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Zapi relembra o cinema mudo com o clipe de Futura Ex

Grande referência como compositor, Zapi coleciona sucessos como o disco de diamante com a composição da faixa Céu Azul para a cantora Negra Li no projeto Poesia Acústica 7 e o disco de ouro em uma parceria com o grupo Costa Gold. Agora, o artista lançou Futura-Ex em todos os aplicativos de música no fim de julho, trazendo no clipe grandes referências do cinema mudo, como Charles Chaplin. Produzida por Tiago Hospede, ex-guitarrista do Dead Fish, o single conta uma história de amor e ódio retratada no clipe, dirigido por Fabio Marin da OTZI, que mostra um relacionamento instável de maneira cômica e leve. O figurino remete aos anos 1960, insinuando artisticamente que este tipo de dinâmica entre casais não é nada novo. “O nosso objetivo é balançar a cena do rock nacional que se apresenta pouco explorada no Brasil, trazendo fortes referências das bandas gringas clássicas como Blink 182 e artistas emergentes do pop punk internacional atual, como Machine Gun Kelly, YunBlub, BlackBear, entre outros”, explica o artista. Futura-Ex faz parte projeto de rock intitulado Punkmantra, que vem sendo lançado em singles mensalmente e chegará completo em todos os aplicativos de música ainda este ano. Confira Futura-Ex, de Zapi, abaixo
Kabaka Pyramid e Damian Marley lançam “Red, Gold & Green”

O vermelho, amarelo e verde juntos significam algo grandioso para muitas pessoas. Para Kabaka Pyramid e Damian “Jr Gong” Marley, dois dos maiores nomes do reggae internacional, uniram sua sinergia musical para destacar o significado das cores para a tradição rastafari e o gênero musical. Red, Gold & Green está repleta de nuances e versos imaculados pelos quais ambos os artistas são bem conhecidos. Além de participar da faixa, Damian Marley também assina a produção do single. O resultado da colaboração entre Kabaka Pyramid e Damian Marley, que já se apresentou no Brasil, no festival SWU, é um presente aos ouvintes: letras impactantes, musicalidade e melodias. Do refrão bem harmonizado, ao ritmo contagiante do reggae e versos perspicazes, esta faixa é uma continuação da música de qualidade pela qual a Ghetto Youths International e Bebble Rock – nomes dos selos de Damian e Kabaka, respectivamente – são famosos. “Red, Gold and Green está realmente chegando à raiz da bandeira etíope como um símbolo do Rastafari globalmente e o que realmente significa da nossa perspectiva, aqueles que a vivem e o que significa levar essa mensagem através da música”, diz Kabaka. Enquanto Kabaka fala sobre o aspecto musical e o significado de manter a tradição apesar da mudança dos tempos, Damian Marley, que é filho do Rei do Reggae com a Miss Mundo Cindy Breakspeare, complementa com um verso igualmente liricamente potente. Gong torna-se poético sobre a ligação entre a Etiópia, Haile Selassie I e a tradição Rastafari com facilidade. Embora essa dupla dinâmica tenha se ligado em outras faixas e produções, esta é especial em seu foco em uma missão e significado. Ela transmite uma mensagem comovente e importante sobre autenticidade e nos lembra identidade e da tradição. A música educa sem confundir; elabora sem meandros, mas o mais louvável é que não poupa as conexões muitas vezes ausentes entre as culturas. “Quando agitamos a bandeira ao redor do mundo, trazemos os ensinamentos e a inspiração de Haile Selassie I para as massas, algumas que veem as profundezas do Rastafari e outras que o veem apenas como um estilo e estritamente música. Queremos que as pessoas saibam que levamos a sério nossa tradição e herança e que essas cores têm um significado mais profundo do que apenas uma combinação de cores quaisquer. Todos são bem-vindos para participar da vibração, mas também é bom tirar um tempo para conhecer o Rei e adicionar significado a essas cores divinas”, diz Kabaka Pyramid.
Após estourar em parceria com Matuê, Raonir Braz lança EP Persona Vol. 1

Muito se fala e, principalmente, se canta sobre o amor romântico, as alegrias, mas poucas vezes ouvimos sobre as frustrações e desilusões que sofremos. Para contemplar todas essas facetas que Raonir Braz traz o melhor do afrobeat em seu EP Persona Vol.1. Com composições e produção musical do próprio Raonir em parceria com André That, sócio do artista na MPN Records, o projeto traz ainda a participação de RLLXX na faixa Sem Freio, André That na música Sua Vibe e Gibi na canção Barcelona. “O Afrobeat está bem presente no EP, é um gênero que se comunica com as nossas raízes e, pela temática, o afro consegue dar aquela pitada de romance. Mas também o cargo chefe é uma mistura bem interessante, diria facilmente que é World Music”, explica Raonir. O artista também explica que o Persona Vol.1 apresenta toda a ideologia amorosa. “Seja em frustração de um amor não correspondido, seja pela atração física e também pela revirada de jogo. O amor é muito estereotipado somente em coisas boas, mas também sofremos por amar”, completa. Além do EP, a canção Sinal também chega com clipe. Dirigido por Caio Canine, que assinou clipes de Mc Livinho, Hyperanhas e vários da GR6, o vídeo traz uma sensação de saudade e um desabafo por isso. “A casa com as nossas coisas guardadas para uma mudança devido a uma separação. Andamos pela cidade de São Paulo e nunca nos encontramos”, revela o artista. Como o próprio nome já diz, Persona Vol.1 ganhará o volume dois ainda este ano com uma nova temática e estética musical, representando as mudanças e versatilidades de Raonir Braz.
Clássicos da música brasileira ganham nova cara em Brazil Goes Lofi Vol.1

A música Lofi vem ganhando cada vez mais espaço, principalmente, durante e após a pandemia. Derivado do inglês low fidelity, ou seja, baixa fidelidade, o gênero tem como característica a leveza e a simplicidade e, muitas vezes, não carrega vocais. Antenado com as tendências, o cantor, empresário e produtor musical, Pe Lu se uniu ao artista visual e especialista em marketing digital, Finson Gallar para criar o Selo Musical Lofi Land, derivado do projeto artístico que já possui mais de 2 milhões de streaming nas plataformas. Agora, o selo lança seu primeiro projeto completo, o Brazil Goes Lofi Vol.1. O projeto traz dez releituras de clássicos da música nacional feitas pelos maiores produtores e produtoras do Lo-fi no Brasil. Já foram lançadas as versões de Mulheres, Garota de Ipanema, Água de beber, As Rosas não Falam, Tarde em Itapoã. As mais recentes são Pelo Telefone, Jura, O Mar Serenou, Aquarela e Samba da Benção. Linearwave, IzaBeats, Faout, Raul Coca e Mu’Gambi estão entre os produtores do álbum. “Para primeira compilação do Lofi Land quisemos escolher um repertório que fosse muito forte no imaginário de qualquer pessoa, músicas que todo mundo conhece e canta e que trouxessem um pouco da imensidão da nossa cultura”, explica Pe Lu. “A ideia era criar um repertório que surpreendesse, juntando melodias imortais com arranjos modernos de lo-fi hip hop e suas vertentes”, completa Finson Gallar.
BK’ e Sá & Guarabyra se apresentam no Sesc Santos nesta semana

A programação do Sesc Santos em agosto começa com o cantor e compositor carioca, BK. O rapper, um dos principais nomes do ritmo na atualidade apresenta seu novo EP, Cidade do Pecado, nesta quinta (4), a partir das 20h, na Comedoria. Os ingressos estão esgotados. Qual o seu maior pecado? Essa é a pergunta que guia o rapper BK’ ao longo do EP Cidade do Pecado. Com cinco faixas, ele aborda como as metrópoles são soberanas aos indivíduos, trazendo as situações mais nuas e cruas possíveis a respeito dos efeitos que elas causam nas pessoas. “Eu quis mostrar um outro lado do rolé, a forma que ele afeta nosso psicológico, sem glamourizar a violência, a putaria ou a ostentação”, reflete o carioca. Entre as inspirações sonoras que guiaram o rapper na produção deste EP, Marcelo D2 se destaca pela originalidade que conseguiu trazer quando incorporou o samba ao seu som. Na procura da batida perfeita, BK’ se juntou com JXNV$, produtor musical com quem já colaborou em trabalhos anteriores, para alcançar um resultado que caminhe entre o funk brasileiro e o afrobeat. SERVIÇO Local: Comedoria Dia 4/8. Quinta, às 20h Ingressos: Esgotados Classificação etária: 16 anos Sá & Guarabyra Na sexta (5), às 20h no Teatro, dois grandes nomes da música popular brasileira, Sá & Guarabyra. Com o show Cinamomo, a dupla marcada pela mídia como criadores de um gênero — o Rock Rural — S&G aceitam o rótulo, mas querem mostrar neste show a vasta gama de caminhos seguidos por sua música. Os ingressos custam para R$ 12,00 a R$ 40,00 disponíveis on-line e nas bilheterias do Sesc SP. Versatilidade sempre foi uma característica na composição dos dois. Sendo ambos melodistas e letristas, Sá e Guarabyra podem se dar ao luxo de utilizar várias combinações de seus talentos registradas em quase quatrocentas músicas gravadas, não só por eles mesmos, como também pelas principais figuras da música brasileira de vários gêneros e gerações. Além dos rearranjos definidores e definitivos de eternos megahits, desde o medley de Jesus Numa Moto (Zé Rodrix) e Mestre Jonas (Sá Rodrix e Guarabyra), que homenageia e traz a saudade do parceiro Zé Rodrix, a Caçador de Mim (Sergio Magrão / Sá), Espanhola (Flavio Venturini / Guarabyra), Dona e Sobradinho (S&G), surgem também neste show aqueles “lados B” que os fãs da dupla vinham pedindo de volta, partindo do sertão são-franciscano de Cinamomo e Tabuleiro às peripécias nova-iorquinas de Ziriguidum Tchan e indo até as aventuras de estrada como Meu Lar É Onde Estão Meus Sapatos e casos de amor vividos em “Paraíso Agora” e “Nuvens D’Água” — todas selecionadas dos 22 CDs e DVDs gravados por eles, incluídas em dezenas de trilhas de novelas e curtidas em incontáveis apresentações. Resumindo o conceito que marcará o que chamam de Começo de um novo ciclo, sobre CINAMOMO Sá e Guarabyra falam: “Este disco festeja não apenas nossa amizade. Comemora também nossa sobrevivência através de uma era excepcionalmente turbulenta, na qual nós, o Brasil e o Mundo, passamos — num espaço de tempo muito curto — por mudanças antes inimagináveis. Fixamos aqui em novas gravações e arranjos o que pensamos ser a roupagem definitiva de algumas das composições que consideramos decisivas para a compreensão do que foi nosso trabalho durante esses muitos anos de jornada musical. Nelas estão os amigos, amores e lugares que fizeram de nós os músicos e pessoas que somos”. SERVIÇO Local: Teatro Dia 5/8. Sexta, às 20h Ingressos: R$ 12,00 (credencial plena); R$ 20,00 (meia-entrada); R$ 40,00 (inteira) Classificação etária: 14 anos Venda online e nas bilheterias do Sesc SP
Inocentes lança EP com duas faixas inéditas; ouça!

“Punk rock direto, urgente e sem delongas”, é assim que a veterana Inocentes classifica o novo EP, lançado na última quinta-feira (28) nas principais plataformas digitais. Com duas faixas, Queima e Eu Vou Ouvir Ramones, o trabalho resgata o punk dos primórdios da banda paulista. “É uma porrada sonora, mas com a cara do Inocentes. Não é hardcore, não tem mistura, é o mais puro punk rock nascido nas ruas de São Paulo”, explica o vocalista Clemente Nascimento. Para compor a faixa título de Queima, que ganhou um lyric video desenvolvido por Gustavo Cordena, o vocalista conta que se inspirou através da relação estreita entre os acontecimentos no Brasil e no mundo. “Está tudo interligado e interdependente. Quando a floresta amazônica é queimada, não chove no sul do país e diminui a produção, e por aí vai. Esse avanço das posições extremistas pelo mundo, a ignorância institucional e institucionalizada em todas as esferas sociais, o capitalismo selvagem e sem controle é um desastre para a civilização, ou encontramos uma alternativa ou a antiga Nova Ordem Mundial vai pro saco, aliás já está indo”, reflete. Já Eu Vou Ouvir Ramones, foi composta pelo guitarrista Ronaldo Passos, que assume os vocais na faixa. “A ideia da música foi pelo fato de eu mesmo ter adotado o hábito de ouvir Ramones em diversas situações. É uma nova maneira de também dar um fod*- se”, revela o guitarrista. “Não foi a primeira vez que o Ronaldo assumiu os vocais”, conta Clemente. “Pra mim é legal, pois a letra tem aquele humor característico dele, humor ácido, que eu não ia conseguir reproduzir”, completa. Queima foi gravado no estúdio Wah Wah, com a produção de Michel Kuaker, uma vontade antiga da banda. “O Kuaker é muito talentoso e tem conhecimento técnico para capturar a banda com uma qualidade, além do bom gosto nas sugestões e mixagem. E o Alexandre Algranti da Black And Roll Recordings fez a produção executiva, viabilizando tudo, equipamentos e masterização, para que a gente chegasse nesse resultado que todos curtiram muito”. O EP também está disponível em NFTs, colecionáveis e que podem ser negociados. “Acho que vamos ser uma das primeiras bandas brasileiras a lançar fonogramas em NFTs”, arrisca Clemente, que deixa também um alerta para os mais desligados: “O Inocentes está vivo e produzindo”. Além de Clemente Nascimento (voz e guitarra) e Ronaldo Passos (guitarra), o Inocentes é composto por Anselmo Monstro (baixo) e Nonô (bateria).
Fibonattis faz homenagem aos sobreviventes de tragédia

A banda de street punk Fibonattis lança nesta sexta-feira (29) o single Tarde Demais, mais uma música do disco de mesmo nome, que chega no segundo semestre de 2022 pelo selo Repetente Records, idealizado e gerenciado por três músicos do CPM 22: Badauí, Phil Fargnoli e Ali Zaher Jr. Tarde Demais, assim como os singles anteriores, Cidade Mórbida, Vidas e Distintos Jamais, abordam temas sociais no cotidiano e meio urbano complexo e desafiador. A música é um relato e, de certa forma, uma homenagem a todas as pessoas da cidade da natal da Fibonattis, Francisco Morato, que perderam suas vidas soterradas devido aos deslizamentos de terra que ocorreram em março de 2016. Mas é também uma mensagem de força aos sobreviventes da tragédia, que ainda não se curaram da “dor” de perder um ente querido e seus lares. O novo single tem uma levada punk rock 77 mais cadenciado – não poderia ser diferente com esse tema. A melodia é marcante e, em alguns momentos, soa bem nostálgica.
Soutø amadurece trabalho solo com EP “My Mind Trip”

Entre canções ao mesmo tempo intensas e dançantes, o cantor e compositor Soutø faz do seu EP de estreia My Mind Trip uma jornada profundamente pessoal – mas também universal. O artista dialoga com questões emocionais íntimas e conversa com as principais tendências do pop, do rock, do rap e do lo-fi, em uma estética atemporal. O lançamento é do selo Caravela Records. O álbum vem na esteira do single e lyric video Die, e agora soma outras quatro faixas: Miss the roses, Vibes e Sem nós, com destaque para a canção de trabalho Keep Feeling Young. Elas têm em comum o fato de serem completamente realizadas por Soutø, da composição à produção e interpretação. A masterização é de João Cruz e Bruno Pessanha assina os vídeos e a arte de capa. Soutø faz dessa estreia o amadurecimento de uma jornada musical iniciada aos 12 anos, no violão. Aos 18, foi lançada a primeira música, Play, que dialogava com a cena do rock alternativo. Um ano depois, foi a vez de Before I Was Flying, seguida pelo single Get Tired. A partir daí, o artista começou a chamar atenção de estações de rádio, da imprensa e de DJs que realizaram remixes de suas músicas. Na sequência, Soutø revelou as composições Eterna Viagem, Vim da Paisagem e Die, citada anteriormente. Agora, o EP My Mind Trip celebra esse caminho com muita versatilidade, mostrando o surgimento de um artista já muito experiente – porém, ainda com muito para mostrar.