Chico César reabre Teatro do Sesc Santos com jornada dupla

O cantor e compositor paraibano Chico César será o responsável pela reabertura do Teatro do Sesc Santos. O músico se apresenta na sexta (15) e sábado (16), às 20h, com capacidade reduzida para 212 pessoas. Os ingressos já estão à venda e custam entre R$ 20,00 e R$ 40,00. Chico César, nasceu em 26 de janeiro de 1964, em Catolé do Rocha, na Paraíba. Aliás, Chico explicita a irreverência, a criatividade e a poética, características de sua obra ao longo de sua trajetória. Autor de sucessos consagrados pelo público, como Mama África e À Primeira Vista, o paraibano tem nove álbuns lançados, entre eles Aos Vivos (1995), Cuscuz Clã (1996) e Respeitem os meus cabelos brancos (2002). Contudo, o artista desafia a saudade e aponta a distância como um estímulo que pode ser vibrante e cheio de calor humano, nestes tempos. Amizade e álbum com Zeca Baleiro Em maio passado, Chico César e Zeca Baleiro anunciaram um disco composto e gravado em parceria durante o período da quarentena. Aliás, à época, eles revelaram os dois primeiros singles, Lovers e Respira. No entanto não confirmaram a data de lançamento até o momento. “Concretiza-se assim o encontro de três décadas. Parece que demorou mas tudo tem seu tempo, o período de maturação. A pandemia, de certo modo, veio nos dizer da necessidade de estar perto das pessoas com as quais nos identificamos e nos vinculamos em ética e estética. Claro que tematizamos a pandemia mas também fizemos canções que poderiam ter sido geradas em qualquer momento e falam de outras coisas, assuntos perenes em nós. Zeca Baleiro é o parceiro na desconstrução da imagem estereotipada do Nordeste, a companhia que me faltava e chegou para me estimular nesse caminho. Música urbana, suburbana e rural em nossa marmita”, afirmou Chico César. Amigos desde 1991, Chico César e Zeca Baleiro participaram de um dos shows mais marcantes da música no Sesc Santos, no fim dos anos 1990. Por fim, com Os Cinco no Palco, que passou pelo Teatro do Sesc Santos, Chico César, Zeca Baleiro, Lenine, Paulinho Moska e Marcos Suzano deixaram memórias marcantes para os fãs.
Gravadora de Santos junta rappers de estados diferentes em “Além”

A gravadora de Santos HomiesProd. juntou três DDD na faixa colaborativa Além, lançada recentemente. Em resumo, o pessoal da gravadora, em 2020, foi para São Paulo “resolver umas metas”. No entanto, voltaram com essa faixa produzida em apenas dois dias. Os representantes da gravadora Primeiramente, do DDD 013, representando a Baixada Santista, participa o rapper Iram Bernardo, morador do bairro Saboó, em Santos. “Eu já estava na linha desse projeto com a HomiesProd, a parada fluiu e tô animado pra muito mais que está por vir”, afirma. Já o Sistema Cruel, veio de Sergipe, representando o DDD 079, mas foi buscar seu sonho em São Paulo. Ele foi passar uma semana em São Paulo para finalizar um trabalho e acabou conhecendo os “moleques da Baixada Santista”, como diz. “Tudo fluiu e fechamos esse trabalho que eu levo para o resto da minha vida”, comenta o artista. Por fim, o terceiro participante da faixa Além foi Narciso, representando Macaé, Rio de Janeiro, com o DDD 022. “Me encontrei com o Arthurzinho (Sistema Cruel), estávamos procurando um estúdio para captar voz, conhecemos a rapaziada da HomiesProd e fluímos mais um trampo”.
Xandra Joplin morre aos 56 anos, em Santos

A cantora Xandra Joplin morreu aos 56 anos, em Santos, vítima de um câncer, nesta terça-feira (31). A artista ficou conhecida por fazer cover da cantora Janis Joplin, e por copiar seu visual. Ela era uma das artistas independentes mais conhecidas da região, e participou de programas de televisão e ganhou prêmios ao longo da carreira. Xandra foi diagnosticada com um câncer de colo de útero em 2020, e fazia quimioterapia para tratar a doença. Aliás, nas redes sociais, amigos chegaram a criar uma vaquinha virtual para ajudar a cantora a arcar com as despesas de seu tratamento. Contudo, da meta de R$ 15 mil, foram arrecadados cerca de R$ 13 mil. Despedida Pelas redes sociais, fãs, colegas e amigos prestaram homenagens a Xandra. O também músico Ismael Bastos, disse: “Estivemos juntos entre o final do ano de 2009 e setembro de 2012. Nesse tempo em que ficamos juntos, aconteceram coisas muito marcantes na minha vida. Ela me fez virar guitarrista de sua banda. Tivemos um projeto acústico que foi uma das coisas mais divertidas que eu já fiz em termos de música. Gravamos duas músicas minhas em um estúdio, onde essas músicas com a voz dela, deu aquele colorido que ela sabia muito bem dar”, publicou nas redes sociais. “Antes dela descobrir o câncer, ela não estava fazendo shows por causa da pandemia, o que dificultou sua vida financeira. Triste saber que se foi. Não só pelo talento que tinha, mas também pela criança que tinha dentro dela”, emocionou-se. O músico Luciano Albano também prestou sua homenagem a cantora nas redes sociais: “Convivi pouco com ela, mas o suficiente para admirar ainda mais seu talento gigantesco. Xandrinha nos contagiava com sua voz, com seu timbre, carisma, alegria. Respirava rock, nos surpreendia com suas performances inebriantes. Mas o que mais me chamava atenção era seu sorriso fácil, sincero. Vai deixar muita saudade. Mas as lembranças sempre estarão vivas.” O velório acontece na manhã de quarta-feira (1º), na Santa Casa de Santos, e o sepultamento será no Cemitério do Saboó. Carreira de Xandra Joplin Xandra Joplin começou a cantar com a banda The Wiser, mas logo passou a ser comparada com Janis Joplin. A banda terminou e, desde então, ela se dedicava a fazer cover da americana, ícone do rock dos anos 60. Xandra foi premiada em concursos de covers, e deu diversas entrevistas para a televisão.
D3cker, rapper santista, lança terceiro álbum BU3NO

Murilo Bueno Ferreira, 21, mais conhecido como D3cker, é um artista experimental de Santos. Ele mescla sonoridades do indie ao pop com sua vertente principal, o trap. D3cker, retorna à cena com seu o álbum BU3NO, lançado na segunda-feira (26). Em resumo, é o terceiro em sua carreira, escrito durante um período em que o artista se viu isolado da sociedade por causa de problemas com drogas. Na produção, D3cker conta que entrega sua alma em cada faixa. Todas foram mixadas e masterizaras por ele. Exceto a última do álbum, realizada pelo Sandrim. Já a produção instrumental é de Real Nage e Sandrim, amigos de longa data do artista. As faixas têm uma atmosfera melódica totalmente diferente de seu primeiro álbum. Mas, segundo ele, seguem o mesmo princípio dos anteriores: letras sinceras, bem escritas e pessoais. Tem um tom maduro e sincero sobre escolhas e consequências na vida de um artista em busca do sonho. Ele traz temas como sua luta contra as drogas no mundo da música, a transição para a nova forma de enxergar a fama e a trajetória até ela. D3cker lançou o primeiro álbum de estúdio Submundo em 2019. A queda E O sentido em 2020 e agora o terceiro Bu3no em 2021. O trabalho do D3cker pode ser acompanhado pelas redes sociais: Instagram, Spotify e Youtube.
Bayside Kings inicia nova fase em português; ouça Existência

A banda santista Bayside Kings inicia uma nova etapa da carreira com o single Existência, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (25). Aliás, a faixa é um lançamento da Olga Music, braço de distribuição da Warner Music. Esta é a primeira música com letra em português da BSK. Mais do que uma mudança no idioma, o objetivo é levar a mensagem de resistência e autoconhecimento de uma forma ainda mais direta e clara. Existência é sobre ter voz e um rosto, é sobre mostrar ao indivíduo que ele existe e faz parte de um grupo ou de uma ideia. Também aponta que todas as ações devem e trazem impacto na sua própria vida e das pessoas próximas. O vocalista Milton Aguiar amplia o contexto de Existência. “Existência é o tempo do agora – o ontem já passou e o amanhã não chegou. Por isso, precisamos sentir, fazer valer e perpetuar o aqui e o agora, dar o nosso melhor no momento para existir, como um tributo ao ontem e um pavimento ao amanhã”. A mudança a partir de Existência O cenário sócio-político nacional de 2018, conta Milton, foi o ponto de partida para a mudança na forma de levar a mensagem do Bayside Kings. “O agora e o futuro daquele tempo demandava à banda atingir nosso público e ir além de quem já nos conhece, e com uma mensagem uniforme”. As letras em português, portanto, são uma forma de conversa com outros públicos, outras culturas, além de estreitar a relação com os fãs. “Queremos abrir novos campos de diálogo”, revela o vocalista, que estudou as métricas do português para adequar a sua forma de cantar – bandas como Colligere e Mais que Palavras são algumas referências para este processo. O resultado está em Existência, em que cada palavra da música é entendida. “Um recomeço, com a experiência e maturidade de 10 anos. “Queremos coisas novas e esse é o momento ideal”, completa Milton.
Expoente da MPB santista, Gon lança versão lo-fi de “Sinhô”

Foi na reclusão da quarentena que o músico santista Gon viu que era possível e preciso se reinventar. Apesar de ter lançado o seu primeiro EP, Origami, dias antes de oficialmente ter sido declarado que estávamos vivendo uma pandemia de covid-19, o artista, nos meses que passou em casa, decidiu dar uma nova cara para a sua mais bem-sucedida composição: a canção Sinhô. Com mais de 20 mil plays nas plataformas digitais, Sinhô acaba de ganhar uma nova roupagem no estilo lo-fi. Em resumo, é um tipo de gravação marcada por ser feita com poucos recursos técnicos e muitas vezes em estúdios caseiros. Aliás, tudo a ver para quem passou o último ano em casa sem poder se apresentar. “Estar nessa fase de pandemia não foi nada simples, mas depois de um tempo em casa, aprendi a usar essas músicas como ferramenta de relacionamento. Eu aprendi que poderia usar essa arte para me conectar com as pessoas de forma verdadeira”, diz o cantor e compositor. A composição une as atmosferas do conforto da música lo-fi e a sinceridade emocional do artista. Aliás, é um convite para ouvir todas as músicas desse músico promissor da Baixada Santista. Ouça o som abaixo
Saudade: UELO aborda nostalgia e mistura indie e música pop em novo single

“Um aperto no peito somado à vontade de reviver algum momento especial”. É sobre isso que a UELO canta no single Saudade. A faixa mistura o pop, o rock e o indie com a musicalidade brasileira e antecipa o segundo disco da banda santista, homônimo e previsto para o segundo semestre de 2021. O lançamento chega às plataformas digitais acompanhado de um videoclipe. No roteiro, a UELO aborda a nostalgia e a importância das amizades e das paixões no início da vida adulta. O videoclipe é uma realização da produtora Berry. Na ocasião, a obra foi dirigida pelo vocalista Gabriel Lobo em parceria com a cineasta Thayná Vergara. A música, por sua vez, foi concebida no próprio estúdio da banda, que se inspirou principalmente em nomes como Lagum e The Neighborhood durante as sessões de gravação. O cantor e compositor relata o teor sentimental da letra da faixa. “Quando as coisas não vão bem, o universo e a vida tratam de encaixar a pessoa ideal na nossa vida. Uma amizade, um amor. É aquele alguém com quem podemos contar nos momentos mais difíceis. Nesta música, falamos justamente sobre sentir ‘Saudade’ dessa pessoa”, frisou Gabriel Lobo. Além de Gabriel, a UELO é formada pelos músicos Raphael Ueda (guitarra e backing vocals), Gabriel Nunes (guitarra), Luiz Kaneda (bateria) e Vitor Bueno (baixo e backing vocals). Anteriormente, o quinteto lançou o álbum Maior Que O Mundo (2019) e os singles Frio (2020) e Aonde Você For (2018), entre outras canções autorais.
Aguaesal, duo de irmãos, lança música que fala de amor e positividade

Aguaesal, duo formado pelos irmãos Isabela e Gabriel Panza, lançou o single O Amor Chegou. Em resumo, a música traz uma mensagem positiva carregada de amor e boas energias. A canção abre uma série de lançamentos, misturando influências que vão com facilidade do rock ao reggae. No entanto, o que resume o som do duo é a simplicidade com arranjos orgânicos e a leveza do acústico. Para marcar a estreia de O Amor Chegou, o duo faz neste sábado (10), às 21h, uma live interativa no Instagram @aguaesal.oficial. Aliás, a live do Aguaesal contará com sorteio de um ukulele, uma camiseta e um chaveiro autografados pelos irmãos. “Em meio ao caos que estamos vivendo, diante de uma pandemia que mudou a rotina do mundo todo, poder falar de amor de uma forma simples e levar aos ouvintes uma mensagem positiva, pode melhorar o dia de alguém e mudar por alguns minutos a frequência de pensamentos negativos que hoje nos assombram…”, diz Gabriel Panza, produtor e compositor da música. “Nós criamos uma nova veia do estilo musical da nova musica popular brasileira que intitulamos de Hug Music, um abraço em forma de música, visto que o mundo precisa tanto ser abraçado por boas energias”, comenta a vocalista Isabela Panza.
Kosmovoid, o krautrock caiçara com cara de trilha sonora de filme de ficção

De tempos em tempos, o cenário musical da Baixada Santista nos surpreende com novidades sonoras. É assim desde os anos 1970, quando o Recordando o Vale das Maçãs marcou época, enquanto Vulcano e Harry chamaram a atenção do mercado europeu na década seguinte. E nem tínhamos Spotify e YouTube para facilitar o alcance a outros países. A boa nova da vez é o Kosmovoid, que transporta o ouvinte para uma viagem pelo mundo com canções “climatizadas”. Com trabalho instrumental de alto nível, a banda parece ter sido criada para fazer trilhas sonoras de filmes cult, de ficção científica e até ação. Impressionante! Formado no ano passado, o grupo não perdeu tempo durante a pandemia e finalizou um material rico que havia sido gravado entre o fim de 2019 e o início de 2020. Em resumo, todo esse conteúdo foi dividido em dois álbuns: Crisálida e Escapismo, com um total de 22 faixas. A divisão dos álbuns “Tínhamos muito material quando entramos em estúdio, em 2019. Durante o processo que foi até fevereiro deste ano, ainda gravamos extras, encerrados às pressas com a explosão da pandemia. Com toda essa loucura de covid-19 e o mundo de pernas para o ar, o sentimento de dúvida de quando iríamos tocar ao vivo nos inspirou a escolher essa estratégia kamikaze de lançar o disco de estreia duplo”, comenta Edu Pereira, sintetizador, guitarrista e vocalista. “As faixas de Crisálida traduzem as fases de transição, nossa transmutação musical e linguagem artística, e se comunica com Escapismo no sentido que antes gestando, no casulo, agora transformado ele tem N possibilidades e liberdade para explorar mundos musicais de estilos distintos e sem regras”, completa Edu. A banda, por sinal, começou como um duo: Eduardo e Enrico Bagnato (bateria, percussão), que já são parceiros na música de longa data. Ambos eram integrantes, anteriormente, da seminal shoegaze guitar band A Sea of Leaves. Em seu início, a Kosmovoid optou por uma formação mais enxuta. Porém, ao longo das gravações e colaborações, Marcelo Garcia (baixo e guitarra barítono), acabou se tornando um membro honorário. O álbum também contou com Mateus Novaes (Erudite Stoner), que já destacamos no Blog n’ Roll, com contribuições no processo de composição e participações especiais na guitarra em algumas das músicas, e Robert Silva, com um spoken-word na faixa Ugatz. Influências Para os já iniciados nas vertentes exploradas pelo Kosmovoid, certamente influências de Tangerine Dream, Kraftwerk, Can, Dead Can Dance, Goblin, Mogwai e John Zorn ficarão mais perceptíveis. Tendo o experimentalismo como seu norte, o Kosmovoid explora gêneros como o krautrock alemão, “kosmisches Musik”/ música cósmica dos anos 70 e a transgressão do rock pós-industrial e gothic das décadas de 1970 e 1980, e estabelece uma comunicação desses gêneros com o minimalismo da música drone e ambient, além de estilos contemporâneos como o post-rock, e shoegaze. “Nossa música traz uma experiência diferente ao ouvinte. Por ser uma banda instrumental, os temas trabalham muito com o imagético, é muito audiovisual, são como trilhas sonoras de filmes. Esse tom cinemático evoca sentimentos de melancolia e poesia, paisagens distópicas e desoladoras, um amalgama de mitologia e folclore de diferentes culturas. É uma viagem cósmica e visitas a mundos desconhecidos”. Repercussão internacional Eduardo conta que a repercussão com os álbuns do Kosmovoid tem sido ótima. “Além do feedback direto que recebemos de fora e dentro do Brasil por meio de nossas mídias sociais e Bandcamp, também tivemos a sorte do nosso selo, Dissenso Records, ser capitaneado pela experiente dupla Erick Cruxen e Muriel Curi, ambos da banda Labirinto. Eles possuem muitos contatos com blogs europeus e americanos. Dessa forma, conseguimos obter ótimas resenhas prévias ao lançamento”.