, silêncio é igual à morte) estampada na parede de um squat na cidade de Budapeste (Hungria) foi a faísca para a banda de punk/hardcore melódico catarinense End of Pipe pensar e compor o registro que agora é materializado em um EP com o mesmo peso de resistência, lançado no streaming via Repetente Records. Silence Equals Death é tanto o nome do EP quanto do último single, uma faixa que mistura influências de Strung Out com outras referências da cena californiana. A música mescla versos rápidos, um refrão mais cadenciado e partes mais pesadas e enérgicas, como a parte final da música. “A música é um alerta para nos mantermos unidos e lutar por algo verdadeiro em tempos difíceis. Nos calarmos pode nos levar à morte, no sentido de gerar arrependimentos pela falta de ação”, destaca a End of Pipe, uma banda que nasceu em 2006 na cidade de Florianópolis (Santa Catarina). O lançamento de Silence Equals Death celebra a bem sucedida parceria com a Repetente Records, selo de dois músicos do CPM 22, Badauí e Phil Fargnoli junto ao diretor artístico Rick Lion, que promoveu também os singles anteriores que formam este EP. Agora é hora de pegar a estrada, dentro e fora do Brasil. O EP ainda marcou a volta da banda com a formação em quarteto. “Nos próximos meses, a banda vai fazer shows em Santa Catarina e em outros estados. Algumas datas já estão confirmadas, como em Florianópolis e Balneário Camboriú, e outras estão sendo negociadas para São Paulo”, eles revelam. End of Pipe é Uirá Medeiros (guitarra e voz), Gabriel Jardim, Gabito (guitarra), Rafael Censi (baixo) e Victor Berretta (bateria)
Banda 808 Punks lança EP produzido por Edu K; ouça “Bater Cabeça e Rebolar”

A banda carioca 808 Punks lançou nesta sexta-feira (26) o EP Bater Cabeça e Rebolar, com seis faixas produzidas por Edu K, vocalista do DeFalla. Criada em 2020, pelo músico e produtor André Paumgartten, a 808 Punks nasceu como um caldeirão sonoro que mistura punk rock e metal industrial com os graves pesados da TR-808 – símbolo do funk carioca, do trap e da música eletrônica. A fusão traduz a essência da banda: guitarras distorcidas com batida de baile e rebeldia com grave de paredão. Assinado pela Bonde Music, o EP Bater Cabeça e Rebolar é o primeiro da banda formada por André Paumgartten (voz e theremin), Glenda Maldita (voz), Prixxx (voz), Xande Farias (guitarra), Formigão (baixo) e Robson Riva (bateria). “Quando chamei o Formigão do Planet Hemp pra banda, falei pra ele que queria fazer uma mistura de Ministry e Motörhead tocando no baile funk da Mangueira”, revela Paumgartten. Para divulgar o EP, o 808 Punks escolheu a faixa-título Bater Cabeça e Rebolar, que conta com a participação de Edu K e versa sobre as dificuldades cotidianas. “Pegar ônibus, aturar patrão, ralar demais, situações conhecidas como parte da opressão estrutural, mas que encontram resposta através da música, da dança e da ocupação dos espaços nos finais de semana”, diz o vocalista. “O gesto de ‘bater cabeça’ e o ato de ‘rebolar’ tornam-se rituais de libertação: uma catarse que transforma dor em potência, cansaço em celebração, submissão em insurgência com a cara do subúrbio carioca de quem não tem preconceito algum de estilos”. Além da música que dá nome ao EP, fazem parte do disco as faixas Respeita as Minas, Levanta o Moicano, Maldita TPM, Show de Porrada e Geral com a Mão pro Alto.
Santista Renan Valdez une MPB e música eletrônica nas canções do EP “Girassol”

Girassol, do músico e compositor santista Renan Valdez, chegou às plataformas digitais. O projeto, concebido a partir de um momento de profunda transformação pessoal, narra uma história de desapego, ressignificação e a redescoberta de si mesmo. A inspiração para o trabalho surgiu em 2023, após o término de um relacionamento significativo, que ocorreu logo depois do Carnaval. A dor da separação foi agravada por um elemento de capacitismo, pois o artista havia sido diagnosticado no espectro autista um pouco antes, e suas dificuldades foram usadas como justificativa para o fim da relação. Essa crise de identidade, misturada à dor da perda de uma pessoa amada, tornou-se o catalisador para as composições do EP. Sem dúvida, o EP é uma obra sobre as fases da jornada emocional: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. As canções misturam as memórias da relação que se perdeu com a busca pelo autoconhecimento e a auto aceitação, criando uma trajetória narrativa que vai da melancolia à superação. Além disso, a escolha do nome é simbólica: Girassol; o símbolo universal das deficiências invisíveis. A sonoridade do trabalho é um ponto de destaque. Renan Valdez cria uma ponte entre o pop contemporâneo e a Música Popular Brasileira, mesclando batidas eletrônicas de dancehall e hyperpop com ritmos como o maracatu, o baião e a bossa nova. O resultado é um som único e peculiar, que soa familiar e, ao mesmo tempo, completamente original. Cada faixa do EP contribui para a narrativa e a riqueza musical do projeto. A Intro é uma colagem de sons e memórias que culmina na lembrança melancólica da música de Luiz Melodia. Galinha e Vem Pra Mim exploram a tristeza da perda com um toque dançante, enquanto Bolero Da Saudade Maior traz uma ousadia sensual e Sozinho reflete sobre o medo da solidão. A faixa-título, Girassol, é um samba-hyperpop que celebra o fim do ciclo, a aceitação e a redescoberta de si. Além do som, Renan Valdez explora em sua arte um conceito que engloba o visual e o imaterial. As performances, figurinos, adereços e maquiagem foram idealizados por ele para dialogar com as memórias e os conceitos do álbum, transformando o show em uma experiência completa que vai além da música.
The Paradox lança EP de estreia NSFW; ouça!

A banda de pop punk The Paradox lançou seu aguardado EP de estreia, NSFW. Apelidados de “black-182” por ser formada apenas por integrantes pretos e fãs de blink-182, a banda viajará pelos Estados Unidos com o All Time Low nos próximos meses para divulgar o debute. Formada em junho de 2024, a The Paradox reúne o vocalista e guitarrista Eric Dangerfield, o baixista Donald Bryant, o guitarrista e vocalista Xelan e o baterista PC3. O grupo, baseado em Atlanta, chamou a atenção logo nas primeiras semanas de carreira, recebendo o aval de ninguém menos que Jack White (The White Stripes). Mesmo com pouco tempo de estrada, a banda já acumula feitos de peso: abriu o show do Green Day em agosto de 2024, integrou o line-up do When We Were Young Festival em outubro do mesmo ano e incendiou o palco do Warped Tour 2025, em Long Beach, Califórnia. Nesse último, a The Paradox surpreendeu o público ao receber Travis Barker (blink-182) como convidado especial, tocando juntos a parceria Bender, presente no EP de estreia.
Yungblud e Aerosmith anunciam EP com cinco faixas

O músico Yungblud anunciou o EP One More Time em parceria com o Aerosmith. O trabalho com cinco faixas será lançado em 21 de novembro. O primeiro single, My Only Angel, chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (19). Atração de abertura do show do Limp Bizkit no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 20 de dezembro, Yungblud tem conquistado cada vez a atenção de grandes artistas. Nos últimos meses foi “abençoado” por Ozzy Osbourne no show de despedida do Rei das Trevas, recebeu elogios de Steven Tyler (Aerosmith) e emocionou Ariana Grande. O sucesso também despertou inveja nos integrantes do The Darkness, que destilaram comentários negativos sobre o artista. Recentemente, Yungblud lançou a primeira parte do ambicioso álbum Idols, que inclui uma faixa com 9 minutos e seis segundos (Hello Heaven, Hello). Ainda há ingressos disponíveis na Eventim para o show do Yungblud em São Paulo. Os preços variam entre R$ 182,50 (cadeira superior / inferior) e R$ 895,00 (pista premium / inteira). Além de Yungblud e Limp Bizkit, 311, Ecca Vandal, Riff Raff e Slay Squad também se apresentam. Essa será a segunda vez de Yungblud no Brasil. Anteriormente, o músico britânico se apresentou no Lollapalooza e fez um side show no Cine Joia, ambos em São Paulo. View this post on Instagram A post shared by YUNGBLUD (@yungblud) ONE MORE TIME – TRACKLISTING
Riviera abre álbum duplo com EP Passado/Presente

Riviera, projeto do músico Vinícius Coimbra, apresenta o EP Passado/Presente, primeira parte do álbum duplo Com o Passar dos Anos. O trabalho é dividido em dois capítulos: Passado/Presente e Presente/Futuro. A ideia é que sejam os dois lados de um mesmo disco. Neste primeiro momento, o artista revisita memórias e afetos que atravessam o tempo, indo do encontro e da entrega até a perda, o luto e a aceitação. O EP traz cinco faixas e será disponibilizado neste sábado (6): Laços, Futuro, A Dor e a Cura, Molduras e Pra Você. As composições nasceram entre 2019 e 2021, em meio a um período de separação, recuperação de saúde e isolamento na pandemia. Pra Você foi a primeira a surgir, logo após o fim do relacionamento, e acabou abrindo caminho para o conceito do disco. As demais vieram em sequência, como capítulos de uma narrativa pessoal que amadureceu até ganhar forma definitiva no estúdio. A sonoridade aposta em camadas etéreas, nas quais o silêncio tem tanto peso quanto as notas. As referências vão de RY X e Jeff Buckley a Death Cab for Cutie e Seafret, passando por ecos de indie rock, emo e MPB. Pianos espaçados, guitarras atmosféricas e vocais vulneráveis definem a atmosfera. “Não queria um som que gritasse, como nos discos anteriores. Queria que dissesse muito no silêncio também”, afirma Vinícius. O título Com o Passar dos Anos resume a proposta: conviver com as lembranças sem perder o presente de vista. A capa, criada por Brunna Frade, funciona como a abertura de um livro. Cada single ganhou uma ilustração própria, todas ligadas por um fio vermelho que simboliza o tempo e o amor. Produzido em parceria com Breno Machado e Cris Simões (Skank, Jota Quest, Paula Fernandes), o EP conta ainda com o trompete de Marco Lima (James Boogaloo) em Pra Você. Uma escolha estética marca o registro: a ausência de bateria na maior parte das faixas, reforçando o caráter contemplativo do trabalho. O projeto também se estende ao audiovisual. Cada faixa recebeu um videoclipe e, juntos, formam o curta Molduras, dirigido por Vinícius em parceria com a fotógrafa Bruna Lacerda. O filme amplia a mesma atmosfera das músicas, explorando gestos, pausas e a delicadeza do cotidiano como extensão da narrativa sonora. Mais do que um conceito, o EP nasce de uma necessidade pessoal. “Tudo que está nas letras aconteceu, foi sentido, foi real. Não tem personagem aqui. Esse disco não foi feito pra provar nada, mas porque eu precisava escrever. Ele não traz respostas, mas talvez ajude a fazer as perguntas certas”, conclui o artista.