Aguaesal, duo de irmãos, lança música que fala de amor e positividade

Aguaesal, duo formado pelos irmãos Isabela e Gabriel Panza, lançou o single O Amor Chegou. Em resumo, a música traz uma mensagem positiva carregada de amor e boas energias. A canção abre uma série de lançamentos, misturando influências que vão com facilidade do rock ao reggae. No entanto, o que resume o som do duo é a simplicidade com arranjos orgânicos e a leveza do acústico. Para marcar a estreia de O Amor Chegou, o duo faz neste sábado (10), às 21h, uma live interativa no Instagram @aguaesal.oficial. Aliás, a live do Aguaesal contará com sorteio de um ukulele, uma camiseta e um chaveiro autografados pelos irmãos. “Em meio ao caos que estamos vivendo, diante de uma pandemia que mudou a rotina do mundo todo, poder falar de amor de uma forma simples e levar aos ouvintes uma mensagem positiva, pode melhorar o dia de alguém e mudar por alguns minutos a frequência de pensamentos negativos que hoje nos assombram…”, diz Gabriel Panza, produtor e compositor da música. “Nós criamos uma nova veia do estilo musical da nova musica popular brasileira que intitulamos de Hug Music, um abraço em forma de música, visto que o mundo precisa tanto ser abraçado por boas energias”, comenta a vocalista Isabela Panza.

Kosmovoid, o krautrock caiçara com cara de trilha sonora de filme de ficção

De tempos em tempos, o cenário musical da Baixada Santista nos surpreende com novidades sonoras. É assim desde os anos 1970, quando o Recordando o Vale das Maçãs marcou época, enquanto Vulcano e Harry chamaram a atenção do mercado europeu na década seguinte. E nem tínhamos Spotify e YouTube para facilitar o alcance a outros países. A boa nova da vez é o Kosmovoid, que transporta o ouvinte para uma viagem pelo mundo com canções “climatizadas”. Com trabalho instrumental de alto nível, a banda parece ter sido criada para fazer trilhas sonoras de filmes cult, de ficção científica e até ação. Impressionante! Formado no ano passado, o grupo não perdeu tempo durante a pandemia e finalizou um material rico que havia sido gravado entre o fim de 2019 e o início de 2020. Em resumo, todo esse conteúdo foi dividido em dois álbuns: Crisálida e Escapismo, com um total de 22 faixas. A divisão dos álbuns “Tínhamos muito material quando entramos em estúdio, em 2019. Durante o processo que foi até fevereiro deste ano, ainda gravamos extras, encerrados às pressas com a explosão da pandemia. Com toda essa loucura de covid-19 e o mundo de pernas para o ar, o sentimento de dúvida de quando iríamos tocar ao vivo nos inspirou a escolher essa estratégia kamikaze de lançar o disco de estreia duplo”, comenta Edu Pereira, sintetizador, guitarrista e vocalista. “As faixas de Crisálida traduzem as fases de transição, nossa transmutação musical e linguagem artística, e se comunica com Escapismo no sentido que antes gestando, no casulo, agora transformado ele tem N possibilidades e liberdade para explorar mundos musicais de estilos distintos e sem regras”, completa Edu. A banda, por sinal, começou como um duo: Eduardo e Enrico Bagnato (bateria, percussão), que já são parceiros na música de longa data. Ambos eram integrantes, anteriormente, da seminal shoegaze guitar band A Sea of Leaves. Em seu início, a Kosmovoid optou por uma formação mais enxuta. Porém, ao longo das gravações e colaborações, Marcelo Garcia (baixo e guitarra barítono), acabou se tornando um membro honorário. O álbum também contou com Mateus Novaes (Erudite Stoner), que já destacamos no Blog n’ Roll, com contribuições no processo de composição e participações especiais na guitarra em algumas das músicas, e Robert Silva, com um spoken-word na faixa Ugatz. Influências Para os já iniciados nas vertentes exploradas pelo Kosmovoid, certamente influências de Tangerine Dream, Kraftwerk, Can, Dead Can Dance, Goblin, Mogwai e John Zorn ficarão mais perceptíveis. Tendo o experimentalismo como seu norte, o Kosmovoid explora gêneros como o krautrock alemão, “kosmisches Musik”/ música cósmica dos anos 70 e a transgressão do rock pós-industrial e gothic das décadas de 1970 e 1980, e estabelece uma comunicação desses gêneros com o minimalismo da música drone e ambient, além de estilos contemporâneos como o post-rock, e shoegaze. “Nossa música traz uma experiência diferente ao ouvinte. Por ser uma banda instrumental, os temas trabalham muito com o imagético, é muito audiovisual, são como trilhas sonoras de filmes. Esse tom cinemático evoca sentimentos de melancolia e poesia, paisagens distópicas e desoladoras, um amalgama de mitologia e folclore de diferentes culturas. É uma viagem cósmica e visitas a mundos desconhecidos”. Repercussão internacional Eduardo conta que a repercussão com os álbuns do Kosmovoid tem sido ótima. “Além do feedback direto que recebemos de fora e dentro do Brasil por meio de nossas mídias sociais e Bandcamp, também tivemos a sorte do nosso selo, Dissenso Records, ser capitaneado pela experiente dupla Erick Cruxen e Muriel Curi, ambos da banda Labirinto. Eles possuem muitos contatos com blogs europeus e americanos. Dessa forma, conseguimos obter ótimas resenhas prévias ao lançamento”.

Augusto Pakko canta sobre ter sangue frio para enfrentar racismo

Desde a morte de George Floyd por forças policiais em Mineápolis, nos Estados Unidos, em maio último, a luta contra o racismo ganhou força no mundo todo. Mas o racismo em si ainda está muito longe de ser exterminado. Casos como de Floyd e João Alberto, no Carrefour de Porto Alegre, acontecem diariamente no Brasil. Quase sempre na periferia, onde não há câmeras, muito menos apelo popular nas redes sociais. O rapper Augusto Pakko, de 23 anos, morador do Ilhéu Baixo, na Zona Noroeste, sabe bem o que é ser preto e viver sob esse perigo constante apenas pela cor que tem. Seu novo single, Moncler, em parceria com o Trap da Quebrada, usa a marca de roupa de inverno como analogia para o “sangue frio que é preciso ter para sobreviver nas ruas”. “A Moncler é uma marca de luxo, conhecida pela jaqueta puffer, para quem pratica esqui. E usei o conceito que é preciso ter sangue frio para tudo que estamos à mercê de acontecer para nós que somos pretos e periféricos. É narrando essa vivência com esse conceito que consegui unir moda e vivência”. Videoclipe A faixa veio acompanhada de um videoclipe, que foi gravado na Vila Olímpia, em São Paulo, e no Saboó, em Santos. “Traz todo esse conceito à tona, além de narrar a vivência de um jovem preto periférico”, comenta Pakko sobre a produção audiovisual. Em pouco mais de um ano, Pakko já lançou seis singles, três feats com outros artistas e a recente colaboração com o Trap da Quebrada. Posteriormente, em 2021, ele pretende lançar a primeira mix tape. “Ainda não posso falar sobre os sons”. Os singles #Blacklivesmatter, Jesus Era Preto e 1038 ajudaram a impulsionar a carreira de Pakko, que chegou a ser incluído em uma playlist do ator, cantor e ex-BBB Babu Santana. Em suma, a ideia era apresentar artistas negros em evidência no Brasil. O reconhecimento, no entanto, acontece em São Paulo e outras grandes cidades, não no município de origem do rapper. “Santos não é o lugar onde sou mais escutado. Em São Paulo, por exemplo, tenho muito mais público. Não sei se a galera daqui valoriza os artistas locais”, comenta. Bastante engajado, Pakko teve um cuidado especial na hora de lançar #Blacklivesmatter. O lançamento aconteceu num dia 23, às 20h23. Em resumo, o número carrega uma simbologia triste: a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil.

Som das Palafitas começa nesta sexta-feira; Confira programação

O Instituto Arte no Dique vai apresentar mais uma edição do Som das Palafitas, um de seus projetos na comunidade do Dique da Vila Gilda. Ademais, o Som das Palafitas faz parte do calendário oficial da cidade de Santos e promove o fácil acesso à cultura, além de contribuir com a economia local. Além disso, a edição deste ano prestará homenagem ao cantor e compositor baiano Moraes Moreira, falecido no início do ano, que era um dos patronos do Arte no Dique. Moraes Moreira é considerado figura importante para o projeto, como conta o presidente da ONG, José Virgílio Leal de Figueiredo. “Foi alguém fundamental na história do Arte no Dique, que nos ajudou a abrir portas, trouxe credibilidade para a ONG e levou o nosso nome Brasil afora”. Como resultado desta importante iniciativa, o evento terá início nesta sexta-feira (4) e contará com diversas atrações musicais. Porém, devido a pandemia do coronavírus, o evento deste ano será totalmente online e transmitido nas redes sociais do instituto. Entretanto, nas edições anteriores, além das apresentações culturais, as pessoas comercializavam seus produtos como forma de divulgar seus trabalhos e aumentar a renda. Isso não acontecerá esse ano devido a pandemia. Portanto, haverá um QR Code para a arrecadação das doações nos dias do evento, assim como aconteceu no mais recente promovido pelo Blog n Roll, o #JuntospelaVilaGilda e pode ser conferido no canal oficial do blog no Youtube. Em suma, toda arrecadação será para a compra de equipamentos utilizados pela entidade e instrumentos para as oficinas musicais. O evento O Som das Palafitas terá duas fases. Sua abertura será na sexta-feira (4), às 20h, com o cantor e compositor Danilo Nunes, cantando grandes sucessos de Morares Moreira, como Pombo Correio, Preta Pretinha, Acabou Chorare, entres outros. Em suma, todas as atrações presentes prestarão homenagem cantando uma canção do artista. 1° Fase O Instituto Arte do Dique, valoriza muito a cultura local e não seria diferente neste evento tão importante para a comunidade, como destaca o presidente da ONG José Virgílio. “São dez apresentações e 11 artistas da região. É nossa forma de valorizarmos a produção artística local, principalmente nesse cenário bastante difícil para a classe cultural com a pandemia. Muitos deixaram de ganhar o seu sustento do dia a dia com o fechamento de bares, casas noturnas e cancelamento de shows e festivais presenciais, e dependem de iniciativas assim para se manterem”. Com isso, a primeira fase contará apenas com artistas da região da Baixada Santista. No sábado (5) contará com a apresentação do DJ Cuco. Ademais, as apresentações serão sempre às sextas e aos sábados, às 20h, e terá como atrações Matheus Vasconcelos (11 de setembro), Simone Ancelmo (12 de setembro), Monna (18 de setembro), Gabriel Prado e Edison Cabeça (19 de setembro), Diego Alencikas (25 de setembro), Conrado Pouza (26 de setembro), Julinho Bittencourt (2 de outubro) e Jotta R (3 de outubro). 2° Fase Considerada como fase nacional, esta segunda leva de shows, contará com a presença de artistas locais e músicos consagrados no cenário brasileiro como: José Gil e Maria, Charlie Brown Jr., Moreno Veloso, Sandra de Sá, Hamilton de Holanda, Gilmelandia e Luciano Calazans, Davi Moraes e Armandinho Macedo, que será o mestre de cerimônias das apresentações. Programação completa 04/09 – Danilo Nunes05/09 – Dj Cuco11/09 – Matheus Vasconcelos12/09 – Simone Ancelmo 18/09 – Monna19/09 – Gabriel Prado e Edison Kbça25/09 – Diego Alencikas26/09 – Conrado Pouza02/10 – Julinho Bittencourt03/10 – Jotta R10/10 – Sandra de Sá17/10 – José Gil e Maria24/10 – Charlie Brown Jr31/10 – Moreno Veloso07/11 – Hamilton de Holanda14/11 – Gilmelandia e Luciano Calazans21/11 – Davi Moraes28/11 – Armandinho

Juntos Pela Vila Gilda: maratona musical solidária começa neste sábado

Neste sábado (25) e domingo (26), o YouTube do Blog n’ Roll promove uma maratona musical com diversos gêneros distintos. É o Juntos Pela Vila Gilda. Serão 206 artistas em pouco mais de 20 horas de transmissão. Entre os destaques estão Gilberto Gil, Dinho Ouro Preto, Me First and the Gimme Gimmes (EUA), The Ataris (EUA), Falamansa, Nuno Mindelis, Teatro Mágico, Davi Moraes, Armandinho Macedo e Kiko Zambianchi. O lineup também reúne nomes fortes da região, como Afrodizia, Dani Vellocet, Bula, Surra, Zimbra, The Bombers, integrantes do Garage Fuzz com seus projetos paralelos, Danilo Nunes, Marcos Canduta, João Maria, Balara, Uelo, T h, USREC, Gabitopia, Beline, Zebra Zebra, entre outros. Artistas da Espanha, Itália, Argentina, Escócia e Chile também marcam presença no evento, que tem custo zero. Nenhum artista cobrou cachê. E toda a renda obtida por meio do QR Code, que estará nos vídeos, será destinada para a compra de cestas básicas para os moradores do Dique da Vila Gilda, em Santos. O evento tem como meta atender 2 mil famílias. O valor unitário da cesta básica é de R$ 35,78. >> Confira algumas entrevistas do Juntos Pela Vila Gilda Para doar é simples, o interessado precisa baixar o app PicPay e cadastrar um cartão de crédito nele. Durante o evento é só posicionar o celular no QR Code que estará no vídeo e fazer a doação. Qualquer valor pode ser doado. Neste sábado, o Juntos Pela Vila Gilda tem início às 15h e segue no ar até 0h15. No domingo, a programação tem início mais cedo, às 13h, com término previsto para 0h15.

Santista Lucas Rodrigues mescla diversas influências em seu novo disco; ouça

O santista Lucas Rodrigues divulgou no último sábado (18) o álbum As Armas de Minha Milícia Não São Humanas. Em resumo, o disco é fruto de um trabalho realizado desde outubro de 2019, onde Lucas junto do artista Vinícius Fernandes e do poeta João Mostazo se organizam em um grupo de estudos chamado Pós-Brazil. No projeto de dez canções, Lucas traz a sua construção crítica sobre o conceito de brasilidade na cidade de São Paulo. “É um olhar crítico sobre o resgate das manifestações culturais vistas como folclóricas brasileiras na forma que toma em São Paulo, então tem o resgate do maracatu, do carnaval, que aqui em São Paulo são vistos como expressões populares tradicionais”, conta. Notável em quase todas as faixas, as referências ao cristianismo contemporâneo também são bem claras. Aliás, o artista também procurou influências no movimento No Wave, que moldou diversos segmentos da arte na década de 1970. “O álbum tem muitas referências da iconografia católica e cristã por um viés torto – a própria capa, que foi feita pela artista visual Lídia Ganhito, é uma colagem que remete à cidade de Santos, de onde eu vim, através de imagens das igrejas católicas africanas, assim como há muitas outras referências a Santos. Na música Cinema Material há uma referencia ao Chorão, inclusive”, revelou.