UK Rocks | Me First and the Gimme Gimmes + Pinc Louds + 4ft Fingers no O2 Academy Islington
McFly esquenta noite fria paulistana em show com feat de Manu Gavassi

Depois de ter as datas adiadas por conta da pandemia de coronavírus, a banda britânica McFly voltou ao Brasil para realizar os shows que aconteceriam em março de 2020. Apesar de os shows em São Paulo terem sido realizados nas duas noites mais frias do ano, o clima da apresentação era exatamente o contrário: muita energia pra espantar o frio de milhares de fãs que aguardaram dois anos por esse momento. Falando diversas frases em português e até mesmo um “fuck Bolsonaro”, a banda animou a noite de milhares de fãs que lotaram o Unimed Hall. Casa entupida, não havia nenhum ingresso disponível. A setlist do McFly transitou por toda a carreira da banda, com grandes hits que lançaram o grupo, desde Five Colours In Her Hair até Wild and Young, do último disco, Young Dumb Thrills. No entanto, a surpresa ficou no final, quando a cantora Manu Gavassi se juntou à banda para cantar Falling In Love. A cantora, que participou do Big Brother Brasil 2021, subiu ao palco com look todo branco. Aliás, o convite para participar do show veio após uma entrevista na rádio 89FM horas antes. Aliás, a interação fluiu tanto que Danny Jones, Dougie Poynter e Harry Judd fizeram o convite para uma participação dela no show. O retorno aos palcos da banda formada por Tom Fletcher, Danny Jones, Harry Judd e Dougie Poynter foi anunciado em setembro de 2019. Posteriormente, no final do ano seguinte, o álbum de inéditas Young Dumb Thrills foi lançado. Meses antes disso, a coletânea The Lost Songs foi disponibilizada para os fãs, com músicas até então “perdidas”. Edit this setlist | More McFLY setlists
Rüfüs Du Sol agrada em cheio com show sensorial e cheio de luzes

Conhecida por suas apresentações sensoriais, a banda australiana Rüfüs Du Sol fechou o primeiro dia do MITA Festival com um espetáculo incrível na Spark Arena, em São Paulo. Em resumo, o grupo que mescla elementos eletrônicos com diversos gêneros musicais pode até não parecer tão atraente ouvindo em seus fones de ouvido, mas toda a atmosfera do show transforma isso tudo em algo maior. Na apresentação, os australianos contaram com o apoio de um jogo de luzes muito bem ensaiado para fazerem com que os fãs ficassem imersos. Já cientes que o show é um grande espetáculo, os fãs se jogaram de cabeça e dançaram muito. Pelas músicas serem com uma pegada mais eletrônica, é natural que as letras sejam mais simples e curtas, mas isso não impediu o público de cantar. Aliás, em cada pausa, os fãs entravam em êxtase e procuravam sempre se comunicar com o trio australiano. E por falar neles, Tyrone Lindqvist, Jon George e James Hunt arriscaram no português e foram muito simpáticos com os fãs brasileiros. O destaque fica para as canções do disco Solace (2018). Considerado por muitos o melhor da banda, o álbum foi lembrado com algumas músicas, como Eyes, tocada bem no comecinho do show. Aliás, chamou muito a atenção das pessoas. Deu tempo também do Rüfüs Du Sol tocar também algumas faixas do álbum Surrender, lançado no ano passado.
Tom Misch encanta público com show mais cheio do MITA Festival

Debutando no Brasil, o músico Tom Misch fez o público dançar muito na noite deste sábado (14), no primeiro dia do MITA Festival, na Spark Arena, em São Paulo. Co-headliner do evento, o artista empolgou com sua mistura de jazz, hip hop e lounge. Aliás, o primeiro show internacional do dia contou com um público muito maior do que nos anteriores. E Tom Misch se mostrou muito feliz com o apoio recebido da plateia. O artista chegou a arranhar um português com os fãs e conseguiu dizer algumas palavras, como “olá” e “muito obrigado”. Quem acompanha o trabalho do músico britânico sabe da admiração dele pela bossa nova. Recentemente, inclusive, Tom Misch gravou com Marcos Valle, em seu projeto Quarantine Sessions. Sobre a setlist, Tom Misch mesclou muito bem seus trabalhos, com um destaque ligeiramente maior para What Kinda Music, lançado em 2020. No entanto, os hits presentes em Geography (2018) não foram esquecidos, como It Runs Through Me, muito aclamada pelo público. Em resumo, mesmo que o estilo do cantor britânico seja mais low e suave, a plateia presente no MITA não deixou de dançar e acompanhar o artista em diversas faixas. Alguns fãs até se emocionaram na frente do palco.
Prestes a fazer 80 anos, Gilberto Gil emociona fãs no MITA Festival

Gilberto Gil completará 80 anos no próximo mês. Neste sábado (14), ele deu mais uma amostra de que está muito longe de parar. O baiano expoente da Tropicália ofertou um show digno de headliner no fim da tarde do primeiro dia do MITA Festival, na Spark Arena, em São Paulo. Sempre muito simpático na hora de se direcionar aos fãs, antes da apresentação, Gil agradeceu a platéia e a organização do festival. O público não deixou por menos e o saudou de forma calorosa. O lendário músico brasileiro trouxe algumas faixas de seu extenso repertório autoral, como Expresso 2222, mas a apresentação ficou marcada por covers… Gil trouxe logo de início Upa, Neguinho, de Edu Lobo. Logo depois, emendou com É Luxo Só, de Ary Barroso. Mas o destaque ficou com a versão de I Say a Little Prayer, cantado pela neta do artista, Flor Gil. Ao término da canção, a jovem se emocionou depois do público inflamar. De acordo com Gilberto, essa foi a primeira vez da jovem em um festival. E por falar na recepção do público, os fãs contribuíram muito para a sequência do show. Acompanharam Gil de forma bastante empolgada em boa parte da apresentação, cantando os sucessos com muito entusiasmo. Flor ainda voltou para performar No Norte da Saudade e Andar com fé, escritas e consagradas pelo avô. Ainda teve tempo para o artista trazer Aquele Abraço. Aqui, aliás, ele sambou no palco, o que levou os fãs ao delírio. No refrão, Gil lembrou dos quatro clubes grandes do Estado. “Alô torcida do Corinthians, do São Paulo, do Santos e do Palmeiras“. Cover de Bob Marley e filha no palco de Gilberto Gil A canção que encerrou a seleção de covers foi Stir It Up, de Bob Marley & The Wailers. Por fim, a filha de Gilberto Gil, Bela Gil também subiu ao palco para ser voz de apoio em Madalena e Toda Menina Baiana. Em resumo, quem foi ao Spark Arena viu mais um capítulo importante na história desse patrimônio cultural do Brasil: Gilberto Gil merece todo carinho e respeito dos fãs. Emocionante!
Fenômeno da música brasileira, Marina Sena aquece corações no MITA

Uma dos maiores nomes do pop nacional na atualidade, a cantora mineira Marina Sena esquentou o coração dos fãs neste sábado (14). Ela, que teve um início meteórico após o álbum de estreia, De Primeira, de agosto passado, mostrou no palco do MITA Festival muita consistência. Como uma boa artista pop, Marina trouxe bailarinas para sua apresentação e sensualizou demais. Chama a atenção como ela evolui rapidamente. Já havia deixado muita gente de queixo caído no Lollapalooza, mas conseguiu ser ainda mais impactante no MITA. Aliás, Per Supuesto, primeiro grande hit autoral, foi cantado na metade do show e deixou o público em êxtase. Além da canção, Marina também arriscou o cover de Apenas Um Neném, de Glória Groove, música em que ela também participa. Grande parte do primeiro e único até então disco da cantora, De Primeira, foi apresentado. O tempo disponível no palco do festival foi justo e necessário, rendeu o suficiente para mostrar mais uma vez suas credenciais. Muito animada, Marina Sena ganhou a simpatia do público desde o começo por sua irreverência e simpatia com o público. Por fim, vale destacar o cuidado que o MITA Festival teve com a montagem do lineup nacional. Escolheu a dedo cantoras no auge de suas carreiras e garantiu uma entrega de alto nível para os fãs.
MITA: Luedji Luna faz show de peso e necessário para os dias atuais

A cantora baiana Luedji Luna animou os fãs no palco Villa Lobos na tarde deste sábado (14), no MITA Festival. Sempre impecável em suas produções e cuidadosa com todos os detalhes, a artista mostrou o motivo de ser uma das mais admiradas na atualidade. Uma das grandes revelações do MPB nos últimos, Luedji Luna anos trouxe um repertório com grande parte das músicas lançadas em 2020, no ótimo disco Bom Mesmo É Estar Debaixo D’água, considerado por muitas publicações especializadas um dos melhores da temporada. Um destaque para a música Ain’t I a Woman, onde a cantora também conversou com o público sobre os privilégios que os homens acham que dão às mulheres. Ouvir Luedji cantando ou discursando é extremamente necessário, ainda mais nos dias atuais dentro de uma sociedade extremamente machista. A banda da artista também deu um show a parte com instrumentos diferenciados e presença de palco de saltar os olhos. Por fim, como era de se esperar, Luedji Luna deixou seu hit Banho de Folhas para encerrar a apresentação. Aliás, a música do seu primeiro disco de estúdio, Um Corpo no Mundo (2017), foi o ponto alto do show. Fez o público na Spark Arena vibrar do início ao fim.
Black Alien empolga fãs com set equilibrado no MITA Festival

Ainda no início da tarde deste sábado (14), o rapper Black Alien fez a alegria do público que veio prestigiar o MITA Festival. Terceiro artista a se apresentar no festival, o ex-integrante da Planet Hemp justificou todo hype em torno de sua carreira solo. O artista carioca começou a apresentação com músicas do seu disco mais recente, Abaixo de Zero: Hello Hell, de 2019. Contudo, o que animou mesmo o público foram as antigas, dos dois primeiros álbuns de estúdio. Sucessos do músico, como Caminhos do Destino e Como Eu Te Quero levantaram os fãs que estavam no Palco Deezer. Aliás, os beats poderosos do artistas foram reproduzidos com maestria por seus DJs, fazendo as pessoas dançarem durante boa parte da apresentação. As novas do rapper, Chuck Berry e Pique Peaky Blinders também estiveram presente no setlist. Aliás, chama a atenção o fato de Black Alien pouco falar entre as músicas, aproveitando o máximo do tempo para enfileiras seus hits. Nas poucas vezes em que se comunica com os fãs, é respeitoso e evita discursos longos. Por fim, Black Alien trouxe Jamais Serão e Que Nem O Meu Cachorro, e assim como em toda a apresentação foi acompanhado do início ao fim pelo público
Day monta superbanda emo e entrega show impecável na abertura do MITA

A cantora Day Limns foi a responsável por abrir o primeiro dia da edição inaugural do MITA Festival, no Spark, em São Paulo. Acompanhada de uma superbanda emo composta por Lucas Silveira (Fresno), Gee Rocha (Nx Zero), Vítor Peracetta (Di Ferrero) e João Paulo Bonafe (Bad Luv), a sensação da música alternativa nacional entregou um show impecável. A conexão entre Day e Lucas Silveira não é novidade. No álbum de estreia da cantora, Bem-vindo ao Clube, lançado em 2021, o gaúcho já havia feito uma colaboração, em Isso Não é Amor. Em pouco mais de 40 minutos no palco, Day e seus convidados tocaram uma série de faixas do disco de estreia da cantora. Ainda que o público estivesse em pequeno número, quem acompanhou a apresentação vibrou muito e cantou com Day. Day também surpreendeu com uma linda versão violão e voz de Na Sua Estante, de Pitty. Das autorais, Fugitivos, Isso Não é Amor e Clube dos Sonhos Frustrados, a qual considera o melhor resumo do disco de estreia, também empolgaram. Na reta final do show, durante Quebre As Correntes, ainda teve espaço para um medley com Helena, do My Chemical Romance, com Lucas Silveira no vocal. Ode maior ao emo, impossível. Não era só a camisa de Day que dava o recado (Go Emo). Por fim, vale destacar o entrosamento e dedicação dos músicos da superbanda emo no palco. Todos pareciam muito à vontade com Day, como se fossem parte do lineup fixo. Abriram muito bem o Palco Deezer.