Monsters of Rock retorna a São Paulo em 2023 e já tem data marcada

O Monsters of Rock, um dos festivais preferidos de fãs de metal e hard rock, voltará ao Brasil no primeiro semestre do ano que vem. A confirmação veio nesta quarta-feira (16), por meio das redes sociais da Mercury Concerts. Ainda sem atrações e local definido, a única coisa que se sabe é que o evento será realizado em 22 de abril, em São Paulo. Surgido na Inglaterra e com festivais em diversos países, o Monsters of Rock já teve seis edições no Brasil. A primeira foi em 1994, no Pacaembu, em São Paulo, com as presenças de bandas como Suicidal Tendencies, Black Sabbath, Slayer e Kiss. No ano seguinte, também no Pacaembu, Therapy?, Megadeth, Faith No More, Alice Cooper e Ozzy Osbourne foram os principais nomes. Em 1996, novamente no Pacaembu, Mercyful Fate, King Diamond, Helloween, Biohazard, Motörhead, Skid Row e Iron Maiden agigantaram o festival, que também teve uma edição reduzida, no Rio de Janeiro, com Skid Row, Motörhead e Iron Maiden. De casa nova, na Pista de Atletismo do Ibirapuera, a edição de 1998 reuniu velhos conhecidos e nomes inéditos, tais como Glenn Hughes, Savatage, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e Slayer. Quinze anos depois, sem edições por aqui, o Monsters of Rock retornou ao Brasil, com dois dias no Anhembi, em São Paulo. O lineup reuniu nomes da antiga e nova geração. Slipknot, Korn, Limp Bizkit, Hatebreed e Gojira dividiram o palco com Aerosmith, Whitesnake, Ratt, Queensrÿche, entre outros. A última edição, em 2015, também no Anhembi, seguiu uma proposta semelhante. Colocou nomes como Ozzy Osbourne, Judas Priest, Kiss, Accept e Manowar com Rival Sons, Coal Chamber, Black Veil Brides e Steel Panther. O que será que vem por aí? Façam suas apostas!

shame abre a roda e consolida relação com fãs em São Paulo

Matheus Degásperi Ojea No já longínquo ano de 2019, os londrinos da shame se apresentaram pela primeira vez no Brasil. Na época, eles vieram como parte do line-up do Balaclava Fest, festival organizado pelo selo independente de mesmo nome, e fizeram uma apresentação paralela, na extinta casa de shows Breve. Então com apenas um disco de estúdio lançado, a passagem da banda, principalmente o show na Breve, visto por algumas centenas de pessoas, rapidamente se tornou um dos eventos mais comentados daquele ano e serviu de carta de apresentação aos fãs brasileiros.  No último fim de semana, uma pandemia e um disco novo depois, a missão da banda, tocando sozinha na Fabrique, era avançar a relação para o próximo nível, o que conseguiu com maestria em um show explosivo. Parte de uma nova leva de bandas de punk e de pós punk surgidas na esteira do Brexit e dos sucessivos fracassos da condução do partido conservador inglês na política do país, o quinteto, no palco, parece aquela banda que os seus amigos formaram no ensino médio, se ela tivesse dado certo. Os integrantes, todos na casa dos 20 anos, aparentam ter recém saído da adolescência. O vocalista, Charlie Steen (rs), é o grande foco das atenções desde o primeiro momento, tanto pela sua altura quanto pelo carisma. Com uma performance magnética, ele conduz a pista (muitas vezes de dentro dela), que se transforma em um grande mosh pit durante a cerca de uma hora e meia do show. Pode até ser uma cartilha seguida por grande parte dos frontmen do estilo, porém é sempre satisfatório ver ela executada à perfeição e, principalmente, de maneira honesta. O restante da banda (Sean Coyle-Smith e Eddie Green, nas guitarras, Josh Finerty, no baixo, e Charlie Forbes, na bateria), apesar de mais discreta, não fica atrás. Bem entrosados, não só pelos ensaios, mas também por uma agenda lotada de shows pelo mundo, a banda dá o clima da festa sem deixar tempo para o público respirar. Pelo meio da apresentação, estão todos igualmente suados, público e artistas. Vale destacar o português macarrônico de Charlie Steen. O vocalista demonstrou um pouco mais de domínio na língua do que a média dos artistas internacionais que tocam no país. No meio do show explicou: “minha namorada é brasileira”. Disco novo, turnê nova do shame A responsável por trazer a banda ao Brasil é, novamente, a Balaclava Records, que comemora 10 anos em 2022. A turnê que passa pelo país é a do segundo disco de estúdio da banda, o ótimo Drunk Tank Pink, lançado em 2021 e composto durante a fase mais grave da pandemia de Covid-19. Mais sombrio que o seu antecessor (Songs of Praise, de 2018), o disco novo demonstra uma evolução da banda, porém não perde a essência do som levado por baixo e guitarras do primeiro registro. O disco, não por acaso, carrega uma ansiedade latente em boa parte de suas letras. No show, as faixas dos dois discos estão bem equilibradas, como a abertura, com Dust on Trial, do primeiro, e Alphabet, do segundo, já demonstra logo de cara. Tudo é bem recebido pelo público, que canta junto e, na falta da letra decorada, demonstra a sua satisfação na roda. O set é encerrado com Snow Day, uma das faixas mais interessantes do Drunk Tank Pink e que parece ser feita sob medida para finalizar apresentações.  No entanto, não foi o fim de verdade. Após vários gritos de “olê, olê, olê, shame, shame”, a banda voltou ao palco, visivelmente satisfeita, para um incomum bis, com Gold Hole, do disco de estreia, somente então o show se encerrou e os roadies puderam subir ao palco para retirar o equipamento. Uma das coisas que mais chama a atenção no show da shame é o quão urgente ele é. A banda está acontecendo agora. O que o futuro reserva não dá para saber, porém, fica a oportunidade de acompanhar o crescimento de um dos grupos mais interessantes do rock atual. Independentemente de qualquer coisa, a relação entre a banda e os fãs brasileiros parece assegurada. Ao fim do show, Charlie prometeu voltar ao país ainda no ano que vem, com um disco novo. Ficamos no aguardo do cumprimento da promessa. SETLIST Dust on Trial Alphabet Fingers of Steel Concrete Alibis The Lick Six Pack Tasteless Adderall Born in Luton 6/1 Burning By Design One Rizla Angie Water in the Well Snow Day  BIS: Gold Hole

Twenty One Pilots rouba a cena no GP Week, em São Paulo

Durante o show no GP Week, em São Paulo, o vocalista do Twenty One Pilots, Tyler Joseph, confirmou o que os fãs já esperavam: era o último show da fase Scaled and Icy, álbum lançado em 2021. E o gran finale não poderia ter sido mais impactante. O Blog n’ Roll já havia acompanhado um dos shows da série de apresentações em Londres, no meio do ano, mas o que vimos no O2 Brixton Academy ganhou proporções épicas no Allianz Parque. Tyler Joseph fez coisas, no mínimo, inusitadas, como escalar uma alta torre de transmissão para cantar e tocar Car Radio e Stressed Out, lá do topo do estádio. As investidas no público, como cantar Ride nos braços dos fãs, foi algo improvisado por aqui. E foi com essa energia que a dupla mais badalada da atualidade fez um dos shows mais incríveis da temporada no Brasil. Aliás, mesmo que o repertório não mude tanto de um lugar para o outro, o Twenty One Pilots consegue aprontar algumas surpresas. Guns for Hands, por exemplo, abriu pela primeira vez um show da dupla. Morph e Holding on to You, com os dois integrantes ainda mascarados, encerram a abertura sem a presença dos músicos de apoio. Curioso notar que o baixista Skyler Acord (Issues) não foi tão festejado como ocorrera em Londres, no meio do ano. Aqui, coube o protagonismo para o guitarrista Dan Geraghty e o trompetista Jesse Blum (queridinho das bandas de pop punk americanas). Em seu momento solo, Blum tocou Aquarela do Brasil, arrancando muitos aplausos e gritos dos fãs. Em Mulberry Street, Tyler Joseph comandou um jogo de luzes dos fãs. E pareceu se divertir muito com a tradução de up e down. “Pra cima, baixo”, disse aos risos. Logo depois, os músicos improvisaram uma fogueira no palco para fazer um set acústico. Por lá, fizeram um medley das melhores músicas da dupla, incluindo The Judge, Migraine, Tear my Heart, House of Gold e We Don’t Believe Whats on TV. O que se viu após a Aquarela do Brasil, que veio na sequência do set acústico, foi um desfile de hits e invasões dos integrantes na plateia. Jumpsuit, Heavydirtysoul, Level of Concern, Ride, Shy Away, Car Radio, Stressed Out, Heathens e Trees. Não teve tempo para sair do palco esperando o pedido por bis. Foi uma porrada única. Emocionado com o apoio dos fãs, Tyler Joseph prometeu não demorar para retornar ao Brasil. Claro que a pandemia contribuiu, mas acredito que será difícil a dupla ficar mais quatro anos sem vir ao País. Setlist Guns for Hands Morph Holding on to You The Outside Lane Boy Chlorine Mulberry Street Set acústico The Judge / Migraine The Hype / Nico and The Niners / Tear my Heart House of Gold / We Don’t Believe Whats on TV Palco principal  Aquarela do Brasil/ Halo Theme Jumpsuit Heavydirtysoul Level of Concern Ride Shy Away Car Radio Stressed Out Heathens Trees

Hot Chip faz show flopado em dia de grandes apresentações

A banda inglesa Hot Chip, que veio na sequência do The Band Camino, foi quem destoou do lineup do GP Week, no Allianz Parque, em São Paulo. Foi a única apresentação na qual parte do público continuou sentada na pista premium aguardando os shows principais. De fato, sonoridade não batia muito com as demais atrações e a falta de carisma do vocalista também atrapalhou. Alexis Taylor parece estar em um show particular dentro do próprio quarto, sem animação alguma. Felizmente, ele é o único que estava em um mundo paralelo. Os demais integrantes parecem se divertir bastante com as próprias canções. Dançam como se não houvesse o amanhã. Mas vale destacar que isso não é assim sempre. Alexis costuma ser muito mais animado e carismático. O repertório do Hot Chip foi bem direcionado para os dois últimos lançamentos da banda, Freakout/Release e A Bath Full of Ecstasy, que tiveram três e duas músicas executadas, respectivamente. Não quero ser injusto com a banda, talvez a vibe tenha sido estragada pelos fãs que estavam muito ansiosos por Twenty One Pilots e The Killers. Setlist Down Flutes Eleanor Freakout/Release Hungry Child Ready for the Floor Straight to the Morning Melody of Love Dance (ESG cover) Over and Over Huarache Lights I Feel Better

Cut Copy retorna ao Brasil para show único; veja preços

A banda australiana Cut Copy volta ao Brasil em 2023, para uma apresentação única em São Paulo, no dia 19 de março, na Audio. Os ingressos para a apresentação em São Paulo estarão disponíveis a partir de sexta-feira (11), às 10h, no site da Eventim. Indicados ao Grammy e vencedores do ARIA Awards, boa parte do sucesso da banda se deve à sonoridade que desafia barreiras. Enquadrá-los unicamente na categoria de música eletrônica é um erro. O som do grupo resgata referências da dance music de várias décadas, mas elas aparecem junto ao rock, rock alternativo, new wave, indie rock, deep house, synth pop – haja gênero para abarcar toda a sonoridade dos australianos. O show vai contar ainda com a abertura da dupla australiana/norte-americana Neil Frances, que vem chamando a atenção com seu pop eletrônico com batidas calorosas e apresentações ao vivo consideradas imperdíveis. SERVIÇO – CUT COPY EM SÃO PAULOData: 19/03/2022Local: AudioEndereço: Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca, São Paulo – SPHorário da Apresentação: 19h00Abertura da Casa: 18h00Classificação etária: 18 anos. 16 e 17 anos permitida a entrada desde que acompanhado de um responsável. Setores e preços Pista (lote 1) – R$ 260,00 (inteira) | R$ 130,00 (meia-entrada)Pista (lote 2) – R$ 280,00 (inteira) | R$ 140,00 (meia-entrada)Pista (lote 3) – R$ 300,00 (inteira) | R$ 150,00 (meia-entrada)Mezanino (lote único) – R$ 350,00 (inteira | R$ 175,00 (meia-entrada)

Joss Stone celebra 20 anos de carreira com dois shows no Brasil

A turnê mundial 20 Years of Soul, de Joss Stone, que celebra 20 anos da carreira, será lançada em fevereiro, na Alemanha, e chega o Brasil em abril, com dois shows: o primeiro no dia 20, em São Paulo, na Vibra, e o segundo no dia 24, em Curitiba, no Teatro Positivo. Os ingressos já estão à venda no Uhuu para o show de São Paulo e no Disk Ingressos para a apresentação de Curitiba. Com oito álbuns lançados em 16 anos, Joss Stone não só cresceu artisticamente, mas também desenvolveu um senso aguçado sobre o foco de sua carreira musical. Enquanto manteve a companhia da realeza musical, apresentando-se ao lado de artistas reverenciados como James Brown, Herbie Hancock, Stevie Wonder, Gladys Knight, Sting, Van Morrison e Melissa Etheridge, para citar apenas alguns, Joss sempre foi conhecida por experimentar diferentes estilos em seu próprio trabalho. SERVIÇO – SÃO PAULO Data: Quinta-feira, 20/04/2023Local: Vibra São Paulo – Avenida das Nações Unidas, 17.955 – Vila AlmeidaHorário de abertura das portas: 19h30Horário de início do show: 21h30Vendas de ingressos: UhuuData do início de vendas: Quinta-feira, 10 de novembro, às 12h Preços dos ingressosCamarote – R$900 / Meia R$450Mesa Premium – R$800 / Meia R$400Mesa Setor 1 – R$720 / Meia R$360Mesa Setor 2 – R$640 / Meia R$320Poltrona – R$660 / Meia R$330Plateia Superior – R$530 / Meia R$265Visão Parcial – R$390 / Meia R$195