FISTT lança “A Arte de Perder”, o primeiro álbum em dez anos; ouça! 

Clássica do cenário paulista de hardcore, a banda FISTT lançou A Arte de Perder, o primeiro álbum em 10 anos. O disco foi produzido por Paulo Gervilla (Metade de Mim), com a mixagem e masterização do ganhador de Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr. CPM 22). Quem assina a arte gráfica é Daniel Ete (Muzzarelas). Aliás, o lançamento marca a estreia do grupo no selo Maxilar Discos, além de apresentar a nova formação da banda, que outrora foi um quarteto e hoje conta com F.Nick apenas nos vocais, dando espaço para entrada de Fila Benário (ex-Nazarenos HC) no baixo. As 12 faixas de Arte de Perder passeiam pela sonoridade característica do grupo, pautada no hardcore melódico e enérgico, com letras sagazes, irônicas e, também, melancólicas, como é o caso do single Ex-Underground, lançado no mês anterior, contando com a participação especial de Camilo Quadros, da banda Cueio Limão. Outros destaques do novo álbum são as canções Liquidação, que apresenta um FISTT raivoso e veloz, em apenas 23 segundos de música. Ninguém Anda Sozinho, que mostra uma banda ativista e preocupada com a degradação do meio ambiente, além da faixa-título, que carrega em sua letra um ode à derrota, em cima de uma sonoridade coesa e melódica. Há também em A Arte de Perder espaço para nostalgias, como o resgate do single Lápis de Cor, lançado pela banda originalmente em 2015, mas que aparece repaginado no novo álbum e com a participação especial da cantora Érika Martins (Autoramas). Além de uma homenagem a banda The Invisibles (RJ), com a regravação do single 29 Months, cantada pelo guitarrista Ricardo Dariva. “Foram dez anos sem lançar um disco de estúdio, e em Arte de Perder entregamos o que o FISTT sabe fazer de melhor. É um disco para matar as saudades e também celebrar os nossos 28 anos de trajetória”, afirma F.Nick, vocalista do grupo. FISTT no Hangar 110 em novembro O show de lançamento de A Arte de Perder vai acontecer no Hangar 110, em São Paulo, no dia 12 de novembro, com a abertura das bandas La.Marca, Social Breakdown e Lozanos, além da discotecagem da DJ Rratinix. Os ingressos antecipados podem ser adquiridos no Pixel Ticket.

Nitrominds faz show de reunião no sábado, no Hangar 110

O Nitrominds, durante 18 anos (1994-2012), foi um dos expoentes do hardcore nacional e, neste sábado (15), no Hangar 110, na capital paulista, faz o tão esperado show de reunião. É mais uma oportunidade para se divertir com diversos clássicos do power trio histórico de Santo André. A banda convidada é a santista Apnea, formada por Boka, o baterista do Rato de Porão, que divulga o recém-lançado disco de estreia Sea Sound. O Apnea faz um som influenciado pela música dos anos 1970 e 1990, mesclando grunge, heavy metal e stoner rock. Os ingressos continuam à venda no site da Pixel Ticket. O power trio formado por André Alves, Lalo Tonus e Edu Nicolini percorreu Brasil afora em tours por Europa, América do Sul e América do Norte, além de diversos shows pelo país natal. Ao todo lançaram sete álbuns de estúdio e um ao vivo, sempre com críticas positivas, tanto pela imprensa como fãs. Em 2012, a banda anunciou o fim das atividades e seus integrantes continuaram na música por meio de projetos, como Statues on Fire, Voodoo Priest, Cruel Face entre outros. Um show de reunião foi realizado em 2017 e, após cinco anos e uma pandemia mundial, o Nitrominds se reúne novamente para um show mais que especial no tradicional Hangar 110, palco de tantas apresentações memoráveis desta banda lendária do hardcore nacional nas décadas passadas. Serviço Fusa Booking & Hangar 110 apresentamNitrominds, um show de reunião Banda convidada: Apnea Data: Sábado, 15 de outubro de 2022 Horário: 19 horas Local: Hangar 110Rua Rodolfo Miranda, 110 – Metrô Armênia, São Paulo, SP

Get The Shot revela quarto álbum de estúdio, Merciless Destruction

A banda canadense de hardcore Get The Shot lançou seu quarto álbum, Merciless Destruction. Disponível via New Damage Records, o disco ouve o grupo incorporando elementos de death metal e beatdown para explorar novos territórios de música extrema enquanto mantém suas raízes e sua abordagem feroz do do it yourself (DIY) à música. “Merciless Destruction é o álbum mais pesado e perigoso que já lançamos. Este é um hardcore de metal direto, alimentado pela angústia e pelo ódio contra as formas mais desprezíveis da humanidade. Com mais death metal e influências dele do que nunca, este disco não tem outra pretensão senão trazer o máximo de medo e violência para o pit”, comentou a banda. O baixista Dany Roberge e o vocalista Jean-Philippe Lagacé conversaram com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum da banda. Confira!

Luz: Canzone traz mensagem de esperança em novo álbum

Canzone - Luz

Todos passam por momentos turbulentos e difíceis em algum momento da vida. E para enfrentá-los, é preciso ter força e esperança. Este é o tema do segundo álbum da Canzone. Intitulado Luz, o disco conta com oito faixas que se remetem principalmente à sonoridade do emocore. O repertório inclui as canções Verde, Fantasista, Aposta, Naufrágio, Ir, Interferências e Claridade, além de uma faixa instrumental de abertura.  Anteriormente, em 2016, a banda lançou o disco Labirinto com uma veia mais ácida no que diz respeito ao instrumental, que trazia elementos de hardcore. Agora, o duo que é atualmente formado pelo vocalista e guitarrista Lucas Arruda e pelo baterista Otávio Dutra amadurece à medida que também se inspira em nomes como The 1975, The Japanese House e American Football. As sessões de gravação ocorreram no Studio Digital, em Bagé (RS). Lucas e Otávio produziram o álbum com o suporte do produtor Roger Dutra e dos ex-membros Augusto Dutra e Marcos Pereira, que respectivamente gravaram linhas de guitarra e baixo. Na oportunidade, ainda contaram com o tecladista de apoio, Igor Sousa. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Elias Sodré. Para o vocalista, Luz é uma espécie de mensagem de apoio para as pessoas. “É sobre caminhar em direção daquilo que nos faz vibrar e lutar pelos nossos sonhos.  Todas as canções, de alguma forma, falam sobre o quanto precisamos ter isso em mente para enfrentar os períodos sombrios”, frisou Lucas. 

Bayside Kings inicia nova fase em português; ouça Existência

A banda santista Bayside Kings inicia uma nova etapa da carreira com o single Existência, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (25). Aliás, a faixa é um lançamento da Olga Music, braço de distribuição da Warner Music. Esta é a primeira música com letra em português da BSK. Mais do que uma mudança no idioma, o objetivo é levar a mensagem de resistência e autoconhecimento de uma forma ainda mais direta e clara. Existência é sobre ter voz e um rosto, é sobre mostrar ao indivíduo que ele existe e faz parte de um grupo ou de uma ideia. Também aponta que todas as ações devem e trazem impacto na sua própria vida e das pessoas próximas. O vocalista Milton Aguiar amplia o contexto de Existência. “Existência é o tempo do agora – o ontem já passou e o amanhã não chegou. Por isso, precisamos sentir, fazer valer e perpetuar o aqui e o agora, dar o nosso melhor no momento para existir, como um tributo ao ontem e um pavimento ao amanhã”. A mudança a partir de Existência O cenário sócio-político nacional de 2018, conta Milton, foi o ponto de partida para a mudança na forma de levar a mensagem do Bayside Kings. “O agora e o futuro daquele tempo demandava à banda atingir nosso público e ir além de quem já nos conhece, e com uma mensagem uniforme”. As letras em português, portanto, são uma forma de conversa com outros públicos, outras culturas, além de estreitar a relação com os fãs. “Queremos abrir novos campos de diálogo”, revela o vocalista, que estudou as métricas do português para adequar a sua forma de cantar – bandas como Colligere e Mais que Palavras são algumas referências para este processo. O resultado está em Existência, em que cada palavra da música é entendida. “Um recomeço, com a experiência e maturidade de 10 anos. “Queremos coisas novas e esse é o momento ideal”, completa Milton.

Colligere volta após 14 anos com Lugar Algum

O último show da turnê do álbum Palavra definitivamente não era o fim do Colligere, que retorna após 14 anos com o single Lugar Algum. A nova música reúne todos os elementos que fizeram – e fazem – desta banda curitibana ser alçada à referência no punk/hardcore sul-americano. Em resumo, velocidade, peso e intensidade, com letras desconcertantes e inteligentes. Ademais, Lugar Algum é plural em ideias e também na sonoridade, escolhida como primeiro single do próximo registro de estúdio (o quinto da carreira) por representar com fidelidade a nova etapa do Colligere. Uma natural e honesta continuidade do álbum Palavra, mas de uma forma mais madura e coesa. Em síntese, é uma música de detalhes, cada fragmento bem encaixado e pautada pela surpresa da pouca repetição, uma música sem começo, meio e fim. Aliás, Lugar Algum tem energia e nuances de agressividade entre melodias, tudo com muita precisão e cuidado. Formação A banda é hoje formada por Brunno Covello (guitarra), Gabriel Covello (baixo), Artur Roman (guitarra), Rodrigo Ponce (vocal) e agora com Tiago Barbosa na bateria. Juntos, iniciaram ainda em janeiro de 2020 a produção das novas canções em São Paulo, no Estúdio Costella com os produtores Gabriel Zander (Zander e Radical Karma) e Cyro Sampaio (Menores Atos). A supervisão e olhar clínico de Gabriel e Cyro foram fundamentais para o que o Colligere apresenta em Lugar Algum e que apresentará nas próximas músicas – mais dois singles estão confirmados para sair em maio e junho. Uma curiosidade: a primeira versão deste single abria com o habitual hardcore rápido da banda, mas um riff mais melódico foi encaixado ali nos primeiros momentos, um toque refinado dos produtores. “A banda deu um passo a diante, além do limite e fizemos algo diferente. Tivemos tempo de compor, o que nos possibilitou explorar detalhes nos instrumentos e vozes”, comenta o Colligere sobre Lugar Algum.

Fábio Figueiredo, ex-vocal do John Wayne, morre aos 34, vítima da covid-19

Fábio Figueiredo, ex-vocalista da banda paulistana John Wayne, morreu neste domingo, aos 34 anos, vítima de complicações da covid-19. Em suma, o músico, que sofria de diabetes, foi infectado pelo vírus recentemente. Posteriormente, a situação evoluiu para um quadro de pneumonia e tuberculose. No entanto, apesar do momento delicado, o ex-integrante do John Wayne, um das bandas mais festejadas do underground nacional, chegou a ter alta do hospital, após uma forte melhora. Logo em seguida, de volta ao trabalho, ele voltou a sentir sintomas e não resistiu. Nas redes sociais, o perfil da banda John Wayne colocou uma linda nota de despedida. Nota oficial: é com imensa tristeza e dor que comunicamos, que o Fah, nosso amigo, primeiro vocalista e eterno irmão… Publicado por JohnWayne em Domingo, 31 de janeiro de 2021

Supergrupo Apnea revela terceiro single: Cruel

Pouco mais de um mês após sua estreia, a banda santista Apnea revelou seu terceiro single. Cruel é a bola da vez, sucedendo Star King e In Search of Peace. As três mostram o grupo bebendo em fontes dos anos 1990, principalmente pelo instrumental bem stoner. O Apnea é um supergrupo do rock santista. Reúne em sua formação Boka (Ratos de Porão), Marcus Vinicius (ex-Bayside Kings), Nando Zambeli (ex-Garage Fuzz) e Gabriel Imakawa (Jerseys). Além disso, o trabalho da banda vem sendo gravado todo no Electro Sound Studio, do Marcão Britto (Charlie Brown Jr e Bula), com produção de André Freitas (Bula). Aliás, os três sons lançados até aqui estarão em um compacto de vinil a ser lançado pela Monstro Discos no início de 2021. Ademais, a banda também trabalha em composições para seu primeiro álbum.